sexta-feira, julho 31, 2026

Agro

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Mercado do milho deve ser influenciado por 3 fatores nesta semana



A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projetou, na última semana, embarques de milho em ritmo abaixo dos números de 2023. Na mesma linha, as exportações mais lentas estão em linha com os estoques atuais acima dos observados no ano passado.

No cenário internacional, a safra norte-americana do cereal segue sem tropeços. Assim, o milho encerrou a semana cotado a US$ 4,25 o bushel (+1,92%) em Chicago, para o contrato com vencimento em dezembro de 2024. Já no Brasil, na B3, recuou 1%, fechando a semana a R$ 68,01 por saca.

Agora, o que o produtor pode esperar do mercado para esta semana? A análise da plataforma Grão Direto te conta.

O que esperar do mercado de milho

  1. Pecuária e demanda de milho: o boi gordo é um dos maiores demandantes de milho, mantendo correlação direta entre os preços da arroba e da saca do cereal. Nas últimas semanas, a arroba registrou valorização de cerca de 30%, contribuindo para a alta nas cotações do milho. Apesar da melhora nas margens do pecuarista não indicar uma explosão imediata de demanda, o cenário abre novas perspectivas para a próxima safra de inverno. A expectativa de uma redução significativa na área plantada para a próxima safrinha começa a pesar na balança entre oferta e demanda do milho.
  2. Oferta de milho: com a safra praticamente encerrada e o foco na oferta do próximo ciclo, o atraso no plantio da safra pode comprometer a janela do milho safrinha, olhando para a possível necessidade de replantio. Essa situação deverá causar atrasos em cadeia significativos, em especial pensando em milho safrinha, afastando os produtores da janela ideal de cultivo. Como consequência, é esperada uma redução expressiva na área plantada do cereal, impactando diretamente a oferta de milho no Brasil, o que já está no radar de precificação.
  3. Safra norte-americana: a colheita satisfatória deverá continuar pressionando os preços contra altas mais significativas, considerando que na última semana o milho fechou positivo. Esse é o fator de maior influência no curto prazo que se tem no radar do mercado mundial. “Em vista da baixa demanda pelo cereal, olhando para números históricos, o cenário pessimista permanece para o milho. Impactos passíveis de elevar as cotações do grão de forma mais acelerada normalmente são projetados para o próximo ano. Em função disso, podemos ter mais uma semana negativa”, diz a análise da Grão Direto.



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Seguro penhor rural cresceu 75,7% em indenizações aos produtores


Oferecer bens como garantia de empréstimo é uma das mais antigas modalidades de negócios. A prática se iniciou, provavelmente, na Grécia e Roma antigas, há cerca de três mil anos. Hoje em dia, o conceito do penhor é estabelecido em diversos setores e tem ganhado força no agronegócio.

Levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), em conjunto com a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), mostrou que o Seguro Penhor Rural faturou cerca de R$ 1,6 bilhão no primeiro semestre de 2024.

O montante representa um aumento de 14,3% ante o mesmo período do ano passado. Ao todo, R$ 477,6 milhões foram desembolsados aos produtores, crescimento de 8,4%.

O levantamento das entidades mostra que, em cinco anos, o setor registrou aumento de 107,1% na arrecadação e 75,7% nas indenizações, passando de R$ 1,4 bilhão e R$ 503,6 milhões, em 2020, para, respectivamente, R$ 2,9 bilhões e R$ 884,9 milhões, em 2023.

Aumento do crédito rural

A recente expansão das linhas de crédito rural no país, estimulada tanto por políticas públicas quanto por bancos privados, tem encontrado no Seguro Penhor Rural um aliado, já que assegura o pagamento de empréstimos com garantia em produtos agropecuários, como colheitas, equipamentos e propriedades.

O membro da FenSeg, Fábio Damasceno, acredita que “o crescimento deste produto está condicionado à operação do Banco do Brasil, que vem performando com um crescimento de 28% neste período e representa cerca de 72% do arrecadado pelo produto”.

