sábado, agosto 1, 2026

Agro

News

preços em queda e vendedores distantes das negociações no Brasil



O mercado brasileiro da soja registrou apenas transações pontuais nesta quarta-feira, com preços apresentando um viés baixista. De acordo com a consultoria Safras e Mercado, essa tendência foi influenciada pela movimentação na Bolsa de Chicago e pela desvalorização do dólar, levando muitos vendedores a se afastarem das negociações.

Preços da soja no país

  • Passo Fundo (RS): a saca de 60 quilos caiu de R$ 135,00 para R$ 133,00
  • Missões (RS): a cotação passou de R$ 134,00 para R$ 132,00 a saca
  • Porto de Rio Grande (RS): o preço recuou de R$ 142,00 para R$ 140,00.
  • Cascavel (PR): o preço da saca desvalorizou de R$ 138,00 para R$ 137,00
  • Porto de Paranaguá (PR): o valor caiu de R$ 143,00 para R$ 142,00.
  • Rondonópolis (MT): o preço se manteve em R$ 133,00.
  • Dourados (MS): a saca passou de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • Rio Verde (GO): o preço estabilizou em R$ 133,00

Bolsa de Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram a quarta-feira em baixa, pressionados por previsões de aumento de chuvas no Brasil na próxima semana. A decisão da União Europeia de adiar a implementação da nova regulamentação sobre desmatamento também contribuiu para essa queda.

Recentemente, os preços do farelo subiram acentuadamente, indicando uma possível alta na demanda pelo produto americano. Entretanto, com a possibilidade de extensão do prazo de regulamentação, os contratos do subproduto voltaram a perder valor.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam em baixa de 1,25 centavo de dólar, ou 0,11%, a US$ 10,56 por bushel. Já a posição de janeiro teve uma cotação de US$ 10,74 1/4 por bushel, também com perda de 1,25 centavo ou 0,11%.

Nos subprodutos, a posição de dezembro do farelo fechou com uma baixa de US$ 7,10, ou 2,04%, a US$ 340,40 por tonelada. Em contrapartida, os contratos de óleo para dezembro registraram uma leve alta de 0,73 centavo, ou 1,70%, fechando a 43,64 centavos de dólar.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Câmbio

O dólar comercial terminou a sessão com uma queda de 0,31%, negociado a R$ 5,4455 para venda e a R$ 5,4435 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre uma mínima de R$ 5,4049 e uma máxima de R$ 5,4514.

Com esse cenário, o mercado de soja no Brasil continua a enfrentar desafios, refletindo as condições globais e locais que impactam tanto a oferta quanto a demanda.



Source link

News

Arroba do boi gordo ultrapassará os R$ 300? Analista responde



O indicador de preços do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que a trajetória da arroba do boi gordo em 2024 tem surpreendido o mercado.

Em janeiro, a arroba era negociada a R$ 249,65. Em junho, chegou ao menor valor, de R$ 220,70 e, a partir de então, vem experimentando um expressivo movimento de alta, atingindo R$ 255,45 em setembro.

Agora, cabe a pergunta: o que esperar para o restante do ano? De acordo com analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, as escalas de abate se encontram, atualmente, apertadas, trabalhando na menor posição da atual temporada.

“Outubro tem uma grande incidência de animais confinados no mercado brasileiro […]. Isso vai trazer um certo alívio nas escalas de abate, mas não quer dizer que os preços da arroba do boi vão passar a cair, devem continuar em alta, mas em velocidade de movimento um pouco mais lenta”.

Segundo ele, ainda que os indíces de chuva estejam melhorando agora em outubro, a recuperação das pastagens vai ser lenta.

“Nesse restante de 2024, o mercado vai ter que ‘se virar’ para atender toda essa demanda com animais terminados em confinamento. Só teremos animais terminados a pasto no mercado brasileiro em 2025, a depender da decisão de venda do pecuarista”.

