segunda-feira, julho 27, 2026

Agro

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Soja: como o mercado do grão se comportou? leia a análise detalhada



O mercado da soja tem sido influenciado por uma combinação de fatores climáticos, econômicos e de demanda. De acordo com a plataforma Grão Direto, as recentes chuvas ao longo da BR-153, por exemplo, impulsionaram o avanço do plantio do grão na região Centro-Oeste, proporcionando condições favoráveis para os produtores.

Internacionalmente, nos Estados Unidos, a colheita de soja avançou rapidamente, alcançando cerca de 75% da área total plantada. Esse ritmo acelerado tem pressionado as cotações em Chicago, refletindo um mercado em ajuste e a necessidade de adaptação dos produtores brasileiros às novas condições de oferta.

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PIB Chinês

O PIB da China apresentou crescimento abaixo do esperado, não respondendo como o governo havia previsto aos incentivos econômicos. Apesar disso, as compras de soja pelo país asiático ajudaram a sustentar os preços em queda ao longo da semana. A incerteza econômica na China continua a ser um fator que pode impactar a demanda por soja brasileira

Em Chicago, o contrato de soja para novembro de 2024 fechou a U$9,70 o bushel, uma queda de 3,48%. O contrato com vencimento em março de 2025 também registrou queda, encerrando a U$9,97 o bushel. No mercado físico brasileiro, os movimentos foram semelhantes, apesar da alta de 1,42% do dólar, que terminou a R$5,70.

O que esperar do mercado?

Condições meteorológicas
As chuvas nas regiões produtoras do Brasil devem continuar nas próximas semanas, beneficiando o plantio. No entanto, a área plantada segue 13% abaixo da de 2023 e 20% abaixo em relação a 2022. Com a previsão de um ritmo acelerado no plantio, a safra 2024/2025 deve entrar em uma fase germinativa favorável, garantindo boa reserva de água para o desenvolvimento vegetativo.

Baixa comercialização
A safra de soja brasileira inicia com o menor índice de comercialização dos últimos cinco anos, cerca de 12% inferior à safra anterior. Se essa baixa comercialização persistir e as chuvas continuarem, a fase crítica da produção, entre dezembro e janeiro, pode encontrar uma safra em boas condições, mas com pouca movimentação no mercado. Isso resultaria em forte pressão baixista sobre os prêmios no início da colheita.

Demanda chinesa
Com a guerra comercial entre China e EUA, houve um aumento na demanda chinesa por soja brasileira. Contudo, o PIB anual da China cresceu menos do que o esperado, e a falta de clareza sobre as finalidades do pacote de incentivos do governo chinês pode impactar essa demanda. O cenário permanece desafiador, com pressão negativa sobre os prêmios brasileiros.

Com base nos fatores apontados pela plataforma, poderemos ter mais uma semana negativa em Chicago, restando ao dólar, principalmente, fazer o contrapeso das cotações no país. O cenário segue pessimista.



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Brasil e EUA assinam acordo para livre comércio de produtos avícolas



Um trabalho de cooperação a favor de questões que impactem o comércio global de produtos avícolas foi assinado nesta segunda-feira (21) pelo presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, e do Conselho de Exportação de Aves e Ovos dos Estados Unidos (USA Poultry and Egg Export Council – USAPEEC), Greg Tyler, em Paris, França.

De acordo com o documento, ambas as entidades trabalharão em conjunto para a superação de temas que dificultam o fluxo e impactam a oferta global de produtos, como protecionismo, questões sanitárias, entre outras políticas de atuação.

O acordo também envolve o debate em torno do papel do Conselho Mundial da Avicultura e outros temas de interesse comum. Entre os tópicos de trabalho, estão:

  • A sustentabilidade ambiental ou ecológica como uma diretriz na produção e comércio de aves;
  • A regulamentação da saúde animal, sanitária e de segurança alimentar baseada nos princípios da ciência sólida e avaliação de risco apropriada;
  • O apoio para o desenvolvimento contínuo da indústria avícola e do comércio internacional;
  • As relações internacionais baseadas na cooperação e a negociação e mediação para resolver diferenças;
  • Promoção da ciência sólida e do livre comércio;

O documento estabelece a realização de encontros bilaterais periódicos para estimular o intercâmbio de informações e o fortalecimento das ações, em especial, em temas como saúde animal, disponibilidade de grãos para ração e combustível, uso e disponibilidade de água, biossegurança, segurança alimentar, segurança alimentar, resíduos, gerenciamento de resíduos, meio ambiente e outros.