Segundo ele, ao desconsiderar a participação do BB na disponibilização de crédito para os produtores rurais, a performance do ramo cairia “de 14,3% para -10,3%”.

“Essa redução é, em parte, devida à atual conjuntura econômica, o que leva o produtor a ser mais cauteloso ao decidir se deve usar seu capital para investir na propriedade. Esse cuidado adicional também influencia a decisão de buscar crédito rural, seja para custeio ou investimento”, afirma.

Além disso, Damasceno destaca que o produtor tende a buscar seguros para mitigar riscos, especialmente porque os preços das principais commodities estão em queda neste período.

Estados que mais utilizam o penhor rural

Ao avaliar os dados por estados, o levantamento da CNseg e da FenSeg identificou que os cinco estados que mais arrecadaram também estão entre os mais representativos no agronegócio (em valores absolutos):

  • Rio Grande do Sul: R$ 214,7 milhões
  • Goiás: R$ 213 milhões
  • Paraná: R$ 208,2 milhões
  • Mato Grosso: R$ 185,5 milhões
  • Minas Gerais: R$ 165,4 milhões

Juntos, esses cinco estados representam 62% da arrecadação do Penhor Rural. Contudo, ao incluir São Paulo (R$ 144,6 milhões) e Mato Grosso do Sul (R$ 116,6 milhões), a participação sobe para quase 80%.

Damasceno explica que a representatividade desses estados está diretamente ligada à concessão de recursos financeiros. “Quanto mais recursos são alocados para as linhas de Crédito de Investimento Agrícola e Pecuário, maiores são as oportunidades de comercialização do seguro de Penhor Rural”.

O executivo destaca que os perfis dos produtores variam entre as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

“Nas regiões Sul e Sudeste, há um número maior de produtores buscando crédito, mas com propriedades e empreendimentos menores. Em contraste, o Centro-Oeste tem menos produtores e operações, mas o valor médio dos recursos solicitados é significativamente maior, refletindo o perfil de grandes empreendimentos da região”.

Mecanismo de segurança ao Plano Safra

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Foto: Pixabay

O crédito rural no Brasil tem passado por significativa expansão nos últimos anos, alimentada pela crescente relevância do agronegócio na economia nacional.

O Plano Safra 2024/2025, por exemplo, destinará R$ 400,59 bilhões para financiamentos, um aumento de 10% em relação à safra anterior, oferecendo linhas de crédito, incentivos e políticas agrícolas para médios e grandes produtores rurais.

De acordo com o representante da Federação Nacional de Seguros Gerais, boa parte desse montante depende, diretamente, de mecanismos de segurança como o Seguro Penhor Rural para assegurar o cumprimento dos contratos de financiamento.

“Com a previsão de um crescimento contínuo no setor agrícola, o Seguro Penhor Rural se mostra um fator estratégico para assegurar o acesso a crédito rural em volumes cada vez maiores, sustentando o desenvolvimento econômico e a competitividade do agronegócio brasileiro”, conclui Damasceno.



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Soja: plantio no Mato Grosso do Sul ainda é lento



Produtores de Dourados, no sul de Mato Grosso do Sul, especialmente em áreas de várzea e irrigadas, iniciaram o plantio da safra de soja nos últimos dias, conforme informações do departamento técnico da Coperplan. No entanto, a continuidade dos trabalhos nos 223 mil hectares previstos é arriscada devido ao clima quente e seco.

Até o momento, menos de 5% da área foi cultivada. A maioria dos produtores aguarda a chegada das chuvas, previstas para amanhã, antes de iniciar a semeadura. Apesar do atraso, os agricultores ainda estão dentro da janela ideal para o plantio e esperam que tudo ocorra normalmente.

Com a normalização das chuvas, o desenvolvimento da soja poderá ser favorecido, o que, combinado a um bom período de plantio, deve resultar em uma colheita satisfatória. A expectativa é que o plantio se concentre a partir de 10 de outubro.

