quinta-feira, julho 30, 2026

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Furacão Milton é rebaixado para categoria 1, mas ainda oferece riscos



O furacão Milton, que inicialmente atingiu a costa da Flórida como uma tempestade de categoria 3, perdeu força nas últimas horas e foi reclassificado para categoria 1. Apesar da redução de intensidade, o fenômeno ainda representa perigo significativo para várias regiões do estado. Ventos fortes continuam a derrubar árvores e danificar estruturas residenciais, enquanto as inundações permanecem uma grande preocupação.

Mais de 3 milhões sem energia

A tempestade deixou mais de 3 milhões de pessoas sem energia em todo o estado da Flórida. O risco de danos causados por quedas de árvores e detritos, além de ventos fortes, ainda é alto, principalmente em áreas que ainda estão se recuperando de outros eventos climáticos recentes. Autoridades locais alertam que, mesmo rebaixado, o furacão pode continuar provocando destruição, especialmente com a continuidade das chuvas intensas e tempestades elétricas.

Perigo continua apesar da queda de categoria

Milton chegou à Flórida na noite de quarta-feira com ventos de 193 km/h, mas logo após o impacto, a tempestade começou a perder força, sendo rebaixada primeiro para categoria 2 e, posteriormente, para categoria 1, com ventos de 144 km/h. Embora a diminuição dos ventos tenha aliviado parte da tensão, as autoridades alertam que o furacão ainda é perigoso, especialmente pelo risco de tempestades severas e inundações em várias regiões do estado.

A queda de categoria pode sugerir uma diminuição dos danos imediatos, mas meteorologistas e autoridades estaduais continuam em alerta, afirmando que o furacão ainda pode derrubar árvores, danificar telhados e causar cortes de energia adicionais.

Ordens de evacuação e esforços de resgate

Diante dos riscos contínuos, as ordens de evacuação permanecem em vigor em diversas áreas da Flórida. Equipes de resgate e emergência trabalham sem parar para atender às necessidades das áreas mais atingidas. Abrigos de emergência foram abertos para acolher os milhares de moradores que fugiram de suas casas.

As autoridades pedem que os moradores das regiões afetadas mantenham-se vigilantes, sigam as instruções das autoridades locais e evitem sair às ruas até que a situação esteja totalmente controlada.

Com a tempestade perdendo força e se deslocando para longe da Flórida, espera-se que o estado comece a se recuperar nas próximas horas, mas o risco de novos danos ainda persiste, especialmente em áreas que permanecem sob alerta de inundações.



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Projeto que prevê crédito para agricultura familiar na região do Marajó é aprovado



A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 486/20, do Senado, que prevê tratamento especial para linhas de crédito e assistência técnica e extensão para agricultores e empreendimentos familiares rurais da região do Marajó, no Pará.

A área reúne os municípios de Afuá, Anajás, Bagre, Breves, Cacheira do Arari, Chaves, Curralinho, Gurupá, Melgaço, Muaná, Oeiras do Pará, Ponta de Pedras, Portel, Salvaterra, Santa Cruz do Arari, São Sebastião da Boa Vista e Soure.

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A proposta inclui ainda a redução das desigualdades sociais e regionais entre os princípios a serem observados pela Política Nacional de Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais. A norma orienta a execução do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

O relator, deputado Augusto Puppio (MDB-AP), recomendou a aprovação da proposta. “O tratamento diferenciado aos agricultores da ilha do Marajó parece justo e oportuno, pois o semiárido local opera sob condição desafiadora”, disse.

Pelo texto, caberá ao poder público estabelecer as condições especiais para a região do Marajó, que deverão levar em conta as particularidades regionais. Sempre que possível e tecnicamente recomendável, os instrumentos da política nacional oferecerão condições diferenciadas para a agricultura familiar.

“A distribuição dos recursos entre as regiões do país, para a agricultura familiar e para o crédito rural, é bastante desigual, favorecendo áreas mais desenvolvidas do centro e do Sul em detrimento do Norte e do Nordeste”, afirmou o autor da proposta, senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), ao defender as mudanças.

