sábado, julho 25, 2026

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Quantas toneladas de grãos o Brasil produzirá em 2033/34? Estudo do Mapa traz respostas


Área plantada de 92,2 milhões de hectares na safra 2033/34 no Brasil, um aumento de 15,5% em comparação ao ciclo 2023/24. A estimativa acima faz parte do estudo “Projeções do Agronegócio – Brasil 2023/2024 a 2033/2034”, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com apoio da Embrapa.

Segundo o documento, os próximos dez anos serão de importante crescimento das principais culturas do país, como soja, milho da safra de inverno, arroz, feijão, sorgo e trigo. Cultivos perenes, como café, cacau e frutas também sinalizam um crescimento sustentável no período.

Para o diretor de Análise Econômica e Políticas Públicas do Mapa, Silvio Farnese, “é relevante considerar que parte importante do crescimento da área plantada será apoiada pelo Programa de Recuperação de Áreas Degradadas, com linhas de crédito favorecidas para regeneração produtivas de superfícies, atualmente com baixa produtividade”, enfatizou.

O estudo indica que as culturas que terão maior crescimento nas áreas plantadas são:

  • Soja (25,1%);
  • Milho da safra de inverno (24,9%);
  • Trigo (18,4%);
  • Arroz (+20,3%); e
  • Feijão (+38,1%)

O documento do Mapa lembra que a participação do consumo interno de milho, farelo e óleo de soja sustentam o crescimento da produção de proteína de origem animal, mantendo o consumo interno e garantindo as exportações de carnes, de 24,7 milhões de toneladas.

Culturas em destaque

culturas que mais vão crescerculturas que mais vão crescer

A produção de arroz deverá aumentar em 3,1 milhões de toneladas, atingindo 13,7 milhões de toneladas em 2033/34, de acordo com o Ministério da Agricultura.

Esse aporte permitirá o atendimento ao consumo, que está estimado 10,8 milhões de toneladas, “havendo espaço para os compromissos de exportação do setor produtivo, atualmente da ordem de 1,3 milhão de toneladas”, destaca o estudo.

Já a cultura do milho atingirá 153,1 milhões de toneladas, com crescimento de 32,3%, e aumento de 37,4 milhões de toneladas principalmente na safra de inverno, seguindo a prática adotada pelos produtores de plantio em sucessão à soja.

“O consumo estimado em 109,8 milhões de toneladas, crescendo 30,4%, está sintonizado com a crescente utilização do grão para a produção de etanol que, atualmente, processa 17 milhões de toneladas”.

Mapa aponta: soja ainda reinará

O estudo “Projeções do Agronegócio – Brasil 2023/2024 a 2033/2034” destaca que a soja continuará com maior produção entre os grãos, com estimativa de atingir 199,4 milhões de toneladas, aumento de 52 milhões de toneladas. Já o farelo de soja atingirá 48,5 milhões de toneladas, aumentando 8,36 milhões de toneladas nos próximos 10 anos.

Quanto ao café, as estimativas mostram aumento de produção de 31,9%, atingindo 72 milhões de sacos, ou seja, uma maior oferta de 17 milhões de sacos que cobrirão o aumento no consumo, crescendo para 27 milhões de sacos e, as exportações, que estão estimadas em 45 milhões de sacos.

Estimativas para o complexo carne

Na estimativa da produção de proteína animal, o maior crescimento será de aves (+28,4%), seguido por suínos (+27,5%) e bovina (+10,2%).

“O consumo terá um crescimento menor em relação à produção, com aves crescendo 26,9%, suíno com 25,4% e bovina com 0,6%.

Já quanto às exportações destas proteínas, o crescimento estimado é de 29,7% para aves, 22,5% para suínos e 27,1% para bovinos.



