terça-feira, julho 28, 2026

Agro

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Dia do Engenheiro Agrônomo: o profissional que impulsiona o sucesso do agro do Brasil



Neste 12 de outubro, o Brasil celebra o Dia Nacional do Engenheiro Agrônomo, profissional fundamental para o desenvolvimento do agronegócio e para a garantia de uma produção agrícola eficiente, sustentável e inovadora. São mais 100 mil profissionais registrados em todo o país.

Responsável por diversas áreas da produção rural, o engenheiro agrônomo exerce um papel estratégico, ajudando a transformar o setor em um dos pilares da economia brasileira.

Esse profissional conecta a ciência à prática no campo. Sua formação multidisciplinar abrange desde a escolha das melhores técnicas de plantio e manejo do solo até o desenvolvimento de soluções tecnológicas que aumentam a produtividade e reduzem o impacto ambiental. No Brasil, um dos maiores exportadores de alimentos do mundo, sua atuação é determinante para que o país mantenha seu protagonismo no agronegócio global.

Sustentabilidade e inovação

O trabalho do engenheiro agrônomo vai muito além de orientar sobre as melhores práticas agrícolas. Ele também desempenha um papel essencial na implementação de técnicas de agricultura sustentável, que permitem o uso racional dos recursos naturais.

Em tempos de mudanças climáticas e pressão por uma produção mais verde, o engenheiro agrônomo é fundamental na adoção de práticas que conciliam a alta produtividade com a preservação ambiental, como o manejo integrado de pragas e o uso eficiente da água e de insumos.

Além disso, esses profissionais são essenciais no desenvolvimento e implementação de novas tecnologias no campo. A agricultura de precisão, por exemplo, depende diretamente do trabalho de engenheiros agrônomos, que utilizam ferramentas digitais, sensores e drones para otimizar o uso de fertilizantes, água e defensivos agrícolas.

Essa tecnologia não apenas melhora os resultados econômicos dos produtores, como também reduz o impacto ambiental, tornando a produção mais sustentável.

Engenheiros agrônomos no apoio aos produtores rurais

Outra função desses profissionais é o suporte técnico aos produtores rurais, desde os pequenos agricultores familiares até os grandes produtores. O agrônomo fornece orientações em todas as etapas do ciclo produtivo, ajudando os agricultores a escolher as melhores sementes, definir o calendário de plantio, manejar o solo de forma adequada e garantir uma colheita de qualidade.

Valorização da profissão e desafios futuros

Mesmo com sua importância indiscutível, o engenheiro agrônomo ainda enfrenta desafios, como a necessidade de contínua atualização em novas tecnologias e o crescente debate sobre sustentabilidade. Além disso, a expansão da fronteira agrícola e as exigências do mercado internacional, cada vez mais voltado para práticas sustentáveis, fazem com que o papel desse profissional seja cada vez mais estratégico.

O Dia Nacional do Engenheiro Agrônomo é uma oportunidade de reconhecer a importância desse profissional para o agronegócio brasileiro e para o desenvolvimento sustentável do país. Os engenheiros agrônomos são os verdadeiros guardiões do futuro da agricultura, ajudando o Brasil a alimentar o mundo de forma sustentável e responsável.



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Produtores adotam manejo químico para acelerar colheita de aveia no RS


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar, a colheita da aveia branca está em fase final de ciclo no Rio Grande do Sul, mas o avanço das operações foi prejudicado pelas frequentes precipitações que dificultam os trabalhos no campo. Apenas 5% das áreas cultivadas foram colhidas até o momento, e cerca de 30% das lavouras estão em processo de maturação. Para otimizar o processo e evitar perdas na qualidade dos grãos, alguns produtores têm adotado o manejo químico, acelerando a maturação e garantindo uma colheita mais uniforme.

A maior parte das lavouras (55%) encontra-se na fase de enchimento de grãos, enquanto 10% ainda estão em floração. A sanidade das áreas plantadas é considerada satisfatória, sem grandes problemas com doenças ou pragas. A Emater/RS-Ascar estima que a área cultivada para a produção de grãos seja de 365.590 hectares, com uma produtividade média esperada de 2.402 kg/ha.

