terça-feira, julho 28, 2026

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setor bate recordes e fortalece sua importância na economia



Nesta segunda-feira (14), o Brasil celebra o Dia Nacional da Pecuária, uma data que destaca a relevância desse setor não apenas para a economia, mas também para o desenvolvimento sustentável do país. A pecuária, um dos pilares do agronegócio brasileiro, vai além da produção de carne e leite, integrando inovação tecnológica, sustentabilidade e geração de empregos.

O Brasil, reconhecido mundialmente por sua liderança na produção de carne bovina, registrou em 2024 um aumento de 2% no abate de animais, somando 46,4 milhões de cabeças. O setor, que atravessa um período de queda nos preços — com o valor do gado 20% menor que em 2022 —, continua a se destacar pela eficiência produtiva, especialmente com a adoção de confinamentos, que impulsionam a produtividade.

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Outro marco importante deste ano foi o recorde de exportações do agronegócio brasileiro, que atingiram US$ 14,19 bilhões em setembro de 2024. Produtos como carne bovina, açúcar e celulose lideraram as vendas internacionais, consolidando a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais de proteína animal. A China permanece como o maior mercado comprador da carne brasileira, refletindo a forte demanda internacional por produtos agropecuários de alta qualidade.

O impacto da pecuária no Brasil vai além da economia. O setor é fundamental para a segurança alimentar, fornecendo carne e laticínios para milhões de pessoas no Brasil e no mundo. Além disso, a pecuária moderna está comprometida com práticas sustentáveis, como a agricultura regenerativa, que busca reduzir as emissões de carbono e preservar o meio ambiente.

Neste Dia Nacional da Pecuária, celebra-se também a crescente participação feminina no setor. Cerca de 18% das propriedades rurais no Brasil são geridas por mulheres, que têm se destacado pela inovação e pela capacidade de adaptação em um ambiente historicamente dominado por homens.

Com uma trajetória de constante evolução, a pecuária brasileira segue como um dos grandes motores da economia nacional, impulsionada pela inovação, sustentabilidade e comprometimento dos pecuaristas em garantir alimentos de qualidade para o mercado interno e global.



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Confira a atualização sobre o plantio da soja no Brasil: Paraná avança e lidera a semeadura


O plantio da safra da soja 2024/25 no Brasil alcançou 8,2% da área total prevista até o dia 11 de outubro, conforme levantamento da Safras & Mercado. O número representa um avanço em relação à semana anterior, quando apenas 4,1% da área havia sido semeada.

Entretanto, o ritmo de plantio está abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, que foi de 15,8% e também inferior à média dos últimos cinco anos, que é de 11,3%. Essa situação levanta preocupações sobre o impacto nas colheitas futuras e na oferta do grão.

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Como está a situação pelo país?

No Paraná, o plantio avança, com 36% da área já semeada, um leve aumento em relação aos 34% do ano anterior. A média histórica para o estado é de 23,4%, evidenciando um desempenho sólido nesta safra.

Em contrapartida, o Mato Grosso, tradicional líder de produção, apresenta apenas 9% da área semeada, uma queda significativa em relação aos 35% do ano passado e à média de 23,2%. O Mato Grosso do Sul mostra um cenário semelhante, também com 9% plantados, mantendo-se estável em relação ao ano anterior, mas abaixo da média de 7,9% dos últimos cinco anos.

Goiás está ainda mais atrás, com apenas 3% da área plantada, em comparação aos 7% do ano passado e abaixo da média de 6,9%. Em São Paulo, o cenário é desanimador, com 5% da área semeada, contra 7% em 2023 e 6,2% da média histórica.

As condições climáticas e o atraso no plantio são fatores que os produtores precisam monitorar atentamente nas próximas semanas. Estar ciente dessas variáveis é importante para antecipar e mitigar possíveis impactos negativos na safra, garantindo uma produção mais eficiente.



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previsão de chuva gera expectativa positiva



Pesquisas do Cepea apontam que a previsão de chuva em importantes regiões produtoras do Brasil tem gerado expectativas positivas no mercado de soja em grão. Os negócios, por sua vez, apresentam baixa liquidez, com parte da demanda voltada à oleaginosa dos Estados Unidos

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Segundo pesquisadores do Cepea, indústrias domésticas estão cautelosas nas aquisições de grandes volumes, esperando que a possível melhora do clima favoreça a semeadura da nova temporada 24/25 e pressione as cotações. 

