terça-feira, julho 28, 2026

Agro

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Veja como os preços da arroba do boi começaram a semana


O mercado físico do boi gordo apresenta continuidade do movimento de alta, com escalas de abate ainda encurtadas.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, ao que tudo indica, mesmo com a entrada de animais confinados no mercado, a valorização da arroba não deve perder tração no curtíssimo prazo.

“Ressaltando que haverá forte dependência da oferta de animais confinados no mercado brasileiro na atual temporada, considerando a ausência de oferta significativa de animais terminados a pasto em um segundo semestre de amplo desgaste das pastagens”, diz.

Preços da arroba do boi

  • Mato Grosso do Sul: R$ 301,82

Mercado atacadista

carne bovina - autoembargocarne bovina - autoembargo
Foto: Abiec

O mercado atacadista se depara com preços firmes, ainda em perspectiva de alta no curto prazo, com indústrias ainda se deparando com estoques relativamente curtos.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,00 por quilo. Quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,00 por quilo. Ponta de agulha permanece precificada a R$ 17,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,57%, sendo negociado a R$ 5,5816 para venda e a R$ 5,5795 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5652 e a máxima de R$ 5,6514.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de soja ajusta expectativas com previsão de chuvas e menor demanda interna


Compradores estão aguardando definições climáticas





Foto: USDA

Segundo informações do Cepea, a previsão de chuvas em importantes regiões produtoras do Brasil tem renovado as expectativas no mercado de soja em grão. Com o avanço do calendário da safra 2024/25, espera-se que o clima favorável impulsione a semeadura e pressione as cotações para baixo. Entretanto, o momento atual ainda é de baixa liquidez nas negociações, uma vez que indústrias brasileiras estão adotando uma postura cautelosa nas aquisições.

Parte da demanda interna e externa está voltada para a oleaginosa dos Estados Unidos, aumentando a incerteza no mercado doméstico. De acordo com os pesquisadores do Cepea, compradores estão aguardando definições climáticas mais consistentes antes de fechar grandes contratos, mantendo a expectativa de que uma janela climática positiva facilite a oferta e alivie os preços nos próximos meses.

As exportações brasileiras de soja apresentaram um recuo significativo em setembro. Foram embarcadas 6,1 milhões de toneladas, volume 24% menor que o registrado em agosto e 4,5% inferior ao de setembro de 2023. Esse desempenho também representa o menor volume mensal exportado desde janeiro deste ano.

Apesar da queda mensal, o acumulado de 2024 aponta um cenário favorável: de janeiro a setembro, o Brasil exportou 89,54 milhões de toneladas de soja, um recorde e 2,6% superior ao volume embarcado no mesmo período de 2023. Esse desempenho reforça a relevância do Brasil como líder no mercado global da oleaginosa, mesmo em um cenário de desafios climáticos e de demanda variável.

Com a previsão de chuvas à frente e o mercado ainda oscilando, produtores e compradores acompanham de perto a evolução do clima e os impactos nos preços para definir as próximas estratégias na safra 2024/25.





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Saiba como os preços da soja fecharam no Brasil; escassez nos negócios e queda definem



O início da semana no mercado brasileiro da soja foi marcado por escassez de negócios e queda nos preços, seguindo a tendência da Bolsa de Chicago e a valorização do dólar. De acordo com a Safras & Mercado, os produtores mostraram resistência nas negociações, recusando ofertas nos níveis atuais. O dia foi relativamente tranquilo, sem grandes acontecimentos.

Veja os preços do grão pelo país

  • Passo Fundo (RS): R$ 133,00 (anterior: R$ 134,00)
  • Missões (RS): R$ 132,00 (anterior: R$ 133,00)
  • Rio Grande (RS): R$ 140,00 (anterior: R$ 141,50)
  • Cascavel (PR): R$ 138,00 (anterior: R$ 139,00)
  • Paranaguá (PR): R$ 141,00 (anterior: R$ 143,00)
  • Rondonópolis (MT): R$ 136,00
  • )Dourados (MS): R$ 135,00 (anterior: R$ 136,00)
  • Rio Verde (GO): R$ 129,00 (anterior: R$ 130,00)

Chicago

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerraram a segunda-feira em baixa, influenciados pelo relatório de outubro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que confirmou uma safra abundante no país. A colheita avançada nos EUA e o retorno das chuvas no Brasil, que favorecem o plantio, contribuíram para o cenário negativo.