“Somos concorrentes no mercado internacional, o que não nos impede de trabalhar em conjunto e cooperação em temas que são de interesse de ambos os países, bem como das nações importadoras”, diz Santin

Segundo ele, a construção de relações bilaterais de alto nível são fundamentais para o fortalecimento de um comércio global livre.



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Projeto de lei busca proibir acordos internacionais com cláusulas ambientais restritivas ao Brasil



Um projeto de lei foi apresentado na Câmara dos Deputados com o objetivo de impedir o governo brasileiro de firmar acordos bilaterais ou multilaterais que possam penalizar o país com medidas restritivas ao comércio de produtos brasileiros, com base em cláusulas ambientais. A proposta, de autoria do deputado Tião Medeiros (PP-PR), visa proteger o agronegócio brasileiro contra barreiras comerciais impostas por blocos internacionais.

O projeto surgiu em meio às crescentes restrições ambientais impostas por países como os da União Europeia, que recentemente propuseram regulamentações mais rigorosas para produtos agrícolas importados. A proposta de Medeiros argumenta que o Brasil já cumpre rigorosas legislações ambientais, e que tais exigências internacionais têm motivação comercial, mascaradas por preocupações ambientais.

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“O Brasil não pode ser signatário de compromissos que penalizem nossos exportadores, enquanto outros países não seguem o mesmo rigor ambiental. A reciprocidade ambiental é necessária para manter a competitividade do país no cenário internacional,” declarou o deputado em entrevista.

A proposta agora aguarda tramitação na Comissão de Meio Ambiente e, posteriormente, será encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de seguir para votação no plenário. A expectativa é que a medida seja aprovada antes da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP), em 2025.

Segundo o deputado Tião Medeiros, o Brasil é responsável por menos de 3% das emissões globais de gases de efeito estufa, enquanto a Europa e a Ásia são responsáveis por quase 50% dessas emissões. “Não podemos aceitar que nos imponham restrições comerciais sob o pretexto ambiental enquanto outros países não fazem sua parte”, acrescentou.



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Pix tem novas regras a partir de 1° de novembro; veja o que muda



A partir de 1º de novembro, o Pix terá regras mais rígidas para garantir a segurança das transações e impedir fraudes. Transferências de mais de R$ 200 só poderão ser feitas de um celular ou de um computador previamente cadastrados pelo cliente da instituição financeira, com limite diário de R$ 1 mil para dispositivos não cadastrados.

O Banco Central (BC) esclarece que a exigência de cadastro valerá apenas para os celulares e computadores que nunca tenham sido usados para fazer Pix. Para os dispositivos atuais, nada mudará.

Além dessa novidade, as instituições financeiras terão de melhorar as tecnologias de segurança. Elas deverão adotar soluções de gerenciamento de fraude capazes de identificar transações Pix atípicas ou incompatíveis com o perfil do cliente, com base nas informações de segurança armazenadas no Banco Central.

As instituições também terão de informar aos clientes, em canal eletrônico de amplo acesso, os cuidados necessários para evitar fraudes. Elas também deverão verificar, pelo menos a cada seis meses, se os clientes têm marcações de fraude nos sistemas do Banco Central.

As medidas, informou o BC, permitirão que as instituições financeiras tomem ações específicas em caso de transações suspeitas ou fora do perfil do cliente. Elas poderão aumentar o tempo para que os clientes suspeitos iniciem transações e bloquear cautelarmente Pix recebidos. Em caso de suspeita forte ou comprovação de fraude, as instituições poderão encerrar o relacionamento com o cliente.

