domingo, julho 26, 2026

Agro

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Exército é multado em R$ 6,5 milhões por incêndio florestal em parque


A investigação sobre as causas do incêndio ocorrido na parte alta do Parque Nacional do Itatiaia, entre os dias 14 e 24 de junho, foi finalizada pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio).

Foi concluído que as chamas se iniciaram na margem da estrada, ao lado de um comboio de veículos do Exército Brasileiro, causado por um objeto utilizado para o preparo de alimentos com fogo (fogareiro e líquido inflamável).

A Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) realizava um treinamento para cadetes no parque. Com base na investigação, o ICMBio embargou a área para permitir a regeneração da vegetação e indicou multa administrativa de R$ 6.531.000,00 contra a Aman.

Exército ajudou no combate

A investigação também concluiu que os militares detectaram o início do incêndio florestal e notificaram rapidamente os funcionários da Parquetur (empresa concessionária do Parque Nacional do Itatiaia) no Posto Marcão.

No primeiro momento, eles ajudaram a combater o fogo juntamente com a equipe do Instituto Chico Mendes do Parque Nacional do Itatiaia. Posteriormente, a Aman enviou helicópteros e mais militares, contribuindo desde o início para esclarecer as causas do incêndio.

O incêndio danificou cerca de 311 hectares de vegetação nativa, além de atingir infraestruturas físicas, resultando em um total de 312,5 hectares de área afetada.

Foram realizadas diversas análises, incluindo dados meteorológicos das estações instaladas no interior do parque, imagens de câmeras de monitoramento e entrevistas com os envolvidos na detecção e controle do incêndio.

De acordo com o ICMBio, também foram realizadas vistorias na área impactada e mapeamento com uso de drones para obtenção de coordenadas geográficas e identificação de evidências e vestígios, além de indicadores de queima produzidos pela passagem do fogo.

O incêndio

Combate a incêndio no Parque Nacional do ItatiaiaCombate a incêndio no Parque Nacional do Itatiaia
Foto: Ascom do ICMBio

No dia 14 de junho, dia do aniversário de 87 anos do Parque Nacional do Itatiaia, um incêndio de grandes proporções começou por volta das 14h na Parte Alta do parque, próximo ao Morro do Couto e à portaria do Posto Marcão.

A área, situada acima de 2.500 metros de altitude, tem vegetação seca devido à escassez de chuvas nesta época do ano. O início do incêndio foi registrado pelas câmeras de monitoramento e divulgação do Parque Nacional.

Até o momento, o Exército não se manifestou sobre o ocorrido.



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crescem projeções de exportação em outubro



A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) elevou suas projeções de exportações de milho, soja e farelo de soja do Brasil em outubro.

A estimativa para os embarques de milho foi atualizada para 6,24 milhões de toneladas, acima dos 6,22 milhões previstos na semana anterior.

Para a soja, a expectativa de exportação subiu para 4,62 milhões de toneladas, superando a previsão de 4,34 milhões de toneladas da semana passada. Já os embarques de farelo de soja devem atingir 2,56 milhões de toneladas em outubro, ante estimativa anterior de 2,47 milhões de toneladas.

Exportações na semana e no ano

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projeta embarques de 1,308 milhão de toneladas de milho do Brasil para esta semana (20 a 26 de outubro). Para a soja, a previsão é de 959.142 toneladas, enquanto o farelo deve somar 664.362 toneladas.

No acumulado do ano, as exportações brasileiras de soja devem atingir 93,7 milhões de toneladas, volume inferior aos 101,3 milhões embarcados em 2023. As exportações de milho estão projetadas em 29,7 milhões de toneladas, também abaixo das 55,5 milhões de toneladas do ano anterior.



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Líder nacional do setor, Bahia receberá próximo encontro da indústria eólica


Líder nacional na geração de energia eólica, a próxima edição do Brazil Windpower, será realizada na Bahia em 2025. O anúncio foi feito pela Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), na abertura da 15ª edição do evento, nesta terça-feira (22), em São Paulo.

O Brazil Windpower é o maior encontro sobre energia eólica da América Latina e trará para o estado um conjunto de empresas para conhecer novas oportunidades de investimentos. 

O evento contou a presença do governador Jerônimo Rodrigues, que enfatizou que há 10 anos, o estado trabalha para atrair e consolidar a cadeia produtiva da energia eólica.