A queda no preço do petróleo e a valorização do dólar em relação a outras moedas também pressionaram as cotações. O mercado mostrou descontentamento com a falta de informações detalhadas sobre os novos incentivos à economia chinesa, anunciados no final de semana.

As importações de soja pela China em setembro atingiram 11,37 milhões de toneladas, um aumento de 59% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado de 2024, as importações somam 81,85 milhões de toneladas, avançando 8,1% sobre 2023.

De acordo com o alerta agroclimático da Rural Clima, instabilidades climáticas devem se intensificar no centro-norte do Brasil a partir de quarta-feira, trazendo chuvas irregulares para Tocantins, sul do Piauí, Maranhão e oeste da Bahia. A meteorologista Ludmila Camparotto prevê chuvas em Mato Grosso, Goiás, Tocantins e Rondônia. No Rio Grande do Sul, uma frente fria também deve causar chuvas mais intensas na região centro-sul.

Contratos futuros

Os contratos de soja com entrega em novembro fecharam com uma baixa de 9,50 centavos, ou 0,94%, cotados a US$ 9,96 por bushel. Já a posição de janeiro teve cotação de US$ 10,11 1/2 por bushel, com perda de 9,50 centavos ou 0,93%.

Nos subprodutos, o farelo de soja para dezembro fechou em alta de US$ 0,50, ou 0,15%, a US$ 315,60 por tonelada, enquanto o óleo teve uma queda de 1,33 centavo, ou 3,06%, terminando a US$ 42,04 centavos.

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia em baixa de 0,57%, negociado a R$ 5,5816 para venda e R$ 5,5795 para compra, com oscilações entre R$ 5,5652 e R$ 5,6514.



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Gás natural ficará 1,41% mais barato em novembro, diz Petrobras


A Petrobras reduzirá o preço do gás natural para as distribuidoras em 1,41% a partir de novembro. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (14), no Rio de Janeiro, pelo diretor executivo de Transição Energética e Sustentabilidade da companhia, Maurício Tolmasquim, que destacou ainda a queda de 17% no preço do produto desde 2023.

Ele lembrou que o gás natural é uma parte importante da transição energética e afirmou que o governo e a Petrobras têm como objetivo preços competitivos para consumidores para ajudar na massificação do gás, um elemento importante do programa brasileiro porque emite menos que os outros combustíveis fosseis.

“Então, agora em novembro, acabei de ter essa informação, a gente vai reduzir em 1,41% o preço do gás por conta do câmbio pela cotação do Brent em relação ao trimestre anterior, lembrando que, desde 2023, já foram reduzidos de 17% do preço do gás desde janeiro de 2023, isso no governo Lula, mais de 1,41% agora neste trimestre. É uma mudança e um movimento importante”, disse, acrescentando que os contratos são trimestrais.

Diversificação maior

Tolmasquim informou, ainda, que a diretoria da companhia aprovou agora em outubro novas ofertas de contratos de gás de distribuidoras com uma diversificação maior.

“As distribuidoras podem fazer um tipo de contrato jogando com flexibilidade, prazos, início de fornecimento, local de entrada e indexador. Jogando com essas variáveis a gente tinha 20 possibilidades de combinação de contratos anteriormente. Esse novo pacote aprovado pela diretoria faz passar de 20 para 48 possibilidades para as distribuidoras”, detalhou.

Além do preço competitivo, o diretor considerou interessante a aprovação de um prêmio de incentivo à demanda. Nesse prêmio haverá um preço 10% inferior ao preço de referência para consumos que sejam acima do compromisso do cliente.

