quinta-feira, julho 30, 2026

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projeção aponta superávit de US$ 70 bilhões para 2024


A balança comercial brasileira encerrou o mês de setembro com saldo positivo de US$ 5,363 bilhões, resultado de exportações que somaram US$ 28,789 bilhões e importações que alcançaram US$ 23,426 bilhões. A corrente de comércio, que representa a soma das exportações e importações, totalizou US$ 52,215 bilhões. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta sexta-feira (4).

Segundo o balanço, no acumulado de janeiro a setembro de 2024, as exportações chegaram a US$ 255,456 bilhões, um crescimento de 0,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já as importações somaram US$ 196,338 bilhões, registrando um aumento de 8%. Com isso, o saldo comercial acumulado é de US$ 59,119 bilhões, e a corrente de comércio alcançou US$ 451,794 bilhões, uma alta de 3,8%.

Em comparação com setembro de 2023, as exportações cresceram 0,3%, enquanto as importações apresentaram um expressivo aumento de 19,9%. A corrente de comércio teve expansão de 8,2% no mesmo período.

Setorialmente, o desempenho de setembro mostrou queda nas exportações da Agropecuária (-12,1%) e da Indústria Extrativa (-19,8%), enquanto os produtos da Indústria de Transformação registraram crescimento de 16,8%. No acumulado do ano, a Agropecuária teve retração de 8,4%, enquanto a Indústria Extrativa e os produtos da Indústria de Transformação cresceram 10,6% e 1,5%, respectivamente.

A última projeção do MDIC para 2024 prevê exportações de US$ 335,7 bilhões, uma leve redução de 1,2% em comparação a 2023. Já as importações devem totalizar US$ 264,3 bilhões, um aumento de 10,2%. Com isso, o saldo comercial previsto para o ano é de US$ 70 bilhões, o segundo maior da série histórica, apesar de ser 28,9% inferior ao recorde de US$ 98,9 bilhões registrado em 2023, conforme apontam os dados da Secex/MDIC.





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Mercado do boi ainda tem espaço para novas altas; veja cotações


O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com preços em alta. O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento, considerando a atual posição das escalas de abate, que permanecem encurtadas, disse o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

“A oferta tem se mostrado mais restrita, mesmo com as grandes indústrias sinalizando para uma maior incidência de animais de parceria (contratos a termo)”, destaca.

Segundo ele, ainda assim, o viés é de alta das cotações. A demanda segue superaquecida, em especial quando se trata de exportação.

“O Brasil caminha para um recorde histórico em termos de embarques, reunindo as melhores condições para atender a demanda global”, assinalou Iglesias.

Preços da arroba do boi

  • Mato Grosso do Sul: R$ 287,39

Mercado atacadista

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Fonte: Arnaldo Alves / ANPr

O mercado atacadista ainda se depara com preços firmes no decorrer da semana. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por elevação dos preços no curto prazo, considerando a demanda aquecida por conta da entrada da massa salarial na economia.

“As exportações seguem robustas no decorrer da atual temporada. O país caminha a passos largos para superar a barreira das 4 milhões de toneladas em equivalente carcaça”, pontuou Iglesias.

O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 16,50. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 21,50 por quilo. A ponta de agulha segue precificada a R$ 15,50.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,84%, sendo negociado a R$ 5,5323 para venda e a R$ 5,5303 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4962 e a máxima de R$ 5,5367.



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‘Governo errou no combate a incêndios e Marina Silva é incompetente’, diz FPA


O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion, fez uma série de críticas nesta terça-feira (8), à atuação do governo Lula no combate a incêndios criminosos no país.

O deputado federal chamou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, de “incompetente” e disse que ela não tem condições de representar o Brasil na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada ano que vem em Belém, no Pará.

“O governo não fez absolutamente nada contra incêndios. A ministra Marina e equipe mostraram incompetência no combate de incêndios”, declarou Lupion, em entrevista coletiva após a reunião semanal da bancada. “O Brasil ficou três meses queimando. O governo só tem discurso”, emendou.

Mais de 200 mil focos de incêndios

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que o Brasil registrou 210,208 mil focos de incêndios de janeiro a setembro deste ano, 87% mais que em igual período do ano passado. É o maior número para o período desde 2010.

Os incêndios que tomaram conta do país, segundo Lupion, deixaram R$ 14,7 bilhões de prejuízo ao setor produtivo, em 2,8 milhões de hectares de áreas rurais afetadas.

