domingo, julho 26, 2026

Agro

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Esmagadoras de soja terão de aumentar preços ou comprar mais barato, diz Abiove



O governo de Mato Grosso publicou no Diário Oficial desta sexta-feira (25) a lei nº 12.706/2024, que prevê o corte de incentivos fiscais a empresas signatárias da moratória da soja no estado. A medida passa a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2025.

Com a sanção, estima-se que as esmagadoras do grão e as indústrias de biodiesel ligadas a óleos vegetais percam cerca de R$ 1,5 bilhão.

O presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), André Nassar, destacou que a entidade nunca foi favorável à ideia de corte de incentivos e que a nova lei é fruto de decisão política do governador do estado, Mauro Mendes, e do trabalho também político dos produtores.

“Agora, a empresa terá de escolher entre manter o seu incentivo fiscal ou fazer parte de uma iniciativa como a moratória da soja. […] ao se considerar o preço da soja hoje, esse R$ 1,5 bilhão [de perda de incentivo], considerando o preço da soja que é processada em Mato Grosso hoje, equivale a 5% do preço da soja”.

De acordo com Nassar, ao perder os incentivos fiscais, as empresas esmagadoras teriam apenas duas opções para conseguir manter a rentabilidade do negócio: vender mais caro os derivados (óleo, farelo e biodiesel) ou comprar a soja com menor preço.

Além desse possível impacto, o presidente da Abiove ressalta que a indústria deve passar a tomar decisões individuais, com algumas optando por seguir como adeptas à moratória e outras por não perder o incentivo. “Isso não é o mais adequado, visto que o ideal é que o setor trabelhe conjuntamente”.



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Soja: com pressão da ponta vendedora, Chicago realiza lucros e fecha em queda



Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam esta sexta-feira (25) em baixa, resultado de um dia de correção em que os investidores optaram por realizar os lucros acumulados ao longo da semana.

Além disso, a expectativa de chuvas benéficas para o plantio no Brasil, juntamente com a previsão de uma grande safra nos Estados Unidos, impulsionou um movimento de vendas.

Apesar de uma nova negociação de exportadores privados norte-americanos, que relataram a venda de 116.000 toneladas de soja para a China para entrega na temporada 2024/25, o mercado não conseguiu encontrar suporte e a soja em grão se afastou das mínimas do dia.

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Soja em grão

Os contratos de soja em grão com entrega em novembro de 2024 fecharam com uma queda de 8,50 centavos de dólar por bushel, ou 0,85%, cotados a US$ 9,87 3/4 por bushel. A posição para janeiro de 2025 teve uma desvalorização de 7,50 centavos, encerrando a US$ 9,97 por bushel, o que representa uma queda de 0,74%.

Subprodutos

Nos subprodutos, a posição de dezembro de 2024 do farelo de soja registrou uma perda de US$ 4,60, ou 1,48%, fechando a US$ 305,80 por tonelada. Já o óleo de soja, com vencimento em dezembro de 2024, terminou o dia a 44,15 centavos de dólar por libra-peso, uma retração de 0,18 centavo, ou 0,40%.



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AgroNewsPolítica & Agro

produção de trigo lida com doenças e germinação prematura


Segundo dados do Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (24) pela Emater/RS, a colheita do trigo tem apresentado um ritmo acelerado no Rio Grande do Sul, especialmente nas regiões Centro e Noroeste do Estado. No entanto, os trabalhos foram interrompidos no dia 15 de outubro devido a chuvas, e, em algumas áreas com relevo plano, o excesso de umidade no solo ainda tem limitado o avanço das atividades.

Até o momento, a colheita atingiu 29% da área estimada para o plantio. Contudo, a qualidade do produto colhido se mostra inferior àquela obtida antes do período chuvoso. O peso hectolitro (PH) dos grãos está ligeiramente abaixo de 78 kg/hl. Além disso, algumas unidades armazenadoras e compradoras têm utilizado o critério do “falling number” (FN), ou “tempo de queda”, para a seleção do trigo. Este critério mede a capacidade de retenção do amido nos grãos e sua resistência à germinação precoce, estabelecendo um mínimo de 220 segundos. Essa exigência tem dificultado a comercialização de lotes com grãos de qualidade inferior, que apresentam menor potencial de panificação.

