sexta-feira, julho 31, 2026

Agro

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cooperativas firmam parceria com startup para avaliar grãos com uso de IA



A produção de café no Brasil começa a incorporar a inteligência artificial (IA) como ferramenta para aprimorar a qualidade e a rastreabilidade do grão, em uma iniciativa liderada pelas cooperativas Minasul e Cooxupé, em parceria com a startup de Cingapura ProfilePrint. A tecnologia busca substituir os métodos tradicionais de avaliação sensorial, oferecendo análises rápidas e precisas sobre a composição e a qualidade dos grãos.

O CEO da ProfilePrint, Alan Lai, afirma que a tecnologia captura mais de 10 mil características do grão em segundos, fornecendo uma análise digital detalhada da amostra. “É como transformar o café em uma impressão digital, capturando o perfil de sabor e outros atributos importantes”, afirmou.

A tecnologia detecta defeitos visuais e não visuais, como mofo e fermentação indesejada, que são difíceis de identificar, evitando rejeições no mercado internacional. “A identificação desses defeitos não visuais evita prejuízos para produtores e exportadores”, acrescentou.

A mesma tecnologia utiliza um scanner que, em segundos, coleta dados moleculares do café e os processa por IA, resultando em um relatório detalhado sobre a composição e características do grão.

O gerente da ProfilePrint no Brasil, Nicholas Yamada, destacou que a simplicidade da operação democratiza o acesso à tecnologia. “Qualquer pessoa pode operar a máquina, o que permite que produtores de todos os tamanhos façam suas próprias avaliações”, disse.

A portabilidade do equipamento é outro ponto ressaltado pela empresa. Com o tamanho de uma cafeteira portátil, a máquina permite testes em campo, reduzindo a necessidade de envio de grãos a laboratórios especializados e acelerando o processo de avaliação.

“A máquina pode ser facilmente transportada e usada em fazendas, laboratórios ou escritórios, proporcionando flexibilidade na avaliação”, ressaltou Yamada.

O avanço da IA ocorre em um momento crítico para o setor cafeeiro brasileiro, que enfrenta a entrada em vigor de regulamentações mais rigorosas sobre rastreabilidade, especialmente a Lei Antidesmatamento da União Europeia, prevista para começar a valer em 30 de dezembro de 2024. A nova legislação exige que os produtores de café forneçam informações detalhadas sobre a origem do produto e garantam que ele não esteja associado a áreas desmatadas.

Lai destacou que, embora a tecnologia não tenha sido desenvolvida especificamente para cumprir a legislação, ela pode contribuir para o processo de rastreabilidade. “Nossa tecnologia oferece uma visão detalhada da composição do grão, o que ajuda a verificar a qualidade e a origem do produto. Ainda não podemos emitir certificações de sustentabilidade”, afirmou o CEO da startup.

Embora a ProfilePrint já esteja presente em cerca de 60 locais, em países como Colômbia e Guatemala, o Brasil se destaca como um mercado estratégico para a empresa.

“Sendo o maior exportador de café do mundo, o Brasil oferece um cenário ideal, e as parcerias com cooperativas como a Cooxupé e a Minasul representam apenas o começo de uma transformação no setor”, afirmou o CEO.

Esta não é a primeira vez que a empresa asiática estabelece parcerias no Brasil. Em fevereiro, acordos também foram fechados com grandes nomes do agronegócio, como a Louis Dreyfus Company Brasil, a Olam Agrícola e a Sucafina Brasil.

Segundo o CEO, a tecnologia da ProfilePrint também tem potencial para ser aplicada em outras culturas agrícolas, incluindo ingredientes alimentícios processados e commodities.



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AgroNewsPolítica & Agro

geadas e umidade afetam produção de pêssego


Sanidade dos pomares de pêssego é mantida no estado





Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (03) pela Emater/RS, na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, as condições climáticas foram favoráveis ao desenvolvimento e à sanidade dos pomares de pêssego. As práticas culturais também estão sendo bem implementadas. Variedades precoces já apresentam frutos em desenvolvimento, e alguns agricultores iniciaram a colheita da cultivar PS do cedo. Estão sendo realizadas a poda verde e, de forma tardia, o raleio da variedade Kampai, que possui boa quantidade de frutos, ao contrário de outras variedades precoces que têm baixa expectativa de produtividade.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

Segundo os dados do informativo, as variedades intermediárias seguem com bom desenvolvimento e pegamento de frutos, enquanto as tardias começam o processo de frutificação. Adubações em cobertura e aplicação de defensivos preventivos foram concluídas, e o estado fitossanitário das lavouras é considerado satisfatório.