“Se o cliente tinha um valor para compromisso mínimo e ultrapassar o compromisso, tem que ter uma redução de 10% no preço de referência. Isso também vai nesse sentido da política de dar mais acesso ao gás”, revelou, destacando que a medida vale para as distribuidoras.

Produção pode aumentar

reunião gás natural Petrobrasreunião gás natural Petrobras
Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, presente no anúncio, disse que a companhia tem muita expectativa com a produção do Complexo de Energias Boaventura, que já se chamou Comperj.

Inaugurado em setembro com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Itaboraí, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, o polo, além de termelétrico, pode aumentar em 50% a produção de derivados no estado do Rio.

Ela afirmou, a seguir, que a empresa está analisando poços de petróleo que – em uma avaliação anterior – podem ter sido considerados como ponto de não exploração de gás por questões de interpretações diversas.

“A gente tem isso na Bacia de Campos, a gente tem isso no Campo de Búzios, então a Petrobras está indo na direção da busca de mais gás para a sociedade. Se a gente tiver mais gás a gente tem chance de ter gás mais barato, aproveitar mais o gás e consegue endereçar o gás para tudo o que o país precisa, como fertilizantes, petroquímicos e química em geral. A gente fica muito impressionado de ver uma indústria química que precisa do nosso gás e que o gás, às vezes, é cerca de 40% do custo do produto final. A gente tem um gás caro e não consegue ofertar na medida da necessidade”, explicou.

“A última vez que eu olhei, a indústria química estava trazendo um déficit de US$ 60 bilhões na balança comercial brasileira. Então, imaginem o tamanho dessa demanda por gás e que a gente tem chance de endereçar aqui na Petrobras e tenho certeza que vamos conseguir”, revelou.

Mercado livre de gás

A presidente informou, também, que o mercado livre de gás já conta atualmente com seis empresas, entre elas, a Ternium, a CSN e a Gerdau e a previsão é aumentar.

“Logo no início do ano serão sete os nossos clientes no mercado livre de gás e o mercado vai se ampliando. A Petrobras vai ocupando esse espaço e vai barateando o gás para a gente poder viabilizar esse imenso mercado de gás que pode acontecer no Brasil. A gente entende que, com um preço adequado de gás, o mercado de gás brasileiro pode triplicar em termos de capacidade e de absorção de gás. É isso que estamos buscando. É o que estamos buscando [também] com fertilizantes e petroquímica. Tem gente que diz assim: ‘Vocês estão querendo dar gás barato?’. Não. Estamos querendo ganhar em escala e fazer dinheiro com este mercado que é imenso e é nosso. A gente não quer abrir o mercado para ninguém, não. O mercado que a gente puder ocupar a gente vai ocupar”, concluiu.



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Cinco países abrem mercado para erva-mate brasileira



O governo brasileiro recebeu a notícia de abertura de mercados nos cinco países integrantes da União Econômica Eurasiática (UEEA): Rússia, Belarus, Armênia, Cazaquistão e Quirguistão para as exportações, de forma simplificada, de erva-mate do Brasil.

Trata-se de mais uma abertura comercial no grupo, visto que, ainde neste ano, foram autorizadas os embarques de amêndoas de cacau, suínos vivos, sêmen e embriões bovinos (“in vivo” e “in vitro”), e bovinos vivos reprodutores e de produção para a região.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), nos primeiros nove meses de 2024, o Brasil exportou mais de US$ 1 bilhão em produtos agrícolas para a UEEA, com destaque para soja, carne bovina, café e açúcar.

Segundo a pasta, com os anúncios recentes, o Brasil alcançou sua 180ª abertura de mercado neste ano, totalizando 258 novas aberturas em 60 países desde o início de 2023.



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policiais apreendem defensivos agrícolas vindos do Paraguai



Uma ação conjunta de policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) e do Batalhão de Choque de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, apreendeu veículos carregados com produtos contrabandeados do Paraguai na última sexta-feira (11).

