domingo, julho 26, 2026

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CMN autoriza renegociação de crédito rural no Rio Grande do Sul


Os produtores rurais dos municípios afetados pelas enchentes no Rio Grande do Sul terão mais tempo para voltar a pagar as parcelas do crédito rural. Em reunião extraordinária nesta quarta-feira (23), o Conselho Monetário Nacional (CMN) prorrogou para 27 de novembro o vencimento das operações beneficiadas pelos descontos previstos pelo Decreto 12.138, editado em agosto.

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Em nota, o Ministério da Fazenda informou que a prorrogação poderá beneficiar cerca de 2,2 mil operações de crédito, no total de R$ 430 milhões. A extensão do prazo vale para os produtores que encaminharam, até 3 de outubro, os pedidos de renegociação à Comissão Especial de Análise de Operações de Crédito Rural do Rio Grande do Sul. O comitê verifica a perda de renda e de produção decorrente das enchentes no estado.

A prorrogação beneficia as operações de crédito rural de custeio, investimento e industrialização com vencimento de 1º de maio a 26 de novembro. O produtor, no entanto, precisa estar com as parcelas em dia até 30 de abril, pouco depois do início das fortes chuvas no Rio Grande do Sul.

Para receber o desconto e ter direito à prorrogação, o mutuário precisa comprovar perda na renda igual ou superior a 60% em linhas de crédito individuais, grupais ou coletivas, desde que em decorrência de deslizamento de terras ou pela força das águas na inundação. Em operações contratadas por cooperativas de produção agropecuária, a perda precisa ser igual ou superior a 30%.

Na reunião desta quarta-feira, o CMN também autorizou os mutuários que não tiveram os pedidos de renegociação aprovados pela comissão especial a prorrogar os débitos sem desconto. O benefício vale para quem pedir, até 26 de novembro, a prorrogação ao banco que opera a linha de crédito.

O CMN é um órgão colegiado presidido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e composto pelo presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, e pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. Por causa da viagem dos dois ministros e do presidente do BC aos Estados Unidos nesta semana, a reunião do Conselho Monetário foi realizada de forma virtual.



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confira as notícias que afetam o mercado hoje



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, destaca que os mercados seguem impulsionando o dólar para o seu maior nível desde agosto. Por aqui, o dólar chegou a superar os R$ 5,73 na máxima, mas fechou com um leve alívio devido a entrada de capital externo. Para hoje, foco na divulgação do IPCA-15 de outubro.



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Como está o desenvolvimento do trigo na Argentina?


Chuvas melhoram umidade do solo





Foto: Canva

De acordo com o Informe Agrometeorológico Semanal (AgroMet) publicado nesta 23 de outubro, o trigo completou a fase de crescimento vegetativo nas províncias de La Pampa e Buenos Aires. No noroeste de Buenos Aires, já há áreas em fase de floração, enquanto em Córdoba, Santa Fé e Entre Ríos, observa-se um progresso variado, com o cereal passando do fim da fase vegetativa para o início do enchimento dos grãos. Nas regiões do Chaco, Corrientes e Santiago del Estero, há áreas com o trigo em fase de maturação.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

As recentes chuvas em grande parte dessas áreas ajudaram a melhorar o teor de umidade do solo, beneficiando as lavouras em diferentes estágios de desenvolvimento. No entanto, o relatório alerta que o impacto das chuvas varia conforme o estado fenológico da cultura em cada região. As áreas mais afetadas pelo déficit hídrico incluem o oeste de Buenos Aires, La Pampa e o norte da região produtora de trigo.

Apesar das precipitações, a demanda por água está aumentando devido ao avanço dos estágios de desenvolvimento do trigo e ao aumento das temperaturas, típico dessa época do ano. Assim, novas chuvas seriam necessárias para garantir o bom desenvolvimento da cultura nas áreas mais vulneráveis, conforme os dados do informativo.





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Exportações do RS avançam com destaque para tabaco


As exportações da indústria de transformação do Rio Grande do Sul registraram um crescimento expressivo de 23,2% em setembro, em comparação ao mesmo mês de 2023. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos setores de Tabaco (+50,2%), Alimentos (+13,8%) e Máquinas e Equipamentos (+61,2%), conforme levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS). Esse foi o primeiro aumento interanual desde abril de 2024 e o mais significativo do ano.

“Esse resultado é animador, sobretudo após uma queda superior a 14% em agosto. A principal razão para essa recuperação está no aumento da demanda global por nossos produtos”, afirmou Claudio Bier, presidente da FIERGS. Ao todo, 14 dos 23 setores industriais do estado ampliaram suas vendas em setembro.

Entre os setores exportadores, o tabaco foi o grande destaque ao faturar US$ 274,6 milhões, um crescimento de US$ 91,8 milhões frente ao ano anterior. A alta foi motivada tanto pelo aumento das quantidades exportadas (+14,7%) quanto pelo avanço dos preços (+31%). O processamento industrial de tabaco liderou o segmento, com US$ 257,7 milhões em embarques, tendo como principais destinos Bélgica, Estados Unidos e Egito.