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A deterioração na qualidade dos grãos é atribuída à alta incidência de doenças, como brusone e giberela, que foram intensificadas pelas chuvas recorrentes nas semanas anteriores, afetando lavouras em fase de maturação. Essas condições também propiciaram a germinação prematura dos grãos na espiga, comprometendo ainda mais a qualidade final do produto. Diante desse cenário, alguns produtores cujas lavouras foram mais afetadas estão acionando o Proagro, considerando inviável gerar receitas que cubram os custos de produção.

Atualmente, as lavouras remanescentes estão em diferentes fases de desenvolvimento, com 48% em maturação e 20% em enchimento de grãos. Nas demais regiões do Estado, o potencial produtivo não foi tão impactado, e a expectativa é de que o rendimento e a qualidade do produto sejam menos prejudicados. A área cultivada totaliza 1.312.488 hectares, com uma produtividade prevista de 3.100 kg/ha.

Em relação aos preços, o levantamento semanal da Emater/RS aponta um aumento médio de 0,58% no valor do trigo, que passou de R$ 67,00 para R$ 67,39 em comparação à semana anterior. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, o produto disponível foi cotado a R$ 70,00 por saca.





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Chuvas seguem e devem aparecer em áreas produtoras da soja; quais regiões serão beneficiadas?


A previsão do tempo indica que as chuvas devem seguir pelo Brasil, positivas para a umidade do solo nas áreas produtoras de soja, especialmente no interior de São Paulo. Regiões que semeiam o grão no Triângulo Mineiro, Goiás e parte de Mato Grosso também devem se beneficiar da precipitação. No Matopiba, a expectativa é que a situação melhore na segunda quinzena de novembro.

O estado de Mato Grosso do Sul e áreas do sul de Mato Grosso necessitam de mais chuvas. A expectativa é que a situação melhore na segunda quinzena de novembro, possibilitando o início da semeadura da safra 24/25.

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O que mais vem por aí?

Foto: Canal Rural Reprodução

Nos próximos cinco dias, a frente fria deve trazer chuva para Minas Gerais e Centro-Oeste, com volumes que podem chegar de 80 a 100 mm em alguns locais, fornecendo a umidade necessária para as culturas. No Sul, a tendência é de tempo mais firme.

Entre 31 de outubro e 4 de novembro, a formação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) será o principal sistema responsável pelas chuvas na região central do país, afetando também o norte do Paraná e o Matopiba.

De 5 a 9 de novembro, as chuvas devem ultrapassar 50 mm na Bahia, Piauí, Tocantins e centro-sul do Maranhão, favorecendo a reposição hídrica do solo e permitindo que os produtores iniciem a semeadura.



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Temporais causam estragos no Sul do país e deixam milhares sem energia


O deslocamento de um ciclone extratropical pelo sul do continente está causando prejuízos. Após atingirem parte do Uruguai e da Argentina, as chuvas e ventos fortes provocaram estragos no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná.

Segundo a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, entre a tarde desta quinta-feira (24) e a manhã de hoje (25), ao menos 51 cidades gaúchas informaram ter registrado algum tipo de dano decorrente da tempestade que destelhou imóveis residenciais e comerciais; derrubou árvores e afetou a iluminação pública.

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Em Cachoeirinha (RS), onde os ventos destelharam ao menos 45 casas e duas escolas, dois bairros (Vista Alegre e Parque da Matriz) ficaram às escuras. Em Erechim (RS), onde mais de 100 residências foram atingidas e o número de casas destelhadas ainda está sendo contabilizado, uma pessoa se feriu ao cair enquanto tentava recobrir um imóvel com uma lona. Em Sapucaia do Sul, uma mulher sofreu ferimentos na cabeça e teve que ser encaminhada ao hospital.

Paraná

Os efeitos do ciclone extratropical também causaram estragos em algumas regiões do Paraná, sobretudo na região oeste do estado. As consequências do evento climático chegaram a interromper o fornecimento de energia elétrica para cerca de 515 mil unidades consumidoras – até a manhã desta sexta-feira, 36 mil imóveis seguiam sem luz.

Em Cascavel (PR), a chuva foi tão intensa e os ventos tão fortes que derrubaram uma torre de energia elétrica; arrancaram parte do telhado de uma escola municipal; alagaram o Instituto de Previdência dos Servidores Municipais (IPMC) e afetaram várias residências.

