quinta-feira, julho 30, 2026

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Anvisa atualiza normas de vigilância em portos e aeroportos



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atualizou as regras de vigilância epidemiológica em portos e aeroportos brasileiros.

Na prática, a norma, aprovada pela diretoria colegiada esta semana, trata de medidas para reduzir o risco de entrada e disseminação de doenças no país, por viajantes e mercadorias.

Em nota, a Anvisa destacou que tais medidas devem ser adotadas por administradores de portos e aeroportos brasileiros e também por companhias de transporte aéreo e marítimo que atuam nessas localidades. A previsão da agência é que as regras sejam publicadas ao longo dos próximos dias.

“Recentemente, algumas situações necessitaram de medidas de rígido controle e vigilância epidemiológica. Como exemplos, podemos citar os casos importados de sarampo e a emergência em saúde pública de importância internacional (ESPII) da nova variante do vírus causador da mpox na África.”

Quais são as mudanças

Entre as mudanças anunciadas está a exigência de planos de contingência pelos administradores de portos e aeroportos. “Agora, esses planos devem ser testados anualmente, em pontos de entrada estratégicos”.

A agência informou ainda ter simplificado atividades de detecção, resposta inicial e avaliação de riscos para viajantes com condições clínicas que não representem riscos para a saúde pública. “O objetivo, nesse caso, é destravar operações que antes aguardavam liberação da Anvisa”.

A nova norma também revoga a centralização de emissão do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) na Anvisa. O documento serve como comprovante de imunização para uma série de doenças e, atualmente, é emitido pelo Meu SUS Digital.



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Cenário é otimista em algumas regiões do Brasil com chuvas à vista; confira a previsão


Quem acompanhou a Abertura Nacional do Plantio da Soja, nesta sexta-feira (11), em Açailândia (MA), teve a oportunidade de conferir, em primeira mão, a previsão do tempo apresentada por Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural.

De acordo com as informações compartilhadas com os ouvintes do evento, a segunda quinzena de outubro será marcada por chuvas em praticamente todo o país, especialmente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, com acumulados que ultrapassam os 40 mm.

Além disso, chuvas também começaram a chegar ao Matopiba, embora em volumes menos expressivos. Entre os dias 20 e 24 do mês, as precipitações devem persistir no Brasil Central e em áreas do Matopiba, trazendo umidade que beneficia os produtores de soja do norte ao sul do país.

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Expectativas para novembro

Para novembro, as previsões indicam que as chuvas na região Norte ficarão abaixo da média. Entretanto, a boa notícia é que deve chover acima da média tanto no Sul quanto no Sudeste, garantindo a umidade necessária no solo e favorecendo o desenvolvimento do grão. O calor persiste em Mato Grosso e no interior do Matopiba, mas a tendência é que as temperaturas diminuam com a chegada das chuvas, ficando abaixo dos 40 graus.

As máximas esperadas variam entre 20 e 24 graus, enquanto as temperaturas devem oscilar entre 30 e 33 graus. Há uma tendência de anomalia mais quente em novembro no Norte e no Matopiba, enquanto o Centro-Oeste e Sudeste devem apresentar temperaturas mais amenas.

Impactos do La Niña

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Foto: Reprodução/Canva

A tendência é que o La Niña retorne gradualmente no Pacífico Equatorial, embora sua consolidação deva ocorrer apenas no início do verão. Os impactos desse fenômeno deverão ser mínimos, uma vez que não se espera chuvas acima da média no Matopiba e não há previsão de secas severas no Sul. Em outras áreas, o oceano continua muito aquecido, influenciando o clima global.



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Fazendas removem mais carbono do que emitem, revela pesquisa no Brasil e Uruguai



Uma recente pesquisa realizada em quatro estados brasileiros e no Uruguai revelou que propriedades rurais estão removendo mais carbono da atmosfera do que emitindo. A prática, considerada inovadora e sustentável, utiliza sistemas integrados como a integração lavoura-pecuária (ILP), resultando em alta produtividade e benefícios ambientais. Além disso, essas propriedades já veem oportunidades na comercialização de créditos de carbono, ampliando o impacto econômico da prática sustentável.

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O estudo, que envolveu 33 fazendas e cerca de 19 mil hectares, foi conduzido nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso e no Uruguai. A análise revelou que essas áreas sequestraram, em média, 0,92 toneladas de CO₂ equivalente por ano, totalizando 17.250 toneladas de carbono removidas da atmosfera anualmente.

