segunda-feira, julho 27, 2026

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Futuros de soja dos EUA sobem


Os futuros de soja nos Estados Unidos registraram alta durante o pregão noturno desta quarta-feira, 16 de outubro de 2024. O movimento foi impulsionado por compras técnicas e pela expectativa de que a produção brasileira, o maior exportador global da oleaginosa, fique abaixo das estimativas divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, a produção do país deve alcançar pouco mais de 166 milhões de toneladas. Em contraste, o USDA havia projetado, na semana passada, uma colheita de 169 milhões de toneladas para o Brasil. Mesmo que as previsões da Conab se confirmem, o volume ainda representaria um aumento de 13% em relação ao ano anterior.

Nos Estados Unidos, a colheita de soja segue avançando, com 67% da safra já armazenada, conforme dados recentes do USDA. Esse índice está acima dos 47% registrados na semana anterior e supera a média de cinco anos, que é de 51%. O milho, por sua vez, também mostra avanço significativo, com 47% da colheita concluída, comparado aos 30% da semana passada e à média de 39% para o período. O plantio de trigo de inverno progrediu, com 64% das áreas plantadas, contra 51% na semana anterior e uma média histórica de 66%. Cerca de 35% das plantas já emergiram, superando os 25% registrados anteriormente e a média de 38%.

Na Bolsa de Chicago, os futuros de soja para entrega em novembro subiram 4½¢, fechando a US$ 10,08 por bushel. O farelo de soja teve alta de US$ 2,60, chegando a US$ 314,40 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja subiu 0,2¢, cotado a 42,65¢ por libra. Os contratos futuros de milho também apresentaram elevação, subindo 2¼¢, para US$ 4,03½ por bushel. Em contrapartida, os futuros de trigo para entrega em dezembro recuaram 3¢, para US$ 5,76½ por bushel, e os contratos de trigo de Kansas City caíram 2¼¢, para US$ 5,80¾ por bushel.





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as 10 maiores somam R$ 12 bilhões; veja lista



Os pedidos de Recuperação Judicial (RJ) do agronegócio brasileiro atingiram o maior nível em quase 20 anos.

Entre as 10 maiores empresas devedoras do setor, os débitos já somam mais de R$ 12 bilhões, aumento de 150% em comparação a maio deste ano, quando o montante atingia R$ 5 bilhões. O dado provém de levantamento do escritório Diamantino Advogados Associados.

10 maiores recuperações judiciais do agro

  1. Agrogalaxy Participações – R$ 4,67 bi – Goiânia (GO)
  2. Grupo Patense – R$ 2,15 bi – Patos de Minas (MG)
  3. Sperafico Agroindustrial – R$ 1,07 bi – Toledo (PR)
  4. Usina Maringá e Indústria Comércio – R$ 1,02 bi – Santa Rita do Passa Quatro (SP)
  5. Elisa Agro Sustentável – R$ 679,6 mi – Aruanã (GO)
  6. Usina Açucareira Ester – R$ 651,7 mi – Cosmópolis (SP)
  7. Grupo AFG – R$ 648,5 mi – Cuiabá (MT)
  8. Grupo Portal Agro – R$ 548,8 mi – Paragominas (PA)
  9. Grupo Libra Bioenergia – R$ 534,7 mi – Cuiabá (MT)
  10. Grupo Cella – R$ 327,6 mi – Cuiabá (MT)

De acordo com o advogado Eduardo Diamantino, apesar de empresas de outros setores terem dívidas em RJ muito maiores, a crise no agronegócio é mais grave do que nos ramos da indústria e do comércio.

“Acredito que hoje o agro capitaneia a crise máxima. Isso acontece porque temos a ‘tempestade perfeita’: estoques de alimentos sobrando no mundo, a questão climática, com secas e incêndios e, também, os custos que aumentaram e a baixa no valor das commodities”.

Dados da Serasa apontam que apenas 25% das empresas em RJ conseguem, de fato, se recuperar financeiramente.



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Arroz registrou alta em setembro


Já na parcial do ano os valores ao produtor acumulam queda


Foto: Pixabay

O arroz teve alta em todos os segmentos no mês de setembro, segundo dados do Cepea na parcial do ano os valores ao produtor acumulam queda, as cotações no atacado e varejo registram altas. 

Conforme dados do  Instituto Rio Grandense do arroz (Irga), a média do arroz beneficiado em setembro foi de R$ 160,05/sc de 30 kg, elevação de 11,4% frente à de ago/24. Já, no mesmo período, os preços ao produtor subiram 1,1%, segundo o Cepea, e no mercado varejista, 0,44%, conforme o IBGE.