“Tivemos, ontem, um volume de água muito grande, que trouxe um grande problema, não só para o poder público, mas também à iniciativa privada, [atingindo] locais em que estamos com obras e outros onde já as terminamos”, comentou, em nota, o prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos, destacando que, na região, os vendavais têm sido cada vez mais frequentes e intensos.  

“Esses ventos não tinham essa intensidade. Agora, a gente percebe que está acontecendo mais vezes e com mais intensidade. Temos que reagir, [mas] essa é uma questão da natureza e não se resolve isso por decreto. Resolve-se com ação e atenção”, acrescentou o prefeito.

De acordo com a Defesa Civil paranaense, as condições climáticas devem começar a se estabilizar no estado a partir desta sexta-feira, embora ainda possa ocorrer tempestades isoladas nas regiões norte e nordeste e ventos de intensidade moderada a forte nos setores central e leste.

Santa Catarina

Os temporais também atingiram o território catarinense, causando estragos em diversas cidades. Cerca de 237 mil unidades consumidoras ficaram sem energia elétrica no Estado – 120 mil delas apenas na região de Itajaí. Segundo a a concessionária Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A (Celesc)., até pouco antes da publicação desta reportagem, faltava reestabelecer o fornecimento para cerca de 9 mil unidades. Além disso, uma nova ocorrência, registrada esta manhã, e que a empresa não trata como reflexo das chuvas, embora ainda esteja apurando as causas, afetou mais 21 mil unidades.

Em Laguna, no sul do estado, os ventos atingiram 100 km/h nesta quinta-feira. “Os fortes ventos, acompanhados de chuvas intensas e granizo provocaram destelhamentos, quedas de árvores e galhos, além de interrupções no fornecimento de energia elétrica em várias localidades”, informou a Defesa Civil estadual, em nota.

Ponte Alta, no Planalto Serrano, foi uma das cidades catarinenses que sofreram os maiores impactos. Entre outras ocorrências, quase 200 residências foram destelhadas. Já em São Miguel do Oeste, na região oeste do estado, os fortes ventos destelharam ao menos 30 imóveis.

De acordo com a central de monitoramento da Defesa Civil estadual, as tempestades ainda podem ocorrer entre o planalto norte e o litoral norte, com riscos de destelhamentos, quedas de árvores, interrupções no fornecimento de energia elétrica e alagamentos. Nas demais regiões, a chuva deve variar entre fraca e moderada.



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Programa de recuperação agrícola vai atender propriedades afetadas por rompimento de barragem



Propriedades rurais de 38 municípios atingidos pelo rompimento da barragem da Samarco em Mariana, em 2015, serão beneficiadas com o Programa de Recuperação Produtiva e Desenvolvimento Socioeconômico e Ambiental da Calha do Rio Doce, a ser realizado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG).

Com duração prevista de cinco anos, o trabalho visa reestruturar a produção agrícola e promover práticas de conservação de solo, captação de água e uso de energia solar.

O programa faz parte do Novo Acordo de Mariana, assinado pelo Governo de Minas Gerais nesta sexta-feira (25) em Brasília, após uma extensa negociação entre os governos de Minas Gerais e Espírito Santo, a União e demais envolvidos.

Valores para a reparação

A repactuação libera R$ 132 bilhões em novos recursos para ações de reparação, dos quais R$ 81 bilhões serão aplicados diretamente em Minas Gerais, priorizando as áreas afetadas na Bacia do Rio Doce.

O objetivo é o de acelerar a reparação de danos e implementar medidas de justiça e atendimento às famílias e comunidades impactadas, quase uma década após o desastre.

As ações da Emater-MG dentro do Programa de Recuperação vão priorizar as propriedades afetadas por enchentes, nas áreas delimitadas pela mancha de inundação do Rio Doce.

Investimentos em cinco anos

Serão investidos nos cinco primeiros anos um montante de R$ 373 milhões, sendo que uma parte desses recursos é proveniente de um fundo que será implementado para recuperação produtiva e resposta a enchentes no valor de R$ 1 bilhão.

“São projetos importantes que serão implementados para a recuperação dos impactos da tragédia e também uma vigilância daqui para frente. Temos uma responsabilidade muito grande em gerir um fundo perpétuo, que será acionado sempre que necessário, para recuperar e reparar as áreas rurais atingidas pelas inundações do Rio Doce”, afirmou o diretor-presidente da Emater-MG, Otávio Maia, após a assinatura do acordo em Brasília.