“Agora queremos dar novos passos, ampliar a produção de energia limpa e associar isso a produção de hidrogênio verde, dando condições para que novas indústrias se instalem na Bahia”, destacou o governador.

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Complexo Eólico Aroeira, no município de Umburanas, no norte da Bahia | Foto: Feijão Almeida/GOVBA

O programa de transição energética do estado mencionado no evento tem foco na capacitação de trabalhadores e desenvolvimento de infraestrutura.

O governador Jerônimo Rodrigues afirmou que o estado está articulando com a ABEEólica e o Ministério de Minas e Energia um memorando para fortalecer a liderança do estado nos próximos anos.

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Foto: Daniel Senna/GOVBA

Rodrigues também mencionou a importância das linhas de transmissão para a ampliação das fontes eólica e solar, fundamentais para o desenvolvimento do hidrogênio verde.

Liderança do setor

Desde maio deste ano, a Bahia assumiu a posição de líder nacional na geração de energia eólica.

De acordo com o governo, são 350 usinas em funcionamento e outras 36 em implantação.

Atualmente, 98% da energia elétrica gerada no estado são renováveis e 60% vêm dos ventos. 


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No Brics, Brasil defende meios alternativos para trocas comerciais



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender, nesta quarta-feira (23), a criação de meios de pagamentos alternativos para transações comerciais entre os países do Brics, bloco de países em desenvolvimento do qual o Brasil faz parte. Lula participou, por videoconferência a partir de Brasília, da 16ª Cúpula de Líderes do Brics, que ocorre em Kazan, na Rússia.

Para o presidente, a medida reduzirá a vulnerabilidades dessas nações e as assimetrias dentro do sistema financeiro internacional. “Não se trata de substituir nossas moedas. Mas é preciso trabalhar para que a ordem multipolar que almejamos se reflita no sistema financeiro internacional. Essa discussão precisa ser enfrentada com seriedade, cautela e solidez técnica, mas não pode ser mais adiada”, defendeu.

Lula abordou ainda temas que já são recorrentes em seus discursos em fóruns internacionais, como o combate às mudanças climáticas e à fome, a crítica a guerras no Oriente Médio e Leste Europeu, a defesa da taxação dos super-ricos e a democratização de marcos multilaterais.

Essa é a primeira cúpula do Brics com a participação dos cinco novos membros que ingressaram no bloco este ano: Egito, Irã, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Etiópia. Até o ano passado, o Brics era formado apenas por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Cúpula

Entre os assuntos tratados na cúpula de Kazan destacam-se as negociações para reduzir a dependência do dólar no comércio entre os países do bloco, além de medidas para fortalecer instituições financeiras alternativas ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao Banco Mundial, controlados principalmente por potências ocidentais.

Em seu discurso, Lula citou a criação do Mecanismo de Cooperação Interbancária, por meio do qual os bancos nacionais de desenvolvimento do bloco vão estabelecer linhas de crédito em moedas locais, “que reduzirão os custos de transação de pequenas e médias empresas”. Ainda destacou o trabalho do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco do Brics, comandado pela ex-presidente do Brasil Dilma Rousseff.

“[O NDB] que neste ano completa dez anos, tem investido na infraestrutura necessária para fortalecer nossas economias e promover uma transição justa e soberana”, disse, citando a carteira do banco com quase 100 projetos e com financiamentos da ordem de US$ 33 bilhões.

“Ele foi pensado para ser bem-sucedido onde as instituições de Bretton Woods continuam falhando. Em vez de oferecer programas que impõem condicionalidades, o NDB financia projetos alinhados a prioridades nacionais. Em vez de aprofundar disparidades, sua governança se assenta na igualdade de voto”, acrescentou o presidente.

Bretton Woods é a cidade norte-americana onde foi realizada a conferência que criou o FMI e o Banco Mundial, após a Segunda Guerra Mundial, e que tinha o objetivo de elaborar regras para o sistema monetário internacional.

O presidente Lula também destacou o potencial econômico e comercial e a mobilidade social elevada dos países do Brics e como as iniciativas do bloco querem romper com a lógica de concentração de investimentos nos países desenvolvidos. “Representamos 36% do PIB [Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas nos países] global por paridade de poder de compra. Contamos com 72% das terras raras do planeta, 75% do manganês e 50% do grafite. Entretanto, os fluxos financeiros continuam seguindo para nações ricas”, lamentou.

