sábado, julho 25, 2026

Agro

News

Cancelamento de viagem de Haddad é positiva para economia, dizem especialistas



A decisão do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de cancelar a viagem que faria à Europa ao longo desta semana é bem vista por especialistas, que esperam uma reação positiva dos mercados amanhã (4).

Segundo nota divulgada pela Fazenda na manhã deste domingo (3), o ministro permanecerá em Brasília para tratar de “temas domésticos” a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A expectativa agora é de que haja um anúncio de medidas fiscais em breve.

O cancelamento da viagem foi uma surpresa “bem” positiva, segundo Bruno Takeo, estrategista da Potenza Capital. Ao mesmo tempo, indica que o governo se sensibilizou, dado o recente estresse dos mercados financeiros no Brasil em meio ao anúncio da ida do ministro ao continente europeu. “O dólar superou R$ 5,80 e os juros explodiram. O cancelamento mostra que o governo se sensibilizou, indica um senso de urgência”, afirma Takeo.

Por conta da indefinição com o fiscal, na sexta-feira (1º), o dólar à vista fechou no segundo maior nível da história, a R$ 5,8694, em alta de 1,53%, com avanço forte dos juros futuros. O Ibovespa recuou 1,23%, aos 128.120,75 pontos, o menor nível de fechamento desde 7 de agosto, então aos 127,5 mil pontos.

“De forma geral é uma sinalização positiva para o mercado e para o Brasil. Visto que a situação está mais delicada, ver o governo focado em trazer uma resposta concreta e rápida é importante”, concorda o economista da Manchester Investimentos Thiago Lourenço. “Essa sinalização de Lula pedindo para o Haddad ficar vem num bom momento. O mercado precisa ter a presença dele aqui voltada para controlar os gastos”, diz Gustavo Riess, sócio e assessor da Ável Investimentos.

Para Gabriel De Biase Berenguer, presidente executivo (CEO) da RJ+ Asset, o governo priorizou os desafios econômicos internos e evitou um possível estresse adicional aos mercados. Ele diz que a reação dos mercados na abertura de amanhã pode ser favorável, mas as ações concretas dos próximos dias seguem no radar.

“Se efetivamente essa postergação da viagem se dá para ter algum anúncio em relação ao fiscal, isso é bastante positivo”, reforça Rodrigo Moliterno, head de Renda Variável da Veedha Investimentos.

Na mesma linha, Pedro Moreira, sócio da One Investimentos, afirma que o cancelamento da viagem em si não deve trazer grande alívio. “O mercado quer resoluções práticas e concretas, anúncios, não mais promessas. Isso controlaria a parte de especulação que estamos tendo, as pressões em cima do câmbio e da inflação”, afirma. “Só remarcar a viagem não muda nada, dado a calamidade que está”, observa Gabriel Meira, especialista e sócio da Valor Investimentos. E, para Gustavo Jesus, sócio da RGW Investimentos, “cada vez que o governo adia a questão, menos paciência o mercado tem”.

Mas a expectativa de Takeo, da Potenza, é de que a abertura dos ativos brasileiros amanhã seja atenuada, pois o governo pode anunciar o pacote de corte de despesas nos próximos dias, em vez de fazer isso apenas na semana seguinte. Ele pondera, no entanto, que os ativos ainda podem não devolver todo o prêmio de risco, uma vez que os investidores e os agentes querem algo concreto.

De acordo com o economista-chefe do BV, Roberto Padovani, com o cancelamento da viagem, o governo anunciará alguma medida fiscal para reduzir as despesas da máquina pública. E, segundo o analista da Empiricus Research, Matheus Spiess, esse anúncio pode vir logo, talvez até o dia 8 ou 9. O estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus, por sua vez, vê chance de algo sair já amanhã. “Imagine a pressão que não ficou em cima do Haddad, que teve de cancelar a viagem. Provavelmente terá de fazer algum anúncio nesta segunda-feira”, estima. Mas, se o anúncio não agradar, Laatus decreta: “É dólar a R$ 6”.

O economista-sênior da Tendências Consultoria, Silvio Campos Neto, afirma que só mesmo um anúncio de medidas que levem à percepção de responsabilidade fiscal mudará a dinâmica dos ativos brasileiros. “Se houver, é o que realmente vai mudar, mesmo que de forma tardia”, afirma



Source link

News

Viu esta? Tudo o que você precisa saber sobre resistência e controle de carrapato bovino



O carrapato bovino é um dos principais desafios da pecuária brasileira, agravando-se com o início das chuvas. O médico-veterinário Daniel Rodrigues, gerente técnico de ruminantes da MSD Saúde Animal, detalhou as mais recentes tecnologias no controle deste importante parasito para as fazendas brasileiras.

