segunda-feira, julho 27, 2026

Agro

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Reduzir emissão de carbono pode render descontos na apólice de seguro rural


Por meio de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Conselho Nacional do Café (CNC) e a ONG ProNatura Internacional, começa a ser desenvolvido o projeto Cafeicultura Brasileira Sustentável – Sistema de Compensação de Crédito de Carbono na Apólice de Seguro Rural no Brasil.

A proposta tem como objetivo promover práticas agrícolas sustentáveis na produção de café no Brasil, bem como integrar o sistema de compensação de crédito de carbono na apólice de seguro rural como incentivo para que os produtores possam alcançar benefícios socioeconômicos e ambientais.

Execução do projeto

Nesta quinta-feira (17) foi dado o primeiro passo para a execução do projeto. Após análise e visitas in loco, a Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas (Cocatrel), de Minas Gerais, foi selecionada como piloto da proposta.

Conforme previsto, a partir da adoção de práticas sustentáveis que reduzam a emissão de carbono na atmosfera, conforme métricas a serem estabelecidas, produtores cooperados da Cocatrel poderão utilizar seus créditos de carbono para bonificação na apólice do seguro rural. A operação será feita junto a instituições financeiras internacionais.

A escolha da cooperativa foi feita após análise do perfil dos produtores. Atualmente, a Cocatrel conta com cerca de 8,5 mil cooperados, sendo que, aproximadamente 80% deles atuam em propriedades com área entre 5 e 12 hectares.

Como aderir

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Foto: Divulgação/Seagri

Produtores cooperados interessados em aderir ao projeto deverão aplicar as práticas estabelecidas pelas instituições parceiras.

Trata-se de atividades que já são realizadas pelos cafeicultores, como a adubação verde, utilizando plantas de cobertura que evitam a erosão do solo, possibilitam maior reserva de água e da biodiversidade, ampliação do uso de compostos orgânicos, entre outros.

A partir da metodologia de aferição definida, os créditos de carbono poderão ser utilizados para compensação do valor da apólice do seguro rural. Além do benefício para que pequenos e médios produtores possam ter acesso ao Seguro Rural, a medida ainda agrega valor ao produto oferecido.

O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo – responsável por cerca de 38% da produção global – e tem a União Europeia, um dos mercados consumidores mais exigentes, como seu principal destino.

Para esta primeira etapa do projeto Cafeicultura Brasileira Sustentável, a expectativa é abranger uma área de 60 mil hectares. A Cocatrel atende 125 municípios.

Objetivos do projeto de redução de carbono

O projeto propõe o incentivo a práticas agrícolas sustentáveis, encorajando as seguintes ações:

  • Adoção de técnicas de cultivo que minimizem o impacto ambiental e promovam a preservação de recursos naturais;
  • Compensação financeira de créditos de carbono por meio de um sistema de geração e comercialização dos créditos para os produtores que adotarem práticas sustentáveis;
  • Redução das emissões de carbono na produção de café, implementando ações para diminuir as emissões de gases de efeito estufa ao longo do processo produtivo do café;
  • Apoio à segurança e estabilidade no setor agrícola, garantindo a proteção e a viabilidade financeira dos produtores de café por meio da integração dos créditos de carbono à apólice do seguro rural.



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Preços do boi gordo continuam em disparada; veja cotações


O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com preços mais altos nesta quinta-feira (17).

O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, em linha com a atual posição das escalas de abate, que seguem sem apresentar avanços consideráveis mesmo com altas sequenciais dos preços da arroba.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a demanda superaquecida é outro elemento de alta que precisa ser mencionado, com as exportações ocupando um papel fundamental para a agressiva alta dos preços no decorrer do semestre.

Preços médios da arroba do boi

  • Mato Grosso do Sul: R$ 305,80

Mercado atacadista

carne bovinacarne bovina
Foto: Freepik

O mercado atacadista ainda se depara com preços firmes. O ambiente de negócios ainda sugere por novos reajustes no curto prazo, mesmo que isso ocorra de maneira moderada.

