domingo, julho 26, 2026

Agro

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a trajetória do produtor de soja que seguiu os passos do pai



Há cerca de um mês, os produtores de soja em Goiás puderam iniciar o plantio no estado. Charles Peeters, agrônomo e proprietário de uma fazenda entre Montividiu e Caiapônia, possui 17 anos de experiência na produção agrícola.

A gestão da propriedade se baseia na agricultura regenerativa, que busca restaurar e melhorar a saúde do solo, promovendo a biodiversidade e a ciclagem de nutrientes.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Legado e plantio

O pai de Charles foi um dos pioneiros na adoção do plantio direto e da integração lavoura-pecuária na região. Hoje, o produtor mantém e promove essas práticas em sua propriedade. “O plantio direto já é uma realidade na nossa propriedade há 35 anos. Isso nos trouxe produtividade e a possibilidade de cuidar melhor do solo”, destaca.

Além disso, a propriedade é privilegiada por um clima e uma altitude que permitem a produção de duas safras por ano, englobando tanto soja quanto milho. No entanto, a temporada atual traz desafios. Embora a janela de plantio tenha sido aberta em 25 de setembro, Charles iniciou suas atividades apenas em 12 de outubro, enfrentando um atraso de 15 a 20 dias em comparação ao ano passado.

“Estamos com cerca de 50% da área de soja plantada. O clima tem sido um fator crítico, pois o plantio depende de chuvas adequadas”, afirma Charles, enfatizando a importância de uma abordagem cautelosa diante das incertezas climáticas.

E referente às práticas sustentáveis?

Peeters adota práticas agrícolas que demonstram seu compromisso com a sustentabilidade, como a implantação de um sistema de rotação de culturas e utiliza plantas de cobertura, além de integrar a pecuária em sua produção.

“Essa diversidade ajuda a manter a saúde do solo, tanto do ponto de vista químico, físico e biológico, aumentando a resiliência da propriedade frente a estresses hídricos e altas temperaturas”, explica.

A tecnologia digital é outra aliada na gestão da propriedade. Charles utiliza ferramentas e estações meteorológicas que facilitam a coleta e análise de dados. No entanto, ele observa que, apesar de acumular informações valiosas, as decisões nem sempre são tomadas com base nesses dados. “Estamos em constante evolução, mas ainda há um caminho a percorrer em termos de análise e aplicação de informações”, comenta.

Desafios

Os principais desafios enfrentados por ele incluem pragas e doenças de solo, como nematoides e fusário, que limitam a produtividade. “Buscamos sempre bater novos recordes de produtividade, mas precisamos saber gerenciar bem o uso de biológicos e produtos no solo”, ressalta. A combinação de práticas de manejo com um foco na saúde das lavouras ajuda a manter uma produção saudável.

Os riscos climáticos e o perfil do solo também são fatores críticos. O agrônomo realiza perfis de solo em profundidade e aplica correções, como calcário e gesso, para garantir um solo equilibrado. “Buscamos zerar o alumínio e ter um solo bem corrigido até um metro de profundidade, o que nos ajuda a gerenciar melhor os estresses climáticos”, explica.

“Estamos em um período de chuvas satisfatórias, e o capricho no plantio é fundamental. É preciso garantir qualidade na distribuição das sementes para uma lavoura uniforme e bem estabelecida”, completa.

Ele destaca que, apesar do uso de tecnologias e dados, a agricultura básica continua sendo fundamental. “Fazer o arroz com feijão bem feito, aplicar na hora certa, minimizar perdas e garantir uma operação eficiente são essenciais para o sucesso”, afirma Charles. Ele enfatiza ainda que a manutenção preventiva das máquinas e a eficiência operacional são importantes para evitar prejuízos no campo.



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a trajetória do produtor de soja que seguiu os passos do pai



Há cerca de um mês, os produtores de soja em Goiás puderam iniciar o plantio no estado. Charles Peeters, agrônomo e proprietário de uma fazenda entre Montividiu e Caiapônia, possui 17 anos de experiência na produção agrícola.

A gestão da propriedade se baseia na agricultura regenerativa, que busca restaurar e melhorar a saúde do solo, promovendo a biodiversidade e a ciclagem de nutrientes.

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Legado e plantio

O pai de Charles foi um dos pioneiros na adoção do plantio direto e da integração lavoura-pecuária na região. Hoje, o produtor mantém e promove essas práticas em sua propriedade. “O plantio direto já é uma realidade na nossa propriedade há 35 anos. Isso nos trouxe produtividade e a possibilidade de cuidar melhor do solo”, destaca.