Na região de Pelotas, a cultura continua em frutificação, com os produtores realizando tratos culturais, principalmente fungicidas e raleio em alguns pomares. No entanto, alguns agricultores relatam perdas devido a geadas e frio excessivo durante a floração, além de alta umidade e baixa insolação, fatores que aumentam o risco de doenças. Em Cerrito, houve registros de prejuízos causados por granizo.

Já na região de Soledade, as variedades precoces de pêssego estão na fase de formação e maturação dos frutos. O controle da mosca-das-frutas está sendo recomendado, mas a pressão da praga é baixa devido às geadas recentes. Há registros de crespeira verdadeira, uma doença fúngica comum em climas frios e úmidos.





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Banco do Brasil lança novo programa de sustentabilidade na pecuária



O Banco do Brasil reformulou um de seus programas de financiamento ao setor agrícola, o Pecuária do Futuro, que passa a se chamar Pecuária Mais Sustentável.

Voltado à recuperação de áreas degradadas, a iniciativa usa insumos tecnológicos para auxiliar os produtores participantes e está disponível em todas as agências do BB.

De acordo com o banco, o objetivo é unir a concessão de crédito para a recuperação de áreas a iniciativas de tecnologia, rastreabilidade, sustentabilidade e elevação da lucratividade da pecuária.

As iniciativas do banco antecipam ações previstas no Sistema de Autorregulação Bancária (SARB) número 26 de 2023, da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), e que serão válidas a partir de dezembro do ano que vem.

Atendimento a 1,6 milhão de hectares

Na safra 2023/2024, foram concedidos R$ 6,37 bilhões para a recuperação de áreas degradadas, o que permitiu atender a 1,6 milhão de hectares, de acordo com o banco.

O programa do BB terá a participação de toda a cadeia produtiva da pecuária, de fornecedores diretos e indiretos aos abatedouros, e envolverá iniciativas de diagnóstico, planejamento, auxílio na contratação de operações e comercialização de créditos de carbono, além de bonificação adicional por animal rastreado.

“Temos a missão de auxiliar na aceleração do Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCPD) em Sistema de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis, que tem por objetivo recuperar o total de 40 milhões de hectares em um prazo de 10 anos”, diz em nota o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Luiz Gustavo Braz Lage.

Apoio à pecuária

Os produtores participantes terão acesso a serviços da Traive, fintech investida do BB e que usa inteligência artificial e modelos especializados para apoiar a análise de crédito, o que, segundo o banco, reduz a probabilidade de inadimplência.

Além disso, os empreendimentos terão gestão da startup iRancho, que auxilia na tomada de decisões e no controle de animais, insumos e custos. A rastreabilidade dos animais utiliza a plataforma SafeBeef, com tecnologia blockchain, que permite ao produtor entrar no protocolo exigido pela indústria compradora.

Em outra mudança, a empresa de monitoramento via satélite e radares IDGEO disponibilizará mapas de aptidão para a tomada de decisões dos pecuaristas em relação a áreas que precisam ser recuperadas ou que podem ser convertidas. Outra adição é a da MyCarbon, subsidiária da Minerva que ajudará em projetos de créditos de carbono avaliando a área e os critérios de elegibilidade.



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AgroNewsPolítica & Agro

Workshop de Greening reúne citricultores e profissionais para discussão sobre manejo da doença


Neste ano, os temas das palestras abordaram o panorama do greening


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus realizou, nesta quinta-feira (3), mais uma edição do Workshop de Greening, evento que discute o cenário da doença do parque citrícola, desafios e caminhos necessários para a mitigação da incidência.