Pesquisadores do Cepea chamam a atenção ao fato de os valores do arroz beneficiado no atacado seguirem próximas às variações do arroz beneficiado no mercado externo. Em 12 meses, a média nominal do arroz importado, já em Reais, subiu 38,4%, sendo 27,3% apenas em 2024.





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JBS expande hub de serviços a produtores de todo o Brasil



Uma das maiores empresas de alimentos do mundo, a JBS está ampliando o serviço de atendimentos a produtores do programa Escritórios Verdes JBS para todo o Brasil, por meio de um novo canal de atendimento virtual.

O lançamento do EV Virtual é uma ampliação do bem-sucedido programa Escritórios Verdes, criado em 2021 e que já permitiu que 13 mil imóveis rurais voltassem a participar da cadeia de fornecimento com a regularização de documentações e de passivos socioambientais, com 5 mil hectares destinados a recuperação ambiental.

Agora, além do atendimento presencial em 20 unidades da JBS, o produtor poderá buscar atendimento por e-mail, por telefone e por WhatsApp.

O Escritório Verde Virtual será responsável por realizar os atendimentos iniciais, filtrar e categorizar as demandas para gerar as ações de solução aos produtores ou direcionar o atendimento presencial do Escritório Verde da região mais próximo do produtor.

Regularização ambiental

O objetivo do novo canal de atendimento é fortalecer a relação de parceria com os produtores e possibilitar o acesso de novos produtores que buscam a regularização ambiental de suas propriedades.

Deste modo, as equipes dos Escritórios Verdes poderão se dedicar a atender demandas específicas, de forma ainda mais personalizada e próxima de produtores parceiros.

“É muito gratificante participar ativamente da construção de elos produtivos mais sustentáveis por meio do apoio efetivo e com recursos práticos, seguros e tecnológicos a produtores e produtoras rurais. Agora, eles podem contar com um modelo mais completo de atendimento do Escritório Verde, nosso programa de extensão rural que se confirma de grande utilidade para o setor dia após dia”, explica Liège Correia, diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil.

Atendimento do Escritório Verde

O atendimento do Escritório Verde Virtual é realizado de segunda a sexta-feira, das 08h às 20h, com ligações gratuitas pelo número 0800 018 0033, os interessados também poderão solicitar atendimento pelo e-mail [email protected] ou por meio do WhatsApp (11) 3777-4375.

“O Escritório Verde Virtual é uma forma nova de atender aos produtores com mais flexibilidade e maior abrangência. A partir desse lançamento, portanto, a gente pretende ampliar ainda mais o acesso ao programa de forma prática e eficiente”, pontua Fábio Dias, diretor de Pecuária da Friboi e líder de Agricultura Regenerativa da JBS Brasil.

Plataforma Pecuária Transparente da JBS

O lançamento do Escritório Verde Virtual integra a estratégia da JBS de seguir avançando em uma cadeia de fornecimento sustentável com a expansão de plataformas de apoio a produtores, investindo em produtividade, inovação e sustentabilidade.

Como exemplo disso, desde 2021, a companhia conta com a Plataforma Pecuária Transparente, um sistema que permite que os fornecedores da JBS apliquem os mesmos critérios socioambientais aos seus próprios fornecedores.

Além disso, recentemente a empresa lançou a ferramenta ‘Cowbot’, que permite aos pecuaristas realizar consultas gratuitas sobre a situação socioambiental da sua cadeia de fornecimento, por meio de um chatbot e os dados de localização da propriedade com a qual está negociando.

Neste ano, a JBS também iniciou a operação dos Escritórios Verdes 2.0, um hub de prestação de serviços socioambientais a pequenos produtores rurais, que oferece assistência em três frentes distintas:

  • Escritório Verde Ambiental, para regularização ambiental e requalificação comercial de fazendas na cadeia produtiva;
  • Escritório Verde Assistência Técnica, para suporte à melhoria da qualidade do solo, visando a recuperação de pastagem, visando o aumento da produtividade e rentabilidade das fazendas de produção familiar; e
  • Escritório Verde Assistência Gerencial, que fornece capacitação e ferramentas que visam melhoria na gestão e produtividade para produtores aperfeiçoarem a administração de sua produção e propriedades, por meio do programa Fazenda Nota Dez.



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Mercado do boi continua superaquecido; veja as cotações



O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com preços mais altos nesta quarta-feira (16).

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, considerando a atual posição das escalas de abate, que continuam na pior posição da atual temporada.

