terça-feira, julho 28, 2026

Agro

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Radar que detecta eventos meteorológicos extremos a 100 km de distância é instalado


Um novo radar meteorológico de alta tecnologia foi instalado no estado de São Paulo, com capacidade de detectar eventos climáticos extremos em um raio de até 100 km.

O equipamento foi adquirido pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em parceria com a Agência Metropolitana de Campinas (AgemCamp) e conta com o apoio da Defesa Civil.

Instalação e início das operações

O radar foi instalado no Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), da Universidade. A previsão é que o equipamento comece a operar de forma experimental em dezembro, contribuindo para a previsão e monitoramento de eventos climáticos.

A expectativa é que a nova tecnologia reforce as ações da Defesa Civil, ajudando na prevenção de eventos climáticos que possam colocar vidas em risco.

Os dados coletados pelo radar serão integrados ao Sistema de Radares do Governo de São Paulo, que já conta com um equipamento de alta tecnologia instalado em Ilhabela, no litoral, com um alcance de até 120 km.

Monitoramento climático

O secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação do estado, Marcelo Branco, destaca que o investimento no radar meteorológico é parte de um esforço maior para utilizar a tecnologia no monitoramento de áreas de risco e no combate às mudanças climáticas.

“A nossa meta é sempre usar a tecnologia a nosso favor, principalmente quando falamos em desenvolvimento urbano”, destacou o secretário.

O investimento no radar foi de R$ 4,4 milhões, sendo R$ 3 milhões do Fundo de Desenvolvimento Metropolitano de Campinas (Fundocamp) e R$ 1,4 milhão da Unicamp.

Estrutura do radar

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Foto: Defesa Civil/Divulgação

O radar, uma antena parabólica montada em um pedestal dentro de uma redoma de 4 metros de diâmetro, foi instalado em uma torre de 10 metros de altura no Cepagri.

Com aproximadamente três toneladas, o equipamento é capaz de emitir alertas em tempo real, fornecendo estimativas sobre o volume e a intensidade das chuvas.

Além disso, o radar é equipado com tecnologia de dupla polarização e oferece maior precisão na estimativa de chuvas e na classificação dos fenômenos climáticos. A esperança é que a inovação permita uma resposta mais eficaz às condições adversas, beneficiando a segurança das populações da Região Metropolitana de Campinas.

O equipamento será integrado ao futuro Centro Regional de Meteorologia da RMC, que está em fase de implementação e terá conexão com sistemas de monitoramento meteorológico estaduais e federais.



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Mais lidas: governo oferece incentivos para destruição de vinhedos, na França



O setor vitivinícola da França, um dos maiores do mundo, enfrenta uma grave crise em 2024, impulsionada pela queda no consumo e pela redução nas exportações de vinhos. Com 789 mil hectares dedicados à produção de vinho em 2023, o país busca medidas drásticas para conter a queda nos preços.

Diante da diminuição nas vendas, o governo francês anunciou um programa emergencial que oferece incentivos financeiros para os produtores que optarem por remover seus vinhedos. A proposta prevê uma compensação de cerca de 4 mil euros (aproximadamente R$ 25 mil) por hectare destruído, com a possibilidade de retirar até 30 mil hectares de vinhedos, representando cerca de 4% da área total cultivada.

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Mudanças nos hábitos dos consumidores

Esse declínio nas vendas é exacerbado por transformações nos hábitos dos consumidores, especialmente entre os mais jovens. Dados mostram que menos de um terço dos consumidores de vinho na França tem menos de 40 anos. A nova geração tem se mostrado mais inclinada a consumir cervejas e, quando optam por vinhos, preferem brancos, rosés ou tintos leves, em vez dos tradicionais vinhos tintos.

Além disso, as exportações de vinho francês caíram 10% em 2023, uma situação agravada pela diminuição das compras da China, aumentando ainda mais a preocupação dos produtores.

Medidas para estabilização do mercado

A expectativa é que os incentivos financeiros ajudem a estabilizar o mercado em meio a essa crise profunda, permitindo uma reestruturação necessária para o setor. Com essas ações, o governo busca reverter a tendência de queda e apoiar os viticultores que enfrentam desafios sem precedentes na indústria do vinho.



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Adiamento da reforma tributária abre espaço para ajustes e proteção ao agronegócio



A reforma tributária tem sido amplamente debatida e sua regulamentação enfrenta desafios, principalmente devido às preocupações sobre os impactos no agronegócio. O setor, que hoje conta com benefícios fiscais como isenções e alíquotas reduzidas de tributos, teme que a nova estrutura de impostos aumente significativamente a carga tributária. 

