sábado, julho 25, 2026

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Lucro da Zoetis sobe 14% no 3º trimestre, a US$ 682 milhões



A Zoetis registrou lucro líquido de US$ 682 milhões no terceiro trimestre, ou US$ 1,50 por ação diluído, acima dos US$ 1,36 projetados por analistas ouvidos pela FactSet. Já o lucro ajustado foi de US$ 1,58 por ação, enquanto analistas previam US$ 1,46. Na comparação com igual trimestre de 2023, houve crescimento de 14% ante o lucro líquido de US$ 596 milhões e de 16% em relação aos US$ 1,29 do lucro por ação diluído.

A receita da companhia americana, com foco em medicamentos e vacinas para animais de estimação e gado, ficou em US$ 2,388 bilhões, no trimestre mais recente, um crescimento de 11% na comparação anual. Em igual comparação, houve alta de 15% no crescimento operacional ajustado para a receita líquida. Além disso, o resultado superou o consenso, de US$ 2,29 bilhões.

Nos Estados Unidos, a Zoetis teve receita de US$ 1,346 bilhão no terceiro trimestre deste ano, alta de 15% em comparação com período equivalente de 2023. As vendas de produtos para pets aumentaram 18% no período, para US$ 1,068 bilhão, enquanto produtos pecuários tiveram alta de 5%, a US$ 278 milhões. Na parte de pecuária, as vendas foram impulsionadas principalmente pelo volume, com a melhoria na oferta do antibiótico ceftiofur.

Já no segmento internacional, a receita da companhia foi de US$ 1,021 bilhão no trimestre mais recente, aumento de 7% em uma base reportada. As vendas de produtos para pets cresceram 7% em igual base, a US$ 541 milhões, assim como para produtos pecuários, que também subiram 7%, para US$ 480 milhões. De acordo com a empresa, o avanço das vendas de produtos para gado e aves foi impulsionado por um aumento de preços e pelo momento de compra de alguns clientes.

Para todo ano de 2024, a Zoetis informou que ampliou sua faixa de guidance para a receita, em uma faixa entre US$ 9,2 bilhões e US$ 9,3 bilhões, com crescimento operacional de 10% a 11%. Analistas ouvidos pela FactSet esperam uma receita anual de US$ 9,2 bilhões. O lucro por ação ajustado deve ficar entre US$ 5,86 e US$ 5,92, segundo a orientação da empresa. Para a Factset, o resultado deve ser menor, de US$ 5,83.



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Polícia apreende 100 kg de defensivo agrícola proibido no Brasil



A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu, neste sábado (2), o condutor de um veículo Chevrolet Tracker que transportava 100 kg de defensivos agrícolas de origem estrangeira, proibidos no país. A abordagem ocorreu em Planaltina, no Distrito Federal, na BR-020.

Durante a fiscalização, os policiais identificaram que o condutor estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida.

Além disso, a equipe encontrou as embalagens do produto ilegal (cinco unidades de 20 kg cada) no porta-malas do veículo. Para tentar enganar a fiscalização, os itens estavam rotulados como ração para peixes.

Defensivos sem registro no Mapa

Questionado pela PRF, o condutor, um homem de 53 anos natural de Formosa, Goiás, informou que o produto transportado era Benzoato B10, um agroquímico com valor aproximado de R$ 400 por quilo.

No entanto, ele apresentou uma nota fiscal que não correspondia ao item transportado e disse que havia sido contratado para levar o produto de Jardinópolis, em São Paulo, até Formosa.

O produto não possui registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para uso no Brasil. Dentro do veículo, foram encontrados comprovantes de pagamento relacionados ao consumo do defensivo realizados em Ribeirão Preto (SP), Uberaba e Uberlândia (MG), Catalão e Cristalina (GO).

Motorista reicidente

A lei prevê pena de reclusão de 3 a 9 anos para quem transporta, produz, armazena, importa, utiliza ou comercializa defensivos não autorizados ou sem registro pelo Mapa.

A PRF apurou que este já é o segundo flagrante do mesmo indivíduo, pelo mesmo crime, realizado. O primeiro ocorreu em maio deste ano.

Diante dos fatos, o veículo, a carga e o condutor foram encaminhados à Polícia Federal (PF), que encarregou-se de realizar a perícia no material apreendido. O criminoso foi autuado em flagrante pelo crime de descaminho.