“Sob o prisma da demanda, o mercado ainda convive com sintomas de superaquecimento, com exportações muito agressivas na atual temporada, caminhando para um recorde histórico”, disse o analista da empresa, Fernando Henrique Iglesias.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 306,75
  • Goiás: R$ 299,29
  • Minas Gerais: R$ 302,94
  • Mato Grosso do Sul: R$ 304,89
  • Mato Grosso: R$ 276,96.

Mercado atacadista

O mercado atacadista voltou a apresentar alta em seus preços e o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo.

“Vale o destaque para as proteínas concorrentes, que também devem apresentar elevação em seus preços em função do atual movimento delimitado na carne bovina, com grande destaque para a de frango”, alerta Iglesias.

O quarto dianteiro foi precificado a R$ 18,20 por quilo, alta de R$ 0,20. O quarto traseiro foi cotado a R$ 23,20, por quilo, alta de R$ 0,20. Ponta de agulha segue no patamar de R$ 17,25, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,05%, sendo negociado a R$ 5,6639 para venda e a R$ 5,6619 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6314 e a máxima de R$ 5,6993.



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Frente fria e chuva de 200 mm geram alerta para ‘apagão’



A Defesa Civil do Estado de São Paulo emitiu um alerta para pancadas de chuva e rajadas de vento entre sexta-feira (18) e domingo (20).

O aviso está relacionado à passagem de uma frente fria, que deve trazer tempestades acompanhadas de raios, ventos de até 60 km/h e possibilidade de queda de granizo em áreas isoladas do território paulista.

A medida de precaução vem na esteira da última passagem de tempo severo na capital paulista, na sexta-feira (11). Árvores despencaram sobre fios de postes e deixaram centenas de milhares de pessoas sem luz.

O acumulado de chuvas pode atingir 200 milímetros em várias regiões do estado ao longo do final de semana.

Atenção para os riscos

O Secretário-Chefe da Casa Militar e Coordenador Estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Henguel Ricardo Pereira, destacou a importância de seguir os alertas emitidos.

“É fundamental que as pessoas fiquem atentas aos riscos de chuvas e ventos fortes, evitando áreas abertas, encostas e tomando cuidado com quedas de árvores. Busquem abrigo em locais seguros”, orientou.

Previsão de temporais

A previsão indica pancadas de chuva fortes e condições para temporais com raios e rajadas de vento em todas as regiões do estado, com destaque especial para a Serra da Mantiqueira, onde as tempestades podem ser mais intensas.

Previsão de acumulados de chuva:

  • Região Metropolitana: 95 mm
  • Vale do Ribeira e Itapeva: 60 mm
  • Presidente Prudente: 90 mm
  • Baixada Santista e Vale do Paraíba: 100 mm
  • Litoral Norte: 150 mm
  • Araçatuba, Bauru, Campinas, Franca, Barretos, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Sorocaba, Serra da Mantiqueira: 200 mm

Orientações de segurança

A Defesa Civil de São Paulo elenca oito medidas de segurança às pessoas durante o período de clima severo:

  • Evite lugares abertos, como praias, campos de futebol e estacionamentos
  • Evite ficar perto de objetos altos e isolados, como árvores, postes, caixas d’água e quiosques
  • No momento da chuva mantenha distância de aparelhos e objetos ligados à rede elétrica, como geladeiras, fogões e TVs
  • Evite tomar banho durante a tempestade
  • Em caso de ventos fortes, tenha cuidado com a queda de árvores, postes, fios e semáforos
  • Não desafie a força das águas, não tente transpor uma enxurrada ou andar em áreas de alagadas
  • Se estiver em uma área de encosta, observe sinais de movimentação do solo, como rachaduras nas paredes, árvores e postes inclinados, e água lamacenta
  • Se um fio energizado cair sobre o veículo, permaneça dentro do carro e ligue para o serviço de emergência



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confira como o mercado do grão fechou no Brasil



A alta nos preços da soja impulsionou o mercado brasileiro na manhã desta quarta-feira. De acordo com a Safras & Mercado, o movimento ocorreu principalmente quando o dólar atingiu suas máximas do dia.

A demanda por compras por parte da indústria trouxe firmeza às cotações, com relatos de bons volumes negociados para a nova safra. No entanto, a queda na Bolsa de Chicago gerou um certo desânimo no mercado, resultando em cotações mistas ao longo do dia. Apenas aqueles com necessidade imediata estão realizando negociações.