Além disso, a propriedade é privilegiada por um clima e uma altitude que permitem a produção de duas safras por ano, englobando tanto soja quanto milho. No entanto, a temporada atual traz desafios. Embora a janela de plantio tenha sido aberta em 25 de setembro, Charles iniciou suas atividades apenas em 12 de outubro, enfrentando um atraso de 15 a 20 dias em comparação ao ano passado.

“Estamos com cerca de 50% da área de soja plantada. O clima tem sido um fator crítico, pois o plantio depende de chuvas adequadas”, afirma Charles, enfatizando a importância de uma abordagem cautelosa diante das incertezas climáticas.

E referente às práticas sustentáveis?

Peeters adota práticas agrícolas que demonstram seu compromisso com a sustentabilidade, como a implantação de um sistema de rotação de culturas e utiliza plantas de cobertura, além de integrar a pecuária em sua produção.

“Essa diversidade ajuda a manter a saúde do solo, tanto do ponto de vista químico, físico e biológico, aumentando a resiliência da propriedade frente a estresses hídricos e altas temperaturas”, explica.

A tecnologia digital é outra aliada na gestão da propriedade. Charles utiliza ferramentas e estações meteorológicas que facilitam a coleta e análise de dados. No entanto, ele observa que, apesar de acumular informações valiosas, as decisões nem sempre são tomadas com base nesses dados. “Estamos em constante evolução, mas ainda há um caminho a percorrer em termos de análise e aplicação de informações”, comenta.

Desafios

Os principais desafios enfrentados por ele incluem pragas e doenças de solo, como nematoides e fusário, que limitam a produtividade. “Buscamos sempre bater novos recordes de produtividade, mas precisamos saber gerenciar bem o uso de biológicos e produtos no solo”, ressalta. A combinação de práticas de manejo com um foco na saúde das lavouras ajuda a manter uma produção saudável.

Os riscos climáticos e o perfil do solo também são fatores críticos. O agrônomo realiza perfis de solo em profundidade e aplica correções, como calcário e gesso, para garantir um solo equilibrado. “Buscamos zerar o alumínio e ter um solo bem corrigido até um metro de profundidade, o que nos ajuda a gerenciar melhor os estresses climáticos”, explica.

“Estamos em um período de chuvas satisfatórias, e o capricho no plantio é fundamental. É preciso garantir qualidade na distribuição das sementes para uma lavoura uniforme e bem estabelecida”, completa.

Ele destaca que, apesar do uso de tecnologias e dados, a agricultura básica continua sendo fundamental. “Fazer o arroz com feijão bem feito, aplicar na hora certa, minimizar perdas e garantir uma operação eficiente são essenciais para o sucesso”, afirma Charles. Ele enfatiza ainda que a manutenção preventiva das máquinas e a eficiência operacional são importantes para evitar prejuízos no campo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Como tem se comportado o mercado de milho?


O mercado de milho do estado do Rio Grande do Sul permanece congelado, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Mercado lento. Santa Rosa a R$ 70,00; Não-Me-Toque a R$ 71,00; Marau e Gaurama R$ 70;00 Arroio do Meio, Lajeado e Frederico Westphalen a R$ 71,00 e Montenegro a R$ 73,00. Vendedores a partir de R$ 72,00 no FOB interior e R$ 72,00 CIF fábricas. Não ouvimos sobre negócios realizados no dia de hoje”, comenta.

Em Santa Catarina as compras ocorrem por parte dos frigoríficos. “Produtores com pedidas a partir de R$ 72,00 FON interior, e em preços tributados, a partir de R$ 75,00, em que compradores hoje indicam a partir de R$ 70,00 no interior e R$ 72,00/73,00 CIF fábricas. Negócios a R$ 704,00/75,00 no CIF meio oeste mais impostos, em pelo menos 10 mil tons. Ao oeste, ao menos 5 mil tons também foram relatadas por nossos correspondentes, entre preços de 74/75/75,50, a depender do prazo. Estima-se, entre rumores, que por aqui tenham rodado hoje 30 mil toneladas”, completa.

Preços de R$ 65,00 a saca CIF no norte do estado do Paraná. “Mercado sem negócios. No porto, indicações a R$ 63,00 set/65,00 nov/64,00 dez. No norte, indicações a R$ 64,00 (+1,00); Cascavel a R$ 61,00; Campos Gerais R$ 69,00; Guarapuava a R$ 67,00; Londrina R$ 65,00 (+1,00). Preços balcão no sudoeste e oeste a R$ 54,00, e norte a R$ 57,00. Ao sudoeste, 3 mil tons saíram ao preço de R$ 57,00, na retirada imediata e pagamento em 30 dias, para uma fábrica de ração local”, indica.