O deputado disse que há mais de 100 projetos contra incêndios criminosos em tramitação no Congresso, afirmou que apoia todas as medidas punitivas para quem provoca queimadas, mas ponderou que o decreto do governo sobre os incêndios preocupa o setor porque, de acordo com ele, restringe crédito a produtores de boa-fé.

“Quando o agro mais precisou que o governo agisse contra incêndios, viu-se total inabilidade”, criticou Lupion. “O governo precisa reconhecer que errou no combate a incêndios e que Marina é incompetente. Marina não tem condição de representar o Brasil na COP”, emendou o presidente da FPA.

Ministra reconheceu prejuízo

Marina Silva, SenadoMarina Silva, Senado
Foto Lula Marques/ Agência Brasil

Em 19 de setembro, Marina disse que os produtores rurais brasileiros estavam tendo um “prejuízo enorme” com as queimadas que se espalharam pelo país. A declaração foi dada em reunião no Palácio do Planalto com governadores e outros ministros sobre o combate aos incêndios.

“Os proprietários estão tendo um prejuízo enorme. Esse é um período em que a garapa da cana-de-açúcar, como a gente chama, está altamente densa, a temperatura faz com que essa garapa fique caramelizada e constitua prejuízo para o produtor”, declarou a ministra, na ocasião.

Marina defendeu o aumento da pena para quem provoca incêndios, assunto que está em debate entre o Palácio do Planalto e o Congresso.

“Se alguém chegar e colocar fogo dentro da nossa casa, isso tem um nome, é crime hediondo. Agora, alguém toca fogo no seu canavial, na sua fazenda e tem uma pena de dois a seis anos no máximo. É um debate profícuo”, disse Marina.



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avanço na colheita nos EUA e chuvas no Brasil mexem com as cotações


Os preços da soja apresentaram queda predominante no Brasil nesta terça-feira (8), um dia travado para o mercado doméstico.

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, os produtores se mantiveram distantes dos negócios, acompanhando a previsão de chuvas sobre as regiões produtoras do país.

Preços da saca de 60kg

  • Passo Fundo (RS): seguiu em R$ 133
  • Região das Missões: se manteve em R$ 132
  • Porto de Rio Grande: diminuiu de R$ 141 para R$ 140
  • Cascavel (PR): desvalorizou de R$ 138 para R$ 137
  • Porto de Paranaguá (PR): decresceu de R$ 143 a saca para R$ 141
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 135 para R$ 134
  • Dourados (MS): recuou de R$ 135 para R$ 134
  • Rio Verde (GO): seguiu em R$ 131

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com perdas consistentes.

O avanço da colheita nos Estados Unidos, a previsão de chuvas benéficas no Brasil, a forte queda do petróleo e a decepção sobre novas medidas chinesas para estimular a economia compuseram um quadro negativo para as cotações.

Os agentes já estão posicionando suas carteiras diante do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na sexta (11). O Departamento deverá reduzir as suas estimativas para a safra e os estoques finais de soja dos Estados Unidos em 2024/25.

Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em estoques americanos de 542 milhões de bushels em 2024/25. Em setembro, a previsão do USDA foi de 550 milhões.

Para a produção, o mercado espera um número de 4,572 bilhões de bushels para 2024/25. Em setembro, o Departamento apontou safra de 4,586 bilhões de bushels.

Oferta e demanda

soja Lei Antidesmatamentosoja Lei Antidesmatamento
Imagem: Guilherme Soares/Canal Rural BA

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2024/25 de 134,3 milhões de toneladas. Em setembro, o número ficou em 134,6 milhões. Para 2023/24, a expectativa do mercado é de número de 112,2 milhões, abaixo dos 112,3 milhões indicados no mês passado.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 166.000 toneladas de soja em grãos para a China, a serem entregues na temporada 2024/25.

O Departamento divulgou ontem relatório sobre a evolução colheita das lavouras de soja. Até 6 de outubro, a área colhida estava apontada em 47%. Na semana passada, eram 26%. Em igual período do ano passado, a colheita era de 37%. A média é de 34%.