Pix Automático

Recentemente, o BC anunciou que o Pix Automático será lançado em 16 de junho de 2025. Em desenvolvimento desde o fim do ano passado, a modalidade facilitará as cobranças recorrentes de empresas, como concessionárias de serviço público (água, luz, telefone e gás), empresas do setor financeiro, escolas, faculdades, academias, condomínios, planos de saúde, serviços de streaming e clubes por assinatura.

Por meio do Pix Automático, o usuário autorizará, pelo próprio celular ou computador, a cobrança automática. Os recursos serão debitados periodicamente, sem a necessidade de autenticação (como senhas) a cada operação. Segundo o BC, o Pix Automático também ajudará a reduzir os custos das empresas, barateando os procedimentos de cobrança e diminuindo a inadimplência.



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Apoio ao produtor rural: patrocinadores do Soja Brasil e a parceria de sucesso


Parceria. Essa é a palavra que define o Soja Brasil, um exemplo de como alianças podem fortalecer a sojicultura brasileira. Durante a Abertura Nacional do Plantio da Soja, realizada em Açailândia, no Maranhão, foi celebrada a colaboração de quatro parceiros que impulsionam o sucesso do projeto. Cada um desempenha um papel importante na iniciativa, atuando como aliado dos produtores rurais

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Quilômetros de colaboração

Foto: Canal Rural Reprodução/Evento MA

A Mitsubishi é uma parceira do Soja Brasil e sua L200 Triton se tornou protagonista e símbolo de força e tecnologia. Lado a lado do projeto, o modelo integra a expedição que percorre milhares de quilômetros, acompanhando de perto a safra e o desempenho da soja brasileira. A presença da Mitsubishi nas principais regiões produtoras é marcada pela confiança e resistência, essenciais para enfrentar os desafios do campo.

A cada quilômetro percorrido, o projeto Soja Brasil, em colaboração com o Canal Rural, revela a realidade do agronegócio, abordando sua complexidade e riqueza. O automóvel representa a base que sustenta essa jornada, pronta para explorar cada canto do Brasil e registrar momentos dessa aventura.

Nesta temporada, a expedição começará no Matopiba, abrangendo os estados do Maranhão, Piauí, Bahia e Tocantins, uma região que deve crescer cerca de 5% em área plantada, segundo a Conab. A Mitsubishi L200 Triton, com sua tecnologia japonesa e fabricação no Brasil, será conduzida por profissionais que conhecem bem as estradas e os desafios da produção rural.

À medida que a equipe percorre essas rotas, compartilhará cada detalhe com o público que acompanha o projeto Soja Brasil. A L200 Triton já se destacou na temporada anterior, passando por diversos estados e mostrando sua versatilidade e resistência.

“A Mitsubishi sempre foi uma parceira do produtor rural, acompanhando-o ao longo de décadas e agora se fazendo presente neste importante projeto, que visa melhorar a comunicação no agronegócio. Sabemos que precisamos vencer os desafios da produção e voltar a ter lucratividade, pois sem rentabilidade não podemos falar em sustentabilidade”, afirma Sabino Costa, proprietário Sansei Motors Mitsubishi.

A presença da Mitsubishi, ao lado de parceiros como o Canal Rural, reforça o compromisso de melhorar a comunicação entre os produtores rurais e o público. Com a L200 Triton, é possível captar as nuances da produção agrícola e conectar todos à essência do campo.

O controle e a transformação do grão

Foto: Canal Rural Reprodução/Evento MA

A Intacta 2 Xtend®️ é uma parceira importante na transformação do futuro da soja, especialmente neste ano que marca o centenário da chegada da soja ao Brasil. A biotecnologia revoluciona a proteção da soja, oferecendo controle avançado contra as principais lagartas e um manejo eficaz de plantas daninhas.

O investimento contínuo em pesquisa e desenvolvimento reafirma o compromisso em fornecer soluções que garantem produtividade e sustentabilidade. A missão é alimentar uma população crescente, minimizando o impacto ambiental e assegurando práticas agrícolas responsáveis e eficientes. A plataforma Intacta 2 Xtend®️ exemplifica como a inovação pode alinhar produtividade e respeito ao meio ambiente, moldando o futuro da agricultura de forma sustentável.

