quinta-feira, julho 30, 2026

Agro

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Multinacional brasileira lança nova marca e foca em inovação no setor de bioenergia



Em comemoração aos seus 65 anos, a Copersucar, empresa do setor de bioenergia do mundo, anunciou uma nova expressão de marca com o propósito de “Nutrir e mover o mundo com a força do vínculo”. A iniciativa busca reforçar o compromisso com a transição energética global e a segurança alimentar, destacando seu papel como líder no mercado de biocombustíveis e alimentos naturais.

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Segundo Tomás Manzano, presidente da Copersucar, a empresa foi pioneira no desenvolvimento de soluções em bioenergia e alimentos em larga escala, sendo um verdadeiro ecossistema de negócios especializados. “Nossa história começou há 65 anos, com a criação da cooperativa de produtores de açúcar e álcool de São Paulo. Hoje, somos um ecossistema global que conecta 38 usinas no Brasil, 17 destilarias de etanol nos EUA e um sistema logístico multimodal eficiente em ambos os países”, afirma Manzano.

Impacto global e inovação em biocombustíveis

Destaque mundial na comercialização de etanol e açúcar, a Copersucar movimenta mais de 15 bilhões de litros de etanol e 12 milhões de toneladas de açúcar anualmente, atendendo mais de 70 países. Em 2023/2024, a comercialização de etanol pela companhia evitou a emissão de 36,7 milhões de toneladas de CO2 eq, o que equivale ao consumo anual de 18 milhões de veículos movidos a gasolina.

Além disso, a Copersucar está expandindo seu portfólio para incluir novos biocombustíveis, como o biometano e o SAF (combustível sustentável de aviação). “O biometano será a próxima fronteira da bioenergia, descarbonizando a indústria e o transporte. Nossa meta é acelerar o desenvolvimento desse mercado, com potencial de produzir 2 milhões de metros cúbicos por dia até 2032”, explica Manzano.

A companhia também anunciou o desenvolvimento de tecnologia para a produção de SAF a partir do biometano, em parceria com a Geo, com uma planta piloto de demonstração comercial prevista para iniciar operações em 2025.

Expansão

A Copersucar ampliou seu portfólio ao entrar no mercado de comercialização de energia elétrica, adquirindo 50% da NewCom, com foco no mercado livre brasileiro. A empresa visa dobrar a oferta de energia renovável, reforçando o compromisso com um futuro mais sustentável.

“Com esta nova expressão de marca, reafirmamos nosso compromisso em apoiar o Brasil como polo global de bioenergia e alimento natural”, conclui Manzano.



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Região Sul apresentou a maior alta do etanol no país em setembro



O mais recente Indice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida o comportamento de preços das transações nos postos de combustível, revelou que na Região Sul o preço médio do litro da gasolina, comercializado a R$ 6,17 no fechamento de setembro, caiu 0,16% ante o consolidado de agosto.

Em contrapartida, o etanol, encontrado a R$ 4,39, e o diesel S-10, comercializado a R$ 5,98, apresentaram alta, 0,92% e de 0,17%, respectivamente. O preço do diesel comum manteve estabilidade, em relação ao mês anterior, e fechou setembro a R$ 5,92.

Para quem utiliza ambos os tipos de diesel, a Região Sul é, em todo o país, o lugar mais barato para abastecer. Seguindo essa tendência, o Paraná é onde se encontra os dois tipos de diesel mais baratos entre todos os estados brasileiros.

O etanol, quando comparado à gasolina, foi considerado mais vantajoso para abastecer apenas no Paraná. “Contudo, vale ressaltar que o biocombustível, por emitir menos poluentes na atmosfera, contribui para uma mobilidade de baixo carbono”, destaca o diretor-geral de Mobilidade da Edenred Brasil, Douglas Pina.



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AgroNewsPolítica & Agro

Boi gordo e “boi China” registam alta nas cotações


Segundo dados da análise do informativo “Tem Boi na Linha”, em São Paulo, a cotação do boi gordo registrou uma alta de R$3,00/@ nesta terça-feira (3), após uma segunda-feira de estabilidade. A valorização também foi acompanhada pelo “boi China”, que subiu R$2,00/@. Enquanto isso, os preços da vaca e da novilha não sofreram alterações.