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Indústria gaúcha de pecan está próxima de exportar para a China


Uma das indústrias gaúchas de processamento de pecan poderá ser a primeira a receber certificação da China para exportar àquele país, após acordo comercial fechado com o Brasil. Visita de representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) à planta da Pecanita ocorreu no dia 1º de novembro, em Cachoeira do Sul (RS).

O diretor da Pecanita, Claiton Wallauer, conta que a empresa, com mais de 50 anos de tradição na pecan, se dispôs a se organizar para o momento da exportação da pecan descascada. “Começamos a nos preparar. A autoridade em agricultura da China pediu ao Mapa algumas informações sobre segurança de trabalho e de produto Conseguimos fazer esta atividade, pois há muito tempo estávamos trabalhando em certificações internacionais, como o Security Quality Food (SQF) para exportação”, explica.

Na auditoria, os representantes do ministério buscaram entender o processo de beneficiamento da pecan feito pela agroindústria de Cachoeira do Sul (RS), bem como conhecer como trabalha com segurança alimentar, rastreabilidade e a aplicação das normas internacionais. “Eles foram fazer a averiguação de toda a documentação, viram a planta funcionando. Acreditamos que algumas adequações vão ser necessárias, de praxe, é comum isso acontecer”, salienta  Wallauer.

A estimativa da empresa é que a safra de 2025 já possa ser comercializada para a China. Isto inclui os produtores que trabalham com a Pecanita e poderá atrair outros, conforme Wallauer. “Então, vai ser um trabalho feito em várias mãos. É conseguir falar com os produtores locais e ter volume de oferta de produto para a gente aproveitar essa moeda (dólar) que está favorecendo a exportação”, projetou, estimando uma comercialização de mil toneladas, inicialmente.

O presidente do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), Eduardo Basso, salientou que, neste momento, a Pecanita conseguiu estabelecer todas as certificações exigidas pelo protocolo do governo chinês. “É um marco importante, é um grande mercado e abre possibilidades para toda a indústria nacional de pecan. Para os produtores será com certeza um benefício, pois uma vez que se consegue trabalhar nesse mercado, abrem-se novas oportunidades e certamente melhores preços para todos”, afirmou o dirigente. Basso disse, ainda, que a política que vem sendo trabalhada ao longo dos anos pelo Instituto é a de abertura de mercados, bem como a de criação de melhores possibilidades para os produtores e para as indústrias.





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Créditos do BNDES para a indústria superam os do agronegócio



Pela primeira vez, as operações de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a indústria superam o agronegócio. Desde 2016, isso não acontecia.

As aprovações para a indústria representaram 27% do total de crédito do banco no acumulado do ano até setembro. Já o volume de crédito para o agro representou 26% do total da instituição no acumulado do ano.

Até setembro, o banco aprovou R$ 154 bilhões para a Nova Indústria Brasil. Só em projetos de inovação foram R$ 9 bilhões, o maior valor já registrado pela instituição até hoje.

“Houve uma mudança na qualidade do crescimento do Brasil, liderado pela indústria e pelos investimentos. Temos um grande desafio coletivo de dar prosseguimento a esses indicadores tão promissores, que revelam a confiança no investimento e na expansão de capacidade produtiva, fruto de condições macroeconômicas favoráveis e de iniciativas como a Nova Indústria Brasil, que tem sido uma das grandes responsáveis por contribuir para o desenvolvimento de uma indústria digital, verde e exportadora”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.



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Ferrovia em MT vai chegar até Lucas do Rio Verde, diz CEO da Rumo



A Rumo vai manter o ritmo de investimentos no setor ferroviário após aplicar R$ 30 bilhões em infraestrutura desde 2015. O CEO da empresa, Pedro Palma, afirmou nesta segunda-feira (4), durante o AgroForum do BTG Pactual, que a continuidade dos aportes dependerá da expansão da produção agrícola e das condições econômicas do país.

Em destaque, Palma citou a construção da Ferrovia Estadual de Mato Grosso, que terá 700 quilômetros de extensão até Lucas do Rio Verde, importante polo de grãos no estado. A ferrovia vai passar por 16 municípios, entre Rondonópolis e Lucas do Rio Verde, com um ramal para Cuiabá. Tudo interligado ao Porto de Santos.

A primeira fase do projeto, com 160 quilômetros, deve começar a operar em 2026, atendendo as cidades de Primavera do Leste, Tomaquino e Campo Verde.