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AgroNewsPolítica & Agro

“Boi China” registra com nova alta em São Paulo



Cotação segue subindo em São Paulo




Foto: Kadijah Suleiman

De acordo com o informativo “Tem Boi na Linha” da Scot Consultoria desta quarta-feira (30), o mercado de carne bovina iniciou o dia com valorização nos preços, impulsionado pela oferta restrita de animais e pela crescente demanda internacional. O preço da arroba do “boi China” e da vaca gorda teve um acréscimo de R$5,00. Já para o boi comum, a alta foi de R$3,00/@.

No Sul da Bahia, o mercado abriu com aumento generalizado de R$5,00/@ para todas as categorias destinadas ao abate, refletindo o cenário de oferta limitada.

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No Tocantins, tanto na região Sul quanto na região Norte, o valor da arroba do boi gordo subiu R$5,00, acompanhando a tendência de alta demanda e baixa oferta. Na região Sul, a cotação da vaca e da novilha também apresentou alta, com reajuste de R$3,00/@. Entretanto, o preço do “boi China” permaneceu estável no estado.

Até a quarta semana de outubro, o volume exportado de carne bovina in natura alcançou 236,2 mil toneladas, com uma média diária de 12,4 mil toneladas. Esse resultado representa um crescimento de 40,2% em relação ao mesmo período de 2023.

O preço médio por tonelada foi de US$4,6 mil, gerando um faturamento 0,9% superior ao mesmo período do ano anterior. A expectativa é que o volume exportado em outubro ultrapasse o recorde de setembro de 2024, consolidando um novo marco para as exportações mensais de carne bovina.





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como ficou o mercado da soja?



Os preços da soja ficaram firmes no Brasil nesta quarta-feira (30), com movimentação expressiva nos portos. Os fatores que contribuíram para esse cenário positivo foram a alta na Bolsa de Chicago, a valorização do dólar e os prêmios atrativos.

No mercado interno, as indicações foram limitadas, com muitos produtores segurando suas vendas na expectativa de preços ainda mais altos.

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Grão no país

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00
  • Missões (RS): subiu de R$ 133,00 para R$ 134,00
  • Porto de Rio Grande (RS): subiu de R$ 142,00 para R$ 143,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 139,00 para R$ 141,00
  • Porto de Paranaguá (PR): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 147,00 para R$ 150,00
  • Dourados (MS): permaneceu em R$ 140,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00

Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja fecharam com preços mais altos para grãos e óleo, embora o farelo tenha apresentado cotações mistas. A recuperação se deveu, em parte, à demanda aquecida pela soja americana e à redução das exportações brasileiras. O preço do petróleo e a desvalorização do dólar em relação a outras moedas também contribuíram para o aumento.

USDA

Os exportadores dos EUA reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 132.000 toneladas de soja para destinos não revelados, além de 132.000 toneladas destinadas à China para a temporada 2024/25.

Números

Segundo levantamento da Safras & Mercado, a programação de embarques nos portos brasileiros indica a exportação de 4,579 milhões de toneladas de soja em grão para outubro. Até o momento, foram embarcadas 3,947 milhões de toneladas. Em comparação, as exportações de outubro do ano passado somaram 5,957 milhões de toneladas. Para novembro, a previsão é de 1,759 milhão de toneladas.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro de 2024 fecharam em alta de 11,25 centavos de dólar por bushel, a US$ 9,76 1/2. A posição de janeiro de 2025 também teve valorização, atingindo US$ 9,91 1/4 por bushel.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com leve alta de 0,03%, cotado a R$ 5,7640 para venda e R$ 5,7620 para compra. Durante o dia, a moeda americana variou entre R$ 5,7545 e R$ 5,7926.



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Agricultores familiares recebem miniusina de beneficiamento de algodão


Uma miniusina móvel de beneficiamento de algodão foi entregue pela Secretaria da Agricultura Familiar (SAF) do Piauí, para a Associação de Moradores da Comunidade Lagoa do Juá, na zona rural de São Francisco de Assis do Piauí, no Território de Desenvolvimento Vale do Canindé.