“A atuação do Conselho Empresarial contribuiu para ampliar o comércio entre nós. As exportações brasileiras para os países do Brics cresceram 12 vezes entre 2003 e 2023. O Brics é hoje a origem de quase um terço das importações do Brasil. A Aliança Empresarial de Mulheres está criando redes para fomentar o empoderamento econômico feminino e combater as desigualdades de gênero que persistem”, lembrou.

Brasil no Brics

Em 2025, o Brasil assume a presidência do Brics e Lula reafirmou a necessidade de modernizar as instituições de governança global e democratizar o acesso a tecnologias. O governo brasileiro, segundo o presidente, quer “reafirmar a vocação do bloco na luta por um mundo multipolar e por relações menos assimétricas entre os países”.

“Não podemos aceitar a imposição de apartheids no acesso a vacinas e medicamentos, como ocorreu na pandemia, nem no desenvolvimento da inteligência artificial, que caminha para tornar-se privilégio de poucos. Precisamos fortalecer nossas capacidades tecnológicas e favorecer a adoção de marcos multilaterais não excludentes, em que a voz dos governos prepondere sobre interesses privados”, defendeu o presidente brasileiro.

“Muitos insistem em dividir o mundo entre amigos e inimigos. Mas os mais vulneráveis não estão interessados em dicotomias simplistas. O que eles querem é comida farta, trabalho digno e escolas e hospitais públicos de acesso universal e de qualidade. E um meio ambiente sadio, sem eventos climáticos que ponham em risco sua sobrevivência. É uma vida de paz, sem armas que vitimam inocentes”, acrescentou.

Lula criticou as guerras em andamento no mundo e repetiu a fala do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, na Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro deste ano, de que a Faixa de Gaza se tornou “o maior cemitério de crianças e mulheres do mundo”.

“Essa insensatez agora se alastra para a Cisjordânia e para o Líbano. Evitar uma escalada e iniciar negociações de paz também é crucial no conflito entre Ucrânia e Rússia”, disse o presidente brasileiro, no evento presidido pelo presidente russo, Vladimir Putin.

“No momento em que enfrentamos duas guerras com potencial de se tornarem globais, é fundamental resgatar nossa capacidade de trabalhar juntos em prol de objetivos comuns. Por isso, o lema da presidência brasileira será Fortalecendo a Cooperação do Sul Global para uma Governança mais Inclusiva e Sustentável”, anunciou o presidente.

Agendas comuns

Durante o discurso, Lula ainda agradeceu o apoio dos membros do Brics à presidência brasileira do G20, em 2024, e aos temas defendidos pelo Brasil para a redução das desigualdades no mundo, como a taxação dos super-ricos e o combate à fome.

“Nossos países implementaram nas últimas décadas políticas sociais exitosas que podem servir de exemplo para o resto do mundo”, disse, convidando os países a integraram a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, que será lançada oficialmente na Cúpula de Líderes do G20, bloco das 19 maiores economias do mundo, da União Europeia e União Africana. O encontro ocorrerá em novembro, no Rio de Janeiro, quando se encerra a presidência brasileira.

O presidente lembrou ainda da pauta de combate às mudanças climáticas e voltou a cobrar maior empenho dos países ricos no financiamento de medidas de prevenção e mitigação. Para ele, entretanto, também cabe aos países emergentes “fazer sua parte” para limitar o aumento da temperatura global. “Os dados da ciência exprimem um sentido de urgência sem precedentes. O planeta é um só e seu futuro depende da ação coletiva”, alertou.

“O Brics é ator incontornável no enfrentamento da mudança do clima. Não há dúvida de que a maior responsabilidade recai sobre os países ricos, cujo histórico de emissões culminou na crise climática que nos aflige hoje. É preciso ir além dos US$ 100 bilhões anuais prometidos e não cumpridos, e fortalecer medidas de monitoramento dos compromissos assumidos”, disse o presidente, ao falar sobre a cúpula do clima das Nações Unidas (COP30) de 2025, que será sediada em Belém.



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Centro-Sul deve colher 560 milhões de t em 25/26, diz CEO da Santa Eliza



O CEO da Santa Eliza Agroflorestal Gestão Empresarial, Josmar Verillo, projetou a safra de cana-de-açúcar 2025/26 no Centro-Sul em 560 milhões de toneladas, para uma área plantada de 7,5 milhões de hectares e produtividade de 75 toneladas por hectare.

“É uma previsão mais pessimista do que a da Orplana“, reconheceu Verillo nsta terça (22), durante painel a 24ª Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol, realizada em São Paulo.

