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Foto: Pixabay
O mercado de carne de frango inicia outubro com comportamentos distintos em diferentes regiões do país. Segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o tradicional aumento na demanda, impulsionado pelo recebimento de salários, tem elevado os preços da carne de frango em várias praças. Contudo, em algumas regiões, o descompasso entre oferta e demanda levou a uma leve queda nas cotações do frango vivo.
Os pesquisadores do Cepea destacam que, apesar dessa variação regional, o aquecimento das vendas de cortes de frango e a manutenção de estoques em baixos níveis contribuíram para ajustes positivos nos preços de todos os produtos analisados pelo Centro de Pesquisas. A elevação dos valores reflete a demanda mais intensa, principalmente em um momento de reabastecimento de mercados e consumidores que têm priorizado a carne de frango devido ao seu custo-benefício em comparação a outras proteínas.
Enquanto isso, os produtores lidam com desafios relacionados à oferta, buscando equilibrar a produção para atender a demanda crescente sem gerar sobrecargas nos custos de criação. O cenário promete seguir dinâmico, com os preços podendo sofrer novas oscilações conforme a oferta se ajusta ao longo do mês.
Em setembro de 2024, o Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP) apontou R$ 13,53 no Centro-Oeste e R$ 11,86 no Sudeste. No comparativo com agosto de 2024, o ICAP no Centro-Oeste registrou queda de 1,24%, enquanto no Sudeste houve um aumento de 6,94%, rompendo a sequência de quedas observadas desde março.
Esse aumento no Sudeste reflete o término dos benefícios da safra e da renovação dos estoques, agora pressionados pela demanda crescente e condições climáticas adversas, como queimadas e migração dos animais para o cocho. A busca por proteína animal no mercado interno e externo também contribuiu para elevar os custos.
No Centro-Oeste, a redução do ICAP foi impulsionada pela queda nos preços de insumos energéticos (-7,21%), proteicos (-7,04%) e volumosos (-7,67%) entre junho e agosto. Insumos como silagem de milho grão úmido (-16,21%), caroço de algodão (-13,22%) e milho grão seco (-4,47%) lideraram essa redução. O custo da tonelada de matéria seca da dieta de terminação atingiu R$ 1.016,93, uma queda de 4,43%.
Já no Sudeste, o aumento foi influenciado pela alta dos insumos volumosos (+23,92%) e energéticos (+3,62%). A silagem de cana (+33,05%) e o bagaço de cana (+16,41%) foram os maiores responsáveis, enquanto a polpa cítrica (+9,79%) também impactou o custo. A tonelada de matéria seca chegou a R$ 1.053,64, um aumento de 2,98%.
Comparando com setembro de 2023, os custos de engorda caíram: -4,43% no Sudeste e -2,94% no Centro-Oeste. A redução no custo da dieta tem sido um alívio para pecuaristas, mas é essencial monitorar indicadores, pois a especulação pode elevar os custos no médio prazo.
O Ministério de Minas e Energia (MME) vai decidir na terça-feira (15) sobre adoção do horário de verão no Brasil ainda este ano. O ministro Alexandre Silveira vai se reunir com a equipe técnica no prédio da pasta em Brasília para definir a questão.
Diante da urgência da decisão, Silveira reduziu em uma semana o período de férias e retornará ao trabalho na próxima segunda-feira (14).
“O resumo da ópera é que se houver risco energético, não interessa outro assunto a não ser fazer o horário de verão”, afirmou Silveira nesta sexta-feira (11), em Roma, após participar como palestrante do último painel II Fórum Internacional Esfera.
“Se não houver risco energético, aí é um custo-benefício que terei a tranquilidade, a serenidade e a coragem de decidir a favor do Brasil e a favor do Brasil nem sempre quer dizer que vai economizar meio por cento, um por cento na conta de energia, porque qual impacto nos outros setores? Isso tem que ser um equilíbrio. Ainda bem que a política de diálogo voltou. Com essa política a gente tem tranquilidade e com muita profundidade chegar a um momento em que a gente possa mostrar com clareza qual o melhor caminho a seguir”, acrescentou o ministro, ressaltando que “não tem como não ser esta semana, porque não daria tempo de aproveitar a melhor janela que é novembro, se não for tomada a decisão, esta semana”.
De acordo com Silveira, a reunião foi marcada para terça-feira por causa da “imprescindibilidade de ser agora” e, para isso, é preciso que seja de imediato para permitir que os setores que serão impactados se preparem, embora, segundo ele, o cuidado que teve de conversar com os setores muito importantes para que se planejam.
