sábado, agosto 1, 2026

Agro

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Soja: é cedo para falar em problemas de produtividade no Brasil



O plantio da soja no Brasil está atrasado e a Bolsa de Mercadorias de Chicago observa essa situação. O consultor Luiz Fernando Gutierrez Roque, da Safras & Mercado, comentou durante o 8º Safras Agri Week que “o atraso é maior em Mato Grosso”, mas também ocorre em Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais. Apesar disso, ele acredita que ainda é cedo para falar em problemas de produtividade.

Quanto ao mercado interno, a expectativa é de preços firmes até o final do ano. “Os prêmios mais altos sustentam as cotações”, comenta o analista, acrescentando que tanto o dólar quanto os preços em Chicago têm contribuído. “As demandas de exportação e de esmagamento devem resultar em estoques limitados no país”, antecipa.

A longo prazo, tudo dependerá do tamanho da safra brasileira. “Hoje, o cenário é desfavorável para o início de 2025”, pondera Gutierrez Roque. Se a safra brasileira for robusta, há risco de uma queda acentuada nos preços internos.

Bolsa de Chicago

Para a Bolsa de Mercadorias de Chicago, há espaço para uma correção para baixo. “Nos últimos 15 ou 16 dias, a alta acumulada é de 10%”, informa o analista e consultor Rafael Silveira. “Isto pode levar a um movimento corretivo”, justifica. Se confirmado, o grão pode voltar a US$ 10,00 por bushel para o contrato de novembro de 2024. “Após atingir este patamar, a bolsa deve trabalhar mais lateralizada”, aposta.

Para os subprodutos, o outro analista e consultor de Safras & Mercado, Gabriel Viana, prevê um final de ano complexo para o farelo e o óleo. “Não se deve deixar para adquirir na última hora, pois a oferta será apertada”, conclui.



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Replantio pode elevar em mais de 10% os custos na lavoura de soja 



O plantio da soja 2024/25 ainda caminha de forma mais lenta. A combinação de clima seco e altas temperaturas, especialmente no Brasil Central, retardam os trabalhos.

Esse cenário adverso exige estratégias agronômicas bem planejadas para minimizar riscos e evitar perdas expressivas de produtividade.

“Uma safra rentável começa com a escolha de sementes de qualidade e um ambiente manejado por decisões estratégicas, como a adaptação das práticas de semeadura e plantabilidade em condições de clima seco”, diz o pesquisador e engenheiro agrônomo Leonardo Furlani, da DigiFarmz.

A ameaça do replantio da soja

O replantio da soja pode acarretar um impacto financeiro superior a 10% nos custos da lavoura, reduzindo, ainda, a eficiência da operação, de acordo com o especialista.

Segundo ele, o fracionamento da área de plantio permite que uma parte da lavoura seja semeada mesmo com baixa umidade no solo, enquanto a outra é reservada para quando as chuvas chegarem.

Furlani alerta que adiar o plantio na expectativa de chuvas regulares pode fazer o produtor perder a janela ideal de semeadura e impactar na segunda safra, mas plantar “no pó” também pode comprometer o desenvolvimento das plantas.

“Dividir o plantio é uma estratégia, mas não há uma ‘receita de bolo’ e as decisões devem ser tomadas caso a caso, considerando as particularidades de cada área”, reforça o pesquisador.

Impacto dos incêndios

A falta de palha na superfície do solo, como nos casos das áreas atingidas pelos incêndios registrados, principalmente, em agosto e setembro, agrava o estresse térmico e prejudica a lavoura.

Furlani lembra que a palha contribui para a retenção de umidade e protege o solo da evaporação excessiva, essencial em anos com previsão de seca prolongada. “Para esta safra, já não há tempo de corrigir essa falha, mas é uma lição valiosa para as próximas temporadas”, ressalta.

O pesquisador resume: o fracionamento do plantio; a manutenção de boas práticas, como a cobertura do solo com palha; e, até em alguns casos, o uso de bioestimulantes são algumas das soluções que podem ser adotadas para reduzir os impactos negativos do clima e assegurar uma colheita mais rentável.



