sexta-feira, julho 31, 2026

Agro

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Brasília supera recorde histórico de seca com 164 dias sem chuva



Nesta sexta-feira (4), Brasília bateu o recorde histórico de seca, com 164 dias sem chuvas, superando em um dia o recorde anterior, que era de 1963.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) acionou o alerta laranja – de perigo – para baixa umidade no Distrito Federal (DF) com previsão de 15% nas horas mais quentes.

Além do DF, o instituto também registrou o alerta de seca em sete estados:

Um levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) constatou aumento de 269% nos focos de incêndio no Distrito Federal este ano, com 75 mil em setembro.

O Inmet recomenda que a população beba mais líquidos e evite atividades físicas e exposição ao sol nas horas mais quentes do dia, das 10h às 16h. Também é importante que as pessoas intensifiquem o uso de hidratantes e umidifiquem os ambientes.



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Setor de máquinas agrícolas espera crescimento de 8,2% em 2025



Os fabricantes de máquinas agrícolas esperam um crescimento de 8,2% no faturamento do setor em 2025. A perspectiva foi compilada em pesquisa realizada com representantes das empresas pela Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

O anúncio foi feito durante o 24º Seminário de Planejamento Estratégico Empresarial, promovido pela Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) nesta sexta-feira (4).

Conforme o presidente da CSMIA, Pedro Estevão Bastos, não será um ano maravilhoso, mas não será uma catástrofe. “Começamos a retomar um nível normal. Se olharmos o faturamento mensal da Câmara, o último buraco foi em abril [deste ano]”.

Segundo ele, o setor vem de fortes quedas desde 2022, quando faturou R$ 94 bilhões. Em 2023, foram 74 bilhões. Em 2024, a retração é projetada em 25%, para R$ 56 bilhões.

Bastos lembra que as empresas estão em época de planejamento. Na mesma pesquisa, realizada no ano passado, a perspectiva dos representantes era de queda de 7%. “Caiu mais por causa da seca. Vemos que o faro do pessoal não é ruim, não”, observou.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preço da saca de feijão preto sobe 30% no Paraná


Paraná amplia exportações de feijão preto





Foto: Pixabay

De acordo com Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 27 de setembro a 3 de outubro, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), produtores de feijão preto no Paraná têm experimentado uma alta nos preços da saca. Em setembro, o preço médio da saca chegou a R$ 306,88, um aumento de 30% em relação a agosto (R$ 236,83) e 36% superior ao valor praticado no mesmo período do ano passado (R$ 225,43).

Esse aumento nos preços impulsionou a confiança dos produtores na primeira safra de feijão, que está estimada em 138,5 mil hectares. Mais da metade dessa área já foi semeada, e espera-se que a área total seja 29% maior em comparação ao mesmo período de 2023. Caso o clima seja favorável, a produção pode atingir 266,8 mil toneladas no estado, um aumento expressivo de 66% em relação às 160 mil toneladas colhidas na safra anterior, conforme dados do boletim.

Um dos fatores que explicam a elevação dos preços é a expectativa de manutenção das exportações para outros países da América Latina, como México e Venezuela, que juntos já adquiriram mais de 20 mil toneladas de feijão preto originárias do Paraná. Essas exportações, consideradas atípicas, têm fortalecido a posição do Paraná no comércio exterior do produto, aproximando o estado do Mato Grosso, maior exportador nacional de feijão preto.

Embora o Mato Grosso ainda mantenha uma liderança consolidada nas exportações, com canais estabelecidos para mercados como Índia e outros países da região há mais de uma década, o Paraná tem ampliado sua participação e se destacado na comercialização internacional.





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Paraná avança no plantio da soja, mas cenário ainda é incerto



O plantio da soja no Paraná já começou, com a liberação total da cultura em todas as regiões. No sudoeste, onde a semeadura é antecipada, o avanço tem sido considerável, impulsionado pelas chuvas de setembro. Áreas como Maringá também se beneficiaram das precipitações, mas algumas adversidades ainda persistem, trazendo desafios para os produtores.

De acordo com Zezé Sismeiro, diretor da Aprosoja-PR, “os custos elevados continuam a impactar a lucratividade dos agricultores. O preço da saca da soja caiu consideravelmente, mas os insumos, maquinário, peças e o óleo diesel não diminuíram na mesma proporção”, comenta.

