sexta-feira, julho 31, 2026

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Apenas 7% das empresas familiares chegam à terceira geração; como o agro pode fugir disso?


O agronegócio brasileiro é composto, principalmente, por empresas familiares. São gerações que estabeleceram lavouras, criações e construíram legados. Nesse contexto, a sucessão é um desafio à continuidade de histórias de superação, resiliência e luta.

Pesquisa do Instituto Brasileiro Governanca Corporativa (IBGC), por exemplo, aponta que 72% das empresas familiares no Brasil não têm um plano de continuidade para os cargos-chave voltado aos descendentes.

A conselheira de empresas Jurema Aguiar de Araújo ressalta que o agronegócio, sendo um setor cíclico e com características únicas, exige uma sucessão ainda mais criteriosa em relação aos demais setores.

“O planejamento sucessório bem estruturado é uma necessidade urgente, não apenas para garantir a continuidade dos negócios, mas também para preservar o legado e os valores da família em um setor fundamental para a economia do país”, destaca.

De acordo com ela, a ausência desse planejamento pode acarretar perda de competitividade, além de possíveis conflitos familiares que colocam em risco tanto a estabilidade da organização quanto o futuro das próximas gerações.

Jurema ressalta que o assunto ainda parece um tabu no Brasil. “O desconforto ao abordar a finitude da liderança impede, muitas vezes, a preparação adequada dos sucessores, um tremendo risco pois é imprescindível que esse processo, que é de médio a longo prazo, seja feito com a máxima antecedência, enquanto o sucedido estiver em plena atividade e saudável”.

Caso contrário, conforme a conselheira, uma sucessão repentina e sem planejamento pode comprometer a continuidade e estabilidade da organização.

Empresas familiares na terceira geração

A importância do tema é amparada em estatísticas do IBGC: apenas 30% das empresas familiares sobrevivem à transição da primeira para a segunda geração e essa taxa diminui ainda mais nas sucessões subsequentes, de acordo com pesquisa da PwC.

Dados da PwC reforçam essa afirmação: 75% das empresas familiares fecham após os herdeiros sucessores assumirem o negócio. “Isso significa que somente sete em cada 100 empresas brasileiras chegam à terceira geração”, diz Jurema.

Para ela, esse obstáculo que é transposto por tão poucas empresas ocorre, justamente, pela falta de um bom planejamento de sucessão.

“Não existe uma regra definida sobre o momento ideal para iniciar o processo de sucessão. Cada família possui seu próprio timing, geralmente alinhado aos interesses da primeira geração, que deseja se dedicar a novos projetos, e à preparação da segunda geração. No entanto, o ideal é que o fundador se planeje com antecedência para esse momento, buscando uma transição tranquila para aproveitar sua nova rotina, o que geralmente acontece entre os 55 e 65 anos”, afirma Jurema.

Esse período coincide, naturalmente, com a chegada dos sucessores à idade adulta.

Neste caso, Jurema destaca que é preferível que o sucedido envolva-se em um planejamento estruturado, com a ajuda de conselheiros experientes.

“Um conselheiro, elemento neutro, pode mediar as discussões, ajudando a minimizar conflitos emocionais que naturalmente surgem em famílias. Isso porque uma das principais barreiras na sucessão é justamente o conflito geracional e as questões emocionais que permeiam as relações familiares e que podem acabar contaminando os negócios”.

Isso ocorre porque a primeira geração pode ter dificuldade em aceitar que a segunda terá um estilo diferente de gestão e tomada de decisões. “Contudo, o importante é que os valores fundamentais da família e da empresa sejam preservados, ainda que a forma de implementá-los evolua com o tempo”.

Passo a passo do plano de sucessão

produtor rural curso Senar SCprodutor rural curso Senar SC
Foto: Divulgação CNA

Jurema traça três passos para que o processo de sucessão familiar de empresas do agronegócio e de outros setores transcorra da melhor forma possível:

  1. Ajuda profissional

A falta de diálogo aberto e de um bom assessoramento são obstáculos significativos. “Junto com o auxílio de um ou mais conselheiros externos, inicie o planejamento da sucessão estabelecendo um prazo para a passada oficial de bastão e prepare mais intensamente o sucessor para tal momento”.