O Mato Grosso do Sul registrou preço spot em R$ 61,00. “Em Maracaju, indicações de R$53,00 (+1,00);Dourados a R$ 54,00 (+R$1,00); Naviraí R$ 54,00 (-R$ 1,00) e São Gabriel a R$ 49,00. Produtores iniciam ofertas FOB a R$ 52,00 com maior parte das pedidas concentradas em R$ 55,00, base interior. Negócios em ritmo lento, com produtores iniciando pedidas a R$ 55,00 no FOB, e indicações nos portos a partir de R$ 70,00”, conclui.
 





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Agro brasileiro provou ser capaz de gerar segurança alimentar e energética ao mundo, diz Arnaldo Jardim



O agronegócio brasileiro provou que é um dos principais responsáveis pela segurança alimentar do planeta e, em breve, também deve ser o protagonista da segurança energética. Essa é a opinião do deputado federal Arnaldo Jardim, presidente da Comissão Especial sobre Transição Energética e Produção de Hidrogênio Verde.

O parlamentar foi convidado do quadro Daoud Entrevista, conduzido pelo comentarista do Canal Rural Miguel Daoud. Assista abaixo:

Jardim é, também, autor da proposta que deu origem à Lei 14.130/2021, que institui os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro).

Ele lembra que há cerca de 20 anos, o Plano Safra era o único responsável pelo financiamento e custeio da produção agropecuária brasileira, mas, atualmente, responde por apenas 30% desta tarefa.

De acordo com o deputado, restante provém do próprio produtor através de operações como o barter que, muitas vezes, vem incutida de juros altos.

“Foi a partir daí que surgiu a ideia do Fiagro como um mecanismo de mercado porque, embora o ago seja responsável por 22%, 28% do PIB brasileiro, os números variam, na bolsa de valores, as empresas do agro são apenas 3%. Isso porque há um descasamento entre o mercado de capitais e o agro. Aproximar [os dois lados] significa mais recursos e menos dependência de governo, além de baratear o custo”.

Segurança energética e alimentar

O deputado também falou que o agronegócio brasileiro vem se destacando na produção de alimentos e de energia. “Quando nós começamos a debater isso […], uma parte do mundo, por desconfiança, outra por preconceito e uma terceira por interesse comercial, disse que o Brasil não poderia fazer isso porque ao começar a produzir energia, deixaria de produzir alimentos. Nós provamos o contrário”.

Segundo Jardim, o Brasil aumentou o cultivo de alimentos ao mesmo tempo em que as propriedades rurais passaram a contribuir para a produção energética. Conforme ele, tudo isso vem amparado, agora, pelo chamado Combustível do Futuro.

“O etanol deve continuar e deve aumentar a mistura [à gasolina], com o aumento da produção de cana. Mas agora também provém do milho, do triticale e do trigo”, diz.

Além disso, o aumento exponencial da mistura de biodiesel ao diesel convencional é outro destaque apontado por Jardim, assim como, mais recentemente, a aprovação de produção de biogás e biometano provindo de granjas de aves, suínos e também de produção bovina.



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Plantio da soja no Paraná: andamento, expectativas e projeções



O plantio da safra de soja 2024/25 no Paraná avançou para 62% da área total, conforme divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Estado. As informações foram compartilhadas pela Safras & Mercado.

Atualmente, 100% das lavouras estão em boas condições. Na semana anterior, essa mesma taxa foi confirmada, com as plantas apresentando um desenvolvimento saudável. No momento, as lavouras encontram-se nas fases de germinação (33%) e crescimento vegetativo (67%), mantendo a mesma proporção em relação à semana anterior.

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Projeções

A área total cultivada nesta safra deve alcançar 5,810 milhões de hectares, um aumento em relação aos 5,785 milhões de hectares cultivados na safra 2023/24.

Em relação à produção, a projeção para a safra 2024/25 é de 22,419 milhões de toneladas, representando um crescimento de 21% em relação ao ano anterior. A expectativa é que a produtividade atinja 3.858 quilos por hectare.



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entenda o cenário e o que esperar



Nos primeiros 15 dias de outubro, o indicador do boi gordo, segundo o Cepea, acumulou uma alta de 9,1%, com negociações que chegaram a R$ 310 à vista em São Paulo, descontado o Funrural. Na comparação com o mesmo período do ano passado, esse aumento ultrapassa os 20%.

