terça-feira, julho 28, 2026

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moinhos ajustam preços no Sul


Os vendedores reduziram os preços do trigo já colhido para R$ 1.250,00




Os vendedores reduziram os preços do trigo já colhido para R$ 1.250,00
Os vendedores reduziram os preços do trigo já colhido para R$ 1.250,00 – Foto: Canva

Conforme informações da TF Agroeconômica, o mercado de trigo no Rio Grande do Sul enfrenta pequenos problemas de qualidade, com vendedores ajustando os preços para atrair compradores. No caso da safra velha, não há mais interessados, pois o foco já está na safra nova, que retomou suas atividades com a colheita alcançando 4% das áreas. Houve registro de quedas de PH em cerca de 5% das áreas, com valores abaixo de 77, direcionando pequenos volumes para ração. A maior parte do trigo, no entanto, continua sendo adequado para a indústria.

Os vendedores reduziram os preços do trigo já colhido para R$ 1.250,00, enquanto os moinhos locais indicaram valores entre R$ 1.150,00 e R$ 1.170,00 para trigos de fora do estado. Em relação às vendas futuras, o preço pedido para trigo com PH mínimo de 77 e qualidade panificável é de R$ 1.200,00 FOB, mas esse valor não está sendo alcançado no mercado, com moinhos locais preferindo não fazer indicações e os de fora sugerindo entre R$ 1.150,00 e R$ 1.170,00, sem gerar negócios. No mercado de exportação, os preços chegaram a R$ 1.320,00 para entrega em dezembro, no melhor momento do câmbio futuro.

Em Santa Catarina, moinhos estão atentos à safra gaúcha e ao início da própria colheita. Muitos continuam a se abastecer no sudoeste do Paraná, onde os preços estão em torno de R$ 1.400 FOB, e o frete é mais vantajoso. A preocupação principal é com as chuvas que podem afetar o trigo quase pronto para colheita. No Paraná, o mercado segue firme, com alguns trigos locais apresentando escurecimento, o que aumenta a procura por trigo gaúcho e paraguaio. Os preços do trigo paraguaio subiram para R$ 1.430 CIF em Cascavel e R$ 1.460 CIF em Ponta Grossa, mantendo-se competitivos.
 





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CNA diz que é preciso superar desafios de financiamentos para mitigar…


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SÃO PAULO (Reuters) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defendeu nesta quarta-feira que é preciso superar desafios para ampliar os financiamentos para programas que possam mitigar as emissões de gases de efeito estufa pela agropecuária, enquanto o mundo se prepara para a conferência climática COP29.

As emissões do Brasil, uma potência agrícola global, estão mais ligadas ao uso da terra, queimadas e desmatamentos, diferentemente de outros países, onde o uso de combustíveis fósseis pesa mais.

O setor agrícola brasileiro, visto como essencial para o cumprimento das metas de mitigação e adaptação às mudanças do clima, considera que tem instrumentos para oferecer uma produção sustentável, ao mesmo tempo garantindo segurança alimentar, climática e energética.

Mas, acrescentou a CNA, é necessário viabilizar acordos cooperativos e regras compatíveis de participação do setor agropecuário dentro do mercado de carbono.

Neste contexto, a entidade considera que o governo federal não pode definir as novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), que são as ações de redução de emissão de gases de efeito estufa (GEE) a partir de 2031, sem ouvir o setor agropecuário.

A principal entidade do setor agropecuário do Brasil disse ainda que é preciso evitar que o “agro” responda por outros segmentos.

“Esperamos superar os desafios em buscar financiamento e tipificar os recursos a serem tratados no escopo das soluções climáticas na agricultura”, disse a CNA no documento de posicionamento sobre as propostas para a 29ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP29), que acontecerá de 11 a 22 de novembro, em Baku, no Azerbaijão.

“Sem financiamento, as ações de mitigação e adaptação, o acesso a tecnologias e recursos para perdas e danos e as ações de transparência ficam limitados, o que reduz o alcance das ações necessárias para atingir os objetivos do Acordo de Paris”, diz a CNA no documento de posicionamento.

Segundo a entidade, uma nova meta de financiamento deve apoiar os países na implementação de suas NDCs e dos Planos Nacionais de Adaptação dentro do objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5ºC até o final deste século, a partir da redução da emissão de gases de efeito estufa (GEE).

