domingo, julho 26, 2026

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Colheita de algodão avança nos Estados Unidos



Condição das lavouras de algodão é positiva




Foto: Canva

De acordo com o Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado na terça-feira (22) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita de algodão está progredindo de maneira favorável. Até o dia 20 de outubro, 94% da produção nacional de algodão apresentava capulhos abertos, um avanço de 5 pontos percentuais em relação ao ano passado e 3 pontos acima da média dos últimos cinco anos.

Até a mesma data, 44% da área plantada de algodão no país já havia sido colhida, superando em 5 pontos percentuais a colheita do ano anterior e em 6 pontos em comparação à média histórica. O ritmo de colheita foi notável, com 11 dos 15 estados avaliados registrando um avanço de 10 pontos percentuais ou mais na coleta ao longo da semana.

Além disso, a condição das lavouras de algodão também é positiva: 37% da área cultivada em 2024 foi classificada como em bom a excelente estado, representando um aumento de 3 pontos percentuais em relação à semana anterior e 8 pontos a mais do que no mesmo período do ano passado. 





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Alta da arroba do boi já atingiu o auge? Escalas de abate sugerem que sim; veja cotações


O mercado físico do boi gordo encerra a semana voltando a apresentar elevação em seus preços.

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o movimento tem se mostrado mais intenso na Região Norte e Centro-Oeste, resultando na redução do diferencial de base entre os estados dessas regiões e São Paulo.

“As escalas seguem encurtadas em grande parte do país. Com grande dificuldade em avançar de forma consistente, surgem as notícias de férias coletivas em diversas regiões do país, assim como o aumento da capacidade ociosa”, disse o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, as exportações seguem extremamente agressivas, com o Brasil caminhando para um recorde histórico.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 313,33
  • Goiás: R$ 309,46
  • Minas Gerais: R$ 310,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 313,30
  • Mato Grosso: R$ 303,18

Mercado atacadista

carnecarne

O mercado atacadista volta a apresentar alta em seus preços no decorrer da sexta-feira. O ambiente de negócios ainda sugere por reajustes no decorrer da primeira quinzena de novembro, período pautado por maior apelo ao consumo.

“Ainda é necessário mencionar que a expectativa é que as proteínas concorrentes acabem ganhando competitividade em relação a carne bovina, especialmente a carne de frango”, disse Iglesias.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 23,30 por quilo, alta de R$ 0,10. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 18,25 por quilo, alta de R$ 0,05. A ponta de agulha atingiu o patamar de R$ 17,35 por quilo, alta de R$ 0,05.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em alta de 0,76%, sendo negociado a R$ 5,7055 para venda e a R$ 5,7035 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6659 e a máxima de R$ 5,7133. Na semana, a divisa valorizou 0,09%.



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Soja: plantio da safra brasileira 24/25 está acima da média



O plantio da safra da soja 2024/25 no Brasil atingiu 36,1% da área total esperada até o dia 25 de outubro, segundo levantamento da Safras & Mercado. Na semana anterior, o percentual semeado era de apenas 16,8%.

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Embora o avanço seja maior em comparação à semana passada, a semeadura está atrasada em relação ao mesmo período do ano passado, quando alcançou 37,1%. Em comparação com a média dos últimos cinco anos, que é de 33,3%, o atual índice mostra um desempenho superior.



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Decisão do STF sobre compensação ambiental traz segurança ao agro, diz CNA



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou comunicado no qual  considera que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre compensação de reserva legal em propriedades rurais “traz segurança jurídica aos produtores”.

Os ministros do STF decidiram, na quinta-feira (25), por unanimidade, que vale o conceito de “bioma” para a compensação de reserva legal, rejeitando o critério de “identidade ecológica” durante o julgamento de embargos de declaração do Código Florestal (Lei 12.651/2021).

“Foi uma decisão importante para dar segurança jurídica para o produtor rural. O STF mudou o entendimento inicialmente formado na época do julgamento virtual e derrubou este conceito de identidade ecológica, mantendo a compensação dentro do mesmo bioma, como consta literalmente na lei”, argumentou o diretor jurídico da CNA, Rudy Ferraz.