Veja mais informações sobre fitossanidade no Agrolinkfito

Na região administrativa de Erechim, a maioria das lavouras está na fase de enchimento de grãos e algumas áreas já se aproximam do início da colheita. A expectativa de produtividade na região é de 2.400 kg/ha. As lavouras semeadas no início do período de plantio apresentaram dificuldades no estabelecimento, resultando em menor potencial produtivo.

Em Frederico Westphalen, cerca de 40% das lavouras estão em maturação, 40% em enchimento de grãos, e 20% já foram colhidos, com uma produtividade estimada de 2.400 kg/ha.

Na região de Ijuí, 10% das lavouras já foram colhidas, e a produtividade registrada está em 2.750 kg/ha, acima da média esperada. A cultura está em fase final de ciclo, mantendo bom potencial produtivo.

Em Passo Fundo, 80% das lavouras estão em fase de enchimento de grãos e 20% em floração, com uma produtividade projetada de 2.400 kg/ha. O estado fitossanitário das lavouras é considerado adequado.

Em Santa Maria, a fase predominante é o enchimento de grãos, com 30% das lavouras já em maturação, e em Santa Rosa, as primeiras lavouras foram colhidas para evitar perdas de qualidade causadas pelo excesso de umidade, e os grãos estão sendo armazenados em galpões para secagem.

Na região de Soledade, os tratamentos fúngicos seguem para controle de ferrugens e manchas foliares, com 55% das lavouras em enchimento de grãos e 10% em maturação.

Os preços da aveia variam de acordo com a região. Em Ijuí, a saca de 60 quilos é comercializada por R$ 74,00, em Passo Fundo por R$ 78,00, e em Frederico Westphalen, o preço por quilo é de R$ 1,15.





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Calor extremo ameaça citros e eleva preços


Precipitações são importantes para aliviar o estresse hídrico





Foto: Seane Lennon

Citricultores de São Paulo acompanham com expectativa a previsão de chuvas nas principais regiões produtoras. Segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), essas precipitações são importantes para aliviar o estresse hídrico que afeta especialmente os pomares de sequeiro. O mês de outubro começou com temperaturas elevadas, intensificando as preocupações dos produtores, que veem no calor excessivo uma ameaça à safra atual (2023/24) e à produção da próxima temporada (2024/25).

De acordo com os pesquisadores do Cepea, o calor pode comprometer a qualidade das laranjas ainda nas árvores, além de prejudicar o desenvolvimento da safra futura. A oferta restrita do produto já vem impactando o mercado, e os preços refletem essa condição. Levantamentos do Cepea indicam que, entre segunda e quinta-feira desta semana, a média do preço da laranja pera na árvore alcançou R$ 125,02 por caixa de 40,8 kg, um aumento de 2,23% em relação à semana anterior.

Com a possibilidade de chuvas, há esperança de mitigar os efeitos do calor e melhorar as condições nos pomares. Contudo, a oferta limitada continua pressionando os preços, enquanto os citricultores aguardam um alívio no cenário climático para garantir uma melhor produtividade na próxima safra.





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Tecnologia verde no campo: Como utilizar?


A tecnologia tem sido fundamental para essa transformação




A tecnologia tem sido fundamental para essa transformação
A tecnologia tem sido fundamental para essa transformação – Foto: Pixabay

Segundo Fernando Silva, Coordenador Comercial da AGCO Power, o agronegócio no Brasil se destaca como um dos setores que mais investem em sustentabilidade, adotando práticas como o uso de biocombustíveis, sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e tecnologias de baixo carbono. De acordo com o MAPA, entre 2010 e 2020, o Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) reduziu 170 milhões de toneladas de CO2, e o ABC+ visa reduzir 1,1 bilhão de toneladas até 2030. Até o momento, mais de 54 milhões de hectares já utilizam práticas sustentáveis, superando as metas iniciais.