Quanto às exportações, em setembro, saíram dos portos brasileiros 6,1 milhões de toneladas da oleaginosa, 24% a menos que em agosto/24, cerca de 4,5% abaixo do volume de setembro/23 e também a menor quantidade mensal desde janeiro deste ano. Mesmo assim, na parcial de 2024 (de janeiro a setembro), os embarques de soja somam 89,54 milhões de toneladas, 2,6% a mais que em igual intervalo de 2023 e um recorde.



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indicador atinge maior média nominal do ano



O Indicador do milho Esalq/BM&FBovespa (região de Campinas-SP) fechou a primeira dezena de outubro à média de R$ 66,18/sc, a maior do ano em termos nominais.

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Segundo pesquisadores do Cepea, o impulso dos preços do milho continua vindo da retração vendedora e da demanda aquecida. Produtores seguem atentos ao clima quente e seco, especialmente no Centro-Oeste, e, com isso, se mantêm afastados dos negócios no mercado spot. 

Já compradores mostram mais interesse em adquirir novos lotes, visando recompor estoques, ainda conforme explicam pesquisadores do Cepea.



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AgroNewsPolítica & Agro

Decisão sobre horário de verão será na terça-feira, diz ministro


O Ministério de Minas e Energia vai decidir na terça-feira (15) sobre adoção do horário de verão no Brasil ainda este ano. O ministro Alexandre Silveira vai se reunir com a equipe técnica no prédio da pasta em Brasília para definir a questão. Diante da urgência da decisão, Silveira reduziu em uma semana o período de férias e retornará ao trabalho na próxima segunda-feira (14). “O resumo da ópera é que se houver risco energético, não interessa outro assunto a não ser fazer o horário de verão”, afirmou Silveira nesta sexta-feira (11), em Roma, após participar como palestrante do último painel II Fórum Internacional Esfera.

“Se não houver risco energético, aí é um custo-benefício que terei a tranquilidade, a serenidade e a coragem de decidir a favor do Brasil e a favor do Brasil nem sempre quer dizer que vai economizar meio por cento, um por cento na conta de energia, porque qual impacto nos outros setores? Isso tem que ser um equilíbrio. Ainda bem que a política de diálogo voltou. Com essa política a gente tem tranquilidade e com muita profundidade chegar a um momento em que a gente possa mostrar com clareza qual o melhor caminho a seguir”, acrescentou o ministro, ressaltando que “não tem como não ser esta semana, porque não daria tempo de aproveitar a melhor janela que é novembro, se não for tomada a decisão, esta semana”.

De acordo com Silveira, a reunião foi marcada para terça-feira por causa da “imprescindibilidade de ser agora” e, para isso, é preciso que seja de imediato para permitir que os setores que serão impactados se preparem, embora, segundo ele, o cuidado que teve de conversar com os setores muito importantes para que se planejam.

“Se tem algo que não se pode abrir em uma política pública com essa dimensão, é a questão da previsibilidade. A importância maior do horário de verão e tem muita importância é entre 15 de outubro e 30 de novembro. Até 15 de dezembro tem uma importância vigorosa, não que ele não tenha depois, mas vai diminuindo a curva da importância dele”, disse.

Silveira destacou que o horário de verão é uma política pública aplicada mundialmente e não deve ser tratado como uma questão ideológica. “Primeiro quero registrar que o horário de verão é uma política pública que não é nacional. É implementada em vários países e em especial em países desenvolvidos. É uma política pública que não deve ser tratada como uma questão ideológica e ela foi tratada pelo governo anterior assim, simplesmente extirpando ela em 2019”, observou.

Crise hídrica
O ministro acrescentou que as usinas hídricas e hidrelétricas, quando não são, como é o caso de Belo Monte, localizada no Rio Xingu, no Pará, que não conseguiu licenciamento para fazê-la com reservatório, elas dependem naturalmente das questões pluviométricas. Os números indicam que a crise hídrica atual é grave.