A obra, que envolve 4.500 trabalhadores, faz parte dos planos da Rumo de aumentar o escoamento ferroviário de produtos agrícolas da região. Segundo Palma, a ferrovia é uma das apostas da companhia para aliviar o transporte rodoviário, que ainda concentra a maior parte da logística de grãos.

Nos últimos dez anos, a Rumo dobrou sua capacidade de transporte em Mato Grosso, passando de 12 milhões para 25 milhões de toneladas anuais sem expansão da malha existente, apenas com recuperação e modernização de ativos.

A empresa também projeta reforçar a logística de exportação no Porto de Santos (SP). Em parceria com a americana CHS, a Rumo está ampliando sua capacidade portuária para atender ao crescimento das exportações de grãos e evitar gargalos futuros. “Temos de garantir que Santos tenha a estrutura necessária para o fluxo de produção do agronegócio,” afirmou Palma.

Outro ponto mencionado pelo CEO foi a operação da Malha Central, trecho da Ferrovia Norte-Sul que liga Palmas (TO) a Estrela d’Oeste (SP). O corredor ferroviário movimenta atualmente entre 7 milhões e 8 milhões de toneladas por ano, conectando a produção de Goiás, Tocantins e Triângulo Mineiro ao Porto de Santos.



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Análise do mercado da soja: quais são as expectativas e projeções?



A análise da plataforma Grão Direto sobre o mercado da soja aponta que a última semana foi marcada por um avanço no plantio do grão, impulsionado pelos bons volumes de chuvas. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), até o início de dezembro, Mato Grosso já havia plantado 79,56% da área prevista.

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Colheita nos EUA

Nos Estados Unidos, a colheita do grão avança rapidamente, com o alcance de quase 100% da área colhida. Essa aceleração, combinada com uma comercialização mais lenta, tem exercido pressão de baixa sobre os preços na CBOT (Chicago Board of Trade).

Dólar em queda

O real se desvalorizou em relação ao dólar, em meio a tensões no mercado. A taxa de juros futura (DI de um dia) fechou a semana em 13,23% ao ano, com o câmbio estabelecido em R$5,89. Em Chicago, o contrato da soja para novembro de 2024 terminou a US$9,75 por bushel (alta de 0,98%), enquanto o contrato de março de 2025 subiu 0,90%, com o fechamento a US$10,09 por bushel.

Mercado da commodity

O plantio no Brasil avança, com condições climáticas favoráveis na maioria das regiões produtoras. Um bom início de safra pode pressionar os prêmios futuros para baixo, mas, se as condições atuais se mantiverem, o Brasil poderá ter mais uma safra recorde. A expectativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de 166 milhões de toneladas é realista e pode ser revista para cima.

Exportações do farelo

O Brasil acelera suas exportações de farelo de soja, com cerca de 18 milhões de toneladas embarcadas em 2024, um aumento de 1,8% em relação a 2023. Esse crescimento é impulsionado pela antecipação de compras do bloco europeu, em função da expectativa da EUDR (Regulamentação da União Europeia sobre Desmatamento), que proíbe a importação de produtos de áreas desmatadas após dezembro de 2020. A lei pode entrar em vigor em 30 de dezembro, mas pode ser prorrogada por um ano, com um efeito positivo nos prêmios da soja spot.

Taxas de juros

Na próxima quarta-feira (6), o Banco Central do Brasil deverá decidir sobre a taxa de juros para os próximos 45 dias, com expectativa de um aumento de 0,5 ponto percentual, elevando-a para 11,25% ao ano. Essa decisão ocorrerá um dia após as eleições nos EUA, onde uma possível vitória de Trump pode acelerar a redução das taxas de juros americanas. Com a elevação da taxa no Brasil e a expectativa de queda nos EUA, o dólar poderá enfrentar resistência para subir. No entanto, até a confirmação desse cenário, o real deve continuar se desvalorizando.

Assim, a expectativa é de mais uma semana negativa em Chicago, com o dólar exercendo contrapeso nas cotações no Brasil. No mercado interno, os prêmios devem continuar valorizando para o grão disponível, enquanto o cenário permanece pessimista para a moeda brasileira.



