terça-feira, julho 28, 2026

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Governo envia projeto que aumenta pena para crimes ambientais



O governo federal anunciou nesta terça-feira (15) o envio de um projeto de lei que endurece as penas para quem comete crimes ambientais no país.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a proposta aumenta de 4 para 6 anos a pena para delitos como o de atear fogo em vegetação, e estabelece que o crime seja inicialmente cumprido em regime fechado de prisão.

Atualmente, as penas, que variam de 2 a 3 anos, normalmente não levam à prisão e ainda propiciam a rápida prescrição dos crimes.

“Este país apenas está mostrando que, daqui para frente, a gente não vai brincar com o crime ambiental, as pessoas terão que ser punidas severamente”, afirmou Lula durante reunião no Palácio do Planalto, em que assinou a mensagem de envio do projeto ao Congresso Nacional, com regime de urgência constitucional para apreciação dos legisladores.

O regime de urgência acelera as etapas de tramitação e estabelece prazo máximo de 45 dias para a deliberação da matéria, em cada uma das casas legislativas.

Incêndios criminosos

O projeto de lei é uma resposta à onda de incêndios florestais que devastou o país ao longo dos últimos meses, em praticamente todas as regiões.

Até o fim de setembro, o Brasil já havia registrado cerca 200 mil focos de queimada desde o início do ano. Mais da metade do total teve início na Amazônia. A Polícia Federal (PF) abriu 85 inquéritos para apurar casos com indícios de incêndios criminosos.

“Os crimes ambientais têm crescido enormemente, e há uma órgão internacional, chamado Gafi, que é o Grupo de Ação Financeira Internacional, que estima que o crime relacionado ao meio ambiente, só no ano de 2022, deu um lucro estimado de US$ 110 a US$ 281 bilhões. São vários crimes, por isso que essa cifra varia um pouco. Os lucros perdem apenas para os do tráfico de drogas”, destacou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandovski.

Segundo o ministro, o projeto prevê que incêndios florestais cometidos em unidades de conservação, áreas de preservação ambiental e terras indígenas sejam considerados agravantes, que poderão aumentar a pena de quem for condenado por essa conduta. Dados oficiais citados por Lewandovski apontam que, dos 850 mil apenados, apenas 350 se encontram presos no Brasil por crimes ambientais.

“Isso não é possível, tendo em vista o enorme potencial lesivo desse crime gravíssimo”, observou o ministro.

Sem penas alternativas

Para a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, a ampliação da pena é uma medida fundamental para desestimular esse tipo de crime no país.

“A elevação da pena é fundamental para que aqueles que cometem os crimes ambientais não venham na expectativa de que terão penas alternativas, redução de pena, [pois] é isso que faz com que eles continuem fazendo a destruição, agravando o problema da mudança do clima”, disse Marina Silva.

Ainda de acordo com a ministra, o trabalho de combate às queimadas alcançou a redução dos mais 1,1 mil grandes incêndios que estavam em andamento ao longo dos últimos meses em todo o território nacional. Desse total, 670 foram completamente extintos e 237, controlados.

No Pantanal, ainda restam nove grandes incêndios, após a extinção de 114 focos, enquanto, na Amazônia, a área queimada foi reduzida em cerca de 80%, saindo de 300 mil hectares para cerca de 70 mil hectares.



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Chuva de 80 mm e calor de 38ºC; veja a previsão para os próximos dias


A semana será marcada por grandes volumes de chuvas na região central do país, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Segundo o órgão, os volumes podem ultrapassar os 80 mm (representados em tons de vermelho e rosa no mapa abaixo).

Chuva nas 5 regiões

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Foto: Reprodução

Sul

A semana começa com tempestades no oeste do Rio Grande do Sul e oeste de Santa Catarina, devido a atuação de um cavado na região. Porém, a partir da quinta-feira (17), o sistema se desloca e a região terá estabilidade.

As condições de chuva se intensificam a partir do dia 19 no centro-oeste do Paraná, onde acumulados acima de 60 mm estão previstos em algumas áreas.

Sudeste

A partir do próximo sábado (19), as precipitações se intensificam em Minas Gerais e São Paulo, com previsão de pancadas de chuva e acumulados acima de 80 mm nos dois estados. Enquanto isso, Rio de Janeiro e Espírito Santo devem ter tempo firme.