Práticas que fazem a diferença

João Lucas Mattos, produtor rural em Charqueadas, Rio Grande do Sul, trabalha com integração lavoura-pecuária há quase uma década e destaca como o sistema permite aumentar a produtividade. “No inverno, triplicamos o número de animais na pastagem, e no verão, com o melhoramento do campo, conseguimos manter a mesma quantidade”, explica. Mattos também alcançou alta eficiência no manejo, com bovinos de 15 meses pesando em média 380 kg, além de um rendimento de carcaça de 53%.

O segredo para resultados tão expressivos está na adoção de boas práticas, como a rotação de pastagens, adubação eficiente e o uso de tecnologias modernas. Segundo Gustavo Heissler, gerente de sustentabilidade da SIA, a implementação de sistemas como ILP e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), além do plantio direto, contribui significativamente para a redução de emissões e aumento da remoção de gases.

Oportunidade econômica e ambiental

Além de promover um manejo sustentável, a pesquisa revela o potencial das propriedades rurais na comercialização de créditos de carbono. As boas práticas adotadas permitem que os produtores não apenas reduzam as emissões de gases de efeito estufa, mas também gerem créditos ao remover carbono da atmosfera.

Para João Lucas, a possibilidade de transformar essa prática em um retorno financeiro foi uma surpresa positiva. “No início, não acreditei muito na questão dos créditos de carbono, mas agora vejo como uma oportunidade real. Continuaremos adotando essas práticas para contribuir com o meio ambiente e, ao mesmo tempo, gerar benefícios para o nosso negócio”, afirma o produtor.

O estudo reforça que a intensificação produtiva pode ser uma aliada tanto para o agronegócio quanto para a preservação ambiental, provando que sustentabilidade e alta produção podem caminhar juntas no campo.



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USDA indica produção e estoques dos EUA acima do esperado



O relatório de outubro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,582 bilhões de bushels em 2024/25, o equivalente a 124,7,8 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 53,1,2 bushels por acre. O número ficou acima da expectativa do mercado, de 4,572 bilhões ou 124,4 milhões de toneladas. Em setembro, a estimativa era de 4,586 bilhões de bushels ou 124,8 milhões de toneladas. A produtividade estava estimada em 53,2 bushels por acre.

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Os estoques finais estão projetados em 550 milhões de bushels ou 14,97 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 542 milhões de bushels ou 14,75 milhões de toneladas. Não houve alteração na comparação com setembro.

O USDA está estimando exportações de 1,850 bilhão de bushels e esmagamento de 2,425 bilhões de bushels, repetindo as projeções do relatório anterior.



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AgroNewsPolítica & Agro

Exportação de carne de peru sofre queda acentuada


O Boletim de Conjuntura Agropecuária, divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), revelou que as exportações brasileiras de carne de peru registraram uma queda significativa nos primeiros oito meses de 2024. Segundo o Agrostat Brasil, o país exportou 38.054 toneladas de carne de peru no período, gerando uma receita de US$ 93,035 milhões. Esses números representam uma redução de 19,8% no volume e de expressivos 54,6% na receita cambial, quando comparados ao mesmo período de 2023, que teve 47.451 toneladas exportadas e uma receita de US$ 144,083 milhões.

Entre os principais estados exportadores, Santa Catarina lidera com US$ 38,335 milhões e 16.009 toneladas, seguido pelo Rio Grande do Sul com US$ 35,067 milhões e 13.841 toneladas, e Paraná, que exportou 8.180 toneladas, gerando US$ 19,550 milhões. Em comparação com o ano anterior, todos os estados apresentaram retração: Paraná teve uma queda de 26,6% no volume exportado, Rio Grande do Sul diminuiu 24,6%, e Santa Catarina, 10,8%. Em termos de receita, o Paraná registrou a menor queda, com 4,4%, enquanto o Rio Grande do Sul sofreu a maior perda, de 45,2%.

O preço médio da carne de peru “in natura”, que corresponde a 96,1% das exportações (36.577 toneladas), foi de US$ 2.386,81 por tonelada, uma redução de 12,7% em relação ao valor médio do ano anterior, que foi de US$ 2.735,07 por tonelada.