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado na Câmara pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Já foi aprovado pela Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.



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Sumitomo Chemical fortalece iniciativas que destacam a importância da cotonicultura para o Brasil


No Dia Mundial do algodão, comemorado em 7 de outubro, a Sumitomo Chemical, referência mundial na fabricação e comercialização de soluções agrícolas e de saúde ambiental, fortaleceu sua parceria com o cotonicultor brasileiro ao participar de uma campanha que destaca iniciativas em prol da cultura. A empresa aderiu à campanha da Abrapa, denominada “A Fibra de todas as gerações”, que conta com depoimentos de pessoas que marcaram a história da cotonicultura, incluindo clientes, pesquisadores e colaboradores, além do presidente da Sumitomo Chemical América Latina, José Fabretti.

Com mais de 100 anos de história, a companhia tem em seu DNA a inovação e a pesquisa e desenvolvimento. “Apoiaremos o cotonicultor em várias frentes, seja por meio de soluções inovadoras, disseminação de informações técnicas ou parcerias com instituições como a Associação Brasileira dos Produtores de algodão (Abrapa), que levam o algodão brasileiro para o mundo com o Movimento Sou de algodão”, afirma Leonardo Vieira, novo gerente de Inseticidas Brasil e líder da cultura do algodão da Sumitomo Chemical. “O Dia Mundial do algodão foi coroado com o fortalecimento do apoio às iniciativas que prezam pelo cotonicultor e sua importância para a cadeia produtiva e a qualidade da fibra”, completa o gerente.

Leonardo Vieira destaca ainda que a cultura do algodão é extremamente importante para a Sumitomo Chemical, pois representa uma parcela expressiva do mercado agrícola brasileiro. “A área do algodão deve aumentar na safra 24/25, ressaltando ainda mais a importância do cultivo para a nossa empresa”, conclui. No Dia do Algodão, a Sumitomo endossa o trabalho e o investimento realizados junto a entidades e movimentos, oferecendo soluções que promovem o aumento da produtividade e a qualidade da fibra. Para o algodão, a empresa disponibiliza um robusto portfólio com cerca de 40 produtos.

Recentemente, a Sumitomo Chemical lançou o fungicida Pladius® para o controle da ramulária (Ramulariopsis pseudoglycines), considerada a principal doença fúngica foliar do algodoeiro. Essa novidade reforça o portfólio da companhia, que já conta com o acaricida Smite®, o herbicida Resource®, indicado para eliminar o algodão voluntário (planta tiguera) em lavouras de soja que sucedem o algodoeiro, e Legion®, um inseticida de alta performance no controle do bicudo-do-algodoeiro. Destaca-se também o herbicida Punto, o principal desfolhante, recomendado para aplicação em pré-colheita.

Além disso, a empresa possui o exclusivo programa Cotton+, que recomenda a adoção de três reguladores de crescimento para promover o melhor manejo fisiológico do algodoeiro. “Nossos produtos proporcionam segurança ao cotonicultor, resultando em produtividade e qualidade da fibra”, conclui Vieira.

 





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Furacão Milton segue para o Atlântico após causar destruição na Flórida



O furacão Milton, considerado um dos mais intensos da história recente, está se afastando da Flórida após fazer atingir a costa na noite de quarta-feira (9) de outubro, próximo a Siesta Key, ao sul da Baía de Tampa. Milton atingiu a costa como um furacão de categoria 3, com ventos de 209 km/h, mas deixou um rastro de destruição significativa, incluindo inundações severas e queda de energia generalizada.

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Impactos na Flórida

Apesar de sua atual trajetória para o Atlântico, Milton ainda provocou ventos fortes e chuvas intensas ao longo da costa atlântica da Flórida na manhã desta quinta-feira. Rajadas de vento atingiram até 148 km/h em Marineland, 140 km/h em Daytona Beach e 122 km/h em South Hutchinson Island. Com o furacão se afastando do estado, espera-se uma melhora nas condições climáticas durante a tarde.