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Perspectiva da semeadura

No último ciclo, o Paraná colheu 18,3 milhões de toneladas do grão, o que representa uma queda em relação ao ano anterior. Embora o início da nova temporada traga alguma esperança, os agricultores permanecem cautelosos diante dos altos custos que pressionam suas margens de lucro.

Enquanto alguns agricultores que plantaram no seco têm alcançado resultados razoáveis, muitos ainda enfrentam um plantio lento nas regiões que recentemente liberaram o vazio sanitário. A expectativa de melhora persiste, mas os produtores continuam a lidar com incertezas relacionadas à semeadura do grão.



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TSE realiza cerimônia para verificar integridade das urnas eletrônicas



O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai realizar neste sábado (5), às 12h, a cerimônia de verificação da integridade dos sistemas eleitorais, como a inviolabilidade das urnas eletrônicas.

O evento é um procedimento de praxe que acontecerá na véspera do primeiro turno do pleito municipal, que será realizado no domingo (6).

A cerimônia tem o objetivo de realizar uma auditoria no sistema que será usado para totalizar os votos que serão computados na urna eletrônica pelos eleitores de todo o país.

Durante o evento, serão verificados os programas que gerenciam o resultado do pleito, chamados de gerenciamento da totalização. Os sistemas de receptores de arquivos de urna e de informação de arquivos de urna também serão inspecionados.

Na noite deste sábado (5), véspera do pleito, Cármen Lúcia fará um pronunciamento em cadeia de rádio e TV para conclamar o eleitor a votar.

Urnas zeradas

Outro procedimento de auditoria será realizado no dia da eleição. Com a chamada zerésima, é possível verificar que não há voto registrado na urna eletrônica antes do início da votação, que começará às 8h em todo país.

Por volta das 7h, os mesários devem imprimir um relatório em todas urnas eletrônicas instaladas nas seções eleitorais e comprovar que a urna está zerada. A votação será iniciada somente após o procedimento.

O primeiro turno das eleições será no domingo (6). O eleitor vai votar para vereador e prefeito. Em cinco municípios do país, o eleitorado ainda deve participar de consultas populares.

O segundo turno da disputa poderá ser realizado em 27 de outubro em 103 municípios com mais de 200 mil eleitores, nos quais nenhum dos candidatos à prefeitura consiga atingir mais da metade dos votos válidos, excluídos os brancos e nulos, no primeiro turno.

Mais de 155 milhões de eleitores estão aptos a votar em 5.569 municípios. O horário de votação será de 8h às 17h (horário de Brasília) em todo o país.



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Produtores rurais da Amazônia lançam movimento contra narrativas ambientalistas


Produtores rurais da Amazônia se uniram para desafiar as narrativas ambientalistas promovidas por ONGs, grande parte da mídia internacional e governos federais e estaduais.

O movimento, agora denominado Produtores Rurais Independentes da Amazônia, representa quase 1 milhão de produtores, responsáveis por uma parcela substancial da produção agropecuária brasileira e, ao mesmo tempo, por uma preservação ambiental de mais de 80% da floresta amazônica em suas propriedades.

Preservação e alta produtividade no agronegócio da Amazônia

A Amazônia brasileira é um exemplo global de preservação ambiental.

Dados mostram que 84% da floresta amazônica está preservada em território brasileiro, o que faz do Brasil uma das nações com a maior área de cobertura vegetal nativa do planeta.

Isso se deve, em grande parte, ao compromisso dos produtores rurais que mantêm 80% de suas propriedades como áreas de preservação legal, conforme o Código Florestal.

Em contraste, a Amazônia também é líder em produtividade agropecuária.

A região abriga aproximadamente 90 milhões de cabeças de gado, cerca de 40% do rebanho bovino nacional, o que faz do Brasil o maior exportador de carne bovina do mundo.

Além disso, a Amazônia tem se destacado na produção de soja, um dos principais produtos agrícolas do país, sendo fundamental para o superávit da balança comercial brasileira.

A participação do agronegócio da Amazônia é significativa tanto no PIB da região quanto no PIB nacional.

O setor é responsável por uma contribuição de 8% ao PIB da Amazônia Legal, representando cerca de R$ 350 bilhões, consolidando-se como um dos maiores pilares econômicos do Brasil.