“Estamos presentes em momentos importantes para a evolução da agricultura brasileira, impulsionando os avanços na soja e enfrentando os desafios de alimentar uma população crescente com menor impacto ambiental. Introduzimos um controle aprimorado para plantas daninhas, com tolerância ao glifosato e resistência a novos herbicidas. Como resultado, já no primeiro ano, registramos produtividades acima de 100 sacas por hectare, com mais de 80% do mercado de soja brasileira utilizando nossas biotecnologias, principalmente a plataforma”, explica Rafael Mendes, diretor de negócios de soja da Bayer.

Nutrindo o trabalho em campo

Foto: Canal Rural Reprodução/Evento MA

A Campo Forte, 100% brasileira, tem um forte compromisso com a nutrição das lavouras. Produzindo fertilizantes especiais, orgânicos e organominerais, a empresa promove um equilíbrio nutricional que potencializa a produtividade. Seu foco na sustentabilidade se reflete na reciclagem de nutrientes essenciais, respeitando o meio ambiente e ajudando os produtores a alcançarem altos índices de rentabilidade, garantindo a saúde de suas culturas.

Com o DNA JBS, a empresa acredita que o futuro da nutrição começa agora. Produz mais do que fertilizantes: contribui para a sustentabilidade através da reciclagem de nutrientes de fontes orgânicas, agregando valor e tecnologia ao desenvolvimento para proporcionar alta produtividade.

“Na Campo Forte, acreditamos na força do agronegócio brasileiro e que o futuro do agro passa pela qualidade e pela sustentabilidade. Nosso compromisso é claro: entregar fertilizantes tecnológicos que tragam inovação e priorizem colheitas mais produtivas e rentáveis”, afirma Paulo Garcia, gerente de vendas da Campo Forte.

Na linha de frente do dia a dia do produtor

A Ihara é reconhecida por sua expertise em pesquisa e desenvolvimento, dedicando-se a oferecer soluções eficazes para o controle de pragas e doenças que afetam as lavouras. Com capital japonês, a empresa se destaca por introduzir tecnologias inovadoras que trazem benefícios diretos para o cotidiano dos produtores, contribuindo para uma agricultura mais produtiva e sustentável.

A cada quilômetro percorrido pelo Brasil o projeto Soja Brasil, em parceria com o Canal Rural, desvenda a realidade do agronegócio, destacando sua complexidade e diversidade. A L200 Triton é a base dessa jornada, pronta para explorar diferentes regiões do Brasil e capturar os momentos dessa experiência.”

João Vítor Sousa, administrador técnico de vendas da Ihara, enfatiza: “A Ihara se dedica a trazer inovações para o agricultor brasileiro. Nossos produtos foram desenvolvidos com o objetivo de atender às exigências do campo, oferecendo soluções que realmente fazem a diferença. Além disso, contamos com o herbicida Amato, que proporciona excelente controle das plantas daninhas, um aspecto fundamental para garantir a saúde das lavouras.

Com a coordenação técnica da Embrapa e o apoio da consultoria Safras & Mercado, Harven, Agrobusiness School e Climatempo, o Soja Brasil é um esforço conjunto para aprimorar a produção de soja no país, equilibrando produtividade e sustentabilidade.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preço do milho chega a R$ 70/saca de 60 kg


Valor não é visto desde o dia 09 de janeiro





Foto: Agrolink

Segundo dados do boletim informativo do Cepea, os preços do miho seguem registrando alta. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) está próximo de alcançar os R$ 70 por saca de 60 kg, valor não visto desde 9 de janeiro deste ano. Esse comportamento das cotações reforça a tendência de valorização no mercado interno, sustentada tanto pela demanda consistente quanto pela menor oferta momentânea. O milho tem se destacado como um dos produtos agrícolas de maior valorização em 2024.