O equipamento foi adquirido com recursos próprios da secretaria e entregue na última sexta-feira (25). A máquina vai auxiliar nas atividades produtivas de cerca de 50 famílias.

De acordo com o superintendente de Ações de Apoio à Agricultura Familiar da SAF, Clébio Coutinho, a entrega também vai beneficiar agricultores de comunidades rurais do município de Paulistana.

“Esse equipamento, uma miniusina móvel de beneficiamento do algodão, vai auxiliar os produtores de algodão orgânico cultivado em consórcio agroalimentar tanto aqui da comunidade Lagoa do Juá como de toda a região. Isso vai possibilitar que as famílias beneficiem o algodão produzido aqui na própria comunidade”, disse o gestor.

Agricultores familiares recebem miniusina de beneficiamento de algodão, PiauíAgricultores familiares recebem miniusina de beneficiamento de algodão, Piauí
Foto: Vinicius Moura/GOVPI

A presidente da Associação de Produtores da Comunidade Lagoa do Juá, Luiza Josefa, celebrou a chegada do equipamento.

Segundo ela, a partir de agora os produtores não vão precisar levar o algodão colhido para ser beneficiado em Paulistana (PI). 

“A gente plantava e colhia o algodão e levava para Paulistana, para ser beneficiado lá. Aí surgiu a ideia de solicitarmos um projeto para nós conseguirmos ter essa miniusina para estar beneficiando o algodão aqui na comunidade. A luta foi grande, mas conseguimos, e a gente espera que as coisas melhorem ainda mais no processamento do algodão”, disse a produtora. 

A miniusina móvel permite obter o produto em pluma organizado em fardos, a partir do algodão em rama.

O equipamento tira o caroço do algodão e o separa, para ser utilizado ou no plantio da safra seguinte ou para ração animal. 

Algodão orgânico

O algodão que agora vai ser processado na miniusina tem alto valor agregado por ter certificação orgânica.

De acordo com a SAF, em 2024, foram produzidas 9 toneladas de algodão orgânico. O produto é exportado integralmente para a fábrica francesa Vert, que produz tênis a partir de materiais orgânicos e agroecológicos.

Produtores de São Raimundo Nonato, Canto do Buriti, São Francisco de Assis do Piauí e Paulistana possuem a certificação feita pela Associação dos Produtores Agroecológicos do Semiárido (Apaspi).

Agricultores familiares recebem miniusina de beneficiamento de algodão, PiauíAgricultores familiares recebem miniusina de beneficiamento de algodão, Piauí
Foto: Vinicius Moura/GOVPI

Para ter a certificação orgânica, o produtor precisa atender a alguns critérios, como não realizar queimadas na propriedade, colocar algum tipo de agrotóxico, e tem que ser consorciado de acordo com os critérios da Apaspi. 

O agricultor Deusimar Gomes conta que a certificação de orgânico vem a partir de comissões que realizam as fiscalizações in loco. 

“A certificação é feita pelo modo participativo. O nosso grupo é composto por duas comissões, assim como os demais. Comissão de ética e comissão de avaliação. Elas são responsáveis por fazer as visitas. A de ética faz a visita do seu próprio grupo, dos próprios produtores. E a comissão de avaliação vem de um outro grupo para saber e verificar o trabalho da comissão de ética. Então isso é o processo da certificação”, explicou o produtor.

Atualmente existem duas usinas de beneficiamento de algodão, em Paulistana, para onde era levado o algodão produzido em São Francisco de Assis, e São Raimundo Nonato. 


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AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas intensas e frio atingem Oriente Médio



Oriente Médio apresentou condições variadas durante a última semana




Foto: Divulgação

O Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado na terça-feira (29) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), informa que o clima no Oriente Médio apresentou condições variadas durante a última semana. A região experimentou um tempo seco e muito frio nas áreas oeste e central, seguido pela primeira chuva considerável da estação em partes do Irã. Uma baixa atmosférica se deslocou do leste da Síria para o Irã, trazendo o ar mais frio registrado até agora.