Desigualdade nas exigências de preservação ambiental

Enquanto os produtores da Amazônia precisam preservar 80% de suas propriedades, outras regiões do Brasil têm exigências menores.

No Sul e Sudeste, por exemplo, é permitido utilizar até 80% das terras para produção.

No cenário internacional, a disparidade é ainda maior, com países como a França que não possuem exigências rigorosas de preservação ambiental em suas propriedades.

Essa realidade cria uma inequidade entre os produtores brasileiros e o resto do mundo, prejudicando aqueles que têm o duplo papel de produzir e preservar.

Governos não cumpriram o Código Florestal

O movimento denuncia que, ao longo das décadas, os governos brasileiros não cumpriram suas obrigações estipuladas no Código Florestal, especialmente no que diz respeito à regularização ambiental e fundiária. Muitos produtores aguardam há anos pela regularização de suas propriedades, sem receber incentivos adequados para continuar preservando grandes porções da floresta.

Entre as obrigações governamentais que não foram cumpridas, destaca-se a implementação de programas de compensação para os produtores que preservam, bem como políticas de incentivo para quem mantém reservas legais acima do exigido.

Além disso, a regularização fundiária continua sendo um problema crônico, deixando os produtores rurais em situação de insegurança jurídica.

Críticas ao Fundo Amazônia e à interferência internacional

Os Produtores Rurais Independentes da Amazônia criticam o modelo de financiamento internacional adotado pelo Fundo Amazônia, que recebe bilhões de dólares de países que estão entre os maiores poluidores do mundo.

Essas nações, em troca de suas doações, obtêm certificados de compensação para continuar suas atividades poluentes, enquanto as ONGs que recebem esses recursos não trazem resultados práticos para a preservação da Amazônia.

“Nunca vimos um projeto realizado por ONGs, patrocinado pelo Fundo Amazônia, que efetivamente trouxesse um resultado prático de preservação e desenvolvimento sustentável”, afirmam os representantes do movimento.

Para eles, o verdadeiro culpado pela poluição global não são os produtores rurais da Amazônia, mas os países que utilizam esses mecanismos para “limpar” suas emissões sem
resolver os problemas ambientais globais.

O movimento se posiciona como uma força de diálogo e conciliação, e não de confronto.
Segundo o advogado Vinícius Borba, que é um dos idealizadores do movimento, busca-se não um confronto de narrativas ou políticas, mas sim um diálogo igualitário.

O movimento pede a suspensão imediata de programas como o TAC da Carne, rastreabilidade bovina, Prodes, embargos, desapropriações, desintrusões, apreensões de gado.

Deve ser revista também o poder do Ministério Público na Amazônia, que infelizmente vem
sendo utilizado como um “braço institucional” de ONGs, protocolizando ações judiciais
descabidas que não retratam a realidade e o devido processo legal.

O argumento central é que essas medidas têm sido aplicadas sem o respeito ao devido
processo legal, conforme previsto no artigo 5º, incisos LIV e LV da Constituição Federal
Brasileira, que garante a presunção de inocência e determina que ninguém será privado de
seus bens ou direitos sem o devido processo legal.

Uma Amazônia produtiva e preservada

Os Produtores Rurais Independentes da Amazônia fazem um chamado para que todas as
partes – governo, ambientalistas, ONGs e sociedade civil – se unam em prol de uma Amazônia produtiva e preservada.

Eles pedem o respeito ao papel dos produtores como guardiões da floresta e da produção
nacional, e solicitam um assento à mesa das discussões da COP30, onde serão tomadas decisões que impactam diretamente suas vidas e o futuro da região.

Com mais de mil produtores já envolvidos e uma equipe técnica composta por advogados,
engenheiros florestais e especialistas ambientais, o movimento surge como uma força
organizada e determinada a construir um futuro sustentável e justo para a Amazônia.

O grupo pede que o Brasil e o mundo reconheçam a importância do agronegócio na Amazônia
e que seja estabelecido um caminho de diálogo, respeito e cooperação.

A preservação da Amazônia e sua prosperidade econômica não são mutuamente exclusivas; pelo contrário, são complementares.

E os produtores rurais da Amazônia, que há décadas enfrentam desafios, devem ser ouvidos como parte central dessa solução. Com paridade de armas, com os setores produtivos, os políticos e todos que estiverem envolvidos nas discussões ambientais, indígenas e outras pertinentes da Amazônia.



