terça-feira, julho 28, 2026

Agro

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empresas do agro representam apenas 2,2% do total, mostra estudo



O agro brasileiro, embora seja um dos pilares da economia nacional, representa apenas 2,2% das empresas ativas no Simples Nacional, sistema de tributação simplificada, totalizando cerca de 403 mil empresas. O dado foi divulgado em um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).

Segundo Carlos Pinto, diretor de Negócios do instituto, “o número reflete o que já se sabe: a maioria dos produtores rurais opera como pessoa física ou em empresas que faturam acima de R$ 4,8 milhões anualmente”.

Perfil e renovação das empresas do agro

O levantamento aponta que a maioria das empresas agro no Simples Nacional é de pequeno porte, com 65,19% sendo Microempreendedores Individuais (MEI), 18,21% Microempresas e 16,60% Pequenas Empresas.

Além disso, mais de 70% dessas empresas têm até cinco anos de atividade, indicando constante renovação no setor.

“O setor agro no Simples Nacional é marcado por uma alta taxa de novos entrantes e renovação no mercado”, destaca Pinto. Nos últimos dois anos, 182 mil novas empresas foram fundadas, reforçando o dinamismo do segmento.

Distribuição regional e principais estados

O estudo também analisou a distribuição geográfica das empresas agro no Simples Nacional, revelando que as regiões Sudeste e Sul concentram a maior parte, com 191.362 empresas no Sudeste e 77.272 no Sul.

São Paulo lidera o ranking com 90.746 empresas, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro. “A região Sudeste, especialmente São Paulo e Minas Gerais, é uma potência na produção agrícola, principalmente em culturas como soja, milho, café e cana-de-açúcar”, afirma Pinto.

São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília são os municípios com o maior número de empresas agro no Simples Nacional. A capital paulista conta com 20.873 empresas, representando 5,18% do total, enquanto o Rio de Janeiro aparece com 13.264 e Brasília com 5.482 empresas.

“Esses números mostram a concentração de atividades agropecuárias em centros urbanos que atuam tanto na produção quanto na comercialização de produtos agrícolas”, comenta o diretor do IBPT.

Segmentos mais representativos

O subsetor de Alimentos, Bebidas e Fumo é o mais expressivo, concentrando 300.339 empresas, enquanto Agricultura, Pecuária e Cooperativas representam 102.767 empresas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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tratamentos preventivos contra sarna-da-maçã são intensificados


Ainda assim, pomares de maçã seguem com bom potencial produtivo





Foto: Agrolink

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar, as condições climáticas recentes foram extremamente favoráveis para os pomares de maçã na região administrativa de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Os produtores têm observado brotação e floração uniformes, especialmente na variedade Gala, enquanto a variedade Fuji encontra-se em fase final de floração, embora com algumas variações, o que pode resultar em alternância de produção. No geral, o estado fitossanitário dos pomares é excelente.

A polinização tem sido eficiente, com as abelhas trabalhando intensamente. Produtores da região também estão aplicando o raleio químico, técnica que ajuda a garantir a permanência dos frutos de melhor qualidade nas plantas e a eliminação dos indesejados. Além disso, continuam os tratamentos preventivos contra doenças como a sarna-da-maçã, causada pelo fungo Venturia inaequalis, que se beneficia das condições climáticas típicas da primavera. Em alguns pomares, já foram detectados pontos de infecção, reforçando a necessidade de controle.

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As atividades de replantio em áreas erradicadas também estão em andamento, assim como o controle do cancro-europeu e a adubação de manutenção em áreas que apresentaram deficiência nutricional, especialmente onde a adubação pós-colheita não foi plenamente realizada. Em determinadas áreas, os produtores estão realizando o arqueamento de ramos para melhorar a produção, aproveitando as condições climáticas favoráveis.

Na região de Passo Fundo, os pomares de maçã estão na fase de desenvolvimento vegetativo e frutificação, com o raleio já concluído. A sanidade das plantas e o potencial produtivo estão dentro do esperado, e os tratamentos preventivos contra pragas e doenças seguem em curso.





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Governo federal solicita urgência na análise de PL sobre crimes ambientais



O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, anunciou nesta sexta-feira (11), em São Paulo, que o governo federal solicitou ao Congresso Nacional a análise urgente de um projeto de lei que tem o objetivo de aumentar as penas e multas para crimes ambientais. Durante a entrevista, Padilha destacou a importância de proteger as florestas brasileiras e a gravidade de crimes como os incêndios florestais.

