quarta-feira, julho 29, 2026

Agro

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Azeites de oliva extravirgem do RS ganham certificação de qualidade



Vinte e um azeites de oliva extravirgem, produzidos por dez marcas do Rio Grande do Sul, receberam a certificação na edição 2024 do selo Produtos Premium Origem e Qualidade RS. O selo concedido pela Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict) do estado, em parceria com o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), será aplicada em cerca de 40 mil garrafas da safra atual.

“Nosso selo atesta não apenas a excelência no sabor e na pureza do azeite, mas também a autenticidade da sua origem, agregando valor ao produto e reforçando a confiança dos consumidores”, destaca a titular da Sict, Simone Stülp. 

Assim como nas edições anteriores, os azeites da safra 2024 passaram por critérios rigorosos de comprovação de procedência e qualidade, que incluíram análises físico-químicas, sensoriais e documental. 

O processo de certificação contou com a parceria do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), único laboratório de análise sensorial de azeite no Brasil reconhecido pelo Conselho Oleícola Internacional (COI). Isso permitiu o cumprimento dos padrões de qualidade exigidos, com o fornecimento de infraestrutura adequada para a realização da análise sensorial e a continuidade no treinamento dos painelistas. 

Os consumidores poderão encontrar as garrafas seladas em lojas de e-commerce, nas redes sociais das marcas, em alguns supermercados e em lojas especializadas. Além disso, estarão disponíveis na Feira do Azeite Gaúcho, realizada no pátio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) todo primeiro e terceiro sábados de cada mês. A Seapi fica na Av. Getúlio Vargas, 1.384, Menino Deus, Porto Alegre (RS). 

O programa Produtos Premium é coordenado pela Sict e atua em diversos setores produtivos do estado, como o azeite de oliva, a carne bovina, a carne de cordeiro e a cachaça.

O objetivo é estimular e sensibilizar empreendedores sobre a importância estratégica da agregação de valor aos produtos como uma forma de diferenciação em relação à competição por preço e qualidade, centrada, normalmente, na redução de custos e na produção em grande escala. Confira a lista completa de azeites de oliva extravirgens selados como produto premium.  


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Previsão de chuvas fortes ajuda a anular risco de incêndios no campo



Confira como fica o clima para a semana de 14 a 19 de outubro:

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Sul

A segunda-feira (14) começa com áreas de instabilidade que organizam nuvens de chuva no oeste e sudoeste do Rio Grande do Sul. O sol aparece ao longo da manhã, mas pancadas de chuva são esperadas à tarde e à noite.

O litoral do Paraná e Curitiba terão um dia mais nublado, com possibilidade de chuvisco, enquanto o tempo segue firme no interior da região. Durante a semana, duas frentes frias provocarão temporais no Rio Grande do Sul, na terça-feira (15), mas sem previsão de chuva para Santa Catarina e Paraná.

Na sexta-feira (18), a segunda frente fria trará temporais para os três estados. Há risco de rajadas de vento intensas, superiores a 70 km/h, e possibilidade de queda de granizo, o que pode causar danos a lavouras, estruturas agrícolas e queda de árvores, além de possíveis interrupções no abastecimento de energia.

O acumulado de chuva na semana deve variar entre 20 e 50 mm, mantendo a umidade do solo e sem prejudicar os trabalhos no campo.

Sudeste

A semana começa com tempo abafado, sol e pancadas de chuva no noroeste e norte de Minas Gerais, no Rio de Janeiro e no sul do Espírito Santo. Também há mais umidade no norte do Espírito Santo e no Vale do Jequitinhonha, com céu encoberto e chance de temporais. O tempo fica firme na maior parte de São Paulo, no sul e Triângulo de Minas Gerais.

Nos próximos cinco dias, o acumulado de chuva deve ficar entre 40 e 60 mm no estado de São Paulo, sul e oeste de Minas Gerais, incluindo o Triângulo Mineiro, favorecendo a reposição hídrica do solo e o início da safra 2024/2025. No Rio de Janeiro, Espírito Santo e leste de Minas Gerais, os acumulados ficam em torno de 20 mm, elevando a umidade do ar e reduzindo o calor.

