Montes Claros, em Minas Gerais, será palco do 17º Campeonato Brasileiro de Marcha Picada, que ocorrerá entre os dias 28 de outubro e 2 de novembro de 2024, no Parque de Exposições João Alencar de Athayde.
O evento, organizado pela Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), em parceria com o Núcleo Mangalarga Marchador do Norte de Minas, promete reunir expositores, criadores e fãs da raça de equinos.
Além dos julgamentos diários dos animais, o público terá acesso gratuito a uma estrutura com opções gastronômicas e shows ao vivo. O evento integra as comemorações dos 75 anos da ABCCMM, reforçando a importância da raça mangalarga marchador no agronegócio nacional.
Segundo a presidente da associação, Cristiana Gutierrez, a movimentação financeira gerada pela raça representa cerca de R$ 11,7 bilhões por ano.
A raça, que surgiu no sul de Minas Gerais há mais de dois séculos, possui um plantel ativo de aproximadamente 750 mil animais e emprega diretamente 40 mil pessoas.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Pixabay
Segundo a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), as cotações do trigo registraram uma leve queda na bolsa de Chicago nesta semana. O bushel do cereal fechou a quinta-feira (24) cotado a US$ 5,81, contra US$ 5,89 na semana anterior. Diferentemente da soja e do milho, o trigo apresentou uma leve retração nas negociações.
Nos Estados Unidos, o plantio do trigo de inverno avançou, alcançando 73% da área esperada até o dia 20 de outubro, ligeiramente abaixo da média histórica de 76% para o período. Do total semeado, 46% já havia germinado, também um pouco abaixo da média histórica de 50%, conforme apontou a Ceema.
Segundo o informado na análise semanal, em relação às exportações, os embarques de trigo dos EUA somaram 268.375 toneladas na semana encerrada em 17 de outubro. No acumulado do atual ano comercial, o volume exportado totalizou 9,3 milhões de toneladas, um crescimento em relação aos 6,9 milhões registrados no mesmo período do ano anterior.
Na Argentina, as chuvas recentes ajudaram a melhorar o cenário de algumas lavouras de trigo. No entanto, 34% das áreas de cultivo ainda permanecem em condições ruins, enquanto 47% enfrentam déficit hídrico, segundo as últimas estimativas.
Na última semana, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou um treinamento em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, focado na Política Nacional de Recursos Hídricos. O evento reuniu produtores irrigantes e técnicos da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) para discutir a gestão eficiente da água no setor agropecuário. As informações são da própria confederação.
O treinamento enfatizou a importância da participação ativa dos representantes do setor nos comitês de bacias hidrográficas, onde são tomadas decisões sobre o uso da água. O engajamento dos produtores é essencial para defender os interesses do segmento e garantir a segurança hídrica, fundamental para a segurança alimentar.
Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo:siga o Canal Rural no WhatsApp!
Capacitação como foco
A capacitação faz parte de um programa da CNA que visa fortalecer as federações de agricultura e pecuária em todo o Brasil. A troca de conhecimentos durante o treinamento é vista como uma maneira de preparar os participantes para se envolverem em discussões cada vez mais importantes sobre a gestão hídrica no estado.
O evento também contou com a participação de presidentes de comitês de bacia e técnicos do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, todos dedicados à defesa do setor agropecuário.
A Escola Técnica Agropecuária Engenheiro Salvador Arena (Etasa), localizada em Santa Rita do Passa Quatro, São Paulo, abriu inscrições para o processo seletivo do curso técnico gratuito em Agropecuária. As inscrições, que vão de 20 de outubro a 20 de novembro de 2024, são destinadas ao primeiro semestre de 2025 e oferecem 40 vagas para candidatos interessados em ingressar em uma das áreas mais dinâmicas e estratégicas do Brasil.
Com duração de dois semestres, o curso técnico abrange áreas como agronomia, zootecnia, gestão ambiental e engenharia agrícola. Mantida pela Fundação Salvador Arena, a Etasa proporciona aos alunos formação prática e intensiva.
Os estudantes terão a oportunidade de vivenciar atividades agroindustriais diretamente no campo, com envolvimento em processos de cultivo de soja, milho, café e criação de gado e aves, que são conduzidos dentro da própria instituição.
A estrutura da escola é reforçada pela Agroindustrial Salvador Arena (AGSA), instalada no mesmo local, que conta com tecnologia avançada para a produção agrícola. A AGSA permite que os alunos da Etasa participem de um ambiente prático, onde podem aprender de forma direta os desafios e inovações do agronegócio. Além disso, o curso é complementado pelo Núcleo de Apoio às Carreiras (NAC), que oferece workshops, suporte para estágios e incentivo ao empreendedorismo no setor.