Assim, de acordo com o analista, é possível, sim, que a arroba do boi gordo ultrapasse os R$ 300 já no início de 2025.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Bactérias podem ajudar a substituir insumos químicos no setor florestal


Chega a 1.023 a quantidade de bactérias com potencial para geração de bioinsumos apropriados ao setor florestal. Esse resultado é fruto do trabalho da Embrapa Florestas (PR) que, desde 2018, atua na construção da Coleção de Bactérias Multifuncionais de Áreas Florestais. O acervo conta com exemplares provenientes de diferentes solos e espécies florestais e tem sido determinante para seleção de estirpes com aptidão para o desenvolvimento de bioinsumos inovadores, na forma de inoculantes. Tais produtos podem reduzir, ou até substituir, insumos químicos em plantios florestais, desde a produção de mudas até o plantio no campo. Além de garantir mais sustentabilidade ao setor, aumenta a eficiência e reduz custos de produção.

Após a fase de isolamento e caracterização das bactérias no laboratório, são realizados ensaios em viveiros, com aplicação em mudas. Segundo Krisle da Silva (foto abaixo), pesquisadora da Embrapa, responsável pela formação da coleção, vários ensaios vêm sendo realizados em viveiro com essas bactérias, envolvendo parcerias com empresas florestais, para seleção das estirpes com mais potencial para aumentar as taxas de enraizamento e a capacidade de absorção de fósforo.

“A produção de mudas florestais inoculadas com as bactérias promotoras de crescimento tem se mostrado algo promissor, diante do efeito positivo no enraizamento, solubilização de fosfatos, estímulo ao crescimento vegetal das mudas e no controle biológico de pragas que temos encontrado ao longo dos estudos, principalmente para pínus e eucalipto”, aponta a pesquisadora. Ela espera que, dentro de dois anos, os estudos resultem na geração de um bioinsumo em forma de inoculante advindo dessas bactérias.

De acordo com a pesquisadora, todos os microrganismos da coleção estão caracterizados morfologicamente em meio de cultura e 229 já foram caracterizados geneticamente. O DNA desses isolados também é armazenado na coleção.

A coleção foi iniciada com 42 bactérias endofíticas (que vivem no interior do tecido vegetal sem causar dano à planta), isoladas de uma espécie de jabuticabeira, por possuírem características promotoras de crescimento. Posteriormente, foram introduzidas na coleção bactérias endofíticas isoladas de folhas, meristemas (tecidos vegetais responsáveis pelo crescimento das plantas) e raízes de pupunheira, que somam, até o momento, 222 bactérias. O trabalho prosseguiu com pínus, do qual foram isoladas 200 bactérias, além de 90 de eucalipto, 96 de erva-mate e 145 de araucária. Na busca de um possível controle biológico, também foram isoladas 220 bactérias e actinobactérias (bactérias importantes para a agricultura) de formigas cortadeiras (Atta sexdens).

Além dos bioinsumos, a coleção é a base para programas de melhoramento genético e outras ações de pesquisa voltadas ao desenvolvimento de plantas mais adaptadas ao segmento florestal, tais como pupunha, pínus, eucalipto, erva-mate e araucária, entre outras.

Como é feito o isolamento?

Para o acervo, foram coletados materiais na rizosfera, zona próxima até quatro milímetros das raízes de plantas de espécies florestais. As amostras de solo na superfície da raiz foram levadas para um laboratório e diluídas em meio de cultivo, onde começaram a proliferar as colônias. Em seguida, deu-se início à seleção das colônias bacterianas. Posteriormente, as bactérias foram avaliadas quanto a características como tempo de crescimento, forma, cor e tamanho das colônias. Para preservar e conservar as bactérias, sem a manipulação frequente e sem alterações em suas características, utilizam-se três métodos de preservação: um em meio sólido, contendo óleo mineral à temperatura de 20oC; outro em água também a 20oC; e o terceiro, em criopreservação a 80oC abaixo de zero.