Já sobre as condições das lavouras americanas de soja, segundo o USDA, até 6 de outubro, 63% estavam entre boas e excelentes condições, 26% em situação regular 11% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 64%, 25% e 11%, respectivamente.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 17,75 centavos de dólar, ou 1,71%, a US$ 10,16 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,34 1/2 por bushel, com perda de 18,00 centavos ou 1,71%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,00 ou 0,30% a US$ 323,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 43,09 centavos de dólar, com baixa de 1,48 centavo ou 3,32%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,84%, sendo negociado a R$ 5,5323 para venda e a R$ 5,5303 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4962 e a máxima de R$ 5,5367.



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Pautas anti-MST e de combate ao fogo estão entre as prioridades eleitas pela FPA


A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) tem uma série de projetos como prioritários até o fim deste ano. A pauta da bancada do agro para o último trimestre de 2024 foi apresentada nesta terça-feira (8), em reunião semanal dos congressistas.

“São pautas amplamente debatidas internamente com parlamentares e setor produtivo”, afirmou o presidente da FPA, deputado federal Pedro Lupion.

Uma das principais agendas da frente para estes últimos três meses é a manutenção de pontos articulados no primeiro projeto de regulamentação da reforma tributária, que já passou na Câmara dos Deputados e tramita no Senado Federal.

Entre os temas sensíveis ao setor, estão a cesta básica isenta de impostos, a tarifa zero para o cooperativismo e a diferenciação tributária para produtores com renda anual de até R$ 3,6 milhões por ano.

A avaliação da FPA é que o projeto principal de regulamentação da reforma avançará este ano no Senado, apesar da retirada da urgência constitucional pelo governo, a pedido dos senadores. Na Câmara, a expectativa é que seja aprovado o segundo projeto, que trata de temas mais técnicos da implementação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA).

Prioridades da FPA

A FPA vai encampar como prioridade também um pacote antifogo com endurecimento das penas de detenção relacionadas a incêndios criminosos. Pelo levantamento da bancada, mais de 100 projetos em tramitação no Congresso tratam do tema. Uma das preocupações da frente, contudo, é que os produtores rurais não sejam responsabilizados por incêndios criminosos.

Outra prioridade da bancada do agro ainda para 2024 é o pacote anti-invasão – uma série de projetos de lei que endurecem as penas para quem invade propriedades privadas, com foco no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

O pacote prevê também critérios mais rígidos para regularização fundiária e para agilizar a reintegração de posse das áreas, incluindo a exclusão de benefícios sociais para os invasores. Entre os projetos, está o PLP 709/23 e o 8262/2017.

Marco temporal

O marco temporal, apesar da aprovação da lei quanto ao tema, está mantido na pauta da bancada da agropecuária com a intenção de colocar a temporalidade para demarcação de terras indígenas atrelada à promulgação da Constituição Federal e a indenização aos proprietários rurais como Emenda à Constituição.

De acordo com os parlamentares, há sinalização de que o projeto seja votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 30 de outubro.

A FPA também espera aprovar o PL 658/2021, relatado pelo deputado Sérgio Souza (MDB-PR), integrante da bancada. A proposta, que estabelece um novo marco legal para bioinsumos, teve um requerimento de urgência aprovado em setembro na Câmara.

Com isso, poderá ser analisada diretamente no plenário, sem passar antes por comissões. “Há acordo para texto alternativo do projeto dos bioinsumos”, afirmou Lupion.

‘PL dos Safristas’

Outro projeto prioritário para a FPA é o chamado “PL dos Safristas”, relatado pelo deputado Zé Vitor (PL-MG) na Câmara. A proposta, que aguarda análise no Senado, facilita o recebimento de benefício social por trabalhadores contratados por safra. A proposta é uma demanda principalmente de setores do agro ligados à colheita de café em locais como Espírito Santo e Minas Gerais.

O projeto exclui do cálculo da renda mensal familiar, usada como base para o acesso a benefícios sociais como o Bolsa Família, os recursos obtidos por trabalhadores que têm contratos formais por safra. Dessa forma, será possível trabalhar em colheitas e fazer parte de programas sociais ao mesmo tempo.

A bancada também quer aprovar o projeto dos “CBios”, PL 3149/2020, que permite ao produtor rural receber no mínimo 60% das receitas de vendas de CBios. A expectativa da FPA é que a proposta seja votada nas próximas semanas, já que teve um requerimento de urgência aprovado.

“Finalmente conseguimos consenso entre produtores e indústria para CBIOs”, disse Lupion. De acordo com ele, a proposta pode gerar R$ 1,3 bilhão a produtores de cana-de-açúcar.