Essa foi uma das reportagens mais lidas do Giro do Boi, projeto do Canal Rural. Assista ao vídeo abaixo e confira:

A infestação por carrapatos prejudica o desempenho dos bovinos, debilitando-os e favorecendo a transmissão de doenças como anaplasmose e babesiose.

Resistência do carrapato aos medicamentos

A resistência dos carrapatos aos medicamentos é um problema crescente. O uso prolongado das mesmas moléculas, sem a correta dosagem ou em excesso, tem selecionado parasitos mais resistentes.

O carrapato desenvolve mecanismos de defesa, como a criação de uma camada protetora que impede a penetração dos medicamentos ou a capacidade de excretar ou digerir os produtos aplicados.

Para enfrentar essa resistência, a inovação é fundamental. A introdução do Exzolt 5%, uma nova molécula lançada no Brasil, representa um avanço significativo.

Esse produto atua contra carrapatos multirresistentes, além de combater a mosca do chifre, berne e bicheira, com aplicação ‘pour on’. Seu uso é recomendado para manter a saúde dos bovinos, especialmente em propriedades com alta infestação de carrapatos.

Eficiência e aplicação

O Exolt 5% é de fácil aplicação e tem efeito rápido, mesmo durante períodos de chuva. No entanto, deve-se evitar o uso em animais molhados. O tempo de carência para o abate na pecuária de corte é de 42 dias, enquanto não é recomendado para vacas em lactação, mas é permitido em vacas prenhes.

A rentabilidade do produto é alta, podendo proporcionar retorno de até quatro vezes o valor investido, segundo estudos realizados no Mato Grosso do Sul.



Source link

News

nova regulamentação impulsiona produção sustentável de mel



A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) do Pará implementou uma nova regulamentação para a bioeconomia local, focada na produção de mel com abelhas nativas sem ferrão (ANSF). A resolução simplifica o licenciamento ambiental para a meliponicultura – nome dado à atividade – e incentiva a preservação dessas abelhas.

Além de poder criar e manejar abelhas sem ferrão, os meliponicultores no Pará podem comercializar colmeias, produtos e subprodutos, como mel, própolis e cera. Essa regulamentação transforma a atividade, dando protagonismo aos pequenos produtores na cadeia produtiva do mel e conferindo maior valor agregado a seus produtos.

Adcleia Pereira Pires, produtora de mel e fundadora do sítio de meliponicultura Eiru Su, celebra o avanço.

“Depois de anos, finalmente temos uma resolução que não só oficializa a atividade, mas também orienta os produtores sobre como formalizar sua participação no mercado, garantindo direitos e segurança jurídica”, diz.

Processo de regulamentação do setor

O processo de construção da resolução foi participativo, com a Semas reunindo-se com meliponicultores do Baixo Amazonas, além de representantes de instituições públicas e entidades ligadas ao setor.

“Foi possível ver nossas demandas expressas no texto da Resolução, o que torna esse processo ainda mais legítimo”, conta a produtora.

No Pará, estado que abriga 119 espécies de abelhas nativas sem ferrão, o manejo adequado dessas abelhas não só aumenta a produção de alimentos, como no caso do açaí, mas também fortalece a preservação da biodiversidade e a oferta de serviços ecossistêmicos. Pesquisas da Embrapa Amazônia Oriental mostram que a presença de colmeias pode aumentar a produtividade dos açaizeiros entre 30% e 70%.

Para o secretário-adjunto de gestão e regularidade ambiental da Semas, Rodolpho Zahluth Bastos, a regulamentação impacta positivamente a bioeconomia. “A nova resolução do Coema tem como principal objetivo promover a bioeconomia do mel, possibilitando a certificação de origem, agregação de valor, ampliação de mercados e a regularidade comercial de médios e pequenos produtores”, destaca o secretário.

Segundo Selma Santos, assessora da Secretaria Adjunta de Gestão e Regularidade Ambiental (Sagra), a nova resolução abre portas para incentivos e expansão de mercados: “A regularidade ambiental fortalece o acesso a financiamentos e certificações, ampliando o valor agregado aos produtos da meliponicultura, e, ao mesmo tempo, protege saberes tradicionais, garantindo a conservação ambiental.”


Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News.