Expectativas para a temporada 2024/25

Um levantamento da Safras & Mercado aponta que a área destinada ao cultivo de soja em Mato Grosso do Sul deve chegar a 4,35 milhões de hectares na temporada 2024/25, um aumento de 1,9% em relação aos 4,29 milhões de hectares plantados no ano passado. Até sexta-feira (4), o plantio no estado alcançava 4% da área total, comparado a 1% na semana anterior e 6% no mesmo período de 2024. A média de área cultivada nos últimos cinco anos é de 4,2%.

A produção esperada para a safra de soja é de 15,582 milhões de toneladas em 2024/25, um aumento de 19,3% em relação comparação de 13,062 milhões toneladas colhidas em 2023/24. O rendimento médio das lavouras deve atingir 3.600 quilos por hectare, superando os 3.060 quilos por hectare registrados no ano anterior.



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‘A bancada do agro vai se fortalecer após as eleições municipais’, diz analista



Neste domingo, mais de 155 milhões de brasileiros foram às urnas para escolher prefeitos e vereadores. Em 11 capitais, os novos administradores foram eleitos já no primeiro turno. No entanto, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 15 capitais terão um segundo turno para definir seus próximos prefeitos.

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O jornalista Marcelo Dias trouxe o panorama ao vivo, diretamente de Brasília, destacando que o processo eleitoral foi tranquilo, com casos isolados de compra de votos ainda sob investigação em algumas cidades.

Destaque para cidades do agronegócio

No estado de Goiás, conhecido por sua forte ligação com o agronegócio, os eleitores em cidades-chave já definiram seus novos gestores. Em Rio Verde, referência nacional na pecuária, Wellington Canjo (MDB) venceu com 62,67% dos votos. Em Jataí, Genilton Assis (PL) foi eleito com 58,93% dos votos. Já Goiânia, a capital do estado, terá segundo turno entre Fred Rodrigues (PL) e Mabel Lião, marcando uma disputa que será decidida no próximo dia 27 de outubro.

Compromisso com a sustentabilidade no centro das discussões

Benedito Rosa, consultor em agronegócio, analisou o cenário das eleições, destacando que o novo perfil de prefeitos eleitos demonstra um crescente compromisso com o desenvolvimento sustentável. “Muitos políticos estão conscientes de que, em seus municípios, o agronegócio é a principal fonte de receita. Portanto, essas eleições refletem uma compreensão maior da necessidade de desenvolver o setor de forma equilibrada, respeitando o meio ambiente e as pessoas que trabalham e geram renda para o país”, afirmou Rosa.

Ele também destacou que o avanço de partidos de centro e direita nas prefeituras aponta para uma nova dinâmica no setor agropecuário, onde a sustentabilidade e o equilíbrio econômico ganham destaque. “Certamente, no futuro, esses prefeitos e deputados terão mais compromisso com um desenvolvimento que respeite tanto o meio ambiente quanto a sociedade”, ressaltou o consultor.

Hummel destaca fortalecimento do agronegócio nas campanhas eleitorais

João Henrique Hummel, diretor-executivo da Action Relgov, trouxe uma análise do impacto do agronegócio nas campanhas eleitorais das cidades do interior. “As eleições deste ano mostram que o agronegócio está cada vez mais presente nas campanhas eleitorais das pequenas e médias cidades. Hoje, é um fator econômico importante para muitos municípios,” observou.

Segundo Hummel, o fortalecimento do centro e da direita nos governos municipais indica uma tendência favorável ao setor. “Com a direita e o centro se fortalecendo, os princípios que incentivam os investimentos na agropecuária ganham mais espaço. Isso inclui o respeito ao direito de propriedade, a liberdade econômica e a importância do agronegócio para o desenvolvimento das cidades”, afirmou.

Ele também pontuou que esse cenário pode fortalecer ainda mais a bancada ruralista. “Com essa tendência política, a bancada do agronegócio ganhará mais força no processo legislativo, o que pode ser positivo para garantir políticas públicas que atendam às demandas do setor,” destacou Hummel.