  1. Regras para a sucessão

Estabelecer regras claras para a sucessão em empresas familiares é essencial para garantir a harmonia e a transparência nas relações entre os membros da família. “Questões como ‘todo filho é sócio?’ e “todos os sócios têm propriedade de todos os patrimônios da família?’ precisam ser abordadas de maneira objetiva e documentadas em um protocolo de família”, diz a conselheira.

Segundo Jurema, embora possa ser desconfortável discutir e definir essas regras inicialmente, a existência de um código de conduta bem delineado facilita a gestão dos direitos e responsabilidades de cada participante, minimizando conflitos futuros.

  1. Alinhamento de expectativas

Para a conselheira, esse pode ser o ponto mais difícil. “Às vezes alguns membros da família podem divergir sobre as expectativas para a sucessão, uma das principais causas de frustração e conflito entre os membros da família, podendo comprometer a saúde do negócio”.

Portanto, de acordo com ela, para garantir a longevidade e o sucesso de uma empresa familiar é fundamental que as expectativas de todos os envolvidos estejam bem estabelecidas e alinhadas desde o início.

“A geração que vai suceder deve não apenas conhecer profundamente o funcionamento da empresa, mas também estar bem preparada e aberta ao diálogo constante. A preparação, que inclui tanto a formação técnica quanto a capacidade de comunicação e resolução de conflitos, é o que diferencia as empresas familiares que prosperam ao longo do tempo”, considera.



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mercado tenta assimilar decisão de Comissão Europeia; veja cotações



Nesta quinta-feira (3), o mercado brasileiro da soja registrou poucos negócios, com preços variando de estáveis a mais altos.

A Bolsa de Chicago apresentou volatilidade, enquanto o dólar teve uma alta significativa. Embora as ofertas no mercado fossem atrativas, muitos vendedores optaram por reter seus produtos, na expectativa de preços ainda mais vantajosos.

Preços do grão no país

  • Passo Fundo (RS): o preço da saca de 60 quilos subiu de R$ 133,00 para R$ 135,00
  • Missões (RS): a cotação avançou de R$ 132,00 para R$ 133,00
  • Porto de Rio Grande (RS): o valor aumentou de R$ 140,00 para R$ 141,00
  • Cascavel (PR): a saca valorizou de R$ 137,00 para R$ 139,00.
  • Porto de Paranaguá (PR): o preço subiu de R$ 142,00 para R$ 143,00
  • Rondonópolis (MT): o preço da saca subiu de R$ 133,00 para R$ 134,00
  • Dourados (MS): o preço estabilizou em R$ 134,00
  • Rio Verde (GO): a cotação permaneceu em R$ 133,00.

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em baixa. A previsão de chuvas nas regiões produtoras do Brasil, facilitando o plantio da nova safra, e o avanço da colheita da maior safra dos EUA pressionaram os preços.

Adicionalmente, o mercado ainda assimila a decisão da União Europeia de adiar em pelo menos um ano a implementação da Lei Antidesmatamento, que, na teoria, poderia favorecer a demanda por soja americana em detrimento da soja e do farelo brasileiros e argentinos.

As exportações líquidas dos Estados Unidos de soja, para a temporada 2024/25, iniciada em 1º de setembro, totalizaram 1.443.500 toneladas na semana encerrada em 26 de setembro, com a China liderando as importações, totalizando 725.700 toneladas.

Para a temporada 2025/2026, foram registradas apenas 1.000 toneladas, abaixo das expectativas que variavam entre 1 milhão e 1,6 milhão de toneladas.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam a US$ 10,46 por bushel, uma baixa de 10,00 centavos de dólar (0,94%). A posição de janeiro foi cotada a US$ 10,64 1/2 por bushel, com perda de 9,75 centavos (0,90%).

Nos subprodutos, a posição de dezembro do farelo encerrou com uma baixa de US$ 7,90 (2,32%), a US$ 332,50 por tonelada. Por outro lado, os contratos do óleo com vencimento em dezembro fecharam a 44,53 centavos de dólar, com alta de 0,89 centavo (2,03%).

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,53%, negociado a R$ 5,4745 para venda e R$ 5,4726 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre uma mínima de R$ 5,4503 e uma máxima de R$ 5,5107.