As escalas de abate mantiveram uma média de sete dias, sem grandes variações de oferta.

No Sul do Tocantins, o mercado de boi gordo permaneceu estável, com as escalas de abate mantendo uma média de sete dias. Já no Norte do estado, os preços subiram levemente: o boi gordo avançou R$5,00/@, a vaca R$2,00/@ e a novilha R$1,00/@. Além disso, o “boi China” no Sul do Tocantins teve um acréscimo de R$5,00/@.

No Acre, todas as categorias de animais apresentaram alta. O boi gordo e a vaca subiram R$3,00/@, enquanto a novilha teve uma valorização maior, com aumento de R$5,00/@.

Durante a primeira semana de outubro, as exportações de carne bovina in natura somaram 39,9 mil toneladas, com uma média diária de 9,9 mil toneladas, um aumento de 12,4% em comparação com outubro de 2023, quando a média foi de 8,9 mil toneladas.

Apesar do aumento no volume exportado, o preço médio por tonelada exportada permaneceu praticamente estável, em US$4.595,3, em comparação com US$4.596,5 no mesmo período do ano anterior.





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Soja: embarques devem chegar a 4,124 milhões de t no Brasil em outubro



O line-up, programação de embarques nos portos brasileiros, indica que as exportações de soja em grão devem alcançar 4,124 milhões de toneladas em outubro, segundo levantamento da Safras & Mercado. Em comparação ao mesmo mês do ano passado, quando as exportações totalizaram 5,957 milhões de toneladas, a queda é significativa.

Em setembro, foram embarcadas 5,103 milhões de toneladas do grão, evidenciando a instabilidade nas exportações. Para novembro, a previsão é ainda mais modesta, com uma expectativa de embarque de apenas 588 mil toneladas.

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No acumulado de janeiro a outubro de 2024, o line-up estima um total de 92,931 milhões de toneladas exportadas, ligeiramente inferior aos 92,963 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. A Secretaria do Comércio Exterior (Secex) confirma que os embarques durante esse intervalo somaram 90,281 milhões de toneladas.

A redução nas exportações de soja pode ser atribuída a fatores como variações climáticas e problemas logísticos que impactaram a oferta. Produtores e exportadores estão atentos às próximas semanas, na esperança de que condições favoráveis possam melhorar os números para o final do ano.



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Produtores da soja no Tocantins estão receosos, diz a presidente da Aprosoja



Liberados desde 30 de setembro, os produtores da soja no Tocantins já podem iniciar o plantio da safra 2024/25. Caroline Barcellos, presidente da Aprosoja Tocantins, destaca que a abertura do plantio no estado foi marcada por um evento tradicional que simboliza o fim do vazio sanitário, embora os agricultores permaneçam cautelosos.

Apesar da formalidade, muitos produtores aguardam para iniciar a semeadura, preocupados com a expectativa de chuvas consistentes. O monitoramento das previsões meteorológicas é fundamental, pois a consolidação das chuvas é essencial para garantir um plantio bem-sucedido e evitar atrasos que possam impactar o ciclo da segunda safra.

”Além das incertezas climáticas, os altos custos dos insumos e a queda nos preços das commodities têm levado os produtores a avaliar cuidadosamente os riscos”, explica a presidente. Segundo ela, essa instabilidade econômica gera um clima de cautela, impulsionando os agricultores a planejarem suas operações de maneira mais estratégica, com receio de comprometer a viabilidade financeira das lavouras.

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A Aprosoja Tocantins tem se empenhado em apoiar os produtores durante este período desafiador, promovendo discussões sobre práticas agrícolas sustentáveis e estratégias para mitigar riscos. A entidade busca capacitar os agricultores a enfrentarem as adversidades trazidas pelas mudanças climáticas e oscilações do mercado.

Com a abertura oficial do plantio e a expectativa de chuvas, o cenário permanece incerto, mas os agricultores seguem esperançosos. O sucesso da safra dependerá da capacidade de adaptação e resiliência dos produtores em um ambiente cada vez mais desafiador.