“Importante mencionar que a carne bovina tende a perder competitividade no mercado doméstico em relação as proteínas concorrentes, especialmente se comparar à carne de frango”, disse Iglesias.

O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 18,20 por quilo. Quarto traseiro permanece cotado a R$ 23,20 por quilo. A ponta de agulha segue no patamar de R$ 17,25 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,6594 para venda e a R$ 5,6574 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6580 e a máxima de R$ 5,6880.



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Veja a lista dos 100 municípios mais ricos do agronegócio brasileiro



O Ministério da Agricultura e Pecuária mapeou os 100 municípios mais ricos do Brasil no agronegócio. A análise se baseia nos dados da pesquisa anual do IBGE sobre a Produção Agrícola Municipal (PAM).

Em 2023, esse índice alcançou um valor total de R$ 814,5 bilhões, sendo que a centena mais produtiva contribuiu com 31,9% desse montante, totalizando R$ 260 bilhões.

Ao todo, a lista é integrada com por municípios localizados em 14 estados brasileiros: Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantis.

Centro-Oeste se destaca

A região Centro-Oeste se destacou, com o estado de Mato Grosso à frente, abrigando 36 dos municípios mais produtivos do país, de acordo com o Mapa.

Sorriso, em Mato Grosso, ocupou a primeira posição, com uma produção de R$ 8,3 bilhões, seguido por São Desidério, na Bahia, com R$ 7,8 bilhões.

Os 100 municípios mais ricos em valor de produção ocupam uma área colhida de 33,1 milhões de hectares, representando 34,5% da área total de 95,8 milhões de hectares do Brasil.

A base das informações abrange 70 produtos das lavouras temporárias e permanentes produzidas nos 5.563 municípios brasileiros. Entre os produtos, a soja permanece no topo, representando R$ 348,6 bilhões, ou 42,8% do valor total da produção agrícola.

