sábado, julho 25, 2026

Agro

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Danone desmente informação de que não estaria comprando soja brasileira



A Danone Brasil divulgou uma nota oficial desmentindo a informação de que teria interrompido a compra de soja brasileira devido a questões ambientais.

Nesta terça-feira (29), a Aprosoja Brasil se pronunciou acusando a multinacional de discriminação e desconhecimento das práticas agrícolas do país. A Danone reforçou seu compromisso com a compra de soja produzida de forma sustentável e alinhada às regulamentações nacionais e internacionais.

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A empresa destacou que “continua comprando soja brasileira em conformidade com as regulamentações locais e internacionais” e que sua aquisição passa por processos de verificação de origem e rastreabilidade, assegurando que o insumo não venha de áreas desmatadas.

A Danone também ressaltou seu apoio aos produtores locais, reforçando o vínculo de mais de 50 anos com o Brasil e o incentivo a práticas sustentáveis em toda a sua cadeia de fornecimento.

A manifestação da Aprosoja havia criticado a alegação de boicote, classificando-a como punitiva e desatualizada, visto que a legislação antidesmatamento da União Europeia ainda aguarda aprovação final no Parlamento Europeu e pode ter sua aplicação adiada. Segundo a associação, essa restrição poderia causar prejuízos à cadeia produtiva brasileira, sugerindo medidas de compensação junto à União Europeia e até uma ação na Organização Mundial do Comércio (OMC).



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cresce vantagem do preço doméstico sobre exportação



Os preços médios do açúcar cristal branco seguem avançando no mercado spot do estado de São Paulo. Diante disso, cálculos do Cepea mostram que a vantagem do valor do cristal comercializado no mercado paulista cresceu frente ao equivalente das exportações. 

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De 21 a 25 de outubro, enquanto a média semanal do Indicador de Açúcar Cristal Cepea/Esalq foi de R$ 157,24/sc, a das cotações do contrato nº 11 da ICE Futures (vencimento Março/25) foi de R$ 150,89/sc.

Assim, o spot paulista remunerou 4,21% a mais que as vendas externas. Para esse cálculo, foram considerados US$ 60,32/tonelada de fobização, US$ 66,94/t de prêmio de qualidade e R$ 5,6958 de dólar. Pesquisadores indicam que o impulso aos valores domésticos veio da baixa disponibilidade do cristal para vendas na pronta-entrega. 



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COP16 reforça urgência de integrar biodiversidade na produção agrícola, diz FAO



Na Conferência de Biodiversidade da ONU (COP16), realizada em Cali, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) destaca a necessidade de integrar os sistemas agroalimentares nas estratégias de biodiversidade dos países. O encontro foca em ações concretas para alcançar os compromissos estabelecidos na COP15, que visam garantir a preservação da biodiversidade e, simultaneamente, uma produção agrícola sustentável.

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Em um contexto onde uma em cada 11 pessoas enfrenta a fome, a FAO alerta que, sem a preservação da biodiversidade, a capacidade de alimentar a população global de forma sustentável está ameaçada. “Os sistemas agroalimentares são essenciais para enfrentar os grandes desafios relacionados ao clima, biodiversidade e manejo da terra”, afirma Kaveh Zahedi, diretor do Escritório de Mudanças Climáticas, Biodiversidade e Meio Ambiente da FAO. Segundo ele, esses sistemas precisam ser priorizados em acordos ambientais e estar plenamente integrados às estratégias nacionais.

A COP16 também lança a publicação “Cumprir o Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal por meio dos sistemas agroalimentares”, que detalha como a agricultura e a pecuária podem contribuir para a restauração de ecossistemas, redução de poluição e proteção de recursos genéticos essenciais.

Iniciativas e próximos passos

Durante a cúpula, a FAO apresentou a “Iniciativa de Apoio às Agri-NBSAPs”, que auxiliará 15 países a desenvolverem políticas inovadoras para práticas agrícolas que favoreçam a biodiversidade. Outro destaque foi o lançamento de um projeto para restaurar 100 milhões de hectares de terras degradadas na África até 2030.

O relatório “Impactos da Biodiversidade nas Contribuições Determinadas a Nível Nacional nos Sistemas Agroalimentares”, que será publicado em breve, também discutirá como as práticas agrícolas podem atuar na adaptação e mitigação climática.

Para Zahedi, a restauração do solo é uma das soluções-chave. “A recuperação de terras degradadas tem o potencial de aumentar a biodiversidade, melhorar a captura de carbono e ampliar a produção agrícola”, reforça o diretor da FAO, destacando o papel estratégico dos sistemas agroalimentares para um futuro mais sustentável.