Inundações e maré de tempestade

A tempestade deixou marcas profundas em várias áreas da Flórida. Em Pasco, Hillsborough e Polk, uma emergência por inundação repentina foi emitida na noite de quarta-feira, com acumulados de chuva entre 20 e 30 centímetros, causando graves alagamentos em cidades como Lakeland e Tampa. Em St. Petersburg, mais de 12 centímetros de chuva caíram em apenas uma hora, causando inundações significativas.

Além da chuva, o furacão Milton provocou uma maré de tempestade de até 1,75 metros na região de Sarasota, inundando partes da cidade e arredores. Em Naples, uma maré de 1,75 metros também foi registrada, com mais áreas do litoral norte da Flórida prevendo inundações à medida que o nível da água continua a subir.

Recordes e danos

O furacão Milton quebrou recordes históricos ao passar pela Flórida. Tampa, por exemplo, registrou mais de 27 centímetros de chuva em apenas um dia, quebrando um recorde de mais de 100 anos. Além disso, ventos de até 170 km/h foram relatados em Egmont Channel, Sarasota e St. Petersburg, causando danos significativos a estruturas como o estádio Tropicana Field e guindastes no centro da cidade.

A tempestade também provocou dezenas de tornados antes de atingir a costa, com mais de 36 relatórios de possíveis tornados sendo registrados no sul e centro da Flórida.

O que esperar agora?

Com o furacão Milton rumando para o Atlântico, a expectativa é que ele continue a perder força nas próximas horas, embora ainda seja uma ameaça com ventos fortes e marés de tempestade nas áreas costeiras do nordeste da Flórida. As autoridades alertam para a continuidade das inundações, principalmente ao longo do rio St. Johns e em áreas mais baixas.

O furacão, que começou como uma depressão tropical em 5 de outubro, intensificou-se rapidamente para uma categoria 5 e, embora tenha perdido força ao se aproximar da Flórida, continua a ser uma das tempestades mais destrutivas da temporada de 2024.



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Shopping no interior de SP recebe feira inclusiva com atividades de equoterapia



Até esta quinta-feira (10), a Feira de Acessibilidade e Inclusão de Ribeirão Preto (FAIRP 2024) promove uma atividade inédita para o público no Novo Shopping. A Associação de Equoterapia Vassoural (AEV) participa do evento com dois de seus cavalos, proporcionando uma experiência sensorial voltada para a interação com os animais, oferecendo ao público a oportunidade de tocar, alimentar e se conectar emocionalmente com os cavalos, da mesma forma que ocorre nas sessões de equoterapia.

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Elaine CS Leite, vice-presidente da AEV e fisioterapeuta, destaca a importância dessa interação, afirmando que muitos participantes terão, pela primeira vez, a chance de se conectar com um cavalo. “Nossa presença será centrada na interação homem-cavalo, para que o público tenha uma percepção dos benefícios desta relação: tocando o animal, alimentando-o e conectando-se com ele”, explica Leite.

A equoterapia, praticada na Fazenda Vassoural, utiliza cavalos como parte de tratamentos terapêuticos que ajudam no desenvolvimento físico e emocional de seus praticantes. Durante a feira, a mansidão e a docilidade dos cavalos serão destaque, oferecendo uma experiência enriquecedora, mesmo sem a necessidade de montaria. “Nossa expectativa é permitir que o público tenha um contato físico e emocional com os cavalos, sensibilizando-o de forma realista e positiva sobre os benefícios desta terapia”, ressalta.



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Ceagesp: índice de preços sobe 2,42% em setembro ante agosto



O índice de preços Ceagesp registrou alta de 2,42% em setembro em comparação com o mês anterior, depois de quatro meses seguidos de baixa. Em agosto o indicador caiu 0,55%. Com o resultado, o índice ainda acumula queda de 2,47% desde o início do ano, mas apresenta alta de 11,15% em 12 meses.