De acordo com os dados do USDA, as temperaturas médias semanais ficaram entre 3°C e 7°C abaixo do normal do Planalto da Anatólia, na Turquia central, até o oeste do Irã. No entanto, o calor anormal permaneceu à frente do sistema de baixa, com registros de até 5°C acima do normal no sudeste iraniano. Na Turquia central, foi observado o primeiro congelamento da estação, com temperaturas entre -4°C e -1°C, embora a média semanal de 10°C ainda esteja acima do limite de dormência das safras de inverno, que ocorre em temperaturas de 5°C ou menos.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

O tempo seco prevaleceu da Turquia central até o Iraque e o centro-oeste do Irã, mas um vento vindo do norte ao longo da costa oriental do Mar Negro provocou fortes chuvas orográficas, registrando volumes de 55 a 215 mm na região. Enquanto isso, no Irã, chuvas moderadas a intensas, entre 10 mm e 70 mm, marcaram o primeiro evento significativo de umidade do Ano Hidrológico de 2024-25, essencial para o estabelecimento dos grãos de inverno.

No nordeste da Turquia, um vento proveniente do Mar Cáspio trouxe chuvas intensas para comunidades costeiras no centro-norte do Irã, registrando até 275 mm de precipitação. Embora essas chuvas tenham causado danos localizados à infraestrutura, não afetaram diretamente as principais áreas de cultivo do país, conforme apontou o boletim.





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Fiscalização apreende 50 toneladas de sementes de soja e 250 quilos de camarão


Agentes de fiscalização da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), em Dom Eliseu, nordeste do Pará, apreenderam 50 toneladas de sementes de soja nesta última terça-feira. A carga é avaliada em R$ 467.500 e estava com a nota fiscal irregular.

“O veículo graneleiro apresentou nota fiscal de transferência emitida no dia 25 de outubro, referente a 50 toneladas de sementes de soja com origem em Água Fria de Goiás com destino ao município paraense de Santana do Araguaia, no valor de R$ 192.359,52, o que gerou desconfiança da fiscalização por ser totalmente fora de rota”, contou o coordenador da unidade, Gustavo Bozola.

Valores diferentes para a semente de soja

Com a suspeita, os servidores decidiram acionar a equipe da polícia Rodoviária Federal (PRF) para averiguar se o veículo iria para Santana do Araguaia ou passaria por outra rota.

“Cerca de 40 minutos depois a equipe da PRF abordou o veículo e o motorista apresentou outra nota fiscal de venda, emitida em 26 de outubro, com origem em Santana do Araguaia e destino a Paragominas, com o valor de R$ 467.500, caracterizando quebra de trânsito, que é quando a nota fiscal informa um destino e a mercadoria é entregue em outro”, informou o fiscal de receitas estaduais.

Assim, a carga foi direcionada novamente para o pátio da unidade da Sefa e os documentos fiscais foram desconsiderados devido à tentativa de burlar a fiscalização para não pagar o imposto devido. Foi lavrado o Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 159.885 correspondente ao imposto e multa.

Apreensão de camarão

apreensão de camarãoapreensão de camarão
Foto: Divulgação Sefa (PA)

lotados na unidade de controle de mercadorias em trânsito do Gurupi, no município de Cachoeira do Piriá, nordeste paraense, próximo ao Maranhão (MA), apreendeu, nesta quarta-feira, 30, 250 quilos de camarão salgado avaliado em R$ 8.422,50.

“O veículo estava vindo de Conceição do Lago-Açú, no Maranhão, com destino ao Pará, segundo informado pelo motorista. O condutor do veículo não apresentou documentação fiscal para a operação. A carga foi encaminhada para Adepará, que tomará as providências cabíveis”, informou o coordenador da unidade Gurupi, Marlon Santos.

Foi emitido um Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 2.880,50, referente ao ICMS e multa.



