sexta-feira, julho 24, 2026

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Óculos inteligentes facilitam manutenção de máquinas



Uma das grandes vantagens do Smart Glasses é a conectividade de alta qualidade



Uma das grandes vantagens do Smart Glasses é a conectividade de alta qualidade
Uma das grandes vantagens do Smart Glasses é a conectividade de alta qualidade – Foto: Canva

A RZK Agro, concessionária John Deere no Vale do Araguaia, que atua em Mato Grosso e Goiás, iniciou o atendimento remoto utilizando o Smart Glasses, óculos inteligentes que têm se mostrado uma ferramenta eficaz para manutenção de máquinas e suporte ao cliente no campo. Equipados com essa tecnologia, os profissionais conseguem diagnosticar e resolver problemas com mais agilidade, evitando que as máquinas fiquem paradas e garantindo uma solução mais rápida e precisa.

Uma das grandes vantagens do Smart Glasses é a conectividade de alta qualidade, que permite ao técnico se conectar em tempo real com especialistas, seja em oficinas especializadas ou na própria fábrica da John Deere. Com isso, as inspeções técnicas são agilizadas, sem necessidade de deslocamento de máquinas ou funcionários. Segundo Leandro Stinati, Gerente Corporativo de Serviços da RZK Agro, “a utilização do Smart Glasses vai agilizar o processo produtivo, com rápido atendimento e resolução dos problemas”, o que é crucial para o produtor rural, que tem o tempo contado.

Além de seu papel no suporte técnico, os óculos inteligentes desempenham um papel importante na formação de profissionais mais qualificados. Com a utilização dessa tecnologia, os treinamentos tornam-se mais eficientes e realistas, permitindo que os técnicos realizem demonstrações práticas e detalhadas em tempo real, com visualização dos componentes das máquinas diretamente nos óculos. Isso proporciona uma experiência mais imersiva e assertiva para os participantes, facilitando a compreensão e o aprendizado sobre os sistemas e softwares das máquinas. O serviço já está disponível na concessionária RZK Agro de Mineiros-GO, e diversas empresas do setor estão testando essa tecnologia no campo, reconhecendo seu potencial para aprimorar tanto o suporte técnico quanto a capacitação de novos profissionais.

 





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Café das terras mineiras para o mundo


O aroma é inconfundível, e o sabor ainda mais marcante. Em uma plantação totalmente natural, dedicada ao café, o produtor José Joaquim Vieira cultiva o grão nas terras mineiras e leva o sabor para além das fronteiras do Brasil.

“Trabalho com cafés especiais e vendemos o nosso café para compradores de todo o mundo, por meio do negócio justo”, disse o produtor.

O comércio justo (Fair trade, em inglês) é um selo que, além de facilitar o comercialização dos produtos no mercado nacional e internacional, certifica que a produção segue rigorosos padrões ambientais, oferecendo garantias tanto para produtores como para os consumidores. O Sebrae ajuda produtores a conseguir essa certificação.

O café que o Vieira produz –  em uma plantação de 50 hectares na comunidade de Santo Antônio do Quebra Anzol, região de Patrocínio, Minas Gerais –  é exportado para Europa, Estados Unidos, sendo o maior comprador o Reino Unido. Mas para colher tantos bons frutos, o produtor relembra que o caminho foi de mudanças e desafios.

“Eu herdei um pedaço de terra dos meus pais, 32 hectares, e tocava o sítio na atividade leiteira desde 1990. Em 2010, eu percebi que a atividade para mim, não estava compensando. Então, vendi todo o gado e iniciei o cultivo de café”.

A decisão de mudar trouxe crescimento. A terra herdada dos pais expandiu, e ao longo dos anos, Vieira adquiriu mais 18 hectares, aumentando a produção. 

Um dos segredos do sucesso? Colocar as mãos na terra. “Para isso, eu entrei no meio do campo, onde estou até hoje,” revela.

Além do trabalho árduo, Vieira buscou conhecimento para aperfeiçoar o cultivo:

“Em 2012, eu entrei para a Associação dos Pequenos Produtores do Cerrado, APPCER. Em 2017, através do Sebrae, conseguimos um Educampo para os associados, e o meu técnico, me orientou na área financeira, na aquisição de insumos, aplicação de defensivos e movimentação da mão de obra”, afirma Vieira. 