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Segundo a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), o destaque ficou com o setor de Verduras que, mesmo diante das altas temperaturas e o clima seco, registrou queda de preço no mês passado. “O setor já vem acumulando, desde maio, sucessivas variações negativas de preço. Entre os setores analisados, este é o que acumula as maiores reduções de preço no ano e em 12 meses”, informou a companhia.

O setor de Frutas avançou 4,50% em setembro ante uma variação de 3,40% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de 5,82%. Com o resultado, o setor encerrou o mês com um acumulado de 4,62% no ano e de 14,66% em 12 meses. Dos 48 itens cotados nesta cesta de produtos, 56% apresentaram alta de preço. As principais altas ocorreram nos preços de maracujá azedo (+62,20%), limão taiti (+57,69%), laranja lima (+25,01%), melão amarelo (+19,96%) e laranja pera (+15,94%). As principais reduções ocorreram nos preços de mamão havaí (-33,03%), manga tommy atkins (-30,44%), morango comum (-20,07%), mamão formosa (-14,56%) e goiaba vermelha (-5,93%).

O setor de Legumes teve alta de 1,58% ante uma variação de -0,74% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de -2,48%. Com o resultado, o setor encerrou o mês com um acumulado de -14,20% no ano e de 0,24% em 12 meses. Dos 32 itens cotados nesta cesta de produtos, 63% apresentaram alta de preço. As principais altas ocorreram nos preços de inhame (+48,54%), jiló (+46,09%), pimentão verde (+38,03%), pepino japonês (+35,39%) e pepino comum (+30,70%). As principais reduções ocorreram nos preços de pimentão vermelho (-32,63%), vagem macarrão (-27,10%), pimentão amarelo (-26,67%), abobrinha brasileira (-24,74%) e abobrinha italiana (-20,22%).

O setor de Verduras teve queda de 8,74% ante uma variação negativa de 6,44% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de -4,44%. Com o resultado, o setor encerrou o mês com um acumulado de -32,25% no ano e de -6,12% em 12 meses. Dos 39 itens cotados nesta cesta de produtos, 85% apresentaram redução de preço. As principais reduções ocorreram nos preços de almeirão comum (-32,76%), couve-flor (-27,64%), repolho verde/liso (-22,00%), escarola comum (-20,63%) e brócolis ramoso (-20,18%). As principais altas ocorreram nos preços de salsa (+29,06%), manjericão (+8,08%), louro (+4,41%), milho verde (+2,83%) e nabo (+1,40%).

No setor de Diversos, o recuo foi de 4,16% ante uma variação de negativa de 18,02% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de -3,44%. Com o resultado, o setor encerrou o mês com um acumulado de -4,42% no ano e de 29,79% em 12 meses. Dos 11 itens cotados nesta cesta de produtos, 73% apresentaram redução de preço. As principais reduções ocorreram nos preços de cebola nacional (-17,53%), ovos de codorna (-8,42%), batata escovada (-6,73%), batata asterix (-5,72%) e ovos brancos (-5,55%). As principais altas ocorreram nos preços de coco seco (+10,63%), amendoim com pele (+1,21%) e amendoim sem pele (0,14%).

O setor de Pescados teve alta de 2,12% ante uma variação negativa 2,39% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de 4,30%. Com o resultado, o setor encerrou o mês com um acumulado de -1,52% no ano e de -0,23% em 12 meses. Dos 28 itens cotados nesta cesta de produtos, 50% apresentaram alta de preço. As principais altas ocorreram nos preços de abrótea (+26,67%), polvo (+21,29%), namorado (+7,10%), pintado (+6,58%) e salmão importado (+6,41%). As principais reduções ocorreram nos preços de curimba (-22,90%), sardinha lages (-16,47%), cavalinha (-16,31%), pescada maria-mole (-8,19%) e sardinha fresca (-7,53%).



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Podcast: veja o que vai impactar o mercado hoje



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

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No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, destaca que os mercados brasileiros viveram um dia difícil: os juros futuros subiram, o dólar fechou em alta e o Ibovespa em baixa. Além disso, o IPCA de setembro registrou um avanço de 0,44%. No acumulado de 12 meses, o índice acelerou de 4,24% para 4,42%.