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Furacão Milton enfraquece, mas segue rumo à Flórida com grande potencial de destruição


O furacão Milton, uma das tempestades mais intensas já registradas no Golfo do México, enfraqueceu para uma forte categoria 4 na manhã desta quarta-feira (9), mas continua a caminho da costa oeste da Flórida, onde deve causar grandes estragos. Com ventos sustentados de 250 km/h, a tempestade está prevista para atingir a área de Sarasota após as 2h da madrugada desta quinta-feira (10).

Crédito: CIRA/NOAA

O Centro Nacional de Furacões (NHC) alertou que, apesar de o furacão ter perdido parte de sua intensidade nas últimas horas, flutuações de força são esperadas até sua chegada à Flórida. Milton continua sendo considerado extremamente perigoso e pode provocar marés de tempestade, ventos destrutivos e inundações generalizadas. A tempestade ganhou notoriedade ao intensificar-se rapidamente, passando de uma simples depressão tropical para uma catastrófica categoria 5 em apenas 24 horas no início da semana.

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Impacto na Flórida

O Serviço Nacional de Meteorologia de Tampa Bay descreveu Milton como “uma tempestade histórica para a costa oeste da Flórida”, destacando que a Baía de Tampa não experimenta um furacão de tamanha magnitude há mais de um século. A cidade e regiões vizinhas foram colocadas sob alerta máximo, com ordens de evacuação obrigatórias emitidas para milhares de moradores nas zonas mais vulneráveis.

Arthur Müller, meteorologista, reforçou a gravidade da situação: “Os sistemas estão ganhando força numa velocidade muito rápida. O furacão Milton saiu de categoria 2 para categoria 5 em menos de 3 horas. Isso nunca aconteceu antes. É um reflexo das águas aquecidas no Golfo do México”.

Além disso, ele chamou atenção para os efeitos devastadores que podem ocorrer: “Essa tempestade traz consigo ventos severos, inundações e a elevação do nível do mar. O cenário para a Flórida é de muita apreensão. O momento agora é sair de casa, pois quando o Milton chegar, a situação será crítica”.

Previsões e riscos

A meteorologista Nikki Nolan, da CBS News, informou que Milton deve atingir a Flórida como um furacão de baixa categoria 4, com ventos entre 209 e 251 km/h, o suficiente para causar estragos significativos. A previsão mais recente indica que a tempestade passará pela Baía de Sarasota por volta das 5h da manhã de quinta-feira, com ventos sustentados de cerca de 209 km/h.

Embora as previsões indiquem que Sarasota seja o ponto de impacto principal, a NHC alerta que a localização exata da chegada do furacão pode variar, já que o erro médio para previsões de 24 horas é de cerca de 65 km. Assim, outras áreas da Flórida, incluindo a Baía de Tampa, devem se manter em alerta máximo.

A maior preocupação, segundo especialistas, é a maré de tempestade. Em algumas áreas da costa oeste, como de Anna Maria Island até Boca Grande, a previsão é de que a maré alcance entre 3 e 4,5 metros de altura, o que pode inundar completamente algumas regiões costeiras. Além disso, os meteorologistas alertam para possíveis inundações causadas por chuvas intensas, com previsão de até 45 centímetros de precipitação em certas áreas.

Evacuações e medidas de segurança

Milhares de moradores nas áreas mais afetadas pela tempestade já começaram a evacuar suas casas. Longos congestionamentos foram registrados nas estradas que levam ao norte da Flórida e para o estado da Geórgia, enquanto muitos tentam escapar dos impactos esperados da tempestade.

O governador da Flórida, Ron DeSantis, reiterou a urgência em seguir as ordens de evacuação. “Estamos lidando com uma tempestade catastrófica. Se você está em uma área de evacuação, por favor, saia agora. Não arrisque sua vida ficando para trás”, afirmou DeSantis em uma coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira.

