sábado, agosto 1, 2026

Agro

News

reajustes de setembro compensam perdas do ano



As cotações máximas do ano têm se renovado dia a dia tanto para o boi quanto para os animais de reposição e também para a carne no atacado. Levantamento do Cepea mostra que, no acumulado de setembro, o Indicador do boi gordo Cepea/B3 teve forte acréscimo de 14,4%, fechando em R$ 274,35 no dia 30.

No comparativo com a média de agosto, a de setembro (R$ 255,45) foi 8,7% maior. 

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp

No mercado atacadista de carne com osso da Grande São Paulo, a carcaça casada de vaca/novilha se valorizou 15,2% no balanço do último mês, com o quilo chegando a R$ 17,73 no dia 30; a carcaça casada de boi avançou 12,2%, a R$ 18,70. 

Pesquisadores do Cepea explicam que, em julho e agosto, as cotações pecuárias ensaiaram o início da recuperação das quedas que se sucederam ao longo de todo o primeiro semestre. 

Mas foi em setembro que os reajustes compensaram as perdas do ano. 

Segundo pesquisadores do Cepea, a forte estiagem agravada por queimadas reduziu significativamente as ofertas de animais a pasto em setembro, ao mesmo tempo em que a demanda esteve aquecida.



Source link

News

projeto prioriza produtos frescos e orgânicos



O projeto de lei 2481/24 institui o Programa de Priorização do Abastecimento
Escolar com Produtos Frescos e Orgânicos. O texto em análise na Câmara dos Deputados altera a Lei da Alimentação Escolar para incluir a nova diretriz.

Pela proposta, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) deverá comprar itens livres de defensivos agrícolas e aditivos químicos e produzidos conforme os princípios da agroecologia e dos sistemas agroalimentares alternativos.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

“Essa medida proporcionará refeições mais saudáveis e nutritivas para os alunos, valorizará os agricultores familiares e estimulará uma transição ecológica”, disse o autor da proposta, deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI).

O Programa de Priorização do Abastecimento Escolar com Produtos Frescos e Orgânicos terá como princípios:

  • a promoção da saúde e do bem-estar dos alunos;
  • o apoio ao desenvolvimento sustentável da agricultura local e familiar;
  • a redução do uso de defensivos agrícolas e adubos químicos;
  • o incentivo à conservação do solo e ao manejo ecológico de pragas e doenças;
  • a destinação adequada de resíduos sólidos;
  • o fortalecimento da economia local;
  • a diminuição da distância entre produtores e consumidores.

O programa incentivará a criação de hortas escolares e projetos pedagógicos que envolvam os alunos na produção dos alimentos, conscientizando-os sobre a importância da alimentação saudável e da sustentabilidade ambiental.

Os agricultores interessados em fornecer alimentos para o programa deverão fazer um cadastro, comprovando o cumprimento de diretrizes de sustentabilidade.

O programa deverá capacitar os agricultores familiares participantes, com objetivo de fortalecer práticas agrícolas sustentáveis e melhorar a produção de alimentos seguros e variados.

A compra de produtos pelo programa priorizará:

  • a origem geográfica;
  • a produção ecológica;
  • a inclusão social dos produtores; e
  • a qualidade nutricional.

O novo programa será coordenado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e pelo Ministério da Agricultura, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente.

Os recursos para o programa virão do Orçamento Geral da União e de parcerias. Caberá ao FNDE, em parceria com os ministérios, monitorar e avaliar periodicamente a iniciativa para promover ajustes.

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado na Câmara pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Educação; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.



Source link

News

Crédito extra reforça segurança ao produtor rural, mas mudanças no Plano Safra são urgentes



Diante da crise climática que atingiu o Rio Grande do Sul, especialmente com as enchentes que devastaram o estado em maio, o governo federal aprovou a liberação de crédito extraordinário para reforçar o apoio ao setor agropecuário. A medida, publicada no Diário Oficial da União no dia 30 de setembro, visa garantir a formação de estoques públicos, assistência técnica aos pequenos produtores e fortalecer o sistema de defesa agropecuária. 