Os principais destinos das exportações de carne de peru brasileira foram México (6.473 toneladas, US$ 20,514 milhões), África do Sul (6.428 toneladas, US$ 9,005 milhões), Chile (4.949 toneladas, US$ 14,970 milhões), Países Baixos (4.329 toneladas, US$ 16,539 milhões) e Guiné Equatorial (1.705 toneladas, US$ 2,659 milhões). Comparando com o ano anterior, o México registrou queda de 43,3% no volume importado, a África do Sul reduziu suas compras em 22,2%, enquanto o Chile aumentou suas importações em 50,2%, e Guiné Equatorial apresentou alta de 45,2%.





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‘Os produtores estão reagindo para extinguir a Moratória da Soja’, afirma diretor-executivo da Aprosoja Brasil


No segundo painel da Abertura Nacional do Plantio da Soja, realizado nesta sexta-feira (11), na Fazenda Pau Brasil, em Açailândia (MA), foram discutidos temas cruciais para o setor agrícola brasileiro: a Moratória da Soja e a Lei Antidesmatamento da União Europeia.

Fabrício Rosa, diretor-executivo da Aprosoja Brasil, destaca que a moratória, que limita a venda de soja de áreas desmatadas no bioma amazônico, gerou insatisfação entre os produtores rurais, que afirmam não fazer parte desse acordo e não concordam com ele. Rosa questionou as sanções associadas: “Os produtores não podem vender, mas terão que fazer um ajuste de conduta”, explicou.

Desde sua implementação em 2008, a moratória teve um impacto significativo. Rosa e Luiz Pedro Bier, vice-presidente da Aprosoja-MT, ressaltaram que o acordo prejudica as fronteiras agrícolas e a economia local. Bier alertou que “o acordo gera prejuízos anuais de até 32 bilhões de reais em Mato Grosso, afetando especialmente os municípios mais vulneráveis”.

Luiz Pedro Bier, vice-presidente da Aprosoja-MT

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Pedido de revogação

A Aprosoja Mato Grosso tem se mobilizado para revogar a moratória. Na quarta-feira (9), a Assembleia Legislativa do estado aprovou um projeto de lei que retira incentivos fiscais para empresas que adotam a Moratória da Soja ou outros acordos que sobreponham a legislação nacional. A lei, aprovada em segunda votação com apoio das prefeituras, visa extinguir o acordo, que, segundo os produtores, traz mais prejuízos do que benefícios.

Os representantes agrícolas também afirmaram que as negociações com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) têm sido infrutíferas, com as solicitações dos produtores sendo sistematicamente ignoradas.

Lei Antidesmatamento na UE

Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil

A Lei Antidesmatamento da União Europeia, que proíbe a importação de produtos de áreas desmatadas após 2020, foi outro foco da discussão. Os participantes criticaram a legislação, considerando-a uma barreira comercial que favorece os produtores europeus em detrimento dos brasileiros.

Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil, reiterou que a legislação da UE é desproporcional e penaliza injustamente o Brasil, que adota práticas sustentáveis. Ele afirmou que o país está preparado para cumprir as exigências, mas as demandas europeias são inviáveis.

Recentemente, a Comissão Europeia sugeriu adiar a implementação da lei por um ano, permitindo que os países produtores se adaptem às novas exigências. Essa proposta, que se estende até 2026 para micro e pequenas empresas, foi vista como uma oportunidade de diálogo.

Os representantes da Aprosoja enfatizaram a importância da união entre os produtores para enfrentar os desafios e buscar soluções que atendam tanto às exigências internacionais quanto à realidade agrícola brasileira.



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especialistas debatem sustentabilidade, inovação e diversificação no agro


Esta sexta-feira (11) foi histórica para o Maranhão. O estado foi palco da Abertura Nacional do Plantio da Soja – Safra 2024/25, realizada na Fazenda Pau-Brasil, no município de Açailândia. Pela primeira vez, o Maranhão, parte da nova fronteira agrícola brasileira do Matopiba, recebeu este evento crucial para o agronegócio.

A ocasião, além de simbolizar o início da temporada de plantio, reuniu especialistas para debater temas essenciais como sustentabilidade, inovação e a diversificação na produção de soja.

