sexta-feira, julho 24, 2026

Agro

News

MT: plantio de soja acelera no estado, mas gera incertezas entre os produtores



Na última semana, o ritmo do plantio de soja acelerou em Mato Grosso, e a semeadura se aproxima de 80% da área prevista no estado. No entanto, o atraso gera incertezas, especialmente quanto à área destinada ao milho como cultura de segunda safra, o que pode afetar a produção do grão.

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a semeadura da soja atingiu 79,56% da área planejada, ainda abaixo dos 83,32% registrados no mesmo período do ano passado. Embora as chuvas recentes tenham ajudado a acelerar o plantio, as regiões do Médio Norte estão mais avançadas (93,33% da soja semeada), enquanto o Nordeste do estado apresenta um atraso considerável, com apenas 59,46% da área plantada.

Atraso no plantio do grão

O atraso no plantio da soja pode afetar a produtividade da oleaginosa, pois o fotoperíodo ideal para as variedades já foi comprometido. Mas o maior impacto ocorre na cultura do milho, que depende da janela de plantio após a soja. Nos municípios onde o plantio da soja está mais atrasado, o tempo disponível para semear o milho está diminuindo, o que causa apreensão entre os produtores.

Em Canarana, por exemplo, a soja já está com 60 a 70% da área plantada, e os produtores têm trabalhado em turnos de 24 horas para recuperar o atraso. Apesar do esforço, a janela para o milho está cada vez mais curta.

O impacto de outras culturas

O milho enfrenta desafios pelo atraso da soja e pela maior oferta de outros produtos, como o gergelim, que foi uma alternativa lucrativa no ano passado. Em 2023, a cultura ocupou mais de 200 mil hectares em Mato Grosso, mas este ano, com o preço do gergelim em queda, muitos produtores devem redirecionar parte de suas áreas, em busca de maior rentabilidade.

A diversificação está em alta: Diego, produtor de Canarana, planeja cultivar 50% de sua área com milho e 50% com gergelim, após ter dedicado toda sua propriedade à oleaginosa na safra anterior.

Expectativa

Apesar das incertezas quanto ao milho e aos impactos dos atrasos na soja, as expectativas para a safra de soja 2024 seguem positivas. O clima favorável e o avanço do plantio nos próximos dias podem ajudar a compensar parte do atraso, mas a definição sobre a área destinada ao milho e às demais culturas seguirá sendo um fator importante para o planejamento agrícola nos próximos meses.



Source link

News

O ano nem acabou e o Brasil já bateu o recorde histórico de exportação de açúcar



O Brasil exportou 31,68 milhões de toneladas de açúcar entre janeiro e outubro de 2024, com receita cambial de US$ 15,45 bilhões.

O número já é superior à soma de todo o ano passado, quando 31,28 milhões de toneladas foram vendidas internacionalmente, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Com isso, o país já supera o recorde histórico de comercialização da commodity (conforme gráfico do vídeo acima). De acordo com o diretor do Canal Rural Sul, Giovani Ferreira, a expectativa do setor é que o país encerre o ano com, aproximadamente, 40 milhões de toneladas de açúcar embarcadas.

Segundo ele, o crescimento se deve a problemas climáticos na Índia, país que, tradicionalmente, se destaca pela produção, consumo e também venda do item. “Isso acabou abrindo espaço para o produto brasileiro no mundo”, contextualiza.

De acordo com projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), este ano o Brasil deve moer cerca de 654 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, incremento de 20% em relação a 2023.



Source link

News

Mais de 160 aves silvestres são resgatadas de porta-malas de carro


O Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) de São Paulo recebeu 163 aves provenientes do tráfico de animais, entre elas filhotes de araras-canindé, vermelha e azul, espécies ameaçadas de extinção. As informações partem da Agência São Paulo.

Os exemplares foram encontrados aglomerados no porta-malas de um carro, privadas de alimentação. Os filhotes estavam com baixo peso, famintos, com lesões e sinais de desidratação e, em alguns casos, sem vida.

A Polícia Militar realizou a apreensão no centro de Guararema, região metropolitana de São Paulo, após receber uma denúncia. Os animais estavam em caixas improvisadas de papelão e madeira no porta-malas, em condições precárias.

Entre as aves havia 36 filhotes de araras-canindé vermelha e azul, 125 pássaros jovens e adultos das espécies coleirinha, papa-capim e tiziu, além de dois da espécie rolinha-fogo-apagou. Pelo menos 20 dessas aves já estavam mortas. O motorista afirmou que comprou as aves em uma feira ilegal em São Paulo com a intenção de revendê-las.