Atualmente, a alíquota média paga pelo agronegócio varia entre 3% e 4%, mas com as novas regras, esse percentual pode saltar para mais de 11%, o que gera apreensão entre os produtores.

No começo de outubro, o governo federal decidiu retirar o pedido de urgência para a votação da regulamentação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 68/2024 no Senado. A pauta do plenário estava trancada desde setembro e a decisão veio após pressão de líderes partidários que pediam mais tempo para análise das propostas. Mas o que esse adiamento representa para o agronegócio nacional?

Na visão do advogado tributarista Eduardo Berbigier, a retirada da urgência faz com que as votações no Senado voltem ao fluxo normal, dando mais tempo para ajustes e negociações. Segundo ele, essa decisão pode facilitar um diálogo mais construtivo sobre as mudanças propostas.

“A retirada do pedido de urgência significa mais tempo e cuidado nas discussões. Pressa nunca foi uma vantagem em temas complexos como a tributação do agro”, ressalta.

Alíquota para o agro pode se tornar uma das mais altas do mundo

Entre os pontos que mais preocupam o setor está a alíquota, que pode se tornar uma das mais altas do mundo. De acordo com o especialista, “a coexistência de dois sistemas tributários por um período considerável também traz complexidade, além de questões relacionadas à litigiosidade nos conceitos de insumos e à não-cumulatividade plena”. 

Outro ponto de atenção é a extinção ou redução dos benefícios fiscais para o agronegócio, o que pode prejudicar especialmente os pequenos e médios produtores.

Sobre os efeitos práticos no planejamento estratégico das empresas do setor, Berbigier destaca que, embora os principais impactos da reforma sejam esperados somente para 2026, a recomendação é que a preparação comece desde já.

“É essencial realizar o compliance fiscal-tributário, mapeando as atividades e suas consequências fiscais para definir estratégias de ajuste ou ampliação das operações”, sugere. 

Ele reforça ainda que, diante de um cenário tributário tão complexo, é importante que cada etapa da cadeia produtiva seja analisada de forma independente.

Na volta dos trabalhos legislativos após o primeiro turno das eleições municipais, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) também manifestou preocupação com o andamento da reforma tributária no Congresso.

Na avaliação da entidade, é importante que haja a manutenção de pontos articulados pelos parlamentares, como é o caso da cesta básica isenta de impostos, a tarifa zero para o cooperativismo e a diferenciação tributária para produtores com renda anual de até R$ 3,6 milhões por ano.



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Perspectivas para o milho revisadas para baixo


O relatório de Oferta e Demanda dos Produtos Agrícolas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe as novas perspectivas para a produção de milho no mundo e nos principais países produtores em outubro. A projeção global de produção de milho foi ligeiramente revisada para baixo, passando de 1,218,57 bilhão de toneladas em setembro para 1,217,19 bilhão de toneladas em outubro. Os estoques finais globais também foram ajustados para baixo, de 308,35 milhões de toneladas para 306,52 milhões de toneladas, refletindo as expectativas sobre as condições climáticas e produtivas em várias regiões.

No Brasil, as estimativas permanecem estáveis, com a produção projetada em 127 milhões de toneladas e as exportações em 49 milhões de toneladas. Já os estoques finais foram ajustados para 2,84 milhões de toneladas em setembro, evidenciando que as exportações brasileiras seguem desempenhando um papel crucial no abastecimento global, especialmente em um cenário de ajustes nos estoques dos Estados Unidos e da Argentina.

Nos Estados Unidos, a previsão de produção foi revisada de 385,73 milhões de toneladas em setembro para 386,17 milhões de toneladas em outubro, com a produtividade ajustada para 192,28 sacas por hectare. No entanto, as perspectivas indicam uma redução nos estoques finais, que caíram de 52,26 milhões de toneladas para 50,78 milhões de toneladas. A área plantada e colhida permanece estável, assim como o uso de milho para produção de etanol, que se mantém em 138,44 milhões de toneladas.

Na Argentina, as projeções mantêm a produção de milho em 51 milhões de toneladas para outubro, com as exportações também permanecendo em 36 milhões de toneladas. No entanto, os estoques finais foram ajustados para cima, passando de 1,74 milhão de toneladas em setembro para 2,79 milhões de toneladas em outubro, refletindo uma expectativa de equilíbrio no balanço de oferta e demanda local.

Por fim, na Ucrânia, as perspectivas foram revisadas para baixo, com a produção passando de 27,2 milhões de toneladas em setembro para 26,2 milhões de toneladas em outubro. As exportações também foram ajustadas de 24 milhões para 23 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais caíram de 730 mil toneladas para 630 mil toneladas, sinalizando desafios contínuos devido a questões logísticas e climáticas.
 