“O Cemaden [Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais] apurou que desde 1950, quando ele mede a questão pluviométrica no Brasil, nós vivemos a pior crise hídrica dos últimos 73 anos, o que nos levou, se nós não tivéssemos feito medidas preventivas, como diminuir a vazão de Jupiá e Porto Primavera, corajosas que tomamos durante o ano, preservando 11% de água doce nos nossos reservatórios, hoje nós teríamos problema energético no Brasil. Não temos, temos tranquilidade para este período, mas temos que nos equilibrar entre segurança e modicidade tarifária e temos que preparar também o planejamento para 2026”, comentou.

Eleição
O ministro Alexandre Silveira disse ainda que, caso seja adotado pelo governo, o horário de verão não vai impactar o segundo turno da eleição, marcado para o dia 27 deste mês. “Se ele for decretado, não pega a eleição, porque tem que ter no mínimo 20 dias para que setores extremamente importantes se planejem, como o setor aéreo por causa das conexões internacionais e outros setores também como segurança pública”.

Ele que tudo está sendo analisado com todo o cuidado e serenidade. “Imagine a responsabilidade de uma decisão como essa de um ministro de estado. Se ele o faz sem necessidade está naturalmente tomando uma medida que tem transversalidade e tem custo em alguns setores da economia, apesar de que para outros é benéfico, mas em alguns da economia muito contundentes. Se ele não faz, e dá um problema, a responsabilidade é do ministro. Um problema energético não é um problema é um problemaço”, explicou sobre a complexidade da decisão.

O ministro lembrou que o presidente Lula já disse em entrevista que essa decisão não é política e delegou a condução dela ao seu ministro de estado. “O farei, com a coragem de quem tem que decidir. O farei muito ancorado em bases técnicas e em sensibilidade política e social, para que a gente defendendo, como eu defendo o horário de verão como política pública, só use mão dessa política pública se ela for imprescindível para assegurar energia para o Brasil e diminuir os custos que não impactem mais negativamente e faça economia para o consumidor”, completou.

ONS
Em reunião ordinária de outubro do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) na quarta-feira (9), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apresentou as projeções para o período de outubro de 2024 a março de 2025.

Os números apontam incertezas com relação ao início e condições do período úmido, ainda que alguns modelos indicarem maior nível de precipitação a partir da segunda quinzena deste mês. “Com a estiagem severa dos últimos meses, as próximas chuvas precisam, num primeiro momento, permitir que o solo recupere sua umidade para que, posteriormente, seja observada a elevação dos níveis das vazões”, informou a ONS em nota.

Conforme os dados dos dois cenários dos estudos prospectivos, as projeções de Energia Natural Afluente no Sistema Interligado Nacional (SIN) no horizonte de outubro/24 a março/25 se mostram abaixo da Média de Longo Termo (MLT). “As projeções de Energia Armazenada (EAR) indicam que o subsistema Sudeste/Centro-Oeste alcançaria ao final de março de 2025, no cenário superior, 13,8 p.p. acima do armazenamento verificado em março de 2024. No cenário inferior, esta projeção seria de 23,4 p.p abaixo ante o verificado”, acrescentou o Operador.

“No curto prazo, a análise da EAR mostra a continuidade da redução dos níveis dos reservatórios nos próximos três meses, com a recuperação dos volumes estimada para ocorrer a partir de janeiro de 2025”, afirmou na nota. No entendimento do ONS, o principal desafio identificado pelo órgão até dezembro é o atendimento da ponta de carga, horário em que a demanda atinge seu ponto máximo, que geralmente acontece entre 18h e 20h.

“As projeções indicadas pelos estudos prospectivos são utilizadas para apoiar tomadas de decisões pelo colegiado do CMSE quanto à necessidade da adoção ou permanência de medidas operacionais preventivas com vistas a aumentar a segurança do SIN. O Operador segue acompanhando a situação e os resultados das iniciativas implementadas com o intuito de assegurar o atendimento à demanda de carga do SIN”, informou.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Clima desafia safra de trigo com incertezas na qualidade da produção nacional


Os atrasos no plantio e as incertezas quanto ao desenvolvimento das lavouras são a base das preocupações quanto ao impacto das condições climáticas na safra de trigo de 2024. As chuvas fora de época, em maio, bagunçaram o calendário agrícola em regiões como o Rio Grande do Sul, resultando em um plantio tardio; enquanto geadas e precipitações irregulares impactaram a qualidade do trigo em diferentes estágios de desenvolvimento.