Tratamento das aves

ave capturada 3ave capturada 3

Após a apreensão, as aves foram encaminhadas pela Polícia Ambiental ao Cetras-SP, que é mantido pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) do Estado de São Paulo.

O centro conta com uma equipe multidisciplinar de tratadores de animais, técnicos, biólogos e veterinários. No Cetras, as aves estão protegidas e em um ambiente com temperatura e umidade controladas, recebendo tratamento e alimentação específicos para cada espécie.

Com esta apreensão, o Cetras-SP passa a cuidar de 1.293 animais, dos quais 322 são filhotes, provenientes de apreensões e resgates. De janeiro a outubro de 2024, o centro já recebeu 6.770 animais, sendo 3.418 vindos de apreensões, 802 de entregas voluntárias, 2.465 de resgates e 85 de outras fontes, segundo Lilian Sayuri Fitorra, diretora técnica do Cetras-SP.

Tráfico nacional e internacional

ave capturada 2ave capturada 2

Esses animais chegam ao Cetras devido ao tráfico nacional e internacional, além de atropelamentos, colisões em vidraças, acidentes com linhas de pipa, eletrocussão, ferimentos por projéteis, agressões de pessoas e ataques de animais domésticos. Muitos são também filhotes órfãos.

Em média, o Cetras recebe mais de 22 animais por dia para recuperação. “O tráfico é o principal motivo dessas apreensões, especialmente de aves, que chegam em condições muito precárias”, afirma a diretora.

ave capturada 5ave capturada 5

O tráfico de animais silvestres é um problema contínuo. “Enquanto houver compradores, o tráfico não vai parar”, destaca Lilian. Ela explica que os compradores muitas vezes ignoram o sofrimento dos animais e os danos causados à biodiversidade.

De acordo com ela, esses animais, tirados de seu habitat natural e mantidos de forma inadequada, são vistos como pets de estimação, mas, na fase adulta, muitos são abandonados por apresentarem comportamento difícil, demandarem manejo específico ou tratamentos caros. Em casos assim, acabam soltos em locais inadequados ou entregues voluntariamente a centros de reabilitação, como o Cetras.

Soltura irregular

ave capturada 6ave capturada 6

Além de manter um animal sem origem legal, a soltura irregular também é crime. Quem possui um animal silvestre ilegal deve procurar o Cetras mais próximo para fazer a entrega voluntária, procedimento amparado por lei.

O Cetras mantém os animais até que estejam recuperados e prontos para retorno à natureza. O período de reabilitação varia conforme a espécie, podendo levar de uma semana a dois anos, considerando todos os aspectos biológicos para uma destinação adequada, com prioridade para a soltura.

Em 2024, 74,5% dos animais reabilitados pelo Cetras foram devolvidos à natureza, enquanto 25,5% foram encaminhados a instituições de apoio devido a sequelas das ocorrências. Em muitos casos, animais como araras, que podem viver até 70 anos, acabam em cativeiro por conta das sequelas, sem poder voar livremente.

Como denúnciar o tráfico de aves e outros animais

Denúncias de tráfico de animais silvestres ou solicitações de resgate podem ser encaminhadas aos seguintes canais:

Centro de Triagem e Recuperação de Animais Silvestres São Paulo (Cetras-SP): (11) 2823-2272 (capital), ou por whatsapp (11) 93045-8914.

Além disso, também é possível fazer o reporte pelo site da Polícia Militar Ambiental e pelo Ibama (0800 061 8080).



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Importações elevam estoques de café na Europa



Recuperação elevou os estoques a 8,85 milhões de sacas




Foto: Pixabay

De acordo com o recente relatório da Federação Europeia de Café (ECF) há um aumento nos estoques de café na União Europeia (UE) nos últimos meses. Em agosto, a recuperação elevou os estoques a 8,85 milhões de sacas, após níveis historicamente baixos registrados no início de 2024.

O avanço deve-se ao aumento das importações de robusta e arábica lavado, especialmente de países como Brasil, América Central e África Oriental, conforme explica Laleska Moda, analista de café da Hedgepoint Global Markets.  Apesar da alta nas importações, os estoques europeus ainda permanecem aquém das médias históricas e dos níveis de 22/23. Laleska pontua que a demanda por café na UE continua alta e que a aparente recuperação dos estoques tem sido limitada pelo consumo ainda elevado.