(Por Roberto Samora)





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Dia será marcado por pancadas de chuva a qualquer momento; veja previsão



Esta quarta-feira (16) deve trazer pancadas de chuva para grandes áreas do país. Confira a previsão para as cinco regiões do país:

Sul

Pancadas de chuva entre o norte e nordeste do Rio Grande do Sul e no sul e oeste de Santa Catarina. Nas demais áreas da Região, predomínio de tempo firme.

Sudeste

Tempo instável e com pancadas de chuva entre o Espírito Santo, centro-norte e Triângulo Mineiro, onde a chuva pode vir com trovoadas e até moderada intensidade. No litoral norte fluminense, previsão de chuva fraca, enquanto em São Paulo e sul de Minas Gerais, predomínio de tempo firme. No norte e noroeste paulista, podem ocorrer algumas pancadas a partir do início da tarde.

Centro-Oeste

Dia de muitas nuvens e chuva a qualquer momento entre Goiás, Mato Grosso e centro-norte e oeste de Mato Grosso do Sul. Há previsão de pancadas de chuva que podem ser fortes a qualquer momento. Somente no sul e leste sul-matogrossense o tempo fica mais nublado, mas não chove.

Nordeste

Áreas de instabilidade se espalham por grande parte da Região, onde chove na forma de pancadas com trovoadas, especialmente entre a Bahia, Alagoas, Sergipe e entre o Piauí e o Maranhão. Somente no norte do Ceará e interior do Rio Grande do Norte o predomínio é de tempo firme.

Norte

Dia de muita instabilidade e tempo mais fechado entre o centro-sul do Pará, Rondônia e a metade oeste do Tocantins, onde pode chover a qualquer hora com até forte intensidade. Pancadas de chuva com trovoadas previstas para as áreas no norte e nordeste do Amazonas, enquanto no norte paraense e no Amapá, o sol predomina. No Acre, dia marcado por muitas nuvens, mas sem chuva.



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Remunerações em alta: Tesouro e Agro


Essa diminuição no prêmio de risco de crédito levanta questionamentos




Essa diminuição no prêmio de risco de crédito levanta questionamentos para os investidores
Essa diminuição no prêmio de risco de crédito levanta questionamentos para os investidores – Foto: Pixabay

As remunerações dos títulos do Tesouro vinculados à inflação (Tesouro IPCA/NTN-B) têm aumentado ao longo de 2024, conforme publicado por Thiago Gil, Managing Director na Cordiant Capital, em sua rede social LinkedIn. Esse aumento é influenciado pela expectativa de inflação futura, que pode ser analisada pela diferença entre a remuneração dos títulos pré-fixados e os atrelados à inflação de mesmo prazo. Essa tendência não apenas impacta a liquidez, mas também a demanda por títulos do agronegócio, como os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), que têm remuneração atrelada ao IPCA.

Um gráfico apresentado por Gil compara a evolução da remuneração dos títulos do Tesouro atrelados à inflação (NTN-B 2026) com o prêmio sobre o IPCA das emissões de CRAs. Observa-se que, ao longo do tempo, ambas as remunerações seguem uma trajetória similar. O autor também calcula uma proxy do prêmio de risco de crédito, representada pela diferença entre os cupons dos CRAs e da NTN-B. Essa proxy, embora não ajuste por duration, indica que, com o aumento na remuneração das NTN-B, o prêmio de risco de crédito está se achatando.

Essa diminuição no prêmio de risco de crédito levanta questionamentos para os investidores: o benefício fiscal do CRA compensa o risco de crédito do setor, especialmente diante da redução da diferença de remuneração entre as emissões privadas e o Tesouro IPCA? Se a demanda por remunerações maiores para as emissões privadas aumentar, isso poderá significar um custo maior da dívida para as empresas do agro ou uma migração para indexadores como CDI+ ou dólar. Em um cenário de recuperação judicial (RJ) e risco de crédito elevado, essa discussão torna-se crucial para o financiamento do setor.





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Tarifas de fertilizantes: O que esperar?


Caso a tarifa seja aprovada, espera-se que o preço do nitrato de amônio aumente




Essa questão é crucial para o setor agrícola
Essa questão é crucial para o setor agrícola – Foto: Divulgação

Recentemente, a possibilidade de impor uma tarifa sobre as importações de Nitrato de amônio no Brasil ganhou destaque nas discussões do setor. Segundo Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, a dependência brasileira em relação às importações de fertilizantes NPK é alarmante, uma vez que a produção interna de Nitrato de amônio caiu de 216 mil toneladas em 2017 para 156 mil toneladas em 2023. Isso indica um aumento na dependência do mercado externo, o que é preocupante para o agronegócio nacional.