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Plantio antecipado de tabaco



Na prática, a nova PVH2444 poderá ser plantada antes do inverno


Foto: Divulgação

A alta tecnologia aplicada às sementes certificadas revoluciona a cadeia econômica da fumicultura. Neste Dia do Produtor de Tabaco, a ProfiGen do Brasil anuncia o novo híbrido de Virgínia PVH2444. A cultivar atende a uma demanda histórica do campo: a possibilidade de transplante confiável e antecipado em dias mais curtos e temperaturas mais baixas. 

Os benefícios não são pequenos. Por meio de melhoramento genético, o PVH2444 traz maior previsibilidade na colheita e oferece menor desgaste à rotina do produtor.  A cultivar é certificada pelo Ministério da Agricultura. 

O novo híbrido permite que o transplante da variedade possa ser realizado a partir de abril, muito antes das cultivares tradicionais que só podem ser transplantadas a partir da segunda quinzena de julho.  “No início do próximo ano, as sementes PVH2444 já poderão ser adquiridas para plantio no primeiro semestre de 2025”, destaca o gerente de desenvolvimento de negócios da ProfiGen, Vilson Arend. 

A nova variedade de Virgínia já está presente em centenas de lavouras da região Sul com grande sucesso, apontam os  técnicos da empresa, que monitoram algumas dessas propriedades. “O produtor de tabaco sempre trabalhou para evitar o desgaste físico da lida na lavoura de tabaco no alto do verão. Agora as nossas sementes certificadas da ProfiGen permitem o plantio mais cedo.”

Na prática, a nova PVH2444 poderá ser plantada antes do inverno, sem florescer com baixo número de folhas. “O produtor de tabaco não possuía uma alternativa de semente certificada para esse período de plantio, mas agora tem”, ressalta Arend.  O programa de melhoramento genético da ProfiGen trabalhou por décadas, ouvindo a necessidade do campo e realizando testes para garantir a eficácia do híbrido. “É extremamente importante esclarecer que não existem variedades de tabaco resistentes às geadas, quando são muito fortes ou intensas.”

A nova tecnologia acerta em cheio o mercado de sementes piratas de tabaco. A comercialização irregular sustentava o argumento de que não existiam sementes certificadas para o plantio antecipado. “Além de ilegais, as sementes piratas colocam em risco a reputação do mercado brasileiro de tabaco, conhecido por sua integridade e rastreabilidade”, alerta o gerente da ProfiGen. “Não é uma questão de preço, pois as sementes do PVH2444 chegarão ao mercado em linha com os demais produtos que a empresa disponibiliza, com excelentes resultados.”





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Governo de SP lança programa para impulsionar café canephora e atrair novos mercados



Em um evento realizado no Instituto Biológico (IB-Apta), em São Paulo, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo anunciou o Programa Estadual de Incentivo ao Cultivo de coffea canephora, conhecido como café canephora. A iniciativa, em parceria com a iniciativa privada, busca revitalizar a cafeicultura no oeste e noroeste do estado, fortalecendo o setor e gerando desenvolvimento rural e regional.

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Com um investimento de R$ 500 milhões, o programa pretende beneficiar cerca de 20 mil produtores paulistas, criando condições para o cultivo do café canephora, um grão adaptado a climas mais quentes e úmidos e que apresenta produtividade 60% superior à média do café arábica, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O projeto visa não apenas expandir a produção para atender ao mercado nacional e internacional, mas também trazer inovação e sustentabilidade ao setor.

O secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai, destacou a importância do projeto para a recuperação de áreas degradadas: “A região oeste de São Paulo, com suas vantagens hidrográficas, tem grande potencial para o cultivo do café canephora, uma cultura que pode agregar sustentabilidade financeira e ambiental, além de proporcionar ao produtor a oportunidade de recuperar pastagens degradadas e aumentar sua rentabilidade.”

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) coordenará a execução do programa em um modelo de gestão participativa, em colaboração com a Câmara Setorial do Café e com apoio de instituições parceiras, como a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e a Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp).

Carlos Nabil Ghobril, coordenador da Apta, ressaltou a importância da pesquisa científica para o programa: “Com o melhoramento dos cultivares, produzimos conhecimento de alto valor para o setor agropecuário, gerando tecnologia de ponta para oferecer melhores resultados à população.”

Entre as principais diretrizes do programa estão a validação de tecnologias para o cultivo adaptadas ao oeste paulista, o estímulo à produção de mudas de alta qualidade genética e fitossanitária, a criação de vitrines tecnológicas e áreas piloto, e a capacitação de técnicos e produtores rurais. Parcerias com empresas dos setores de torrefação, solubilização, irrigação e comercialização também fazem parte do projeto.