Em todos os quatro estados, o risco de incêndios é praticamente nulo nos próximos dias.

Centro-Oeste

A semana começa com chuva forte, risco de raios e trovoadas em Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal. As pancadas de chuva podem acumular volumes mais altos, com tempo abafado. Chove apenas no extremo noroeste de Mato Grosso do Sul, enquanto Campo Grande terá um início de semana com tempo firme.

Há alerta para temporais durante a semana, com risco de granizo e rajadas de vento de até 60 km/h, podendo danificar lavouras, estruturas agrícolas e causar queda de árvores e interrupções no fornecimento de energia nos três estados.

Nos próximos cinco dias, o volume de chuva pode superar 100 mm em Mato Grosso e no oeste de Goiás, revertendo o déficit hídrico dessas regiões e proporcionando umidade suficiente para o início da safra 2024/2025.

Em Mato Grosso do Sul, são esperados pelo menos 40 mm no centro-norte, enquanto o centro-sul terá uma semana mais firme, com temperaturas de até 36°C e chuvas passageiras de 15 a 20 mm.

A tendência é de recuperação das pastagens nos três estados.

Nordeste

Pancadas de chuva estão previstas para o oeste, sul e litoral da Bahia, e do litoral de Alagoas até o Rio Grande do Norte. O sol aparece pela manhã, e as chuvas ocorrem de forma intercalada com períodos de tempo firme.

O Maranhão, Piauí, Ceará e o interior de Pernambuco terão tempo firme, com umidade baixa. Um pulso de chuva deve avançar pela região, diminuindo o calor. Em cinco dias, os acumulados de chuva podem chegar a 40 mm no centro-sul do Maranhão, Piauí, Ceará, oeste e sul da Bahia, ajudando a repor a umidade do solo.

Nas demais áreas, os acumulados devem variar entre 5 e 10 mm, elevando a umidade do ar e reduzindo o risco de incêndios. Produtores no interior da região devem ficar atentos, pois as temperaturas ainda devem chegar a 38°C, inviabilizando o início da safra 2024/2025.

Norte

O tempo ficará instável no Acre, Amazonas, Rondônia e sul do Pará, com possibilidade de pancadas de chuva no início da semana e alguns temporais localizados. Não há previsão de chuva em Roraima, no noroeste e litoral do Pará. Pancadas de chuva devem ocorrer à tarde no Amapá.

A semana será mais seca no Amazonas, Roraima, norte do Pará e Amapá, com acumulados de chuva entre 15 e 25 mm, mantendo os rios da região em níveis críticos devido à seca.

No Acre, Rondônia, centro-sul do Pará e Tocantins, o acumulado de chuva pode ultrapassar 50 mm, eliminando o risco de incêndios, ajudando na recuperação das pastagens e viabilizando o início da safra 2024/2025 no sul e oeste do Tocantins.



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Ação contra suposta invasão de áreas públicas prende 6 pessoas no Acre


Agentes públicos prenderam, no sábado (12), no Acre, ao menos seis pessoas investigadas por suspeita de participação de suposto esquema de ocupação irregular de áreas públicas, desmatamento e exploração ilegal de recursos naturais de terras protegidas.

As prisões, em flagrante, ocorreram no âmbito da Operação Usurpare, realizada pela Polícia Federal (PF) em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Polícia Militar do Acre (PM-AC).

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Em nota, a PF informou que as “crescentes atividades ilegais de ocupação e desmatamento em [área destinada a] assentamento do Incra, em Acrelândia (AC), estavam expondo a perigo a integridade ambiental e o patrimônio público federal”.

Segundo a Polícia Federal, os investigados ocupavam irregularmente e extraiam recursos naturais, como a madeira de árvores, de áreas protegidas, principalmente as de proteção permanente do imóvel, asseguradas por lei como espaços para preservação da biodiversidade; proteção do solo e garantia do bem-estar da população.

Ainda de acordo com a PF, durante a ação, os agentes federais apreenderam duas armas de fogo. A reportagem não conseguiu contato com alvos da operação. 