A tecnologia tem sido fundamental para essa transformação, ele explica. A Fendt, do Grupo AGCO, investe em equipamentos que aliam alta produtividade e menor impacto ambiental, como o trator Fendt 700 Vario Gen7 com motor AGCO Power CORE75. Esse motor, premiado como “Motor do Ano” no Diesel Progress Summit Awards 2023, opera com o Diesel Verde (HVO), reduzindo as emissões de CO2 em até 75%. Além disso, está preparado para combustíveis futuros, como hidrogênio, etanol, metanol e biogás, adaptando-se às novas demandas de sustentabilidade no campo.

O CORE75 oferece alta eficiência em baixas rotações, alcançando torque máximo a 1300 RPM, o que gera economia de combustível. Seu sistema avançado de pós-tratamento de emissões atende aos rigorosos padrões globais, como o PROCONVE MAR-1 no Brasil, reduzindo em até 90% as emissões de poluentes. Com construção robusta, menos peças e a possibilidade de remanufatura, o motor se destaca pela confiabilidade, manutenção simplificada e menor impacto ambiental. Segundo ele, a Fendt demonstra que é possível equilibrar produtividade e responsabilidade ambiental, reforçando seu compromisso com a sustentabilidade e preparando o agronegócio para um futuro mais verde e eficiente.





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Demanda aquecida eleva preços da carne de frango


Cenário promete seguir dinâmico





Foto: Pixabay

O mercado de carne de frango inicia outubro com comportamentos distintos em diferentes regiões do país. Segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o tradicional aumento na demanda, impulsionado pelo recebimento de salários, tem elevado os preços da carne de frango em várias praças. Contudo, em algumas regiões, o descompasso entre oferta e demanda levou a uma leve queda nas cotações do frango vivo.

Os pesquisadores do Cepea destacam que, apesar dessa variação regional, o aquecimento das vendas de cortes de frango e a manutenção de estoques em baixos níveis contribuíram para ajustes positivos nos preços de todos os produtos analisados pelo Centro de Pesquisas. A elevação dos valores reflete a demanda mais intensa, principalmente em um momento de reabastecimento de mercados e consumidores que têm priorizado a carne de frango devido ao seu custo-benefício em comparação a outras proteínas.

Enquanto isso, os produtores lidam com desafios relacionados à oferta, buscando equilibrar a produção para atender a demanda crescente sem gerar sobrecargas nos custos de criação. O cenário promete seguir dinâmico, com os preços podendo sofrer novas oscilações conforme a oferta se ajusta ao longo do mês.

 





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ICAP sobe 6,94% no Sudeste em setembro


Em setembro de 2024, o Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP) apontou R$ 13,53 no Centro-Oeste e R$ 11,86 no Sudeste. No comparativo com agosto de 2024, o ICAP no Centro-Oeste registrou queda de 1,24%, enquanto no Sudeste houve um aumento de 6,94%, rompendo a sequência de quedas observadas desde março. 

Esse aumento no Sudeste reflete o término dos benefícios da safra e da renovação dos estoques, agora pressionados pela demanda crescente e condições climáticas adversas, como queimadas e migração dos animais para o cocho. A busca por proteína animal no mercado interno e externo também contribuiu para elevar os custos.

No Centro-Oeste, a redução do ICAP foi impulsionada pela queda nos preços de insumos energéticos (-7,21%), proteicos (-7,04%) e volumosos (-7,67%) entre junho e agosto. Insumos como silagem de milho grão úmido (-16,21%), caroço de algodão (-13,22%) e milho grão seco (-4,47%) lideraram essa redução. O custo da tonelada de matéria seca da dieta de terminação atingiu R$ 1.016,93, uma queda de 4,43%.

Já no Sudeste, o aumento foi influenciado pela alta dos insumos volumosos (+23,92%) e energéticos (+3,62%). A silagem de cana (+33,05%) e o bagaço de cana (+16,41%) foram os maiores responsáveis, enquanto a polpa cítrica (+9,79%) também impactou o custo. A tonelada de matéria seca chegou a R$ 1.053,64, um aumento de 2,98%.

Comparando com setembro de 2023, os custos de engorda caíram: -4,43% no Sudeste e -2,94% no Centro-Oeste. A redução no custo da dieta tem sido um alívio para pecuaristas, mas é essencial monitorar indicadores, pois a especulação pode elevar os custos no médio prazo.
 