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AgroNewsPolítica & Agro

Citros em Foco de Avaré (SP) aborda reguladores de crescimento



Citros em Foco de Avaré (SP) reuniu aproximadamente 120 citricultores


Foto: Fundecitrus

O Citros em Foco de Avaré (SP) reuniu aproximadamente 120 citricultores e profissionais do setor. Além de palestras sobre o manejo do greening, os presentes também acompanharam uma explicação sobre os resultados de estudos com reguladores de crescimento e palestra ministrada pelo pós-doutorando no Fundecitrus Eduardo Gorayeb.

Na ocasião, Eduardo falou sobre a etapa preliminar dos estudos com reguladores. “Sobre os estudos que realizamos no ano de 2023 nós tivemos bons resultados com relação à retenção de frutos, principalmente com o uso do 2,4-D e da giberelina, com alguns casos de retenção de mais de 50% dos frutos, além disso, teremos pela frente outros desafios com relação à qualidade dos frutos”, explica.

Ele também afirma que esses primeiros resultados foram fundamentais para o planejamento dos estudos que já estão acontecendo no ano de 2024. “Esse experimento deu uma ideia muito boa para um bom planejamento do que estamos fazendo agora, pois estamos trabalhando com doses melhores, e ajustamos a época de aplicação, o que pode nos trazer resultados melhores”, ressalta





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Soja: confira a análise e projeções de mercado desta terça-feira



O mercado brasileiro de soja deve registrar mais um dia de negócios pontuais nesta terça-feira (29). Segundo a Safras & Mercado, com a leve alta apresentada pela Bolsa de Mercadorias de Chicago, o dólar abriu com firmeza em relação ao real, com a soja brasileira competitiva no mercado exportador. A moeda norte-americana segue acima de R$ 5,70.

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Como o mercado se comportou?

Nesta segunda-feira (28), os preços da soja no Brasil variaram de estáveis a ligeiramente mais baixos. Segundo a Safras Consultoria, os preços permanecem firmes e bem acima da paridade de exportação, embora tenham perdido força nos portos devido à menor disponibilidade do produto no momento.

O dia foi marcado por baixa movimentação, com exceção de algumas transações pontuais. Os produtores estão voltados para o plantio da nova safra, e o cenário na Bolsa de Chicago apresentou queda, com oscilação do dólar.

Preços da soja

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 136,00 para R$ 134,00
  • Região das Missões (RS): recuou de R$ 135,00 para R$ 133,00
  • Porto de Rio Grande (RS): passou de R$ 144,00 para R$ 142,00
  • Cascavel (PR): desvalorizou de R$ 140,00 para R$ 139,00
  • Porto de Paranaguá (PR): caiu de R$ 145,00 para R$ 144,00
  • Rondonópolis (MT): estabilizou em R$ 149,00
  • Dourados (MS): permaneceu em R$ 140,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00

Chicago

Os contratos futuros da soja para novembro de 2024 apresentaram uma alta de 0,17%, com US$ 9,75 3/4 por bushel. O mercado busca uma recuperação técnica após perdas nos últimos três pregões.

A alta expressiva do petróleo em Nova York contribui para esse movimento, embora as compras de barganha estejam limitadas pela colheita em andamento nos Estados Unidos e pelas condições climáticas favoráveis ao plantio da safra no Brasil.

Câmbio

O dólar comercial opera com alta de 0,49%, cotado a R$ 5,7360, enquanto o Dollar Index registra alta de 0,19%, com o alcance de 104,385 pontos.



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Plantio de soja da safra 2024/25 atinge 37% da área estimada, diz Conab



O Brasil semeou, até o domingo (27), 37% da área estimada com soja na safra 2024/25, informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O plantio das lavouras da oleaginosa avançou 19,4 pontos porcentuais na semana, mas há atraso de 3 pontos porcentuais ante a temporada passada.

O atraso na implantação das lavouras da safra atual deve-se às condições desfavoráveis no início do plantio, sobretudo na região Centro-Oeste. Mato Grosso do Sul lidera os trabalhos de campo com 72% da área semeada e avanço anual de 20 pontos porcentuais. Mato Grosso, principal produtor do grão, alcançou na segunda-feira 55,2% da área plantada, contra 70,9% reportados em igual período do ciclo anterior.

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A semeadura da safra brasileira de milho verão 2024/25 alcançava na segunda-feira 36,8% da área semeada no país, segundo a Conab. Em relação à semana anterior, houve avanço de 4,5 pontos porcentuais e, em comparação com igual período do ano passado, há atraso de 0,4 ponto porcentual. O cultivo do cereal começou pelos estados do Sul, atingindo 81% da área no Rio Grande do Sul, 86% em Santa Catarina e 95% no Paraná.