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AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas beneficiam trigo e cevada na Turquia, mas seca persiste no Irã e Síria


Seca persiste em regiões do Oriente Médio





Foto: Canva

De acordo com do boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado na terça-feira (1º) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), chuvas leves a moderadas, variando entre 2 e 25 mm, foram registradas nas áreas central e leste da Turquia, proporcionando umidade essencial para o estabelecimento das safras de inverno, como trigo e cevada. Precipitações mais intensas, de até 85 mm, atingiram a costa do Mar Negro, embora essas chuvas tenham ocorrido fora das principais regiões de cultivo do país.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

A influência das chuvas também se estendeu para o oeste e norte da Síria, onde áreas próximas à costa mediterrânea receberam até 40 mm de precipitação, beneficiando a agricultura local. No entanto, o cenário é diferente no leste da Síria e no centro e sul do Irã, onde o clima seco predominou. As chuvas de inverno, que são essenciais para essas áreas, costumam chegar apenas em outubro, conforme aponta os dados do boletim.

As condições climáticas também trouxeram calor anômalo ao sul e leste do Irã, com temperaturas até 5°C acima da média. Em outras partes da região, as temperaturas permaneceram mais próximas do normal, variando entre 1°C e 2°C acima da média.





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Mercado da soja tem quinta-feira com poucos negócios no Brasil



Nesta quinta-feira (3), o mercado brasileiro da soja registrou poucos negócios, com preços variando de estáveis a mais altos. A Bolsa de Chicago apresentou volatilidade, enquanto o dólar teve uma alta significativa. Embora as ofertas no mercado fossem atrativas, muitos vendedores optaram por reter seus produtos, na expectativa de preços ainda mais vantajosos.

Preços do grão no país

  • Passo Fundo (RS): o preço da saca de 60 quilos subiu de R$ 133,00 para R$ 135,00
  • Missões (RS): a cotação avançou de R$ 132,00 para R$ 133,00
  • Porto de Rio Grande (RS): o valor aumentou de R$ 140,00 para R$ 141,00
  • Cascavel (PR): a saca valorizou de R$ 137,00 para R$ 139,00.
  • Porto de Paranaguá (PR): o preço subiu de R$ 142,00 para R$ 143,00
  • Rondonópolis (MT): o preço da saca subiu de R$ 133,00 para R$ 134,00
  • Dourados (MS): o preço estabilizou em R$ 134,00
  • Rio Verde (GO): a cotação permaneceu em R$ 133,00.

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em baixa. A previsão de chuvas nas regiões produtoras do Brasil, facilitando o plantio da nova safra, e o avanço da colheita da maior safra dos EUA pressionaram os preços.

Adicionalmente, o mercado ainda assimila a decisão da União Europeia de adiar em pelo menos um ano a implementação da Lei Antidesmatamento, que, na teoria, poderia favorecer a demanda por soja americana em detrimento da soja e do farelo brasileiros e argentinos.

As exportações líquidas dos EUA de soja, para a temporada 2024/25, iniciada em 1º de setembro, totalizaram 1.443.500 toneladas na semana encerrada em 26 de setembro, com a China liderando as importações, totalizando 725.700 toneladas. Para a temporada 2025/2026, foram registradas apenas 1.000 toneladas, abaixo das expectativas que variavam entre 1 milhão e 1,6 milhão de toneladas.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam a US$ 10,46 por bushel, uma baixa de 10,00 centavos de dólar (0,94%). A posição de janeiro foi cotada a US$ 10,64 1/2 por bushel, com perda de 9,75 centavos (0,90%).

Nos subprodutos, a posição de dezembro do farelo encerrou com uma baixa de US$ 7,90 (2,32%), a US$ 332,50 por tonelada. Por outro lado, os contratos do óleo com vencimento em dezembro fecharam a 44,53 centavos de dólar, com alta de 0,89 centavo (2,03%).

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,53%, negociado a R$ 5,4745 para venda e R$ 5,4726 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre uma mínima de R$ 5,4503 e uma máxima de R$ 5,5107.



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Polícia apreende mais de 400 garrafas de azeite adulterado; veja as marcas


Em operação conjunta com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Polícia Civil do Espírito Santo, por meio da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), realizou, nessa quarta-feira (2), uma operação de combate ao comércio de azeites adulterados.

A ação suspendeu a venda de três marcas (Pérola Negra, Carcavelos e Serrano) e culminou na apreensão de 428 garrafas de azeite que eram vendidas em supermercados dos municípios capixabas de Cariacica e Vila Velha.

De acordo com a investigação, a venda dos três rótulos estava proibida por conta de fraudes e infrações sanitárias.