A identificação e a multiplicação das bactérias são etapas fundamentais. Se a bactéria for considerada boa para determinada caraterística, ela é multiplicada em grandes quantidades. Já para aquelas que não mostram bons resultados, o estudo é interrompido. Além disso, é preciso ter muito cuidado na seleção. “Nos solos, há muitas bactérias com potencial de danos a seres humanos, como a Staphylococcus ou a Burkholderia cepacea. Por isso, muita cautela nessa fase”, explica Silva.

Coleção em constante evolução

Entre os objetivos dos pesquisadores, está, por exemplo, identificar bactérias capazes de produzir fitormônios, para estimular o crescimento da planta, ou de estirpes com potencial para solubilizar nutrientes para a planta, entre outros benefícios agronômicos. Nesses casos, elas são levadas a viveiros para avaliação nas plantas. 

Conforme a pesquisadora, a coleção está em constante evolução e deve trazer bons resultados em breve. “A Embrapa continua empenhada em aprimorar a coleção de bactérias multifuncionais, explorando novas possibilidades de aplicação desses conhecimentos, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento sustentável do setor florestal. Essa é uma coleção especialmente destinada a espécies florestais, com preservação de recursos genéticos, com grande potencial para o desenvolvimento de novos bioinsumos“, finaliza Silva.





Source link

News

Em Goiás, cautela e paciência definem o início do plantio da soja


Prudência é a palavra-chave para o início do plantio da soja em Goiás. Desde 25 de setembro, os produtores estão autorizados a iniciar a semeadura no estado, mas, segundo Clodoaldo Calegari, produtor e presidente da Aprosoja Goiás, essa decisão deve ser tomada com cautela. “Embora chuvas pontuais tenham trazido alívio em algumas áreas, a maioria dos municípios ainda enfrenta volumes insuficientes para um plantio seguro”, afirma.

Calegari ressalta que a decisão de semear é particular para cada produtor, baseada no conhecimento da propriedade e na disposição para assumir riscos. “Com margens de lucro apertadas, um replantio pode impactar negativamente tanto a produção quanto o sucesso da safra”, acrescenta.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Quando as chuvas volumosas devem aparecer?

Foto: Imagem Freepik

Alguns produtores que registraram chuvas mais volumosas já começaram a semear, confiantes nas previsões de novas precipitações a partir do próximo final de semana. ”Essa decisão ainda envolve riscos consideráveis. As áreas irrigadas estão com a semeadura em andamento, mas muitos produtores permanecem apreensivos com as previsões climáticas e as altas temperaturas, optando por aguardar um pouco mais”, explica o presidente.

As expectativas são otimistas: entre 11 e 15 de outubro, espera-se que as chuvas se tornem mais volumosas e regulares, incentivando um aumento na semeadura em Goiás, especialmente nas regiões mais afetadas pela seca. O longo período de estiagem, com algumas áreas sem chuvas desde o início de abril, também representa uma preocupação.

Os solos, extremamente secos e aquecidos, demandam cuidados especiais para garantir uma boa emergência das lavouras. Portanto, é essencial que a capacidade de campo dos solos se restabeleça, assegurando uma plantação saudável e produtiva.



Source link

News

Brasil vai propor na COP29 criação de fundo para transição energética


O Brasil vai propor na COP29, que acontece em novembro no Azerbaijão, um fundo global para financiar a transição energética. A informação é do ministro das Minas e Energia Alexandre Silveira, que participa da reunião ministerial do G20 para transição energética, em Foz do Iguaçu (PR), até sexta-feira (04). O ministro afirmou ainda que essa busca por essa pluralidade energética, justa e inclusiva, deve ser financiada pelo petróleo.

Silveira reforça que o movimento da economia verde, da energia e dos combustíveis renováveis representa uma nova economia mundial e que precisa ter um alinhamento de nações. “Enquanto não avançarmos de forma global, se não houver governança e mecanismos de medição, não haverá transição energética”, sentencia o ministro. Disse ainda que a grande inflexão do crescimento global será a energia.