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Empresa de tecnologia levanta 36 milhões de euros para impulsionar a digitalização agrícola global



A xFarm Technologies, uma das principais empresas europeias de tecnologia para o setor agroalimentar, anunciou a captação de 36 milhões de euros em uma rodada de financiamento Série C, com o objetivo de acelerar sua expansão global e aprimorar suas soluções de digitalização para a agricultura. Com essa nova injeção de capital, a empresa planeja fortalecer sua atuação na Europa, América Latina, Estados Unidos, Índia e Turquia, além de continuar a desenvolver práticas de agricultura regenerativa com o uso de tecnologias avançadas como a Inteligência Artificial Geoespacial.

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Em 2024, a xFarm já atende mais de 450 mil fazendas em todo o mundo, cobrindo 7 milhões de hectares por meio de seu Sistema de Informação de Gestão Agrícola (FMIS), uma plataforma digital que oferece suporte aos agricultores. A empresa tem se destacado na implementação de soluções sustentáveis e na promoção de práticas agrícolas mais eficientes e amigáveis ao meio ambiente.

Foco em inovação e sustentabilidade

Com o financiamento liderado pela Partech, por meio de seu Impact Growth Fund, e o apoio da Mouro Capital, a xFarm Technologies pretende continuar sua trajetória de crescimento, mantendo o foco em inovação e sustentabilidade. Matteo Vanotti, CEO da xFarm, destacou a importância de fornecer ferramentas avançadas para ajudar os agricultores a gerenciar suas fazendas de maneira mais eficaz, promovendo uma transição para práticas agrícolas sustentáveis.

“A agricultura global enfrenta grandes desafios, e queremos continuar liderando o caminho com soluções inovadoras. A rodada de financiamento permitirá que continuemos investindo em tecnologias de ponta, com foco em sustentabilidade e agricultura regenerativa”, afirmou Vanotti.

Expansão global e novos mercados

A xFarm já possui uma forte presença em diversos países europeus, como Suíça, Itália, Espanha, França e Reino Unido. Agora, com o novo investimento, a empresa planeja ampliar sua atuação em mercados estratégicos como a América Latina, onde o Brasil é uma das prioridades, além de expandir para os Estados Unidos, Índia e Turquia.

Além disso, a Mouro Capital contribuirá para o desenvolvimento de uma nova divisão da xFarm focada em fintechs e insurtechs, permitindo que a empresa ofereça serviços relacionados à gestão de riscos e empréstimos financeiros aos agricultores, proporcionando uma solução ainda mais completa para o setor.

Agricultura regenerativa e digitalização

A sustentabilidade e a agricultura regenerativa são prioridades para a xFarm Technologies, que tem trabalhado em soluções que incentivam a adoção de práticas sustentáveis em larga escala. O uso de Inteligência Artificial Geoespacial permite à empresa apoiar seus clientes com dados precisos e análise agronômica, ajudando a melhorar a eficiência na gestão das fazendas e a reduzir o impacto ambiental.

Com a crescente demanda por práticas agrícolas mais sustentáveis, a xFarm Technologies se posiciona como um dos principais atores na transição do setor agroalimentar para um modelo mais digital e ambientalmente consciente.



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solução biológica traz estabilidade aos produtores de tabaco


A produção de tabaco, concentrada em 98% na região sul do Brasil, é um pilar importante da agricultura familiar, trazendo estabilidade e alta rentabilidade. No entanto, essa estabilidade tem sido ameaçada pelo fungo sclerotinia sclerotiorum, conhecido como mofo-branco, que ataca principalmente em áreas de alta umidade, como o litoral de Santa Catarina e o Vale do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul.

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Esse fungo pode comprometer até 50% da renda dos produtores de tabaco, levando muitos a reconsiderarem o plantio da cultura. Visando combater esse problema, a Alliance One Brasil (AOB), exportadora de tabaco, desenvolveu um pacote agronômico que combina práticas sustentáveis e biológicas. A solução inclui o manejo adequado do solo, com o uso de braquiária, e a aplicação do fungo Trichoderma, que combate o mofo-branco de maneira eficaz.