O coordenador das Câmaras Setoriais e Temáticas da Secretaria, José Carlos de Faria Jr, celebrou o lançamento do programa, destacando a importância do envolvimento do setor produtivo e da colaboração entre a secretaria e as Câmaras para a realização desse projeto.

O interesse pelo café canephora está em crescimento no mercado internacional, devido às suas características de alta produtividade e adaptação climática. A expectativa é que o programa impulsione a competitividade do café paulista, beneficiando produtores e consolidando a posição de São Paulo como importante polo de produção de café.



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Projeto exige distância mínima entre moradia de trabalhador rural e depósito de defensivos



A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3263/23, para exigir que o empregador adote distâncias mínimas entre as moradias ou os alojamentos dos trabalhadores rurais e as plantações e os depósitos de defensivos agrícolas armazenados ou aplicados nas fazendas.

A proposta aprovada altera a Lei do Trabalho Rural e também estabelece que as distâncias mínimas deverão seguir as normas técnicas pertinentes e as orientações dos fabricantes dos defensivos agrícolas.

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O relator, deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), recomendou a aprovação do texto. “Essa medida, em conjunto com outras já estabelecidas, aumentará a segurança dos trabalhadores, na medida em que reduzirá os riscos”, defendeu.

Já o autor da proposta, deputado Túlio Gadêlha (Rede-PE), contou que a exposição aos defensivos agrícolas pode causar problemas de saúde ao trabalhador

De acordo com a Agência Câmara, projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.



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Bandeira amarela passa a valer e conta de luz ficará mais barata


Com o aumento no volume de chuvas, a bandeira tarifária amarela começa a valer nesta sexta-feira (1º), ou seja, a conta de luz ficará mais barata. A cobrança extra passará a ser de R$ 1,885 na conta de luz para cada 100 quilowatts-hora (kWh) de energia elétrica consumidos. 

Em outubro, a bandeira estava no nível vermelho patamar 2, a mais cara de todas, com a cobrança de R$ 7,877 por 100 kWh. Desde agosto de 2021 que a tarifa mais alta não era acionada.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), um dos fatores que determinaram a redução da bandeira tarifária para amarela foi a melhoria nas condições de geração de energia no país. A agência reguladora, no entanto, informou que a previsão de chuvas e de vazões nas regiões das hidrelétricas continua abaixo da média, o que justifica o acionamento da bandeira tarifária para cobrir os custos da geração termelétrica para atender às necessidades dos consumidores.

Uma sequência de bandeiras verdes, sem a cobrança de tarifas extras, foi iniciada em abril de 2022. A série foi interrompida em julho deste ano, com a bandeira amarela, seguida da bandeira verde em agosto, e da vermelha patamar 1, em setembro. Com as ondas de calor e as fortes secas no início do segundo semestre, a Aneel acionou a bandeira vermelha patamar 2 em outubro.

Bandeiras tarifárias

Criadas em 2015 pela Aneel, as bandeiras tarifárias refletem os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos de R$ 1,885 (bandeira amarela), R$ 4,463 (bandeira vermelha patamar 1) e R$ 7,877 (bandeira vermelha patamar 2) a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. De setembro de 2021 a 15 de abril de 2022, vigorou uma bandeira de escassez hídrica de R$ 14,20 extras a cada 100 kWh.

O SIN é dividido em quatro subsistemas: Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte.

Praticamente todo o país é coberto pelo SIN, à exceção de algumas partes de estados da Região Norte e de Mato Grosso, além de todo o estado de Roraima. Atualmente, há 212 localidades isoladas do SIN, nas quais o consumo é baixo e representa menos de 1% da carga total do país. A demanda por energia nessas regiões é suprida, principalmente, por térmicas a óleo diesel.

Segundo a Aneel, as bandeiras permitem ao consumidor um papel mais ativo na definição de sua conta de energia. “Mesmo que as condições de geração sejam favoráveis, é necessário continuar com bons hábitos de consumo que evitam desperdícios e contribuem para a sustentabilidade do setor elétrico. Com o acionamento da bandeira amarela, a vigilância quanto ao uso responsável da energia elétrica é fundamental. A orientação é para utilizar a energia de forma consciente”, recomenda a agência reguladora. 





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