Perspectivas futuras

Os analistas acreditam que o fortalecimento do agronegócio e do compromisso com a sustentabilidade nas prefeituras recém-eleitas pode influenciar diretamente a gestão municipal nos próximos anos. Hummel ressalta que “com o agronegócio se tornando cada vez mais relevante nas campanhas e nas administrações municipais, os gestores locais tendem a adotar políticas que incentivem a produtividade, a liberdade econômica e a sustentabilidade ambiental.”

Rosa, por sua vez, reforça a expectativa de que esses prefeitos e vereadores terão mais atenção ao equilíbrio entre desenvolvimento econômico e proteção ambiental. “O agronegócio é a principal fonte de receita em muitos municípios. Agora, é hora de os administradores públicos se comprometerem com um modelo de gestão que respeite o meio ambiente e promova o bem-estar das comunidades locais,” concluiu.



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AgroNewsPolítica & Agro

Negócios da soja foram raros


No mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, mesmo com bons preços, os negócios foram raros ao longo da semana, segundo informações da TF Agroeconômica. “Poucos negócios reportados, apesar de ainda haver bons preços aos produtores e comerciantes. R$ 142,50 para entrega em outubro, e pagamento 30/10, no Porto. No interior os preços seguiram o balizamento de cada praça. R$ 134,50 Cruz Alta – Pagamento em 30/10. R$ 134,50 Passo Fundo – Pagamento em 30/10”, comenta.

Os preços sobem em Santa Catarina, mas os negócios ainda são pontuais. “As cotações voltaram a subir no estado. No entanto as negociações são pontuais, visto a dificuldade de achar soja na mão de agricultores dispostos a venderem. O preço no porto foi de R$ 140,00, Chapecó a R$ 120,00”, completa.

Com melhores preços no Paraná, o volume negociado aumentou no estado. “Na região de Campos Gerais, os preços da soja subiram R$ 4 ao longo da semana, impulsionados pelo câmbio, com indicações de R$ 133 por saca FOB, com entrega imediata e pagamento em 30 dias; e entre R$ 142 e R$ 144 por saca CIF para entrega imediata, com pagamentos escalonados até dezembro. Foram realizados alguns contratos”, indica.

No Mato Grosso do Sul não registramos muitos negócios. “Os negócios ainda são pontuais no estado, com vendedor e comprador com preços distintos. Preços do dia: Dourados R$ 135,00. Campo Grande: R$ 135,00. Maracaju: R$ 135,00. Chapadão do Sul: R$ 132,50. Sidrolândia: R$ 129,00”, informa.

Em Sorriso, no Mato Grosso, os preços da soja spot ficaram em R$ 132 por saca FOB, com embarque em outubro e pagamento em novembro, levemente acima do início da semana. “Negócios pontuais foram fechados para atender fábricas da região. Preços praticados: Campo Verde: R$ 129,00, Lucas do Rio Verde: R$ 127,00. Nova Mutum: R$ 127,20. Primavera do Leste: R$ 129,00. Rondonópolis: R$ 129,00. Sorriso: R$ 126,80”, conclui.
 





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PF desarticula esquema milionário de fraude na regularização de terras públicas



A Polícia Federal (PF) deflagrou na última semana a Operação Declínio, cumprindo 11 mandados de busca e apreensão. A ação tem como alvo um esquema envolvendo a abertura de matrículas de terras em nome de terceiros, conhecidas como “laranjas”, que posteriormente transferiam as propriedades para um grupo criminoso.

As investigações apontam que o grupo, já investigado na Operação Julius Caesar, usava esses laranjas para fracionar glebas federais e falsificar títulos de propriedade em benefício próprio.

O esquema contava com a participação de servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que emitiam documentos falsos para o cadastro irregular das áreas, possibilitando a emissão dos Certificados de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) fraudulentos.

Também foi autorizado o sequestro de mais de R$ 82 milhões e a indisponibilidade de áreas griladas avaliadas em cerca de R$ 143 milhões. O esquema de fraudes ocorreu entre os anos de 2017 e 2019, e tinha como objetivo a regularização ilícita de terras públicas federais.