Source link

News

Inmet emite alerta de chuva intensa para 8 estados


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou na manhã deste domingo (3) aviso de chuvas intensas, com grau de severidade classificado como “perigo potencial” para localidades de oito estados:

  • Rio Grande do Sul,
  • Santa Catarina,
  • Paraná,
  • São Paulo,
  • Rio de Janeiro,
  • Espírito Santo,
  • Minas Gerais e
  • Mato Grosso do Sul.
Fonte: Inmet

De acordo com o Inmet, a previsão é de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora (mm/h), além de ventos intensos de 40 a 60 quilômetros por hora (km/h) hoje até as 10h desta segunda-feira (4). O instituto informa ainda que é baixo o risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.

A instrução do órgão é para, em caso de rajadas de vento, a pessoa não deve se abrigar debaixo de árvores e estacionar veículos próximos a torres de transmissão de energia e de placas de propaganda. Deve-se evitar também o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.

Outras orientações podem ser na Defesa Civil (telefone 199) e no Corpo de Bombeiros (telefone 193).

Áreas afetadas pela chuva

Central Mineira, Norte Pioneiro Paranaense, Oeste Catarinense, Sudoeste Rio-grandense, Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Metropolitana de Curitiba, Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, Campinas, Oeste de Minas, Noroeste Rio-grandense, Bauru, Piracicaba, Centro Ocidental Rio-grandense, Sul/Sudoeste de Minas, Itapetininga, Sul Espírito-santense, Zona da Mata, Campo das Vertentes, Centro Ocidental Paranaense, Ribeirão Preto, Araçatuba, Metropolitana de Porto Alegre, Noroeste Paranaense, Macro Metropolitana Paulista, Marília, Metropolitana de Belo Horizonte, Norte Central Paranaense, Sudeste Rio-grandense, Araraquara, Sudoeste Paranaense, Oeste Paranaense, Nordeste Rio-grandense, Sul Fluminense, Vale do Paraíba Paulista, Noroeste Fluminense, Centro Oriental Paranaense, Centro Fluminense, Noroeste de Minas, Centro Oriental Rio-grandense, Metropolitana de São Paulo, Assis, Litoral Sul Paulista, Sudeste Paranaense, Centro-Sul Paranaense, Norte de Minas, Central Espírito-santense, Metropolitana do Rio de Janeiro, Norte Fluminense, Jequitinhonha, Vale do Rio Doce, Sudoeste de Mato Grosso do Sul, Sul Catarinense.



Source link

News

Banco de colostro pode aumentar sobrevivência e produtividade de bezerras



O colostro, leite de baixo volume produzido nos primeiros dias de lactação, é essencial para a saúde dos bezerros, atuando como uma verdadeira “primeira vacina” que protege os animais nas primeiras horas de vida. Rico em nutrientes e anticorpos, o colostro é tema central da entrevista com o zootecnista Rafael Azevedo no quadro Raio-X da Pecuária.

Azevedo destaca a importância desse líquido para a sobrevivência e o desenvolvimento produtivo das bezerras, além dos cuidados necessários na coleta e armazenamento.

Segundo Azevedo, o colostro desempenha um papel vital porque, ao nascer, o bezerro não possui proteção imunológica contra o ambiente externo. “O colostro é essencial, pois fornece os anticorpos e nutrientes que o bezerro precisa para sobreviver e crescer com saúde”, afirma.

A falta desse cuidado inicial pode resultar em maiores riscos de doenças, reduzido ganho de peso e até aumento na mortalidade. Um bezerro que não recebe colostro adequado tem duas vezes mais chances de morrer em comparação com aqueles que são bem alimentados logo ao nascer.

Outro ponto levantado por Azevedo é a prática de criar um banco de colostro, uma alternativa eficaz para propriedades de todos os tamanhos.

“Um banco de colostro permite que fazendas tenham colostro de qualidade armazenado para situações emergenciais, como o nascimento de gêmeos ou casos em que a vaca não produza colostro suficiente”, diz ele. O zootecnista recomenda o armazenamento em saquinhos de dois litros, devidamente identificados e congelados, prontos para serem utilizados conforme a necessidade.

A qualidade do colostro é fundamental, e Azevedo alerta para os cuidados de higiene na coleta e armazenamento. Como é um alimento rico em proteínas e gorduras, bactérias podem proliferar rapidamente caso o manuseio seja inadequado. O uso de luvas e recipientes limpos durante a coleta é essencial para evitar contaminações. Além disso, o refratômetro Brix é recomendado para avaliar a qualidade imunológica do colostro, que deve apresentar um índice mínimo de 25% para ser considerado adequado para o bezerro.