Nesse sentido, o ministro também admite que é necessário modernizar os mecanismos brasileiros, como Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para receber e operar com segurança essas energias alternativas, como a eólica, fotovoltaica e de biomassa. Além de ampliar a oferta, a intenção é ter mais estabilidade no fornecimento dessas energias, classificadas como intermitentes, sujeitas questões como o vento e sol, por exemplo.

Sobre o petróleo, Silveira reitera que, enquanto houver demanda, o Brasil não pode abrir mão de suas riquezas e reservas naturais, desde que exploradas de forma adequada, em nome do desenvolvimento econômico e social do país.

Enio Verri: petróleo será fundamental no financiamento da transição energética. | Foto: William Brisida/Itaipu Binacional.

Enio Verri, diretor-presidente brasileiro da Itaipu Binacional, anfitrião do evento em Foz, seguiu o ministro na defesa de um modelo de transição financiado pelo petróleo: “fundamental.” Na abertura dos trabalhos do G20, na segunda-feira, o executivo já tinha colocado o petróleo como um ativo e condição ao processo de transição.



Source link

News

Frente fria traz chuvas intensas e ventos fortes nos próximos dias; saiba onde



A frente fria que começou a deslocar pelo Brasil nesta quarta-feira (2) marca a entrada do primeiro sistema significativo de outubro, trazendo instabilidades e mudanças climáticas para uma ampla área do país.

O sistema está avançando lentamente, gerando chuvas volumosas e ventos intensos, principalmente nas regiões Sul, Mato Grosso do Sul e São Paulo, e seus efeitos devem se intensificar nos próximos dias.

Desde terça-feira (1°), o avanço da frente fria já provoca chuvas significativas no Sul do Brasil, com destaque para o Rio Grande do Sul.

Nos próximos dias, o sistema continuará se movendo em direção ao norte e noroeste, levando instabilidades para Mato Grosso do Sul e São Paulo. Na faixa leste de São Paulo, há alerta para temporais, chuva forte e ventos intensos, que podem superar 50 km/h.

Avanço da frente fria nesta quinta-feira

Conforme a frente fria avança, as instabilidades se afastam do Rio Grande do Sul e o tempo firme volta a predominar no estado. Em Santa Catarina e no Paraná, a quinta-feira (3) ainda será nublada e com chuva qualquer momento do dia.

Já no Sudeste, a chuva concentrada em São Paulo. Algumas instabilidades podem se espalhar para o sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Nas demais áreas, o tempo fica firme e bem quente. 

A Climatempo ainda prevê pancadas isoladas de chuva em Mato Grosso do Sul e nas regiões norte e oeste de Mato Grosso. Em Goiás, o destaque é o tempo seco e quente. 

Norte e Nordeste

O predomínio é de sol e nada de chuva no Nordeste nesta quinta. Uma massa de ar seco atua na região e inibe a formação de nuvens carregadas. À tarde, a umidade cai para níveis críticos e a temperatura sobe rapidamente. 

No Norte, há chuva isolada com muitos períodos de sol e tempo aberto no Amazonas, Rondônia, Acre, Roraima e Pará. No Tocantins e no Amapá, o tempo é estável e mais seco. 



Source link

News

Comissão Europeia cede à pressão e propõe adiar Lei Antidesmatamento por um ano


A Comissão Europeia divulgou comunicado à imprensa nesta quarta-feira (2) propondo adiar a chamada Lei Antidesmatamento, que proibiria a importação pelo bloco de produtos oriundos de áreas degradadas ou desmatadas após o ano de 2020.

Originalmente, o texto entraria em vigor a partir de 1 de janeiro de 2025. Contudo, agora, após pressão de nações que exportam produtos agropecuários ao bloco, caso do Brasil, o órgão sugere que seja dado às partes interessadas tempo adicional de um ano para a adequação.