Centro-Oeste

Há um aumento de nebulosidade durante a semana, com previsão de pancadas de chuva, que podem ser volumosas, em especial na quinta-feira (17) sobre o estado de Mato Grosso. Essas mudanças estão associadas ao alinhamento da convergência de umidade na porção central do país.

Já a partir de sábado (19), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal têm previsão de pancadas de chuva, com acumulados acima de 80 mm.

Norte

Áreas de instabilidade associadas ao calor e à alta umidade provocarão pancadas de chuva no decorrer da semana, com valores acima 50 mm no noroeste e sudeste do Amazonas e sul do Pará.

Pancadas de chuva isoladas poderão ocorrer nas demais áreas da Região, com exceção do norte, onde a chance de chuva é pequena.

Nordeste

A previsão é de tempo quente e seco em grande parte da Região, de acordo com o Inmet. No entanto, a partir desta terça-feira (15), espera-se um aumento na nebulosidade, especialmente no leste da Bahia, de Pernambuco, da Paraíba, de Sergipe e Alagoas, que pode gerar instabilidades, resultando em pancadas de chuva isoladas.

A partir de quarta-feira (16), há condições de pancadas de chuvas e trovoadas isoladas no oeste da Bahia e sul de Tocantins.

Temperaturas máximas e mínimas

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Foto: Reprodução

O Inmet aponta que, para os próximos dias, estão previstas temperaturas elevadas em áreas do Norte e Nordeste do país, com máximas podendo superar os 38°C no decorrer da semana.

Além disso, o retorno das chuvas na região central favorecerá a diminuição das temperaturas máximas em algumas localidades das regiões Centro-Oeste e Sudeste, podendo chegar a 20°C entre os dias 19 e 20.

Especificamente no dia 19 de outubro (Imagem acima), as temperaturas estarão mais amenas. Em áreas da Região Norte e Nordeste, as máximas serão em torno de 38°C.

Já em grande parte do Sudeste e Centro-Oeste, as máximas reduzem significativamente, chegando a 20°C em São Paulo e no Paraná. Por outro lado, no Rio Grande do Sul, a tendência é de aumento das temperaturas máximas, podendo ficar entre 26°C a 30°C em algumas localidades.

As temperaturas mínimas podem superar 24°C em áreas das Regiões Norte, como Piauí, Maranhão e centro-norte de Mato Grosso. Áreas do Amazonas, Pará e Rondônia podem superar os 28°C.

Já em áreas serranas entre Bahia e o norte de Minas Gerais, as mínimas podem ficar abaixo dos 18°C. Na Região Sul e leste do Sudeste, as mínimas devem variar entre 10°C e 18°C.

No decorrer da semana e especificamente nesta terça-feira, está previsto um declínio da temperatura nas Regiões Sul e leste da Região Sudeste, com mínimas de até 16°C. Nas demais áreas, as temperaturas poderão ultrapassar 22°C.



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Brasil deve embarcar 4,343 milhões de toneladas em outubro



As exportações brasileiras da soja em grão estão previstas para atingir 4,343 milhões de toneladas em outubro, segundo levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). No mesmo mês do ano passado, as exportações totalizaram 5,952 milhões de toneladas, enquanto em setembro deste ano foram embarcadas 5,156 milhões de toneladas.

Na semana entre 6 e 12 de outubro, o Brasil exportou 1,203 milhões de toneladas de soja. Para o período entre 13 e 19 de outubro, a Anec projeta um volume de 1,207 milhões de toneladas.

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Farelo da soja

Em relação ao farelo de soja, a previsão é de embarques de 2,474 milhões de toneladas em outubro, superando os 1,652 milhões de toneladas do mesmo mês do ano passado e as 1,621 milhões de toneladas exportadas em setembro. Na semana passada, as exportações de farelo somaram 469,929 mil toneladas, e a expectativa para esta semana é de 961,111 mil toneladas.

As informações são da Safras & Mercado.



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Desembolso do crédito rural tem queda de 31% nos primeiros 3 meses do Plano Safra 24/25


Os produtores rurais do estado de São Paulo desembolsaram R$ 11 bilhões nos três primeiros meses do Plano Safra 2024/2025. O montante representa uma queda de 30,4% ante o mesmo período da temporada anterior.