“Quando esses cuidados não são adotados, os impactos podem ser graves”, alerta Azevedo. Ele conta que um colostro contaminado pode causar doenças e prejudicar o crescimento do animal, resultando em perdas significativas para o produtor. Além da mortalidade, um bezerro que não recebe colostro de qualidade desde cedo terá comprometido seu desenvolvimento, influenciando negativamente seu peso ao desaleitamento e até sua produção de leite no futuro.

O banco de colostro e a correta colostragem representam investimentos que podem trazer vantagens econômicas a longo prazo, pois reduzem a mortalidade e melhoram a saúde geral do rebanho. Com essas práticas, os produtores têm a oportunidade de garantir um desenvolvimento mais robusto das bezerras e, assim, melhorar a rentabilidade da fazenda.



Source link

News

Disputa internacional pode elevar preço da internet no Brasil



Uma disputa internacional envolvendo fabricantes de fibra óptica pode fazer subir o preço da internet no Brasil. Neste mês, o Comitê Executivo de Gestão (Gecex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) aprovou a elevação da alíquota de importação de fibra e cabos por um período de seis meses.

O comitê tomou essa decisão após analisar um pedido de investigação de suposta prática de dumping por exportadores chineses. Essa é uma prática de concorrência desleal, que consiste em vender mercadorias abaixo do seu custo de produção com o objetivo de ganhar mercados e despistar competidores.

O pedido de investigação foi feito por multinacionais com operações no Brasil: a italiana Prysmian, a japonesa Furukawa e a mexicana Cablena.

Após análise inicial, o governo elevou o Imposto de Importação de forma preventiva, e as alíquotas mais que triplicaram, batendo no teto. O reajuste foi de 11,2% para 35% em cabos ópticos; e de 9,6% para 35% em fibras. A medida vale para importações de todos os destinos (não só da China) e entrou em vigor no último dia 21 de outubro, com validade até 20 de abril do ano que vem. O prazo poderá ser ampliado de acordo com o desfecho do processo sob análise.

Em comunicado, a Prysmian afirmou que a diferença entre os preços das fibras e cabos ópticos importados e o custo de produção local dos mesmos itens descolou desde o fim de 2023. Enquanto a fibra importada sai a US$ 2,50 (R$ 14,50) por quilômetro, o custo de produção por aqui está em cerca de US$ 6 (R$ 34,80) por quilômetro.

“Não é um caso isolado do Brasil. Outras economias acabaram adotando medidas para se proteger também. A União Europeia aplicou medidas antidumping, os Estados Unidos têm um programa de compras locais, e o México aumentou o imposto de importação”, afirmou a Prysmian, em nota. “Pensando em mercados em expansão, o Brasil até então era o único ‘desprotegido’, o que fez a China direcionar seu excedente em estoque para o país”, disse o grupo italiano, elogiando a decisão do governo.

Até então, a multinacional cogitava até mesmo fechar sua fábrica de Sorocaba (SP). Pelo menos metade da fibra óptica consumida no mercado brasileiro é importada, estima a Prysmian, que agora espera ter um alívio.

Mais imposto sobre fibra óptica gera queixa de operadoras

As operadoras de internet não gostaram nada da elevação do imposto, que irá afetar os custos da implantação das redes de fibra óptica que cortam cidades inteiras até entrar nos domicílios. A medida foi vista com preocupação por representantes dessas empresas, que citaram o risco de reajuste nos preços da internet.

“A decisão resultará em aumento de custos para manutenção e expansão das redes de banda larga fixa no Brasil, trazendo impactos negativos sobre a viabilidade de investimentos no período. Além disso, a medida poderá refletir em aumento de preços aos consumidores”, afirmou o presidente da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), Mauricélio Oliveira Júnior.

Ele acrescentou que a banda larga no Brasil é um serviço que já migrou – na sua grande parte – das redes antigas de cobre para fibra óptica. Portanto, a decisão do governo afeta o setor em cheio.

“Endereçar problemas de concorrência desleal através da elevação das tarifas de importação pode gerar distorções de longo prazo”, disse, referindo-se ao encarecimento da banda larga e interrupção no crescimento da cobertura.

A Conexis, que representa Vivo, Claro, TIM, Oi, Algar e Sercomtel, também manifestou preocupação. “Essa medida pode gerar impactos financeiros negativos, elevando os custos para as empresas de telecomunicações e, consequentemente, para o consumidor final”, afirmou o sindicato patronal.

