quarta-feira, julho 29, 2026

Agro

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exportações do Brasil devem aumentar em 2025, diz USDA em Brasília



O Brasil deve se manter como principal exportador global de carne de frango em 2025, com projeção de 5 milhões de toneladas embarcadas no ano, disse em relatório a representação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Brasília. O volume representa aumento de 2% ante o estimado para 2024, de 4,9 milhões de toneladas.

As projeções do USDA não incluem pés de galinha. A agência destacou que o governo brasileiro está trabalhando para abrir novos mercados, aumentar a diversidade de produtos nos mercados existentes e negociando cláusulas de regionalização para evitar o fechamento de mercado em caso de surto de gripe aviária ou da doença de Newcastle em granja comercial.

Quanto à produção, o USDA previu aumento de 1% em 2025, para 15,1 milhões de toneladas, um volume recorde para o Brasil. A projeção se baseia na forte demanda externa, melhor desempenho socioeconômico, assim como melhores custos de produção, segundo a agência.

O escritório estimou que o consumo doméstico em 2025 vai se manter estável ante o ano anterior, em 10,1 milhões de toneladas, com perspectiva de aumento no consumo de outras fontes de proteína animal. Para o USDA, cerca de 67% da produção brasileira de frango será consumida internamente em 2024 e 2025.



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AgroNewsPolítica & Agro

É hora de pensar no futuro do feijão-carioca?


Exportadores estão constantemente se esforçando para encontrar mercados para o feijão




Essa situação, embora comum, levanta questões importantes
Essa situação, embora comum, levanta questões importantes – Foto: Divulgação

De acordo com informações do Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), estamos chegando à metade de outubro e os preços do feijão-carioca ainda estão em torno de R$ 220 a R$ 230. Os produtores têm tentado vender a produção, buscando uma média razoável, mas frequentemente escutamos que há um grande estoque de feijão e que o consumo está em queda. Porém, assim que uma nova onda de compras acontece, o mercado se normaliza, com preços aproximados de US$ 45 por saca de 60 quilos, e essas discussões são rapidamente esquecidas. 

Essa situação, embora comum, levanta questões importantes. Com o aumento das áreas irrigadas a cada ano, não tem sido observado um acompanhamento adequado por parte da CONAB ou do IBGE em relação à produção dessas áreas. O Brasil ainda apresenta um déficit anual na produção de feijão-carioca, mas com os preços da soja atingindo novos patamares, é possível que mais produtores retornem a essa atividade. Contudo, o feijão-carioca ainda não possui um mercado internacional consolidado, e se houver um excedente, isso pode se tornar um problema significativo para muitos produtores.

Exportadores estão constantemente se esforçando para encontrar mercados para o feijão-carioca, especialmente quando os preços estão baixos, como é o caso atualmente. O projeto APEX/IBRAFE Brazil Superfoods tem promovido o feijão-carioca como uma das opções da produção brasileira. No entanto, será necessário um empenho maior para desenvolver esse mercado. O momento para iniciar essas ações é agora, antes que enfrentemos uma emergência com produtores incertos sobre como proceder. Embora essa situação não deva ocorrer este ano, a preocupação deve ser mantida desde já, visando garantir um futuro mais estável para o feijão-carioca e seus produtores.
 





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IBC-Br cresce 2,91% em 2024, até agosto, e 2,49% no acumulado de 12 meses



A economia brasileira cresceu 2,91% este ano, até agosto, na comparação com o mesmo período de 2023, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). No acumulado de 12 meses, também até agosto, a atividade avançou 2,49%.

O índice acumula alta de 3,96% no trimestre móvel encerrado em agosto, frente ao mesmo trimestre do ano anterior. Na série com ajuste sazonal, o crescimento é de 1,45% nesses três meses, frente ao trimestre móvel imediatamente anterior.

Em agosto, o IBC-Br cresceu 0,23%, na comparação com julho, segundo a série com ajuste sazonal. Em pontos, o índice passou de 151,7 para 152,0.