O que é a Reserva Legal?

A Reserva Legal é o percentual de área na propriedade rural destinado à conservação de vegetação original, biodiversidade, fauna e flora nativas.

Pelo Código Florestal, as áreas de reserva legal que devem constar na propriedade são de 80% na Amazônia Legal, 35% em áreas de Cerrado na Amazônia (Cerrado Amazônico) e 20% no restante do País (campos gerais).



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Conheça as 10 mulheres que se destacaram por práticas de ESG no Prêmio Mulheres do Agro


No primeiro dia do Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA), realizado em São Paulo, a Bayer e a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) revelaram as vencedoras da 7ª edição do Prêmio Mulheres do Agro. A iniciativa, consolidada como uma das principais plataformas de reconhecimento da liderança feminina no setor, destacou o trabalho de 10 mulheres – nove produtoras rurais e uma pesquisadora – por suas atuações baseadas em práticas ESG (ambiental, social e governança), dentro e fora da porteira.

Neste ano, a iniciativa foi marcada por sua pluralidade. Além do crescimento de 26,5% no número de pequenas propriedades inscritas em relação a 2023, o Prêmio também contou com o engajamento e inscrição de produtoras rurais de todas as regiões do país e de todas as faixas etárias, com candidatas de 19 até os 67 anos. 

Daniela Barros, Diretora de Comunicação da Divisão Agrícola da Bayer no Brasil explica que os números vão ao encontro do compromisso da iniciativa. “O Prêmio Mulheres do Agro foi criado para promover um agronegócio mais inclusivo, destacando e incentivando as mulheres que fazem a diferença no setor, tanto nas propriedades quanto fora delas. Esses números demonstram que estamos no caminho certo.”

A diversidade de cultivos entre as premiadas — que inclui mel, baunilha, café, além de grãos como soja, milho e trigo —, aliadas à inovação e fundamentadas nos princípios ESG (ambiental, social e governança), geram impactos significativos que vão além da qualidade dos produtos. Entre as ações promovidas pelas produtoras destacam-se, por exemplo, a economia de recursos naturais e a promoção da conscientização e do engajamento comunitário.

Gabi Rodrigues, primeira colocada na categoria Pequena Propriedade, é um desses exemplos. Há quase 20 anos, a proprietária da Palmitolândia, localizada em Iporanga (SP), atua para transformar a forma como o palmito pupunha é apreciado, consumido e cultivado, promovendo uma agricultura sustentável que integra preservação ambiental, inovação gastronômica e turismo rural. Na propriedade, ela desenvolve produtos como cerveja de palmito, biojóias e até brigadeiro do vegetal. A fazenda também adota sistema de energia fotovoltaica, reutiliza a água para irrigação e emprega apenas embalagens biodegradáveis, como papel kraft, bambu e pratos feitos com a própria folha do palmito pupunha. Ciente de sua responsabilidade social, ela também investe em ações sociais e educacionais, conscientizando a comunidade local sobre a importância de manter a floresta em pé e desenvolvendo projetos criativos, como a produção de papel, vassouras e instrumentos musicais a partir das palmeiras.

Luiza Oliveira Macedo, primeira colocada da categoria Média Propriedade e coproprietária da Fazenda Tapera do Baú, localizada em Boa Esperança (MG), assumiu a liderança da fazenda familiar em 2019 e trabalha para implementar inovações e promover a cafeicultura regenerativa em uma região de fortes tradições. A propriedade é especializada na produção de cafés fine cup (bebida caracterizada por sua acidez balanceada, pureza sensorial em sua degustação, corpo médio, finalização suave e uniformidade), além de cafés especiais, combinando qualidade e rastreabilidade, exportando seus produtos para o mercado internacional. Atuando com base nos pilares governança e social, Luiza também promove capacitações para seus colaboradores e participa ativamente de iniciativas voltadas ao empoderamento feminino no agronegócio.

“Os trabalhos desenvolvidos pelas premiadas comprovam que é possível unir produtividade com preservação ambiental, impacto social e, acima de tudo, inspirar uma nova geração a protagonizar as transformações que a agro precisa”, ressalta Gislaine Balbinot, Diretora Executiva da Abag. 