“O encarecimento das redes de fibra compromete o acesso a serviços de qualidade e a expansão da conectividade no país”, emendou.

O dono da consultoria Teleco, Eduardo Tude, concorda que há risco de subida de preço da internet, embora não acredite que isso ocorrerá imediatamente. “Os revendedores devem ter algum nível de estoque. Então, nada deve mudar por enquanto. Na hora em que forem comprar de novo, importar, aí vamos saber qual será o impacto do custo maior”, disse Tude.

O consultor observa que a China é um forte exportador no mercado de telecomunicações e tem buscado os mercados compradores. “Eles têm escala e um custo de produção mais baixo”, afirmou. “Falar em dumping é discurso das empresas que fabricam aqui. E o governo, em vez de aumentar o custo de importação, deveria incentivar o fabricante local para poder competir em melhores condições. Assim não haveria um aumento de custo para as empresas.” 



Source link

News

Frente fria e temporais de até 150 mm de chuva na previsão do tempo da semana



Nesta semana, de 4 a 8 de novembro, o Brasil enfrenta variações climáticas significativas, com previsão de temporais, acumulados de chuva e períodos de calor intenso, conforme informações da Climatempo e análise do meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural.

Confira as condições climáticas detalhadas por região.

Sul

A semana começa com pancadas de chuva irregulares no Sul. O Rio Grande do Sul terá sol com pancadas à tarde no oeste e sudoeste, enquanto o litoral de Santa Catarina e o meio-oeste catarinense também devem registrar chuvas.

No Paraná, há previsão de chuva mal distribuída no sul, centro e leste, enquanto as demais áreas do estado terão tempo firme e mais sol.

O acumulado de chuva na semana varia entre 40 e 70 mm nos três estados, com alerta para até 100 mm no norte do Paraná, o que pode impactar as operações agrícolas.

Há risco de tempo severo, com rajadas de vento intensas e queda de granizo, especialmente entre segunda (4) e quarta-feira (6), devido à influência de um cavado, seguido por uma nova frente fria na quinta-feira.

Sudeste

A região terá início de semana instável, com chuva frequente em São Paulo, Minas Gerais e norte do Espírito Santo. Temporais são esperados no interior mineiro e norte paulista.

No Rio de Janeiro e em Vitória (ES), o dia começa com sol e clima abafado, mas pode chover em momentos isolados.

Nos próximos cinco dias, o acumulado de chuva em São Paulo e no Triângulo Mineiro varia entre 80 e 150 mm, com possibilidade de temporais e ventos de 40 a 60 km/h, além de risco de granizo.

A reposição de umidade favorece a safra 2024/2025 no Sudeste, com exceção do nordeste de Minas Gerais, que ainda necessita de mais chuva.

Centro-Oeste

A circulação de ventos mantém o tempo instável na região, com chuva intensa e temporais previstos para o Distrito Federal, leste e nordeste de Mato Grosso do Sul e centro-oeste e norte de Mato Grosso.

O acumulado de chuva entre 60 e 100 mm nos próximos dias é positivo para a safra 2024/2025 e ajuda na recuperação das pastagens, com alívio para o gado em confinamento. No entanto, há risco de ventos de 40 a 60 km/h e atividade elétrica intensa (raios), o que pode afetar as lavouras.

Nordeste

O início da semana terá chuva no oeste e sul da Bahia, com risco de temporais em Ilhéus e Barreiras. No sul do Maranhão e do Piauí, chove de forma irregular, enquanto o tempo se mantém firme em São Luís (MA), Teresina (PI) e Fortaleza (CE).

Chuva moderada é esperada no litoral de Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte, com acumulados de 20 a 30 mm no sul da Bahia e Maranhão, o que melhora a umidade do solo.

O calor predomina no restante do Nordeste, com temperaturas entre 36 °C e 39 °C, aumentando o risco de incêndios.

Norte

A semana começa com clima abafado e possibilidade de temporais no Amazonas, Acre, Rondônia, sul do Pará e Tocantins. O sul de Roraima também pode registrar chuvas irregulares, e há previsão de pancadas isoladas no norte do Amapá.

O acumulado de chuva nos próximos cinco dias varia entre 60 e 80 mm no Amazonas, centro-sul do Pará, Rondônia e Tocantins, contribuindo para a umidade do solo e favorecendo a implementação da safra 2024/2025.