O dado provém de relatório elaborado pelo Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), com base em dados da Matriz de Dados do Crédito Rural do Banco Central do Brasil.

O documento mostra, também, que o número de contratos no estado caiu de 18,9 mil para 16,4 mil, redução de 13,2%.

Crescimento do Pronamp

No Brasil, o desembolso de crédito rural foi de R$ 112,8 bilhões, redução de 31,1% no valor contratado na comparação com o mesmo período da safra anterior. Também houve diminuição no número de operações, que caiu de 733 mil para 522 mil (-28,8%).

Apesar disso, o relatório mostra que o valor desembolsado via Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) apresentou crescimento tanto no Brasil (+5,8%) quanto em São Paulo (+10,8%), com aumento nas contratações.

Em contrapartida, o valor contratado via Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e agricultura empresarial registrou queda nos cenários nacional e paulista.

Para a Faesp, uma possível explicação para a queda no desembolso do Pronaf e aumento no do Pronamp é a migração de produtores de um programa para o outro por conta da faixa de renda.

“Como não houve elevação da Renda Bruta Familiar (RBF) de enquadramento na Agricultura Familiar nesta safra, atualmente em R$ 500 mil, produtores anteriormente enquadrados no Pronaf podem agora estar sendo enquadrados no Pronamp”, diz trecho do documento da Federação.

Uso do crédito rural do Plano Safra

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Foto: Mapa

Em termos de finalidade do crédito considerando os produtores de todo o país, o relatório aponta os seguintes usos:

  • 65,5%, o equivalente a R$ 73,8 bilhões, foram destinados às operações de custeio;
  • 18% (R$ 20,3 bilhões) às iniciativas de investimento;
  • 7,4% (R$ 8,3 bilhões) às operações de industrialização; e
  • 9,1% (R$ 10,3 bilhões) à comercialização

Em comparação com a safra anterior, o relatório da Faesp aponta que houve redução tanto no valor desembolsado como no número de contratos realizados, em todas as finalidades.

Na avaliação por programas de investimento, dois se destacam com o maior valor desembolsado:

  • Moderfrota (R$ 1,85 bilhão)
  • Renovagro (R$ 1,96 bilhão)

Apesar disso, esses dois programas apresentaram redução no valor contratado, de 52,7% e 37,4%, respectivamente. Os demais programas também registraram queda no montante desembolsado, assim como no número de operações realizadas.

Redução de operações e de valores

Para a Faesp, ainda que representantes do Banco Central aleguem que há operações em trânsito que não foram devidamente lançadas, “o fato é que os dados do primeiro trimestre desta safra, vis-à-vis à safra 2023/24, mostram redução no número de operações e no valor emprestado”.

Assim, para a entidade, com base em levantamento de campo, avalia-se que as contratações estão em ritmo mais lento devido à dificuldade de os produtores apresentarem garantias, existência de operações ativas (inadimplentes ou repactuadas), redução do limite de crédito dos tomadores e menor propensão a tomada de crédito pelos produtores, principalmente para investimento, em virtude do menor preço das commodities e compressão das margens.



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AgroNewsPolítica & Agro

Impacto do cooperativismo na economia paranaense


O Paraná se destaca como referência na produção e exportação de grãos




O Paraná se destaca como referência na produção e exportação de grãos
O Paraná se destaca como referência na produção e exportação de grãos – Foto: Pixabay

Carlos Alberto Tavares Ferreira, fundador e CEO da Carbon Zero, destaca a importância do cooperativismo no agronegócio brasileiro, especialmente no Estado do Paraná. Com 13 das 20 maiores cooperativas agrícolas do Brasil situadas nesta região, o Paraná se firmou como um verdadeiro celeiro de inovação e desenvolvimento. Este cenário reflete a força do cooperativismo paranaense, que combina tecnologia, sustentabilidade e gestão colaborativa, resultando em um impacto positivo tanto na economia local quanto na nacional.

O Paraná se destaca como referência na produção e exportação de grãos, carnes e diversos produtos agrícolas. O modelo cooperativo tem sido fundamental para o crescimento sustentável dessas atividades, permitindo que os cooperados acessem recursos e conhecimentos essenciais para aumentar a eficiência e a competitividade. As cooperativas locais são reconhecidas como pioneiras em práticas de governança e preservação ambiental, desempenhando um papel crucial na descarbonização do agronegócio.