Também focando na agricultura regenerativa, a primeira colocada na categoria grande propriedade, Vanessa Bomm — gestora e sócia proprietária da Fazenda Mareva, localizada em Terra Roxa (PR) — dedica-se a dar continuidade ao legado familiar iniciado há mais de 70 anos. Sua jornada na produção de grãos como soja, milho e trigo tem sido marcada pela adoção de práticas sustentáveis e ligadas a agricultura regenerativa. Vanessa implementou práticas como a intensificação do uso de plantas e mix de cobertura no plantio direto e na rotação de culturas, além do uso de cultivos de cobertura em 100% da área da fazenda neste último ano. Ela também é embaixadora do PRO Carbono, projeto que busca intensificar a adoção de práticas regenerativas buscando maior redução de emissões de gases de efeito estufa e a regeneração do solo no agro. Comprometida com o desenvolvimento humano e social, Vanessa valoriza seus colaboradores por meio de capacitações, bonificações e infraestrutura de qualidade. Além disso, promove ações sociais voltadas à comunidade local, com o apoio a eventos religiosos e suporte a atividades esportivas, fortalecendo o vínculo entre a fazenda e a região.

Já a ganhadora de “Ciência e Pesquisa”, categoria que bateu recorde de votações neste ano, com mais de 13 mil votos, foi Danielle Pereira Baliza, de Minas Gerais. A pesquisadora levou o primeiro lugar e o incentivo de R$ 15 mil por sua jornada profissional, o valor será destinado a instituição veiculada a profissional. Com mais de 40 artigos científicos publicados em revistas e participação em mais de 10 livros, sua tese foi uma das primeiras no Brasil a estudar a temática “sistemas agroflorestais (SAFs) com café”. Além disso, seu trabalho também visa contribuir para que as mulheres do agronegócio se tornem as protagonistas de suas próprias histórias. No último ano, apenas por meio do projeto “Embaixadoras do Instituto Federal: a força feminina na transformação do agro”, Danielle impactou mais de 2.500 agricultoras que juntas desenvolveram capacidades de autonomia, participação e afirmação nos processos de desenvolvimento local e no uso sustentável dos recursos naturais. 

“Ao apoiar essas líderes, estamos promovendo um agronegócio que prioriza a preservação ambiental, o desenvolvimento humano e a inovação, elementos fundamentais para o crescimento sustentável do setor e o bem-estar das futuras gerações”, destaca Daniela.

Veja todas as ganhadoras do Prêmio Mulheres do Agro 2024: 

Categoria – Pequena Propriedade:

1º lugar – Gabi Rodrigues, Iporanga (SP) 

2º lugar – Paula Dias, Santa Rita do Sapucaí (MG)

3º lugar – Simone Sillotti, Mogi das Cruzes (SP)

Categoria – Média Propriedade:

1º lugar – Luíza Macedo, Boa Esperança (MG)

2º lugar – Maria Lucia Bessa, Rio Verde (GO)

3º lugar – Caroline Roza, Rio Brilhante (MS)

Categoria – Grande Propriedade: 

1º Vanessa Bomm, Terra Roxa (PR)

2º Mariana Granelli, Charqueada (SP)

3º Lisiane Czech, Teixeira Soares (PR) 

Categoria – Ciência e Pesquisa: 

1º Danielle Pereira Baliza, Perdões (MG)

2º Paula Toshimi Matumoto Pintro, Maringá (PR) 

3º Renata Helena Branco Arnandes, São José do Rio Preto (SP)





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STF valida compensação de reserva legal entre imóveis do mesmo bioma



O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, nesta quinta-feira (24), o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que questionava dispositivos do Código Florestal (lei 12.651/12). Por decisão unânime, os ministros consideraram constitucional a compensação de reserva legal entre propriedades situadas no mesmo bioma.

Assim, julgaram improcedente o questionamento da Procuradoria Geral da República (PGR), que argumentava que o termo correto seria “identidade ecológica”.