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Segundo Hyberville Neto, diretor da HN Agro, esse movimento de alta nos preços está sendo sustentado pelo bom escoamento tanto no mercado interno quanto no internacional. “A partir de julho, o mercado tem subido. No início do movimento, foi uma puxada maior do consumo, tanto no escoamento internacional quanto no doméstico”, explica Hyberville. Ele também destaca o impacto da baixa taxa de desemprego, que ajuda a manter o consumo de carne em alta no curto prazo.

Outro fator importante é a forte demanda externa, especialmente da China. Hyberville aponta que “em setembro, tivemos o maior volume exportado da história e, em outubro, com dados parciais, estamos com a maior média diária da história”. Ele acrescenta que, caso o ritmo seja mantido, “pode ser mais um recorde quebrado”.

Sobre o futuro, Hyberville acredita que o mercado deve se manter firme até o final do ano, embora uma acomodação nos preços após a alta recente não seja descartada. “O mercado não deve voltar aos patamares anteriores, mas alguma acomodação nesses próximos meses não seria algo fora da curva”, afirma. Ele ressalta que, com a oferta restrita e exportações em alta, os fundamentos continuam favoráveis para um mercado firme.

Apesar do cenário positivo, a margem dos frigoríficos diminuiu, o que pode influenciar as negociações nos próximos meses. “A margem da indústria caiu, pois o preço no atacado subiu um pouco menos do que o boi gordo”, explica Hyberville. Ele ainda pondera que, mesmo com essa queda, “a margem ainda está num patamar historicamente positivo”.

Para os pecuaristas, o cenário é de atenção. Hyberville sugere que produtores que estão com gado em confinamento garantam um preço mínimo. “Agora não é hora de travar preço fixo, porque o mercado está positivo, mas alguma acomodação pode acontecer”, orienta. Ele destaca que garantir um valor mínimo é uma estratégia interessante para quem tem gado com data definida de venda.

A previsão é de que o ciclo pecuário entre em uma fase mais positiva. “Nós ainda estamos vendo um volume de oferta elevado, mas isso deve mudar em breve, com a redução da participação de fêmeas nos abates”, conclui Hyberville, destacando que essa fase de alta tende a beneficiar os pecuaristas, especialmente com a valorização dos bezerros.



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AgroNewsPolítica & Agro

Trigo gaúcho vai para ração


Em Santa Catarina, os moinhos continuam observando o progresso da colheita gaúcha




Em Santa Catarina, os moinhos continuam observando o progresso da colheita gaúcha
Em Santa Catarina, os moinhos continuam observando o progresso da colheita gaúcha – Foto: Agrolink

De acordo com informações da TF Agroeconômica, o mercado de trigo no Rio Grande do Sul continua enfrentando desafios com a qualidade do produto colhido. A safra antiga, com 80 mil toneladas ainda disponíveis, não atrai mais compradores, e as atenções estão voltadas para a nova safra, cuja colheita foi retomada no último sábado. 

No entanto, o trigo colhido entre domingo e segunda-feira apresentou uma queda significativa no FN (Força de Glúten), embora alguns lotes ainda tenham atingido números superiores a FN200. Aproximadamente 35 mil toneladas de trigo de baixa qualidade foram direcionadas para ração, tanto para a indústria quanto para o porto.

Em Santa Catarina, os moinhos continuam observando o progresso da colheita gaúcha, mas mantêm suas compras no Paraná, onde os preços são mais atrativos, especialmente no Sudoeste, com valores em torno de R$ 1.400 FOB. Além disso, muitos moinhos catarinenses têm armazéns no Rio Grande do Sul, aguardando a colheita local. Apesar do abastecimento, os moinhos enfrentam dificuldades nas vendas de farinha, o que tem atrasado o fluxo de compras de grãos. Os preços pagos aos produtores de trigo em Santa Catarina variaram entre R$ 70,00 e R$ 77,00 por saca, dependendo da região.

No Paraná, o mercado de trigo manteve-se ativo e com preços estáveis, mesmo com o avanço da nova colheita. Negócios pontuais foram registrados no início da semana a R$ 1.450 FOB no Norte do estado, mas logo após os moinhos começaram a oferecer R$ 1.400. A chuva no Sul do estado traz preocupações quanto à qualidade da safra, enquanto no Rio Grande do Sul, negócios futuros para novembro já apontam valores de R$ 1.200 FOB.
 





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Baixa demanda pelo milho não deve baixar os preços, diz consultoria



O plantio do milho no Brasil foi beneficiado na semana passada com a chegada de chuva intensa à região central do país.