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Preços do grão pelo país

  • Passo Fundo (RS): o preço da saca de 60 quilos subiu de R$ 132,00 para R$ 134,00
  • Região das Missões (RS): a cotação aumentou de R$ 131,00 para R$ 133,00
  • Porto de Rio Grande (RS): o preço teve um salto de R$ 129,00 para R$ 143,00
  • Cascavel (PR): a saca valorizou de R$ 137,00 para R$ 138,00
  • Porto de Paranaguá (PR): o preço cresceu de R$ 140,00 para R$ 142,00
  • Rondonópolis (MT): a saca subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Dourados (MS): o preço avançou de R$ 133,00 para R$ 135,00
  • Rio Verde (GO): a saca valorizou de R$ 130,00 para R$ 133,00

Chicago

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em baixa. A ausência de força na recuperação técnica resultou na queda pelo quinto dia consecutivo. A expectativa de uma ampla oferta mundial da oleaginosa impede qualquer consolidação de ganhos neste momento. Além disso, a colheita avança nos Estados Unidos, confirmando uma produção robusta, enquanto o retorno das chuvas no Brasil garante o avanço do plantio após um atraso inicial.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório indicando que, até 13 de outubro, 67% da área de soja havia sido colhida, uma melhoria em relação aos 47% da semana anterior e superior aos 57% do mesmo período do ano passado. A média histórica é de 51%.

Os exportadores privados dos EUA relataram ao USDA a venda de 175.000 toneladas de soja para destinos não revelados, com entrega prevista para a temporada 2024/25.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam a US$ 9,80 por bushel, uma queda de 11 centavos de dólar (1,10%). A posição para janeiro teve cotação de US$ 9,94 por bushel, com perda de 9,50 centavos (0,94%). Nos subprodutos, a posição de dezembro do farelo fechou em alta de US$ 1,90 (0,60%), a US$ 313,70 por tonelada, enquanto o óleo registrou uma baixa de 0,77 centavo (1,81%), fechando a 41,68 centavos de dólar.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,05%, sendo negociado a R$ 5,6639 para venda e R$ 5,6619 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre uma mínima de R$ 5,6314 e uma máxima de R$ 5,6993.



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Plantio da soja em Goiatuba (GO) inicia com expectativas positivas



O plantio da soja para a safra 2024/25 começou em Goiatuba, Goiás, na última segunda-feira (14), após a região registrar 80 milímetros de chuvas acumuladas desde a última quarta-feira (8), segundo informações da Emater local.

A sequência de três chuvas em uma semana melhorou as condições do solo, permitindo o início das atividades. Em municípios vizinhos, a precipitação chegou a 100 milímetros. Até o momento, cerca de 2% da área prevista de 75 mil hectares já foi plantada.

As previsões meteorológicas indicam a continuidade das chuvas nas próximas duas semanas, o que deve favorecer o andamento da semeadura até o final de outubro. Caso as condições climáticas permaneçam favoráveis, a expectativa é de um rendimento médio de 3.600 quilos por hectare.

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De acordo com levantamento da Safras & Mercado, a área destinada ao plantio de soja em Goiás para a safra 2024/25 deverá alcançar 4,85 milhões de hectares, um aumento de 2,1% em relação aos 4,75 milhões de hectares da safra anterior. Até 11 de outubro, o estado havia alcançado 3% da área plantada, comparado a 1% na semana anterior e 7% no mesmo período do ano passado. A média dos últimos cinco anos é de 6,9%.

A produção esperada para esta safra é de 18,531 milhões de toneladas, um aumento de 7,1% em relação às 17,298 milhões de toneladas obtidas na safra anterior. O rendimento médio das lavouras deve chegar a 3.840 quilos por hectare, em comparação aos 3.660 quilos por hectare colhidos em 2023.



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mercado de maçã espera safra promissora para 2024/25


De acordo com o Boletim Agropecuário de outubro, divulgado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e pelo Observatório Agro Catarinense, o mercado de maçãs em Santa Catarina e no Brasil enfrenta estoques reduzidos nas classificadoras e a expectativa de recuperação na produção para a safra 2024/25. Entre agosto e setembro de 2024, houve uma valorização nos preços das maçãs no atacado catarinense, embora a expectativa seja de queda em outubro, devido à concorrência com frutas importadas e à qualidade do produto nacional.

Na Ceasa/SC, o preço médio das maçãs subiu 4,4% entre agosto e setembro deste ano, registrando um aumento de 30,8% em comparação com setembro de 2023. A variedade Gala teve alta de 1,2% nas cotações no período, e um crescimento de 34,9% em relação ao ano anterior. Já a maçã Fuji apresentou uma valorização de 8,1% entre agosto e setembro, além de um aumento de 26,7% em comparação a setembro de 2023. No terceiro trimestre de 2024, as cotações médias aumentaram 29,4% em comparação ao mesmo período de 2023 e 50,9% em relação a 2022. A Gala valorizou 37,8%, e a Fuji, 20,9% no mesmo período.