Além das evacuações, diversas escolas e aeroportos na região foram fechados. As companhias aéreas cancelaram centenas de voos, especialmente nos aeroportos de Tampa, Sarasota e Fort Myers. Parques temáticos, como a Disney World, Universal Studios e SeaWorld, também anunciaram que estarão fechados durante a passagem da tempestade.

O que vem a seguir

Após tocar terra, espera-se que o furacão Milton perca força rapidamente enquanto cruza o estado da Flórida, mas ainda deverá manter status de furacão até chegar ao Oceano Atlântico, quando então se transformará em uma tempestade tropical. A NHC continua a monitorar atentamente a trajetória e força da tempestade, com atualizações frequentes para garantir que os moradores afetados sejam mantidos informados sobre os riscos e as medidas necessárias para se proteger.

Enquanto isso, equipes de resgate e emergência já estão em alerta, prontas para entrar em ação após a passagem do furacão.

“Infelizmente, os furacões estão se tornando cada vez mais intensos e frequentes, consequência direta das mudanças climáticas. A cada ano, enfrentamos fenômenos mais extremos, e o Milton é mais uma evidência clara disso”, concluiu Müller, enfatizando a necessidade de medidas urgentes para mitigar os impactos ambientais.



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AgroNewsPolítica & Agro

Perdas de milho: A ameaça da cigarrinha


O fitotecnista Paulo Garollo, com mais de 40 anos de experiência na cultura do milho, é um dos principais especialistas do país no estudo da cigarrinha-do-milho (Daubulus maidis), considerada a maior praga do cereal atualmente. Ele destaca que os danos causados pela praga já são evidentes no Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e nos Estados Unidos. 

Na Argentina, por exemplo, a cigarrinha causou uma perda de 40% na última safra. Nos Estados Unidos, há um esforço crescente de pesquisa para conter seu avanço, especialmente em estados como Flórida e Oklahoma, antes que a praga chegue ao cinturão do milho. No Brasil, Garollo observa que a cigarrinha-do-milho continua se espalhando rapidamente pelo território.

“No Triângulo Mineiro está impraticável, os ataques estão severos. No Rio Grande do Sul, em Minas Gerais e Goiás, há vários registros de efeitos nocivos da ‘cigarrinha’. Principalmente nas áreas do país onde se estabelecem ‘pontes verdes’ (plantio de milho o ano inteiro), a população da praga e as doenças que ela transmite se mostram hoje altamente representativas”, diz ele.

De acordo com Garollo, a Daubulus maidis transmite bactérias do grupo dos Molicutes e dois vírus responsáveis pelas doenças enfezamento vermelho e amarelo, além do vírus do raiado fino. Ele já observou a dizimação de lavouras, com perdas que variam de 70% a 90% em certos híbridos.  O principal impacto da praga é a redução da formação do grão de milho, resultando em grãos de menor peso e qualidade, além de plantas mais baixas e com aparência “enfezada”. Em casos extremos, os grãos podem murchar a ponto de não serem pressionados pelas palhas, permitindo a entrada de água e causando pré-germinação. Isso gera prejuízos adicionais, como “descontos” na entrega e comercialização do milho.

“Antes, avaliavam-se resultados de produtos somente na fase adulta da ‘cigarrinha’. Nós, constatamos que o correto é priorizar também o controle na fase ninfal, em que a praga se multiplica rapidamente no sistema agrícola e perpetua a espécie”, salienta Garollo. “As ninfas vivem embaixo da folha, com baixíssima mobilidade na planta, protegidas, sobrevivendo em grandes proporções e sempre aumentando suas populações”, conclui.
 





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ventos fortes e temporais avançam pela região



Algumas áreas do país devem receber chuvas intensas, outras continuam sob alerta de baixa umidade. No Sul há risco para temporais e ventos fortes, com as chuvas se estendendo para todas as regiões, com exceção do Nordeste.

Sul

Ainda chove em grande parte da região. O tempo fica firme apenas no leste e sul do Rio Grande do Sul. A chuva pode ocorrer a qualquer hora e ainda há risco de alguns temporais isolados no Paraná, com potencial para ventos fortes.