“Se tem algo que não se pode abrir em uma política pública com essa dimensão, é a questão da previsibilidade. A importância maior do horário de verão e tem muita importância é entre 15 de outubro e 30 de novembro. Até 15 de dezembro tem uma importância vigorosa, não que ele não tenha depois, mas vai diminuindo a curva da importância dele”, disse.
Silveira destacou que o horário de verão é uma política pública aplicada mundialmente e não deve ser tratado como uma questão ideológica. “Primeiro quero registrar que o horário de verão é uma política pública que não é nacional. É implementada em vários países e em especial em países desenvolvidos. É uma política pública que não deve ser tratada como uma questão ideológica e ela foi tratada pelo governo anterior assim, simplesmente extirpando ela em 2019”, observou.
Crise hídrica
O ministro acrescentou que as usinas hídricas e hidrelétricas, quando não são, como é o caso de Belo Monte, localizada no Rio Xingu, no Pará, que não conseguiu licenciamento para fazê-la com reservatório, elas dependem naturalmente das questões pluviométricas. Os números indicam que a crise hídrica atual é grave.
“O Cemaden [Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais] apurou que desde 1950, quando ele mede a questão pluviométrica no Brasil, nós vivemos a pior crise hídrica dos últimos 73 anos, o que nos levou, se nós não tivéssemos feito medidas preventivas, como diminuir a vazão de Jupiá e Porto Primavera, corajosas que tomamos durante o ano, preservando 11% de água doce nos nossos reservatórios, hoje nós teríamos problema energético no Brasil. Não temos, temos tranquilidade para este período, mas temos que nos equilibrar entre segurança e modicidade tarifária e temos que preparar também o planejamento para 2026”, comentou.
Eleição de 2024
Foto: Rovena Rosa/ Agência Brasil
O ministro Alexandre Silveira disse ainda que, caso seja adotado pelo governo, o horário de verão não vai impactar o segundo turno da eleição, marcado para o dia 27 deste mês.
“Se ele for decretado, não pega a eleição, porque tem que ter no mínimo 20 dias para que setores extremamente importantes se planejem, como o setor aéreo por causa das conexões internacionais e outros setores também como segurança pública”.
Ele que tudo está sendo analisado com todo o cuidado e serenidade. “Imagine a responsabilidade de uma decisão como essa de um ministro de estado. Se ele o faz sem necessidade está naturalmente tomando uma medida que tem transversalidade e tem custo em alguns setores da economia, apesar de que para outros é benéfico, mas em alguns da economia muito contundentes. Se ele não faz, e dá um problema, a responsabilidade é do ministro. Um problema energético não é um problema é um problemaço”, explicou sobre a complexidade da decisão.
O ministro lembrou que o presidente Lula já disse em entrevista que essa decisão não é política e delegou a condução dela ao seu ministro de estado.
“O farei, com a coragem de quem tem que decidir. O farei muito ancorado em bases técnicas e em sensibilidade política e social, para que a gente defendendo, como eu defendo o horário de verão como política pública, só use mão dessa política pública se ela for imprescindível para assegurar energia para o Brasil e diminuir os custos que não impactem mais negativamente e faça economia para o consumidor”, completou.
O mercado físico do boi gordo apresenta continuidade do movimento de alta no decorrer da sexta-feira (11). De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o ambiente de negócios ainda sugere pela renovação das máximas da atual temporada no curto prazo.
“Bastante compreensível diante de uma oferta anêmica de animais terminados mantendo as escalas de abate apertadas, na pior posição do ano. Importante mencionar que a demanda permanece superaquecida, em especial quando se trata de exportações, com o país caminhando a passos largos para superar a marca das 4 milhões de toneladas em equivalente carcaça” disse o analista Allan Maia.
Preços da arroba do boi
São Paulo: até R$ 305 a arroba à vista
Minas Gerais: até R$ 295 a prazo
Goiás: até R$ 285 a prazo
Mato Grosso do Sul: em Naviraí, negócios a R$ 290 a prazo
Mato Grosso: em Rondonópolis, negócios em até R$ 270
Mercado atacadista
Foto: Ministério da Agricultura
O mercado atacadista se depara com preços firmes, ainda em perspectiva de alta no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo ao longo da cadeia produtiva.
“Soma-se a isso o baixo nível dos estoques no decorrer de outubro, algo natural diante da grande dificuldade na composição das escalas de abate”, disse Maia.
Quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23, por quilo. Quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,00, por quilo. Ponta de agulha permanece precificada a R$ 17,00, por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,52%, sendo negociado a R$ 5,6139 para venda e a R$ 5,6120 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5584 e a máxima de R$ 5,6534. Na semana, a moeda teve valorização de 2,91%.
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A Sima desenvolveu uma ferramenta de monitoramento georreferenciado – Foto: Pixabay
O cultivo de amendoim tem se destacado no Brasil como alternativa para rotação de culturas, especialmente em áreas de reforma de cana-de-açúcar, trazendo benefícios ao solo e aos produtores. Com 80% da produção nacional concentrada em São Paulo e uma área plantada de 248,2 mil hectares, a segunda maior desde o início da série histórica da Conab, o Brasil também lidera as exportações de óleo de amendoim, com 86 mil toneladas, segundo o USDA. Para potencializar essa cultura, a AgTech Sima tem ampliado sua atuação, oferecendo tecnologias que aumentam a eficiência no campo, como explicou Felipe de Carvalho, coordenador da empresa no Brasil.
A Sima desenvolveu uma ferramenta de monitoramento georreferenciado que permite identificar e controlar pragas e doenças desde o plantio até a colheita, sendo eficaz especialmente contra a Mancha preta, causada pelo fungo *Cercosporidium personatum*. Presente nas principais regiões produtoras, essa doença pode reduzir em mais de 50% a produtividade, tornando fundamental o monitoramento. A ferramenta da Sima permite identificar, por meio de fotografias, o grau de severidade das infecções, facilitando uma ação rápida e precisa para mitigar perdas.
Para controlar a Mancha preta, é recomendado remover restos culturais infectados, ajustar a data de plantio e seguir um programa de pulverizações fungicidas iniciado entre 30 e 40 dias após a semeadura. Com tecnologias adaptadas, a Sima visa ajudar produtores a aumentar a produtividade e a rentabilidade de suas lavouras de amendoim, consolidando a importância da precisão no monitoramento agrícola.
O mercado brasileiro de soja teve dois momentos distintos nesta sexta-feira (11). Antes da divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os preços domésticos eram firmes e houve registro de negócios. Depois, as cotações passaram a recuar, travando o mercado.
No fechamento da sessão, os preços ficaram mistos, com os vendedores recusando baixar suas pedidas.
Preços da soja no Brasil
Passo Fundo (RS): seguiu em R$ 134
Região das Missões: estabilizou em R$ 133
Porto de Rio Grande: seguiu em R$ 141,50
Cascavel (PR): valorizou de R$ 138,50 para R$ 139
Porto de Paranaguá (PR): se manteve em R$ 143
Rondonópolis (MT): ficou em R$ 136
Dourados (MS): permaneceu em R$ 136
Rio Verde (GO): desvalorizou de R$ 131 para R$ 130
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira em baixa, revertendo os ganhos iniciais e ampliando as perdas acumuladas ao longo da semana.
O ponto de reversão da recuperação técnica foi o relatório de outubro do USDA.
Relatório do USDA
O relatório trouxe números de safra e estoques norte-americanos acima do esperado, confirmando a produção recorde dos Estados Unidos à medida que colheita avança naquele país.
Completando o cenário baixista, a previsão é de chuvas nos próximos dias no Brasil, beneficiando o plantio e afastando os temores recentes de perdas de produtividade.
O relatório indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,582 bilhões de bushels em 2024/25, o equivalente a 124,7,8 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 53,1,2 bushels por acre.
O número ficou acima da expectativa do mercado, de 4,572 bilhões ou 124,4 milhões de toneladas. Em setembro, a estimativa era de 4,586 bilhões de bushels ou 124,8 milhões de toneladas. A produtividade estava estimada em 53,2 bushels por acre.
Os estoques finais estão projetados em 550 milhões de bushels ou 14,97 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 542 milhões de bushels ou 14,75 milhões de toneladas. Não houve alteração na comparação com setembro.
Safra mundial de soja
Foto: Ivan Bueno/APPA
O USDA projetou safra mundial de soja em 2024/25 de 428,9 milhões de toneladas. Em setembro, o número era de 429,2 milhões. Para 2023/24, a previsão é de 394,71 milhões de toneladas.
Os estoques finais para 2024/25 estão estimados em 134,7 milhões de toneladas, acima da previsão do mercado de 134,3 milhões de toneladas. No mês passado, a previsão era de 134,6 milhões de toneladas. Os estoques da temporada 2023/24 estão estimados em 112,4 milhões de toneladas. O mercado esperava número de 112,2 milhões de toneladas.