A solução que transforma

De acordo com Luiz Franz, Gerente de Produção de Tabaco da AOB, 21% dos produtores da região litorânea de Santa Catarina já adotaram o pacote agronômico completo. Além de controlar a esclerotínia, a solução aumenta a qualidade do solo e incrementa a renda dos agricultores em até 35%.

Maurício Borges de Vargas, produtor em Santa Rosa do Sul, testemunhou essa transformação. Após perder metade de sua lavoura para o mofo-branco em 2022, ele adotou o pacote agronômico oferecido pela AOB e passou a ter uma produção mais saudável e lucrativa, com um aumento significativo de 80% no lucro líquido. “Me sinto orgulhoso em ser do agro. É uma sobrevivência do povo”, afirma Maurício.

Estabilidade e crescimento

Outro produtor da região, Rogério Silva de Matos, de São João do Sul, também viu sua produtividade crescer entre 30% e 40% após adotar o pacote agronômico da AOB. Rogério destaca a importância da fumicultura na economia local e planeja seguir investindo na cultura, esperando produzir entre 14 e 15 arrobas por mil pés de tabaco na próxima safra.

Rogério e sua esposa. (Foto: Braulio Staub/Alliance One Brasil)

Com essas práticas, os produtores da região sul do Brasil mostram que é possível aliar sustentabilidade, aumento da produtividade e rentabilidade, garantindo o futuro da agricultura familiar e a preservação do meio ambiente.



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Conab capacita agricultores para acesso ao Programa de Aquisição de Alimentos



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está capacitando agricultores familiares no Rio Grande do Sul para aumentar a participação de cooperativas e associações em programas de compras públicas, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

A oficina mais recente ocorreu em Sant’Ana do Livramento, na Fronteira Oeste, com a presença do presidente da entidade, Edegar Pretto.

Essa ação faz parte do Termo de Execução Descentralizada (TED), firmado com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA), que visa levar capacitação a oito estados, além do Distrito Federal.

O Programa Nacional de Formação em Compras Públicas da Agricultura Familiar tem como foco garantir que os agricultores tenham acesso a programas como o PAA, a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Fortalecimento da agricultura familiar

Segundo Edegar Pretto, a formação tem como objetivo consolidar o governo federal como o principal cliente da agricultura familiar, promovendo trabalho, renda e a permanência das famílias no campo.

“Estamos capacitando nossos agricultores para que mais cooperativas e associações vendam seus alimentos ao PAA e a outros programas de compras públicas”, afirmou Pretto.

Cerca de 80 agricultores familiares e assentados da reforma agrária participaram da capacitação, realizada na sede da Cooperativa Regional dos Assentados da Fronteira Oeste (Cooperforte).

Durante o evento, foram discutidos temas como organização produtiva, gestão de negócios, redes de comercialização e preservação do solo. A formação foi conduzida por especialistas de universidades e cooperativas, promovendo um ambiente de debate e aprendizado.

Expansão para outras regiões

Além da oficina em Sant’Ana do Livramento, outras quatro capacitações estão programadas para ocorrer no Rio Grande do Sul. As próximas oficinas acontecerão em Candiota e Piratini, nas regiões da Campanha e Sul.

Após essa primeira fase de capacitação dos agricultores, a Conab iniciará uma segunda etapa, voltada para entidades que recebem alimentos do PAA.

Programa de Aquisição de Alimentos

O Programa de Aquisição de Alimentos é uma das principais políticas de incentivo à produção de alimentos e combate à fome no Brasil. Em nível nacional, as operações da Conab no programa somam R$ 1,1 bilhão, enquanto, no Rio Grande do Sul, o investimento é de R$ 121,6 milhões.

Esse valor é direcionado a projetos como cozinhas solidárias, Compra com Doação Simultânea, Compra Direta e Compra Institucional, além da doação de sementes para agricultores familiares.

Na Fronteira Oeste gaúcha, serão destinados R$ 2,5 milhões para a aquisição de 527 toneladas de alimentos de agricultores familiares. Produtos como abóbora, batata-doce, mandioca, leite em pó, frutas e legumes serão distribuídos para entidades que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade em Sant’Ana do Livramento, Santa Maria, Pelotas e Porto Alegre, além de abastecer cozinhas solidárias.