A medida provisória nº 1.260 autoriza a abertura de crédito extraordinário no valor de R$ 1,659 bilhão para diversos ministérios, incluindo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Deste total, a pasta vai receber R$ 60,643 milhões, com foco em meteorologia, climatologia e defesa agropecuária. Com esse auxílio, a expectativa é mitigar os impactos da seca e fortalecer a resiliência dos agricultores na região.

O consultor em finanças do agro Ademiro Vian afirma que essa medida provisória traz uma importante ferramenta para os pequenos produtores, principalmente os de arroz no Rio Grande do Sul.

“Essa MP implementa uma ferramenta essencial, a aquisição de estoques públicos pelo AGF, que garante ao produtor uma segurança quanto ao preço mínimo. Se o preço de mercado estiver abaixo do mínimo, ele pode entregar ao governo, o que dá tranquilidade para plantar sabendo que terá comprador”, diz.

Ele ressalta também que a medida traz estabilidade para os produtores ao oferecer proteção tanto no risco de comercialização quanto no risco climático. “O outro risco, que é o climático, é coberto pelo Proagro ou por um seguro. O pequeno produtor que contrata financiamento é obrigado a aderir ao Proagro, o que garante cobertura em situações adversas”, explica o consultor.

Mudanças no Plano Safra

No entanto, o especialista alerta para a necessidade de mudanças no Plano Safra. Para ele, o modelo atual já está ultrapassado e precisa ser reformulado para refletir a realidade atual da agricultura, especialmente no que diz respeito a seguros e formas de financiamento.

“Sem um seguro rural adequado, o produtor fica desamparado. O governo precisa participar ativamente para garantir a segurança financeira dos agricultores em situações de risco”, afirma.

Já o economista do Terraço Econômico Caio Augusto esclarece o contexto do descongelamento de recursos previsto pela medida. “Em termos práticos, isso significa que alguns recursos que estavam empenhados para o Mapa e ficaram retidos para o cumprimento da regra fiscal agora ficam disponíveis, com a arrecadação acima do esperado. Ou seja, o governo viu uma receita maior e decidiu liberar esses recursos, que haviam sido congelados para não descumprir o novo arcabouço fiscal”, afirma Augusto.

Em 20 de setembro, o governo anunciou que o volume de recursos congelados foi reduzido de R$ 15 bilhões para R$ 13,3 bilhões, situação favorecida pela reoneração gradual da folha de pagamento, aprovada pelo Congresso Nacional no mês passado. 

Segundo o economista, a escolha pelo Mapa tem relação com a continuidade das políticas de fiscalização que voltaram a ser implementadas desde 2023. “Devemos observar que as ações de verificação de conformidade de alimentos vão seguir adiante. Isso é uma boa notícia para os consumidores, mas uma péssima notícia para quem produz fora dos padrões exigidos”.

Dos R$ 60 milhões liberados para o Ministério da Agricultura, R$ 35,5 milhões serão para fortalecer o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa).

O especialista em finanças do agro destaca também que, embora a elevação dos juros seja uma preocupação para a economia, isso não afetará diretamente o crédito rural neste momento.

“A taxa de juros já foi fixada no Plano Safra até 2025, então o que realmente pesa é o endividamento dos produtores. Sem um seguro que cubra esses riscos, os produtores terão mais dificuldade em acessar crédito”, diz. No último Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, analistas financeiros decidiram elevar as projeções para a taxa básica de juros, a Selic, para 11,75% ao ano.

Sobre as políticas do Plano Safra, Vian reforça que os pequenos produtores enfrentam dificuldades específicas e para isso, precisam de instrumentos diferenciados.

“O pequeno produtor não se financia através de fundos de investimento ou do mercado de capitais. Esses instrumentos são muito caros, difíceis de acessar. Para esse público, é preciso uma política diferenciada, adaptada à realidade do mercado”, alerta.



Source link

News

Morre Cid Moreira, ícone da TV brasileira, aos 97 anos



Faleceu nesta quinta-feira (3), aos 97 anos, o jornalista, locutor e apresentador Cid Moreira, um dos rostos mais marcantes da TV brasileira. Ele estava internado em um hospital em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, tratando de uma pneumonia nas últimas semanas. Cid Moreira morreu por volta das 8h, devido a uma insuficiência renal crônica.