Para a produção brasileira, o USDA manteve as estimativas em 153 milhões de toneladas para 2023/24 e em 169 milhões para 2024/25. Para a Argentina, a previsão para 2023/24 foi mantida em 48,1 milhões. Para 2024/25, a estimativa é de 51 milhões de toneladas, sem alteração sobre o mês anterior.
As importações chinesas em 2023/24 foram elevadas de 111,5 milhões para 112 milhões de toneladas. Para a próxima temporada, a previsão é de um número de 109 milhões de toneladas, repetindo o mês anterior.
Contratos futuros
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 9,25 centavos de dólar, ou 0,91%, a US$ 10,05 1/2 por bushel. A queda semanal superou 3%. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,21 por bushel, com perda de 10,50 centavos ou 1,01%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,00 ou 0,31% a US$ 315,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 43,33 centavos de dólar, com baixa de 0,43 centavo ou 0,98%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,52%, sendo negociado a R$ 5,6139 para venda e a R$ 5,6120 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5584 e a máxima de R$ 5,6534. Na semana, a moeda teve valorização de 2,91%.
O programa Cooperativismo em Notícia deste sábado traz como destaques a terceira corrida Alfa, realizada em Chapecó, Santa Catarina, que reuniu mais de 1,3 competidores, bem como a família Nespolo no quadro Gente que Faz o Agronegócio:
Corrida do Bem: realizada pela Cooperalfa, a terceira Corrida Alfa foi um sucesso de público. O evento já tradicional trouxe corredores de todas as regiões e até mesmo de outros estados. Assim, a Cooperalfa valida o sétimo princípio do cooperativismo: o interesse pela comunidade. Com 1.360 inscritos, 40% a mais do que no evento do ano passado, a corrida Alfa começou ainda nos primeiros raios de sol. O percurso, escolhido pela organização, teve retas, subidas e descidas, com grandes dificuldades, como requer toda boa prova. O atleta Diego Andrade levou a melhor na prova de 5 km masculino e a Rafaela Roman foi a campeã no feminino. Já na prova dos 10 km, destaque para o Mauro Freitag, campeão no masculino e Mariana dos Santos, no feminino.
Família exemplar: ser exemplo de produtor rural em um universo onde a grande maioria se destaca não é fácil. É preciso ter gestão, foco no que realmente dá resultados, fazer investimentos sólidos, sem jamais esquecer a sucessão rural. Porque, esse dia, em algum momento, vai chegar. E a família Nespolo, nesse sentido, está trilhando um belo caminho. A propriedade era do pai do Ivonei, que mais tarde casou com a Andriana e, de presente, ganhou uma filha: a Morgana. E são eles que tocam uma granja onde a avicultura e o leite formam o ganha pão de todo o santo mês. A história dos Nespolo está intimamente ligada à da Copérdia. O pai do Ivonei, o Seu Valdomiro, foi um dos fundadores da cooperativa.
O programa Cooperativismo em Notícia é produzido pela equipe de comunicação da Fecoagro/SC e veiculado pelo Canal Rural aos sábados, as 8h30, com reprises às terças-feiras, às 13h30.
Na última semana, animais resgatados dos incêndios em Mato Grosso foram retirados às pressas de uma unidade de tratamento após um incêndio florestal chegar muito próximo ao local onde os animais estavam.
A operação de retirada foi feita na base de atendimento onde os animais se encontravam, na rodovia Transpantaneira, próximo da cidade de Poconé, a 104 km de Cuibá (MT).
A orientação para a ação foi dada pelo Sistema de Comando de Incidentes (SCI) Emergência fauna Pantanal 2024, formado pelo Ibama e ICMBio.
“Com base nas informações do SCI Fogo, os focos de incêndio estavam a apenas quatro quilômetros da base, levando o comando a recomendar pela evacuação imediata dos animais”, disse a veterinária do Ibama, Marília Gama.
Transferência de animais
A partir da articulação interinstitucional entre a equipe do SCI Fauna e Sema-MT, foram transferidos quatro animais: um tamanduá, um veado, uma anta e uma onça-parda. Os três primeiros, que haviam sido resgatados anteriormente de incêndios e apresentavam ferimentos nas patas, foram encaminhados para o Posto de Atendimento Emergencial de Animais Silvestres (Paeas), situada na entrada da Transpantaneira.
A onça, recebida ainda filhote, está em processo de reabilitação para futura soltura e será acolhida pelo Centro de Reabilitação de Animais Silvestres do estado de Mato Grosso do Sul (Cras/MS), onde continuará a receber os cuidados essenciais.