No entanto, o centro-norte do Pará, Amapá, Roraima e Acre terão uma semana quente e seca, com temperaturas acima de 36 °C e chuvas escassas, limitando a reposição da umidade do solo.



Source link

News

Peixe considerado extinto é encontrado no litoral de SP



Uma espécie que considerada extinta na natureza foi reencontrada por pesquisadores no início deste ano, em Itanhaém, litoral sul de São Paulo, mas a publicação do artigo científico só aconteceu recentemente na revista Biota Neotropica.

Os pesquisadores encontraram o Leptopanchax itanhaensis em uma poça temporária e em uma vala de estrada na sub-bacia do Rio Preto. Essa espécie é um tipo de peixe anual que habita águas escuras, ácidas e com baixa concentração de oxigênio. Pelo o que sabe até o momento, ela ocorre somente em Itanhaém.

A poça onde a espécie foi avistada pela primeira vez foi destruída em 2007 e, desde então, nunca mais se ouviu falar desta espécie, apesar dos diversos esforços de pesquisa para reencontrá-la. Os cinco peixes encontrados eram machos e o maior deles tinha apenas 2,45 cm.

Segundo João Henrique Alliprandini da Costa, pesquisador e aluno do Programa de Biodiversidade de Ambientes Costeiros da Unesp, Campus do Litoral Paulista, o registro da espécie em poças temporárias é natural. Mas sua presença em valas de estradas levanta preocupações quanto à possível perda de habitat de um peixe já ameaçado.

Esse ambiente apresenta condições hostis, como a ausência de mata ciliar, o que o torna extremamente quente, além de ser vulnerável ao carreamento de poluentes.

Os pesquisadores continuarão a monitorar a espécie durante os próximos anos, buscando entender aspectos de sua biologia, como alimentação, reprodução, genética e o monitoramento das condições de vulnerabilidade da população.

“Essa descoberta é um lembrete poderoso da importância de proteger os ambientes naturais e dos esforços contínuos necessários para garantir a preservação da biodiversidade da Mata Atlântica”, acrescentou.


Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Citros em Foco de Avaré (SP) aborda reguladores de crescimento



Citros em Foco de Avaré (SP) reuniu aproximadamente 120 citricultores


Foto: Fundecitrus

O Citros em Foco de Avaré (SP) reuniu aproximadamente 120 citricultores e profissionais do setor. Além de palestras sobre o manejo do greening, os presentes também acompanharam uma explicação sobre os resultados de estudos com reguladores de crescimento e palestra ministrada pelo pós-doutorando no Fundecitrus Eduardo Gorayeb.

Na ocasião, Eduardo falou sobre a etapa preliminar dos estudos com reguladores. “Sobre os estudos que realizamos no ano de 2023 nós tivemos bons resultados com relação à retenção de frutos, principalmente com o uso do 2,4-D e da giberelina, com alguns casos de retenção de mais de 50% dos frutos, além disso, teremos pela frente outros desafios com relação à qualidade dos frutos”, explica.

Ele também afirma que esses primeiros resultados foram fundamentais para o planejamento dos estudos que já estão acontecendo no ano de 2024. “Esse experimento deu uma ideia muito boa para um bom planejamento do que estamos fazendo agora, pois estamos trabalhando com doses melhores, e ajustamos a época de aplicação, o que pode nos trazer resultados melhores”, ressalta





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Importância da irrigação é tema do Fundecitrus Podcast



A conversa completa você encontra no Fundecitrus Podcast


Foto: Fundecitrus

A edição 45 do Fundecitrus Podcast tratou sobre a importância da irrigação dos pomares como forma de reduzir os impactos provocados pelos longos períodos de estiagem.

Nesta primeira parte da conversa sobre o assunto, o jornalista Rodrigo Brandão fala com o consultor e professor do Departamento de Fitossanidade, Engenharia Rural e Solos da Unesp de Ilha Solteira, Fernando Tangerino Hernandez.

Durante o episódio, o professor mostrou que 36% da área total do cinturão citrícola conta com irrigação e destaca que essa tendência é de aumento. “É um caminho sem volta, a sustentabilidade da produção de alimentos passa pelos investimentos em sistemas de irrigação. A segurança hídrica comporta dois momentos: a reservação de água na propriedade e a segurança hídrica das plantas, ou seja, a diminuição do abortamento. Só existem vantagens em investir em sistemas de irrigação”, exclama.

A conversa completa você encontra no Fundecitrus Podcast, disponível no nosso canal do YouTube e nas principais plataformas de áudio.





Source link