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Em Patos de Minas (MG), plantio da soja avança; veja os números da semeadura



O plantio de soja para a safra 2024/25 em Patos de Minas, no centro-oeste de Minas Gerais, começou no dia 18 de outubro e já cobre cerca de 20% da área estimada de 35 mil hectares, conforme informações da Emater local. As informações são da Safras & Mercado.

O ritmo de plantio, no entanto, está um lento devido às chuvas intensas que começaram em 16 de outubro, que acumularam mais de 123 milímetros até o momento. As previsões indicam a continuidade das chuvas nos próximos dias, o que pode atrasar ainda mais as atividades de semeadura.

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Apesar das dificuldades, o desenvolvimento inicial da soja é considerado promissor, impulsionado pela boa luminosidade recebida nas lavouras na semana passada. Se as condições climáticas forem favoráveis, a produtividade média em Patos de Minas pode chegar a 4.000 quilos por hectare, superando os 2.800 quilos por hectare da safra anterior, que enfrentou problemas de estiagem.

Projeções

A área cultivada com soja em Minas Gerais deve chegar a 2,35 milhões de hectares na temporada 2024/25, um aumento de 4,4% em relação aos 2,25 milhões de hectares da safra passada. Até o dia 25 de outubro, 26% da área havia sido semeada, comparado a 8% na semana anterior e 21% no mesmo período de 2023. A média dos últimos cinco anos é de 22,4%.

A produção no estado é estimada em 8,979 milhões de toneladas para 2024/25, o que representa um aumento de 7,8% em comparação com 8,328 milhões de toneladas da safra 2023/24. O rendimento médio esperado é de 3.840 quilos por hectare, superior aos 3.720 quilos por hectare da temporada anterior.



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Plantio de milho avança na Argentina



Chuva beneficiou as culturas de inverno




Foto: Canva

As áreas agrícolas de maior rendimento da Argentina receberam chuvas intensas nos últimos dias, de acordo com o Weekly Weather and Crop Bulletin divulgado nesta terça-feira (29) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A precipitação beneficiou as culturas imaturas de inverno e as lavouras de verão em estágio inicial de desenvolvimento.

As chuvas mais intensas, variando entre 50 e 125 mm, concentraram-se nas regiões centrais e sul de Córdoba, noroeste de Buenos Aires e áreas próximas em La Pampa, Santa Fé e Entre Rios. Outras áreas registraram precipitações entre 10 e 50 mm, enquanto a seca se manteve restrita ao extremo norte do país, abrangendo uma ampla região de Santiago del Estero até o Paraguai, além de alguns pontos no sul de Buenos Aires.

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O período chuvoso veio acompanhado de temperaturas acima da média para esta época do ano, com elevações de 2 a 4 °C em relação ao normal. As temperaturas diurnas oscilaram entre 30 °C nas áreas agrícolas mais secas do norte e 20 a 30 °C no sul de Buenos Aires.

Segundo o governo argentino, o plantio de girassol avançou para 35% da área prevista até 24 de outubro, 9 pontos percentuais à frente do ritmo registrado no ano passado. O milho, por sua vez, alcançou 24% da área plantada, comparado a 20% no mesmo período de 2023. Já o plantio de algodão segue em andamento no norte de Santa Fé e regiões vizinhas.





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Servidores da Funai, do Ibama e do ICMBio terão direito a porte de arma


Os funcionários da Funai, do Ibama e do ICMBio que realizem atividades de fiscalização poderão ter direito ao porte de armas. Foi o que decidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira (30), ao aprovar projeto com essa finalidade.

A proposta, apresentada pela Comissão Temporária Externa para investigar o aumento da criminalidade na Região Norte, recebeu parecer favorável do relator, senador Fabiano Contarato (PT-ES), com emendas. O texto agora será analisado no plenário do Senado.

Inicialmente voltada apenas aos servidores da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a proposta, por meio de emenda, passou a contemplar também os funcionários públicos que integram o Ibama e o ICMBio. 