O suporte do Sistema Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresa (Sebrae) foi fundamental para que o produtor se sentisse mais seguro em cada etapa do processo, principalmente com Educampo – Sebrae Minas Gerais, que é uma plataforma que promove acesso a informações gerenciais e orienta no planejamento da produção. Seguindo essas e outras diretrizes, Vieira tem alcançado bons resultados em sua lavoura. Na última colheita, ele obteve uma safra alta, com a marca de 52 sacas por hectare. 

“O café é uma cultura bianual, um ano produz mais e em outro menos. Minha média anual é de 45 sacas por hectare. Em ano de safra alta, 50 ou mais; em ano de safra baixa, 40 ou menos”. 

Além disso, Vieira ressaltou que as orientações passadas pelas instituições  ajudaram no desenvolvimento do seu negócio, “O projeto me possibilita saber o que é rentável para minha empresa, por quanto posso vender o meu café e o que devo aplicar na lavoura. Fazemos o planejamento, calculamos o risco e a rentabilidade do negócio”.

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Aceita um café?

José Joaquim Vieira com os filhos comemorando o aniversário do caçula. Arquivo Pessoal.

Para quem gosta de café, essa simples pergunta faz o dia ganhar um toque especial. A sensação de ser bem-recebido é acolhedora, seja na casa de um amigo ou de um parente. E é com esse mesmo carinho que José Joaquim Vieira cultiva seu café, mantendo um alto padrão de qualidade.

Ter um bom café, requer planejamento e atenção para lidar com as oscilações do mercado. O preço do café é influenciado por fatores externos. “Como toda atividade agrícola a céu aberto, somos dependentes da natureza, que tem muitas intempéries como geada e chuva” explica o cafeicultor. E acredite, é essa oscilação que o move todos os dias: ”Eu amo trabalhar com café”.

Para garantir uma colheita de qualidade, Vieira monitora cada etapa do processo como “Acompanhar a fase de crescimento e maturação dos frutos, ficar de olho no mercado para garantir o bom preço na hora da venda, travar os custos através de venda futura, pois o café é uma commodity, ora o preço sobe, e do nada despenca” afirma.

Essa trajetória de sucesso, construída ao longo de 24 anos, contou também com o apoio da família. “Meus filhos cresceram junto à lavoura. Um estudou agronomia e me auxilia nos tratos culturais, o outro trabalha na área administrativa e me auxilia na gestão do sítio. Eu fico no sítio durante a semana e a minha esposa fica com o meu terceiro filho, na cidade” contou Vieira com orgulho dessa união e fortalecimento familiar.

Quer saber mais sobre como conseguir bons resultados no seu negócio e como ter acesso ao o selo Fair trade, ou Comércio Justo? Acompanhe as notícias por aqui, no site e nas redes sociais do Canal Rural/empreendedorismo e no  programa Porteira Aberta Empreender

Sobre o Educampo | Educampo

O que é fair trade (comércio justo) – Sebrae



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Brasil buscará produzir pescados em 74 reservatórios de hidrelétricas


Há muito se fala que os reservatórios das usinas hidrelétricas têm potenciais que vão além da geração de energia. Isso porque suas barragens podem ser usadas para a produção de pescados e, com isso, gerar empregos e garantir mais proteína na mesa dos brasileiros.

Partindo dessa premissa, e com o objetivo de discutir o aproveitamento estratégico desses reservatórios, iniciou nesta quarta-feira (6) o workshop Desenvolvimento da Aquicultura em Sinergia com o Setor Elétrico. O evento é fruto da parceria dos ministérios de Minas e Energia e Pesca e Aquicultura.

A ideia é conciliar produção de energia e desenvolvimento da aquicultura sustentável, com foco em três pilares: segurança energética, aumento da produção de pescado e geração de empregos. Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a expectativa é a de utilizar 74 reservatórios.

Combate à fome

Ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula e o ministro de Minas e Energia, Alexandre SilveiraMinistro da Pesca e Aquicultura, André de Paula e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira
Foto: José Cruz/ Agência Brasil

“Vamos aumentar a produção de alimento nos reservatórios das nossas hidrelétricas. Trata-se de uma verdadeira transição energética feita de forma justa e inclusiva. É mais um resultado da aliança global de combate à fome que tanto fortalecemos no G-20 [grupo formado pelas 20 maiores economias do planeta]”, disse Silveira.