De acordo com ele, essas iniciativas não apenas promovem a sustentabilidade, mas também criam um ciclo de prosperidade que beneficia toda a cadeia produtiva. A união de esforços entre os cooperados fortalece a competitividade no mercado global, garantindo a sustentabilidade socioeconômica da agricultura paranaense. O trabalho coletivo realizado pelas cooperativas é um exemplo claro de como é possível transformar realidades e gerar impactos positivos em larga escala, contribuindo para um futuro mais sustentável e inovador no setor agrícola.
 





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Produtor da soja de Sinop (MT) compartilha estratégias para o plantio eficiente



O município de Sinop, no Mato Grosso, sediará a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2024/25, evento programado para o dia 4 de fevereiro de 2025. A data foi anunciada na última sexta-feira (11), durante a Abertura Nacional do Plantio da Soja em Açailândia (MA). O plantio na região enfrenta atrasos devido ao ritmo lento das atividades, com os produtores aguardando chuvas consistentes nos próximos dias.

Raul Pruinelli, produtor e delegado coordenador da Aprosoja MT no núcleo de Sinop, compartilha as melhores práticas para uma safra bem-sucedida. Isso inclui o uso de produtos de alta qualidade, adubação adequada, combate a pragas e doenças e a escolha de sementes de boa qualidade.

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Desafios climáticos e de mercado

Os desafios enfrentados na cultura da soja incluem a dependência de boas condições climáticas. “Esse aspecto foge ao nosso controle, mas precisamos levá-lo em conta para manter nossas expectativas em relação à produtividade”, comenta Pruinelli. “Sem condições climáticas favoráveis, mesmo as melhores práticas agrícolas podem não resultar nos resultados esperados”, complementa.

O cenário de mercado é desafiador, com custos de produção elevados e perspectivas pouco animadoras para os preços da soja e do milho em 2025. “Precisamos olhar da porteira para fora e encontrar o melhor momento para a comercialização, buscando preços adequados. O ano é desafiador, e a margem de lucro está apertada”, observa.

Pruinelli também destaca a importância de práticas sustentáveis, como o plantio direto, que minimiza a interferência no solo e promove a conservação por meio de curvas de nível e palhadas. “Adotamos as orientações técnicas mais adequadas para garantir uma agricultura sustentável que produza excelentes resultados”, afirma.

Expectativas para a Safra 2024/25

Pruinelli expressa otimismo em relação à próxima safra: “Estamos confiantes na abertura da colheita em fevereiro de 2025.” Ele menciona que o ano passado foi impactado pelo fenômeno El Niño, que prejudicou as lavouras.

“Mesmo após o El Niño, enfrentamos atrasos no plantio devido à falta de chuvas. Assim que tivermos umidade adequada no solo, iniciaremos o plantio”, explica o produtor. Apesar das dificuldades, Pruinelli acredita que um manejo eficiente e a adoção das técnicas recomendadas são essenciais para garantir a produtividade.

Sinop no cenário agrícola

De acordo com a Prefeitura Municipal de Sinop, o município ocupa a quarta posição no ranking de economia, desenvolvimento e prestação de serviços entre os 141 municípios de Mato Grosso, consolidando-se como a principal cidade do Norte do estado. A Abertura Nacional da Colheita da Soja não apenas celebra as práticas agrícolas, mas também ressalta o potencial econômico e estratégico de Sinop no agronegócio brasileiro.

Com uma combinação de boas práticas agrícolas e uma gestão atenta às condições climáticas e de mercado, Sinop se posiciona de forma sólida para um futuro promissor no agronegócio, esperando colher frutos positivos na safra 2024/25.



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La Niña atrasa e pode haver mais chuva no Brasil; entenda



Novas previsões climáticas mostram a possibilidade de atrasos na ocorrência do fenômeno La Niña, anteriormente projetado para ter início em setembro deste ano. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAAA) ainda indica a possível atuação da La Niña, mas outros fenômenos climáticos estão influenciando as condições de chuva no Brasil, como a Oscilação de Madden-Julian (MJO) e o Global Atmospheric Angular Momentum (GLAAM).