Durante o evento, o chefe-geral da da Embrapa Territorial, Gustavo Spadotti, destacou a importância da gestão eficiente dos recursos naturais para manter a competitividade internacional do Brasil no setor.

Sua visão ressalta o papel do Brasil como líder em práticas sustentáveis, como o plantio direto e a rotação de culturas, alinhadas com a preservação ambiental, além de sistemas integrados, irrigação e de zoneamento agroclimático.

“Somos o único país capaz de expandir a produção de alimentos de forma sustentável. O diferencial do Brasil é o aumento da intensificação no uso da terra. É você ter mais de uma safra agrícola dentro daquele ano”, disse Spadotti.

Gustavo Spadotti, da Embrapa Territorial

Inovação e tecnologia: chaves para um futuro verde

Marcos Fava Neves, da FGV

Marcos Fava Neves, Chanceler da Harven Agribusines School, discorreu sobre a gestão do agro para sua transformação sustentável e uma visão de gestão alinhada com projeção de preços não tão grandes daqui para frente, chegando a um preço médio de US$ 10,4 por bushel nos próximos dez anos. 

A adoção de tecnologias avançadas, como a agricultura de precisão, foi destacada por Neves como essencial para aumentar a produtividade, e é o que tem feito o Brasil chegar onde chegou na produção de soja.

“O Brasil nesta safra vai ter simplesmente 40% da soja feita no mundo. Eu tenho um orgulho enorme disso. Chegar a ter 40% da soja do planeta, e quase 60% das importações de soja no mundo vêm do Brasil. Parabéns produtores! Vocês são o Real Madrid do agronegócio mundial”, diz Neves.

Cooperação e diversificação: o poder da união no agronegócio

Basílio Carloto, da Coopernorte

O diretor-presidente da Coopernorte, Basílio Carloto, compartilhou a visão da cooperativa, que se prepara para se tornar uma agroindústria de referência na região Norte.

Com um modelo de negócios inovador, a Coopernorte busca fortalecer o poder de barganha dos produtores na aquisição de insumos e na comercialização de grãos, além de uma prática de maior diversificação na produção agrícola.

“A agricultura não sobrevive se não fizer diversificação de cultura, não sobrevive se não fizer rotação de cultura, não sobrevive se não fizer o plantio direto, usar plantas de serviço. Isso que leva nossa região ter uma das maiores índices de produtividade do país”, disse Carloto.

A Abertura Nacional do Plantio da Soja destacou o exemplo do trabalho do produtor rural Fernando Sisto, da Agro São João. Em sua propriedade na região, ele adota a diversificação na agricultura para não depender apenas da soja.

“Chegamos nessa diversificação através de uma gestão dos três Ps, ou seja, investir nas pessoas no lugar certo, processos bem definidos, e um planejamento detalhado. Dessa maneira, aliado à nossa produção e ao nosso clima, isso vai trazer a mudança da realidade da nossa região”, declarou Sisto.

Um novo horizonte para o agronegócio

Os avanços da tecnologia agrícola são responsáveis pelo desenvolvimento da soja no Brasil. Foto: Wenderson Araujo (Trilux)/CNA

A Abertura Nacional do Plantio da Soja representa mais que o início de uma safra; é um símbolo da evolução do agronegócio rumo a um futuro que une sustentabilidade, inovação e cooperação.

O evento integra o Projeto Soja Brasil, iniciativa do Canal Rural e da Aprosoja Brasil.

A inciativa ainda conta com a coordenação técnica da Embrapa, consultoria da Safras & Mercado, Harven Agribusiness School e Climatempo, além de contar com os patrocínios da Mitsubishi, Intacta 2 Xtend e Campo Forte.

Matopiba

Áreas de Cerrado do Maranhão, assim como as do Tocantins, Piauí e Bahia, formam o Matopiba. A região compreende 337 municípios em 31 microrregiões geográficas, que somam cerca de 73 milhões de hectares.

A produção agropecuária do Matopiba é marcada pelas grandes colheitas de grãos, especialmente soja, milho e algodão. Segundo a Embrapa. com base na safra 2022/2023, do total da área, cerca de 4,8 milhões de hectares com plantio de soja, que somaram a produção total de 18,5 milhões de toneladas, representando cerca de 12,3% do total produzido no Brasil.