Eixos do Programa de Recuperação

O Programa de Recuperação Produtiva e Desenvolvimento Socioeconômico e Ambiental da Calha do Rio Doce é estruturado em três eixos:

  • Ações de reestruturação produtiva e diversificação de renda, buscando a recuperação da fertilidade do solo e a promoção de sistemas produtivos sustentáveis e diversificados;
  • Regularização ambiental e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, enfatizando a implementação de práticas conservacionistas, como a captação de água de chuva, o cercamento de nascentes e de áreas legalmente protegidas;
  • Elaboração de propostas de regularização ambiental para as propriedades rurais

Estas práticas têm o intuito de assegurar que as áreas de produção agrícola possam coexistir com a preservação ambiental, oferecendo condições para o uso sustentável dos recursos naturais.

De acordo com a Emater-MG, o programa também atua na área de microgeração de energia e infraestrutura rural, investindo na instalação de sistemas de energia solar fotovoltaica, além de tecnologias de conservação de recursos hídricos e manejo de solo.



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Feijão avança com baixa incidência de doenças no Rio Grande do Sul



Semeadura da primeira safra de feijão avança de forma positiva




Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (24) pela Emater/RS, a semeadura da primeira safra de feijão no Rio Grande do Sul avança de forma positiva, impulsionada pelos níveis adequados de umidade do solo e pela alta incidência de radiação solar. Essas condições climáticas têm favorecido tanto o avanço da semeadura quanto o desenvolvimento das lavouras, e a incidência de doenças fúngicas deixou de ser um grande problema.

Atualmente, 90% das lavouras estão em fase de germinação/emergência e desenvolvimento vegetativo, 8% em florescimento e 2% em enchimento de grãos. Para a safra 2024/2025, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 28.896 hectares, com uma produtividade média estimada de 1.864 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, 12% das lavouras estão em fase de floração, enquanto 88% encontram-se em desenvolvimento vegetativo. As lavouras apresentam poucas falhas e possuem um potencial produtivo elevado. O manejo do nitrogênio foi finalizado, resultando em um ótimo aproveitamento devido à umidade do solo estar em níveis adequados. Além disso, a vaquinha-verde-amarela (Diabrotica speciosa) está controlada e não causa mais danos à cultura.

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Na região de Pelotas, apesar da pequena instabilidade climática, a semeadura avançou, atingindo 27% da área inicialmente prevista. Em Santa Maria, persiste a incidência de mosca-branca (Bemisia spp.) em lavouras na Quarta Colônia, enquanto em Nova Palma, 70% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo e 30% em fase de florescimento. Na região de Soledade, no Baixo Vale do Rio Pardo, pequenas áreas destinadas à subsistência começam a entrar em fase de maturação fisiológica e deverão estar aptas para a colheita em breve.

Em relação à comercialização, o valor médio da saca de 60 quilos de feijão, segundo o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar, apresentou um aumento de 5,40%, passando de R$ 315,00 para R$ 332,00 em comparação à semana anterior.





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Tribunal Superior Eleitoral fará mais um teste na urna eletrônica


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) testará mais uma vez a integridade dos sistemas usados na urna eletrônica para a recepção e totalização dos votos, visando dar ainda mais credibilidade ao equipamento que será utilizado no segundo turno das eleições municipais de 2024.

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O teste de autenticidade e integridade dos sistemas eleitorais será feito neste sábado (26), véspera do pleito, a partir das 12h pelas entidades que foram legitimadas para participar desse processo de fiscalização eleitoral, com o objetivo de atestar que o sistema não sofreu modificação.

“É a Cerimônia de Verificação da Integridade e Autenticidade dos Sistemas Eleitorais, mais uma oportunidade de auditoria e fiscalização que ressalta a transparência e a confiabilidade do sistema eletrônico de votação”, justificou o TSE.

A fiscalização será na sede do TSE, em Brasília. “As instituições participantes poderão verificar se o sistema de totalização é o mesmo que foi assinado digitalmente pelas próprias entidades fiscalizadoras na cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais, concluída no dia 10 de setembro deste ano”, detalhou o tribunal.



