terça-feira, julho 28, 2026

Agro

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Empresa de tecnologia levanta 36 milhões de euros para impulsionar a digitalização agrícola global



A xFarm Technologies, uma das principais empresas europeias de tecnologia para o setor agroalimentar, anunciou a captação de 36 milhões de euros em uma rodada de financiamento Série C, com o objetivo de acelerar sua expansão global e aprimorar suas soluções de digitalização para a agricultura. Com essa nova injeção de capital, a empresa planeja fortalecer sua atuação na Europa, América Latina, Estados Unidos, Índia e Turquia, além de continuar a desenvolver práticas de agricultura regenerativa com o uso de tecnologias avançadas como a Inteligência Artificial Geoespacial.

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Em 2024, a xFarm já atende mais de 450 mil fazendas em todo o mundo, cobrindo 7 milhões de hectares por meio de seu Sistema de Informação de Gestão Agrícola (FMIS), uma plataforma digital que oferece suporte aos agricultores. A empresa tem se destacado na implementação de soluções sustentáveis e na promoção de práticas agrícolas mais eficientes e amigáveis ao meio ambiente.

Foco em inovação e sustentabilidade

Com o financiamento liderado pela Partech, por meio de seu Impact Growth Fund, e o apoio da Mouro Capital, a xFarm Technologies pretende continuar sua trajetória de crescimento, mantendo o foco em inovação e sustentabilidade. Matteo Vanotti, CEO da xFarm, destacou a importância de fornecer ferramentas avançadas para ajudar os agricultores a gerenciar suas fazendas de maneira mais eficaz, promovendo uma transição para práticas agrícolas sustentáveis.

“A agricultura global enfrenta grandes desafios, e queremos continuar liderando o caminho com soluções inovadoras. A rodada de financiamento permitirá que continuemos investindo em tecnologias de ponta, com foco em sustentabilidade e agricultura regenerativa”, afirmou Vanotti.

Expansão global e novos mercados

A xFarm já possui uma forte presença em diversos países europeus, como Suíça, Itália, Espanha, França e Reino Unido. Agora, com o novo investimento, a empresa planeja ampliar sua atuação em mercados estratégicos como a América Latina, onde o Brasil é uma das prioridades, além de expandir para os Estados Unidos, Índia e Turquia.

Além disso, a Mouro Capital contribuirá para o desenvolvimento de uma nova divisão da xFarm focada em fintechs e insurtechs, permitindo que a empresa ofereça serviços relacionados à gestão de riscos e empréstimos financeiros aos agricultores, proporcionando uma solução ainda mais completa para o setor.

Agricultura regenerativa e digitalização

A sustentabilidade e a agricultura regenerativa são prioridades para a xFarm Technologies, que tem trabalhado em soluções que incentivam a adoção de práticas sustentáveis em larga escala. O uso de Inteligência Artificial Geoespacial permite à empresa apoiar seus clientes com dados precisos e análise agronômica, ajudando a melhorar a eficiência na gestão das fazendas e a reduzir o impacto ambiental.

Com a crescente demanda por práticas agrícolas mais sustentáveis, a xFarm Technologies se posiciona como um dos principais atores na transição do setor agroalimentar para um modelo mais digital e ambientalmente consciente.



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solução biológica traz estabilidade aos produtores de tabaco


A produção de tabaco, concentrada em 98% na região sul do Brasil, é um pilar importante da agricultura familiar, trazendo estabilidade e alta rentabilidade. No entanto, essa estabilidade tem sido ameaçada pelo fungo sclerotinia sclerotiorum, conhecido como mofo-branco, que ataca principalmente em áreas de alta umidade, como o litoral de Santa Catarina e o Vale do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul.

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Esse fungo pode comprometer até 50% da renda dos produtores de tabaco, levando muitos a reconsiderarem o plantio da cultura. Visando combater esse problema, a Alliance One Brasil (AOB), exportadora de tabaco, desenvolveu um pacote agronômico que combina práticas sustentáveis e biológicas. A solução inclui o manejo adequado do solo, com o uso de braquiária, e a aplicação do fungo Trichoderma, que combate o mofo-branco de maneira eficaz.

A solução que transforma

De acordo com Luiz Franz, Gerente de Produção de Tabaco da AOB, 21% dos produtores da região litorânea de Santa Catarina já adotaram o pacote agronômico completo. Além de controlar a esclerotínia, a solução aumenta a qualidade do solo e incrementa a renda dos agricultores em até 35%.