O julgamento teve início em 2019, quando a Corte declarou a validade de diversos dispositivos da legislação. No entanto, o critério adequado para a compensação da Reserva Legal em outros imóveis ficou sob questionamento.

O texto do Código, agora legitimado pelos ministros do STF, indica que a compensação pode ocorrer entre propriedades localizadas no mesmo bioma, o que tende a ampliar as possibilidades de regularização ambiental.

No final de 2023, o julgamento desse ponto específico havia sido iniciado no plenário virtual do STF (sem discussão presencial dos ministros). Na ocasião, foram proferidos votos favoráveis à substituição do termo “bioma” para “identidade ecológica”.

Porém, após a atuação de entidades ligadas ao agronegócio, reconheceu-se a importância do tema, com o encaminhamento para a sessão física, em que os ministros modificaram seu voto inicial e concluíram que a utilização da expressão “identidade ecológica” não é adequada, perante a ausência de conteúdo técnico conhecido para tal expressão. Portanto, a aplicação do tema estaria sujeita à insegurança jurídica.

Avanços na regularização de imóveis rurais

Para entidades ligadas ao agro, a decisão é favorável, de acordo com a superintendente do Sistema OCB, Tania Zanella.

“Consolidamos mais uma etapa importante na defesa dos produtores rurais reunidos em cooperativas, trabalho que vem desde a discussão e construção legislativa do Código Florestal”, declara.

Para o consultor jurídico do Sistema OCB, Leonardo Papp, o resultado fortalece a posição do Código Florestal no sistema jurídico brasileiro.

“Com essa decisão, é possível alcançar avanços significativos na regularização ambiental de imóveis rurais. A decisão representa um passo importante para garantir a eficácia das normas ambientais e a sustentabilidade na utilização dos recursos naturais”, afirmou.



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Cana: Centro-Sul processa 33,832 mi de t na 1ª quinzena de outubro



As usinas do Centro-Sul do Brasil processaram 33,832 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na primeira quinzena de outubro da safra 2024/25, iniciada em abril, alta de 2,75% em comparação com os 32,928 milhões de toneladas em igual período da temporada anterior 2023/24. Os dados fazem parte do boletim quinzenal da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), divulgado nesta sexta-feira (25).

Ao término da primeira metade de outubro, 255 unidades estavam em operação no Centro-Sul, das quais 236 com processamento de cana, nove empresas que fabricam etanol a partir do milho e dez usinas flex. No igual período, na safra 2023/24, operaram 259 unidades produtoras. Na última quinzena, sete unidades encerram a moagem, enquanto no acumulado da temporada já se contabilizam 12 unidades. No ciclo anterior, no igual período, quatro usinas haviam terminado o processamento de cana-de-açúcar.

A produção de açúcar na primeira quinzena de outubro totalizou 2,443 milhões de toneladas, alta de 8% ante igual período da safra 2023/24, quando foram produzidas 2,262 milhões de toneladas. Na última quinzena, 47,28% da matéria-prima disponível foi direcionada para a produção de açúcar, ante 48,12% observados no igual período da safra 2023/24.

Na primeira metade de outubro, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 2,007 bilhões de litros (alta anual de 14,63%), dos quais 1,285 bilhão de litros de hidratado (+21,95%) e 722 milhões de litros de anidro (+3,56%). Do total de etanol obtido na primeira quinzena de outubro, 16,31% do biocombustível fabricado no Centro-Sul foi a partir do milho, com 327,43 milhões de litros, aumento de 31,08%.

Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de açúcares totais recuperáveis (ATR) registrado na primeira quinzena de outubro atingiu 160,3 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, ante 149,84 kg por tonelada na safra 2023/2024, variação positiva de 6,98%.



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Governo de SP solicita mais de R$ 1 bi da ONU para investimento em agricultura familiar



Pela primeira vez, o governo de São Paulo visitou a sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em Roma, na Itália.

A agenda serviu como oportunidade para a busca de apoio internacional e, também, de apresentação de políticas públicas voltadas ao agronegócio paulista.

Na ocasião, o secretário de Agricultura e Abastecimento do estado, Guilherme Piai, pleiteou US$ 200 milhões (R$ 1,141 bilhões, na cotação atual) ao Centro de Investimentos da FAO, que trabalha diretamente com o Banco Mundial, para o projeto Agro SP +Verde.