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a Abertura do Plantio da Soja!


Na última sexta-feira (11), a Fazenda Pau Brasil, localizada em Açailândia, Maranhão, recebeu cerca de 1.200 produtores e profissionais do agronegócio para a Abertura Nacional do Plantio da Soja para a safra 2024/2025. O evento, que começou às 9h, destacou a importância da soja para a economia brasileira e marcou o início oficial das atividades agrícolas na região.

Foto: Canal Rural

O secretário de Agricultura do Maranhão, Flávio Viana, ressaltou a importância da soja para a região e para o Brasil, citando que cerca de 40% da produção mundial de soja vem do país. “O Maranhão tem crescido muito devido ao empenho dos produtores, que realizam grandes investimentos e promovem o desenvolvimento do agronegócio no estado”, destacou.

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Plantio simbólico

A abertura foi marcada por um plantio simbólico, representando o início das atividades agrícolas no Maranhão e um marco para todo o Brasil, uma vez que diversas regiões do país já iniciaram suas semeaduras.

O evento destacou o trabalho de todos os envolvidos na organização, sublinhando a importância do Maranhão como um estado em pleno crescimento no setor agrícola. A realização da abertura nacional trouxe orgulho aos participantes, que celebraram o potencial da região e o compromisso com o desenvolvimento do agronegócio.

Discussões e painéis informativos

O evento também incluiu discussões sobre gestão, diversificação e sustentabilidade, com painéis informativos que contaram com a presença de especialistas renomados, como Gustavo Spadotti, da Embrapa Territorial; Bazilio Carlotto, da Coopernorte; e Marcos Fava Neves, Chanceler da Harven Agribusiness School. Esses profissionais debateram temas fundamentais para o setor, como a rentabilidade nas propriedades e os impactos climáticos nas lavouras.

A interação e o compartilhamento de conhecimentos foram aspectos fundamentais do evento, promovendo um espaço para que os produtores se atualizassem sobre as melhores práticas e inovações do setor.



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empresas do agro representam apenas 2,2% do total, mostra estudo



O agro brasileiro, embora seja um dos pilares da economia nacional, representa apenas 2,2% das empresas ativas no Simples Nacional, sistema de tributação simplificada, totalizando cerca de 403 mil empresas. O dado foi divulgado em um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).

Segundo Carlos Pinto, diretor de Negócios do instituto, “o número reflete o que já se sabe: a maioria dos produtores rurais opera como pessoa física ou em empresas que faturam acima de R$ 4,8 milhões anualmente”.

Perfil e renovação das empresas do agro

O levantamento aponta que a maioria das empresas agro no Simples Nacional é de pequeno porte, com 65,19% sendo Microempreendedores Individuais (MEI), 18,21% Microempresas e 16,60% Pequenas Empresas.

Além disso, mais de 70% dessas empresas têm até cinco anos de atividade, indicando constante renovação no setor.

“O setor agro no Simples Nacional é marcado por uma alta taxa de novos entrantes e renovação no mercado”, destaca Pinto. Nos últimos dois anos, 182 mil novas empresas foram fundadas, reforçando o dinamismo do segmento.

Distribuição regional e principais estados

O estudo também analisou a distribuição geográfica das empresas agro no Simples Nacional, revelando que as regiões Sudeste e Sul concentram a maior parte, com 191.362 empresas no Sudeste e 77.272 no Sul.

São Paulo lidera o ranking com 90.746 empresas, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro. “A região Sudeste, especialmente São Paulo e Minas Gerais, é uma potência na produção agrícola, principalmente em culturas como soja, milho, café e cana-de-açúcar”, afirma Pinto.

São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília são os municípios com o maior número de empresas agro no Simples Nacional. A capital paulista conta com 20.873 empresas, representando 5,18% do total, enquanto o Rio de Janeiro aparece com 13.264 e Brasília com 5.482 empresas.

“Esses números mostram a concentração de atividades agropecuárias em centros urbanos que atuam tanto na produção quanto na comercialização de produtos agrícolas”, comenta o diretor do IBPT.

Segmentos mais representativos

O subsetor de Alimentos, Bebidas e Fumo é o mais expressivo, concentrando 300.339 empresas, enquanto Agricultura, Pecuária e Cooperativas representam 102.767 empresas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

tratamentos preventivos contra sarna-da-maçã são intensificados


Ainda assim, pomares de maçã seguem com bom potencial produtivo





Foto: Agrolink

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar, as condições climáticas recentes foram extremamente favoráveis para os pomares de maçã na região administrativa de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Os produtores têm observado brotação e floração uniformes, especialmente na variedade Gala, enquanto a variedade Fuji encontra-se em fase final de floração, embora com algumas variações, o que pode resultar em alternância de produção. No geral, o estado fitossanitário dos pomares é excelente.