Atualmente, mais de 95% do nitrato de amônio importado pelo Brasil provém da Rússia. As culturas que mais consomem esse fertilizante incluem a cana-de-açúcar, o café e os citros, essenciais para a produção agrícola no país. Em um cenário em que a Câmara de Comércio Exterior (Camex) votará no dia 17 de outubro sobre a implementação de uma tarifa de 15%, as possíveis consequências para o mercado de nitrogenados são significativas.

Caso a tarifa seja aprovada, espera-se que o preço do nitrato de amônio aumente, impactando diretamente os produtores rurais. Com um aumento nos custos, pode haver uma migração para outras fontes de nitrogênio, o que influenciará o preço dos fertilizantes nitrogenados de maneira geral. Embora os efeitos não sejam imediatos, há uma probabilidade considerável de um aumento de preços no médio prazo.

Essa questão é crucial para o setor agrícola. Jeferson Souza pondera se a implementação dessa tarifa realmente fomentará a produção nacional. Embora exista a possibilidade de competitividade interna, a realidade é que os produtores rurais acabarão arcando com os custos dessa medida. A dependência excessiva do mercado externo é preocupante, mas soluções como tarifas podem não ser o caminho ideal para o fortalecimento do setor. A longo prazo, a competitividade do produtor rural brasileiro pode ser comprometida, o que requer uma reflexão mais profunda sobre as políticas a serem adotadas para garantir a sustentabilidade da produção agrícola no Brasil.
 





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Governo Federal prevê mais um berço de atracação no Porto de Santos



Após analisar diversas alternativas à concessão da unidade portuária STS10, no Porto de Santos, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) decidiu dar prosseguimento ao leilão da área destinada a contêineres.

Recentemente, o ministério encaminhou ofício à Infra SA com as diretrizes para a concessão, que preveem adaptações no modelo original proposto há cinco anos.

No modelo aprovado pelo MPor em alinhamento com a Casa Civil, serão quatro berços de atracação (o projeto original previa três), o que ampliará em 50% a capacidade de contêineres no maior porto do país.

Santos, que hoje recebe 6 milhões de contêineres por ano, passará a ter capacidade para comportar 9 milhões de unidades.

Terminal de passageiros

Em relação ao terminal de passageiros, o Governo Federal analisará com a Infra SA a melhor modelagem para a operação, tendo em vista a importância do local que hoje recebe cerca de 1 milhão de cruzeiristas por ano.

O novo terminal de passageiros, segundo o MPor, não deve interferir na operação da área de contêineres.

“É um projeto construído após muita análise, para que a gente pudesse encontrar a melhors olução para o Porto de Santos e para o país”, afirmou o ministro Sílvio Costa Filho.

Privatização do porto descartada

O modelo original, lembra o ministro, foi elaborado em um cenário de privatização do Porto de Santos, o que foi descartado pelo governo do presidente Lula.

“Estamos ampliando a capacidade de importação e exportação do maior porto brasileiro, garantindo melhoria na operação e tornando nossos produtos exportados ainda mais competitivos”, disse.

Segundo Costa Filho, essa é uma proposta que se encaixa com o modelo de desenvolvimento que o país precisa e que está sendo implantado pelo presidente Lula.

As diretrizes do MPor para o STS10 foram definidas pela área técnica e o estudo ajustado deverá ser encaminhado para análise do Tribunal de Contas da União ainda este ano. A previsão é que o leilão da área ocorra em 2025.



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Instabilidades no Centro-Oeste e Sul do Brasil


De acordo com o meteorologista do Portal Agrolink, Gabriel Rodrigues, a previsão para esta terça-feira (15.10) é de condições climáticas agitadas em várias regiões do Brasil, especialmente no Sul e no Centro-Oeste, com impactos diretos e indiretos nas culturas agrícolas.

No Rio Grande do Sul, a formação de uma área de baixa pressão atmosférica deve provocar temporais localmente fortes, com acumulados variando de 50 mm a 75 mm em 24 horas. Essas precipitações intensas são esperadas principalmente no centro do estado, podendo vir acompanhadas de rajadas de vento, chuvas volumosas em curtos períodos e eventual queda de granizo. A ocorrência de tempestades severas pode prejudicar a colheita de trigo e atrasar os preparativos para o plantio de soja e milho.

O estado de Santa Catarina também será impactado, mas com menor intensidade. No entanto, produtores devem ficar atentos, especialmente nas áreas mais vulneráveis, onde condições adversas podem ocorrer.