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AgroNewsPolítica & Agro

La Niña de baixa intensidade influencia a safra 2024/25


Norte e o Nordeste podem se beneficiar de volumes de chuvas acima da média





Foto: Dirceu Gassen

Segundo informações divulgadas pela Céleres, a safra de grãos 2024/25 será marcada pela influência de um fenômeno climático La Niña de baixa intensidade. As condições climáticas projetadas indicam que o fenômeno, caracterizado pela redução das temperaturas do Oceano Pacífico central e oriental, poderá impactar diretamente a distribuição de chuvas nas diversas regiões agrícolas do país.

A La Niña, historicamente conhecida por provocar variações climáticas que afetam a produtividade, traz expectativas mistas para os produtores brasileiros. De acordo com a Céleres, o Norte e o Nordeste podem se beneficiar de volumes de chuvas acima da média, o que favorece a produção local. No entanto, as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste tendem a registrar precipitações abaixo da média, o que pode representar desafios para a produtividade.

Os impactos da La Niña são tradicionalmente mais sentidos nas regiões extremas do Brasil, como o Rio Grande do Sul e a área do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), enquanto áreas centrais, como o Sudeste e Centro-Oeste, costumam sofrer menos influências severas.

Para a safra de 2025, após um ciclo anterior com condições climáticas adversas, a projeção é otimista. Apesar de uma possível demora na chegada das chuvas, a previsão de um clima mais favorável aponta para uma safra robusta, com uma produção total de soja estimada em 170 milhões de toneladas. Isso poderá beneficiar a exportação e o consumo interno, influenciando a precificação da oleaginosa no início do próximo ano.





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Fortes chuvas no RS interrompem cultivo do arroz e reduzem liquidez



As chuvas intensas ocorridas em diversas regiões do Rio Grande do Sul no final de setembro interromperam a semeadura de arroz e aumentaram a preocupação quanto a novos impactos sobre a safra em andamento. 

Segundo colaboradores consultados pelo Cepea, o clima adverso também dificultou o carregamento do cereal e o cumprimento de alguns contratos. Compradores com necessidade de renovar estoques tiveram de elevar os valores de suas ofertas, para atrair vendedores.

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No geral, pesquisas do Cepea mostram que o mercado encerrou o mês de setembro com baixa liquidez, contrariando as expectativas iniciais. 

Além do clima e das chuvas, pesquisadores do Cepea explicam que as negociações foram influenciadas pela desvalorização do dólar e pelo menor ritmo nas vendas do arroz beneficiado. Também aumentou a disparidade entre os preços de compra e de venda.



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Greve nos portos nos EUA pode interromper comércio de fertilizantes



A greve trabalhista que fecha portos na Costa Leste e no Golfo dos Estados Unidos pode causar interrupções significativas no comércio de fertilizantes, disse o vice-presidente de assuntos governamentais do Fertilizer Institute, Ryan Bowley. Segundo ele, mais de 70% das importações de fertilizantes da Costa Leste e do Golfo entram pelo porto de Nova Orleans, enquanto mais da metade das exportações passa por Tampa.

Ambos os portos são afetados pela greve.

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Além disso, mesmo que terminais de granéis não sejam afetados, a paralisação tem efeitos sobre os terminais portuários de contêineres, acrescentou Bowley. “As empresas de fertilizantes estão cada vez mais usando contêineres para enviar fertilizantes e insumos de fertilizantes”, disse.

Um sistema logístico durante todo o ano é necessário para atender às necessidades dos agricultores, por isso uma greve que afeta mais de uma dúzia de portos é incrivelmente desestabilizante”, afirmou.



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Fruticultura gera R$5,7 bi na Bahia no último ano


A diversificação de matrizes produtivas vem se consolidando na Bahia, e a fruticultura tem sido a atividade com maior destaque. De acordo com os últimos dados divulgados pela pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor registrou um crescimento expressivo no último ano, gerando R$ 5,7 bilhões para o estado.

O patamar é um novo recorde e mostra um aumento de 16,4% em relação ao ano anterior. Com isso, a Bahia se torna o terceiro maior produtor de frutas do Brasil, atrás apenas de São Paulo e Pará.