Segundo análise da Hedgepoint Global Markets, Com a implementação do Regulamento da Deforestação Zero (EUDR) pela UE, a demanda por café brasileiro registrou um salto no 2º e 3º trimestres de 2024. o movimento deve continuar até o final do ano, impulsionado pela maior procura por robusta, mesmo com a entrada de novas safras vietnamitas em breve. “Ao longo dos próximos meses, o adiamento do EUDR pode causar uma redução nas importações, mas a demanda segue sólida”, observa Laleska. Para a analista, o aumento nos estoques deve ocorrer apenas gradativamente, enquanto o consumo aparente, ainda robusto na UE, pode pressionar as importações e dar suporte aos preços do café a médio prazo.

Além disso, os preços futuros de café também foram influenciados pela expectativa de oferta mais robusta, com o retorno das chuvas no Brasil e uma safra promissora de robusta no Vietnã. Com isso, o spread do café robusta segue oscilando conforme a recuperação dos estoques europeus e globais, trazendo expectativas de mercado que prometem atenção redobrada ao consumo no próximo inverno do hemisfério norte.





Source link

News

Plantio da soja no Paraná ultrapassa 80%, aponta Deral



O plantio da soja no Paraná alcançou 85% da área total projetada, avanço de 11 pontos percentuais em relação à semana anterior, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira pelo Departamento de Economia Rural (Deral).

O progresso nas lavouras foi impulsionado pelo clima favorável e pela diminuição da área dedicada ao trigo na safra deste ano. Em comparação com o mesmo período do ano passado, quando 73% da área havia sido semeada, o ritmo atual indica um ligeiro adiantamento no cronograma.

O plantio de soja foi intenso e está um pouco adiantado em relação ao ano anterior em algumas regiões, devido ao clima favorável e à redução da área de trigo, informou o Deral em boletim semanal.

De acordo com o órgão, algumas lavouras já estão em fase de florescimento, e, de modo geral, o quadro das plantações é positivo. Contudo, há relatos isolados de falta de chuva e necessidade de replantio em algumas regiões.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Otimismo entre os produtores do grão

Apesar dessas pequenas adversidades, as perspectivas de produtividade para a soja no Paraná continuam boas. O Estado, que é um dos três maiores produtores de soja do Brasil, espera uma produção recorde de 22,4 milhões de toneladas na safra 2024/25, conforme a previsão divulgada pelo Deral no mês passado.

Além disso, a colheita de trigo está próxima de ser concluída, com 95% da área já colhida. O Deral destacou que as condições climáticas da última semana favoreceram o avanço das atividades agrícolas, principalmente a colheita do cereal.

A semeadura da primeira safra de milho do Paraná também está quase finalizada, com 98% das áreas já semeadas, o que reforça o ritmo acelerado das lavouras no Estado nesta temporada.



Source link

News

Semeadura da soja avança em bom ritmo no Oeste da Bahia



Iniciada oficialmente no dia 8 de outubro, as condições climáticas dos últimos dias favoreceram semeadura da soja para a safra 2024/2025, que segue em bom ritmo nas áreas produtivas do Oeste da Bahia.

De acordo com boletim divulgado pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), divulgado nesta terça-feira (5), até o momento, aproximadamente 420 mil hectares foram plantados.

Esse número representa 19,8% da área total estimada de 2,129 milhões de hectares, que podem gerar uma produção estimada de 8,558 milhões de toneladas.

A diferença em comparação ao mesmo período da safra passada é de 13,3%, na qual foi registrado 6,5% de área plantada.

Segundo o relatório da Aiba, o ritmo de semeadura da soja foi intensificado na última semana, em virtude de condições climáticas favoráveis em todas regiões monitoradas.

Muitas propriedades já estão se aproximando da conclusão total da operação. Para as próximas semanas, espera-se um aumento no ritmo de semeadura, já que a previsão do tempo aponta boas condições e preciptações.

Monitoramento fitossanitário

No entanto, a entidade recomenda que os agricultores fiquem atentos às populações de Percevejo-barriga-verde e Larva minadora, que momentaneamente continua sendo uma preocupação nas lavouras.

O monitoramento fitossanitário é crucial para garantir a saúde das plantações e o sucesso da safra.

A Aiba também informou que equipe do núcleo de Agronegócio da Aiba também disponibiliza serviços de análise de fertilizantes e sementes, um suporte para os produtores neste início de ciclo.


Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp!





Source link

News

Etanol continua mais competitivo em relação à gasolina em 8 estados e no DF, mostra ANP



O etanol mostrou-se mais competitivo em relação à gasolina em oito estados e no Distrito Federal na semana passada, assim como na anterior, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas.

Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 66,34% ante a gasolina no período, portanto, favorável em comparação com o derivado do petróleo.

Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.

Assim, o etanol era mais competitivo em relação à gasolina nos seguintes estados:

  • Acre (67,07%);
  • Espírito Santo (69,43%);
  • Goiás (67,79%);
  • Mato Grosso (62,38%);
  • Mato Grosso do Sul (64,75%);
  • Minas Gerais (68,58%);
  • Paraná (68,71%);
  • São Paulo (65,31%); e
  • Distrito Federal (65,97%)

No restante dos estados, continua mais vantajoso abastecer o veículo com gasolina.



Source link

News

Mato Grosso está à venda? Tem município com até 30% de área rural disponível


Recentemente, Mato Grosso tem chamado a atenção pela quantidade de anúncios de fazendas à venda. Assim, há aumento na oferta de áreas tradicionalmente voltadas à pecuária de corte.

Essa tendência foi verificada pela agrotech Chaozão, portal especializado em anúncios de propriedades rurais. De acordo com levantamento da empresa, alguns municípios do estado exibem um número elevado de ofertas.

Entre eles, se destaca Cocalinho, no leste mato-grossense, que conta com 16.538,832 km² e está com 30% do seu território anunciado na plataforma para venda. Por lá, as fazendas disponíveis são de aptidão para pecuária de corte. Veja outros dois lugares do estado com ampla desocupação:

  • Primavera do Leste (sudeste de MT): 23% do município de 5.472,207 km², está pronto para receber novos proprietários
  • Paranatinga (centro-sul de MT): 13% dos seus 24.177,568 Km² estão na mesma situação. Neste caso, as propriedades são de pecuária e/ou lavoura.

Mercado de terras em Mato Grosso

“Este movimento está relacionado às significativas mudanças na dinâmica do mercado de terras no estado, sejam por conta dos tipos e formas de explorações agropecuárias, do movimento de sucessões familiares a até da ‘saúde’ da propriedade rural”, afirma a engenheira agrônoma Renata Apolinário, diretora operacional do Chaozão e responsável pela pesquisa.

Segundo ela, nessas regiões, as características de solo, a regularidade de chuvas, aptidão e as questões ambientais limitam o uso da propriedade rural.

“Mato Grosso possui diversos tipos de solo e perfis de exploração para a agropecuária. Existem ótimas regiões em termos de produtividade e desenvolvimento, mas também outras com muita areia e mais isoladas, com poucos recursos e estrutura”, observa.

Renata conta que, no caso do Pantanal, a compra e venda de propriedades rurais se limita ao povo local, que já conhece o sistema e o manejo.

Falta de competitividade

produtor na lavoura_2.3.1produtor na lavoura_2.3.1

A diretora do Chaozão destaca que com a pressão por aumento de produtividade diante de um mercado cada vez mais competitivo, não há mais espaço para terras de pastagens degradadas ou mal manejadas, ainda mais diante da crescente concentração de terras nas mãos de grandes grupos e fundos de investimento, buscando explorar o potencial da agricultura em escala.

“Assim, a tendência é de que terras de pecuária menos produtivas sejam vendidas por pequenos e médios pecuaristas que não conseguem competir com esses grandes investidores, ou que preferem capitalizar suas propriedades para outros fins”.

Para ela, a agricultura, especialmente a produção de grãos, tem avançado sobre áreas antes dedicadas exclusivamente à pecuária. “Aquelas que apresentam menor capacidade de suporte animal e baixo retorno financeiro, são colocadas à venda por proprietários que não conseguem ou não querem investir na recuperação dessas áreas”.

De acordo com Rostyner Pereira Costa, especialista em pecuária, terras que não têm viabilidade imediata para esse tipo de transição, ou que requerem altos custos para adequação, acabam sendo colocadas à venda por valores mais acessíveis.

Compra mais seletiva

Outro ponto importante, de acordo com Renata, é que assim como a oferta tem sido crescente, a demanda tem se tornado mais seletiva, já que os investidores e possíveis compradores de terras estão cada vez melhor assessorados na escolha de uma propriedade rural.