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Área basal adequada potencializa sistemas silvipastoris


Um estudo publicado na revista internacional Agroforestry Systems por pesquisadores da Embrapa trouxe à tona a importância da área basal das árvores como um indicador estratégico para o manejo eficiente de sistemas silvipastoris. A pesquisa ressalta como o equilíbrio entre a densidade de árvores e a produção de pastagem pode maximizar a produtividade de madeira e, ao mesmo tempo, promover benefícios ambientais, como a conservação do solo, o aumento da biodiversidade e o sequestro de carbono. As informações foram divulgadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A área basal, que mede a ocupação florestal através da quantificação da área da seção transversal dos troncos das árvores por hectare, é destacada como uma métrica central. De acordo com José Ricardo Pezzopane, pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste e principal autor do estudo, o manejo adequado da área basal pode melhorar consideravelmente a produtividade tanto das pastagens quanto das árvores, além de proporcionar importantes ganhos ecológicos.

Os resultados de experimentos de longo prazo mostraram uma correlação direta entre a transmissão de luz pelas árvores e a produção de pasto, além de uma relação clara entre a área basal e essa transmissão de luz. Foi identificado que uma área basal de 8 m² por hectare é ideal para manter o equilíbrio entre a produção de madeira e pastagem, permitindo que o sistema silvipastoril atinja níveis produtivos semelhantes ao de áreas a pleno sol.

Valdemir Laura, da Embrapa Gado de Corte (MS) e coautor do estudo, destacou que, independentemente da espécie de eucalipto ou da densidade de árvores por hectare, o valor da área basal se mantém constante como uma referência segura para o manejo. O estudo indica que o monitoramento contínuo dessa métrica é essencial para otimizar a produtividade sem comprometer a sustentabilidade.

As análises foram realizadas em áreas de sistemas silvipastoris nas sedes da Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP), e da Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande (MS), abrangendo diferentes práticas de manejo e condições ambientais. A pesquisa incluiu medições periódicas em sistemas com densidades de árvores variando de 83 a 357 por hectare, utilizando espécies como Eucalyptus Urograndis e Corymbia citriodora.

Os dados indicam que, quando a área basal ultrapassa um determinado limite, ocorre uma competição excessiva por luz, água e nutrientes, prejudicando o crescimento das árvores e a produção de pastagem. No entanto, quando realizado o desbaste, prática comum para controlar a densidade das árvores, o sistema atinge seu máximo potencial produtivo.

O estudo também reforça a necessidade de políticas públicas que incentivem a implementação de práticas de manejo sustentável em propriedades rurais, incluindo subsídios para o monitoramento da área basal e programas de capacitação para agricultores e gestores florestais.





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AgroNewsPolítica & Agro

3,1 milhões de hectares perdidos em setembro


Por Aline Merladete com colaboração do meteorologista do Portal Agrolink, Gabriel Rodrigues*

O ano de 2024 está se destacando como um dos mais atípicos em relação ao número de queimadas no Brasil. Enquanto o desmatamento na Amazônia caiu, com uma taxa de apenas 3.260 km² entre 1º de janeiro e 27 de setembro — o menor valor desde 2012, conforme dados do programa DETER do INPE — o número de focos de incêndio no mesmo período disparou. 

De acordo com Gabriel Rodrigues, meteorologista do Portal Agrolink, entre 1º de janeiro e 8 de outubro, foram registrados 220.342 focos de incêndio, um aumento alarmante de 79% em relação ao mesmo período do ano passado, e o maior número desde 2010.

Mato Grosso emerge como o estado mais afetado, contabilizando 48.049 registros, o que representa 21,8% do total no Brasil. Municípios como Cáceres, Colniza e Barão de Melgaço estão entre os mais atingidos, com milhares de focos de incêndio relatados. Essa relação contraditória entre a redução do desmatamento e o aumento das queimadas é objeto de preocupação para especialistas, como o climatologista Carlos Nobre. Em entrevista ao Estadão, Nobre apontou que “menos de 3% das queimadas foram causadas por descargas elétricas”. Ele alertou que as ações criminosas continuam, uma vez que grupos que desmatam ilegalmente e grilam terras ainda operam, mesmo sob a repressão do Ibama e outras agências.