Os 100 municípios mais ricos do agro

  1. Sorriso (MT) – R$ 8,813 bilhões
  2. São Desidério (BA) – R$ 7,989 bilhões
  3. Sapezal (MT) – R$ 7,564 bilhões
  4. Campo Novo do Parecis (MT) – R$ 7,157 bilhões
  5. Rio Verde (GO) – R$ 6,924 bilhões
  6. Diamantino (MT) – R$ 5,695 bilhões
  7. Formosa do Rio Preto (BA) – R$ 5,692 bilhões
  8. Nova Ubiratã (MT) – R$ 5,387 bilhões
  9. Jaciara (MT) – R$ 4,806 bilhões
  10. Nova Mutum (MT) – R$ 4,582 bilhões
  11. Cristalina (GO) – R$ 4,435 bilhões
  12. Querência (MT) – R$ 4,320 bilhões
  13. Maracaju (MS) – R$ 4,083 bilhões
  14. Primavera do Leste (MT) – R$ 4,017 bilhões
  15. Paranatinga (MT) – R$ 3,495 bilhões
  16. Campo Verde (MT) – R$ 3,493 bilhões
  17. Luís Eduardo Magalhães (BA) – R$ 3,478 bilhões
  18. Balsas (MA) – R$ 3,672 bilhões
  19. Santo Antônio do Leverger (MT) – R$ 3,609 bilhões
  20. Ribeirão Cascalheira (MT) – R$ 3,372 bilhões
  21. Uruçuí (PI) – R$ 3,323 bilhões
  22. Rondonópolis (MT) – R$ 3,116 bilhões
  23. Porto Nacional (TO) – R$ 3,110 bilhões
  24. Montividiu (GO) – R$ 3,108 bilhões
  25. Nova Maringá (MT) – R$ 2,971 bilhões
  26. Barreiras (BA) – R$ 2,904 bilhões
  27. São Raimundo das Mangabeiras (MA) – R$ 2,881 bilhões
  28. Dueré (TO) – R$ 2,848 bilhões
  29. Santa Rita de Cássia (BA) – R$ 2,834 bilhões
  30. Tabaporã (MT) – R$ 2,758 bilhões
  31. Itiquira (MT) – R$ 2,744 bilhões
  32. Miracema do Tocantins (TO) – R$ 2,577 bilhões
  33. Sorriso (MT) – R$ 2,524 bilhões
  34. Formosa do Rio Preto (BA) – R$ 2,497 bilhões
  35. Santa Rita de Cássia (BA) – R$ 2,334 bilhões
  36. Luís Eduardo Magalhães (BA) – R$ 2,312 bilhões
  37. Canarana (MT) – R$ 2,258 bilhões
  38. Primavera do Leste (MT) – R$ 2,211 bilhões
  39. Alto Araguaia (MT) – R$ 2,201 bilhões
  40. Rio Brilhante (MS) – R$ 2,135 bilhões
  41. Itaquiraí (MS) – R$ 2,133 bilhões
  42. Santa Rita do Trivelato (MT) – R$ 2,120 bilhões
  43. Santo Antônio do Leverger (MT) – R$ 2,112 bilhões
  44. Itapirapuã (GO) – R$ 2,091 bilhões
  45. Petrolina (PE) – R$ 2,117 bilhões
  46. Riachão das Neves (BA) – R$ 2,098 bilhões
  47. Costa Rica (MS) – R$ 2,087 bilhões
  48. Perdizes (MG) – R$ 2,045 bilhões
  49. São José do Rio Claro (MT) – R$ 2,019 bilhões
  50. Jussara (GO) – R$ 2,014 bilhões
  51. Palmas (TO) – R$ 1,993 bilhões
  52. Sapezal (MT) – R$ 1,989 bilhões
  53. Diamantino (MT) – R$ 1,879 bilhões
  54. Pium (TO) – R$ 1,819 bilhões
  55. Abadiânia (GO) – R$ 1,808 bilhões
  56. Campo Verde (MT) – R$ 1,776 bilhões
  57. Santo Antônio do Leste (MT) – R$ 1,755 bilhões
  58. Abaeté (MG) – R$ 1,736 bilhões
  59. Sapezal (MT) – R$ 1,719 bilhões
  60. Diamantino (MT) – R$ 1,681 bilhões
  61. Nova Ubiratã (MT) – R$ 1,623 bilhões
  62. Rondonópolis (MT) – R$ 1,594 bilhões
  63. Gurupi (TO) – R$ 1,591 bilhões
  64. Nobres (MT) – R$ 1,580 bilhões
  65. Cáceres (MT) – R$ 1,578 bilhões
  66. Goiânia (GO) – R$ 1,560 bilhões
  67. Primavera do Leste (MT) – R$ 1,507 bilhões
  68. Chapadão do Céu (GO) – R$ 1,504 bilhões
  69. São José do Xingu (MT) – R$ 1,494 bilhões
  70. Formosa (GO) – R$ 1,468 bilhões
  71. São Félix do Xingu (PA) – R$ 1,451 bilhões
  72. Nova Maringá (MT) – R$ 1,445 bilhões
  73. Chapadão do Sul (MS) – R$ 1,432 bilhões
  74. Ribeirão Cascalheira (MT) – R$ 1,426 bilhões
  75. São José do Rio Pardo (SP) – R$ 1,374 bilhões
  76. Tocantínia (TO) – R$ 1,344 bilhões
  77. Santa Vitória do Palmar (RS) – R$ 1,337 bilhões
  78. Jataí (GO) – R$ 1,328 bilhões
  79. Formosa do Rio Preto (BA) – R$ 1,319 bilhões
  80. Cáceres (MT) – R$ 1,314 bilhões
  81. Itiquira (MT) – R$ 1,297 bilhões
  82. Rondonópolis (MT) – R$ 1,276 bilhões
  83. Acrelândia (AC) – R$ 1,252 bilhões
  84. Barra do Garças (MT) – R$ 1,239 bilhões
  85. Querência (MT) – R$ 1,237 bilhões
  86. Santa Rita do Trivelato (MT) – R$ 1,235 bilhões
  87. Monte Alegre (GO) – R$ 1,234 bilhões
  88. Dourados (MS) – R$ 1,221 bilhões
  89. Bom Jesus (PI) – R$ 1,204 bilhões
  90. Jussara (GO) – R$ 1,197 bilhões
  91. Nobres (MT) – R$ 1,191 bilhões
  92. Itapirapuã (GO) – R$ 1,187 bilhões
  93. Araputanga (MT) – R$ 1,184 bilhões
  94. Buritis (MG) – R$ 1,180 bilhões
  95. Bom Jesus (GO) – R$ 1,179 bilhões
  96. Santo Antônio do Leste (MT) – R$ 1,173 bilhões
  97. Jataí (GO) – R$ 1,171 bilhões
  98. Uberlândia (MG) – R$ 1,169 bilhões
  99. Formosa do Rio Preto (BA) – R$ 1,159 bilhões
  100. Jaciara (MT) – R$ 1,149 bilhões