O grupo criminoso havia chegado à capital sul-matogrossense com itens adquiridos na cidade de Pedro Juan Caballero, região nordeste do país vizinho, próxima à fronteira com o Brasil.

Na ocasião, a equipe do Choque realizava o patrulhamento pelo bairro Santa Mônica após ser avisada pelos oficiais do DOF sobre a presença suspeita dos contrabandistas. Avistou três homens ao lado de uma Fiat Strada prata que, ao notarem a presença policial, correram em direção a uma residência das imediações.

Os policiais se aproximaram do imóvel, onde estavam os veículos com os porta-malas abertos e carregados de 50 galões (20 litros) de defensivos agrícolas; 595 kg de defensivos agrícolas em granulado; 25 pneus; 2.809 unidades de óculos; e 2.142 pacotes de cigarros de origem estrangeira.

Os homens foram presos e disseram ter sido contratados para levar os produtos até Campo Grande. De acordo com os policiais, a carga é estimada em R$ 1,715 milhão.

Ação aconteceu dentro do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, parceria da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) em parceria com a Operação Ágata Fronteira Oeste, do Ministério da Defesa.



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AgroNewsPolítica & Agro

Como o milho encerrou a semana?


O mercado de milho do estado do Rio Grande do Sul segue em ritmo lento, assim como em toda a semana passada, segundo informações da TF Agroeconômica. “Nas indicações, manutenção: Santa Rosa a R$ 69,00; Não-Me-Toque a R$ 69,00; Marau e Gaurama R$ 70;00 Arroio do Meio, Lajeado e Frederico Westphalen a R$ 71,00 e Montenegro a R$ 72,00. Vendedores a partir de R$ 70,00 no FOB interior e R$ 72,00 CIF fábricas. Não ouvimos sobre negócios nesta quarta-feira”, comenta.

Em Santa Catarina as pedidas de venda sobem. “Produtores com pedidas ao menos R$ 2,00 acima, em que compradores hoje indicam a partir de R$ 68,00 no interior e R$ 70,00/72,00 CIF fábricas. Negócios a R$ 70,00/71,00 no CIF meio oeste, em pelo menos 2 mil tons. Nas indicações, Chapecó a R$ 70,00; Campos Novos R$ 71,00; Rio do Sul a R$ 72,00; Videira R$ 70,00. Porto indicando R$ 66 outubro/R$ 68 novembro. Pedidas concentradas a R$ 70 FOB interior/73 posto fábricas”, completa.

No Paraná, o balcão sobe, indicações sobem, mas nada parece tirar o milho da mão do produtor. “Mercado sem negócios. No porto, indicações a R$ 63,00 set/65,00 nov/64,00 dez. No norte, indicações a R$ 64,00 (+1,00); Cascavel a R$ 61,00; Campos Gerais R$ 69,00; Guarapuava a R$ 67,00; Londrina R$ 65,00 (+1,00). Preços balcão no sudoeste e oeste a R$ 54,00, e norte a R$ 57,00. Produtores com pedidas a partir de R$ 67,00 no norte e oeste; e R$ 69,00 Campos Gerais. Maior parte dos lotes concentrados a R$ 70,00 FOB interior”, indica.

A criação de polo de agricultura irrigada deve impulsionar a produção de milho no Mato Grosso do Sul. “Em Maracaju, indicações de R$ 53,00 (+1,00); Dourados a R$ 54,00 (+R$ 1,00); Naviraí R$ 54,00 (-R$ 1,00) e São Gabriel a R$ 49,00. Produtores iniciam ofertas FOB a R$ 52,00 com maior parte das pedidas concentradas em R$ 55,00, base interior. Negócios em ritmo lento, com produtores iniciando pedidas a R$ 55,00 no FOB, e indicações nos portos a partir de R$ 70,00”, conclui.
 





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Plantio da safra de soja 2024/25 atinge 8,2%, aponta consultoria



A área estimada para a safra brasileira de soja 2024/25 estava 8,2% plantada até quinta-feira passada (10), em comparação com 4,5% uma semana antes e 17% um ano atrás, de acordo com levantamento da AgRural. O índice de 8,2% é o mais baixo para esta época do ano desde a safra 2020/21, destacou.