“Assim que a base estiver segura novamente, os animais retornarão. Após o cuidado de saúde e reabilitação, eles poderão voltar para o seu habitat”, ressaltou Marília.
A operação foi realizada em conjunto entre o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) e Instituto Ampara Pantanal.
Neste sábado, 12 de outubro, é comemorado o Dia do Engenheiro Agrônomo. A profissão é uma das responsáveis pelo patamar de liderança que o agronegócio brasileiro alcançou nas últimas décadas.
Produtores rurais que trabalham diariamente com a terra e que, por motivos variados, não conseguiram se profissionalizar, contam com esses especialistas para melhorar os seus resultados.
Exemplo disso é a produtora de morangos Rosana Aparecida Gabardo Pallu, de Mandirituba, no sudeste do Paraná. Ela começou a sua jornada no campo há pouco mais de cinco anos. Trabalhou por muitos anos como confeiteira, mas o verdadeiro sonho sempre foi o de se dedicar à produção agrícola.
Assim, a oportunidade de cultivar a fruta veio através do empenho pessoal, mas também graças à parceria com uma engenheira agrônoma.
“A parte da gestão é fundamental. Nós estávamos perdidos porque a mão de obra aqui é constante, dia a dia você trabalhando, sem tempo de parar e contar o que que você vendeu, o seu lucro. O agricultor não consegue fazer isso, eu não conseguia”, declara Rosana.
Salto na produção de morango
Com o direcionamento da engenheira agrônoma Vanessa Reinhart e de diversos outros profissionais, a propriedade de Rosana evoluiu rapidamente. Com isso, em 2021, a produção começou a crescer, contando com duas estufas, 10 mil pés de morango e uma produtividade de 12 toneladas do produto por ano.
A continuidade do auxílio técnico fez ser possível instalar mais duas estufas, levando a colheita média chegar a 18 toneladas por ano, ou seja, um aumento de 50% frente ao que era obtido inicialmente.
O crescimento exigiu maior organização administrativa. O apoio da engenharia trouxe mais eficiência para os negócios com planejamento e manejo sustentável das culturas, o que também trouxe maior rentabilidade à propriedade.
“Nós fazemos a nossa parte de plantar o morango, de colocar a mão na terra, e eles fazem a parte que eles estudaram para fazer. A parte deles aqui é fundamental. Eu só tenho a agradecer”, declara Rosana.
Encarar a propriedade como empresa
Vanessa, que também é coordenadora de assistência técnica do Sistema Faep, exalta a harmônia entre as funções.
“O produtor sabe produzir, sabe fazer os manejos, os tratos, mas se ele quer realmente avançar, se ele quer ter essa visão da propriedade como uma empresa e se ele quer ter essa melhoria na gestão, precisa ter um acompanhamento mais detalhado, mais próximo. Então o engenheiro agrônomo consegue ter essa visão macro da propriedade”.
A Rosana reforça a importância desse profissional. “Me ajudou muito, [agora] eu tenho clareza da parte de vendas, da parte de dinheiro. Eu tenho uma visão que eu não tinha antes. Sabia plantar, colher, mas não tinha visão do lucro, da parte financeira mesmo. Devo isso aos agrônomos que me orientaram para eu conseguir essa produção que eu tenho hoje em dia”.
O plantio de soja em Mato Grosso atingiu 8,81% da área estimada para a safra 2024/25 até esta sexta-feira (11), segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA). Essa evolução representa um aumento de 6,73 pontos percentuais em relação à semana anterior, mas o avanço ainda é considerado atrasado devido ao início da temporada seco.
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O aumento das queimadas na região preocupa os agricultores, impactando diretamente o calendário de plantio. Lucas Costa Bêber, presidente da Aprosoja-MT, destaca a urgência de implementar medidas de prevenção e manejo. O atraso das chuvas forçou os produtores a recorrer a áreas irrigadas por pivô central, mas a fumaça reduz a luminosidade, levando muitos a adiar o plantio para garantir melhores condições de fotossíntese e produtividade.
Além de comprometer a soja, o atraso nas chuvas também afeta o plantio do milho, ampliando as preocupações sobre a produção de ambas as culturas. Bêber ressalta a importância do plantio direto sobre a palha, que conserva a umidade do solo e recicla nutrientes, contribuindo para a produtividade. Essa prática se torna essencial, pois as queimadas exigem altos investimentos em controle e representam riscos à segurança e ao patrimônio dos produtores.