“A venda de uma dessas marcas já havia sido suspensa pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na semana passada. As outras duas são marcas possivelmente têm ligação, pois são distribuídas pela mesma fabricante da marca que estava proibida”, diz o delegado Eduardo Passamani, titular da Decon

Segundo ele, a proibição dos rótulos ocorreu porque o fabricante não se identifica e, portanto, não é possível saber a procedência dos produtos.

Preços muito abaixo do mercado

marcas de azeites adulteradosmarcas de azeites adulterados
Foto: Polícia Civil do Espírito Santo

O delegado alerta para que o consumidor se atente ao preço dos produtos vendidos. “Esse produto estava abaixo do preço médio que o azeite está sendo vendido atualmente nos mercados. É um indicativo de que o produto é fraudado. É importante se atentar a essa discrepância no valor se comparado a produtos de qualidade reconhecida”, destacou.

De acordo com ele, os itens apreendidos estavam sendo vendidos a uma média de R$ 26 a R$ 28, enquanto o preço dos demais gira em torno de R$ 40.

“O criminoso pega um produto falsificado, coloca um preço muito baixo para vender rápido e joga em pequenas redes para que a gente não consiga identificar”, relata Passamani.

Azeite passará por análise

As garrafas apreendidas serão encaminhadas ao laboratório do Ministério da Agricultura, em Brasília, e passarão por análises para identificar a composição do produto.

“Vamos identificar o que tem dentro dessas garrafas. Em um primeiro momento, em uma análise sensorial, foi possível perceber uma possível presença de óleo”, disse o delegado.

De acordo com ele, em ações anteriores, já foi identificada a presença de óleo de lamparina dentro de garrafas de azeite no estado.

Supermercados serão investigados

Além das marcas, os supermercados que estavam expondo a marca que já estava proibida pela Anvisa também serão investigados.

“Será aberta a investigação para identificar a responsabilidade. A marca deveria ter sido recolhida pois foi dada ampla divulgação pela Anvisa. O comerciante tem o dever com o consumidor e precisa saber o que está vendendo”, afirmou Passamani.

Já os fabricantes responderão por crime contra relação de consumo, com pena que pode variar de dois a cinco anos de reclusão.

A Decon orienta que o consumidor que adquiriu azeite das marcas apreendidas leve o produto até o estabelecimento comercial onde foi realizada a compra para que seja feita a troca. Caso o estabelecimento se recuse, o consumidor deve procurar a delegacia para registrar o fato.



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ventos de 100 km/h e queda de granizo



A próxima segunda-feira (7) começa com chuva na Região Sul graças à atuação de um cavado meteorológico (região alongada de relativa pressão atmosférica baixa).

Assim, de acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, o estado do Paraná, Santa Catarina e toda a porção oeste do Rio Grande do Sul ficam, novamente, sob alerta de rajadas de vento que podem ultrapassar os 100 km/h. Há, também, probabilidade de queda de granizo nestas áreas.

Já de 9 a 13 de outubro, a boa notícia é que a chuva se espalha pelo Brasil Central. As precipitações chegam de forma mais significativa, em volumes entre 60 mm e 100 mm, no oeste do Paraná, em toda a faixa leste de Mato Grosso do Sul e na faixa central e Zona da Mata de Minas Gerais.

De acordo com Müller, a condição de chuva mais intensa se deve à atuação de uma nova frente fria mais delineada. “Também levará chuva para Goiás, Brasília, sul do Tocantins e também Mato Grosso. Essa umidade mais distribuída é suficiente para acabar com a onda de calor e, também, eliminar o risco para focos de incêndio”.



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Empresa parceira da MF Rural oferece crédito ao agro com juros a partir de 2% a.a.


Entra ano, sai ano e o crédito rural permanece no radar dos produtores. A tomada de empréstimos surge como necessidade em diferentes momentos da vida do produtor rural, seja na aquisição de imóveis rurais, máquinas, equipamentos, expansão dos negócios ou promoção de melhorias na propriedade.

No Plano Safra 2024/25, as taxas gerais das linhas de investimento e custeio foram mantidas entre 7% e 12% ao ano (.a.a.). As taxas elevadas são resultado de uma taxa Selic de 10,5% a.a. O custo alto para produzir foi novamente alvo de críticas do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. Para o ministro, a taxa Selic a 10,5% ao ano não é condizente com a “inflação controlada” de 3% a 4% a.a. do Brasil. “Falamos há um ano e meio que a taxa Selic é desproporcional no Brasil”, destacou ele.