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AgroNewsPolítica & Agro

Recuperações judiciais avançam 40,6% no 2º trimestre



121 solicitações foram registradas por produtores rurais




Foto: Divulgação

O agronegócio brasileiro vem registrando um aumento expressivo nos pedidos de recuperação judicial durante o segundo trimestre de 2024. Segundo levantamento da Serasa Experian, 121 solicitações foram registradas por produtores rurais com Perfil Jurídico (PJ), um salto de 40,6% em relação aos três primeiros meses do ano.

Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, explica que o setor é naturalmente cíclico, alternando entre momentos de expansão e retração. “O aumento dos juros, a queda no valor das commodities e os custos de produção elevados impactaram diretamente produtores que já estavam financeiramente comprometidos. Embora esse cenário tenha prejudicado alguns segmentos e municípios específicos, não podemos dizer que é uma crise generalizada no agro”, comenta Pimenta.

Entre os estados, Minas Gerais se destacou com o maior volume de solicitações de recuperação judicial, somando 31 pedidos. Mato Grosso ficou na segunda posição com 28, seguido por Goiás com 15 registros. No que diz respeito aos setores mais afetados, o cultivo de soja liderou com 53 solicitações, seguido pela criação de bovinos (25) e o plantio de cereais (23). O cultivo de café e a horticultura também figuraram no ranking, embora com menor número de pedidos: 7 e 3, respectivamente.

O estudo da Serasa Experian também revelou que empresas diretamente relacionadas ao agronegócio apresentaram um aumento de 22% nos pedidos de recuperação judicial no segundo trimestre de 2024, totalizando 94 solicitações. Goiás e São Paulo lideraram esse movimento, com 16 pedidos cada, seguidos por Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.





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B20: Inclusão e sustentabilidade como centro do debate


Com o lema “Crescimento Inclusivo para um Futuro Sustentável”, o Business 20 (B20), grupo composto por  líderes empresariais e governamentais, se reúne em São Paulo para debater as recomendações a serem propostas ao G20. 

O encontro de dois dias, que acontece até esta sexta-feira, conta com cerca de 1.500 pessoas de diversos países e setores da economia. O B20 tem entre seus objetivos encontrar soluções que também incentivem a produção e a produtividade, com ações que diminuam o desperdício e garantam a segurança alimentar.

“A gente espera que boa parte das nossas recomendações sejam consideradas pelo G20 para que a gente possa ajudar no impulsionamento do desenvolvimento socioeconômico a partir da perspectiva do mundo dos negócios”, destacou Dan Ioschpe, chair do B20 Brasil 2024. 

“Óbvio que essa experiência, essa inteligência adquirida, esse conhecimento absorvido com o B20 vai ser muito útil para esse passo seguinte”,  afirmou Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), órgão coordenador do encontro.

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G20 no Brasil

O G20, grupo composto pelas 19 maiores economias do mundo, além da União Europeia, e agora da União Africana, responde por cerca de 85% do PIB mundial e 75% do comércio internacional. Pela primeira vez, a cúpula de líderes do G20 é presidida pelo Brasil. O evento deve acontecer entre os dias 18 e 19 de novembro, no Rio de Janeiro.

Pequeno produtor para o mundo

Décio Lima está sorrindo. Usa óculos de grau, terno azul escuro, camisa azul claro e gravata listrada.Décio Lima está sorrindo. Usa óculos de grau, terno azul escuro, camisa azul claro e gravata listrada.
Décio Lima, presidente do Sebrae, no B20 Summit. Foto: Fábio Eufrázio.

O Sebrae também esteve presente no B20 Summit, com exposição e degustação de produtos feitos por pequenos empreendedores rurais das cinco regiões do Brasil, como café, doce de leite, bolo de rolo e artesanato. 

Para Décio Lima, presidente do Sebrae, alguns conceitos são fundamentais para a inclusão do pequeno empreendedor no comércio mundial. “Primeiro o conceito da economia globalizada, temos que nos abraçar e interagir. Segundo, uma economia sustentável, que não agrida e não violente o planeta e a natureza. E também do processo da inteligência artificial e da inovação”, ressaltou. 

“Que a gente possa trazer agricultura sustentável e regenerativa em escala, mas também olhando o pequeno produtor, para que a gente possa trazer sempre segurança alimentar, segurança energética e sucesso profissional para as pessoas”, disse Grazielle Parenti, head de Sustentabilidade na Syngenta.



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