O pedido será analisado pela Comissão de Financiamento Externo (Cofiex) em novembro. “É mais de R$ 1 bilhão em prol da agricultura familiar do estado de São Paulo, que trará desenvolvimento, emprego e renda, mas, principalmente, sustentabilidade. Estamos confiantes de que será aprovado”, comemorou Piai.

Segundo o secretário, o recurso será destinado a projetos no âmbito da conectividade, da recuperação de estradas rurais e em pagamentos por serviços ambientais, com foco na preservação de mananciais e nascentes.

“É a primeira vez que São Paulo participa do Fórum Internacional da FAO e isso trará muitos resultados positivos para o agro paulista”, considera.

Depois de Roma, a comitiva do secretário viajou para a França, onde visitou SIAL Paris e, também, a Louis Dreyfus, trader responsável pela produção de 30 mil hectares de laranja no Brasil, sendo a maior parte no estado de São Paulo.

Segundo Piai, os diretores da empresa garantiram que seguirão investindo na cultura no Brasil e pretendem expandir negócios em regiões onde o greening está menos presente.



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Pecuaristas devem atualizar cadastro do rebanho bovino em novembro



O governo da Bahia informou nesta sexta-feira (25), que os pecuaristas do estado deverão atualizar o cadastro do rebanho bovino a partir do dia 01 de novembro.

A medida, determinada pela Portaria 678 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), é obrigatória para manter o status de Zona Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação do estado.

A Bahia, como região livre da doença, exige o cadastramento sistemático e compulsório de todo o rebanho bovino, bubalino e de espécies, como ovinos, caprinos e suínos.

De acordo com o governo, o objetivo é garantir a rastreabilidade dos animais e o controle sanitário da produção pecuária.

Para atualizar o cadastro, o criador deve acessar o site da Adab ou comparecer a um dos 392 escritórios espalhados por todo o estado até o dia 15 de dezembro.

O pecuarista que não realizar o cadastro terá a propriedade bloqueada para o trânsito de animais.

Rebanho baiano

Dos estados do Brasil, o rebanho baiano registrou o segundo maior crescimento absoluto de bovinos entre 2022 e 2023.

O plantel aumentou de 12,5 milhões para 13,3 milhões de animais (+6,1%), o que representou mais 764,5 mil cabeças, atrás apenas do Paraná (+822,7 mil cabeças). 

Os dados são da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2023, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em setembro.


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Esmagadoras de soja terão de aumentar preços ou comprar mais barato, diz Abiove



O governo de Mato Grosso publicou no Diário Oficial desta sexta-feira (25) a lei nº 12.706/2024, que prevê o corte de incentivos fiscais a empresas signatárias da moratória da soja no estado. A medida passa a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2025.

Com a sanção, estima-se que as esmagadoras do grão e as indústrias de biodiesel ligadas a óleos vegetais percam cerca de R$ 1,5 bilhão.

O presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), André Nassar, destacou que a entidade nunca foi favorável à ideia de corte de incentivos e que a nova lei é fruto de decisão política do governador do estado, Mauro Mendes, e do trabalho também político dos produtores.

“Agora, a empresa terá de escolher entre manter o seu incentivo fiscal ou fazer parte de uma iniciativa como a moratória da soja. […] ao se considerar o preço da soja hoje, esse R$ 1,5 bilhão [de perda de incentivo], considerando o preço da soja que é processada em Mato Grosso hoje, equivale a 5% do preço da soja”.

De acordo com Nassar, ao perder os incentivos fiscais, as empresas esmagadoras teriam apenas duas opções para conseguir manter a rentabilidade do negócio: vender mais caro os derivados (óleo, farelo e biodiesel) ou comprar a soja com menor preço.

Além desse possível impacto, o presidente da Abiove ressalta que a indústria deve passar a tomar decisões individuais, com algumas optando por seguir como adeptas à moratória e outras por não perder o incentivo. “Isso não é o mais adequado, visto que o ideal é que o setor trabelhe conjuntamente”.



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