Mas não é só de crédito rural oferecido pelo governo que o produtor rural vive. A página Crédito para Fazendas em parceria com a MF Rural, das consultoras financeiras Gabriela e Tainara, uma extensão do Grupo SG Agronegócios, é um exemplo disso.

As empresárias são especialistas em captação de recursos para o setor do agronegócio. Elas
oferecem ótimas condições para aquisição de áreas rurais e compra de maquinário, com taxas a partir de 2% a.a. e 20 anos para pagar. Juntas somam mais de dez anos no mercado financeiro e já liberaram mais de R$ 500 milhões em crédito para os produtores rurais.

As profissionais trabalham com mais de 20 instituições financeiras, buscando sempre a melhor linha de crédito e direcionamento para cada cliente. Segundo Gabriela, uma das premissas da empresa é entender qual o principal objetivo do produtor rural e oferecer as melhores opções e condições para que o produtor tome o crédito.

“Nosso primeiro passo é sempre identificar a necessidade do cliente, garantias que possui,
cadastro e faturamento. Buscamos sempre a melhor taxa, custo de operação e prazos de pagamentos que se adequam ao perfil do produtor”, ressaltou a profissional.

Tainara destaca que as garantias que o produtor rural possui e prazo para o pagamento da dívida são determinantes para alcançar melhores condições. “A garantia vai depender da linha de crédito que adequa ao perfil de cada cliente, temos linhas que o próprio imóvel serve, 1×1, até linhas que solicitam garantia 3×1. Por isso, no primeiro contato é primordial que as informações sejam claras e objetivas”, revelou a consultora.

Foto: SG Agronegócios

Mateus Ferraz, da Fazenda Santa Helena em Água Limpa, Goiás, afirma que um diferencial das consultoras é o atendimento, e que durante todo o processo recebeu ajuda para liberação do crédito.

“Estava procurando um crédito para aquisição de uma área vizinha à minha, mas o banco não liberou. Encontrei a página na internet e vi que eles tinham parceria com o MF Rural que me trouxe mais segurança para a negociação. Consegui o crédito com uma taxa boa e prazo de pagamento de 15 anos. Elas sempre foram muito atenciosas e me ajudaram em todo processo”, Mateus.

Para se ter uma ideia da amplitude da empresa, só em 2023 a SG Agronegócio liberou R$ 1,2 bilhão de recursos para o agronegócio, atendendo clientes do Brasil todo, com valores solicitados de R$ 150 mil a R$ 150 milhões.

Para simular o crédito é muito fácil: basta acessar o site creditoparafazendas.com.br ou entrar em contato diretamente com as consultoras Gabriela e Tainara.



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Soja: chuvas no Brasil e colheita nos EUA são fatores que afetam Chicago



Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira em baixa. De acordo com informações da consultoria Safras & Mercado, a previsão de chuvas nos próximos dias nas regiões produtoras do Brasil, viabilizando o plantio da nova safra, e o avanço da colheita da maior safra dos Estados Unidos pressionaram as cotações.

Completando o cenário negativo para os preços, o mercado ainda absorve a decisão da União Europeia de adiar por pelo menos um ano a entrada em vigor da Lei Antidesmatamento. Na teoria, a lei beneficiaria a demanda daquele continente por produto americano em detrimento da soja e farelo do Brasil e da Argentina.

As exportações líquidas norte-americanas da soja da temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, ficaram em 1.443.500 toneladas na semana encerrada em 26 de setembro. A China liderou as importações, com 725.700 toneladas. Para a temporada 2025/2026, as exportações ficaram em 1.000 t. Analistas esperavam exportações entre 1 milhão e 1,6 milhão de toneladas, somando-se às duas temporadas.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Soja em grão

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 10,00 centavos de dólar, ou 0,94%, a US$ 10,46 por bushel. A posição de janeiro teve cotação de US$ 10,64 1/2 por bushel, com perda de 9,75 centavos ou 0,90%.

Nos subprodutos, a posição de dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 7,90 ou 2,32%, a US$ 332,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 44,53 centavos de dólar, com alta de 0,89 centavo ou 2,03%.