Em setembro de 2024, as cotações da categoria 1 subiram 2,1% em relação ao mês anterior, enquanto as categorias 2 e 3 apresentaram altas de 5,4% e 6,2%, respectivamente. No entanto, os estoques continuam baixos nas classificadoras, especialmente em Fraiburgo/SC, onde as frutas com menor resistência ao armazenamento estão sendo comercializadas. O escoamento das maçãs remanescentes da safra atual gera expectativa de redução nos preços, sobretudo em outubro.

Na Ceagesp, a valorização das maçãs catarinenses foi de 1,8% entre agosto e setembro deste ano. Embora a demanda tenha sido menor, as cotações ficaram 24,8% acima dos valores registrados em setembro de 2023. Na Ceasaminas, os preços da maçã subiram 20% em relação ao mês anterior e ficaram 17,7% mais elevados em comparação com setembro do ano passado. A fruta catarinense representou 17,2% do volume comercializado e 15,4% do valor total na central mineira.

Nas regiões produtoras de Santa Catarina, como Fraiburgo e São Joaquim, as variedades Gala e Fuji já estão em floração, com percentual variando entre 25% e 75%, dependendo da fase de cultivo. A recuperação da produção é aguardada para a safra 2024/25, com aumento previsto de 55,5% em relação ao ciclo anterior no estado. Entre os municípios com maior participação na área plantada estão São Joaquim, Fraiburgo e Bom Jardim da Serra. A produção da maçã Fuji, que representa 53,9% do total, deve crescer 59,6% em relação à safra anterior, enquanto a variedade Gala, com 46,2%, tem expectativa de aumento de 54,0%.





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Projeto que reduz imposto para mercados doarem alimentos vai à Câmara



Foi aprovado nesta quarta-feira (16), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o projeto de lei que cria a Política Nacional de Combate à Perda e ao Desperdício de Alimentos.

O texto prevê o aumento de 2% para 5% na dedução da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos supermercados ou estabelecimentos similares que doarem alimentos, o que precisará ser comprovado.

O texto foi aprovado em segundo turno na CCJ e, caso não haja recurso para levar a votação ao Plenário do Senado, o Projeto de Lei 2.874 de 2019 segue direto para análise da Câmara dos Deputados. A matéria foi aprovada no Dia Mundial da Alimentação, celebrado todo 16 de outubro.

Doação por pequenos agricultores

Além de empresas e instituições sem fins lucrativos, públicas ou privadas, a proposta também prevê a doação por pessoa física e por agricultores familiares.

O relator da matéria, senador Alan Rick (União-AC), justificou que a medida busca reduzir o desperdício e incentivar a doação de alimentos no Brasil.

“Os estabelecimentos preferiam jogar fora alimentos dentro do prazo de validade. Alimentos em absoluta conformidade com a nutrição, aptos para o consumo eram jogados fora, porque o incentivo para a doação de alimentos e a própria criminalização do doador impediam ou não incentivavam essa doação”, argumentou o parlamentar.

O relator citou que o Brasil está entre os dez países que mais desperdiçam alimentos no mundo. “Números mostram que mais de R$ 1,3 bilhão em frutas, legumes e verduras vão para o lixo anualmente nos supermercados brasileiros”, escreveu o senador Alan Rick em seu parecer.

Tipos de alimentos

O texto substitutivo apresentado pelo relator retirou a obrigatoriedade da doação prevista na proposta original. Além disso, ele excluiu a previsão de multa nos casos de descarte, sem justo motivo, de alimentos dentro do prazo de validade e próprios para o consumo.

O projeto estabelece que podem ser doados alimentos in natura ou preparados, sejam mercadorias perecíveis ou não perecíveis embaladas e dentro do prazo de validade, “desde que mantidas as propriedades nutricionais e a segurança para consumo humano, respeitadas as normas sanitárias vigentes”.

Os produtos podem ser oferecidos a instituições, bancos de alimentos e beneficiários finais. Aqueles que realizam doações diretas à pessoas físicas deverão contar com profissional habilitado que ateste a qualidade nutricional e sanitária dos alimentos.

Além disso, o projeto prevê que o doador só responde civilmente por danos ocasionados pelos alimentos quando houver dolo, ou seja, somente quando for comprovada a intenção de provocar dano.



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