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Apesar de desafios, Bahia inicia nova safra de grãos com projeção de crescimento



As áreas produtivas da Bahia para a safra 2024/25 já tiveram início do plantio da soja em caráter de excepcionalidade e apesar dos desafios, a safra de grãos no estado têm projeções de crescimento. A soja, a principal cultura baiana, deve ocupar uma área de 2,129 milhões hectares, 7,5% maior que a safra 2023/24.

Além disso, a produção estimada da oleaginosa é de 8,558 milhões de toneladas e produtividade média de 67 sc/ha.

O número é um pouco acima do ciclo anterior que foi de 63 sc/ha. De acordo com o último boletim de safra divulgado nesta semana pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), os destaques para no Oeste baiano são a expansão das áreas cultivadas de soja, algodão e sorgo.

Entre os dias 25/09/2024 e 07/10/2024 os produtores que tiveram autorização concedida pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), através da Portaria de Nº 056 de 31 de maio de 2024, puderam dar início à abertura da nova safra de grãos, no Oeste da Bahia.

Incremento de área

Para essa safra, houve um incremento de área semeada de soja durante o período de antecipação de plantio de 113.734 hectares, o que corresponde a um incremento de 87% de área, quando comparado com a safra anterior.

Ainda de acordo com o relatório da Aiba, até o momento, aproximadamente 134 mil ha foram plantados, o que representa 6,3% da área total estimada.

Além disso, o ritmo de semeadura está avançado em comparação à safra passada, beneficiado pela ampliação da janela de cultivo da safra 2024/25 no estado.

No entanto, apesar dos cenários otimistas, a Aiba destaca que as altas temperaturas influenciaram a decisão de alguns produtores em não semear toda a área irrigada.

Contudo, as previsões, indicam que a região deve receber chuvas em volumes consideráveis nos próximos dias, o que pode incentivar os produtores a intensificar a semeadura.

Outros grãos

O boletim informa ainda que o algodão também deve apresentar um crescimento significativo.

A área estimada é de 380 mil hectares, correspondendo a um aumento de 10% em relação à safra anterior.

Por outro lado, o milho deve registrar uma redução de 8,9% em área cultivada, atingindo 123 mil hectares. Essa queda é atribuída à desvalorização do preço do milho no mercado, desestimulando os produtores.

O que cresce é o sorgo. A expectativa é que a cultura apresente uma ampliação de 6,7%, com área estimada em 160 mil ha.


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Como os preços da soja ficaram nesta quinta-feira? Confira a análise detalhada



Os preços da soja no Brasil variaram nesta quinta-feira (17), com a Bolsa de Chicago em queda pela maior parte do dia, mas encerrando em alta. O dólar também apresentou volatilidade, resultando em poucos negócios. Houve algum movimento na comercialização da safra nova, enquanto a demanda pela soja disponível continuou fraca. Os preços internos permanecem acima da paridade de exportação.

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Preços da soja no Brasil

Passo Fundo (RS): de R$ 134,00 para R$ 133,00

Região das Missões (RS): de R$ 133,00 para R$ 132,00

Porto de Rio Grande (RS): de R$ 143,00 para R$ 141,00

Cascavel (PR): estabilizou em R$ 138,00

Porto de Paranaguá (PR): de R$ 142,00 para R$ 141,00

Rondonópolis (MT): ficou em R$ 136,00

Dourados (MS): de R$ 135,00 para R$ 136,00

Rio Verde (GO): de R$ 133,00 para R$ 131,00

Chicago

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em alta após cinco sessões consecutivas de perdas. A posição de novembro, que havia caído para o menor patamar em sete semanas, subiu 8,75 centavos, ou 0,89%, encerrando a US$ 9,88 3/4 por bushel. A posição de janeiro ficou em US$ 9,98 por bushel, com um ganho de 4,00 centavos, ou 0,40%.