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Conflito no Oriente Médio pode impactar preços de insumos agrícolas e petróleo



A recente escalada das tensões no Oriente Médio, com o envolvimento do Irã e do grupo extremista Hezbollah, está causando preocupações sobre o impacto na oferta e nos preços do petróleo, o que pode afetar diretamente o agronegócio e os custos agrícolas no Brasil. A região é estratégica, pois é responsável por aproximadamente 50% das reservas mundiais de petróleo, e conflitos nessa área podem gerar instabilidade no mercado global.

O advogado e assessor de investimentos Bruno Rocio destacou a importância da região. “O Estreito de Ormuz, por onde passa de 20% a 25% de todo o petróleo comercializado no mundo, é uma rota vital e vulnerável. Qualquer escalada do conflito pode impactar diretamente os preços globais.”

Segundo Rocio, o envolvimento do Irã, membro influente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+), é motivo de grande preocupação. “O Irã pode efetivamente reduzir a produção de petróleo em resposta às tensões regionais. Há também o risco de ataques às refinarias, o que pode gerar ainda mais incerteza no mercado”, disse.

Impacto nos custos do Brasil

Mesmo sendo um produtor relevante de petróleo, o Brasil não está imune aos efeitos da crise. “A Petrobras ajusta os preços internos conforme o mercado global, então, com esse cenário no Oriente Médio, poderíamos ver um aumento do petróleo aqui no Brasil”, ressaltou Rocio. Ele destacou que o país é um importador de gasolina e diesel, o que poderia elevar os custos do transporte e da produção, impactando a inflação. “Apesar do Banco Central já estar tentando conter a inflação com a alta dos juros, uma escalada do conflito pode exigir um ‘remédio’ ainda mais amargo”, afirmou.

Possíveis sanções e impactos nos insumos agrícolas

Rocio alertou ainda para o histórico de sanções econômicas contra países do Oriente Médio em cenários de crise, o que poderia afetar o preço dos fertilizantes e outros insumos agrícolas. “O Irã é um dos maiores produtores de fertilizantes. Se houver sanções que limitem sua capacidade de exportar, os custos de produção agrícola no Brasil, que depende dessas importações, podem aumentar, encarecendo os produtos alimentícios e pressionando ainda mais a inflação”, afirmou.

Análise de Miguel Daoud

O comentarista Miguel Daoud também avaliou a situação, destacando que o conflito pode afetar não apenas o preço do petróleo, mas também a oferta e os preços das commodities. “O conflito tem mexido com o preço do barril nos últimos dias, mas a situação também pode impactar a logística e a oferta de insumos agrícolas, gerando aumento nos custos”, afirmou.

Daoud enfatizou que o produtor rural precisa estar atento a essas variáveis e entender como elas podem afetar tanto os preços dos produtos quanto os custos. “Os insumos agrícolas, principalmente os nitrogenados, que dependem do petróleo, terão seus preços afetados se o conflito se intensificar”, comentou.

Além disso, ele ressaltou a necessidade de compreensão e análise da situação, dado que o cenário global está se tornando cada vez mais volátil. “O produtor precisa focar no entendimento do que está acontecendo para se preparar para possíveis impactos na produção e nos custos.”

A situação no Oriente Médio, portanto, traz desafios econômicos e financeiros que podem ter consequências no agronegócio brasileiro, demandando dos produtores uma maior atenção e planejamento estratégico para mitigar os riscos envolvidos.



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AgroNewsPolítica & Agro

Operação no Paraná apreende 10 mil litros de vinho falsificado


Operacão aconteceu na última sexta-feira





Foto: Mapa

Na última sexta-feira (27), uma operação conjunta entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Polícia Militar (PM) e a Polícia Civil do Paraná resultou na apreensão de aproximadamente 800 caixas com mais de 10 mil litros de vinho falsificado em Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba. A ação teve como objetivo combater a fabricação ilegal e garantir a segurança dos produtos consumidos pela população.

Segundo informações do Mapa, a operação revelou que o local da produção apresentava condições sanitárias precárias, com a utilização de substâncias proibidas como corantes, conservantes, aromatizantes e açúcar na fabricação do vinho, configurando fraude. Amostras do produto foram coletadas para análise e comprovação da adulteração.

De acordo com o chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Paraná, Fernando Mendes, o ambiente onde o vinho era produzido estava em péssimas condições, e o proprietário não possuía autorização para a fabricação, tampouco emitia notas fiscais. A ação reforça a importância de o consumidor adquirir produtos devidamente registrados no Mapa para evitar riscos à saúde.





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