Da mesma forma, a semeadura do cereal segue a todo vapor na Argentina, onde os trabalhos alcançaram cerca de 24% da área projetada para esta safra.

O grão encerrou a semana cotado a U$ 4,04 o bushel (-2,88%) em Chicago, para o contrato com vencimento em dezembro de 2024. Já no Brasil, na B3, seguiu tendência oposta, com alta de 1,09%, fechando a R$ 69,25 por saca no contrato de novembro de 2024.

Saiba os próximos movimentos do mercado do milho na análise da plataforma Grão Direto.

O que esperar nesta semana?

  • Acompanhamento de safra: o Sul é a principal região produtora de milho 1ª safra do Brasil. As condições climáticas por lá seguem muito favoráveis ao avanço do plantio. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mais de 30% da área destinada à cultura está semeada. “Esse bom ritmo de plantio deve estabilizar os preços do cereal nas regiões Sul e Sudeste”.
  • Exportações de milho: do início de janeiro à semana encerrada em 18 de outubro, o Brasil exportou 30,2 milhões de toneladas de milho, 15 milhões de toneladas abaixo do registrado em mesmo período do ano anterior, conforme levantamento da Grão Direto. Já os Estados Unidos, em seu último relatório, contabilizaram 2,22 milhões de toneladas embarcadas em um mês (de 19 de setembro a 18 de outubro). “Esses números não devem crescer de forma significativa, devido à baixa demanda pelo cereal. A China colheu uma das suas maiores safras, assim como a Rússia também teve uma ótima produção de trigo, concorrente direto do milho. A grande oferta global do cereal deve colocar mais pressão nas cotações na CBOT ao longo desta semana e da próxima”, diz a análise da plataforma.
  • Retração do mercado: mesmo diante de indicadores que tendem a reduzir o preço do milho, o grão valorizou na última semana aparentemente por um movimento de retração das vendas por parte dos produtores, conforme a Grão Direto. “Em diversos estados, como é o caso do Paraná, os preços alcançaram números que superam as máximas de todo esse ano. Esse movimento pode continuar empurrando os preços aqui no mercado interno, enquanto as exportações avançam a passos curtos”, afirmam os analistas da empresa.

Com base nos elementos citados acima, é provável que mais uma semana positiva para o mercado do milho no Brasil seja registrada, apesar da maior parte dos indicadores pressionarem algumas baixas.



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Temendo novas tarifas, exportadores da soja dos EUA aceleram envios



Os exportadores de soja dos Estados Unidos estão acelerando o envio de produtos nas semanas que antecedem as eleições presidenciais, com a preocupação de que um novo governo possa implementar tarifas que afetem as vendas para a China, o maior importador global da commodity.

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Informações da Safras & Mercado indicam que a demanda recente resultou em altos prêmios de exportação, mas muitos acreditam que essa demanda pode ser temporária. Importadores chineses estão evitando a soja estadunidense em favor da brasileira devido à incerteza sobre tarifas futuras, o que pode resultar em um excesso de oferta nos Estados Unidos e na diminuição das exportações previstas para o próximo ano.



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Sul com trovoadas e pancadas de chuva nesta quarta-feira; confira a previsão



Saiba como o clima irá se comportar nesta quarta-feira (23) em todas as regiões do Brasil:

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Sul

O tempo fica mais instável em toda a região. Na Campanha Gaúcha, no litoral do Paraná e no litoral norte de Santa Catarina, a chuva será acompanhada por trovoadas e raios. Nas demais áreas, ocorrem pancadas isoladas de chuva, concentradas à tarde.

Sudeste

O tempo permanece instável em todo o estado de São Paulo, no Triângulo Mineiro e nas regiões sul e oeste de Minas Gerais, com previsão de pancadas de chuva acompanhadas por raios e trovoadas. No Rio de Janeiro, Espírito Santo e nas demais áreas de Minas Gerais, o dia será ensolarado, com predomínio de sol.

Centro-Oeste

A condição de chuva isolada continua em Mato Grosso do Sul e Goiás. Em Mato Grosso, as pancadas de chuva são esperadas apenas no noroeste do estado. Nas demais áreas, o dia será ensolarado, mas com sensação de abafamento devido às altas temperaturas.

Nordeste

O tempo firme predomina em quase toda a região. Caso chova, será de forma isolada e passageira nos litorais da Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco.

Norte

A condição para pancadas de chuva e trovoadas continua nos estados do Amazonas, Acre, Rondônia e sudoeste do Pará. Nas demais áreas, o sol aparece entre algumas nuvens, sem previsão de chuva.



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