O cenário fundamental ainda inibe uma reação mais intensa nos preços, mesmo com a colheita nos EUA avançando rapidamente e a confirmação de uma produção recorde. No Brasil, o plantio se recuperou com o retorno das chuvas, sinalizando a possibilidade de uma safra histórica.

Contratos futuros da soja

Os contratos do farelo de soja para dezembro fecharam em alta de US$ 4,40, ou 1,40%, a US$ 318,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 42,59 centavos de dólar, com um aumento de 0,91 centavo, ou 2,18%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,05%, cotado a R$ 5,6639 para venda e R$ 5,6619 para compra. Durante a sessão, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,6314 e R$ 5,6993.



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consultor compartilha perspectivas e projeções



A previsão de chuvas em regiões importantes para a produção de soja no Brasil gera expectativas positivas no mercado do grão, embora os negócios apresentem baixa liquidez, conforme análise divulgada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Para entender melhor as movimentações de mercado, Carlos Cogo, consultor em agronegócios, compartilha suas perspectivas.

Cogo destaca que o primeiro levantamento da Conab para a safra 2024 prevê uma produção recorde de 166 milhões de toneladas de soja. “Esse número está alinhado com os 169 milhões do SDA e as estimativas das consultorias privadas, que variam entre 167 e 170 milhões. Nossa previsão é de 168 milhões de toneladas, com um aumento de 2,4% na área plantada, um pouco menor que nos últimos anos, mas com expectativa de melhora nas chuvas.”

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Estoques e preços

Cogo menciona a relação entre o estoque final de soja projetado para setembro de 2025 e o consumo global. Ele afirma que “essa relação chega a um nível recorde de 33,4% de estoques em relação à demanda projetada, o maior nível relativo da história. Quando os estoques estão baixos, os preços sobem; quando crescem, os preços recuam, o que indica um viés baixista para os preços da soja no longo prazo”.

Em relação aos preços, Cogo observa que todos os contratos futuros da soja operam atualmente abaixo da média histórica dos últimos 10 anos. “Os preços futuros já retornaram a patamares entre US$ 10 e US$ 10,50 por bushel, após a retirada do prêmio de risco climático que foi embutido nos contratos em setembro e início de outubro, devido ao atraso no plantio”, afirma.

Comercialização e vendas antecipadas

Recentemente, a comercialização da soja em Mato Grosso apresentou um patamar lento, o mais baixo da série histórica. Cogo acredita que esse cenário pode melhorar, mas observa que os produtores têm vendido menos antecipadamente devido aos preços baixos. “Atualmente, 22% da soja futura está negociada, o mais baixo nível dos últimos 9 anos, o que implica pressão baixista nos primeiros meses de 2025”, comenta.

Produtores

Quando questionado sobre a melhor estratégia para os produtores, Cogo aconselha: “Quem tem produto da safra 2023/2024 deve vender agora. O preço atual no mercado spot em novembro é de cerca de R$ 128 por saca, e a partir de janeiro, espera-se uma queda significativa. Portanto, é sensato não carregar esses estoques para o ano que vem.” Para aqueles que ainda não realizaram vendas antecipadas, ele recomenda fazê-lo para evitar entrar em um mercado pressionado para baixo no início do próximo ano.