A FPA ainda defende a aprovação do Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten), que prevê financiamento para atividades sustentáveis e aguarda análise no Senado, e do projeto de licenciamento ambiental que também está nas mãos dos senadores. “A tendência é que o texto final do licenciamento ambiental saia nesta semana”, disse Lupion.

FPA defende a ‘reciprocidade ambiental’

União europeia, UEUnião europeia, UE
Foto: Pixabay

Ainda há foco em projetos de “reciprocidade ambiental” que tramitam tanto na Câmara quanto no Senado e exigem para importação de produtos os mesmos critérios de redução de emissão de carbono exigidos do Brasil para exportação. O foco, segundo Lupion, é na União Europeia.

“Não vamos aceitar interferência (da UE) sobre nossa legislação”, afirmou. Além disso, a bancada quer a aprovação do PL do seguro rural, que tramita em caráter terminativo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.



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Vereador eleito morre de infarto durante apuração dos votos



O vereador Geraldo Corado (MDB) morreu no domingo (6) enquanto ocorria a apuração dos votos das Eleições Municipais de 2024 em Sebastião Barros, no sul do Piauí, a 915 km de Teresina.

De acordo com o presidente da Câmara de Vereadores da cidade, Wenderson Guedes, o parlamentar foi reeleito, mas não chegou a ver o resultado das eleições. A informação parte de reportagem do G1.

“Ele havia ido a Corrente [extremo sul do Piauí] por volta das 16h e, no retorno, sofreu um infarto. Infelizmente, faleceu antes de saber que foi reeleito, sem sequer ver quantos votos obteve”, relatou Guedes.

Geraldo foi o segundo vereador mais votado, com 289 votos, apenas 9 a menos que o primeiro colocado.

A família do vereador comunicou através de suas redes sociais que o velório ocorreu na noite de domingo (6) em uma funerária próxima ao Hospital Regional de Corrente. O sepultamento aconteceu na segunda-feira (7), às 16h, no povoado Canto Alegre, na zona rural de Sebastião Barros.

Geraldo Corado era mestre em Educação Ambiental pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e já havia presidido a Câmara de Vereadores de Sebastião Barros nos anos de 2021 e 2022.



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Ministro diz que tentará evitar horário de verão em 2024



O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, indicou nesta terça-feira (8) que a retomada do horário de verão pode ser evitada neste ano.

Segundo ele, a decisão vai depender da avaliação técnica dos níveis do reservatório no país. O ministro também declarou que a definição sobre o tema deve ocorrer até a semana que vem.

“Estou levando a decisão sobre o horário de verão ao limite para ver se pode ser evitado neste ano”, declarou, em conversa com jornalistas. “Se o horário de verão for imprescindível, teremos a coragem necessária”, complementou.

Anteriormente, o titular da pasta de Minas e Energia havia declarado a possibilidade de retomada dessa política para novembro deste ano, após as eleições.

Na quarta-feira (9), haverá nova reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), retomando a discussão sobre as medidas que vão fazer frente à seca e ao impacto nos reservatórios.

Demanda de energia

Sob o ponto de vista do suprimento energético, o horário de verão tende a reduzir a demanda em horário de pico e, consequentemente, a necessidade do despacho adicional de térmicas no início da noite, quando há a falta das fontes intermitentes (energia solar e eólica) no período.

Mais cedo, o ministro Silveira participou ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e outras autoridades da sanção do PL do Combustível do Futuro – que cria programas nacionais de diesel verde, de combustível sustentável para aviação e de biometano.



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AgroNewsPolítica & Agro

ILPF torna pastagens degradadas em terras produtivas


Esse sistema ajuda a preservar a saúde do solo e a aumentar a biodiversidade




Esse sistema ajuda a preservar a saúde do solo e a aumentar a biodiversidade
Esse sistema ajuda a preservar a saúde do solo e a aumentar a biodiversidade – Foto: Joaquim Bezerra

O manejo de pastagens no Brasil tem se destacado como uma solução eficaz para reverter a degradação do solo e aumentar a produtividade agrícola, um problema que afeta 28 milhões de hectares de pastagens degradadas, especialmente em estados como Mato Grosso e Goiás, conforme dados da Embrapa. Em resposta a esse desafio, o sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) surge como uma estratégia sustentável, promovendo a rotação de culturas e a introdução de árvores, o que resulta em benefícios significativos. 