Maurício Borges de Vargas, produtor em Santa Rosa do Sul, testemunhou essa transformação. Após perder metade de sua lavoura para o mofo-branco em 2022, ele adotou o pacote agronômico oferecido pela AOB e passou a ter uma produção mais saudável e lucrativa, com um aumento significativo de 80% no lucro líquido. “Me sinto orgulhoso em ser do agro. É uma sobrevivência do povo”, afirma Maurício.

Estabilidade e crescimento

Outro produtor da região, Rogério Silva de Matos, de São João do Sul, também viu sua produtividade crescer entre 30% e 40% após adotar o pacote agronômico da AOB. Rogério destaca a importância da fumicultura na economia local e planeja seguir investindo na cultura, esperando produzir entre 14 e 15 arrobas por mil pés de tabaco na próxima safra.

Rogério e sua esposa. (Foto: Braulio Staub/Alliance One Brasil)

Com essas práticas, os produtores da região sul do Brasil mostram que é possível aliar sustentabilidade, aumento da produtividade e rentabilidade, garantindo o futuro da agricultura familiar e a preservação do meio ambiente.



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Conab capacita agricultores para acesso ao Programa de Aquisição de Alimentos



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está capacitando agricultores familiares no Rio Grande do Sul para aumentar a participação de cooperativas e associações em programas de compras públicas, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

A oficina mais recente ocorreu em Sant’Ana do Livramento, na Fronteira Oeste, com a presença do presidente da entidade, Edegar Pretto.

Essa ação faz parte do Termo de Execução Descentralizada (TED), firmado com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA), que visa levar capacitação a oito estados, além do Distrito Federal.

O Programa Nacional de Formação em Compras Públicas da Agricultura Familiar tem como foco garantir que os agricultores tenham acesso a programas como o PAA, a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Fortalecimento da agricultura familiar

Segundo Edegar Pretto, a formação tem como objetivo consolidar o governo federal como o principal cliente da agricultura familiar, promovendo trabalho, renda e a permanência das famílias no campo.

“Estamos capacitando nossos agricultores para que mais cooperativas e associações vendam seus alimentos ao PAA e a outros programas de compras públicas”, afirmou Pretto.

Cerca de 80 agricultores familiares e assentados da reforma agrária participaram da capacitação, realizada na sede da Cooperativa Regional dos Assentados da Fronteira Oeste (Cooperforte).

Durante o evento, foram discutidos temas como organização produtiva, gestão de negócios, redes de comercialização e preservação do solo. A formação foi conduzida por especialistas de universidades e cooperativas, promovendo um ambiente de debate e aprendizado.

Expansão para outras regiões

Além da oficina em Sant’Ana do Livramento, outras quatro capacitações estão programadas para ocorrer no Rio Grande do Sul. As próximas oficinas acontecerão em Candiota e Piratini, nas regiões da Campanha e Sul.

Após essa primeira fase de capacitação dos agricultores, a Conab iniciará uma segunda etapa, voltada para entidades que recebem alimentos do PAA.

Programa de Aquisição de Alimentos

O Programa de Aquisição de Alimentos é uma das principais políticas de incentivo à produção de alimentos e combate à fome no Brasil. Em nível nacional, as operações da Conab no programa somam R$ 1,1 bilhão, enquanto, no Rio Grande do Sul, o investimento é de R$ 121,6 milhões.

Esse valor é direcionado a projetos como cozinhas solidárias, Compra com Doação Simultânea, Compra Direta e Compra Institucional, além da doação de sementes para agricultores familiares.

Na Fronteira Oeste gaúcha, serão destinados R$ 2,5 milhões para a aquisição de 527 toneladas de alimentos de agricultores familiares. Produtos como abóbora, batata-doce, mandioca, leite em pó, frutas e legumes serão distribuídos para entidades que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade em Sant’Ana do Livramento, Santa Maria, Pelotas e Porto Alegre, além de abastecer cozinhas solidárias.



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Começa período de defeso de 10 espécies de peixe; entidade orienta pescadores



O Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do estado do Amazonas (Idam) alerta os pescadores artesanais do Amazonas sobre o início do período de defeso de dez espécies de peixes amazônicos: tambaqui, capari, surubim, pirapitinga, mapará, sardinha, pacu, aruanã, aruanã-preta e matrinxã.

A iniciativa visa resguardar a reprodução das espécies nos rios da Bacia Amazônica.