Se aprovado pelo Parlamento Europeu, a lei será aplicável apenas em 30 de dezembro de 2025 para grandes companhias e 30 de junho de 2026 para micro e pequenas empresas.

“Como todas as ferramentas de implementação estão tecnicamente prontas, os 12 meses extras podem servir como um período de introdução gradual para garantir uma implementação adequada e eficaz”, diz o comunidado da Comissão.

Cedeu às pressões internacionais

A Comissão ressalta que vários parceiros globais expressaram repetidamente preocupações sobre seu estado de preparação para atender à lei.

No caso brasileiro, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e atores de peso do agronegócio nacional manifestaram-se contrários ao que chamaram de “imposição europeia” e “desrespeito ao Código Florestal nacional”. Isso porque a lei brasileira diferencia desmatamento legal de ilegal.

“Nós sabemos das nossas responsabilidades com o meio ambiente, com a produção sustentável. Não precisam apontar o dedo e nos mostrar as diretrizes”, disse o ministro do Mapa, Carlos Fávaro em setembro, nos debates do Grupo de Trabalho do G20 Agro

Já a Associação Alemã de Agricultores (DBV, na sigla em alemão) ao lado da Associação dos Proprietários de Florestas (AGDW) e empresas familiares dos setores agrícola e florestal do país também solicitaram que a Comissão Europeia adiasse a implementação da nova lei.

“A Comissão considera que um tempo adicional de 12 meses para a implementação gradual do sistema é uma solução equilibrada para dar suporte aos operadores em todo o mundo na garantia de uma implementação tranquila desde o início”, destaca o ofício publicado nesta quarta.

Impactos ao agro brasileiro

soja Lei Antidesmatamentosoja Lei Antidesmatamento
Imagem: Guilherme Soares/Canal Rural BA

Ao se levar em conta as vendas brasileiras ao bloco em 2022, que totalizaram 25 bilhões de dólares, a Lei Antidesmatamento passaria a afetar, aproximadamente, 60% das exportações agropecuárias do Brasil para o continente, de acordo com o pesquisador do Observatório de Bioeconomia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Leonardo Munhoz.

A regra europeia tende a afetar, diretamente, os produtores brasileiros de soja, carne e couro, madeira, borracha, café, cacau e óleo de palma.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produção de manga e maracujá fortalece fruticultura baiana


Segundo dados da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura, a fruticultura na Bahia continua em expansão e, em 2023, alcançou resultados expressivos que consolidam o estado como o terceiro maior produtor de frutas do país, atrás de São Paulo e Pará. De acordo com a pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE, o setor gerou R$ 5,7 bilhões em 2023, um crescimento de 16,4% em relação ao ano anterior, refletindo o vigor econômico da atividade em diversas regiões baianas.

O Vale do São Francisco, maior polo produtor de frutas do estado, registrou um aumento de 29% no valor da produção, totalizando R$ 2,4 bilhões. O município de Casa Nova destacou-se como o segundo maior produtor de manga da Bahia, ajudando a consolidar a produção dessa fruta como a principal do estado. A produção de manga cresceu 5,6%, com um incremento de 61,9% no valor gerado.

Além da manga, a Bahia continua liderando a produção nacional de maracujá, com 253.857 toneladas, um crescimento de 8,3% em relação a 2022. O valor gerado pelo maracujá aumentou 15,9%, atingindo R$ 545,6 milhões. O município de Livramento de Nossa Senhora foi o principal produtor, seguido por Ituaçu e Barra da Estiva.

Outro destaque foi o cacau, cuja produção em 2023 chegou a 139.011 toneladas, ultrapassando o Pará e colocando a Bahia como líder nacional. O valor da produção de cacau no estado cresceu 16,1%, alcançando R$ 2,4 bilhões.

Além do maracujá e do cacau, outras culturas, como o mamão, também contribuíram para o bom desempenho da fruticultura baiana. O estado assumiu a liderança na produção de mamão, com 354.525 toneladas, sendo São Félix do Coribe o principal produtor.