Segundo a AgRural, a maior parte do atraso deve-se ao ritmo ainda lento de Mato Grosso, onde os produtores aguardam a confirmação das chuvas mais consistentes previstas para a segunda quinzena de outubro para acelerar os trabalhos.

Na outra ponta, o destaque continua sendo o Paraná, onde o plantio é o mais acelerado desde a safra 2018/19. “A semeadura e o desenvolvimento inicial da safra paranaense são favorecidos por chuvas mais regulares que caem no Estado desde meados de setembro”, explicou a AgRural. Na semana passada, porém, parte dos produtores precisou reduzir o ritmo dos trabalhos por causa do excesso de umidade.

Com exceção de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, onde também tem chovido bem, a maioria dos produtores dos demais Estados brasileiros aguardam chuvas mais consistentes para dar mais ritmo ao plantio. Em várias áreas, a expectativa é de que as precipitações se tornem mais frequentes e volumosas a partir desta semana.

Milho verão

A semeadura do milho verão 2024/25 alcançava 42% da área estimada para o Centro-Sul do Brasil, até quinta-feira passada, em comparação com 37% uma semana antes e 41% no mesmo período do ano anterior, de acordo com dados da AgRural.

“Os trabalhos avançam nos intervalos das chuvas nos estados do Sul, onde o plantio caminha para a reta final. Nos demais estados, os produtores aguardam maiores acumulados para acelerar as máquinas”, comentou.



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Exportação do agronegócio em setembro atinge recorde



As exportações brasileiras de produtos agropecuários alcançaram em setembro US$ 14,194 bilhões, informou o Ministério da Agricultura, em nota. O valor é recorde e 3,6% superior ao obtido em igual mês do ano passado, o equivalente a um aumento de US$ 495 milhões ante os US$ 13,699 bilhões registrados um ano antes. O setor representou 49,3% dos embarques totais do país no último mês.

“Esse resultado positivo da balança comercial foi impulsionado, em grande parte, pelo aumento do volume exportado”, disse o ministério.

De acordo com nota técnica da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) da pasta, o desempenho das exportações do agronegócio de setembro foi puxado pelo aumento nas vendas de carnes, açúcar e celulose, que compensaram resultados negativos de outros setores.

As vendas externas de café verde (+ US$ 496,94 milhões), celulose (+ US$ 392,92 milhões), carne bovina in natura (+ US$ 251,39 milhões), açúcar de cana em bruto (+ US$ 200,48 milhões) e carne de frango in natura (+ 141,41 milhões) aumentaram em US$ 1,48 bilhão na comparação anual. Em contrapartida, houve queda de US$ 1,42 bilhão nos embarques de soja em grão e milho em setembro.

O índice de preço dos produtos exportados pelo agronegócio, por sua vez, subiu 1,3% ante setembro do ano passado, enquanto o volume comercializado ao exterior aumentou 2,3%.

Os principais produtos exportados no último mês foram complexo soja, carnes, complexo sucroalcooleiro, produtos florestais, cereais, farinhas e preparações, além do café. Juntos, representaram 84,6% de tudo o que foi exportado pelo agronegócio brasileiro no último mês.

Entre os destinos, a China se manteve como a principal importadora de produtos do agronegócio brasileiro em setembro, seguida por Estados Unidos e Países Baixos. Os embarques brasileiros à China, contudo, caíram 32,4% em setembro, com as vendas externas recuando para US$ 3,50 bilhões.

“A queda nas vendas reduziu a participação da China para 24,7%, ou cerca de um quarto de todo o valor exportado pelo agronegócio brasileiro. Os dois principais produtos que explicam, em grande parte, a redução das vendas à China foram a soja em grão e o milho”, explicou a secretaria na nota técnica.