A polinização tem sido eficiente, com as abelhas trabalhando intensamente. Produtores da região também estão aplicando o raleio químico, técnica que ajuda a garantir a permanência dos frutos de melhor qualidade nas plantas e a eliminação dos indesejados. Além disso, continuam os tratamentos preventivos contra doenças como a sarna-da-maçã, causada pelo fungo Venturia inaequalis, que se beneficia das condições climáticas típicas da primavera. Em alguns pomares, já foram detectados pontos de infecção, reforçando a necessidade de controle.

Veja mais informações sobre fitossanidade no Agrolinkfito

As atividades de replantio em áreas erradicadas também estão em andamento, assim como o controle do cancro-europeu e a adubação de manutenção em áreas que apresentaram deficiência nutricional, especialmente onde a adubação pós-colheita não foi plenamente realizada. Em determinadas áreas, os produtores estão realizando o arqueamento de ramos para melhorar a produção, aproveitando as condições climáticas favoráveis.

Na região de Passo Fundo, os pomares de maçã estão na fase de desenvolvimento vegetativo e frutificação, com o raleio já concluído. A sanidade das plantas e o potencial produtivo estão dentro do esperado, e os tratamentos preventivos contra pragas e doenças seguem em curso.





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Governo federal solicita urgência na análise de PL sobre crimes ambientais



O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, anunciou nesta sexta-feira (11), em São Paulo, que o governo federal solicitou ao Congresso Nacional a análise urgente de um projeto de lei que tem o objetivo de aumentar as penas e multas para crimes ambientais. Durante a entrevista, Padilha destacou a importância de proteger as florestas brasileiras e a gravidade de crimes como os incêndios florestais.

“O projeto, que já foi aprovado no Senado e está em tramitação na Câmara, busca endurecer as punições para quem comete delitos contra o meio ambiente. Já pedimos que esse requerimento de urgência seja votado na primeira sessão presencial do Congresso”, afirmou o ministro.

De acordo com informações da Agência Brasil, Padilha expressou sua expectativa de que a rápida aprovação do projeto ajude na preservação do meio ambiente, especialmente em áreas críticas como o Cerrado e o Pantanal. O tratamento urgente da proposta deve facilitar uma análise ágil, considerando que o texto já teve a aprovação do Senado.

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Reunião do Conselhão e o Green Deal

Na mesma tarde, Padilha participou de uma reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, conhecido como Conselhão. O encontro teve como pauta o impacto do Pacto Ecológico Europeu, ou Green Deal, nas exportações brasileiras. Apresentado pela União Europeia em 2019, o Green Deal visa tornar a Europa neutra em emissões de gases de efeito estufa até 2050, promovendo práticas sustentáveis.

O ministro comentou sobre o adiamento da aplicação do acordo, que permitirá mais tempo para países como o Brasil se adaptarem às novas exigências ambientais da Europa. “Estamos discutindo isso com seriedade, especialmente no contexto do G20, que será um espaço importante para o diálogo sobre essas questões. O Brasil deve assumir um papel de liderança na agenda de sustentabilidade, sem comprometer a produção de alimentos”, afirmou Padilha.

Padilha destacou que é possível aumentar a produtividade agrícola e energética do Brasil de forma sustentável, sem desmatamento. “Temos muitas terras que podem ser recuperadas. O Brasil possui um grande potencial de se tornar uma potência em energia renovável, sempre de forma responsável”, enfatizou.

A reunião também abordou agendas em comum entre o governo e o setor agropecuário, como o Combustível do Futuro e o marco regulatório do mercado de crédito de carbono. O ministro reforçou a importância da colaboração com o agronegócio, especialmente em iniciativas de recuperação de terras degradadas, que contribuem para a sustentabilidade e mitigação das mudanças climáticas.



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Novo projeto oferece atividades para idosos na zona rural


O projeto “Pé na Estrada”, lançado no início de outubro, faz parte do programa EnvelheSer 60+ do governo do Amazonas. A iniciativa oferece aos idosos atividades ao ar livre, como montaria, apicultura e trilhas, além de outras experiências rurais.

Desde os 45 anos, a enfermeira aposentada Maria Tereza Melo, hoje com 80 anos, frequenta as atividades coletivas. Há poucos anos ela ficou ausente devido ao tratamento de um câncer de mama, mas, agora, já recuperada, faz questão de participar de todos os eventos.