Na avaliação do ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, a iniciativa – que tem por base as diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e Pesca, da Política Nacional de Energia Elétrica e do Plano de Recuperação de Reservatórios de Regularização do País – atende uma das prioridades do governo Lula, que é o combate à fome.

“Se há um setor da proteína animal que não para de crescer com resultados impressionantes é o da aquicultura. E, de forma especial, a piscicultura. Nesse conjunto, a estrela central, a joia da coroa é a tilápia brasileira”, disse o ministro, ao lembrar que há, também, grande potencial para a produção de pescados na costa brasileira, com mais de 8 mil quilômetros.

O acordo técnico assinado pelos dois ministérios resultará em “peixinho frito, moqueca, caldeirada e peixe assado na mesa da nossa gente”, ressaltou Alexandre Silveira.

Entre os temas abordados durante o workshop estão: aquicultura em águas da União; licenciamento ambiental da aquicultura e utilização das áreas de preservação permanente em reservatórios; e a interação entre a operação dos reservatórios e a atividade pesqueira.



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Aprosoja MT marca presença na maior feira de importação da China



A delegação da Aprosoja MT participou, nesta quarta-feira (06), da China International Import Expo (CIIE), em Xangai, um dos maiores eventos de importação do mundo, que reúne líderes globais, empresários e autoridades do comércio. A feira é uma plataforma estratégica para fortalecer o relacionamento entre Brasil e China, com foco especial no agronegócio, área de destaque nas exportações do país.

O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, foi um dos destaques da programação, ao participar de um painel no estande do Rio Brasil Terminal. Durante o evento, Beber abordou temas cruciais como a produção de soja e milho no Brasil, a logística de escoamento desses produtos e o grande potencial de crescimento do setor nos próximos anos.

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“Além de falarmos sobre nossa produção atual, também destacamos o enorme potencial de Mato Grosso para expandir a produção de soja e milho nas próximas décadas. Discutimos também a sustentabilidade e as oportunidades de investimentos que nosso estado pode atrair da China”, afirmou Lucas Costa Beber.

O painel contou com a participação de representantes importantes do setor, como Henrique da Silva, vice-cônsul do Brasil em Xangai; Wang Kunhui, presidente da Cosco Shipping; Anders Kjeldsen, vice-presidente do Terminal Internacional de Containers da América Latina; Carlos Eduardo Alcântara, CEO da Handline; e Yu Keqiang, gerente-geral do departamento de estratégias da Anjun.

Durante a mesa-redonda, Beber também reforçou a importância do Brasil e de Mato Grosso como players estratégicos no mercado global de grãos. “O Brasil consolidou-se como um fornecedor eficiente e confiável de soja e milho, e estamos aqui para fortalecer as parcerias com a China, assegurando que nosso agronegócio continue competitivo mundialmente”, ressaltou o presidente da Aprosoja MT.

A delegação de Mato Grosso também participou da inauguração do estande do estado na CIIE, evento que serviu para destacar a importância de estreitar ainda mais as relações comerciais com a China. O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec), César Miranda, enfatizou a relevância da Aprosoja MT para o agronegócio do estado e a importância dessas missões comerciais para a atração de novos investimentos.

“A presença da Aprosoja MT em eventos como a CIIE é fundamental para atrair investimentos e ampliar as possibilidades de negócios. O Governo de Mato Grosso é parceiro nesse processo e está comprometido em apoiar essas iniciativas”, destaca César Miranda.

O evento tornou-se um ponto de encontro para fomentar novas parcerias e negócios, com foco na ampliação das exportações brasileiras. A participação da Aprosoja MT na CIIE reforça a posição de Mato Grosso como um dos maiores produtores e exportadores de grãos do mundo, comprometido com a inovação, sustentabilidade e eficiência do setor agrícola.

“O objetivo da nossa delegação é fortalecer os laços comerciais com a China. Sabemos que Mato Grosso tem capacidade para fornecer soja e milho com qualidade e segurança para atender à demanda chinesa”, disse o diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol.