O plantio de arroz também da safra 2024/25 avançou 14,4 pontos porcentuais na semana, alcançando 43,7% da área prevista no país na segunda-feira. Há atraso de 8,6 pontos porcentuais na comparação entre as safras. Santa Catarina lidera o cultivo da safra nova com 80% da área implantada.

A Conab informou que a semeadura das lavouras de feijão atingia na segunda 30,6% da área prevista, avanço de 4,1 pontos porcentuais na semana e de 5,5 pontos porcentuais em um ano. São Paulo já concluiu os trabalhos de campo e o Paraná já semeou 90% da área.

Quanto à safra de inverno 2023/24, a Conab informou que a colheita da nova safra de trigo atingia no domingo 56% da área estimada, avanço de 8,3 pontos porcentuais em relação à semana passada e atraso de 11 pontos porcentuais ante igual período do ano passado.

Entre os maiores produtores do cereal, o Rio Grande do Sul concluiu a retirada do trigo do campo em 18% da área plantada, enquanto a colheita alcançava 87% da área no Paraná e 22% em Santa Catarina.

Os demais estados já concluíram a colheita de trigo.



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Nesta quinta, fórum discute o futuro do agro em SC. Inscreva-se!



Nesta quinta (31), Criciúma (SC), recebe o Fórum Santa Catarina e o Agro 5.0. Em discussão, a tomada de decisão na era da transformação digital. Inovação, tecnologia e inteligência artificial que impactam em eficiência e competitividade, no campo e no mercado. Tem a ver com gestão, sucessão, diversificação e verticalização da produção. Em pauta, o futuro do agronegócio em Santa Catarina.

Em sua 7ª edição, o projeto é uma realização do Canal Rural em parceria com as principais de entidades de representação do agronegócio catarinense, como Fecoagro, Ocesc/Sescoop, Faesc/Senar, Sindicarne/Acav, governo do estado, através da Secretaria de Agricultura e Epagri, e apoio Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

Com transmissão ao vivo para todo o Brasil, pelo Canal Rural, o encontro será a partir das 14 horas no auditório da Associação Empresarial de Criciúma (Acic). A inscrição é gratuita. Faça a sua inscrição agora, aqui.



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Plantio de soja tem maior avanço semanal da história de Mato Grosso, diz Imea



A semeadura de soja em Mato Grosso alcançou marca histórica na última semana, com o maior avanço semanal já registrado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Segundo o boletim da entidade, divulgado na tarde desta segunda-feira (28), a semeadura avançou 30,65 pontos porcentuais, atingindo 55,73% da área projetada para a safra 2024/25.

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O salto expressivo é resultado da combinação de condições climáticas favoráveis, alta capacidade do parque de máquinas estadual e preocupação dos produtores com a janela ideal para a segunda safra de milho. A região médio-norte lidera o ritmo de plantio, com 73,97% da área estimada já semeada, após um avanço de 38,42 pontos porcentuais em relação à semana anterior.

Apesar do ritmo acelerado, a semeadura ainda está 14,32 pontos porcentuais atrasada em comparação com a safra 2023/24 e 6,59 pontos abaixo da média dos últimos cinco anos. As perspectivas para a continuidade dos trabalhos são positivas, com previsão de chuvas entre 25 e 35 milímetros na maior parte do Estado nos próximos sete dias, segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (Noaa). As regiões oeste, centro-sul e sudeste podem receber volumes ainda maiores, entre 35 e 45 milímetros.

No mercado, o indicador do Imea registrou alta de 3,10% nos preços da soja na última semana, impulsionado pela baixa oferta do grão no estado. A valorização também reflete a alta de 0,93% do dólar no período, que fechou com média semanal em R$ 5,70.



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Aprosoja critica boicote da Danone à soja brasileira e aponta discriminação e desconhecimento



A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) se manifestou contra a decisão da multinacional Danone de deixar de adquirir soja brasileira para seus produtos, sob a alegação de que o cultivo nacional não atende à legislação ambiental europeia.

A Aprosoja classificou a ação da empresa como discriminatória e punitiva, destacando que as restrições alegadas pela Danone ainda não têm força legal, pois dependem da aprovação do Parlamento Europeu, o que deve adiar a vigência da norma em mais um ano.

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Para a associação, o boicote já causa prejuízos à cadeia produtiva brasileira, e o governo federal deveria considerar medidas de compensação. Uma das propostas sugeridas inclui notificar formalmente a União Europeia sobre o impacto dessa decisão para que a legislação europeia seja revista. Caso o pedido seja ignorado, o Brasil poderia, segundo a Aprosoja, buscar compensação financeira junto à Organização Mundial do Comércio (OMC).