O BC revisou os resultados de julho (-0,41% para -0,59%) e maio (0,36% para 0,39%), enquanto a taxa de junho continuou em 1,36%. Revisões na série com ajuste sazonal são comuns.

Na comparação com agosto de 2023, o IBC-Br cresceu 3,12%, considerando a série sem ajuste sazonal. O índice chegou aos 156,3 pontos, o terceiro maior da série histórica, atrás apenas de março de 2023 (158,3) e de julho de 2024 (158,4).

Conhecido como uma espécie de “prévia do BC para o Produto Interno Bruto (PIB), o IBC-Br serve mais precisamente como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.



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Chuvas devem trazer umidade do solo de volta em algumas regiões do país; confira a previsão



Nesta semana, a umidade do solo deve retornar em várias áreas produtoras da soja em todo o Brasil, especialmente no Sudeste e Centro-Oeste. Regiões como o leste de Mato Grosso e o norte de Mato Grosso do Sul ainda necessitam de mais chuvas, assim como boa parte do Matopiba.

Nos próximos cinco dias, a previsão é de chuvas entre 20 a 50 mm, o que deve beneficiar as áreas que precisam de umidade e permitir o início da semeadura da safra 2024/25 em praticamente todas as regiões.

Entre os dias 20 e 24, a chuva continuará a impactar o sul, com volumes superiores a 50 mm no norte do Paraná. O estado de Minas Gerais pode registrar chuvas que ultrapassam os 100 mm, enquanto o Triângulo Mineiro e o interior de São Paulo também serão beneficiados.

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O norte de Mato Grosso do Sul e o leste de Mato Grosso devem receber cerca de 50 mm de chuvas, com volumes mais expressivos no centro-sul de Goiás. No Matopiba, a expectativa é de chuvas na faixa de 50 mm, contribuindo para a reposição hídrica essencial para o cultivo.

Além disso, chuvas no centro-sul do Pará estão previstas, embora possam ser mal distribuídas. No entanto, espera-se que os temporais se tornem mais recorrentes, ajudando na umidade do solo.



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Fávaro pede revisão de resolução que limita crédito rural na Amazônia



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, solicitou formalmente mudanças na Resolução 5.081 de 2023, do Conselho Monetário Nacional (CMN), que tem causado preocupações no setor produtivo, principalmente entre os pecuaristas e agricultores do bioma amazônico. A medida reduziu de forma significativa o crédito rural na região, afetando produtores que, em muitos casos, estão em conformidade ambiental ou em processo de regularização.

A solicitação feita por Fávaro atende às demandas da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades representativas do setor, como a Aprosoja, que alertam para a insegurança jurídica gerada pela resolução. Segundo eles, muitos produtores têm sido penalizados mesmo quando seguem as normas ambientais, como em casos de incêndios criminosos provocados por terceiros, mas cujas consequências recaem sobre o proprietário.

Impactos da Resolução

A resolução atual estabelece critérios ambientais para concessão de crédito rural, restringindo o acesso a financiamentos em áreas sob embargo ambiental. Segundo Thiago Rocha, presidente da Câmara de Crédito, a medida foca em uma questão de opinião pública mais do que em uma preservação efetiva do meio ambiente, visto que menos de 10% dos desmatamentos ilegais são embargados.

“O objetivo deveria ser a regeneração das áreas afetadas, mas a restrição generalizada ao crédito dificulta ainda mais esse processo”, comentou Rocha. Ele também destacou que muitos produtores que preservam suas áreas e estão em conformidade acabam sendo prejudicados pela burocracia e pela morosidade na regularização fundiária.

Próximos Passos

Agora, o próximo passo é que o Ministério da Fazenda e o CMN analisem a proposta de alteração na resolução, considerando os impactos socioeconômicos e ambientais da medida. Fávaro também pediu que a norma seja adaptada para respeitar o Código Florestal e o decreto de crimes ambientais, restringindo sanções apenas às áreas onde houve danos comprovados.