Na operação, foram identificados 11 lotes fraudulentos nas Glebas Baixo Candeias e Igarapé Três Casas, além de ocupações irregulares nas Fazendas Ipê e Mustang. Os envolvidos poderão ser indiciados por diversos crimes, incluindo estelionato majorado, associação criminosa, falsidade ideológica, corrupção passiva e ativa, invasão de terra pública e lavagem de capitais.

A Operação Declínio continua em andamento, com o objetivo de identificar outros participantes do esquema e recuperar as áreas que foram apropriadas de forma irregular.

*sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Frente fria traz temporais e granizo ao Sul; confira a previsão



Saiba como o clima irá se comportar nesta terça-feira (8) em todas as regiões do Brasil:

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Sul

O avanço de uma nova frente fria forma nuvens de temporais sobre os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e extremo sul do Paraná. Há condição favorável para temporais e queda isolada de granizo onde ocorrer chuva. Nas demais regiões do Paraná, o dia será ensolarado, com temperaturas elevadas, principalmente no norte paranaense.

Sudeste

No Sudeste, as temperaturas sobem devido ao efeito pré-frontal, que é a intensificação dos ventos quentes do interior do país. O dia será ensolarado e quente, sem previsão de chuva. O alerta é para a baixa umidade do ar, que pode atingir índices abaixo de 20% em todo o interior da região.

Centro-oeste

No norte de Mato Grosso, há condição favorável para pancadas isoladas de chuva por conta da combinação do calor com a umidade da região. Nas demais áreas, o dia será ensolarado, com alerta para baixa umidade do ar e temperaturas bastante altas.

Nordeste

Há condição de chuva isolada e passageira na região de Salvador. Nas demais áreas, o dia será ensolarado e quente. A umidade pode atingir níveis inferiores a 20% no interior nordestino.

Norte

Pancadas de chuva isoladas ocorrem a partir da manhã nas regiões norte e leste do Amazonas, sul do Pará, norte de Rondônia, Roraima e interior do Acre. Nas demais áreas, o dia será de sol e sensação de abafado.



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Brasil possui mais de 1,5 mil barragens com alto risco de rompimento, aponta pesquisa



A situação das barragens brasileiras continua preocupante, mesmo após os desastres em Mariana e Brumadinho. De acordo com o Relatório de Segurança de Barragens (RSB 2023), divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) em junho deste ano, 1.591 estruturas no país apresentam alto risco e potencial de dano em caso de rompimento, representando 6% do total estudado. A pesquisa avaliou 25.943 barragens em 2023, sendo que apenas 5.916 estão enquadradas na Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB).

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Rogério Neves, CEO da CPE Tecnologia, uma empresa que atua no mercado de geotecnologia, ressalta a gravidade do cenário. “Se desse total, mais de 1,5 mil estão em grau de alto risco, significa que o poder público e a iniciativa privada devem agir rapidamente para prevenir novas catástrofes, como as que ocorreram em Mariana e Brumadinho”, alerta o executivo. Ele destaca ainda que os dois desastres já deveriam ter sido suficientes para que as áreas em risco fossem desativadas e para que outras passassem a ser monitoradas com mais rigor e tecnologias avançadas.

Necessidade de investimento em monitoramento

Neves sugere que uma solução seria incluir investimentos em tecnologias no Novo PAC do governo federal. “É essencial que os aportes contemplem não apenas a construção, mas também o monitoramento frequente e a modernização das estruturas existentes em todo o país”, aponta. Segundo ele, esses recursos devem incluir ferramentas tecnológicas capazes de auxiliar os profissionais na tomada de decisões, por meio do mapeamento e concepção de cenários precisos.

Dados alarmantes

O relatório da ANA também revela que, em 2023, ocorreram 50 acidentes ou incidentes em barragens, principalmente devido a chuvas intensas e acúmulo de água. Além disso, 229 estruturas foram classificadas como prioritárias para revisão de segurança, das quais 170 já apresentavam os mesmos problemas em anos anteriores. “Praticamente todos os números desse levantamento nos revelam um cenário alarmante. Precisamos de ação urgente, tanto do poder público quanto das empresas. Temos tecnologia e expertise para isso, então é hora de agir”, conclui Neves.