Esse sistema ajuda a preservar a saúde do solo e a aumentar a biodiversidade, melhorar a ciclagem de nutrientes e a matéria orgânica, e aumentar a infiltração e retenção de água, combatendo a erosão. Além disso, reduz a temperatura do solo e o déficit hídrico das plantas, enquanto proporciona conforto térmico e bem-estar aos animais, o que se traduz em maior ganho de peso e melhoria nos índices reprodutivos. O ILPF também melhora o balanço de carbono na produção bovina e diversifica as atividades econômicas dos produtores. Atualmente, mais de 17 milhões de hectares estão sob o sistema ILPF no Brasil, com a meta de dobrar essa área até 2030, refletindo o crescente reconhecimento dos seus benefícios para o desenvolvimento rural e a preservação ambiental.

“A utilização de forrageiras adaptadas à ILPF tem mostrado resultados surpreendentes, garantindo uma recuperação mais rápida do solo e aumentando a capacidade de produção”, diz Marina Lima, zootecnista, técnica de sementes e sustentabilidade da Sementes Oeste Paulista (Soesp). Todas essas forrageiras estão disponíveis no portfólio da Soesp, com a exclusiva tecnologia Advanced e também na linha convencional.
 





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Comissão do Senado aprova Galípolo para presidir o Banco Central



A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou nesta terça-feira (8), por unanimidade, a indicação de Gabriel Galípolo, de 42 anos, para presidir o Banco Central. Foram 26 votos favoráveis e nenhum contrário.

A indicação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, segue agora para o plenário, em regime de urgência. Se aprovada, Galípolo assumirá o lugar de Roberto Campos Neto a partir de 1º de janeiro de 2025, com mandato até o final de 2028.

De acordo com o comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud, foi prometido ao novo encarregado do Banco Central independência para ditar a política monetária do país.

“Ele será aprovado [pelo Senado] porque demonstrou que é um bom técnico e que vai seguir a política do [Roberto] Campos e não ouvir os pedidos do presidente Lula [de aumentar os gastos]”.



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Brasil caminha para recorde histórico nas exportações de carne em 2024



As exportações de proteína animal brasileira registraram aumento de 30% entre janeiro e setembro deste ano em relação ao mesmo período de 2023, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O destaque no período foi a carne bovina. Nos primeiros nove meses deste ano, 1,84 milhão de toneladas do produto foram embarcadas, com receita líquida de 8,28 bilhões de dólares.

Enquanto isso, ao longo de todo o ano passado, 2,0 milhões de toneladas tiveram o exterior como destino, com faturamento de 9,49 bilhões de dólares.

De acordo com o diretor do Canal Rural Sul, Giovani Ferreira, a estimativa é que 2024 termine entre 2,2 e 2,3 milhões de toneladas da proteína embarcadas, crescimento de 10% a 15% em relação ao ano passado.

Carne de aves

Em relação à carne de aves, o crescimento de exportações entre 2020 e 2024 está sendo orgânico. De janeiro a setembro deste ano, 3,66 milhões de toneladas foram exportadas. Ao longo de todo o ano de 2023, foram 4,79 milhões de toneladas da proteína vendidas no comércio internacional.

“Nos últimos meses do ano, em virtude das festas de fim de ano, quando o consumo de aves cresce no mundo inteiro, é provável que ultrapassemos o ano passado, chegando próximo de 5 milhões de toneladas de carne de aves embarcadas, lembrando que o Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo”, ressalta Ferreira.

Embarques suínos

Já sobre as carnes suínas, o crescimento entre 2019 e 2020 foi mais agressivo, passando de cerca de 600 mil toneladas para 900 mil. Assim, a partir de 2021, estabeleceu-se como padrão as vendas acima de um milhão de toneladas.

“Entre janeiro e setembro deste ano, já fizemos cerca de 860 mil toneladas e, assim como nas carnes bovina e de frango, devemos ter um recorde para o ano, devendo chegar a 1,2 ou até 1,3 milhão de toneladas de carne suína embarcadas”, diz o diretor.

Somando o complexo carne, o Brasil deve atingir um recorde absoluto nas exportações. “Devemos, seguramente, superar as 8 milhões de toneladas, um recorde absoluto, podendo chegar próximo de 9 milhões de toneladas exportadas nas três carnes, enquanto no ano passado atingimos 7,88 milhões de toneladas”.



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