Natural de Taubaté, no Vale do Paraíba, Cid iniciou sua carreira no rádio em 1944 e, ao longo das décadas seguintes, tornou-se um dos mais reconhecidos apresentadores de telejornais no Brasil. Sua trajetória incluiu passagens por diversas emissoras de rádio e TV, destacando-se especialmente sua atuação no “Jornal Nacional” (JN), onde trabalhou por 26 anos.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Em 1969, Cid Moreira foi convidado a integrar a equipe do recém-criado “Jornal Nacional”, o primeiro telejornal transmitido em rede no país. Ao lado de Hilton Gomes, ele fez sua estreia, que marcou o início de uma parceria duradoura com Sérgio Chapelin. Seu “boa-noite” diário tornou-se um símbolo de credibilidade e seriedade na televisão brasileira. Após uma reformulação do JN em 1996, Cid se dedicou à leitura de editoriais.

Além do “Jornal Nacional”, Cid também esteve presente em outros programas da televisão brasileira, como o “Fantástico”, narrando quadros que se tornaram icônicos, como a série do mágico Mr. M. Na década de 1990, ele começou a gravar salmos bíblicos, um trabalho que resultou na gravação completa da Bíblia em 2011.



Source link

News

CNA considera positiva sinalização pela UE de adiamento da Lei Antidesmatamento



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avalia como “positiva” a proposta da Comissão Europeia de adiamento da lei antidesmatamento por um ano. “A sinalização da UE como resposta ao movimento de pressão de países parceiros é positiva. Além da questão burocrática que vai pesar sobre o produtor com custos de comprovação, há aspectos incompatíveis da lei europeia com a nossa legislação, sendo um deles que não há distinção entre desmatamento legal e ilegal”, observou a diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, em vídeo.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Mori lembrou que o setor produtivo brasileiro pediu à União Europeia, além da prorrogação da entrada em vigor da normativa, a revisão da classificação de risco por país. “Para o adiamento realmente entrar em vigor, há necessidade de acordo entre a Comissão Europeia, o Parlamento Europeu e o Conselho Europeu. Ainda não temos resposta se esse adiamento vai ocorrer”, pontuou, lembrando que a proposta da Comissão é de um pedido ao Parlamento Europeu, com necessidade de aprovação pelos legisladores dos 27 países membros do bloco.

A proposta da Comissão Europeia é pela implementação gradual da lei antidesmate, com a prorrogação da adoção de 30 de dezembro deste ano para 30 de dezembro de 2025 para grandes empresas e em 30 de junho de 2026 para micro e pequenas empresas. A lei, que proíbe a importação de commodities de áreas desmatadas a partir de dezembro de 2020, preocupa exportadores brasileiros das cadeias de soja, carne bovina, café, cacau e couro. Já o Código Florestal Brasileiro permite supressão vegetal em determinados porcentuais por biomas. A UE é o segundo principal destino para os produtos do agronegócio brasileiro.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Furacão John devasta costa sul do México, mas principais áreas agrícolas escapam de grandes danos


Furacão John traz chuvas torrenciais ao sul do México





Foto: Canva

Segundo dados do boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (1º) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), o furacão John atingiu a costa sul do Pacífico mexicano com ventos fortes e chuvas torrenciais, provocando destruição na infraestrutura costeira. O furacão, que chegou como uma tempestade de categoria 3, com ventos de até 105 nós, atingiu inicialmente a costa na fronteira entre Oaxaca e Guerrero.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

Segundo o boletim, após causar inundações e deslizamentos de terra, especialmente nas regiões de Michoacán a Oaxaca, o furacão dissipou-se brevemente, antes de se reformar e atingir novamente a costa. Em algumas áreas, as chuvas superaram 400 mm, trazendo severos danos à infraestrutura, principalmente ao sistema de transporte. No entanto, os impactos mais devastadores ocorreram fora das principais áreas agrícolas do país, preservando grande parte das plantações.