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Decisão sobre horário de verão será na terça-feira, diz ministro


O Ministério de Minas e Energia (MME) vai decidir na terça-feira (15) sobre adoção do horário de verão no Brasil ainda este ano. O ministro Alexandre Silveira vai se reunir com a equipe técnica no prédio da pasta em Brasília para definir a questão.

Diante da urgência da decisão, Silveira reduziu em uma semana o período de férias e retornará ao trabalho na próxima segunda-feira (14).

“O resumo da ópera é que se houver risco energético, não interessa outro assunto a não ser fazer o horário de verão”, afirmou Silveira nesta sexta-feira (11), em Roma, após participar como palestrante do último painel II Fórum Internacional Esfera.

“Se não houver risco energético, aí é um custo-benefício que terei a tranquilidade, a serenidade e a coragem de decidir a favor do Brasil e a favor do Brasil nem sempre quer dizer que vai economizar meio por cento, um por cento na conta de energia, porque qual impacto nos outros setores? Isso tem que ser um equilíbrio. Ainda bem que a política de diálogo voltou. Com essa política a gente tem tranquilidade e com muita profundidade chegar a um momento em que a gente possa mostrar com clareza qual o melhor caminho a seguir”, acrescentou o ministro, ressaltando que “não tem como não ser esta semana, porque não daria tempo de aproveitar a melhor janela que é novembro, se não for tomada a decisão, esta semana”.

De acordo com Silveira, a reunião foi marcada para terça-feira por causa da “imprescindibilidade de ser agora” e, para isso, é preciso que seja de imediato para permitir que os setores que serão impactados se preparem, embora, segundo ele, o cuidado que teve de conversar com os setores muito importantes para que se planejam.

“Se tem algo que não se pode abrir em uma política pública com essa dimensão, é a questão da previsibilidade. A importância maior do horário de verão e tem muita importância é entre 15 de outubro e 30 de novembro. Até 15 de dezembro tem uma importância vigorosa, não que ele não tenha depois, mas vai diminuindo a curva da importância dele”, disse.

Silveira destacou que o horário de verão é uma política pública aplicada mundialmente e não deve ser tratado como uma questão ideológica. “Primeiro quero registrar que o horário de verão é uma política pública que não é nacional. É implementada em vários países e em especial em países desenvolvidos. É uma política pública que não deve ser tratada como uma questão ideológica e ela foi tratada pelo governo anterior assim, simplesmente extirpando ela em 2019”, observou.

Crise hídrica

O ministro acrescentou que as usinas hídricas e hidrelétricas, quando não são, como é o caso de Belo Monte, localizada no Rio Xingu, no Pará, que não conseguiu licenciamento para fazê-la com reservatório, elas dependem naturalmente das questões pluviométricas. Os números indicam que a crise hídrica atual é grave.

“O Cemaden [Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais] apurou que desde 1950, quando ele mede a questão pluviométrica no Brasil, nós vivemos a pior crise hídrica dos últimos 73 anos, o que nos levou, se nós não tivéssemos feito medidas preventivas, como diminuir a vazão de Jupiá e Porto Primavera, corajosas que tomamos durante o ano, preservando 11% de água doce nos nossos reservatórios, hoje nós teríamos problema energético no Brasil. Não temos, temos tranquilidade para este período, mas temos que nos equilibrar entre segurança e modicidade tarifária e temos que preparar também o planejamento para 2026”, comentou.

Eleição de 2024

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Foto: Rovena Rosa/ Agência Brasil

O ministro Alexandre Silveira disse ainda que, caso seja adotado pelo governo, o horário de verão não vai impactar o segundo turno da eleição, marcado para o dia 27 deste mês.

“Se ele for decretado, não pega a eleição, porque tem que ter no mínimo 20 dias para que setores extremamente importantes se planejem, como o setor aéreo por causa das conexões internacionais e outros setores também como segurança pública”.