“Tem muitos idosos que não têm essa vontade, esse prazer, porque muitos estão acamados, doentes, então se você não está assim e tem essa oportunidade, você quer ser feliz, vamos aproveitar. Às vezes não temos condições de estar pagando isso, mas se o governo está dando, então vamos aproveitar”, afirmou Maria Tereza.

O programa tem três eixos de atuação: atendimento às vítimas de violência e garantia de direitos; prevenção e enfrentamento à violência, com interiorização das políticas; e promoção da saúde, bem-estar e autonomia financeira.

Foto: Ygson França/Sejusc

A aposentadoria do mecânico de aeronaves Paulo Mendes, 69 anos, trouxe a oportunidade e tempo de desfrutar das atividades fornecidas pelo programa. Agora, ele usufrui de novas vivências ao lado da esposa.

“Eu era uma pessoa muito ocupada no trabalho, mas quando eu me aposentei eu fui para a casa e comecei a não ficar parado, porque quando a pessoa tem mais de 60 precisa fazer alguma coisa”, avaliou o integrante do grupo Idade Renovada.

“Eu comecei a trabalhar em casa, no sítio que eu tenho, e eu estou aí, graças a Deus eu tenho essa idade e estou aqui hoje, com a minha esposa, feliz e brincando e revivendo a nossa mocidade de novo. Agradeço a Deus por estar aqui com meu grupo, meus amigos e ‘irmãos’”, finalizou o idoso.

A Sejusc conta com 80 grupos de idosos em Manaus e na Região Metropolitana. Qualquer pessoa a partir de 45 anos pode participar dos grupos. A inscrição pode ser feita nas próprias sedes ou no Centro Estadual de Cuidados para Idosos e Pessoas com Deficiência (CeciPcD), situado na rua Marquês de Quixeramobim, 210, no bairro Flores, na zona centro-sul de Manaus.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo


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AgroNewsPolítica & Agro

preços do arroz sobem enquanto semeadura avança lentamente


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar, o plantio de arroz no Rio Grande do Sul segue em ritmo lento devido à alta frequência de chuvas nas regiões Leste e Sul do estado, que prejudicam o manejo do solo e o uso de maquinário agrícola. Nessas áreas, a umidade excessiva tem dificultado o avanço da semeadura, limitando o progresso esperado para a safra. Já nas regiões Oeste, onde os volumes de chuva foram menores e os intervalos mais longos, o plantio tem avançado de forma satisfatória, aproveitando condições climáticas mais estáveis e secas.

O Instituto Rio Grandense de Arroz (IRGA) estima que serão cultivados 948.356 hectares de arroz nesta safra, com uma produtividade projetada pela Emater/RS-Ascar de 8.478 kg/ha.

Segundo o informativo, na região administrativa de Bagé, na Fronteira Oeste, o clima tem favorecido o cultivo. O calor e a baixa incidência de chuvas permitiram que o solo atingisse uma temperatura adequada para a semeadura, germinação e emergência das plantas, além de facilitar a aplicação de herbicidas e a realização de preparos mecanizados. Em municípios como Alegrete e Uruguaiana, a semeadura já avançou significativamente, com 11% e 30% da área prevista já plantada, respectivamente. As demais áreas estão em boas condições para serem semeadas até a primeira quinzena de novembro, dentro da janela ideal. Em São Borja, 20% da área foi plantada sem maiores problemas.

Por outro lado, na região da Campanha, as fortes chuvas do início de outubro atrasaram o andamento das semeaduras. Em Dom Pedrito, apenas 3% dos 38 mil hectares projetados foram semeados devido às condições adversas.

Na região de Pelotas, a semeadura também está em fase inicial, com as primeiras áreas sendo plantadas em Jaguarão, Pedro Osório, Rio Grande e São Lourenço do Sul, representando apenas 1% do total previsto. As chuvas no início do período interromperam o plantio, mas os dias ensolarados a partir de 02 de outubro permitiram que as operações fossem retomadas em áreas com drenagem adequada.

Na região de Santa Maria, as condições climáticas melhoraram, acelerando o processo de semeadura, que passou de 2% para 15% da área projetada. Já em Soledade, o progresso foi mais lento devido às chuvas intensas, mas cerca de 7% da área destinada ao arroz pré-germinado já foi plantada, uma prática que não é prejudicada pela alta umidade do solo.

Na comercialização, o valor médio da saca de 60 quilos de arroz teve um aumento de 0,98%, subindo de R$ 115,97 para R$ 117,11, segundo levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar.





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