Esse panorama de incertezas climáticas e seus efeitos sobre a safra no Brasil foi um dos principais tópicos abordados no Webinar “Safra de Trigo Nacional 2024”, realizado pela Associação Brasileira da Indústria do Trigo – Abitrigo, no dia 8 de outubro.

Setor moageiro sulista alimenta incertezas

“As chuvas em maio empurraram nosso plantio para a segunda quinzena de junho, resultando em uma colheita mais lenta”, explicou o operador de Mercados da Solo Corretora de Cereais, Indio Brasil dos Santos, que falou sobre o cenário do trigo no Rio Grande do Sul. Apesar das adversidades, o especialista pontuou que o estado apresenta boas condições de lavoura, com 85% delas classificadas como boas ou excelentes. No entanto, ele contou que há uma preocupação crescente com as chuvas excessivas, especialmente na região sul gaúcha, onde 2% das áreas já apresentam problemas.

Santos também evidenciou que o produtor enfrentou desafios financeiros e muitos não conseguirão segurar suas produções por muito tempo, o que pode gerar pressão no mercado. “Isso pode levar a uma queda nos preços, especialmente se houver um grande volume de vendas concentradas após o pico de safra, previsto para o fim de outubro”, pontuou.

Assim como no Rio Grande do Sul, Santa Catarina também enfrentou desafios relacionados ao clima e à qualidade do trigo nas safras anteriores. O diretor-executivo da Copercampos, Rosnei Soder, evidenciou que apesar da redução da área plantada para a safra de 2024, as condições das lavouras são promissoras, embora o clima continue a ser uma apreensão constante. “As plantações estão muito bonitas, mas temos preocupação com as chuvas que estão por vir”, disse o diretor da Copercampos.

Soder também destacou uma expectativa de produção superior à do ano passado, projetando uma colheita de até 400 mil toneladas, caso as condições climáticas permaneçam favoráveis. No entanto, reforçou que a colheita ainda está sujeita a variáveis com o volume e a duração das chuvas.

O coordenador da Divisão de Conjuntura do Departamento de Economia Rural do Paraná (DERAL – PR), Carlos Hugo Godinho, apresentou um contexto semelhante no estado, destacando mudanças significativas nas práticas de plantio. Ele explicou que, enquanto o sudoeste paranaense recebeu chuvas fortes em maio, a metade norte do estado enfrentou um severo déficit hídrico, ficando entre 40 e 45 dias sem precipitações durante junho. “Esse cenário resultou em produtividades alarmantemente baixas, com algumas regiões colhendo menos de 2 mil quilos por hectare”, resumiu.

Além disso, Godinho revelou que a previsão inicial de produção de 3,6 milhões de toneladas foi revisada para 2,6 milhões de toneladas em setembro, uma queda de 32% em relação às expectativas iniciais. “Mesmo com os preços reagindo, a maioria dos produtores deve ter prejuízo ou, no máximo, empatar os custos do trigo”, destacou. O coordenador também expressou preocupações futuras, especialmente relacionadas ao ciclo da soja e à incidência de pragas no milho, sugerindo que algumas áreas poderiam ser revertidas para o plantio de trigo, dependendo das condições climáticas e econômicas.

Estabilidade e otimismo no Cerrado

O presidente da Associação dos Triticultores do Estado de Minas Gerais (Atriemg), Eduardo Ellas Abrahim, abordou a situação crítica da produção no Cerrado. Ele destacou que, com 180 dias sem chuvas e temperaturas noturnas elevadas, a produção de trigo em Minas Gerais deve cair para cerca de 250 mil toneladas, uma redução de 50% em relação ao ano anterior, que alcançou 470 mil toneladas. “Tivemos lavouras que não se estabeleceram no trigo sequeiro, inclusive no Sul de Minas, que normalmente tem uma temperatura melhor, mas esse ano foi diferente”, afirmou.

Apesar da queda na produção, o preço do trigo em Minas Gerais se manteve estável, e algumas variedades, como o trigo branqueador, chegaram a ser negociadas por até R$ 1.600, impulsionadas pela demanda de moinhos específicos. O presidente da Atriemg expressou otimismo em relação ao próximo ciclo de plantio, com produtores já buscando informações sobre preços de sementes para a próxima safra.