Neste ano, os temas das palestras abordaram o panorama do greening nas diversas regiões de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, as influências exercidas pelo clima, a importância do manejo da resistência, a utilização da mais nova ferramenta lançada pela instituição, o Avalia Greening, como balizador para as estratégias de manejo no pomar e as ações do poder público em benefício do setor.

O workshop contou com a presença de pesquisadores e especialistas do Fundecitrus e da Coordenadoria de Defesa Agropecuária do estado de São Paulo (CDA). “O encontro é um momento especial para apresentarmos os avanços nos resultados de pesquisas produzidas pelo Fundecitrus, reforçando medidas importantes de manejo do inseto. Estamos em um momento muito importante para o controle do psilídeo, já que, em breve, vamos entrar no período de incidência de chuvas. Isso exige, portanto, muita atenção no pomar”, diz o diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres. Cerca de 250 pessoas participaram do Workshop de Greening, entre citricultores e profissionais do setor.





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Tempo instável com chuvas e raios marcam o dia; veja previsão



Em algumas regiões, pancadas de chuva, em outras, tempo seco. Comece o dia bem informado com a previsão do tempo para as cinco regiões brasileiras neste sábado (5).

Sul

Sábado com bastante nuvem na Região Sul. Temperaturas mais baixas de manhã no Rio Grande do Sul e nas serras de Santa Catarina. No geral, dia de sol, poucas nuvens e tempo firme, incluindo as capitais.

Sudeste

Tempo mais instável com chance de pancadas de chuva no litoral norte de São Paulo, no estado do Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Risco de chuva moderada a forte com alguns raios. Chove em forma de pancadas mais irregulares no leste e na Zona da Mata mineira. Demais áreas do Sudeste, sem chuva e com calor à tarde.

Centro-Oeste

Combinação de calor e umidade provocando pancadas de chuva no noroeste, norte e oeste de Mato Grosso. Dia de sol, tempo firme e calor em Mato Grosso do Sul, Goiás e no Distrito Federal. Não chove em Cuiabá e a umidade fica mais baixa.

Nordeste

Chuva moderada no litoral e leste da Bahia. Salvador com tempo abafado e pancadas mais rápidas. Os ventos continuam no interior e norte da Região. Sem chuva nas demais áreas, calor e ar seco, principalmente entre o sul do Ceará, Piauí e Maranhão.

Norte

Tempo abafado e instável no Amazonas, noroeste e oeste do Pará, sul de Rondônia e no estado de Roraima. Pode chover em forma de pancadas com risco de trovoadas, enquanto no Tocantins, o tempo seco e quente prevalece.



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AgroNewsPolítica & Agro

Pesquisadores do Fundecitrus participam do XXIX Congresso Brasileiro de Entomologia, em Uberlândia (MG)


O tema principal do evento foi “Sustentabilidade e Biodiversidade de lnsetos”


Foto: Fundecitrus

Os pesquisadores do Fundecitrus Marcelo Miranda e Wellington Ivo Eduardo participaram, na semana passada, do XXIX Congresso Brasileiro de Entomologia, em Uberlândia (MG).

O pesquisador Marcelo Miranda participou de uma mesa-redonda sobre pragas de fruteiras, e abordou os desafios da implementação do manejo integrado de pragas em citros quando há a ocorrência de insetos vetores de patógenos, como a cigarrinha que transmite a clorose variegada dos citros (CVC) e o psilídeo, inseto que dissemina o greening. “As pesquisas mostram que, quando as medidas são utilizadas de forma adequada, é possível conseguir um manejo mais eficiente e sustentável. Fazer o monitoramento correto, utilizar inseticidas com rotação adequada e outras táticas de controle, como o caulim processado e o óleo mineral, são medidas que auxiliam no combate. Novos estudos estão em andamento para o aprimoramento do manejo de pragas dos citros”, explica.  

Já o pesquisador Wellington Ivo Eduardo fez uma apresentação sobre o efeito das concentrações de óleo mineral sobre o psilídeo Diaphorina citri. “Estudos realizados em laboratório avaliaram as concentrações de óleo mineral para controle das diferentes fases de vida do psilídeo. Os resultados mostraram que a aplicação tópica do óleo mineral não mata os ovos do psilídeo, mas as concentrações de 0,5% e 1% controlam ninfas e adultos”, afirma.