O PL 2.326/2022 modifica o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826, de 2003) para que servidores designados para atividades de fiscalização tenham o direito ao porte de arma, desde que esteja comprovada a aptidão técnica e psicológica para o uso de armamentos.

Caso Bruno Pereira e Dom Phillips

Uma das motivações da proposta, ressaltou Contarato, foi o assassinato do indigenista Bruno Pereira – então afastado de suas funções na Funai – e do jornalista inglês Dom Phillips na região do Vale do Javari, no município de Atalaia do Norte, Amazonas, em junho de 2022.

Entre os objetivos da comissão externa estava a fiscalização das medidas adotadas pelas autoridades diante desses homicídios.

“Esse projeto de lei se deu pela morte do indigenista Bruno e do Dom Phillips, que foram mortos com requintes de crueldade, inclusive com ocultação de cadáver. Olha, nós não podemos admitir que infelizmente no Brasil os grileiros estejam armados e esses funcionários estejam lá pagando com a vida […] lá no meio da Floresta Amazônica, e eles não tenham a possibilidade disso”, afirmou Contarato, que também foi o relator da proposta na Comissão e Meio Ambiente (CMA).

Contarato manteve no parecer emenda da CMA que concede o porte de arma, nas mesmas condições, aos integrantes do Ibama e do Instituto Chico Mendes. Ele explica que dispositivos do Código Florestal (Lei 12.651, 2012) e do Código de Pesca (Decreto-Lei 221, de 1967), que concediam o porte de armas aos fiscais ambientais, foram revogados.

Atualmente, de acordo com o Estatuto do Desarmamento, é vedado ao menor de 25 anos adquirir arma de fogo. Emenda do senador exclui os fiscais dos três institutos dessa regra. Ele também adicionou esses servidores entre os isentos do pagamento de taxas de registro e manutenção dos armamentos.

Ressalvas à proposta

A matéria não foi aprovada por unanimidade. Durante a discussão, os senadores Mecias de Jesus (Republicanos-RR), Dr. Hiran (PP-RR) e Omar Aziz (PSD-AM) sugeriram, através de emenda, que o projeto apresentasse dispositivo concedendo o porte para “uso extremamente criterioso e controlado”,  limitando-o a casos de necessidade “comprovada e temporária”. 

Na avaliação deles, não se justificaria o porte de arma para os servidores do ICMBio, do Ibama e da Funai, por exemplo, “dentro de um prédio da Funai”, como alegou Dr. Hiran. 

Já o senador Omar Aziz questionou a efetividade desse porte já que, conforme o senador, esses mesmo servidores, quando em ações de fiscalização, atuam com reforço de órgãos de segurança, como a Polícia Federal. Ele disse também que o enfrentamento da insegurança e das ilegalidades como o garimpo ilegal, na Amazônia, só será efetivo a partir da regulamentação da extração do ouro na região. 

“Quando a Funai ou o Ibama, principalmente o Ibama, vai tocar fogo nas balsas [do garimpo ilegal ou dos desmatadores], vai a Polícia Federal ao lado deles para tocar fogo, até porque, para explodir uma balsa daquela, você tem que colocar pólvora, dinamite ou coisa parecida, e tem que ser especialistas, não é qualquer um […]. Só [permitir o porte] em ação é uma emenda que cabe neste momento, porque eles têm apoio da Polícia Militar quando sugerem, quando pedem, e têm feito isso sistematicamente na minha região, e o governo não se mexe para regulamentar [o garimpo]”, continuou Aziz.

No entanto, a emenda não foi acatada pelo relator. Contarato considerou que é preciso partir da presunção da legitimidade e da boa fé desses servidores que, observou, atuam sob risco de morte. 