“O projeto, que já foi aprovado no Senado e está em tramitação na Câmara, busca endurecer as punições para quem comete delitos contra o meio ambiente. Já pedimos que esse requerimento de urgência seja votado na primeira sessão presencial do Congresso”, afirmou o ministro.

De acordo com informações da Agência Brasil, Padilha expressou sua expectativa de que a rápida aprovação do projeto ajude na preservação do meio ambiente, especialmente em áreas críticas como o Cerrado e o Pantanal. O tratamento urgente da proposta deve facilitar uma análise ágil, considerando que o texto já teve a aprovação do Senado.

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Reunião do Conselhão e o Green Deal

Na mesma tarde, Padilha participou de uma reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, conhecido como Conselhão. O encontro teve como pauta o impacto do Pacto Ecológico Europeu, ou Green Deal, nas exportações brasileiras. Apresentado pela União Europeia em 2019, o Green Deal visa tornar a Europa neutra em emissões de gases de efeito estufa até 2050, promovendo práticas sustentáveis.

O ministro comentou sobre o adiamento da aplicação do acordo, que permitirá mais tempo para países como o Brasil se adaptarem às novas exigências ambientais da Europa. “Estamos discutindo isso com seriedade, especialmente no contexto do G20, que será um espaço importante para o diálogo sobre essas questões. O Brasil deve assumir um papel de liderança na agenda de sustentabilidade, sem comprometer a produção de alimentos”, afirmou Padilha.

Padilha destacou que é possível aumentar a produtividade agrícola e energética do Brasil de forma sustentável, sem desmatamento. “Temos muitas terras que podem ser recuperadas. O Brasil possui um grande potencial de se tornar uma potência em energia renovável, sempre de forma responsável”, enfatizou.

A reunião também abordou agendas em comum entre o governo e o setor agropecuário, como o Combustível do Futuro e o marco regulatório do mercado de crédito de carbono. O ministro reforçou a importância da colaboração com o agronegócio, especialmente em iniciativas de recuperação de terras degradadas, que contribuem para a sustentabilidade e mitigação das mudanças climáticas.



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Novo projeto oferece atividades para idosos na zona rural


O projeto “Pé na Estrada”, lançado no início de outubro, faz parte do programa EnvelheSer 60+ do governo do Amazonas. A iniciativa oferece aos idosos atividades ao ar livre, como montaria, apicultura e trilhas, além de outras experiências rurais.

Desde os 45 anos, a enfermeira aposentada Maria Tereza Melo, hoje com 80 anos, frequenta as atividades coletivas. Há poucos anos ela ficou ausente devido ao tratamento de um câncer de mama, mas, agora, já recuperada, faz questão de participar de todos os eventos.

“Tem muitos idosos que não têm essa vontade, esse prazer, porque muitos estão acamados, doentes, então se você não está assim e tem essa oportunidade, você quer ser feliz, vamos aproveitar. Às vezes não temos condições de estar pagando isso, mas se o governo está dando, então vamos aproveitar”, afirmou Maria Tereza.

O programa tem três eixos de atuação: atendimento às vítimas de violência e garantia de direitos; prevenção e enfrentamento à violência, com interiorização das políticas; e promoção da saúde, bem-estar e autonomia financeira.

Foto: Ygson França/Sejusc

A aposentadoria do mecânico de aeronaves Paulo Mendes, 69 anos, trouxe a oportunidade e tempo de desfrutar das atividades fornecidas pelo programa. Agora, ele usufrui de novas vivências ao lado da esposa.

“Eu era uma pessoa muito ocupada no trabalho, mas quando eu me aposentei eu fui para a casa e comecei a não ficar parado, porque quando a pessoa tem mais de 60 precisa fazer alguma coisa”, avaliou o integrante do grupo Idade Renovada.

“Eu comecei a trabalhar em casa, no sítio que eu tenho, e eu estou aí, graças a Deus eu tenho essa idade e estou aqui hoje, com a minha esposa, feliz e brincando e revivendo a nossa mocidade de novo. Agradeço a Deus por estar aqui com meu grupo, meus amigos e ‘irmãos’”, finalizou o idoso.