Sudeste

Há condição favorável para pancadas de chuva em todo o litoral e interior de São Paulo, Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e Espírito Santo. O dia terá nebulosidade variável, com o sol predominando em alguns momentos.

Centro-Oeste

O tempo segue instável, com chance de pancadas de chuva moderada a forte em todas as áreas da região. Há mais nuvens em Mato Grosso do Sul, sul de Mato Grosso e Goiás, com pancadas de chuva a qualquer momento do dia. Cuiabá e Brasília podem ter chuva forte, acompanhada de trovoadas.

Nordeste

A nebulosidade aumenta no sul da Bahia, mas sem previsão de chuva. A região continua estável, com alerta de baixa umidade do ar, principalmente no norte da Bahia, sul do Piauí, Ceará e Maranhão.

Norte

Ainda chove no oeste e sul do Amazonas, no Acre, e no interior de Rondônia e Roraima. No Amapá, haverá bastante nebulosidade, mas sem chuva. Nas demais regiões, o dia será de tempo mais aberto e com temperaturas altas.



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governo federal lança linha de R$ 300 mi para produção familiar



O Governo Federal, por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), lançou, nesta terça-feira (8), uma linha de microcrédito para estimular a agricultura familiar nas regiões Centro-Oeste e Norte.

A iniciativa, realizada com metodologia do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (Pnmpo), beneficiará mais de 30 mil pessoas em comunidades rurais, que poderão ter acesso ao crédito com condições especiais.

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O contrato tem vigência de um ano, com possibilidade de renovação. Para este ano, estão previstos R$ 300 milhões em recursos financeiros operacionalizados pela Caixa Econômica Federal em áreas rurais, com repasses dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Centro-Oeste e do Norte sendo R$ 150 milhões do FCO e outros R$ 150 milhões do FNO.

Serão contemplados os estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Com o programa, agricultores familiares e microempreendedores em áreas que têm pouca cobertura bancária passam a ter acesso a crédito e serviços financeiros.

A abrangência das redes de agências e postos de atendimento da Caixa permite que o programa alcance localidades isoladas, o que é fundamental para beneficiar atividades de extrativismo, pesca, aquicultura e agropecuária em pequenas propriedades.

Isso inclui agricultores familiares, assentados, comunidades indígenas e quilombolas, que enfrentam dificuldades para arcar com os custos e o tempo de deslocamento até os centros urbanos.

“Vamos começar com um projeto-piloto inspirado na experiência positiva do Banco do Nordeste com o AgroAmigo. Atendendo a uma orientação do presidente Lula, para diminuir desigualdades regionais e promover o combate à fome, estamos buscando agricultores familiares, assentados, comunidades extrativistas, indígenas e quilombolas para investirem no desenvolvimento agrícola sustentável com práticas inclusivas”, afirmou o secretário Nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros do MIDR, Eduardo Tavares.

Para acessar o microcrédito, a família precisa estar inscrita no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), instrumento utilizado pelo Governo Federal para identificar o público beneficiário com acesso a linha de Microcrédito Produtivo Rural do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf B). Todas as condições vão seguir o Manual de Crédito Rural (MCR).

Temos taxas diferenciadas do mercado, como juros de 0,5% ao ano, prazo de até três anos para pagamento e bônus de adimplência. Isso significa que o agricultor que acessar o crédito e pagar em dia poderá obter descontos de 25% a 40% e renovar o crédito no ano seguinte, explicou Eduardo.

Conforme a metodologia do Pnmpo, a Caixa lançou um edital para credenciar empresas especializadas em apoiar e oferecer orientação para os tomadores beneficiados pelo microcrédito rural. As empresas vão tirar dúvidas, acompanhar os resultados do investimento na atividade produtiva e auxiliar as famílias no planejamento financeiro. Para atendimento de populações ribeirinhas da Amazônia, a instituição disponibilizará duas agências-barco.



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O que diz o setor sobre as queimadas que impactam produção agropecuária


Em todo o Matopiba, os esforços do setor são para prevenção e enfrentamento ao fogo. O quarto e último episódio do especial ‘Cerrado Sem Fogo‘, traz a mensagem e práticas do setor agropecuário sobre o assunto.