Já no Centro-Oeste, as chuvas intensas previstas para esta terça-feira devem marcar o início de uma semana com fortes temporais. Os estados do Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso registram projeções médias de 10 a 15 mm, com volumes pontuais que podem chegar a 40 mm. Essas precipitações são bem-vindas para o início do plantio da soja, mas há risco de vendavais que podem causar danos localizados e exigir maior cuidado nas operações a campo.

A região do Recôncavo Baiano também entra no radar meteorológico, com chuvas associadas aos resquícios de uma frente fria oceânica. O tempo ficará encoberto durante todo o dia, com volumes pontuais que podem ultrapassar 50 mm, beneficiando a produção de culturas como o cacau.

Em contrapartida, áreas do oeste do Paraná, sul do Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e parte do litoral norte do Brasil terão um dia de poucas chuvas, favorecendo a conclusão de atividades agrícolas.

Com a chegada do padrão climático de transição entre primavera e verão, marcado por temperaturas acima da média, a irregularidade nas chuvas será uma constante. “Em algumas fazendas, é possível que a chuva forte atinja apenas uma parte da área, enquanto o restante receba apenas nebulosidade”, destaca Gabriel Rodrigues.

A recomendação aos produtores é ficar atento às previsões para os próximos dias e monitorar de perto as condições meteorológicas, uma vez que a semana seguirá com elevados volumes de chuva nas regiões centrais do país, podendo impactar cronogramas de plantio e colheita.





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Boi gordo continua em alta, mas até quando? Veja cotações


O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com preços mais altos nesta terça-feira (15), de acordo com a consultoria Safras & Mercado.

Segundo o analista da empresa, Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por novos reajustes de preço no curto prazo, considerando a atual posição das escalas de abate, ainda encurtadas em grande parte do país.

A oferta de animais terminados está restrita, em um ambiente pautado por demanda superaquecida. “As exportações fazem toda diferença no decorrer da atual temporada, com um ritmo acelerado de embarques”.

Preços da arroba do boi gordo

  • São Paulo: R$ 306,42
  • Goiás: R$ 291,96
  • Minas Gerais: R$ 299,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 302,39
  • Mato Grosso: R$ 274,46

Mercado atacadista

carne bovina - exportaçõescarne bovina - exportações
Foto: Wenderson Araujo/CNA

O mercado atacadista volta a apresentar alguma alta em seus preços. O ambiente de negócios ainda sugere pela elevação dos patamares no curto prazo, mesmo durante a segunda quinzena do mês.

“É importante mencionar que com novos reajustes da carne bovina no varejo, haverá aumento da demanda por proteínas concorrentes, em especial à carne de frango, proteína que causa menor impacto na renda média da população”, apontou Iglesias.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,00 por quilo. Quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,00 por quilo. A ponta de agulha foi precificada a R$ 17,25, por quilo, alta de R$ 0,25.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,41%, sendo negociado a R$ 5,6607 para venda e a R$ 5,6586 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5808 e a máxima de R$ 5,6649.



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Condições favoráveis para a soja no Brasil e nos Estados Unidos mexem com os preços


O mercado brasileiro de soja teve poucos negócios nesta terça-feira (15). De acordo com a consultoria Safras & Mercado, os preços ficaram mistos no dia, com o dólar subindo e a Bolsa de Chicago caindo. A lentidão também leva em conta o foco dos produtores no plantio.

Preços da saca de 60kg

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 133 para R$ 132
  • Região das Missões: baixou de R$ 132 para a R$ 131
  • Porto de Rio Grande: diminuiu de R$ 140 para R$ 139
  • Cascavel (PR): desvalorizou de R$ 138 para R$ 137
  • Porto de Paranaguá (PR): decresceu de R$ 141 para R$ 140
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 136 para R$ 135
  • Dourados (MS): recuou de R$ 135 para R$ 133
  • Rio Verde (GO): valorizou de R$ 129 para R$ 130

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira em baixa, pela quarta sessão seguida. No entanto, os contratos encerraram acima das mínimas do dia.

A pressão sobre as cotações reflete um combo de fatores. Em termos fundamentais, o avanço da colheita nos Estados Unidos – com produção cheia – o retorno das chuvas no Brasil, beneficiando o plantio, inviabilizam reações.

A produção brasileira de soja deverá totalizar 166,05 milhões de toneladas na temporada 2024/25, com aumento de 12,7% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 147,38 milhões de toneladas.