A Sejusc conta com 80 grupos de idosos em Manaus e na Região Metropolitana. Qualquer pessoa a partir de 45 anos pode participar dos grupos. A inscrição pode ser feita nas próprias sedes ou no Centro Estadual de Cuidados para Idosos e Pessoas com Deficiência (CeciPcD), situado na rua Marquês de Quixeramobim, 210, no bairro Flores, na zona centro-sul de Manaus.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo


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preços do arroz sobem enquanto semeadura avança lentamente


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar, o plantio de arroz no Rio Grande do Sul segue em ritmo lento devido à alta frequência de chuvas nas regiões Leste e Sul do estado, que prejudicam o manejo do solo e o uso de maquinário agrícola. Nessas áreas, a umidade excessiva tem dificultado o avanço da semeadura, limitando o progresso esperado para a safra. Já nas regiões Oeste, onde os volumes de chuva foram menores e os intervalos mais longos, o plantio tem avançado de forma satisfatória, aproveitando condições climáticas mais estáveis e secas.

O Instituto Rio Grandense de Arroz (IRGA) estima que serão cultivados 948.356 hectares de arroz nesta safra, com uma produtividade projetada pela Emater/RS-Ascar de 8.478 kg/ha.

Segundo o informativo, na região administrativa de Bagé, na Fronteira Oeste, o clima tem favorecido o cultivo. O calor e a baixa incidência de chuvas permitiram que o solo atingisse uma temperatura adequada para a semeadura, germinação e emergência das plantas, além de facilitar a aplicação de herbicidas e a realização de preparos mecanizados. Em municípios como Alegrete e Uruguaiana, a semeadura já avançou significativamente, com 11% e 30% da área prevista já plantada, respectivamente. As demais áreas estão em boas condições para serem semeadas até a primeira quinzena de novembro, dentro da janela ideal. Em São Borja, 20% da área foi plantada sem maiores problemas.

Por outro lado, na região da Campanha, as fortes chuvas do início de outubro atrasaram o andamento das semeaduras. Em Dom Pedrito, apenas 3% dos 38 mil hectares projetados foram semeados devido às condições adversas.

Na região de Pelotas, a semeadura também está em fase inicial, com as primeiras áreas sendo plantadas em Jaguarão, Pedro Osório, Rio Grande e São Lourenço do Sul, representando apenas 1% do total previsto. As chuvas no início do período interromperam o plantio, mas os dias ensolarados a partir de 02 de outubro permitiram que as operações fossem retomadas em áreas com drenagem adequada.

Na região de Santa Maria, as condições climáticas melhoraram, acelerando o processo de semeadura, que passou de 2% para 15% da área projetada. Já em Soledade, o progresso foi mais lento devido às chuvas intensas, mas cerca de 7% da área destinada ao arroz pré-germinado já foi plantada, uma prática que não é prejudicada pela alta umidade do solo.

Na comercialização, o valor médio da saca de 60 quilos de arroz teve um aumento de 0,98%, subindo de R$ 115,97 para R$ 117,11, segundo levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar.





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Dia do Engenheiro Agrônomo: o profissional que impulsiona o sucesso do agro do Brasil



Neste 12 de outubro, o Brasil celebra o Dia Nacional do Engenheiro Agrônomo, profissional fundamental para o desenvolvimento do agronegócio e para a garantia de uma produção agrícola eficiente, sustentável e inovadora. São mais 100 mil profissionais registrados em todo o país.

Responsável por diversas áreas da produção rural, o engenheiro agrônomo exerce um papel estratégico, ajudando a transformar o setor em um dos pilares da economia brasileira.

Esse profissional conecta a ciência à prática no campo. Sua formação multidisciplinar abrange desde a escolha das melhores técnicas de plantio e manejo do solo até o desenvolvimento de soluções tecnológicas que aumentam a produtividade e reduzem o impacto ambiental. No Brasil, um dos maiores exportadores de alimentos do mundo, sua atuação é determinante para que o país mantenha seu protagonismo no agronegócio global.

Sustentabilidade e inovação

O trabalho do engenheiro agrônomo vai muito além de orientar sobre as melhores práticas agrícolas. Ele também desempenha um papel essencial na implementação de técnicas de agricultura sustentável, que permitem o uso racional dos recursos naturais.

Em tempos de mudanças climáticas e pressão por uma produção mais verde, o engenheiro agrônomo é fundamental na adoção de práticas que conciliam a alta produtividade com a preservação ambiental, como o manejo integrado de pragas e o uso eficiente da água e de insumos.