Assim como abordado nos episódios anteriores, as queimadas são prejudiciais aos sistemas agroecológicos e todas as práticas sustentáveis debatidas e difundidas com estudos científicos na agricultura. 

Uma das imagens que chamam atenção, é a do Julio Takahashi, produtor rural, de Balsas (MA). No vídeo ele mostra os esforços para combater um incêndio florestal em uma de suas propriedades.

“Já temos área de plantio queimada aqui, palhada. Ontem quase tivemos um acidente com graves proporções aqui, então é muito perigoso o fogo nessa época”, disse Takahashi.

Impacto da seca e o fogo

Um relatório do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), divulgado em setembro, destaca os prejuízos para o setor agropecuário, com a seca que afeta o país, condição em que ocorre maior risco de propagação do fogo.

Em agosto, 963 municípios apresentaram pelo menos, 80% de suas áreas agroprodutivas potencialmente impactadas pela seca.

De acordo com o monitor do fogo, do Mapbiomas, o Cerrado foi o bioma com a maior área queimada em agosto de 2024, com 2,4 milhões de hectares, ou 43% de toda a área queimada no Brasil.

Alta frequência de queimadas podem alterar a fitofisionomia do bioma; matopiba, CerradoAlta frequência de queimadas podem alterar a fitofisionomia do bioma; matopiba, Cerrado
Foto: Guilherme Soares/Canal Rural BA

Nesse sentido, José Cláudio de Oliveira, sócio-proprietário da JCO Bioprodutos também destaca os prejuízos que o fogo provoca para os produtores.

“Agricultor nenhum, quer botar fogo, então, às vezes, há um comentário, da sociedade urbana às vezes pensa que é o agricultor que põe fogo. O fogo é deletério, ele é prejudicial”, destacou Oliveira.

Wellson de Castro, coordenador de gestal ambiental do Grupo Progresso, destaca que nas fazendas do grupo, todos os anos sofrem com incidência de focos de incêndios florestais.

“Muitas vezes a caça predatória em área de reserva legal, caçadores acabam ateando fogo ali para fazer limpeza de área ou para afugentar os animais e conseguir fazer abate desses animais”, explica de Castro.

O que diz o setor

No âmbito de todo o contexto as entidades assumem um papel crucial diante de um assunto tão sensível.

Greice Fontana Klein, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães, destaca o papel importante das instituilções. “Uma das funções das instituições mais importantes é levar a informação correta ao produtor”, enfatiza.

Para Alessandra Zanotto, vice-presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) “atrelar a queimada ao agronegócio é realmente mensurar um grande prejuízo, inclusive, na verdade, imensurável prejuízo sobre o que pode acontecer a partir dessas queimadas”.

Gustavo Prado, diretor-executivo da Abapa disse que “é uma inverdade muito grande falar que o produtor ocasiona isso. ele sofre muitas vezes há cometimentos e de maneira responsável ele tem que, de maneira ágil, responder a isso”.

“É inadmissível fogo em propriedade rural, nós combatemos com unhas e dentes, assim que surge a primeira chama de fogo, então, não dá pra acreditar. É uma balela imensurável jogar essa culpa em cima do agro. O agro protege o meio ambiente”, ressalta o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

As estatísticas preocupam, e as futuras gerações, aguardam um futuro incerto no planeta, que está sob constante ameaça.

“A mensagem que fica é que é uma preocupação de todos nós, produtores, associações, governo, sociedade, estudantes, jovens, crianças, para que todos entendam que existe uma responsabilidade em comum de todos sobre essa grande causa, sobre esse grande impacto que está acontecendo no nosso país,” disse Alessandra Zanotto, vice-presidente da Abapa.

Enquanto isso, a natureza tenta resistir em meio às cinzas. Só há vida no Cerrado, sem fogo.

Assista ao episódio:

Apoio

O projeto Cerrado Sem Fogo é uma campanha do Canal Rural Bahia com apoio da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), JCO Bioprodutos, Grupo Progresso e Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães.


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