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Em meio ao clima favorável, plantio da soja avança em Ivaiporã, no Paraná


Na região de Ivaiporã, no norte do Paraná, o plantio da soja avança com bom ritmo e já atingiu 85% da área total destinada ao cultivo, que soma 185 mil hectares. Até o momento, 157,25 mil hectares já foram semeados. Atualmente, todas as lavouras plantadas estão em boas condições.

O ritmo da semeadura está um pouco mais adiantado em relação ao ano passado, favorecido pelas condições climáticas.

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O que o produtor do município pode esperar?

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Foto: Motion Array

De acordo com a previsão meteorológica, a região deve enfrentar fortes chuvas e temperaturas mais baixas nos próximos dias, o que pode impactar a evolução das lavouras. Até o momento, as plantações se encontram divididas entre as fases de germinação, com 55% das áreas já germinadas, e o desenvolvimento vegetativo, que representa 45% da área.

As informações são da Safras & Mercado.



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Previsão indica chuva de forte intensidade em 2 regiões; saiba quais



Saiba como o clima irá se comportar nesta quinta-feira (7) em todo o Brasil:

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Sul

A chuva aumenta em boa parte da faixa sul. A previsão é de muita nebulosidade e chuva de moderada a forte intensidade nos três estados da região. A única área que fica fora da rota da chuva é o sul do Rio Grande do Sul, onde o sol predomina.

Sudeste

A chuva avança novamente sobre o estado de São Paulo e a faixa oeste de Minas Gerais, com muita nebulosidade e chuva ao longo do dia. Nas demais áreas, incluindo a faixa central e leste de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, o sol aparece entre muitas nuvens, com previsão de pancadas isoladas de chuva.

Centro-Oeste

A chuva continuará presente nos quatro estados da região, com muita nebulosidade e fortes pancadas de chuva em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal.

Nordeste

O tempo permanece instável na faixa sul do Maranhão, Piauí e oeste da Bahia, com previsão de pancadas de chuva de forte intensidade. Nas demais áreas, o sol predomina, com previsão de pancadas isoladas de chuva apenas entre o litoral da Bahia e o litoral do Rio Grande do Norte.

Norte

A chuva estará presente sobre o Amazonas, sul do Pará, Tocantins, leste do Acre, Rondônia e Roraima, com previsão de pancadas de chuva de forte intensidade ao longo do dia. Nas demais áreas, o sol aparece, mas há previsão de pancadas isoladas de chuva à tarde, devido ao calor e à umidade da região.



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governo acena com nova MP para socorro a agricultores



O governo acenou com novas medidas para socorrer agricultores gaúchos endividados por sucessivas secas e cuja situação se agravou após as inundações históricas de abril e maio.

O anúncio foi feito durante audiência pública conjunta de duas comissões da Câmara: a Comissão de Agricultura e a Comissão Externa sobre Danos Causados pelas Enchentes no Rio Grande do Sul. O debate durou mais de seis horas e mobilizou uma caravana de produtores rurais do Rio Grande do Sul nesta terça-feira (5).

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Coordenadora do Movimento SOS AGRO, Graziele de Camargo apontou dificuldade de acesso a créditos já disponibilizados e demora na implantação da Medida Provisória 1247/24, editada em julho, para repactuar as dívidas do setor. “Nós precisamos urgentemente de mais recursos e da retirada de toda a burocracia envolvida, para que aqueles que ainda estão aguardando também possam ter uma solução e continuem na atividade”, disse.

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Wilson de Araújo, admitiu o aumento das linhas de financiamento via recursos do Fundo Social. As negociações para a edição de uma nova medida provisória já começaram com os Ministérios da Fazenda e da Casa Civil.

“Nós recebemos demandas do Banco do Brasil, do Sicredi, do Banrisul, dos demais agentes financeiros e do BNDES. O ministro Fávaro está fazendo um encaminhamento ao ministro Haddad e ao ministro Rui Costa, pedindo esse adicional no Fundo Social. Não tem outra forma de alocar esses recursos no momento”.