O tema principal do evento foi “Sustentabilidade e Biodiversidade de lnsetos”, e teve o objetivo de trocar experiências entre os agentes científicos da indústria, da sociedade brasileira e de diversas partes do mundo. Participaram pesquisadores, professores, profissionais do agronegócio, consultores, produtores e estudantes de graduação e pós-graduação.





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AgroNewsPolítica & Agro

Novo Conselho do Fundecitrus é eleito para a gestão


Conselho Deliberativo tem a função de orientar e fiscalizar as atividades


Foto: Fundecitrus

O novo Conselho Deliberativo do Fundecitrus foi eleito, nesta quinta-feira (26), para a próxima gestão 2024/2028. Associados da instituição se reuniram em assembleia, em Araraquara (SP), para a nomeação do novo conselho e diretoria. O gerente-geral do Fundecitrus, Antonio Juliano Ayres, foi eleito diretor-executivo da instituição e Luciana Tanoue Lima, diretora tesoureira.

Ayres trabalha no Fundecitrus há 27 anos e tem atuado na gestão e coordenação dos trabalhos de pesquisa focados no manejo e controle das pragas e doenças dos citros no cinturão citrícola. O Fundecitrus é uma associação privada mantida por citricultores e indústrias de suco de laranja do estado de São Paulo para promover o desenvolvimento sustentável da citricultura. O Conselho Deliberativo tem a função de orientar e fiscalizar as atividades do Fundecitrus.

Conselho Deliberativo 2024/2028

Diretor-executivo: Antonio Juliano Ayres

Diretora tesoureira: Luciana Tanoue Lima

Conselheiros Titulares

Brayan Franchi Miachon Palhares

Francisco Groba Porto Netto

Luiz Fernando Girotto

Valdir Guessi

Sarita Jungueira Rodas

Edson Luis Rigotto

Francisco Jose Turchetto Santos

José Eugenio de Rezende Barbosa Sobrinho

Conselheiros Suplentes

Rafael Dib Machado

João Batista Garcia Carneiro

Edélcio A. Oliveira Junior

Antonio Ricardo Violante

Fernando Vianna Arroyo

Anderson Jose Pletsch

Alexandre Tachibana

Carlos Andre Neto

Conselho Fiscal

Conselheiros Titulares

Sérgio Luiz Canassa

Santiago Aires Prieto Neto

Mateus de Carvalho Velloso

Conselheiros Suplentes

Guilherme de Souza Santos

Marcio Eduardo Simoneti

Flavio Aparecido da Silva





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AgroNewsPolítica & Agro

Fundecitrus Podcast – Irrigação: cenário, desafios e caminhos para a citricultura


46º episódio do Fundecitrus Podcast


Foto: Fundecitrus

O 46º episódio do Fundecitrus Podcast traz a segunda e última parte da discussão sobre a irrigação na citricultura. O tema é importantíssimo para a agricultura, como forma de reduzir os impactos provocados pelos longos períodos de estiagem, fortalecendo a produtividade no campo. Nesse episódio, a pesquisadora do Instituto Agronômico (IAC) Regina Celia de Matos Pires aborda as diferentes estratégias para o manejo da água, uso racional, monitoramento do clima e os desafios para a citricultura.





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AgroNewsPolítica & Agro

Preços do milho seguem em alta no Brasil, impulsionados por clima e exportações


Os preços do milho no Brasil continuam em elevação, refletindo um cenário de retenção de oferta e desafios climáticos. Segundo a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), a média de preços no Rio Grande do Sul atingiu R$ 60,75 por saco, com algumas das principais praças registrando valores ao redor de R$ 59,00. Em outras regiões, os preços oscilaram entre R$ 43,00 e R$ 63,00 por saco, enquanto nos portos de exportação, como em Santos (SP), o valor chegou a R$ 69,00 por saco.

Na B3, o milho encerrou o mês de setembro em alta, girando entre R$ 68,90 e R$ 70,52 por saco, acumulando um aumento de 8% em algumas posições, como no contrato de novembro de 2024. Essa valorização ocorre, em parte, devido à decisão de muitos produtores de segurarem a venda do milho da safrinha, aguardando preços ainda mais elevados, diante das dificuldades climáticas que afetam o plantio da safra de verão.