O setor de alimentos também registrou bom desempenho, totalizando US$ 432,3 milhões em vendas externas, um aumento de US$ 52,6 milhões em relação ao mesmo período de 2023. A alta foi atribuída ao avanço dos preços médios (+14%), já que o volume exportado manteve-se praticamente estável (-0,1%). O abate de aves foi o principal responsável, com US$ 125,2 milhões em exportações, destinadas especialmente aos Emirados Árabes Unidos.

Outro destaque foi o setor de máquinas e equipamentos, que alcançou US$ 255,2 milhões em exportações, um salto de US$ 96,9 milhões na comparação anual. O crescimento foi influenciado tanto pelo aumento de preços (+9,9%) quanto pelas maiores quantidades embarcadas (+46,7%). A Coreia do Sul foi o principal destino, mas as exportações deste mês foram consideradas atípicas pela FIERGS.

As importações do estado acompanharam o movimento de crescimento, registrando alta de 26,6%, com US$ 1,3 bilhão em mercadorias compradas. Químicos lideraram as aquisições, somando US$ 433,4 milhões, um aumento de 107% em relação ao ano passado. Os principais produtos importados foram intermediários para fertilizantes e adubos.





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Tempestades e queda de granizo marcam o dia; veja previsão



As Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil terão uma quinta-feira com tempo encoberto, além da ocorrência de tempestades e, em Mato Grosso, queda de granizo. Confira a previsão do tempo:

Sul

Todo o Sul do país permanece com tempo instável. A maior concentração de chuva é esperada para o centro-oeste e litoral do Rio Grande do Sul, além da região central do Paraná e de Santa Catarina, com ocorrência de raios e trovoadas.

Sudeste

O tempo segue encoberto, com chuva isolada em São Paulo e em grande parte de Minas Gerais. Não se descarta a ocorrência de tempestades localizadas.

Centro-Oeste

A alta umidade favorece a formação de nuvens carregadas sobre grande parte dos estados da região. Em Mato Grosso, é possível a ocorrência de temporais e queda de granizo.

Nordeste

O sol predomina em toda a Região Nordeste, sem previsão de chuva para nenhum dos estados.

Norte

A chuva diminui na Região, ocorrendo apenas no oeste do Amazonas, norte do Acre e em Roraima. Nas demais áreas, o tempo será estável e quente.



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Custos de produção do algodão em MT caem


A estimativa atual do COE é a mais baixa desde a safra 2021/22





Foto: Canva

De acordo com o projeto Acapa-MT, o custo de produção do algodão na safra 2024/25 apresentou retração em setembro de 2024. O custeio foi estimado em R$ 9.606,40 por hectare, registrando uma queda de 1,99% em comparação com o relatório anterior e 2% em relação à safra 2023/24.

A principal influência para essa redução foi o recuo de 5,16% nos custos com defensivos, motivado pela queda nos preços desses produtos em razão de uma demanda mais fraca no período atual. Com a revisão dos custos, o Custo Operacional Efetivo (COE) para a safra 2024/25 foi projetado em R$ 13.095,50 por hectare em setembro, uma queda de 1,55% ante o relatório de agosto e 4,37% abaixo do consolidado da safra passada.

A estimativa atual do COE é a mais baixa desde a safra 2021/22, o que tem incentivado os produtores que já contam com infraestrutura adequada a expandir a área de cultivo de algodão em Mato Grosso.





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Preços do açúcar recuam nas bolsas internacionais


No mercado interno, o açúcar cristal apresentou uma leve valorização





Foto: Divulgação

De acordo com as informações divulgadas pela União Nacional da Bioenergia (UDOP), nesta segunda-feira (22), os contratos futuros de açúcar fecharam em baixa nas principais bolsas internacionais, influenciados pela previsão de chuvas no Centro-Sul do Brasil e pela valorização do dólar em relação ao real, de acordo com informações do Barchart. A alta da moeda norte-americana incentivou os produtores brasileiros a aumentarem as exportações, pressionando os preços no mercado internacional.

Na ICE Futures de Nova York, o açúcar bruto registrou queda. O contrato de março/25 recuou 35 pontos, fechando a 21,83 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o contrato de maio/25 caiu 25 pontos, encerrando a 20,19 centavos de dólar por libra-peso.

De acordo com as informações divulgadas pela Udop, em Londres, na ICE Futures Europe, o açúcar branco também apresentou retração. O contrato de dezembro/24 teve baixa de US$ 3,50, sendo negociado a US$ 563,10 por tonelada. O contrato de março/25 registrou queda de US$ 5,60, encerrando a US$ 569,50 por tonelada.

No mercado interno, o açúcar cristal apresentou uma leve valorização. De acordo com o Cepea/Esalq, as usinas negociaram a saca de 50 quilos por R$ 155,48, um aumento de 0,05%. Em contrapartida, o etanol hidratado sofreu uma leve queda de 0,15%, com o metro cúbico negociado a R$ 2.665,00, segundo o Indicador Diário de Paulínia.