As altas são atribuuidas á retração de vendedores e à necessidade de parte dos compradores ecompor os estoques. Ressaltam também que os aumentos de preços ocorrem mesmo diante do avanço da semeadura da safra verão e de previsões indicando chuvas na maior parte das regiões produtoras. Ao mesmo tempo, compradores se veem pressionados a recompor estoques, temendo dificuldades futuras em caso de oscilações climáticas ou aumento dos preços. Mesmo com o avanço da semeadura da safra de verão e previsões de chuvas abrangendo importantes regiões produtoras, a oferta limitada para negociação no curto prazo continua sustentando a alta nas cotações.

Apesar das pressões de curto prazo, o mercado também considera as boas expectativas para a próxima safra. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou recentemente uma projeção de produção total de milho para 2024/25 de 119,74 milhões de toneladas. Esse volume, se confirmado, representará um crescimento de 3,5% em comparação à safra 2023/24. A expansão é atribuída principalmente ao aumento da área plantada e à expectativa de maior produtividade, favorecida pela regularização das chuvas e pelo uso de tecnologias avançadas no campo.





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Reuniões do FMI e Banco Mundial debatem economia e clima global



Depois de uma semana marcada por medidas de estímulo na China e dados de inflação na Zona do Euro, as atenções de investidores de todo o mundo estarão voltadas para as reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.

Os encontros ocorrem entre os dias 21 e 26 de outubro, em Washington, capital dos Estados Unidos. O evento reúne presidentes de bancos centrais, ministros das finanças, executivos do setor privado e acadêmicos para debater questões globais, como desenvolvimento econômico, combate à pobreza e eficácia da ajuda internacional.

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também participa das reuniões, com destaque para o lançamento da Plataforma Brasil de Investimento Climático e para a Transformação Ecológica. A iniciativa, que visa atrair investimentos internacionais em economia verde, será lançada na quarta-feira (23). Haddad também anunciará novos financiamentos para projetos de enfrentamento às mudanças climáticas.

Paralelamente às reuniões do FMI e do Banco Mundial, ocorre a quarta reunião de ministros das Finanças e presidentes dos Bancos Centrais do G20. Esta será a última reunião do G20 antes da cúpula em novembro, no Rio de Janeiro, quando o Brasil passará a presidência do grupo para a África do Sul.

Economia fragilizada e seus riscos

Na semana passada, a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, apelou por unidade em meio ao atual cenário geopolítico. Durante discurso, ela destacou os avanços no controle da inflação, mas alertou para os riscos de uma economia global fragilizada.

Ela destacou o papel da política monetária e das cadeias de suprimentos na recuperação da economia. “A grande onda inflacionária mundial está em retirada”, afirmou. No entanto, Georgieva enfatizou que os preços elevados, que afetam principalmente os países mais pobres, continuam sendo uma preocupação.

Aperto monetário para evitar crises inflacionárias

Outro destaque das reuniões é um estudo do FMI sobre os bancos centrais, que sugere ajustes nas políticas monetárias para prevenir novas crises inflacionárias. O documento, publicado em 16 de outubro, recomenda que as autoridades aprimorem seus modelos de monitoramento e coletem dados mais frequentes e detalhados, considerando gargalos setoriais e restrições de oferta.

O documento é parte do relatório de Perspectiva Econômica Mundial (WEO) e será debatido durante as reuniões em Washington. O estudo indica que países como Brasil, Chile e México, que aumentaram os juros mais cedo, foram eficazes no combate à inflação.

Entretanto, o alerta fica por conta de apertos monetários excessivos, que podem causar retração econômica severa. A sugestão neste caso é que os bancos centrais adotem cláusulas de flexibilidade em suas políticas.



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Funcionários de fazendas recebem capacitação para combate a incêndios florestais


Funcionários de fazendas no Oeste da Bahia, receberam capacitação para combate a incêndios florestais com uso de máquinas agrícolas. O treinamento foi direcionado a gestores, técnicos, operadores de máquinas e gerentes de fazendas da região, com o objetivo de capacitar equipes que estão na linha de frente no combate aos incêndios florestais.