“Nós não podemos inverter a lógica. Olha, se o próprio Tribunal de Contas da União já recomendava isso e se hoje nós temos a concessão de porte de arma para funcionários do Ibama e do ICMBio por decreto ou por uma legislação antiga, o que nós estamos colocando é simplesmente na lei. Nós não podemos inverter a lógica da utilização pela má-fé. A presunção é de legitimidade dos atos praticados pela administração pública, e o projeto de lei fala que só nos casos de fiscalização efetivamente. Então, não está aqui para conceder… ‘Ah, porque ele vai andar no restaurante, no bar ou na padaria’. Não é isso, nós temos aqui a atividade típica da polícia como nas instituições que compõem lá no art. 144, seja polícia civil, polícia militar, guarda municipal, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal”, argumentou o relator. 

Defesa do porte de arma

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Foto: Divulgação/Ibama

Os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Sérgio Moro (União-PR) concordaram com o porte de arma para esses servidores. 

“Esse negócio de conceder porte de arma só para quem está em serviço não existe. Um fiscal ambiental toma uma determinada medida dentro da lei, e um marginal que quer atentar contra a vida desse fiscal vai tentar fazer com ele de serviço e principalmente com ele fora de serviço. Na hora em que ele vai a um restaurante, que ele vai a uma igreja, que ele vai a uma missa, que ele está andando na rua com a sua família, é um momento em que ele pode ser, sim, vítima de violência desses marginais que foram fiscalizados. E não é porque é fiscal do Ibama ou do ICMBio ou porque eu não concordo com a atuação daquele órgão que a gente vai negar um direito dessa pessoa a ter o mínimo de instrumento para defender a própria vida”, disse Flávio Bolsonaro.



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Exportação de tabaco pode alcançar US$ 3 bilhões em 2024



A produção de tabaco na safra 2024/25 deve ter queda de 15% a 10,1% no volume, mas aumento entre 20,1% e 25% no valor das vendas externas, projeta a consultoria Deloitte.

Com base nesses dados, o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, projeta que os embarques serão acima da média dos últimos anos. “Se a tendência se confirmar, podemos superar a marca dos US$ 3 bilhões. É uma demonstração de que nosso sistema integrado está plenamente ativo, gerando renda, empregos e divisas”.

A fala do executivo foi feita durante a última reunião ordinária de 2024 da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco, realizada na manhã desta quarta-feira (30).

O evento também teve como destaque os dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC/ComexStat), que apontam que entre janeiro e setembro deste ano foram embarcadas 316 mil toneladas de tabaco, redução de 14% em relação ao mesmo período de 2023.

Contudo, em dólares, foram US$ 2,03 bilhões em receita, variação positiva de 3,44% se comparado com o ano anterior.

Até o momento, Bélgica, China, Estados Unidos, Indonésia e Egito estão entre os maiores importadores. No ano passado, o Brasil exportou 512 mil toneladas com ganho de US$ 2,729 bilhões para 107 países, com destaque para a União Europeia (42%).

Resultados da safra 23/24 de tabaco

O presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Marcílio Drescher, compartilhou no evento o resultado final da safra 2023/24 e as perspectivas para a temporada 2024/25.

Segundo a entidade, a produção de tabaco do último ciclo teve o envolvimento de 133 mil famílias da Região Sul do Brasil, um incremento de 6,62% em relação ao período 2022/23. Aumento semelhante observou-se, também, na área plantada: 284,1 mil hectares, incremento de 8,57%.

“Nas últimas safras tivemos uma remuneração média mais satisfatória para os produtores, o que acaba estimulando o aumento de área e de produtores que aderem ao cultivo”, explicou Drescher.

De acordo com Drescher, o excesso de chuvas foi a principal causa da redução do volume da safra 2023/24, que teve como resultado final 508.041 toneladas, redução de 16,12% em comparação com o ciclo 2023/2022.

“Também por conta desta redução, o preço médio do tabaco aumentou quase 28%”, comentou.

De acordo com ele, o cultivo de tabaco está em fase final em quase todas as áreas produtoras, com 8,5% de avanço na colheita.

“Temos percebido um aumento de área, estimulada pela última remuneração. Em meados de novembro devemos ter alguma previsão sobre a área cultivada e o número de famílias produtoras envolvidas na atividade”, disse Drescher.



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