A expectativa do setor é que, com o apoio da Frente Parlamentar da Agropecuária, a revisão seja acelerada para evitar maiores prejuízos aos produtores da Amazônia, que dependem do crédito para manter suas atividades produtivas.



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho bate recorde de 2024


Aumento expressivo reflete uma retração dos vendedores





Foto: USDA

Segundo informações do Cepea, o Indicador do milho ESALQ/BM&FBovespa, que mede o preço da saca na região de Campinas-SP, encerrou a primeira dezena de outubro com média de R$ 66,18 por saca, a maior do ano em termos nominais. O aumento expressivo reflete uma retração dos vendedores, em meio a um clima seco e quente que mantém produtores afastados dos negócios.

Os agricultores estão atentos à previsão do tempo, especialmente nas áreas do Centro-Oeste, aguardando uma possível mudança climática para decidir sobre as vendas. A combinação de clima desfavorável e incertezas quanto à oferta tem motivado os produtores a segurarem seus estoques, o que reduz a liquidez no mercado spot.

Ao mesmo tempo, compradores mostram maior interesse em adquirir milho, buscando recompor estoques e se proteger de uma possível escalada nos preços. Essa postura firme de compra, segundo pesquisadores do Cepea, sustenta a alta dos preços, especialmente com a oferta restrita pelas mãos dos vendedores.

O atual cenário climático mantém o mercado travado: enquanto vendedores esperam por condições mais favoráveis para negociar seus estoques, compradores se antecipam, temendo uma baixa disponibilidade no curto prazo. Se as chuvas esperadas para as próximas semanas não se confirmarem, o cenário pode se agravar, pressionando ainda mais as cotações do milho.

Assim, o comportamento do clima nas próximas semanas será decisivo tanto para definir a oferta quanto para influenciar o ritmo de negócios no mercado de milho e sua precificação até o fim de 2024.





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Plantio da soja começa em Júlio de Castilhos (RS); confira os dados da semeadura



O plantio da soja em Júlio de Castilhos, na região central do Rio Grande do Sul, começou de acordo com o zoneamento agrícola de risco climático, que permite a semeadura a partir de 10 de outubro. De acordo com informações da Safras & Mercado, até o momento, a semeadura alcançou cerca de 2% da área prevista, com uma intensificação esperada a partir do dia 20 deste mês.

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As condições climáticas estão favoráveis no município, com dias de sol e previsão de chuvas entre a noite de hoje e amanhã. Essa combinação de fatores é fundamental para o sucesso da colheita, pois, após as chuvas, a expectativa é de dias favoráveis para o cultivo.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que a área total para o cultivo de soja em Júlio de Castilhos seja de aproximadamente 104,2 mil hectares, sendo apenas 1,8 mil hectares irrigados. A expectativa é que, com o clima favorável, os produtores consigam maximizar a produtividade nas próximas semanas.



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setor bate recordes e fortalece sua importância na economia



Nesta segunda-feira (14), o Brasil celebra o Dia Nacional da Pecuária, uma data que destaca a relevância desse setor não apenas para a economia, mas também para o desenvolvimento sustentável do país. A pecuária, um dos pilares do agronegócio brasileiro, vai além da produção de carne e leite, integrando inovação tecnológica, sustentabilidade e geração de empregos.

O Brasil, reconhecido mundialmente por sua liderança na produção de carne bovina, registrou em 2024 um aumento de 2% no abate de animais, somando 46,4 milhões de cabeças. O setor, que atravessa um período de queda nos preços — com o valor do gado 20% menor que em 2022 —, continua a se destacar pela eficiência produtiva, especialmente com a adoção de confinamentos, que impulsionam a produtividade.