Um dia antes, na mesma conferência, a Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana) projetou quebra de pelo menos 9% na safra 2024/25, de 654 milhões de toneladas em 2023/24 para 590 milhões de toneladas em 2024/25, e nova quebra, de 1,36%, em 2025/26, para 582 milhões de toneladas.

Segundo Verillo, vários fatores contribuirão para uma colheita menor na próxima safra. São fatores herdados de uma safra problemática este ano, que contou com falta de chuvas, seca e calor extremos e, para coroar, os incêndios nos canaviais em setembro. Verillo comenta que, neste ano, o clima afetou fortemente as lavouras, com um verão irregular e outono e inverno extremamente secos, além das queimadas. “Entre abril e setembro de 2024, as brotações também foram irregulares, com a morte de soqueiras”, prosseguiu.

Além disso, as chuvas de primavera chegaram “muito atrasadas” em 2024. “As primeiras chuvas começaram só na segunda quinzena de outubro, o que deve atrasar o desenvolvimento dos canaviais da próxima safra”, comentou Verillo. Diante deste cenário, ele avalia como “improvável” que a moagem comece em março de 2025.

O plantio da cana de primeiro corte em 2025 também se reduziu. “Em 2024, já havíamos tido essa redução, na base de 20% ante 2023 e, além disso, entre janeiro e maio de 2024 a qualidade dos plantios foi prejudicada pelo clima seco.”

A seca prolongada e os incêndios, por sua vez, provocaram “forte atraso” no desenvolvimento vegetativo da cana no início da safra em 2024, o que terá reflexos em 2025. Assim, se para compensar essas perdas que se arrastam desde 2024 o produtor pudesse aumentar a área plantada em 2025, esbarraria na falta de mudas. “Há necessidade de mais áreas de mudas porque, hoje, há pouca disponibilidade de mudas.”



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Auxílio a pescadores e emergência climática ganha crédito extra



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou a medida provisória (MP) 1.268, que abre novo crédito extraordinário de R$ 938,5 milhões para ações no âmbito da emergência climática declarada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os valores não entram no cômputo da meta de resultado primário do governo neste ano.

A maior parte dos recursos será usada pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, com R$ 418 milhões para o pagamento do Auxílio Extraordinário a Pescadores Artesanais da região Norte. No começo do mês, a MP que criou o benefício em parcela única de R$ 2.824 previa que as despesas do auxílio correriam “à conta das dotações consignadas ao Ministério da Pesca e da Aquicultura, observadas as disponibilidades orçamentárias e financeiras”.

Outros R$ 238 milhões serão destinados ao Ministério da Saúde para ações de assistência de saúde e farmacêutica na Amazônia Legal, incluindo atendimento a aldeias indígenas. Na sequência, o Ministério da Integração Nacional terá R$ 143 milhões para ações de proteção e defesa civil na região.

Também serão destinados R$ 75 milhões ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

O Ministério do Meio Ambiente receberá R$ 36,7 milhões para ações de fiscalização e combate a incêndios. Já o Ministério da Justiça e Segurança Pública terá R$ 25,9 milhões para ações no Centro-Oeste e na Amazônia Legal, incluindo a atuação da Força Nacional.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja valoriza com demanda forte


De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado de soja em Chicago (CBOT) fechou em alta nesta terça-feira, impulsionado pela demanda robusta pelo grão americano e pelo atraso no plantio da safra brasileira. O contrato de soja para novembro de 2024, referência para a safra brasileira, registrou valorização de 1,10%, ou 10,75 cents por bushel, encerrando a $991,75. 

O contrato de janeiro de 2025 também subiu 1,09%, fechando a $1.000,50 por bushel. No entanto, o farelo de soja para dezembro teve uma leve queda de 0,19%, fechando a $317,7 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja para o mesmo período subiu expressivos 3,07%, alcançando $43,69 por libra-peso.

A alta no mercado foi motivada, em grande parte, pelos embarques de soja americana, que tiveram destaque em um relatório divulgado pelo USDA na segunda-feira. Além disso, o preço do óleo de soja, que acumulou um aumento de 4,47% nas últimas três sessões, foi um dos principais fatores que deram suporte às cotações da oleaginosa.

Outro ponto que influenciou o mercado foi o atraso no plantio da safra brasileira, que avançou para 17,6% da área estimada, segundo a Conab, um crescimento em relação aos 9,1% registrados na semana anterior. Mesmo assim, esse número ainda está distante dos 28,4% observados no mesmo período do ano passado, o que acende um alerta sobre a oferta futura do grão no Brasil.