Impulsionada pela expansão da fruticultura, a economia de diversos municípios baianos foi revitalizada. De acordo com informações da Secretaria Estadual de Agricultura do estado, a Seagri, a Mesorregião do Vale do São Francisco, o principal polo produtor, registrou um crescimento de 29% no valor da produção, atingindo R$ 2,4 bilhão.

Frutas em destaque

A manga, principal fruta produzida no estado, apresentou um crescimento de 5,6% na produção e 61,9% no valor. Os municípios de Juazeiro e Casa Nova lideraram a produção e o valor gerado pela manga.

O maracujá também contribuiu significativamente para os bons resultados, com a Bahia mantendo a liderança nacional na produção da fruta com um crescimento de 8,3%, em relação ao ano anterior, totalizando 253.857 toneladas. O valor gerado pela fruta aumentou 15,9%, chegando a R$ 545,6 milhões.

Produtores realizam evento inédito voltado para a fruticultura

Outras frutas como o mamão e o cacau também apresentaram um desempenho expressivo. A Bahia assumiu a liderança nacional na produção de mamão, com destaque para o município de São Félix do Coribe, com 354.525 toneladas.

Já o cacau lidera o ranking nacional na produção de amêndoa. Em 2023, a Bahia produziu 139.011 toneladas, ultrapassando o Pará. O valor da produção de cacau no estado aumentou 16,1%, chegando a R$ 2,4 bilhões.

Expansão

Em outubro, será realizado no estado o I Seminário da Fruticultura Irrigada, primeiro evento técnico voltado exclusivamente para a atividade. “Somos o principal polo produtor do estado, com as culturas do cacau e da uva, por exemplo, em franca expansão. Temos certeza de que com a atração de mais investimentos, alcançaremos ainda melhores resultados”, afirma o produtor e presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Barra (SindBarra), cidade-sede do encontro, Marco Caviola.

A instituição é a entidade realizadora do evento, que acontece nos dias 18 e 19 de outubro.


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Justiça de Goiás aprova pedido de recuperação judicial da AgroGalaxy



A Justiça de Goiás aprovou o pedido de recuperação judicial da AgroGalaxy, uma das maiores redes de varejo de insumos agrícolas do país, que tem dívidas de R$ 3,7 bilhões e US$ 160 milhões. A decisão, proferida pela juíza Alessandra Gontijo do Amaral, da 19ª Vara Cível de Goiânia, concede à empresa um prazo de seis meses para apresentar um plano de reestruturação financeira.

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No pedido de recuperação protocolado em 18 de setembro, a empresa destacou as dificuldades financeiras geradas por fatores como a crise no agronegócio, que, segundo a AgroGalaxy, vem afetando o setor desde março de 2023, juntamente com “a queda drástica nos preços das commodities, condições climáticas adversas e altos custos de aquisição”, resultando em impactos significativos na liquidez e na capacidade de honrar compromissos.

Com a aprovação do pedido, a execução de débitos contra a empresa está temporariamente suspensa. A juíza Alessandra Gontijo do Amaral ressaltou em sua decisão que “a medida busca permitir que a empresa tenha tempo para organizar suas dívidas e manter suas atividades.”

A decisão judicial também determinou que os bancos ABC, Daycoval, Santander, Citibank e Banco do Brasil não poderão reter os recebíveis da AgroGalaxy que ingressem nas contas a partir desta terça-feira. No entanto, os valores retidos antes do pedido de recuperação judicial não serão devolvidos, assegurando parte dos interesses dos credores. A juíza reforçou que a suspensão das cláusulas contratuais que previam vencimento antecipado e execução de garantias não se aplica a “operações envolvendo derivativos”.

Para o acompanhamento do processo de recuperação, os advogados Miguel Cançado, ex-presidente da OAB de Goiás, e Aluizio Craveiro Ramos foram nomeados pela Justiça de Goiás como administradores judiciais, com a responsabilidade de supervisionar o cumprimento das obrigações estabelecidas pela legislação.

A AgroGalaxy tem agora 60 dias para apresentar seu plano de reestruturação, que será submetido à análise dos credores. Estes, por sua vez, terão 30 dias para levantar objeções ao plano apresentado. Caso haja divergências, uma assembleia-geral de credores será convocada, com até 150 dias para deliberação e possíveis ajustes no plano.