Em setembro, o país desembolsou US$ 1,64 bilhão com a importação de produtos agropecuários, aumento de 24,7% ante igual mês de 2023. Os principais produtos agropecuários importados pelo Brasil no último mês foram trigo (US$ 149,16 milhões; +30,9%); papel (US$ 90,22 milhões; +15,3%); azeite de oliva (US$ 68,24 milhões; +39,3%); salmões (US$ 67,76 milhões; +19,7%); malte (US$ 58,77 milhões; -10,2%); vinho (US$ 51,81 milhões; +32,7%); arroz (US$ 48,94 milhões; +8,1%); leite em pó (US$ 48,63 milhões; +4,6%), e óleo de palma (US$ 39,96 milhões; +45,2%).

Acumulado do ano

De janeiro a setembro, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 125,892 bilhões, recuo de 0,2% ante igual período do ano passado. “Esse resultado se deu em função da retração no índice de preços, de 6,7%, que não compensou o aumento na quantidade exportada, de 6,9%”, observou a secretaria.

Juntos, complexo soja (US$ 47,32 bilhões), carnes (US$ 18,87 bilhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 14,76 bilhões), produtos florestais (US$ 12,82 bilhões) e café (US$ 8,36 bilhões) representaram 81,1% das vendas externas do agronegócio brasileiro entre janeiro e setembro de 2024. A participação do agronegócio nas exportações brasileiras recuou de 49,8% nos nove meses de 2023 para 49,3% no acumulado até setembro deste ano.

Já as importações de produtos agropecuários cresceram 15,9% nos nove meses do ano em relação a igual período do ano anterior, para US$ 14,472 bilhões, equivalente a 7,4% do total internalizado pelo país no período. O saldo da balança comercial do setor ficou positivo em US$ 111,421 bilhões, abaixo dos US$ 113,697 bilhões de igual período de 2023.



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AgroNewsPolítica & Agro

Trigo: Altas previstas até 2025


Segundo a TF Agroeconômica, os fundamentos altistas para o trigo indicam uma oportunidade de valorização de preços no médio e longo prazo, principalmente entre fevereiro e julho de 2025. Com base nisso, a recomendação para agricultores, cooperativas e cerealistas é de se prepararem para uma possível elevação de preços. 

Caso optem por vender parte da produção antes desse período, sugere-se adquirir contratos futuros para continuar participando das altas previstas, devido às adversidades nas safras de inverno no hemisfério norte e à redução da produção no Brasil. Já para moinhos e exportadores, o alerta é para se anteciparem, aproveitando contratos futuros para garantir custos menores e se manterem competitivos no mercado de farinhas .

Entre os fatores que sustentam essa alta, destacam-se: a menor produção e os estoques reduzidos nos EUA, conforme o USDA revisou sua projeção para 53,65 milhões de toneladas, com estoques finais de 22,09 milhões. Na Europa, a União Europeia diminuiu sua estimativa de exportação de 31,50 para 30 milhões de toneladas, compensada em parte pelas vendas ucranianas, entre 15 e 16 milhões de toneladas. A produção russa também foi ajustada para baixo, com consultorias apontando para uma redução significativa nos rendimentos, principalmente na Sibéria, enquanto o governo russo elevou as tarifas de exportação .

No Brasil, a produção também está abaixo das expectativas. A Stonex e a TF Agroeconômica convergem para uma estimativa de 7,89 milhões de toneladas para a safra 2024/2025, número inferior aos relatórios da Conab e do USDA, o que pode levar a um aumento nas importações e, consequentemente, a preços mais altos. Além disso, os estoques mundiais de trigo estão entre os mais baixos desde 2015/2016, um cenário que, combinado ao crescimento populacional, intensifica a pressão sobre a oferta e sustenta os preços .

Por outro lado, os fatores de baixa incluem a tomada de lucros pelos fundos de investimento e a maior disponibilidade de trigo na Argentina, que conta com estoques iniciais robustos, permitindo exportações significativas. No Brasil, a pressão de colheita momentânea nos estados do Rio Grande do Sul e Paraná também influencia os preços temporariamente, mas a tendência altista permanece sólida para os próximos meses .
 





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