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Cooperativa de comunicação e as demandas do setor são destaques do Cooperativismo em Notícia



O programa Cooperativismo em Notícia deste sábado (5) traz quatro grandes destaques:

  • As defesas do fórum do agro diante dos impasses com o governo;
  • O dia de campo de pastagens do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) no extremo oeste de Santa Catarina;
  • Uma nova cooperativa de comunicação;
  • A família Minella no quadro Gente que Faz o Agronegócio

Nossas bandeiras: a prosa rural destaca um encontro entre o fórum do agro e o governo do estado de Santa Catarina, cujo objetivo foi alinhar ações que ajudem a destravar algumas demandas do setor. À mesa, sentaram-se o presidente da Faesc José Zeferino Pedroso, da Ocesc Vanir Zanatta, da Fecoagro Arno Pandolfo, o diretor executivo Ivan Ramos, o superintendente do Sindicarnes Jorge de Lima, o presidente do Sicoob Rui Schneider da Silva e o consultor Odacir Zonta. Na lista de reivindicações, os gargalhos que afetam o desempenho do agro em Santa Catarina. Na mediação: o secretário de relações internacionais do governo do estado, Paulo Borhausen. Ele ouviu os apontamentos, sugeriu caminhos e parcerias que possam destravar a burocracia pública. O setor cooperativista, por exemplo, precisa urgentemente resolver o impasse do Porto de São Francisco e as obras estruturantes da BR 280. O setor produtivo catarinense sabe que é preciso continuar produzindo com excelência, mas ele quer, também, que o estado enxergue e respeite esse poderio econômico.

As pastagens: o extremo oeste do estado é uma região rica na produção de grãos, mas em especial, de proteína animal. Por isso, o Senar e todo o seu departamento técnico, preocupados com o desenvolvimento do produtor rural, esteve em São Miguel do Oeste realizando um dia de campo de pastagens, que focou em planejamento forrageiro, fertilidade e adubação do solo, avaliação de cultivares e o ponto de corte das pastagens. São técnicas que ajudam a melhorar a qualidade do pasto, hoje alimento base de grande parte da cadeia do leite. Participaram do evento mais de 150 produtores da região.

Coopercom: a comunicação cooperativista, ao longo de décadas, foi abrindo porteiras com o objetivo de mostrar a verdadeira face. Na Fecoagro ela é um “case” de sucesso. Nas cooperativas, está ganhado um impulso gigantesco. No entanto, apesar desse olhar mais interno, a comunicação precisa atingir novos patamares, novos impactados. E é nesse espaço que está entrando um modelo: uma cooperativa. Agora de comunicação. A primeira do estado. E talvez a primeira do sul do Brasil. O comando é do presidente Igor Vissoto e de sua equipe de gestores. Eles vieram até a Fecoagro para entender como funciona o processo e o que eles podem acrescentar, dentro de todo o sistema, como braço de operações. Foi uma boa conversa.

Família Minella: o quadro Gente que Fez e Gente que Faz o Agronegócio desta semana vai mostrar um exemplo de sucessão rural, onde o protagonismo feminino tomou conta. Duas jovens, irmãs de sangue, estão ainda aprendendo com os pais qual é a melhor forma de seguir em frente e com segurança. O seu Altair, a dona Marli e as “meninas”, a Samara e a Eduarda, formam esse núcleo familiar, que ancorou por aqui em 2011 e nunca mais saiu. Foram tempo difíceis. Mas também tempo de louvar as conquistas. Hoje a granja tem um moderno sistema de integração de suínos e boas vacas de leite no pasto. Os primeiros sete hectares de área, o seu Altair recebeu do pai dele. Os outros 26 adquiriu com o tempo. Nesse passar de anos, a família pôde, enfim, proclamar orgulhosa: está no caminho certo.

O programa Cooperativismo em Notícia é produzido pela equipe de comunicação da Fecoagro/SC e veiculado pelo Canal Rural aos sábados, às 8h30, com reprises às terças-feiras às 13h30.