Apesar do progresso na colheita americana, que já atingiu 81% das áreas plantadas, o mercado continua monitorando com atenção o desenvolvimento da safra no Brasil, já que qualquer mudança no ritmo do plantio pode impactar diretamente as expectativas de oferta e, consequentemente, os preços no mercado global.
 





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FMI amplia projeção de alta do PIB brasileiro



O Fundo Monetário Internacional (FMI) voltou a melhorar a projeção de crescimento do Brasil neste ano, após piorá-la em julho último, quando temia o efeito econômico das enchentes no Rio Grande do Sul. Para a instituição, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve crescer 3% em 2024, o que representa um aumento de 0,9 ponto percentual em relação à estimativa anterior, de 2,1%, informou o organismo no relatório Perspectiva Econômica Mundial (WEO, na sigla em inglês), publicado nesta terça (22).

“Essa é uma revisão devido ao consumo e investimentos mais fortes no primeiro semestre do ano na esteira de um mercado de trabalho aquecido, transferências governamentais e interrupções menores do que o previsto devido a enchentes (no Rio Grande do Sul)”, justifica o FMI, no documento, divulgado em paralelo a suas reuniões anuais, que ocorrem em Washington (EUA) ao longo desta semana.

Ao melhorar a projeção, o fundo segue outros organismos, a exemplo do Banco Mundial e bancos da Faria Lima a Wall Street, que têm melhorado as estimativas para a expansão do Brasil em meio à surpresa positiva com o PIB local. Caso o cenário previsto pelo FMI se materialize, o país vai apresentar uma leve aceleração em relação a 2023, quando cresceu 2,9%.

Para 2025, o FMI fez o movimento contrário e reduziu a estimativa para o avanço do PIB brasileiro, antevendo uma desaceleração da economia doméstica. O fundo projeta aumento de 2,2%, o que representa uma queda de 0,2 ponto percentual em relação à estimativa anterior, divulgada em julho último.

“Com a política monetária ainda restritiva e o esperado esfriamento do mercado de trabalho, espera-se que o crescimento [do Brasil] modere em 2025”, avalia o FMI, no relatório.

Por sua vez, o fundo vê os preços mais resistentes no Brasil. O FMI espera que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fique em 4,3% neste ano, acima da sua última projeção, de 4,1%.

Emergentes

Conforme o FMI, os mercados emergentes têm conseguido manter uma resiliência contínua, mas preservar a estabilidade financeira pode ser mais desafiador no futuro. Entre os temores, estão a desaceleração da economia chinesa, fragilidades fiscais nos países e os riscos de o baixo volume de investimentos atrasar a mitigação e transição energética, conforme relatório do organismo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em suas redes sociais que o relatório do FMI está surpreendendo “pessimistas e pregadores do caos”. “O Brasil segue crescendo com muito trabalho, surpreendendo os pessimistas e pregadores do caos”, escreveu Lula, em seu perfil no X (ex-Twitter).

O economista-chefe do FMI, Pierre-Olivier Gourinchas, alertou ontem para a necessidade de ajustes fiscais nas economias após políticas expansionistas adotadas durante a pandemia de covid-19.

“É urgente estabilizar a dinâmica da dívida e reconstruir amortecedores fiscais muito necessários”, disse ele, em entrevista coletiva para comentar o relatório WEO.

Em países como os Estados Unidos e a China, os planos fiscais atuais não estabilizam as dívidas internas, conforme ele. Para outros países, apesar das melhorias iniciais, há “sinais crescentes de deslizamento”, alertou.

“O caminho é estreito. Atrasar a consolidação (de políticas fiscais) aumenta o risco de ajustes desordenados, enquanto uma virada excessivamente abrupta em direção ao aperto fiscal pode prejudicar a atividade econômica”, avaliou Gourinchas.



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Receita das exportações da soja recua 17% no acumulado de 2024


Mesmo com o potencial recorde, a receita cambial das exportações da soja registrou uma queda de 17% entre janeiro e outubro, conforme dados parciais. Essa diminuição ocorre em meio a um panorama otimista para as vendas de grãos e farelo, criando um contraste com as previsões alarmantes para 2025, que apontam uma redução de 40% nas exportações de óleo de soja.