Esses avanços demonstram a importância da fruticultura para a economia baiana, revitalizando municípios e gerando oportunidades de emprego e renda em diversas regiões.





Source link

News

em Londrina, produtores pedem melhorias em infraestrutura e apoio



Na série de reportagens sobre as eleições 2024, Londrina, no Paraná, se destaca como uma das principais cidades para o agronegócio no estado, concentrando mais de 65% do valor bruto da produção agropecuária do Paraná. Apesar da relevância econômica, os produtores da região enfrentam desafios que esperam ver solucionados na próxima gestão municipal.

Falta de infraestrutura prejudica o agronegócio

Londrina possui cerca de 900 km de estradas rurais, mas a falta de infraestrutura e manutenção dessas vias é um dos principais obstáculos para os produtores. A pavimentação das estradas e uma melhor destinação dos recursos arrecadados pelo Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) são demandas prioritárias.

Agricultura e inovação

Em 2023, Londrina registrou um valor bruto de produção de R$ 1,405 bilhão, com a soja respondendo por R$ 560 milhões. A cidade é um polo de inovação no agronegócio, mas para manter o crescimento, os produtores destacam a necessidade de melhorias nas estradas e maior apoio da administração municipal.

Capacitação da mão de obra e apoio à produção local

Há dificuldades em encontrar mão de obra qualificada na área rural, o que ressalta a importância de escolas profissionalizantes em localidades próximas. Os produtores também defendem que a prefeitura priorize a aquisição de alimentos para a merenda escolar de fornecedores locais, fortalecendo a economia da região.

Situação nas cidades vizinhas

Em Cambé, a 40 minutos de Londrina, a falta de infraestrutura nas estradas rurais afeta diretamente o escoamento da produção e os custos de logística. A manutenção acaba sendo realizada pela própria iniciativa privada devido à demora na ação do poder público.

Com as eleições municipais se aproximando, os produtores esperam que os candidatos apresentem propostas concretas para solucionar esses problemas, visando fortalecer o agronegócio e a economia local.



Source link

News

Soja: é cedo para falar em problemas de produtividade no Brasil



O plantio da soja no Brasil está atrasado e a Bolsa de Mercadorias de Chicago observa essa situação. O consultor Luiz Fernando Gutierrez Roque, da Safras & Mercado, comentou durante o 8º Safras Agri Week que “o atraso é maior em Mato Grosso”, mas também ocorre em Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais. Apesar disso, ele acredita que ainda é cedo para falar em problemas de produtividade.

Quanto ao mercado interno, a expectativa é de preços firmes até o final do ano. “Os prêmios mais altos sustentam as cotações”, comenta o analista, acrescentando que tanto o dólar quanto os preços em Chicago têm contribuído. “As demandas de exportação e de esmagamento devem resultar em estoques limitados no país”, antecipa.

A longo prazo, tudo dependerá do tamanho da safra brasileira. “Hoje, o cenário é desfavorável para o início de 2025”, pondera Gutierrez Roque. Se a safra brasileira for robusta, há risco de uma queda acentuada nos preços internos.

Bolsa de Chicago

Para a Bolsa de Mercadorias de Chicago, há espaço para uma correção para baixo. “Nos últimos 15 ou 16 dias, a alta acumulada é de 10%”, informa o analista e consultor Rafael Silveira. “Isto pode levar a um movimento corretivo”, justifica. Se confirmado, o grão pode voltar a US$ 10,00 por bushel para o contrato de novembro de 2024. “Após atingir este patamar, a bolsa deve trabalhar mais lateralizada”, aposta.

Para os subprodutos, o outro analista e consultor de Safras & Mercado, Gabriel Viana, prevê um final de ano complexo para o farelo e o óleo. “Não se deve deixar para adquirir na última hora, pois a oferta será apertada”, conclui.



Source link