Diretora da Etasa, Cristina Favaron Tugas destaca que o agronegócio brasileiro é um dos principais pilares da economia nacional, com impacto direto na geração de empregos e oportunidades. “Nosso curso não oferece apenas uma formação técnica, mas uma oportunidade de nossos alunos se tornarem líderes e inovadores dentro do setor”, afirma.
Para garantir acesso a todos os estudantes, a Etasa oferece transporte, alimentação, uniformes e materiais didáticos gratuitos. As inscrições devem ser feitas pelo site oficial da escola até o dia 20 de novembro de 2024.
A missão brasileira do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou da 16ª Cúpula do BRICS, realizada em Kazan, Rússia, com uma série de reuniões com autoridades locais. Os encontros tiveram o objetivo de fortalecer o comércio agropecuário entre Brasil e Rússia e discutem temas como habilitação mútua de estabelecimentos, certificação eletrônica de produtos de origem animal e revisão de medidas que impactam as exportações.
Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo:siga o Canal Rural no WhatsApp!
Diálogo
O Secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, esteve acompanhado pelo Diretor de Promoção Comercial e Investimentos, Marcel Moreira, e pelo Adido Agrícola na Rússia, Marco Túlio Santiago. Eles se reuniram com a Ministra da Agricultura da Federação Russa, Oksana Lut. Rua expressou agradecimentos pela recepção e elogiou a organização da Cúpula. Ele enfatizou a importância do diálogo entre os ministérios da agricultura dos dois países para o comércio bilateral.
Questões em pauta
Durante as reuniões, a comitiva brasileira solicitou a reavaliação da suspensão das exportações do Rio Grande do Sul, imposta após a detecção de um foco de doença de Newcastle em julho de 2024. O prazo de 90 dias estipulado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) já foi cumprido, o que torna a reabertura das exportações uma prioridade. Também foi pedida a revisão da exigência de reinspeção de produtos brasileiros nos portos.
A Ministra Oksana se mostrou aberta às solicitações e afirmou que as analisaria junto ao Ministério da Agricultura da Rússia e ao Rosselkonadzor.
Cooperação técnica e científica
Foi discutido o fortalecimento da cooperação técnica e científica entre Brasil e Rússia, envolvendo a Embrapa, centros de pesquisa russos e universidades agrícolas, com foco em áreas animal e vegetal.
Encontro
A comitiva também se reuniu com Marat Azatovich Zyabbarov, Ministro da Agricultura do Tartaristão, uma região importante para a agropecuária russa, conhecida pela produção de trigo, leite, frango, batata e beterraba. Rua destacou as semelhanças nas produções agropecuárias, ponto que reforça o potencial para colaborações. Ambos concordaram em intensificar o intercâmbio de experiências, especialmente na produção e comercialização de produtos halal, devido à população muçulmana na região. A possibilidade de visitas futuras de representantes do Tartaristão ao Brasil também foi discutida.
Comércio com a Rússia
Desde o início da gestão do Ministro Carlos Fávaro, a Rússia abriu nove novos mercados para produtos agropecuários brasileiros, incluindo ovos, sêmen, embriões bovinos e ovinos, amêndoas de cacau e erva-mate. Em 2024, as exportações brasileiras para a Rússia alcançaram quase US$ 1 bilhão, com soja, café e carnes. Em números, representa cerca de 80% das receitas de exportação.
O Ministério da Agricultura e Pecuária revelou um mapeamento dos 100 municípios mais prósperos do Brasil no setor agropecuário. Esta análise baseia-se nos dados da Pesquisa Anual do IBGE sobre a Produção Agrícola Municipal (PAM).
Em 2023, a produção agrícola totalizou R$ 814,5 bilhões, com os cem municípios mais produtivos contribuindo com 31,9% desse valor, ou seja, R$ 260 bilhões.
Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo:siga o Canal Rural no WhatsApp!
Estados em destaque
A lista abrange municípios de 14 estados brasileiros: Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins.
A região Centro-Oeste se destacou, especialmente Mato Grosso, que abriga 36 dos municípios mais produtivos do país.