Abrahim também traçou um comparativo com Goiás, que está vivenciando um crescimento expressivo na produção de trigo, superando a casa das 300 mil toneladas pela primeira vez. Ele destacou que essa expansão se deve, em grande parte, ao aumento das áreas irrigadas, enquanto Minas Gerais ainda depende predominantemente do trigo de sequeiro. “Embora o Distrito Federal e a Bahia apresentem produções menores, de 12 mil e 60 mil toneladas, respectivamente, a qualidade do trigo proveniente dessas regiões é notável”, informou.

Perspectiva de crescimento na safra paulista

O gerente de Suprimentos da Anaconda S.A., Nelson Montagna, apresentou um panorama positivo para a safra de trigo em São Paulo, com uma produção estimada em torno de 360 mil toneladas. Ele destacou que, até o momento, 80% a 90% da colheita já foi realizada, o que indica que a safra está praticamente concluída.” Apesar de enfrentar dificuldades climáticas no início do plantio, como a seca entre abril e maio, o clima se estabilizou, sem geadas ou excessos de chuva, resultando em uma safra normalizada”, definiu.

Montagna mencionou a tendência de crescimento na produção do estado ao longo dos anos, com números subindo de 140 mil toneladas em 2013 para uma estimativa de 320 mil neste ano, com potencial para alcançar meio milhão de toneladas no futuro. “Embora a chegada do trigo da Rússia em nossos portos apresente um desafio, a baixa qualidade do produto russo limita seu impacto no mercado”, finalizou.





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Aneel realiza reunião de emergência para solucionar falta de energia em São Paulo



Após três dias de instabilidade no fornecimento de energia em São Paulo, que ainda afeta 760 mil endereços, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizou, no domingo (13), uma reunião de emergência com as principais concessionárias do estado.

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A reunião, realizada a pedido do Ministério de Minas e Energia (MME), visou traçar um plano de contingência para restabelecer a energia no estado, que foi duramente afetado por ventos fortes e temporais desde a última sexta-feira (11).

Setores afetados e ações em andamento

Os temporais que atingiram a região deixaram um rastro de destruição, causando a morte de sete pessoas e afetando serviços essenciais como o fornecimento de energia elétrica e água. Segundo a Enel, concessionária responsável por boa parte do fornecimento de energia no estado, cerca de 496 mil endereços na capital ainda estão sem luz, com os bairros Jabaquara, Campo Limpo e Pedreira sendo os mais impactados. Outras cidades como Cotia, São Bernardo do Campo e Taboão da Serra também registram problemas, somando milhares de consumidores sem energia.

Planos de contingência

Na reunião, a Aneel exigiu da Enel e de outras concessionárias um plano de ação emergencial. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, solicitou que o diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa Neto, apresente esse plano até a manhã de hoje (14), com o objetivo de acelerar o restabelecimento completo do serviço. O ministro também alertou para a possibilidade de abrir um processo de caducidade contra a Enel, o que poderia resultar na perda da concessão.

Reforço no atendimento

Além das medidas locais, o MME coordenou o envio de técnicos e equipamentos de outros estados para auxiliar na recuperação das redes elétricas. Empresas como Eletrobras e CPFL enviaram equipes para apoiar a Enel na reativação das áreas mais críticas.

Próximos passos

A expectativa é que o plano de ação emergencial, que será detalhado hoje em São Paulo, possa acelerar o retorno da energia para as áreas afetadas. Além disso, a Aneel continua monitorando a situação de perto, e o governo federal acompanha as ações de perto para garantir que a normalização dos serviços ocorra o mais rápido possível.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soluções para o solo compactado


O setor agrícola enfrenta o dilema de perder seu principal ativo: o solo vivo




Soluções que promovam a regeneração do solo são cruciais
Soluções que promovam a regeneração do solo são cruciais – Foto: Nadia Borges

As mudanças climáticas e o manejo inadequado das terras têm causado impactos severos no Cerrado brasileiro e no Norte do Paraná, regiões que enfrentam chuvas irregulares e riscos de estiagens prolongadas. A desestruturação do solo e a perda de matéria orgânica comprometem a sustentabilidade das atividades agrícolas, ameaçando a produtividade a longo prazo.