Safra de verão enfrenta atrasos

De acordo com dados da StoneX, a produção brasileira de milho na safra de verão 2024/25 deve atingir 24,9 milhões de toneladas. No Paraná, o plantio desta primeira safra chegou a 74% nesta semana, um atraso em relação aos 82% registrados no mesmo período do ano passado. O estado espera colher 2,6 milhões de toneladas de milho nesta safra de verão, sendo que a principal colheita de milho no Paraná vem da segunda safra, a “safrinha”.

Segundo a CEEMA, o atraso no plantio também é observado em outras regiões do país, em parte devido ao clima seco, o que também pode impactar a semeadura da soja no Centro-Oeste. Como resultado, a expectativa é de um possível atraso no plantio da safrinha, o que traz incertezas para o mercado de milho nos próximos meses.

Exportações em queda, mas demanda interna aquece

Apesar da alta nos preços internos, a exportação de milho apresentou uma queda. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estimou que, em setembro, o volume exportado de milho tenha atingido 6,7 milhões de toneladas, 2,7 milhões a menos que no mesmo mês de 2023.

Já o relatório mais recente da Conab indica que o plantio da safra de verão no Brasil alcançou 21,6% da área projetada até o final de setembro, com 31,9% das áreas plantadas já em fase de emergência e o restante em estágio de desenvolvimento vegetativo.

Com os produtores segurando parte da oferta e as condições climáticas desafiando o plantio, o mercado de milho deve seguir aquecido, com impactos diretos no preço do grão, tanto no mercado interno quanto no de exportação. A expectativa é que as próximas semanas tragam definições mais claras para o setor, especialmente com a evolução do plantio da soja e o avanço das safras.





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Confira como os preços da soja terminaram a semana no Brasil e em Chicago


Os preços da soja ficaram mistos nesta sexta-feira (4) nas principais praças de comercialização do país. Enquanto isso, a Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) e o dólar caíram.

Segundo a consultoria Safras & Mercado, as melhores ofertas foram para pagamentos alongados.

Ainda assim, os produtores não se mostram dispostos a negociar, esperando por ofertas com pagamentos mais curtos. Lotes pontuais foram negociados para entrega disponível e pagamento em meados de abril.

Preços da soja disponível

  • Passo Fundo (RS): seguiu em R$ 135
  • Região das Missões: avançou de R$ 133 para R$ 134
  • Porto de Rio Grande: aumentou de R$ 141 para R$ 142
  • Cascavel (PR): valorizou de R$ 139 para R$ 140
  • Porto de Paranaguá (PR): estabilizou em R$ 143
  • Rondonópolis (MT): permaneceu em R$ 134
  • Dourados (MS): subiu de R$ 134 para R$ 135
  • Rio Verde (GO): permaneceu em R$ 133

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados em Chicago fecharam a sexta-feira em baixa, ampliando as perdas semanais. O mercado mudou de direção, após iniciar o dia tentando recuperar tecnicamente parte das perdas recentes.

A previsão de retorno das chuvas sobre as regiões produtoras do Brasil na próxima semana, beneficiando o plantio, determinou as perdas, tanto na sexta como na semana. Apesar do atraso na semeadura, a expectativa é de que o Brasil colha uma safra cheia em 2024/25.

Nos Estados Unidos, mesmo com preocupações pontuais com a questão clima, a colheita avança, confirmando que os produtores norte-americanos deverão colher a maior safra da história. Com isso, os preços sucumbiram ao cenário fundamental baixista.

Contratos futuros da soja

cotação preço soja queda Chicagocotação preço soja queda Chicago
Foto: Reprodução

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 8,25 centavos de dólar, ou 0,78%, a US$ 10,37 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,56 por bushel, com perda de 8,50 centavos ou 0,79%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,00 ou 0,6% a US$ 330,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 43,97 centavos de dólar, com baixa de 0,56 centavo ou 1,25%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,34%, sendo negociado a R$ 5,4554 para venda e a R$ 5,4534 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4515 e a máxima de R$ 5,5202. Na semana, a moeda teve valorização de 0,36%.



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