Nesse contexto, o programa Mercado & Companhia desta terça-feira (22), trouxe uma análise detalhada sobre os desafios e oportunidades que o setor enfrenta. Confira:

Soja em grão

Foto: Canal Rural Reprodução

Conforme apresentado no gráfico, a exportação de soja grão está em uma trajetória ascendente. Em 2020, o Brasil embarcou 83 milhões de toneladas, enquanto a previsão para 2023 é de 102 milhões de toneladas. Até a segunda semana de outubro, já foram embarcadas 92,5 milhões de toneladas, o que sugere uma chance real de igualar ou até superar a marca do ano anterior.

No entanto, a equipe enfrentou uma redução no ritmo dos embarques. A grande dúvida atualmente é se haverá soja disponível suficiente para superar as 102 milhões de toneladas do ano passado. É importante ressaltar que a receita cambial caiu 17% em relação ao ano anterior, impactando diretamente os produtores.

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Farelo da soja

Foto: Canal Rural Reprodução

No que diz respeito ao farelo, o panorama é um pouco mais otimista. Em 2020, as exportações chegaram a quase 17 milhões de toneladas, enquanto as expectativas para 2023 são de 22,7 milhões de toneladas. Até o momento, já foram embarcadas cerca de 19 milhões de toneladas, indicando uma chance maior de superação do volume do ano anterior, em comparação aos grãos.

Óleo da soja

Foto: Canal Rural Reprodução

Por outro lado, o cenário para o óleo de soja é preocupante. Em 2022, o Brasil alcançou 2,6 milhões de toneladas exportadas, com uma receita de 3,9 bilhões de dólares. Em 2023, esse volume caiu para 2,35 milhões de toneladas, com receita de 2,54 bilhões de dólares. A diferença entre volume e receita está aumentando, sugerindo que o país está recebendo menos por tonelada exportada.

Para 2024, o panorama não é promissor. Até agora, foram embarcadas 1,15 milhão de toneladas, com um 1 bilhão de dólares, representando uma queda de 12% na receita cambial.



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Longevidade traz robustez aos negócios de família



Responsável por 70% da comida que chega na mesa do brasileiro, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a agricultura familiar é composta majoritariamente por micro e pequenos produtores rurais. 

Empresas de pequeno porte constituem gerações empreendedoras que cuidam e melhoram a qualidade das lavouras e das criações, trazendo mais eficiência e produtividade, a partir da inovação somada aos legados de pais e avôs.

Para resistir às adversidades climáticas, tecnológicas e financeiras, cada vez mais esses micro e pequenos produtores que fazem parte da sucessão familiar buscam conhecimento e técnicas assertivas, por meio de cursos promovidos por instituições como o Sebrae e o Senar

Esse é o caso da família do produtor rural José Durigon, que iniciou seu negócio junto ao seu pai, em Campos Novos, Oeste Catarinense (SC), na década de 1960. Hoje atua ao lado dos filhos Leandro e Leonardo Durigon, parte da terceira geração de empreendedores.

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José conta que a qualidade do negócio da família foi evoluindo e ampliando simultaneamente à modernização do agro no Brasil. “Eu vim seguindo os passos do meu pai e hoje os meus filhos tocam a propriedade com bastante eficiência”, se orgulha.

A família é adepta do sistema Integração Lavoura Pecuária (ILP) estratégia para recuperar a capacidade produtiva dos solos e intensificar a produção de grãos, silagem e pastagens. 

Leonardo Durigon explica que a Integração ainda permite a rotação de culturas. “No verão, o gado fica nos sistemas de pastagem com gramas perenes e, no inverno, entram nas lavouras pós-soja. Assim, nós iniciamos o plantio de aveia e azevém”, detalha.

Já Leandro Durigon ressalta que além do conhecimento e atualização é preciso ouvir a voz da experiência. “A gente trabalha sempre em conjunto porque a experiência do meu pai e do meu avô nos leva a caminhos melhores. Quando bate uma insegurança a gente sabe a quem recorrer”, confessa.

Mas a história da família Durigon não é a realidade de todos. Estudo do Instituto Brasileiro Governança Corporativa (IBGC), identificou que 72% das empresas familiares no Brasil não têm um plano de continuidade para os cargos-chave voltado aos descendentes. Apenas 30% das empresas familiares sobrevivem à transição, da primeira para a segunda geração, e essa taxa diminui ainda mais nas sucessões subsequentes, como apontado em pesquisa da PwC.



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