Conforme explica a Climatempo, a Oscilação de Madden-Julian (MJO), que circula pelo planeta e influencia a formação de nuvens e tempestades, está se deslocando do Sudeste Asiático em direção ao Oceano Pacífico.

Isso trará mais umidade para as regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil nas próximas semanas, beneficiando estados como Mato Grosso e Goiás, que enfrentam longos períodos de seca. Com essa mudança, as chuvas devem ocorrer de forma mais frequente e intensa, aliviando a estiagem em áreas críticas.

Outro fator relevante é o Global Atmospheric Angular Momentum (momento angular atmosférico global), que mede a rotação da atmosfera ao redor do globo. A previsão é de um pico no GLAAM em sua fase positiva, o que implica ventos mais fortes em grandes altitudes, conhecidos como correntes de jato.

Esses ventos ajudam a movimentar os sistemas climáticos e intensificar as chuvas no Hemisfério Sul. No entanto, o fortalecimento do vórtice polar antártico, localizado sobre a Antártica, pode confinar o ar frio e reduzir a possibilidade de ondas de frio intenso no Brasil.

A combinação desses fenômenos, especialmente a MJO e o GLAAM, tem retardado o resfriamento das águas do Pacífico, o que pode atrasar ou suavizar a La Niña. Ainda assim, meteorologistas não descartam a ocorrência do fenômeno, embora ele seja esperado com menor intensidade e curta duração.

Nas próximas semanas, as chuvas devem se intensificar no Centro-Oeste, Sudeste e Norte do Brasil, com maior incidência em estados que enfrentam seca prolongada, como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. O aumento da umidade e os ventos rápidos favorecem a formação de sistemas de baixa pressão, o que amplia as chances de chuvas volumosas nessas regiões.



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Sítio de ‘A Fazenda’ e propriedade de Pelé estão à venda; veja detalhes dos imóveis rurais de luxo


Segundo informações do Portal Chaozão, o mercado de imóveis rurais de luxo no Brasil ganhou novos destaques, com a venda de duas propriedades famosas: o sítio onde foi gravado o reality show “A Fazenda” (na foto acima) e a fazenda que pertenceu ao rei do futebol, Pelé.

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O sítio de “A Fazenda”, localizado em Itu, São Paulo, está disponível por R$ 7 milhões. O imóvel oferece uma estrutura preparada para turismo e criação de equinos. Este local foi palco de diversas edições do reality show e, além do apelo midiático, é considerado ideal para atividades de lazer.

Outra propriedade que chama atenção é a fazenda de Pelé, situada em Juquiá, também no estado de São Paulo. Avaliada em R$ 35 milhões, a fazenda tem 661 hectares e é descrita como um local com grande potencial para atividades turísticas e comerciais, além de oferecer uma ampla estrutura para pecuária e agricultura.

De acordo com Geórgia Oliveira, CEO do Portal Chaozão, a compra de propriedades como essas exige não apenas um investimento financeiro considerável, mas também uma compreensão clara sobre o manejo e os custos operacionais de grandes fazendas.

Fazenda de Pelé está avaliada em 35 milhões de reais. (Foto: Portal Chaozão)

Para os interessados, a lista destaca outras propriedades de alto valor no Brasil, mostrando que o setor de imóveis rurais de luxo segue em alta, com opções que atendem tanto a investidores quanto a quem busca um refúgio no campo sem abrir mão de conforto e infraestrutura.



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AgroNewsPolítica & Agro

Conab prevê crescimento de 8,3% na produção de grãos


A primeira projeção para a safra de grãos 2024/25, divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), revela uma expectativa otimista: produção de 322,47 milhões de toneladas, um salto de 8,3% em relação ao ciclo anterior. Caso o número se concretize, será o maior volume da série histórica, com um adicional de 24,62 milhões de toneladas. A área cultivada também deve crescer, passando para 81,34 milhões de hectares, alta de 1,9%.

Arroz: Expansão Surpreende no Centro-Oeste e Sudeste

Um dos destaques é o aumento expressivo na área de arroz, que deverá crescer 9,9%. A maior expansão será no Centro-Oeste (+33,5%) e no Sudeste (+16,9%). Em Mato Grosso, o plantio deve alcançar 133 mil hectares, uma alta de 39,3%. Essa retomada do cultivo pode fazer com que a produção nacional atinja 12 milhões de toneladas, nível não visto desde a safra 2017/18.