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Outro marco importante deste ano foi o recorde de exportações do agronegócio brasileiro, que atingiram US$ 14,19 bilhões em setembro de 2024. Produtos como carne bovina, açúcar e celulose lideraram as vendas internacionais, consolidando a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais de proteína animal. A China permanece como o maior mercado comprador da carne brasileira, refletindo a forte demanda internacional por produtos agropecuários de alta qualidade.

O impacto da pecuária no Brasil vai além da economia. O setor é fundamental para a segurança alimentar, fornecendo carne e laticínios para milhões de pessoas no Brasil e no mundo. Além disso, a pecuária moderna está comprometida com práticas sustentáveis, como a agricultura regenerativa, que busca reduzir as emissões de carbono e preservar o meio ambiente.

Neste Dia Nacional da Pecuária, celebra-se também a crescente participação feminina no setor. Cerca de 18% das propriedades rurais no Brasil são geridas por mulheres, que têm se destacado pela inovação e pela capacidade de adaptação em um ambiente historicamente dominado por homens.

Com uma trajetória de constante evolução, a pecuária brasileira segue como um dos grandes motores da economia nacional, impulsionada pela inovação, sustentabilidade e comprometimento dos pecuaristas em garantir alimentos de qualidade para o mercado interno e global.



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Confira a atualização sobre o plantio da soja no Brasil: Paraná avança e lidera a semeadura


O plantio da safra da soja 2024/25 no Brasil alcançou 8,2% da área total prevista até o dia 11 de outubro, conforme levantamento da Safras & Mercado. O número representa um avanço em relação à semana anterior, quando apenas 4,1% da área havia sido semeada.

Entretanto, o ritmo de plantio está abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, que foi de 15,8% e também inferior à média dos últimos cinco anos, que é de 11,3%. Essa situação levanta preocupações sobre o impacto nas colheitas futuras e na oferta do grão.

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Como está a situação pelo país?

No Paraná, o plantio avança, com 36% da área já semeada, um leve aumento em relação aos 34% do ano anterior. A média histórica para o estado é de 23,4%, evidenciando um desempenho sólido nesta safra.

Em contrapartida, o Mato Grosso, tradicional líder de produção, apresenta apenas 9% da área semeada, uma queda significativa em relação aos 35% do ano passado e à média de 23,2%. O Mato Grosso do Sul mostra um cenário semelhante, também com 9% plantados, mantendo-se estável em relação ao ano anterior, mas abaixo da média de 7,9% dos últimos cinco anos.

Goiás está ainda mais atrás, com apenas 3% da área plantada, em comparação aos 7% do ano passado e abaixo da média de 6,9%. Em São Paulo, o cenário é desanimador, com 5% da área semeada, contra 7% em 2023 e 6,2% da média histórica.

As condições climáticas e o atraso no plantio são fatores que os produtores precisam monitorar atentamente nas próximas semanas. Estar ciente dessas variáveis é importante para antecipar e mitigar possíveis impactos negativos na safra, garantindo uma produção mais eficiente.



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previsão de chuva gera expectativa positiva



Pesquisas do Cepea apontam que a previsão de chuva em importantes regiões produtoras do Brasil tem gerado expectativas positivas no mercado de soja em grão. Os negócios, por sua vez, apresentam baixa liquidez, com parte da demanda voltada à oleaginosa dos Estados Unidos

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Segundo pesquisadores do Cepea, indústrias domésticas estão cautelosas nas aquisições de grandes volumes, esperando que a possível melhora do clima favoreça a semeadura da nova temporada 24/25 e pressione as cotações. 

Quanto às exportações, em setembro, saíram dos portos brasileiros 6,1 milhões de toneladas da oleaginosa, 24% a menos que em agosto/24, cerca de 4,5% abaixo do volume de setembro/23 e também a menor quantidade mensal desde janeiro deste ano. Mesmo assim, na parcial de 2024 (de janeiro a setembro), os embarques de soja somam 89,54 milhões de toneladas, 2,6% a mais que em igual intervalo de 2023 e um recorde.



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