De acordo com as entidades do setor, a demanda por esse tipo de treinamento é crescente entre os produtores rurais, especialmente diante da alta incidência de incêndios durante os períodos de seca e baixa umidade do ar.

Em setembro, o Canal Rural exibiu a segunda temporada da série especial “Cerrado Sem Fogo”, com os impactos das queimadas no Cerrado, na saúde das pessoas e produção agrícola.

No último episódio da série, representantes do setor agropecuário comentam sobre as ações de enfrentamento do problema que é recorrente no país todos os anos.

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Foto: Divulgação/Abapa

Com carga horária de 16 horas, parte teórica e prática, realizada na Algodoeira Zanotto Cotton, localizada no distrito de Novo Paraná, em Luís Eduardo Magalhães (BA), o curso atende uma demanda do setor produtivo.

O curso de combate a incêndios florestais com máquinas agrícolas foi realizado na última semana pela Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) em parceria com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).

Importância

Além disso, o curso contou com o suporte institucional do Corpo de Bombeiros, reforçando a importância da formação especializada no manejo de máquinas agrícolas e caminhões-pipa no controle de focos de incêndio.

Segundo Deibi Soares dos Santos, instrutor do Centro de Treinamento da Abapa, “é muito importante saber utilizar as ferramentas diárias, como tratores e caminhões-pipa, no combate aos incêndios”.

De acordo com Aloísio Junior, gerente de Agronegócios da Aiba, “tendo em vista que na entressafra tivemos muitas demandas de combate a incêndio utilizando equipamentos agrícolas, o grande intuito do curso é preservar a vida dos profissionais envolvidos e resguardar os bens e as áreas produtivas e as áreas de reserva e de preservação permanente”.


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Marrocos concede isenção de impostos para carne bovina e ovina do Brasil



O governo do Marrocos anunciou a isenção total do Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) para a importação de carne bovina, ovina, caprina e camelídea do Brasil. A decisão, formalizada por meio de ofício, concede uma cota de 20 mil toneladas de carnes e miúdos brasileiros, facilitando o acesso desses produtos ao mercado marroquino.

Essa conquista é resultado direto da missão oficial realizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em abril deste ano, liderada pelo secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Julio Ramos. Durante a visita, a comitiva brasileira, com o apoio do Ministério das Relações Exteriores e a participação do embaixador do Brasil em Marrocos, Alexandre Parola, avançou nas negociações que culminaram na redução das tarifas marroquinas, que chegavam a 200% para carne bovina congelada.

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Além da cota de 20 mil toneladas, a regulamentação marroquina também permite a importação de até 120 mil cabeças de bovinos e 100 mil ovinos com isenção de IVA, medida que deve fortalecer ainda mais o comércio entre os dois países. No entanto, o imposto parafiscal continuará sendo aplicado aos importadores.

Julio Ramos destacou a importância da medida para o setor agropecuário brasileiro: “Esse acordo fortalece as relações diplomáticas e comerciais e amplia a competitividade do agro brasileiro em mercados estratégicos, como o de Marrocos.” Em 2023, Marrocos foi o quarto maior destino das exportações brasileiras para a África, e o comércio bilateral entre os países atingiu US$ 2,65 bilhões.



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indicador se aproxima dos R$ 70 por saca de 60 kg



Os preços do milho continuam subindo, com o Indicador Esalq/BM&FBovespa (Campinas – SP) se aproximando dos R$ 70/saca de 60 kg, patamar verificado pela última vez no dia 9 de janeiro deste ano. 

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Pesquisadores do Cepea atribuem o movimento de alta à retração de vendedores e à necessidade de parte dos compradores recompor os estoques. 

Ressaltam também que os aumentos de preços ocorrem mesmo diante do avanço da semeadura da safra verão e de previsões indicando chuvas na maior parte das regiões produtoras. 

Relatório divulgado nesta semana pela Conab apontou a produção agregada de milho para 2024/25 em 119,74 milhões de toneladas, o que representaria um crescimento de 3,5% em relação ao volume de 2023/24.



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