A erosão do solo é uma das consequências mais graves da degradação ambiental. A remoção da cobertura vegetal, por desmatamento e queimadas, torna o solo vulnerável à ação da chuva e do vento, resultando na perda da camada superficial rica em nutrientes. Sem essa camada, a fertilidade do solo diminui, tornando-o menos produtivo e mais difícil de manejar.

O setor agrícola enfrenta o dilema de perder seu principal ativo: o solo vivo. Queimadas, altas temperaturas e a falta de chuvas prejudicam a estrutura do solo e sua capacidade produtiva. Um solo saudável é essencial para fornecer os nutrientes necessários ao desenvolvimento das plantas, assegurando a safra atual e as futuras.

Soluções que promovam a regeneração do solo são cruciais. A biotecnologia oferecida pelo Microgeo se destaca, com o Composto Líquido produzido pela Bioestação Microgeo (BEM), que reconstitui a estrutura do solo, recuperando a matéria orgânica e melhorando a retenção de água e nutrientes. O uso contínuo do Microgeo reestabelece o equilíbrio do microbioma do solo, aumentando sua resiliência contra adversidades climáticas.

Essa abordagem promove um ambiente saudável que sustenta a produção agrícola a longo prazo. Restaurar a biodiversidade do solo assegura a sustentabilidade das operações, preservando a produtividade e minimizando impactos ambientais negativos. A combinação de regeneração do solo e fortalecimento de sua estrutura é fundamental para enfrentar os desafios climáticos e garantir a viabilidade econômica das propriedades agrícolas.





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Morre Washington Olivetto, ícone da publicidade brasileira, aos 73 anos



O publicitário Washington Olivetto, um dos maiores nomes da publicidade brasileira, faleceu ontem, domingo (13), aos 73 anos. Ele estava internado no Hospital Copa Star, no Rio de Janeiro, há quase cinco meses. O hospital divulgou uma nota lamentando a perda, mas não forneceu mais detalhes a pedido da família.

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Reconhecido internacionalmente por sua criatividade e inovações no setor, Olivetto foi responsável por criar campanhas antológicas que marcaram a cultura popular brasileira, como “O Primeiro Sutiã a Gente Nunca Esquece”, da Valisère, e o icônico “Garoto Bombril”, estrelado por Carlos Moreno, que o colocou no Guinness Book como o garoto-propaganda mais longevo da história.

Além de seus feitos na publicidade, Olivetto teve um envolvimento significativo no futebol, sendo vice-presidente do Corinthians e um dos idealizadores da Democracia Corinthiana nos anos 1980.

Uma carreira brilhante e cheia de prêmios

Washington Olivetto nasceu em 29 de setembro de 1951, no bairro da Lapa, em São Paulo, e construiu uma carreira de enorme prestígio. Aos 19 anos, conquistou seu primeiro prêmio em Cannes, abrindo caminho para uma trajetória repleta de reconhecimento. Ao longo dos anos, Olivetto acumulou centenas de prêmios em festivais internacionais, consolidando-se como o principal rosto da publicidade brasileira no mundo.

Entre suas campanhas de maior sucesso, além de Valisère e Bombril, estão “Hitler”, para a Folha de S. Paulo, e o cachorro da Cofap, ambas destacadas como marcos da publicidade nacional.

Uma vida de histórias e desafios

Além de seus sucessos profissionais, Olivetto também viveu momentos dramáticos. Em 2001, foi vítima de um sequestro que durou 53 dias. O publicitário sempre evitou comentar o ocorrido, referindo-se ao episódio como “aquele evento” em entrevistas. Ele foi resgatado em 2002, após a ação de investigadores da Polícia Federal.

Nos últimos anos, Olivetto se mudou para Londres e mantinha um papel ativo na publicidade internacional. Em sua última entrevista, dada em janeiro de 2024, ele expressou preocupação com o estado atual da publicidade no Brasil, lamentando a falta de brilho nas campanhas recentes.

Washington Olivetto deixa um legado inestimável para o mundo da propaganda e para a cultura brasileira. Ele também deixa sua esposa Patrícia Viotti e três filhos, Homero, Antônia e Theo.



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confira as notícias que afetam o mercado hoje



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, traz um resumo dos principais acontecimentos da semana passada, em que a continuidade das preocupações com o Oriente Médio e com as consequências do furacão Milton mantiveram a aversão ao risco elevada nos mercados.

Para mais conteúdos de Mercado Financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!



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