Apesar das chuvas intensas no litoral, as áreas agrícolas mais ao interior, especialmente no planalto sul (Jalisco a Puebla), sudeste (incluindo a Península de Yucatán) e nas plantações de cana-de-açúcar em Veracruz, foram beneficiadas com chuvas mais sazonais, variando entre 10 a 50 mm, o que ajudou no desenvolvimento de milho e outras culturas.

Já no norte do país, o clima mais seco prevaleceu, com chuvas leves e irregulares concentradas nas proximidades de Chihuahua e norte de Tamaulipas. A seca foi acompanhada por temperaturas elevadas, atingindo até 40°C em algumas regiões, o que intensificou a evaporação nas bacias hidrográficas do noroeste, conforme dados do Weekly Weather and Crop Bulletin.





Source link

News

Transporte gratuito para áreas rurais é garantido nas eleições municipais deste domingo (6)



No próximo domingo (6), eleitores das áreas rurais em todo o Brasil terão direito ao transporte gratuito para exercerem seu voto nas eleições municipais. A Justiça Eleitoral, de acordo com a Lei nº 6.091/74 e a Resolução TSE nº 23.736/2024, é responsável por fornecer o transporte, garantindo a participação dos eleitores que residem em locais de difícil acesso.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

O serviço é fundamental, já que a legislação eleitoral proíbe a instalação de seções eleitorais em propriedades rurais privadas. Para assegurar que os moradores dessas regiões possam votar, a Justiça Eleitoral planeja rotas, credencia condutores e cadastra veículos que serão utilizados exclusivamente nos limites territoriais dos municípios.

Regulamentação e proibições

De acordo com a legislação, partidos políticos, candidatos e qualquer pessoa estão proibidos de fornecer transporte ou refeições a eleitores no dia do pleito. O transporte irregular de eleitores, seja dentro do município ou entre diferentes municípios, é considerado crime eleitoral, com penalidades que incluem reclusão de quatro a seis anos e pagamento de multa.

Os únicos veículos autorizados a realizar o transporte de eleitores são aqueles a serviço da Justiça Eleitoral, coletivos de linhas regulares ou fretados e veículos de uso pessoal do proprietário para exercer o próprio voto e de seus familiares. Serviços de táxis e aplicativos de transporte também são permitidos, desde que os custos sejam pagos pelos próprios usuários.

Planejamento das rotas e requisitos

A Justiça Eleitoral planejou as rotas de transporte com antecedência, incluindo a quantidade de veículos, embarcações e os horários de circulação. A utilização desses veículos é regulamentada, devendo os mesmos exibir, de modo visível, a mensagem “A serviço da Justiça Eleitoral“. Para regiões mais afastadas, a Justiça Eleitoral pode criar linhas especiais e requisitar veículos públicos ou de aluguel para atender à demanda.

Os itinerários e horários das rotas foram divulgados para os eleitores e estão sendo monitorados para garantir a regularidade do transporte. A legislação também prevê que o poder público deverá assegurar a oferta gratuita de transporte coletivo urbano e intermunicipal nos dias de votação, para facilitar o acesso dos eleitores às zonas eleitorais.

Importância da medida

O transporte gratuito é uma medida importante para assegurar a igualdade de participação dos eleitores, especialmente daqueles que residem em áreas rurais ou locais distantes dos centros urbanos. Ao facilitar o acesso ao voto, a Justiça Eleitoral busca evitar possíveis interferências indevidas no resultado eleitoral e garantir que todos, independentemente de sua condição financeira ou localização, possam exercer o direito democrático de votar.