Os 100 municípios mais ricos do agro (em bilhões)
Sorriso (MT) – R$ 8,313
São Desidério (BA) – R$ 7,789
Sapezal (MT) – R$ 7,544
Campo Novo do Parecis (MT) – R$ 7,157,
Rio Verde (GO) – R$ 6,923
Diamantino (MT) – R$ 5,905
Formosa do Rio Preto (BA) – R$ 5,789
Nova Ubiratã (MT) – R$ 5,463
Nova Mutum (MT) – R$ 5,380
Jataí (GO) – R$ 4,839,397
Cristalina (GO) – R$ 4,830
Maracaju (MS) – R$ 4,335,
Querência (MT) – R$ 4,203
Primavera do Leste (MT) – R$ 4,078
Paranatinga (MT) – R$ 3,963
Campo Verde (MT) – R$ 3,810
Campos de Júlio (MT) – R$ 3,782
Brasnorte (MT) – R$ 3,680
São Félix do Araguaia (MT) – R$ 3,627
Lucas do Rio Verde (MT) – R$ 3,615
Ponta Porã (MS) – R$ 3,531
Baixa Grande do Ribeiro (PI) – R$ 3,221
Canarana (MT) – R$ 3,198
Ipiranga do Norte (MT) – R$ 3,193
Barreiras (BA) – R$ 3,116,
Sidrolândia (MS) – R$ 3,114
Tapurah (MT) – R$ 3,036
Correntina (BA) – R$ 3,027
Dourados (MS) – R$ 2,918
Uberaba (MG) – R$ 2,845
Unaí (MG) – R$ 2,788
Luís Eduardo Magalhães (BA) – R$ 2,705
Tabaporã (MT) – R$ 2,682
Nova Maringá (MT) – R$ 2,617
Igarapé-Miri (PA) – R$ 2,575
Mineiros (GO) – R$ 2,570
Porto dos Gaúchos (MT) – R$ 2,483
Uruçuí (PI) – R$ 2,435
Rio Brilhante (MS) – R$ 2,325
Itiquira (MT) – R$ 2,324
Paracatu (MG) – R$ 2,289
Santa Rita do Trivelato (MT) – R$ 2,257
Gaúcha do Norte (MT) – R$ 2,245
Itapeva (SP) – R$ 2,239
Sinop (MT) – R$ 2,225
Petrolina (PE) – R$ 2,220
Patrocínio (MG) – R$ 2,117
Riachão das Neves (BA) – R$ 2,096
Costa Rica (MS) – R$ 2,087
Santo Antônio do Leste (MT) – R$ 2,082
Paragominas (PA) – R$ 2,045
Perdizes (MG) – R$ 2,044
São José do Rio Claro (MT) – R$ 2,019
Vera (MT) – R$ 1,993
Balsas (MA) – R$ 1,959
Tasso Fragoso (MA) – R$ 1,820
Feliz Natal (MT) – R$ 1,814
Água Boa (MT) – R$ 1,793
Montividiu (GO) – R$ 1,771
São Gabriel do Oeste (MS) – R$ 1,739
Brasília (DF) – R$ 1,692
Jaborandi (BA) – R$ 1,678
Chapadão do Sul (MS) – R$ 1,673
Nova Alvorada do Sul (MS) – R$ 1,621
Guarapuava (PR) – R$ 1,619
Juazeiro (BA) – R$ 1,595
Naviraí (MS) – R$ 1,591
Bom Jesus do Araguaia (MT) – R$ 1,583
Santa Carmem (MT) – R$ 1,578
Tangará da Serra (MT) – R$ 1,570
Paraúna (GO) – R$ 1,570
Sacramento (MG) – R$ 1,567
Silvânia (GO) – R$ 1,528
Caarapó (MS) – R$ 1,528
Chapadão do Céu (GO) – R$ 1,518
Catalão (GO) – R$ 1,494
Laguna Carapã (MS) – R$ 1,471
Dom Pedrito (RS) – R$ 1,439
Ipameri (GO) – R$ 1,431
Goiatuba (GO) – R$ 1,421
Tibagi (PR) – R$ 1,396
Araguari (MG) – R$ 1,391
Santa Cruz do Rio Pardo (SP) – R$ 1,380
Comodoro (MT) – R$ 1,375
Frutal (MG) – R$ 1,373
Santa Vitória do Palmar (RS) – R$ 1,370
Rio Paranaíba (MG) – R$ 1,337
Marcelândia (MT) – R$ 1,334
Aral Moreira (MS) – R$ 1,331
Casa Branca (SP) – R$ 1,326
Itanhangá (MT) – R$ 1,296
Cláudia (MT) – R$ 1,281
Barretos (SP) – R$ 1,280,
Lagoa da Confusão (TO) – R$ 1,275
Buritis (MG) – R$ 1,268
Dom Eliseu (PA) – R$ 1,252
Coromandel (MG) – R$ 1,247
Amambai (MS) – R$ 1,240
Uberlândia (MG) – R$ 1,235
Vacaria (RS) – R$ 1,225
Área colhida e produtos
Os municípios mais ricos ocupam uma área de 33,1 milhões de hectares, o que representa34,5% da área total de 95,8 milhões de hectares do Brasil. A análise abrange 70 produtos das lavouras temporárias e permanentes de todos os 5.563 municípios brasileiros. A soja continua sendo a líder, com R$ 348,6 bilhões, correspondendo a 42,8% do total da produção agrícola.