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Brasil tem 22,38 milhões de hectares atingidos pelo fogo em nove meses


Entre janeiro e setembro de 2024 o Brasil teve 22,38 milhões de hectares queimados pelos focos de incêndio que avançaram por todo país, mostrou o MapBiomas, no Monitor do Fogo divulgado nesta sexta-feira (11). Apenas em setembro foram 10,65 milhões de hectares – quase metade de toda a área atingida nos oito meses anteriores.

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O total equivale ao tamanho do estado de Roraima e é 150% maior que no mesmo período de 2023, quando o fogo atingiu 8,98 milhões de hectares. A vegetação nativa representa 73% da área queimada, principalmente formação florestal. Áreas de uso agropecuário também foram atingidas representando 20,5%.

Os estados Mato Grosso, Pará e Tocantins somaram mais da metade do território queimado e tiveram respectivamente 5,5 milhões, 4,6 milhões e 2,6 milhões de hectares atingidos pelo fogo. O município paraense de São Félix do Xingu foi o que mais queimou, seguido de Corumbá, no Mato Grosso do Sul.

Amazônia

Dentre os biomas brasileiros, a Amazônia foi a mais afetada e representou 51% do total do que o fogo alcançou nos nove primeiros meses do ano. Foram 11,3 milhões de hectares queimados no período.

De acordo com a diretora de ciências do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Ane Alencar, que coordena o MapBiomas Fogo, a crise dos incêndios na região em 2024 foi agravada por uma seca mais severa decorrente da intensificação das mudanças climáticas. “Isso se reflete nos números de setembro, onde metade da área queimada na região foi em formações florestais.”

A exemplo do que ocorreu em todo o país, o bioma amazônico queimou mais em setembro. Foram 5,5 milhões de hectares, dos quais 2,8 milhões eram de formação florestal. Entre as áreas em que o solo já havia sido convertido anteriormente pelo homem, as pastagens foram as mais afetadas pelo fogo, tendo 1,8 milhão de hectares queimados.

Cerrado

Em nove meses, o Cerrado teve 8,4 milhões de hectares consumidos pelo fogo, dos quais 4,3 milhões queimaram em setembro, maior área afetada nos últimos cinco anos, para o mesmo mês.

“Setembro marca o pico da seca no Cerrado e isso torna o impacto do fogo ainda mais severo. Com a vegetação extremamente seca e vulnerável, o fogo se espalha rapidamente, resultando inclusive na baixa qualidade do ar nas cidades próximas”, explica Vera Arruda, pesquisadora no Ipam e coordenadora técnica do Monitor do Fogo.

Pantanal

Na média dos últimos cinco anos, o Pantanal foi o bioma que observou maior aumento de área queimada nos nove primeiros meses do ano. O crescimento foi de 2.306% em 2024, na comparação com a média.

Foram1,5 milhão de hectares consumidos pelo fogo, dos quais 318 mil hectares foram atingidos no mês de setembro, quando 92% da área queimada foram de vegetação nativa.

Outros biomas

De todo o território afetado pelo fogo, a Mata Atlântica queimou 896 mil hectares, sendo a maioria, 71%, de área agropecuária. Já a Caatinga e os Pampas tiveram redução na área atingida por incêndios de janeiro a setembro de 2024, com respectivamente 151 mil hectares e 3,1 mil afetados.



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previsão de chuva e raios em várias regiões do Brasil



Saiba como o clima irá se comportar neste final de semana em todo o país:

Sábado (12)

Sul

Há condições para pancadas de chuva no litoral norte, na Serra e no norte do Rio Grande do Sul, além do oeste, sul e litoral de Santa Catarina, e no litoral e nordeste do Paraná. O sábado será de mais sol e tempo firme no interior da região.

Sudeste

O sol aparece com bastante nuvens na maior parte da região e pode chover em forma de pancadas no centro-sul e leste de São Paulo, no noroeste e norte de Minas Gerais. O tempo fica mais encoberto e chuvoso no Rio de Janeiro, no sul e Triângulo Mineiro, e no sul do Espírito Santo.

Centro-Oeste

O tempo segue mais instável no centro-leste de Mato Grosso, centro-sul e leste de Goiás, com chance de chuva forte. As pancadas podem ocorrer à tarde no Distrito Federal, no nordeste de Mato Grosso do Sul e nas demais áreas entre o norte de Goiás e de Mato Grosso.