Produção sustentável: uma resposta brasileira

A Aprosoja destacou ainda o que considera uma falha de entendimento por parte da Danone e de outras empresas internacionais em relação aos métodos sustentáveis empregados no Brasil. A associação afirma que o país caminha para o desmatamento líquido zero, equilibrando desmatamento com regeneração natural.

Segundo a Aprosoja, o Código Florestal Brasileiro obriga os produtores de soja a preservar de 20% a 80% de sua área como Reserva Legal, além de Áreas de Preservação Permanente em margens de rios e encostas, o que difere significativamente de países como a França.

“A verdade é que os produtores de soja no Brasil são os únicos no mundo que investem na preservação ambiental com recursos próprios, uma vez que deixam de plantar nas áreas preservadas para isso”, destaca a associação, acrescentando que o país é reconhecido pela produção agrícola sustentável e de alta qualidade, oferecendo soja com maior teor de óleo e proteína, ideal para formulações alimentares.

Possível retaliação dos produtores

A Aprosoja também questiona a Danone sobre onde a empresa encontrará soja com um perfil ambiental mais sustentável que o brasileiro e aponta que, caso as atitudes discriminatórias continuem, os próprios produtores rurais brasileiros podem considerar um boicote às marcas estrangeiras que criticam a produção nacional.

“Produtores cansados de serem injustamente acusados de destruir o meio ambiente podem, futuramente, colocar a Danone e outras empresas na lista de boicote”, finaliza a Aprosoja.



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Projeto espera ampliar o mercado de tilápias no Paraná


Pequenos empreendedores do oeste do Paraná (PR) já qualificam resultados a partir de ação implementada em maio deste ano para o mercado de tilápias. A intenção é otimizar e ampliar a cadeia produtiva local por meio de consultorias técnicas e capacitações para produtores e frigoríficos de pescado.

O Projeto Tilápias do Oeste é uma iniciativa do Sebrae, em parceria com a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e com o Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR) do estado. Para o desenvolvimento foram elencados 40 produtores de tilápias, além de 5 frigoríficos que abatem, individualmente, cerca de 7 mil quilos por dia.

Com três meses de consultoria do Sebrae, o casal, Jenifer e Clécio da Costa, contou que há dez anos faz parte da piscicultura e, atualmente, conta com 200 mil peixes em seus açudes. 

Segundo os produtores, os resultados já começaram a aparecer. “Observamos a melhora da qualidade da água, a conversão da quantidade de ração para o trato dos peixes. Com isso, visamos um melhor aproveitamento no abate”, disseram. 

O objetivo dos pequenos empreendedores é aumentar a produtividade e alcançar novos nichos.  “Quando melhora a qualidade do peixe, temos mais oportunidade de entrar nos mercados e restaurantes”, informou Jenifer da Costa.

André Matias Fleck, produtor de tilápias há três anos, declarou que as visitas técnicas fizeram com que levasse o cultivo de tilápias mais a sério. “A gente também não fazia biometria, aferição dos níveis da qualidade da água”. 

Fleck ainda disse ter perspectivas comerciais para o futuro. “É uma cultura que tende sempre a crescer. Tem os altos e baixos de mercado, mas nossa expectativa é boa”, complementou.

Criatório de tilápiasCriatório de tilápias
Piscicultura na propriedade do pequeno produtor André Matias Fleck. Foto: divulgação

Otimização

Segundo Emerson Durso, consultor do Sebrae, para os frigoríficos o suporte se faz na adequação às normas para receber o certificado de comercialização dos produtos. Selo emitido pelo Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf). 

Já para os  produtores de tilápias, Durso afirmou que consultorias mensais são realizadas, a fim de melhorar o manejo e aumentar a produtividade.

O Sebrae acrescentou que, dentre os benefícios previstos, estão a organização da produção, a previsibilidade de biomassa de abate, a fidelização dos fornecedores e a melhoria no rendimento da carcaça.

Nos frigoríficos de pescado as ações incluem a implantação de programas de autocontrole, desenvolvimento de manuais de qualidade, treinamentos de boas práticas em fabricação e consultorias tecnológicas.

Líder nacional

Espécie de peixe mais cultivada no Brasil, a tilápia correspondeu a 65,3% (579.08 toneladas) do montante contabilizado em 2023. No mesmo ano, a produção total de peixes de cultivo no país alcançou 887.029 toneladas, de acordo com o levantamento divulgado no Anuário 2024 da Associação Brasileira da Piscicultura. O estado do Paraná se manteve como o maior produtor, com 273.227 toneladas.



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