Além disso, esses profissionais são essenciais no desenvolvimento e implementação de novas tecnologias no campo. A agricultura de precisão, por exemplo, depende diretamente do trabalho de engenheiros agrônomos, que utilizam ferramentas digitais, sensores e drones para otimizar o uso de fertilizantes, água e defensivos agrícolas.

Essa tecnologia não apenas melhora os resultados econômicos dos produtores, como também reduz o impacto ambiental, tornando a produção mais sustentável.

Engenheiros agrônomos no apoio aos produtores rurais

Outra função desses profissionais é o suporte técnico aos produtores rurais, desde os pequenos agricultores familiares até os grandes produtores. O agrônomo fornece orientações em todas as etapas do ciclo produtivo, ajudando os agricultores a escolher as melhores sementes, definir o calendário de plantio, manejar o solo de forma adequada e garantir uma colheita de qualidade.

Valorização da profissão e desafios futuros

Mesmo com sua importância indiscutível, o engenheiro agrônomo ainda enfrenta desafios, como a necessidade de contínua atualização em novas tecnologias e o crescente debate sobre sustentabilidade. Além disso, a expansão da fronteira agrícola e as exigências do mercado internacional, cada vez mais voltado para práticas sustentáveis, fazem com que o papel desse profissional seja cada vez mais estratégico.

O Dia Nacional do Engenheiro Agrônomo é uma oportunidade de reconhecer a importância desse profissional para o agronegócio brasileiro e para o desenvolvimento sustentável do país. Os engenheiros agrônomos são os verdadeiros guardiões do futuro da agricultura, ajudando o Brasil a alimentar o mundo de forma sustentável e responsável.



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Produtores adotam manejo químico para acelerar colheita de aveia no RS


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar, a colheita da aveia branca está em fase final de ciclo no Rio Grande do Sul, mas o avanço das operações foi prejudicado pelas frequentes precipitações que dificultam os trabalhos no campo. Apenas 5% das áreas cultivadas foram colhidas até o momento, e cerca de 30% das lavouras estão em processo de maturação. Para otimizar o processo e evitar perdas na qualidade dos grãos, alguns produtores têm adotado o manejo químico, acelerando a maturação e garantindo uma colheita mais uniforme.

A maior parte das lavouras (55%) encontra-se na fase de enchimento de grãos, enquanto 10% ainda estão em floração. A sanidade das áreas plantadas é considerada satisfatória, sem grandes problemas com doenças ou pragas. A Emater/RS-Ascar estima que a área cultivada para a produção de grãos seja de 365.590 hectares, com uma produtividade média esperada de 2.402 kg/ha.

Veja mais informações sobre fitossanidade no Agrolinkfito

Na região administrativa de Erechim, a maioria das lavouras está na fase de enchimento de grãos e algumas áreas já se aproximam do início da colheita. A expectativa de produtividade na região é de 2.400 kg/ha. As lavouras semeadas no início do período de plantio apresentaram dificuldades no estabelecimento, resultando em menor potencial produtivo.

Em Frederico Westphalen, cerca de 40% das lavouras estão em maturação, 40% em enchimento de grãos, e 20% já foram colhidos, com uma produtividade estimada de 2.400 kg/ha.

Na região de Ijuí, 10% das lavouras já foram colhidas, e a produtividade registrada está em 2.750 kg/ha, acima da média esperada. A cultura está em fase final de ciclo, mantendo bom potencial produtivo.

Em Passo Fundo, 80% das lavouras estão em fase de enchimento de grãos e 20% em floração, com uma produtividade projetada de 2.400 kg/ha. O estado fitossanitário das lavouras é considerado adequado.

Em Santa Maria, a fase predominante é o enchimento de grãos, com 30% das lavouras já em maturação, e em Santa Rosa, as primeiras lavouras foram colhidas para evitar perdas de qualidade causadas pelo excesso de umidade, e os grãos estão sendo armazenados em galpões para secagem.

Na região de Soledade, os tratamentos fúngicos seguem para controle de ferrugens e manchas foliares, com 55% das lavouras em enchimento de grãos e 10% em maturação.

Os preços da aveia variam de acordo com a região. Em Ijuí, a saca de 60 quilos é comercializada por R$ 74,00, em Passo Fundo por R$ 78,00, e em Frederico Westphalen, o preço por quilo é de R$ 1,15.