O pagamento das dívidas da AgroGalaxy deve seguir a ordem prevista na legislação de recuperação judicial, começando por créditos trabalhistas, seguidos por créditos com garantia real, tributários, quirografários, multas e juros.



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AgroNewsPolítica & Agro

Petrobras vai participar da exploração de petróleo na África do Sul


Operação busca diversificar portfólio exploratório da empresa


Foto: © Arquivo/Agência Brasil

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou a atuação da companhia na África do Sul, viabilizando a aquisição de participação no bloco Deep Western Orange Basin (DWOB), por meio de processo competitivo conduzido pela TotalEnergies.

O bloco está localizado em águas profundas na Bacia de Orange, na qual recentemente houve descobertas significativas pelas empresas TotalEnergies, Shell e Galp. Desta forma, a Petrobras terá 10% de participação no bloco DWOB, passando o consórcio a ter a seguinte composição: TotalEnergies, operadora (40%), QatarEnergy (30%), Sezigyn Pty. (20%) e Petrobras (10%).

A operação terá como finalidade a diversificação do portfólio exploratório com geração de valor e está alinhada com a estratégia de longo prazo da companhia, que visa à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio de exploração de novas fronteiras, tanto no Brasil quanto no exterior, e atuação em parceria.

Em nota, a estatal informou que a aquisição do bloco DWOB, na África do Sul, observa todos os trâmites internos e de governança da companhia, em consonância com seu Plano Estratégico 2024-2028+, e está condicionada à aprovação dos órgãos reguladores locais.

 

 





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Ministério apreende 10 mil litros de vinho falsificado



Na última sexta-feira (27), uma operação conjunta entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Polícia Militar e a Polícia Civil do Paraná resultou na apreensão de mais de 10 mil litros de vinho falsificado em Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba. A ação identificou cerca de 800 caixas do produto adulterado, indicando uma grave ameaça à saúde pública e à integridade do mercado nacional.

Durante a inspeção, foram encontrados corantes, conservantes, aromatizantes e açúcar – substâncias proibidas na produção de vinho. Essa adulteração evidencia a necessidade de rigor na fiscalização. O Mapa coletou amostras das bebidas e do álcool para análise, reforçando seu compromisso em garantir a qualidade dos produtos consumidos pela população.

O diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, Hugo Caruso, destacou a importância da atuação coordenada entre os órgãos envolvidos. “O combate às fraudes é essencial para garantir que os alimentos e bebidas que chegam à mesa do consumidor sejam seguros e de qualidade. Nosso objetivo é fortalecer essa cooperação em prol da saúde pública e do mercado nacional” afirmou.

Além disso, o local de fabricação apresentava condições insalubres, com acúmulo de sujeira e odor de fezes próximo à área de envase. O chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Paraná, Fernando Mendes, alertou para a importância de adquirir produtos apenas com identificação e registro no Mapa.



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Mapa apreende 10 mil litros de vinho falsificado no Paraná



Na última sexta-feira (27), uma operação conjunta entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Polícia Militar e a Polícia Civil do Paraná resultou na apreensão de mais de 10 mil litros de vinho falsificado em Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba. A ação identificou cerca de 800 caixas do produto adulterado, indicando uma grave ameaça à saúde pública e à integridade do mercado nacional.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Durante a inspeção, foram encontrados corantes, conservantes, aromatizantes e açúcar – substâncias proibidas na produção de vinho. Essa adulteração evidencia a necessidade de rigor na fiscalização. O Mapa coletou amostras das bebidas e do álcool para análise, reforçando seu compromisso em garantir a qualidade dos produtos consumidos pela população.

O diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, Hugo Caruso, destacou a importância da atuação coordenada entre os órgãos envolvidos. “O combate às fraudes é essencial para garantir que os alimentos e bebidas que chegam à mesa do consumidor sejam seguros e de qualidade. Nosso objetivo é fortalecer essa cooperação em prol da saúde pública e do mercado nacional” afirmou.

Além disso, o local de fabricação apresentava condições insalubres, com acúmulo de sujeira e odor de fezes próximo à área de envase. O chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Paraná, Fernando Mendes, alertou para a importância de adquirir produtos apenas com identificação e registro no Mapa.



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