Somente no mês de setembro, as queimadas em Mato Grosso devastaram 3,1 milhões de hectares, uma área dez vezes maior que a cidade de Cuiabá, segundo o Instituto Centro de Vida (ICV). Desde o início do ano, o estado sofreu 6,8 milhões de hectares atingidos pelo fogo, o que representa 7,6% do seu território total e um aumento de 269% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os impactos econômicos também são alarmantes. Produtores de São Paulo e Mato Grosso enfrentam os maiores prejuízos, estimados em R$ 2,8 bilhões e R$ 2,3 bilhões, respectivamente. No total, as queimadas em todo o Brasil resultaram em perdas estimadas em R$ 14,7 bilhões, afetando particularmente os estados do Pará e Mato Grosso do Sul, que registraram R$ 2 bilhões e R$ 1,4 bilhões em perdas, respectivamente.

Gabriel Rodrigues também aponta que a estiagem severa e a baixa umidade do ar em Mato Grosso têm exacerbado a situação, favorecendo a propagação das chamas. Em contraste com o que ocorreu em 2020, quando o Pantanal foi o bioma mais afetado, neste ano o Cerrado e a Amazônia estão entre os mais destruídos, representando 49% e 42% das áreas queimadas, respectivamente.

Os incêndios registrados entre junho e agosto deste ano resultaram em um prejuízo estimado de R$ 14,7 bilhões para a agropecuária brasileira, conforme dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). As maiores perdas foram observadas nas cadeias produtivas de bovinos de corte, cana-de-açúcar e na qualidade do solo. Estados como São Paulo (R$ 2,8 bilhões), Mato Grosso (R$ 2,3 bilhões), Pará (R$ 2 bilhões) e Mato Grosso do Sul (R$ 1,4 bilhão) lideraram os prejuízos, com os maiores impactos econômicos sendo sentidos na pecuária e pastagem (R$ 8,1 bilhões), cercas (R$ 2,8 bilhões) e na produção de cana-de-açúcar (R$ 2,7 bilhões). A CNA ainda alertou que, como os incêndios continuaram em setembro, especialmente em São Paulo e Mato Grosso, os danos podem ser ainda maiores, e os números deverão ser revisados em breve.





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Dia será marcado por chuva forte em grandes áreas; veja previsão



Pancadas de chuva, nebulosidade e trovoadas. Esta quinta-feira (10) promete momentos de instabilidade em boa parte do país. Veja a previsão do tempo da parceria entre Canal Rural e Climatempo:

Sul

Ainda chove em grande parte da Região Sul. Tempo firme apenas no leste e sul do Rio Grande do Sul. A chuva vem a qualquer hora e ainda podem ocorrer alguns temporais isolados sobre o Paraná com potencial para ventos fortes.

Sudeste

Condição favorável para pancadas de chuva em todo o litoral e interior de São Paulo, Rio de Janeiro, sul de Minas e Espírito Santo. O dia terá nebulosidade variável, com o sol predominando em alguns momentos.

Centro-Oeste

Tempo instável e com chance de pancadas de chuva moderada a forte em todas as áreas da Região. Mais nuvens em Mato Grosso do Sul e no sul de Mato Grosso e Goiás com pancadas de chuva a qualquer momento do dia. Cuiabá e Brasília podem ter chuva forte com algumas trovoadas.

Nordeste

Nebulosidade aumenta no sul da Bahia, mas sem chuva. A região segue estável e com alerta de baixa umidade do ar, principalmente entre o norte da Bahia, sul do Piauí, Ceará e Maranhão.

Norte

Ainda chove no oeste e sul do Amazonas, no Acre, interior de Rondônia e de Roraima. No Amapá, bastante nebulosidade, mas sem chuva. Nas demais regiões, dia de tempo mais aberto e temperaturas altas.



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