NÃO PERCA – Live exclusiva: Meteorologista vai revelar as previsões climáticas para a safra 2024/25

O presidente da Conab, Edegar Pretto, atribui os bons resultados ao esforço dos agricultores e ao retorno de políticas públicas para o setor: “Com esses números, a previsão é de que o Brasil volte ao patamar das maiores safras de arroz da sua história.”

Milho e soja

Para o milho, a Conab prevê uma produção total de 119,74 milhões de toneladas, crescimento de 3,5%. No entanto, a primeira safra do cereal deve encolher, com redução de 1,1% na produção e 5,4% na área cultivada. Mesmo assim, o mercado interno segue aquecido, impulsionado pelo setor de etanol e pela exportação de proteína animal.

Na soja, espera-se um crescimento mais modesto, com a área plantada aumentando 2,8%. A produção projetada é de 166,05 milhões de toneladas, mas a semeadura enfrenta dificuldades devido ao atraso das chuvas no Centro-Oeste. As exportações brasileiras de soja, no entanto, devem alcançar 105,54 milhões de toneladas, impulsionadas pela demanda mundial, principalmente da China.

Culturas de inverno: clima afeta o trigo

Entre as culturas de inverno, o trigo sofreu o maior impacto das adversidades climáticas. A previsão de safra caiu para 8,26 milhões de toneladas devido à estiagem e geadas no Paraná. A situação, porém, é mais favorável no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o que pode equilibrar o mercado.

Mercado

Com o aumento da oferta de arroz, espera-se uma redução nos preços internos, mas ainda mantendo a rentabilidade para os produtores. Além disso, as exportações de arroz devem crescer, podendo chegar a 2 milhões de toneladas, e os estoques finais podem alcançar 840 mil toneladas.

Já no caso do milho, a menor oferta inicial da América Latina pode elevar os preços no mercado internacional. A previsão de exportação do cereal brasileiro é de 34 milhões de toneladas.

 

 





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‘Atualização no combate à vaca louca abrirá portas para novos mercados’, diz médico-veterinário



Desde 2012, o Brasil tem sido reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como um dos países com menor risco de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), mais conhecida como a doença da vaca louca. Em 2024, com a atualização no Código Sanitário da OIE, o Brasil implementou mudanças importantes nas diretrizes do seu Programa Nacional de Prevenção e Controle da EEB, visando aprimorar ainda mais as medidas sanitárias no setor pecuário.

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O médico-veterinário Marcus Rezende explicou que essas mudanças reforçam a vigilância sanitária, principalmente no monitoramento de bovinos mais idosos e no controle rigoroso da alimentação dos ruminantes.

“O Brasil nunca teve casos de vaca louca clássica, e os episódios registrados foram em animais senis. Agora, estamos intensificando o rigor na investigação desses casos, bem como na fiscalização da alimentação dos ruminantes, proibindo a utilização de qualquer resíduo de origem animal”, afirmou Rezende.

Segundo ele, a atualização nas diretrizes traz vantagens significativas para os pecuaristas brasileiros. “Isso vai beneficiar muito o acesso a novos mercados internacionais. Embora aqui saibamos que nossa carne é de alta qualidade e segura, o mundo ainda precisa ser convencido disso. Com essas atualizações, estaremos em posição de mostrar ao mercado global que nossas práticas atendem aos mais altos padrões sanitários”, destacou o veterinário.

A mudança também pode ajudar os produtores a otimizar seus recursos e reduzir custos operacionais. “A nova diretriz permite que os pecuaristas concentrem seus esforços em áreas-chave, tornando as operações mais eficientes. Além disso, com a assessoria técnica correta, os produtores podem garantir que todas as exigências estejam sendo cumpridas, o que traz segurança e previsibilidade ao setor”, explicou Rezende.

O Brasil, que já é o maior exportador mundial de carne bovina, deve ganhar ainda mais espaço nos mercados internacionais com essas mudanças. Rezende enfatizou a importância de comunicar essas melhorias ao mundo:

“Estamos prontos para crescer e fortalecer nossa posição como um dos principais fornecedores de carne de qualidade. Essas medidas são mais uma prova de que a pecuária brasileira está à frente no cuidado com a saúde animal e a segurança alimentar.”



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