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Produção de feijão cresce 30% mesmo com redução na área plantada


feijão é uma das leguminosas mais importantes para o Brasil. Apesar da redução expressiva na área plantada, a produção aumentou consideravelmente, graças ao uso de novas tecnologias agrícolas, conforme apontou dados da Netafim. De acordo com a Embrapa, entre 1974 e 2021, a área plantada de feijão diminuiu 39%, enquanto a produção total cresceu 30%. Esse aumento é resultado de avanços tecnológicos que têm tornado as lavouras mais produtivas.

Um dos principais fatores que impulsionam essa produtividade é a adoção da irrigação por gotejamento, que otimiza o uso da água e dos nutrientes, permitindo maior colheita sem necessidade de expandir as áreas de cultivo. Warlen Pires, especialista agronômico da Netafim, explica que a fertirrigação melhora a eficiência no uso da água e dos fertilizantes. “Com a fertirrigação, conseguimos fornecer e nutrientes diretamente na raiz da planta, aproveitando cerca de 90% da água utilizada e otimizando o uso de fertilizantes. Isso tem sido essencial para melhorar a produtividade do feijão, especialmente em áreas onde a terra cultivada está diminuindo”, afirma Pires.

A agricultura empresarial domina a produção de feijão no Brasil, sendo responsável por 76,9% do total produzido. A agricultura familiar, por sua vez, responde por uma parcela importante da produção, especialmente no cultivo de feijão preto e de outras variedades regionais. No Nordeste, onde predomina a agricultura familiar, a produtividade média é de 480 kg/ha, enquanto no Centro-Oeste e Sudeste, com sistemas mais avançados de irrigação, as médias são de 2.178 kg/ha e 1.795 kg/ha, respectivamente, de acordo com dados divulgados pela Netafim.

O cultivo de feijão enfrenta desafios, como a alta demanda hídrica e os elevados custos de produção, mas as inovações tecnológicas, especialmente a irrigação por gotejamento, têm sido fundamentais para otimizar o uso dos recursos e aumentar a sustentabilidade do cultivo. Embora a área plantada continue a diminuir, a tendência de aumento na produtividade indica que o futuro da leguminosa no Brasil depende da adoção de soluções tecnológicas e da maximização dos recursos disponíveis. A Netafim, pioneira nessa tecnologia, tem auxiliado produtores a superar esses desafios, oferecendo soluções personalizadas que permitem uma maior eficiência na utilização de recurso importante como água e nutrientes.





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Sistema de plantio direto comemora 50 anos com 32 milhões de hectares semeados no Brasil



O Dia Nacional do Plantio Direto é comemorado nesta quarta-feira (23). O método de manejo reduz os impactos ambientais da produção agropecuária e gera mais produtividade, já que ao semear diretamente na palha, é possível reter matéria orgânica no solo.

A adoção da prática iniciou no Brasil em 1974, há exatamente 50 anos. O pesquisador da Embrapa Solos, Pedro Luiz de Freitas, destaca que o país já conta com cerca de 32 milhões de hectares com a prática sendo desempenhada por pequenos, médios e grandes produtores.

“Para a atual safra, estudos de nossos pesquisadores mostram que entre 33 e 39 milhões de hectares serão semeados em sistema de plantio direto”.

O produtor de soja Fred Frandsen realiza plantio direto desde 1995 em Palmital, interior de São Paulo. “Só tenho benefícios com esse sistema. Não mexemos mais na terra a não ser quando temos de fazer uma correção de solo em profundidade […]”.

Já Freitas destaca que todos os indicadores mostram os benefícios do sistema. “Qualquer área sobre o sistema de plantio direto sem a movimentação do solo, com a abertura permanente e com a rotação plurianual de culturas, está muito mais bem preparada, o solo está muito mais saudável do que em áreas que não estão sobre esse sistema […]”.

Acompanhe a reportagem no vídeo acima com o relato do ex-ministro da Agricultura, Francisco Turra.



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Arroba bovina alcança maior patamar em 16 meses


Em Mato Grosso, o preço da arroba do boi gordo chegou a US$ 46,29





Foto: Kadijah Suleiman

Segundo o relatório semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgado nesta segunda-feira (21), a arroba bovina brasileira alcançou, em outubro de 2024, o maior valor dos últimos 16 meses. A alta foi puxada pela menor participação de fêmeas nos abates e pela crescente demanda internacional por carne bovina brasileira.

Em Mato Grosso, o preço da arroba do boi gordo chegou a US$ 46,29, o maior desde maio de 2023, o que representa um aumento de 15,58% em relação a setembro. Em São Paulo, o valor subiu para US$ 53,29, uma elevação de 18,69% no mesmo período. Apesar dessas altas significativas, a carne bovina brasileira permanece competitiva no mercado internacional, principalmente em comparação com os Estados Unidos, onde a arroba foi cotada a US$ 110,16 em setembro, impulsionada pela redução na oferta de gado no país, conforme dados do Imea.

De acordo com dados do relatório semanal, essa competitividade de Mato Grosso, que segue com o preço mais baixo entre os principais países produtores, pode fortalecer as exportações do estado, favorecendo o desempenho da pecuária brasileira no mercado global.





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