Ele que tudo está sendo analisado com todo o cuidado e serenidade. “Imagine a responsabilidade de uma decisão como essa de um ministro de estado. Se ele o faz sem necessidade está naturalmente tomando uma medida que tem transversalidade e tem custo em alguns setores da economia, apesar de que para outros é benéfico, mas em alguns da economia muito contundentes. Se ele não faz, e dá um problema, a responsabilidade é do ministro. Um problema energético não é um problema é um problemaço”, explicou sobre a complexidade da decisão.

O ministro lembrou que o presidente Lula já disse em entrevista que essa decisão não é política e delegou a condução dela ao seu ministro de estado.

“O farei, com a coragem de quem tem que decidir. O farei muito ancorado em bases técnicas e em sensibilidade política e social, para que a gente defendendo, como eu defendo o horário de verão como política pública, só use mão dessa política pública se ela for imprescindível para assegurar energia para o Brasil e diminuir os custos que não impactem mais negativamente e faça economia para o consumidor”, completou.



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Ainda há espaço para mais aumento de preços do boi gordo, diz analista


O mercado físico do boi gordo apresenta continuidade do movimento de alta no decorrer da sexta-feira (11). De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o ambiente de negócios ainda sugere pela renovação das máximas da atual temporada no curto prazo.

“Bastante compreensível diante de uma oferta anêmica de animais terminados mantendo as escalas de abate apertadas, na pior posição do ano. Importante mencionar que a demanda permanece superaquecida, em especial quando se trata de exportações, com o país caminhando a passos largos para superar a marca das 4 milhões de toneladas em equivalente carcaça” disse o analista Allan Maia.

Preços da arroba do boi

  • São Paulo: até R$ 305 a arroba à vista
  • Minas Gerais: até R$ 295 a prazo
  • Goiás: até R$ 285 a prazo
  • Mato Grosso do Sul: em Naviraí, negócios a R$ 290 a prazo
  • Mato Grosso: em Rondonópolis, negócios em até R$ 270

Mercado atacadista

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Foto: Ministério da Agricultura

O mercado atacadista se depara com preços firmes, ainda em perspectiva de alta no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo ao longo da cadeia produtiva.

“Soma-se a isso o baixo nível dos estoques no decorrer de outubro, algo natural diante da grande dificuldade na composição das escalas de abate”, disse Maia.

Quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23, por quilo. Quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,00, por quilo. Ponta de agulha permanece precificada a R$ 17,00, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,52%, sendo negociado a R$ 5,6139 para venda e a R$ 5,6120 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5584 e a máxima de R$ 5,6534. Na semana, a moeda teve valorização de 2,91%.



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Tecnologia aumenta produtividade do amendoim


A Sima desenvolveu uma ferramenta de monitoramento georreferenciado




A Sima desenvolveu uma ferramenta de monitoramento georreferenciado
A Sima desenvolveu uma ferramenta de monitoramento georreferenciado – Foto: Pixabay

O cultivo de amendoim tem se destacado no Brasil como alternativa para rotação de culturas, especialmente em áreas de reforma de cana-de-açúcar, trazendo benefícios ao solo e aos produtores. Com 80% da produção nacional concentrada em São Paulo e uma área plantada de 248,2 mil hectares, a segunda maior desde o início da série histórica da Conab, o Brasil também lidera as exportações de óleo de amendoim, com 86 mil toneladas, segundo o USDA. Para potencializar essa cultura, a AgTech Sima tem ampliado sua atuação, oferecendo tecnologias que aumentam a eficiência no campo, como explicou Felipe de Carvalho, coordenador da empresa no Brasil.

A Sima desenvolveu uma ferramenta de monitoramento georreferenciado que permite identificar e controlar pragas e doenças desde o plantio até a colheita, sendo eficaz especialmente contra a Mancha preta, causada pelo fungo *Cercosporidium personatum*. Presente nas principais regiões produtoras, essa doença pode reduzir em mais de 50% a produtividade, tornando fundamental o monitoramento. A ferramenta da Sima permite identificar, por meio de fotografias, o grau de severidade das infecções, facilitando uma ação rápida e precisa para mitigar perdas.