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Começa período de defeso de 10 espécies de peixe; entidade orienta pescadores



O Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do estado do Amazonas (Idam) alerta os pescadores artesanais do Amazonas sobre o início do período de defeso de dez espécies de peixes amazônicos: tambaqui, capari, surubim, pirapitinga, mapará, sardinha, pacu, aruanã, aruanã-preta e matrinxã.

A iniciativa visa resguardar a reprodução das espécies nos rios da Bacia Amazônica.

A primeira espécie a entrar no período de defeso foi o tambaqui, no início de outubro, com restrições que seguem até 31 de março de 2025. Já as demais espécies terão a pesca proibida entre 15 de novembro deste ano e 15 de março de 2025.

A gerente de Aquicultura e Pesca (Geape) do Idam, Karen Alves, lembra que o defeso tem como objetivo a manutenção dos estoques pesqueiros, além de evitar a extinção de espécies.

A gerente também informa que durante o período, tanto pescadores artesanais quanto aqueles que trabalham com a venda do produto, precisam estar atentos à legislação.

“Orientamos que os pescadores usem os apetrechos adequados e não capturem as espécies protegidas pelo defeso para reprodução, como garantia às próximas safras. No que diz respeito à comercialização desses pescados, reforçamos que os vendedores adquiram somente os peixes oriundos da piscicultura e estejam atentos, também, em relação à documentação do produto”, alerta a gerente.

Além de chamar atenção do pescador para o período de defeso, o instituto orienta, ainda, que, no período, os trabalhadores busquem a Superintendência Federal de Pesca e Aquicultura (SFA) para regularizar o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP).

Já em relação ao seguro defeso, o instituto reforça que a solicitação pode ser realizada nas próprias colônias de pescadores.


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AgroNewsPolítica & AgroSafra

As certificações florestal e agrícola podem ser o primeiro passo para o…


Mesmo com o adiamento da implementação do Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR), previsto agora para o final de 2025, os produtores agrícolas e florestais já vinham se preparando para a adoção de uma maior transparência e rastreabilidade nas cadeias produtivas em relação a produtos oriundos de áreas de desmatamento. Nesse sentido, as certificações e auditorias podem ser um caminho para o início do cumprimento das regras.

Apesar das certificações apresentarem algumas divergências que impedem a equivalência automática ao EUDR, há uma grande sinergia com os requisitos de diferentes protocolos de certificação e verificações, que podem inclusive ser complementares. Um deles, a rastreabilidade é uma ferramenta crucial para promover informações sobre a origem do produto, que aliada à geolocalização e conformidade com os requisitos sociais, geram credibilidade às informações disponibilizadas para a União Europeia de que os produtos não têm origem em área de desmatamento após dezembro de 2022.

Isso porque, mesmo possuindo limitações, as certificações são mecanismos que comprovadamente trazem benefícios sociais e ambientais e são capazes de gerar um impacto positivo para além do seu contorno de atuação. Dessa forma, podem ser consideradas um primeiro passo na direção da adoção dos requisitos dessa nova regulamentação.

Além da EUDR, os produtores rurais e florestais buscam as certificações como forma de comprovar suas práticas, seja para o mercado, para seus clientes e fornecedores e até para atrair e reter talentos. Também têm como objetivo a melhoria contínua da gestão do negócio, o aumento da eficiência e produtividade, cumprimento da legislação ambiental e trabalhista, conservação dos recursos naturais e garantia de direitos e bem-estar dos trabalhadores rurais, tudo feito de forma documentada e auditada.

É importante salientar que as certificações possuem limites, e eles são bastante transparentes. Uma das restrições desses sistemas de verificação é o fato de atuarem por amostragem. Portanto, devem ser considerados como uma ferramenta complementar, que ajuda a obter benefícios importantes, mas que não deve ser usada como um recurso isolado e, acima de tudo, não dispensa a atuação do poder público e outros atores legais e da sociedade.

No Imaflora, vemos a certificação como muito mais do que um atestado de boas práticas. Trata-se de um contínuo processo de aprimoramento, de elevação de padrões e de busca de maior sustentabilidade na produção.