A primeira espécie a entrar no período de defeso foi o tambaqui, no início de outubro, com restrições que seguem até 31 de março de 2025. Já as demais espécies terão a pesca proibida entre 15 de novembro deste ano e 15 de março de 2025.

A gerente de Aquicultura e Pesca (Geape) do Idam, Karen Alves, lembra que o defeso tem como objetivo a manutenção dos estoques pesqueiros, além de evitar a extinção de espécies.

A gerente também informa que durante o período, tanto pescadores artesanais quanto aqueles que trabalham com a venda do produto, precisam estar atentos à legislação.

“Orientamos que os pescadores usem os apetrechos adequados e não capturem as espécies protegidas pelo defeso para reprodução, como garantia às próximas safras. No que diz respeito à comercialização desses pescados, reforçamos que os vendedores adquiram somente os peixes oriundos da piscicultura e estejam atentos, também, em relação à documentação do produto”, alerta a gerente.

Além de chamar atenção do pescador para o período de defeso, o instituto orienta, ainda, que, no período, os trabalhadores busquem a Superintendência Federal de Pesca e Aquicultura (SFA) para regularizar o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP).

Já em relação ao seguro defeso, o instituto reforça que a solicitação pode ser realizada nas próprias colônias de pescadores.


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AgroNewsPolítica & AgroSafra

As certificações florestal e agrícola podem ser o primeiro passo para o…


Mesmo com o adiamento da implementação do Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR), previsto agora para o final de 2025, os produtores agrícolas e florestais já vinham se preparando para a adoção de uma maior transparência e rastreabilidade nas cadeias produtivas em relação a produtos oriundos de áreas de desmatamento. Nesse sentido, as certificações e auditorias podem ser um caminho para o início do cumprimento das regras.

Apesar das certificações apresentarem algumas divergências que impedem a equivalência automática ao EUDR, há uma grande sinergia com os requisitos de diferentes protocolos de certificação e verificações, que podem inclusive ser complementares. Um deles, a rastreabilidade é uma ferramenta crucial para promover informações sobre a origem do produto, que aliada à geolocalização e conformidade com os requisitos sociais, geram credibilidade às informações disponibilizadas para a União Europeia de que os produtos não têm origem em área de desmatamento após dezembro de 2022.

Isso porque, mesmo possuindo limitações, as certificações são mecanismos que comprovadamente trazem benefícios sociais e ambientais e são capazes de gerar um impacto positivo para além do seu contorno de atuação. Dessa forma, podem ser consideradas um primeiro passo na direção da adoção dos requisitos dessa nova regulamentação.

Além da EUDR, os produtores rurais e florestais buscam as certificações como forma de comprovar suas práticas, seja para o mercado, para seus clientes e fornecedores e até para atrair e reter talentos. Também têm como objetivo a melhoria contínua da gestão do negócio, o aumento da eficiência e produtividade, cumprimento da legislação ambiental e trabalhista, conservação dos recursos naturais e garantia de direitos e bem-estar dos trabalhadores rurais, tudo feito de forma documentada e auditada.

É importante salientar que as certificações possuem limites, e eles são bastante transparentes. Uma das restrições desses sistemas de verificação é o fato de atuarem por amostragem. Portanto, devem ser considerados como uma ferramenta complementar, que ajuda a obter benefícios importantes, mas que não deve ser usada como um recurso isolado e, acima de tudo, não dispensa a atuação do poder público e outros atores legais e da sociedade.

No Imaflora, vemos a certificação como muito mais do que um atestado de boas práticas. Trata-se de um contínuo processo de aprimoramento, de elevação de padrões e de busca de maior sustentabilidade na produção.

Apesar do adiamento da vigência do EUDR, as ações de adequação para o cumprimento da lei precisam acontecer desde já e podem ser vistas como excelentes diferenciais competitivos para o agro brasileiro. A crise climática já tem causado bilhões de reais em prejuízo para o agronegócio e uma das principais soluções para o Brasil está em coibir com o desmatamento. O regulamento e as certificações oferecem ao país uma oportunidade única para progredir como líder de uma nova economia sustentável e favorável às políticas socioambientais e climáticas.





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de olho no plantio, produtor sai das negociações e comercialização perde ritmo



Na última semana, o mercado brasileiro de soja teve baixa movimentação e preços variados nas regiões. Segundo a Safras & Mercado, as perdas nos contratos futuros em Chicago e a alta do dólar dificultaram a fixação de preços. Com isso, os produtores se afastaram das negociações, priorizando o plantio da nova safra em busca de condições mais favoráveis.