Nordeste

Chove de maneira rápida no litoral de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Há pancadas mais isoladas no sul do Maranhão e tempo firme nas demais áreas. A temperatura sobe, especialmente no Piauí e Ceará, com atenção para a baixa umidade no interior de ambos os estados.

Norte

O dia será de sol em todas as áreas da região, sem previsão de chuva no norte do Pará e no Amapá. O tempo ficará firme em Manaus e Boa Vista, mas há chance de pancadas de chuva e risco de raios e trovoadas no Tocantins, Acre, Rondônia, oeste de Roraima e no interior e sul do Amazonas e Pará.

Domingo (13)

Sul

O domingo pode começar com mais nuvens no sul e norte do Rio Grande do Sul, oeste e interior de Santa Catarina e na maior parte do Paraná, mas já sem expectativa de chuva. As temperaturas serão mais amenas e o tempo firme, inclusive nas capitais.

Sudeste

A frente fria continuará se afastando para alto mar, na altura do Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo, ainda estimulando a formação de nuvens carregadas nessas áreas. O tempo segue firme na maior parte de São Paulo, com nuvens médias altas ao longo do dia, enquanto em Minas Gerais, entre a Zona da Mata, centro e noroeste do estado, a chuva deverá ocorrer em forma de pancadas.

Centro-Oeste

O dia será abafado, com algumas aberturas de sol em Mato Grosso, no noroeste de Mato Grosso do Sul e no interior de Goiás. Pode chover a qualquer momento, com períodos de melhora. Há risco de chuva moderada a forte, acompanhada de raios e trovoadas.

Nordeste

Chuva rápida e passageira desde o litoral de Alagoas até o litoral da Paraíba. O dia será de sol, muito calor e ar seco no sul do Maranhão, Piauí, interior do Ceará e norte da Bahia, sem previsão de chuva. Atenção para ventos moderados a fortes na costa norte da região.

Norte

Há condições para pancadas de chuva no Acre, Rondônia, oeste e norte do Amazonas e no sul do Pará. O dia será abafado, com chance de chuva, raios, trovoadas e alguns temporais localizados. Chove com moderada a forte intensidade no oeste e sul do Tocantins. Palmas, Belém e Macapá terão tempo firme.



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AgroNewsPolítica & Agro

PIB do agronegócio da Bahia alcança R$ 35,1 bilhões


Segundo dados divulgados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura, agronegócio baiano registrou um crescimento expressivo no segundo trimestre de 2024, com alta de 13,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Produto Interno Bruto (PIB) do setor, divulgado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), atingiu R$ 35,1 bilhões em valores correntes, representando 28,4% da atividade econômica do estado. O bom desempenho do setor reforça a importância do agronegócio para a economia baiana, consolidando sua posição como um dos principais motores de crescimento no estado.

O destaque no período foi para o agregado II, que compreende a agropecuária em si, respondendo por 59,6% da atividade total do agronegócio. A colheita de culturas como soja, milho e algodão, tradicionais na Bahia, foi determinante para esse avanço, já que o segundo trimestre é historicamente o mais forte para a produção agrícola no estado.

A SEI classifica o PIB do agronegócio em quatro agregados: o agregado I, que engloba insumos para a agropecuária; o agregado II, que inclui agricultura, pecuária, silvicultura, extrativismo vegetal e pesca; o agregado III, que se refere às indústrias que utilizam produtos do agregado II; e o agregado IV, que abrange transporte, comércio e serviços ligados à distribuição dos produtos agrícolas.

No acumulado do primeiro semestre de 2024, o setor movimentou R$ 51,96 bilhões, representando 21,69% do PIB da Bahia. Comparado ao primeiro semestre de 2023, o crescimento foi de 5,2%. Esse avanço reflete a relevância do agronegócio não apenas como um componente fundamental da economia estadual, mas também como um impulsionador da dinâmica econômica baiana.

O aumento da participação do agronegócio no PIB baiano no segundo trimestre é atribuído, principalmente, à sazonalidade da produção agrícola, que concentra colheitas nesse período, e à valorização de produtos como café, laranja e frutas, que puxaram o crescimento do setor. Enquanto no primeiro trimestre de 2024 o agronegócio representava 13,7% da economia do estado, essa participação saltou para 28,4% no segundo trimestre, sinalizando uma trajetória de expansão robusta.





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