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AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas aliviam seca e beneficiam solos para grãos de inverno na Europa


Antigo furacão Kirk causa chuvas intensas e alívio parcial da seca na Europa





Foto: Divulgação

De acordo com o boletim “Weekly Weather and Crop Bulletin”, divulgado nesta quarta-feira (16) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), chuvas generalizadas continuam em grande parte da Europa, embora áreas de seca persistam nas regiões agrícolas do sudeste. As precipitações variaram de 15 a 100 mm, atingindo desde a Inglaterra e França até a Europa central, trazendo alívio para os solos destinados aos grãos de inverno, especialmente em Portugal e Espanha.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

A umidade do solo nessas regiões melhorou após semanas de tempo chuvoso, com parte das precipitações resultantes dos remanescentes do antigo furacão Kirk, que trouxe chuvas fortes e ventos intensos para a Península Ibérica e partes da França. Algumas áreas, como o norte da Itália, registraram volumes de chuva entre 50 e 170 mm, causando inundações localizadas e atrasando o trabalho de campo, conforme os dados do USDA.

De acordo com o “Weekly Weather and Crop Bulletin”, apesar das chuvas abundantes, algumas áreas agrícolas, como a Polônia e os Estados Bálticos, tiveram condições mais secas e favoráveis, com precipitações de 2 a 15 mm, favorecendo o plantio das safras de inverno e outros trabalhos sazonais. No entanto, bolsões de seca voltaram a preocupar o Vale do Rio Danúbio, principalmente na Hungria e, em menor escala, no sudoeste da Romênia.

As temperaturas também variaram, com registros de até 4°C acima do normal no sudeste europeu, substituindo a recente onda de frio que havia atingido a região.





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‘É a música do fascismo brasileiro’



O ex-ator da Globo Pedro Cardoso, conhecido por interpretar Agostinho Carrara na série “A Grande Família”, fez críticas severas à música sertaneja atual em uma entrevista à Rádio Bandeirantes no dia 21 de setembro. As declarações começaram a ganhar repercussão nesta quarta-feira, 16 de outubro, e provocaram reações de artistas e fãs do gênero nas redes sociais.

Durante a entrevista, Cardoso questionou a autenticidade do sertanejo contemporâneo, afirmando que ele se distanciou das tradições e temas originais do gênero. Segundo o ator, o sertanejo tradicional falava sobre a vida no sertão e as dificuldades do campo, enquanto as músicas atuais se concentram em temas mais superficiais.

“Acho injusto chamar isso de sertanejo. Sertanejo é: ‘no rancho fundo, bem pra lá do fim do mundo’. Isso é sertanejo”, afirmou Cardoso. “O único assunto que eles têm [hoje] é a questão da masculinidade e da fidelidade feminina”.

O ator classificou o sertanejo atual como “a música do fascismo brasileiro”. Segundo ele, o gênero é vazio de conteúdo e se repete em temáticas limitadas. “É uma música vazia de interesse teórico, sobre assunto nenhum. É uma música sobre ser corno ou não ser corno”, afirmou.

Cardoso também fez observações sobre a influência da cultura norte-americana no sertanejo atual, sugerindo que o gênero foi “importado” e moldado para atender ao mercado, alegando que o sertanejo moderno perdeu suas características genuinamente brasileiras.





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BNDES aprova R$ 258 mi para centro de inovação e desenvolvimento da macaúba para combustíveis



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 257,9 milhões para a Acelen implantar um centro de inovação tecnológica – o Acelen Agripark – focado em pesquisa e desenvolvimento da cultura da macaúba, planta nativa brasileira de alto poder energético. 

A unidade faz parte do projeto integrado da empresa para produção de diesel renovável (RD – renewable diesel) e combustível sustentável de aviação (SAF – sustainable aviation fuel) baseado no desenvolvimento da cultura da macaúba, incluindo a sua domesticação e o cultivo em terras degradadas. Esse é o primeiro financiamento do BNDES voltado ao desenvolvimento de SAF, considerado o “combustível do futuro”.

Com recursos do Programa BNDES Mais Inovação, a operação visa aumentar a produtividade e a competitividade em um setor de potencial exportador. O projeto permitirá o desenvolvimento de novas mudas de macaúba e a seleção dos maciços com maior potencial de produção de óleo e estruturação de banco de germoplasma. A tecnologia permitirá a seleção das melhores plantas para a produção de sementes, clonagem e melhoramento genético.