Apesar do adiamento da vigência do EUDR, as ações de adequação para o cumprimento da lei precisam acontecer desde já e podem ser vistas como excelentes diferenciais competitivos para o agro brasileiro. A crise climática já tem causado bilhões de reais em prejuízo para o agronegócio e uma das principais soluções para o Brasil está em coibir com o desmatamento. O regulamento e as certificações oferecem ao país uma oportunidade única para progredir como líder de uma nova economia sustentável e favorável às políticas socioambientais e climáticas.





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de olho no plantio, produtor sai das negociações e comercialização perde ritmo



Na última semana, o mercado brasileiro de soja teve baixa movimentação e preços variados nas regiões. Segundo a Safras & Mercado, as perdas nos contratos futuros em Chicago e a alta do dólar dificultaram a fixação de preços. Com isso, os produtores se afastaram das negociações, priorizando o plantio da nova safra em busca de condições mais favoráveis.

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Preços regionais

  • Passo Fundo (RS): A saca de 60 kg manteve-se em R$ 134,00.
  • Cascavel (PR): O preço caiu ligeiramente de R$ 139,00 para R$ 138,50.
  • Rondonópolis (MT): Houve um aumento de R$ 134,00 para R$ 136,00.
  • Porto de Paranaguá: O preço se estabilizou em R$ 143,00.

Bolsa de Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em novembro, os mais negociados, sofreram um recuo de 1,67% na semana, cotando-se a R$ 10,20 1/4 na manhã de sexta-feira. O mercado se viu pressionado por uma combinação de fatores: o retorno das chuvas no Brasil, que beneficia o plantio, e a expectativa de uma safra recorde nos Estados Unidos, que avança na colheita.

Valorização do dólar

O dólar comercial teve uma valorização de 2%, encerrando a semana em torno de R$ 5,56. A aversão ao risco no exterior e preocupações com a situação fiscal no Brasil contribuíram para a sustentação da moeda americana.

De acordo com o relatório da Safras & Mercado, até 4 de outubro, 87,7% da produção projetada da safra 2023/24 de soja já havia sido comercializada. Este número representa um aumento em relação aos 82,2% registrados em setembro. Em comparação ao ano anterior, quando 84,9% da safra foi negociada nesse período, a média dos últimos cinco anos é de 90,1%.

Considerando uma safra estimada em 152,29 milhões de toneladas, o total de soja já negociado alcança 133,62 milhões de toneladas. Para a safra projetada de 171,78 milhões de toneladas, a comercialização antecipada é de 24,8%, equivalente a 42,58 milhões de toneladas. Isso representa um aumento em relação ao ano passado, quando a comercialização antecipada era de 21,4%, e também está abaixo da média histórica de 29,4%.



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ABPA lança campanha para promover benefícios da carne de frango, carne suína e ovos



A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) lançou nesta semana a campanha “Sabor e Saúde para sua Família”, destacando os benefícios do consumo de carne de frango, carne suína e ovos para a saúde humana.

A iniciativa será veiculada em diversas plataformas de comunicação, incluindo TV aberta, rádio e meios digitais, e terá duração de cerca de dois meses.

A campanha foca em evidenciar os impactos positivos dessas proteínas no fortalecimento da imunidade. Vídeos, spots publicitários e materiais informativos foram produzidos para comunicar de forma clara os atributos nutricionais desses alimentos, visando atingir diferentes públicos em regiões estratégicas do país.

De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a ação busca ir além das abordagens tradicionais de sabor e dietas específicas.

“Queremos trazer uma perspectiva diferente sobre a importância do consumo das proteínas para as pessoas. Não se trata apenas de sabor ou de vantagens em dietas fitness. Consumir carne de frango, carne suína e ovos tem impactos diretos no fortalecimento da imunidade, sendo uma questão de saúde pública”, ressaltou.

A campanha, ao informar a população sobre os benefícios do consumo consciente de proteínas, pretende também fortalecer o setor produtivo, contribuindo para o aumento da confiança do consumidor nos produtos brasileiros.

Confira o vídeo da campanha sobre a carne suína:



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