“Antes de definir a compra, eles estudam todos os fatores do imóvel, como o solo, clima, as benfeitorias, a região, o tipo de exploração, a logística e valorização do patrimônio imobilizado”, observa a diretora.

Renata acredita que solo saudável, com água disponível, com aptidão estruturada e pronta para produzir são os principais fatores observados pelos produtores. “Em cenário ideal, por exemplo, os agricultores querem solo com 40% para mais de argila, índice pluviométrico de 1.800 mm para mais e regularidade nas chuvas, topografia plana e alta produtividade, o que não está tão disponível no mercado”, alerta.

Já Costa salienta a questão da sucessão no agronegócio e a necessidade de reestruturações financeiras que intensificam a onda de vendas, visto que as terras de pecuária de qualidade mais baixa são as primeiras a serem negociadas.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil tem potencial para produzir mais alimentos



Os nomes do jogo são praticidade e conveniência



Os nomes do jogo são praticidade e conveniência
Os nomes do jogo são praticidade e conveniência – Foto: Impossible Foods

Durante o BTG Pactual AgroForum, realizado nesta segunda-feira, 4, em São Paulo, o empresário Wesley Batista, conselheiro e acionista da JBS e da Pilgrim’s Pride, ressaltou a capacidade do Brasil em ampliar sua produção para atender a crescente demanda global por alimentos. “Atualmente, poucos lugares no mundo têm a capacidade de ampliar a produção como o Brasil”, afirmou, destacando que o aumento da população mundial, que deve alcançar aproximadamente 10 bilhões de pessoas até 2050, implicará em um crescimento significativo no consumo de alimentos.

Batista participou do painel “A Expansão Internacional do Agronegócio Brasileiro”, onde discutiu os principais desafios e oportunidades para as empresas brasileiras no cenário internacional. Ele enfatizou a necessidade de o Brasil continuar expandindo seus mercados de exportação, afirmando que, independentemente do contexto, a demanda por produtos alimentícios existe e a questão é quem estará preparado para atendê-la. “Estou confiante de que podemos continuar investindo em aumento de produção, porque a demanda não vai diminuir”, disse.

O executivo também abordou as tendências emergentes no setor alimentício, afirmando que a praticidade e a conveniência são fundamentais para o futuro. “Os nomes do jogo são praticidade e conveniência. Quando olhamos para trás e para frente, percebemos que as pessoas não vão ficar mais com o fogão ligado, como era antes”, observou. Essa mudança no comportamento do consumidor está fazendo com que empresas como a JBS se adaptem e busquem atender a essa nova demanda por produtos de qualidade e valor agregado.

O painel contou ainda com a participação de Ricardo Faria, Chairman da Granja Faria, e foi moderado por Thiago Duarte, sócio do BTG Pactual. Juntos, eles debateram como o Brasil pode não apenas atender à demanda interna, mas também se posicionar de forma competitiva no mercado internacional.

 





Source link

News

10° voo da FAB com 213 repatriados chega em São Paulo


O décimo voo da Força Aérea Brasileira (FAB) que resgatou brasileiros no Líbano pousou às 4h06 desta terça-feira (5) na Base Aérea de São Paulo (BASP), em Guarulhos. Estavam a bordo 213 repatriados e quatro animais de estimação no voo que integra a Operação Raízes do Cedro, iniciada em 2 de outubro e coordenada pelo governo federal.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

A operação atingiu a marca de 2.072 brasileiros e 24 animais de estimação repatriados. A aeronave KC-30, utilizada nas repatriações, também transportou ao Líbano 27,3 toneladas de doações essenciais.

Articulação

A logística de repatriação envolve o uso de avião e de servidores da Força Aérea Brasileira (FAB) e um intenso trabalho de articulação do Itamaraty. Segundo o governo federal, a comunidade brasileira no Líbano tem cerca de 20 mil pessoas.

As ações de repatriação foram determinadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde o agravamento do conflito naquele país, com bombardeios aéreos intensos de Israel contra cidades libanesas. Os bombardeios significam um desdobramento da campanha militar israelense na Faixa de Gaza, território palestino ocupado por Tel-Aviv.

Assim como as milícias do Iêmen e do Iraque têm lançado ataques contra Israel ou aliados de Tel-Aviv em represália aos bombardeios em Gaza, a chamada resistência libanesa – coalizão de sete grupos político-militares liderados pelo Hezbollah – tem promovido ataques contra Israel desde o dia 7 de outubro, também em solidariedade a Gaza.



Source link