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AgroNewsPolítica & Agro

Plantio de soja já supera 1,3 milhão de hectares no Paraná


Campo Mourão e Toledo lideram o avanço do plantio de soja





Foto: Leonardo Gottems

De acordo com os dados do Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 27 de setembro a 3 de outubro, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o plantio da safra de soja 2024/25 no Paraná avança de forma acelerada. Na última semana, foram plantados cerca de 700 mil hectares, elevando o total para mais de 1,3 milhão de hectares semeados. A estimativa para esta safra é de 5,8 milhões de hectares, e até o momento, 22% dessa área já foi plantada.

O núcleo regional com o plantio mais adiantado é o de Toledo, onde 85% dos 493 mil hectares previstos já estão no solo. O maior núcleo produtor de soja, Campo Mourão, já alcançou 40% do plantio dos 714 mil hectares previstos para esta safra. As lavouras já implantadas estão em boas condições, com 78% em fase de germinação e 22% em desenvolvimento vegetativo.

A expectativa é que o ritmo de plantio continue a se intensificar nas próximas semanas, impulsionado pelas boas condições climáticas e pelo progresso observado nas principais regiões produtoras do estado.





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Áreas produtoras do Sul receberão chuva até o final do ano? Meteorologista responde



O anúncio da chegada do La Niña na safra de verão brasileira assustava produtores, principalmente os do Sul do país, que sofreram com estiagens severas nas últimas temporadas e temiam pela falta de chuva no desenvolvimento de suas lavouras.

Contudo, a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês) já confirmou que o impacto do fenômeno será pequeno, visto que sua passagem é de baixa intensidade.

Assim, de acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, as condições climáticas tendem a beneficiar os cultivos de inverno e, no início, fazer com que a média de chuva para o período seja até mesmo excedida.

“Nas regiões produtoras de trigo do Sul, há previsão de chuva para os próximos cinco dias. As precipitações começam na segunda-feira (7), mas ainda haverá o problema com queda de granizo e rajadas de vento, típicas da primavera”.

Já de 10 a 14 de outubro, a chuva ganha força, o que pode acabar prejudicando os trabalhos em campo, principalmente no noroeste do Rio Grande do Sul. “Já a tendência entre 15 a 19 de outubro é de tempo mais firme na região gaúcha, o que ajuda nos tratos culturais”, diz Müller.

Em Cruz Alta, município da região noroeste do Rio Grande do Sul, por exemplo, a previsão indica mais de 230 mm de chuva durante o mês de outubro e mais de 200 mm ao longo de novembro.

“Como o La Niña não afetou o inverno brasileiro, nao está interferindo na chuva na região, ou seja, os volumes continuam dentro da normalidade. Isso se estende para as demais áreas produtoras de trigo ao longo de todo o restante do ano”, finaliza Müller.



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Confira a previsão do tempo para as áreas produtoras da soja no Brasil


Os produtores da soja nas regiões de Rondônia, Mato Grosso e Centro-Sul do Brasil devem enfrentar uma transição nas condições climáticas, com a previsão de chuvas para os próximos dias. Apesar de um atraso nas precipitações até o dia 9 de outubro, a expectativa é de que, a partir do dia 10, as chuvas se intensifiquem, com volumes que podem ultrapassar 40 mm.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Cenário climático

Foto: Canal Rural

A previsão indica que o Centro-Oeste e o Sudeste do país começarão a receber chuvas volumosas nos próximos dias, beneficiando a umidade do solo, essencial para o cultivo da soja. A região Sul, especialmente o norte do Paraná, também se prepara para a mudança climática.

Na região do Centro-Oeste, estados como Mato Grosso e Goiás devem registrar chuvas volumosas. Entre os dias 15 e 19 de outubro, a previsão é de continuidade das chuvas nessas áreas, permitindo que os produtores acelerem a semeadura do grão.

Tempo pelo país

O tempo pelo país apresenta boas perspectivas para os agricultores. Em Sorriso (MT), há previsão de chuvas que totalizará 150 mm, proporcionando á uma reposição hídrica no solo.

Na cidade de Primavera do Leste (MT), a previsão é de que a região receba cerca de 100 mm de chuva nos próximos 30 dias.

No Paraná, a cidade de Tibagi deve registrar o retorno do período chuvoso, com 200 mm previstos em 30 dias.

Com o fim da onda de calor e o aumento das chuvas, os produtores estão diante de uma boa oportunidade para plantar e garantir boa produtividade. A combinação de umidade adequada do solo e temperaturas mais amenas favorece o desenvolvimento saudável das culturas.



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