Source link

News

confira as notícias que afetam o mercado hoje



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, destaca que o mês começou bem para o Brasil. Depois da elevação na nota de crédito pela Moody’s, nosso CDS de 5 anos, que mede o risco país, caiu 4%. E como era de se esperar, trouxe uma onda de otimismo. Os DIs fecharam em queda, enquanto o real e o Ibovespa valorizaram.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

frente fria movimenta o Brasil


Embora as precipitações ainda ocorram de forma irregular, já sinalizam a proximidade





Foto: Arquivo

A frente fria que avança pelo Brasil traz mudanças significativas nas condições climáticas nesta quinta-feira (03.10). De acordo com o meteorologista do Portal Agrolink, Gabriel Rodrigues, há uma expectativa de elevação nas chuvas, principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Embora as precipitações ainda ocorram de forma irregular, já sinalizam a proximidade da estação chuvosa nessas áreas. São esperadas chuvas desde o norte de Santa Catarina até o sul de Goiás, com maior concentração de volumes no leste do Paraná e sudeste de São Paulo, onde os acumulados podem ultrapassar 40 mm.

Clique aqui e acesse AGROTEMPO

No Mato Grosso, as chuvas serão mais esparsas, mas há possibilidade de temporais intensos, principalmente entre a tarde e a noite, com acumulados que podem chegar a 30 mm em algumas áreas. No entanto, o meteorologista alerta para a irregularidade das chuvas, destacando a necessidade de mais consistência para a recuperação da umidade do solo.

Além disso, uma massa de ar frio avança pelo sul do Rio Grande do Sul, derrubando as temperaturas e trazendo risco de geadas nas áreas mais altas. Gabriel Rodrigues ressalta que, embora não se trate de uma frente fria severa, essas geadas tardias podem prejudicar culturas como milho e arroz no estado.

Enquanto isso, grandes partes de Goiás, Tocantins, Minas Gerais e Bahia continuam com tempo seco, com temperaturas que podem ultrapassar 37°C.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produtividade da soja pode aumentar com proteção a polinizadores


A fase de florescimento da soja, conhecida como florada, ocorre entre 20 e 30 dias após a semeadura, um momento em que a visita de insetos polinizadores, como abelhas, é comum nas lavouras. Esses insetos são atraídos pelo néctar e exercem papel importante  na polinização das plantas. No entanto, o uso inadequado de pesticidas durante esse período pode representar um sério risco para os polinizadores, comprometendo não só a biodiversidade, mas também a produtividade agrícola.

“A aplicação indevida de pesticidas é uma ameaça real para os polinizadores. Na BASF, estamos comprometidos com a segurança alimentar e a preservação da biodiversidade, promovendo o uso correto de nossas tecnologias por meio de treinamentos contínuos para os agricultores”, ressalta Marcelo Batistela, vice-presidente da Divisão de Soluções para Agricultura da BASF no Brasil. A empresa tem investido em projetos que visam a adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis, com o objetivo de garantir a segurança dos polinizadores e a continuidade de uma agricultura produtiva.

Estudos recentes, como o liderado pela Rutgers University-New Brunswick, nos EUA, revelam que a baixa presença de polinizadores tem impactado a produção agrícola em diversos continentes, incluindo a América do Sul. Segundo a pesquisa, cerca de dois terços das fazendas analisadas não estão atingindo a produção esperada devido à falta desses insetos. No Brasil, a Embrapa estima que a presença de abelhas pode aumentar a produtividade da soja em até 13%, destacando a importância de práticas que preservem esses insetos.

O manejo adequado dos inseticidas é essencial para evitar danos aos polinizadores, especialmente durante o período de maior atividade desses insetos, como explica Maurício do Carmo Fernandes, gerente de Stewardship e Sustentabilidade da BASF. “É fundamental que os agricultores saibam diferenciar pragas de polinizadores e inimigos naturais, e evitem o uso de inseticidas enquanto as abelhas estão forrageando”, orienta Fernandes.

Entre as recomendações, destaca-se a aplicação dos produtos em horários específicos, preferencialmente no final da tarde ou à noite, quando os polinizadores são menos ativos. Além disso, fatores como velocidade do vento, temperatura e umidade relativa do ar devem ser observados para reduzir o impacto sobre os insetos.

A adoção dessas práticas simples pode promover uma convivência mais equilibrada entre a produção agrícola e a preservação dos polinizadores, contribuindo para a conservação da biodiversidade e o aumento da produtividade de grãos.

“Seguir essas orientações traz benefícios para todos: os agricultores, o meio ambiente e a produção sustentável de alimentos,” conclui Fernandes.





Source link