Cores diferenciadas, qualidade de vagens e elevada produtividade são os principais atributos das duas novas cultivares de feijão-caupi (feijão-de-corda), do tipo feijão-de-metro, que a Embrapa Amazônia Oriental (PA) apresenta ao mercado. A BRS Lauré, com vagem de coloração roxo-avermelhada, e a BRS Raíra, com vagem verde-oliva, são recomendadas para plantio no estado do Pará e possuem potencial para outras em regiões com clima quente.
Com vagens longas e roxo-avermelhadas, a BRS Lauré é a primeira cultivar com essas características desenvolvida pela pesquisa para o mercado da região Norte. “É um produto novo no mercado que atrai pelo apelo visual, mas que apresenta elevada produtividade e distribuição bem equilibrada de vagens ao longo do dossel da planta”, afirma o pesquisador da Embrapa Rui Alberto Gomes.
Nos testes em campo, a média de produtividade foi de 11,6 toneladas de vagem fresca por hectare enquanto a média dos materiais utilizados atualmente no campo foi de 7,6 t/ha, a cultivar comercial; e de 8,6 t/ha, uma variedade crioula bastante cultivada na região.
Já a BRS Raíra, que possui vagens na cor verde-oliva, mais claras que as vagens tradicionais, produziu mais de 10 toneladas de vagem fresca por hectare enquanto os materiais tradicionais ficaram entre 7 (cultivar comercial) e 8,6 t/hectare (variedade crioula). “Essa cultivar tem vagens longas, no padrão do mercado consumidor, e são boas para o consumo em virtude do baixo teor de fibra”, destaca o pesquisador.
Tanto em períodos secos quanto chuvosos, o desempenho produtivo das duas cultivares se mostrou superior ao das variedades em uso atualmente. A BRS Raíra e BRS Lauré apresentaram boa tolerância ao estresse hídrico (falta de chuvas) e às elevadas temperaturas.
Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa
O pesquisador explica que o feijão-de-metro é cultivado durante todo o ano no estado do Pará, sob diferentes condições de umidade, contudo, é preciso ajustes no sistema de produção, incluindo o cultivo nas partes mais altas da propriedade. “É importante plantar em leiras ou camalhões para evitar encharcamento durante o período mais chuvoso do ano, e fazer irrigação do cultivo na época mais seca”, acrescenta Gomes.
Incentivo à produção e ao consumo
O pesquisador aposentado Francisco Freire, que liderou o programa de melhoramento genético de feijão-caupi da Embrapa, explica que as novas cultivares foram selecionadas entre centenas de materiais coletados dentro e fora do Brasil. Os sucessivos ciclos de cultivo e seleção, realizados entre os anos de 2016 e 2018 em dois municípios paraenses, Belém e Terra Alta, consideraram a produtividade, qualidade comercial das vagens e sanidade.
Freire pontua que as duas novas cultivares são voltadas principalmente para a agricultura familiar do estado do Pará. “O feijão-de-metro é cultivado na forma de hortaliça e sua produção é muito característica dos pequenos e médios produtores. Além de incentivar e fortalecer o cultivo e a produção do feijão-caupi junto a esse público, o programa objetiva também promover o consumo dessa hortaliça”, acrescenta Freire.
Gomes reforça que as cultivares apresentam vantagens ao produtor e ao consumidor. “Para o produtor é uma opção de complementação da renda, uma vez que é possível colher praticamente o ano todo. Já para o consumidor, esse produto amplia o cardápio com um alimento nutritivo”, afirma.
As vagens frescas das duas cultivares, segundo o pesquisador, possuem em sua composição alto conteúdo de molibdênio, micronutriente que protege as células do corpo, e é fonte de selênio. Além disso, possuem fibras, lipídeos, proteínas, carboidratos e nutrientes.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Pixabay
De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (24) pela Emater/RS, a semeadura do arroz no estado avançou significativamente durante o período, mesmo com as chuvas recentes, que interromperam temporariamente os trabalhos em algumas áreas. A retomada do plantio se deu principalmente em talhões com melhor capacidade de drenagem, especialmente em solos de textura média à arenosa. Em propriedades maiores, a infraestrutura adequada e a mão de obra qualificada garantiram eficiência nas atividades.