A projeção faz parte do 1º levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Hoje o mercado também foi pressionado por uma forte queda do petróleo e pela maior aversão ao risco no financeiro global. Sinalização de demanda aquecida nos Estados Unidos reduziu as perdas, principalmente após os dados de esmagamento de soja norte-americana no mês passado.

Esmagamento e exportações

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Foto: United Soybean Board/CCommons

A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa) informou que o esmagamento de soja atingiu 177,320 milhões de bushels em setembro, ante 158,008 milhões no mês anterior. Este é um recorde para o mês de setembro. A expectativa do mercado era de 170,331 milhões. Em setembro de 2023, foram 165,456 milhões de bushels.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.575.467 toneladas na semana encerrada no dia 10 de outubro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 1.625.183 toneladas.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 131.000 toneladas de soja em grãos para a China, a serem entregues na temporada 2024/25.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 5,00 centavos de dólar, ou 0,50%, a US$ 9,91 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,03 1/2 por bushel, com perda de 8,00 centavos ou 0,79%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 3,50 ou 1,11% a US$ 311,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 42,45 centavos de dólar, com alta de 0,55 centavo ou 1,31%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,41%, sendo negociado a R$ 5,6607 para venda e a R$ 5,6586 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5808 e a máxima de R$ 5,6649.



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Governo envia projeto que aumenta pena para crimes ambientais



O governo federal anunciou nesta terça-feira (15) o envio de um projeto de lei que endurece as penas para quem comete crimes ambientais no país.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a proposta aumenta de 4 para 6 anos a pena para delitos como o de atear fogo em vegetação, e estabelece que o crime seja inicialmente cumprido em regime fechado de prisão.

Atualmente, as penas, que variam de 2 a 3 anos, normalmente não levam à prisão e ainda propiciam a rápida prescrição dos crimes.

“Este país apenas está mostrando que, daqui para frente, a gente não vai brincar com o crime ambiental, as pessoas terão que ser punidas severamente”, afirmou Lula durante reunião no Palácio do Planalto, em que assinou a mensagem de envio do projeto ao Congresso Nacional, com regime de urgência constitucional para apreciação dos legisladores.

O regime de urgência acelera as etapas de tramitação e estabelece prazo máximo de 45 dias para a deliberação da matéria, em cada uma das casas legislativas.

Incêndios criminosos

O projeto de lei é uma resposta à onda de incêndios florestais que devastou o país ao longo dos últimos meses, em praticamente todas as regiões.

Até o fim de setembro, o Brasil já havia registrado cerca 200 mil focos de queimada desde o início do ano. Mais da metade do total teve início na Amazônia. A Polícia Federal (PF) abriu 85 inquéritos para apurar casos com indícios de incêndios criminosos.

“Os crimes ambientais têm crescido enormemente, e há uma órgão internacional, chamado Gafi, que é o Grupo de Ação Financeira Internacional, que estima que o crime relacionado ao meio ambiente, só no ano de 2022, deu um lucro estimado de US$ 110 a US$ 281 bilhões. São vários crimes, por isso que essa cifra varia um pouco. Os lucros perdem apenas para os do tráfico de drogas”, destacou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandovski.

Segundo o ministro, o projeto prevê que incêndios florestais cometidos em unidades de conservação, áreas de preservação ambiental e terras indígenas sejam considerados agravantes, que poderão aumentar a pena de quem for condenado por essa conduta. Dados oficiais citados por Lewandovski apontam que, dos 850 mil apenados, apenas 350 se encontram presos no Brasil por crimes ambientais.

“Isso não é possível, tendo em vista o enorme potencial lesivo desse crime gravíssimo”, observou o ministro.

Sem penas alternativas

Para a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, a ampliação da pena é uma medida fundamental para desestimular esse tipo de crime no país.

“A elevação da pena é fundamental para que aqueles que cometem os crimes ambientais não venham na expectativa de que terão penas alternativas, redução de pena, [pois] é isso que faz com que eles continuem fazendo a destruição, agravando o problema da mudança do clima”, disse Marina Silva.

Ainda de acordo com a ministra, o trabalho de combate às queimadas alcançou a redução dos mais 1,1 mil grandes incêndios que estavam em andamento ao longo dos últimos meses em todo o território nacional. Desse total, 670 foram completamente extintos e 237, controlados.

No Pantanal, ainda restam nove grandes incêndios, após a extinção de 114 focos, enquanto, na Amazônia, a área queimada foi reduzida em cerca de 80%, saindo de 300 mil hectares para cerca de 70 mil hectares.



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