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Preços regionais

  • Passo Fundo (RS): A saca de 60 kg manteve-se em R$ 134,00.
  • Cascavel (PR): O preço caiu ligeiramente de R$ 139,00 para R$ 138,50.
  • Rondonópolis (MT): Houve um aumento de R$ 134,00 para R$ 136,00.
  • Porto de Paranaguá: O preço se estabilizou em R$ 143,00.

Bolsa de Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em novembro, os mais negociados, sofreram um recuo de 1,67% na semana, cotando-se a R$ 10,20 1/4 na manhã de sexta-feira. O mercado se viu pressionado por uma combinação de fatores: o retorno das chuvas no Brasil, que beneficia o plantio, e a expectativa de uma safra recorde nos Estados Unidos, que avança na colheita.

Valorização do dólar

O dólar comercial teve uma valorização de 2%, encerrando a semana em torno de R$ 5,56. A aversão ao risco no exterior e preocupações com a situação fiscal no Brasil contribuíram para a sustentação da moeda americana.

De acordo com o relatório da Safras & Mercado, até 4 de outubro, 87,7% da produção projetada da safra 2023/24 de soja já havia sido comercializada. Este número representa um aumento em relação aos 82,2% registrados em setembro. Em comparação ao ano anterior, quando 84,9% da safra foi negociada nesse período, a média dos últimos cinco anos é de 90,1%.

Considerando uma safra estimada em 152,29 milhões de toneladas, o total de soja já negociado alcança 133,62 milhões de toneladas. Para a safra projetada de 171,78 milhões de toneladas, a comercialização antecipada é de 24,8%, equivalente a 42,58 milhões de toneladas. Isso representa um aumento em relação ao ano passado, quando a comercialização antecipada era de 21,4%, e também está abaixo da média histórica de 29,4%.



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ABPA lança campanha para promover benefícios da carne de frango, carne suína e ovos



A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) lançou nesta semana a campanha “Sabor e Saúde para sua Família”, destacando os benefícios do consumo de carne de frango, carne suína e ovos para a saúde humana.

A iniciativa será veiculada em diversas plataformas de comunicação, incluindo TV aberta, rádio e meios digitais, e terá duração de cerca de dois meses.

A campanha foca em evidenciar os impactos positivos dessas proteínas no fortalecimento da imunidade. Vídeos, spots publicitários e materiais informativos foram produzidos para comunicar de forma clara os atributos nutricionais desses alimentos, visando atingir diferentes públicos em regiões estratégicas do país.

De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a ação busca ir além das abordagens tradicionais de sabor e dietas específicas.

“Queremos trazer uma perspectiva diferente sobre a importância do consumo das proteínas para as pessoas. Não se trata apenas de sabor ou de vantagens em dietas fitness. Consumir carne de frango, carne suína e ovos tem impactos diretos no fortalecimento da imunidade, sendo uma questão de saúde pública”, ressaltou.

A campanha, ao informar a população sobre os benefícios do consumo consciente de proteínas, pretende também fortalecer o setor produtivo, contribuindo para o aumento da confiança do consumidor nos produtos brasileiros.

Confira o vídeo da campanha sobre a carne suína:



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No RS, Conab capacita agricultores para ampliar acesso ao Programa de Aquisição de Alimentos



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está capacitando agricultores familiares do Rio Grande do Sul, com o objetivo de aumentar a participação de cooperativas e associações em programas de compras públicas, especialmente no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). As informações são da própria Conab.

Na última sexta-feira (11), em Sant’Ana do Livramento, foi realizada uma oficina voltada para fornecedores do PAA na região da Fronteira Oeste. Essa atividade marca a primeira etapa de um Termo de Execução Descentralizada (TED), assinado com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA). Além do Rio Grande do Sul, a parceria oferece formações em compras públicas em mais sete estados e no Distrito Federal.

Essas ações fazem parte do Programa Nacional de Formação em Compras Públicas da Agricultura Familiar, que visa equipar o setor com o conhecimento necessário para acessar diversas políticas e programas do governo federal. Além do PAA, a capacitação abrange a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Segundo o presidente da Conab, Edegar Pretto, essa ação é fundamental para transformar o governo federal no principal cliente da agricultura familiar, garantindo trabalho e renda para as famílias do campo.