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Calor extremo ameaça citros e eleva preços


Precipitações são importantes para aliviar o estresse hídrico





Foto: Seane Lennon

Citricultores de São Paulo acompanham com expectativa a previsão de chuvas nas principais regiões produtoras. Segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), essas precipitações são importantes para aliviar o estresse hídrico que afeta especialmente os pomares de sequeiro. O mês de outubro começou com temperaturas elevadas, intensificando as preocupações dos produtores, que veem no calor excessivo uma ameaça à safra atual (2023/24) e à produção da próxima temporada (2024/25).

De acordo com os pesquisadores do Cepea, o calor pode comprometer a qualidade das laranjas ainda nas árvores, além de prejudicar o desenvolvimento da safra futura. A oferta restrita do produto já vem impactando o mercado, e os preços refletem essa condição. Levantamentos do Cepea indicam que, entre segunda e quinta-feira desta semana, a média do preço da laranja pera na árvore alcançou R$ 125,02 por caixa de 40,8 kg, um aumento de 2,23% em relação à semana anterior.

Com a possibilidade de chuvas, há esperança de mitigar os efeitos do calor e melhorar as condições nos pomares. Contudo, a oferta limitada continua pressionando os preços, enquanto os citricultores aguardam um alívio no cenário climático para garantir uma melhor produtividade na próxima safra.





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Tecnologia verde no campo: Como utilizar?


A tecnologia tem sido fundamental para essa transformação




A tecnologia tem sido fundamental para essa transformação
A tecnologia tem sido fundamental para essa transformação – Foto: Pixabay

Segundo Fernando Silva, Coordenador Comercial da AGCO Power, o agronegócio no Brasil se destaca como um dos setores que mais investem em sustentabilidade, adotando práticas como o uso de biocombustíveis, sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e tecnologias de baixo carbono. De acordo com o MAPA, entre 2010 e 2020, o Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) reduziu 170 milhões de toneladas de CO2, e o ABC+ visa reduzir 1,1 bilhão de toneladas até 2030. Até o momento, mais de 54 milhões de hectares já utilizam práticas sustentáveis, superando as metas iniciais.

A tecnologia tem sido fundamental para essa transformação, ele explica. A Fendt, do Grupo AGCO, investe em equipamentos que aliam alta produtividade e menor impacto ambiental, como o trator Fendt 700 Vario Gen7 com motor AGCO Power CORE75. Esse motor, premiado como “Motor do Ano” no Diesel Progress Summit Awards 2023, opera com o Diesel Verde (HVO), reduzindo as emissões de CO2 em até 75%. Além disso, está preparado para combustíveis futuros, como hidrogênio, etanol, metanol e biogás, adaptando-se às novas demandas de sustentabilidade no campo.

O CORE75 oferece alta eficiência em baixas rotações, alcançando torque máximo a 1300 RPM, o que gera economia de combustível. Seu sistema avançado de pós-tratamento de emissões atende aos rigorosos padrões globais, como o PROCONVE MAR-1 no Brasil, reduzindo em até 90% as emissões de poluentes. Com construção robusta, menos peças e a possibilidade de remanufatura, o motor se destaca pela confiabilidade, manutenção simplificada e menor impacto ambiental. Segundo ele, a Fendt demonstra que é possível equilibrar produtividade e responsabilidade ambiental, reforçando seu compromisso com a sustentabilidade e preparando o agronegócio para um futuro mais verde e eficiente.





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Demanda aquecida eleva preços da carne de frango


Cenário promete seguir dinâmico





Foto: Pixabay

O mercado de carne de frango inicia outubro com comportamentos distintos em diferentes regiões do país. Segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o tradicional aumento na demanda, impulsionado pelo recebimento de salários, tem elevado os preços da carne de frango em várias praças. Contudo, em algumas regiões, o descompasso entre oferta e demanda levou a uma leve queda nas cotações do frango vivo.

Os pesquisadores do Cepea destacam que, apesar dessa variação regional, o aquecimento das vendas de cortes de frango e a manutenção de estoques em baixos níveis contribuíram para ajustes positivos nos preços de todos os produtos analisados pelo Centro de Pesquisas. A elevação dos valores reflete a demanda mais intensa, principalmente em um momento de reabastecimento de mercados e consumidores que têm priorizado a carne de frango devido ao seu custo-benefício em comparação a outras proteínas.

Enquanto isso, os produtores lidam com desafios relacionados à oferta, buscando equilibrar a produção para atender a demanda crescente sem gerar sobrecargas nos custos de criação. O cenário promete seguir dinâmico, com os preços podendo sofrer novas oscilações conforme a oferta se ajusta ao longo do mês.

 





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