A elevação das temperaturas a partir de 19 de outubro contribuiu para uma germinação rápida e uniforme das sementes. Em algumas áreas, a umidade excessiva exigiu a adubação nitrogenada por via aérea, um método mais custoso, mas que apresentou resultados positivos devido às condições favoráveis do solo para a absorção de nutrientes, conforme os dados da Emater/RS
Segundo o informatico, o controle de plantas daninhas também foi intensificado, com aplicação de herbicidas em pré-emergência nas áreas recém-semeadas e em pós-emergência nas mais avançadas. Nas lavouras semeadas em setembro, o ciclo produtivo já se encontra mais adiantado, e os sistemas de irrigação estão garantindo o suporte hídrico necessário para o desenvolvimento da cultura.
O Instituto Rio Grandense de Arroz (IRGA) projeta uma área de 948.356 hectares cultivados para a safra, enquanto a Emater/RS-Ascar estima uma produtividade média de 8.478 kg/ha.
No que diz respeito à comercialização, o preço médio do arroz no estado subiu 0,20% em relação à semana anterior, passando de R$ 116,09 para R$ 116,32 por saca de 60 quilos, conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar.
Neste domingo (27), 33.996.477 eleitores de 51 municípios voltam às urnas para a escolha de seus prefeitos e vereadores para os próximos quatro anos. A votação ocorre das 8h às 17h (horário de Brasília) em todo o Brasil, exceto no Distrito Federal.
Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo:siga o Canal Rural no WhatsApp!
Voto obrigatório
Os cidadãos que não votaram no primeiro turno terão a oportunidade de votar no segundo, mesmo que não tenham justificado a ausência anteriormente. A Justiça Eleitoral trata cada turno como uma eleição distinta, portanto, aqueles que não votarem em nenhum dos turnos deverão justificar a ausência em ambas as ocasiões.
A legislação brasileira determina que o voto é obrigatório para quem tem idade entre 18 e 70 anos e facultativo para pessoas analfabetas, jovens com 16 e 17 anos e para todos com mais de 70 anos.
É necessário estar com o título eleitoral em situação regular e mesmo que o nome do eleitor não apareça no caderno de votação da zona eleitoral, ele poderá exercer a cidadania se seus dados eleitorais constarem no cadastro da urna eletrônica de sua zona eleitoral.
Documentação necessária
É necessário apresentar um documento oficial com foto para cumprir seu direito como cidadão. São aceitas as seguintes opções:
e-Título
Carteira de Identidade
Passaporte
Carteira de Trabalho
Carteira Nacional de Habilitação (mesmo com validade expirada)
Não é obrigatório levar o título eleitoral, desde que o eleitor saiba o número e o local de votação, que podem ser consultados no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou pelo aplicativo e-Título.
Segundo a legislação, documentos oficiais sem foto, certidões de nascimento e de casamento não serão aceitos nas seções eleitorais, a fim de se assegurar a identificação adequada das eleitoras e dos eleitores.
Utilização de aparelhos eletrônicos
Durante a votação, é proibido utilizar celulares, câmeras e qualquer dispositivo que possa comprometer o sigilo do voto. Apenas tecnologias assistivas são permitidas, como aparelhos auditivos.
Manifestação de preferências
Os eleitores podem expressar suas opiniões através de bandeiras, broches e camisetas, mas reuniões e propagandas eleitorais no dia da votação são vetadas. A propaganda e o uso de equipamentos de som são considerados crimes.
Transporte de armas
O transporte de armas e munições é proibido nas 24 horas que antecedem e sucedem as eleições, exceto para agentes de segurança em serviço.
Justificativa
Eleitores que estiverem fora do país e não puderem votar devem justificar sua ausência pelo aplicativo e-Título ou pelo site do TSE. O prazo para apresentação da justificativa é de até 60 dias após a eleição.
Divulgação dos resultados
Após o fechamento das urnas, às 17h (horário de Brasília), os resultados das eleições serão divulgados. Isso incluirá a contagem dos votos em branco, nulos e as abstenções. Segundo o TSE, os boletins de urna usados para a totalização estarão disponíveis no site, juntamente com as tabelas que mostram os dados conforme o recebimento.