“A retomada e o fortalecimento do PAA incluem a introdução das cozinhas solidárias, uma iniciativa que surgiu durante a pandemia e agora se tornou uma política pública estratégica. Estamos capacitando nossos agricultores para que mais cooperativas e associações possam vender seus produtos ao PAA e a outros programas”, ressalta o presidente.

A capacitação reuniu cerca de 80 agricultores familiares e assentados da reforma agrária na sede da Cooperativa Regional dos Assentados da Fronteira Oeste (Cooperforte). Os participantes discutiram temas como organização produtiva, gestão de negócios e preservação do solo, com painéis conduzidos por especialistas da área.

Além da oficina, outras quatro capacitações estão programadas para o Rio Grande do Sul, com eventos já agendados para Candiota e Piratini. Após essa primeira rodada de formações, a Conab planeja uma segunda fase, focando em entidades que recebem alimentos do PAA.

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O programa

O PAA é uma das principais políticas de incentivo à produção de alimentos e geração de renda no campo, com operações nacionais que somam R$ 1,1 bilhão. No Rio Grande do Sul, o investimento atinge R$ 121,6 milhões, abrangendo projetos como cozinhas solidárias e aquisições de produtos da agricultura familiar. Para a Fronteira Oeste, estão destinados quase R$ 2,5 milhões para a compra de 527 toneladas de alimentos, beneficiando entidades que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade na região.



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Mapa e Fazenda unem forças para impulsionar produtores rurais



Os ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniram na última semana para debater estratégias de incentivo aos produtores rurais brasileiros. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, o encontro teve como foco a melhoria do setor, incluindo a aquisição de maquinário para agricultura de precisão, destinado a auxiliar pequenos agricultores na recuperação de solos degradados.

“Foi uma reunião muito produtiva, com avanços significativos para o agro. Estou confiante de que, com as equipes técnicas do Mapa e da Fazenda trabalhando juntas, teremos boas notícias em breve para nossos produtores”, afirmou Fávaro.

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Os ministros também discutiram a flexibilização das restrições ao crédito rural, com base na resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) nº. 5.081 de 2023, que estabelece novas condições para a concessão de financiamento agrícola.

Em relação ao Rio Grande do Sul, as medidas de apoio aos produtores, que enfrentam a situação de emergência reconhecida pelo governo federal, foram uma prioridade na conversa. A alteração na Resolução nº. 5.140/2024 foi mencionada, permitindo a renegociação de dívidas para cooperativas e pequenos produtores, sem a aplicação de limitações geográficas em operações de capital de giro.

“Estamos focados em proporcionar mais tranquilidade para que os produtores executem a safra de verão, que já está em andamento”, concluiu o ministro.



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AgroNewsPolítica & Agro

Colheita de mandioca tem bom rendimento no Rio Grande do Sul


Clima seco favorece colheita de mandioca





Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar, o plantio da mandioca nas regiões de baixas altitudes de Soledade foi finalizado, enquanto nas áreas mais altas, onde o cultivo é menor, o processo está em fase final. A emergência das plantas e a uniformidade nas áreas cultivadas são consideradas adequadas. Os municípios que se destacam na produção da cultura na região incluem Venâncio Aires, Mato Leitão, Santa Cruz do Sul e Rio Pardo.

Na região administrativa de Santa Rosa, onde a área de cultivo atinge 6.114 hectares, a produtividade média esperada é de 17 toneladas por hectare. O tempo seco que predominou recentemente favoreceu o andamento da colheita das lavouras de segundo ano, que têm apresentado bom rendimento e cozimento, agradando os consumidores. As chuvas ocorridas no início de outubro melhoraram a umidade do solo, garantindo condições ideais para o desenvolvimento inicial das lavouras e a brotação nas áreas plantadas.

O plantio na região avançou significativamente, alcançando 91% da área prevista. As lavouras plantadas no ano passado e que ainda não foram colhidas já demonstram boa brotação e sanidade. Além disso, foi realizada a instalação de uma Unidade de Referência (UR) em São Paulo das Missões, com 24 variedades de mandioca. Essas variedades serão monitoradas, e os resultados serão divulgados em um dia de campo previsto para fevereiro ou março do próximo ano.

Em relação ao mercado, o preço da mandioca paga aos produtores está em R$ 120,00 pela caixa de 25 quilos. A mandioca lavada e não descascada, vendida diretamente ao consumidor, é comercializada a R$ 5,43/kg, enquanto a descascada para o mercado varejista sai por R$ 6,00/kg. Na feira ou venda direta ao consumidor, o preço varia entre R$ 7,00 e R$ 9,00/kg.





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