Para controlar a Mancha preta, é recomendado remover restos culturais infectados, ajustar a data de plantio e seguir um programa de pulverizações fungicidas iniciado entre 30 e 40 dias após a semeadura. Com tecnologias adaptadas, a Sima visa ajudar produtores a aumentar a produtividade e a rentabilidade de suas lavouras de amendoim, consolidando a importância da precisão no monitoramento agrícola.





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Confira os preços da soja em dia de relatório do USDA


O mercado brasileiro de soja teve dois momentos distintos nesta sexta-feira (11). Antes da divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os preços domésticos eram firmes e houve registro de negócios. Depois, as cotações passaram a recuar, travando o mercado.

No fechamento da sessão, os preços ficaram mistos, com os vendedores recusando baixar suas pedidas.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): seguiu em R$ 134
  • Região das Missões: estabilizou em R$ 133
  • Porto de Rio Grande: seguiu em R$ 141,50
  • Cascavel (PR): valorizou de R$ 138,50 para R$ 139
  • Porto de Paranaguá (PR): se manteve em R$ 143
  • Rondonópolis (MT): ficou em R$ 136
  • Dourados (MS): permaneceu em R$ 136
  • Rio Verde (GO): desvalorizou de R$ 131 para R$ 130

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira em baixa, revertendo os ganhos iniciais e ampliando as perdas acumuladas ao longo da semana.

O ponto de reversão da recuperação técnica foi o relatório de outubro do USDA.

Relatório do USDA

O relatório trouxe números de safra e estoques norte-americanos acima do esperado, confirmando a produção recorde dos Estados Unidos à medida que colheita avança naquele país.

Completando o cenário baixista, a previsão é de chuvas nos próximos dias no Brasil, beneficiando o plantio e afastando os temores recentes de perdas de produtividade.

O relatório indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,582 bilhões de bushels em 2024/25, o equivalente a 124,7,8 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 53,1,2 bushels por acre.

O número ficou acima da expectativa do mercado, de 4,572 bilhões ou 124,4 milhões de toneladas. Em setembro, a estimativa era de 4,586 bilhões de bushels ou 124,8 milhões de toneladas. A produtividade estava estimada em 53,2 bushels por acre.

Os estoques finais estão projetados em 550 milhões de bushels ou 14,97 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 542 milhões de bushels ou 14,75 milhões de toneladas. Não houve alteração na comparação com setembro.

Safra mundial de soja

Navio sendo carregado de soja em grãos no Porto de ParanaguáNavio sendo carregado de soja em grãos no Porto de Paranaguá
Foto: Ivan Bueno/APPA

O USDA projetou safra mundial de soja em 2024/25 de 428,9 milhões de toneladas. Em setembro, o número era de 429,2 milhões. Para 2023/24, a previsão é de 394,71 milhões de toneladas.

Os estoques finais para 2024/25 estão estimados em 134,7 milhões de toneladas, acima da previsão do mercado de 134,3 milhões de toneladas. No mês passado, a previsão era de 134,6 milhões de toneladas. Os estoques da temporada 2023/24 estão estimados em 112,4 milhões de toneladas. O mercado esperava número de 112,2 milhões de toneladas.

Para a produção brasileira, o USDA manteve as estimativas em 153 milhões de toneladas para 2023/24 e em 169 milhões para 2024/25. Para a Argentina, a previsão para 2023/24 foi mantida em 48,1 milhões. Para 2024/25, a estimativa é de 51 milhões de toneladas, sem alteração sobre o mês anterior.

As importações chinesas em 2023/24 foram elevadas de 111,5 milhões para 112 milhões de toneladas. Para a próxima temporada, a previsão é de um número de 109 milhões de toneladas, repetindo o mês anterior.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 9,25 centavos de dólar, ou 0,91%, a US$ 10,05 1/2 por bushel. A queda semanal superou 3%. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,21 por bushel, com perda de 10,50 centavos ou 1,01%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,00 ou 0,31% a US$ 315,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 43,33 centavos de dólar, com baixa de 0,43 centavo ou 0,98%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,52%, sendo negociado a R$ 5,6139 para venda e a R$ 5,6120 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5584 e a máxima de R$ 5,6534. Na semana, a moeda teve valorização de 2,91%.



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