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confira outras votações do último domingo


Os eleitores de cinco municípios do país também foram às urnas neste domingo (6) para participar de consultas populares sobre assuntos que envolvem suas localidades.

As consultas populares foram realizadas em duas capitais, Belo Horizonte e São Luís, e nos municípios de Dois Lajeados (RS), Governador Edison Lobão (MA) e São Luiz (RR).

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Na capital mineira, por 84,3% dos votos, a maioria dos eleitores não aprovou a alteração da bandeira de Belo Horizonte. Foi registrado cerca de 1 milhão de votos contra a medida, que tinha sido aprovada pelo Legislativo municipal. 

Em São Luís, os eleitores da capital maranhense se manifestaram a favor do passe livre estudantil no transporte público. A proposta saiu vencedora com 89,9% dos votos (523,7 mil votos). 

Com 83,8% dos votos (11 mil), o eleitorado de Governador Edison Lobão aprovou a mudança do nome da cidade para Ribeirãozinho do Maranhão. 

São Luiz (RR) passará a se chamar São Luiz do Anauá. A aprovação ocorreu por 83,4% dos votos (4 mil). 

Os eleitores de Dois Lajeados (RS) não aprovaram a construção do novo centro administrativo do município na área do Parque Municipal de Eventos João de Pizzo. A negativa se deu pela manifestação contrária de 81,4% do eleitorado (2,2 mil votos). 

O segundo turno da disputa para prefeito será realizado em 27 de outubro em 50 municípios com mais de 200 mil eleitores. 

Nessas cidades, nenhum dos candidatos à prefeitura atingiu mais da metade dos votos válidos, excluídos os brancos e nulos, no primeiro turno.

Não há segundo turno para a disputa à Câmara de Vereadores. 

Referendo x Plebiscito

A capital maranhense e os municípios de Governador Edison Lobão (MA), São Luiz (RR) e Dois Lajeados (RS) realizaram plebiscitos. Em Belo Horizonte ocorreu um referendo.

Os referendos e os plebiscitos são dois tipos de consultas populares. No plebiscito, a população é consultada antes da implementação de uma lei sobre o tema que está em discussão. Com o referendo, o eleitorado pode confirmar ou rejeitar uma lei aprovada pelo Legislativo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preços do milho podem cair


O aumento dos preços das carnes contribuiu para sustentar o valor do milho




A atenção ao câmbio e às condições climáticas será essencial
A atenção ao câmbio e às condições climáticas será essencial – Foto: Agrolink

Conforme análise da TF Agroeconômica, o câmbio é um fator fundamental para as exportações de milho no Brasil. Caso as 36 milhões de toneladas (MT) previstas não sejam escoadas, os preços podem cair. Até o fim de agosto, as exportações foram 29% menores comparadas ao mesmo período do ano anterior, o que exige atenção ao impacto nos preços e ao mercado interno como um todo.

Entre os fatores de alta para o preço do cereal, segundo a TF Agroeconômica, destaca-se a safra brasileira de milho, que foi 12,3% menor em 2023/24 (115,72 MT) em relação ao ciclo anterior (131,89 MT), segundo a Conab. Essa redução aumentou a disputa entre as indústrias de carnes e exportadores, elevando os preços no segundo semestre. Além disso, o aumento dos preços das carnes contribuiu para sustentar o valor do milho, com prêmios de exportação subindo de $60 para $115 por bushel/tonelada. O atraso no plantio da Safrinha de milho, devido ao clima seco e à falta de sementes de ciclo curto, também deve influenciar o mercado.

Por outro lado, a TF Agroeconômica aponta fatores de baixa, como a entrada da safra americana, que compete diretamente com a segunda safra brasileira, e a entrada do milho Safrinha no circuito comercial. Nos últimos meses, a consultoria percorreu 3.750 km pelos principais estados produtores (MT, GO, BA e MG) e verificou que toda a colheita já foi realizada, com o milho sendo comercializado. A atenção ao câmbio e às condições climáticas será essencial para os próximos meses, já que esses elementos podem definir a direção dos preços do milho no mercado interno e nas exportações.
 





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