“Ao financiar o primeiro projeto de SAF no Brasil, o BNDES, no governo do presidente Lula, mantém sua contribuição relevante para transição energética, incentivando iniciativas que tenham impacto social, ambiental e desenvolvimento tecnológico”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Em Montes Claros (MG), o centro de inovação será responsável por toda pesquisa e desenvolvimento necessários para suportar o projeto da biorrefinaria de combustíveis. A estrutura terá capacidade de germinação de 1,7 milhão de sementes por mês e produção de 10,5 milhões de mudas da planta por ano.

A localização foi escolhida por possuir boa infraestrutura e ser próxima dos maciços naturais de macaúba, contribuindo para a competitividade. Na operação da nova unidade, está prevista a criação de 240 novas posições de trabalho.

“Com essa iniciativa, o Brasil dá um passo importante para se tornar um grande produtor de combustível sustentável de aviação e se colocar no mundo como um líder da transição climática”, afirma a diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa, destacando que todo projeto será executado em terras degradadas desde 2007.

“Apoiamos um projeto ambicioso, com muita tecnologia e com forte impacto social, que pode transformar economicamente uma região e fortalecer a imagem do Brasil como parte da solução de descarbonização do mundo”, afirma a diretora.

O centro de inovação tecnológica faz parte de um projeto integrado da Acelen com investimento total estimado em US$ 2,7 bilhões, proporcionando a produção de 20 mil barris/dia de combustível renovável, captura de quase 60 milhões de toneladas de CO2 equivalente e geração de mais de 90 mil empregos.

A estratégia, inédita para o uso da macaúba, prevê ainda o cultivo de 180 mil hectares em Minas Gerais e na Bahia. Além disso, 20% da produção total dos combustíveis serão oriundos da agricultura familiar, beneficiando mais de dez mil famílias em sua área de atuação.

Para o CEO da Acelen, Luiz de Mendonça, o Acelen Agripark reforça o potencial da inovação agroindustrial do país, o que tornará a empresa uma das grandes produtoras de combustíveis renováveis do mundo.

“Nascemos com o propósito de participar ativamente e acelerar a transição energética global, e agora, apostamos fortemente no agro. Em um ecossistema robusto e integrado formado por uma equipe altamente qualificada e parceiros experientes, vamos oferecer ao mundo uma solução viável e inovadora, sustentável de ponta a ponta”, afirma o executivo.



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Quantos contêineres o maior porto do Brasil movimenta?



O Porto de Santos é, atualmente, responsável por cerca de 30% das exportações brasileiras. O local acaba de bater novo recorde de movimentação de contêineres em 2024, rompendo a casa dos quatro milhões de TEU (twenty-foot equivalent unity, medida padrão do contêiner de 20 pés).

Em toneladas, a movimentação também rompeu marcas anteriores, com 44,5 milhões de toneladas neste tipo de modalidade, entre janeiro e setembro deste ano.

O crescimento do movimento de contêineres no Porto de Santos foi de 15,8% em relação a 2023, quando o total foi de 3,5 milhões de TEU entre janeiro e setembro. Assim, foram cerca de 1,2 milhão de unidades a mais que passaram pelo parque portuário santista no período.

De acordo com o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, ao se considerar a movimentação em toneladas, o aumento no ano foi de 21,6%. Isso porque em 2023, foram registradas 36,57 milhões de toneladas de carga nos contêineres, enquanto em 2024 já são 44,47 milhões.

Maior valor agregado

As mercadorias em contêineres têm maior valor agregado que as transportadas a granel, de acordo com Pomini. Entretanto, mesmo os produtos que partem – em sua maioria – a granel são beneficiados.

Exemplo disso é o açúcar, 2ª carga mais movimentada em Santos, da qual 12,5% foram embarcadas em contêineres (2,6 milhões num total de 20,8 milhões).

Considerando apenas o mês de setembro, também recorde, o aumento em relação a 2023 foi de 21,7%. Foram 483,6 mil TEU contra 397,5 mil no ano passado.

O Porto de Santos segue como principal porto da América do Sul, 43º do mundo em movimentação de contêineres e o segundo da América Latina, abaixo apenas de Colón, no Canal do Panamá, onde 86% do movimento é de transbordo.



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