Assessor da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Luís Pires citou a necessidade de liberação novas linhas de crédito, sobretudo do BNDES, para financiar novas safras ainda dentro do período apropriado de plantio. “Até agora, R$ 3,3 bilhões chegaram aos produtores, mas precisamos de R$ 19,5 bilhões a R$ 20 bilhões.”

Lérida Pavanelo, da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag-RS), criticou a exigência de validação dos prejuízos dos agricultores por meio de conselhos municipais, como prevê a atual medida provisória.

Um dos responsáveis pela política agrícola do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt listou uma série de medidas do governo para ajudar os produtores rurais gaúchos, como os descontos nas linhas de crédito do Pronaf e do Pronampe, beneficiando agricultores rurais e microempresários.

Porém, Bittencourt admitiu que nem todos foram atendidos, inclusive por causa de amarras impostas pela legislação mesmo diante da decretação de estado de emergência ou de calamidade.

“Ou você pensa numa medida que vai abrir para todo mundo – e, quando se abre para todo mundo, quem menos precisa é o mais beneficiado – ou você faz uma medida que é muito restritiva, apertando e dificultando o acesso. A Lei de Responsabilidade Fiscal não me deixa propor uma ação se não tiver uma estimativa, por mais que você tenha um decreto (de calamidade ou emergência)”.

Um dos organizadores da audiência, o deputado Afonso Hamm (PP-RS) identificou uma das falhas que devem ser corrigidas. “Os que tiveram maior prejuízo ficaram para o fim. Quando você deixa quem perdeu mais de 60% para o fim, está aí o grande problema. Por isso essa gritaria. Então, nós temos que fazer uma operação de guerra”.

A audiência também ouviu representantes de instituições financeiras que oferecem crédito emergencial no Rio Grande do Sul, como BNDES e Banrisul.

Paula Costa, da diretoria de agronegócios e agricultura familiar do Banco do Brasil, admitiu dificuldades operacionais, mas garantiu que a instituição já atendeu mais de 50 mil produtores rurais por meio das regras da medida provisória de julho.

“Na safra 24/25, a gente já desembolsou R$ 9 bilhões no estado: somos a primeira instituição financeira em desembolso no estado. E o potencial para atendimento aos produtores é de cerca de R$ 20 bilhões.”

O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), outro organizador do debate, apresentou o Projeto de Lei 4253/24, que regulamenta a concessão de desconto nas operações de crédito rural de custeio, investimento e industrialização para os gaúchos que tiveram perdas com os eventos climáticos extremos.



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projeto de lei inclui produto na merenda escolar



A Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) aprovou, nesta terça-feira (5), o Projeto de Lei nº 82/2023, que propõe a inclusão de mel na merenda escolar da rede estadual. A iniciativa, de autoria do deputado Armando Neto (PL), visa fornecer uma opção mais saudável para os alunos e fomentar a apicultura local..

O projeto determina que o mel seja adquirido por meio de apicultores locais, reforçando o apoio aos pequenos apicultores, agricultura familiar, economia popular solidária e por empreendimentos familiares rurais do estado. 

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Durante a sessão, o deputado Armando Neto explicou que a medida beneficia tanto os estudantes quanto os pequenos produtores, promovendo emprego e renda. “Esse projeto de lei será de grande valia, tanto para os pequenos produtores da agricultura familiar que produzem mel nesse estado quanto para servir nossa rede de ensino, seja na oportunidade de produzir o mel ou de ter para quem fornecer esse produto, gerando renda, emprego e receita para sua família e para o nosso Estado”, afirmou o parlamentar.

A proposta também destaca os benefícios nutricionais do mel, recomendado por nutricionistas como alternativa ao açúcar.

“A introdução do mel na alimentação escolar ganha especial importância pelo fato de ele ser adequado para a fase de crescimento de crianças e adolescentes e, além disso, poder ser utilizado para a substituição do açúcar em sucos e outros alimentos” acrescentou Armando Neto. Ainda de acordo com o parlamentar, o alimento também fortalece o sistema imunológico e a previne doenças como obesidade e diabetes.

O deputado Dr. Cláudio Cirurgião (União) também destacou que o mel, por ser rico em vitaminas e antioxidantes, pode ter efeitos preventivos a longo prazo, incluindo a redução do risco de doenças cardíacas e oncológicas. Segundo o parlamentar, introduzir o mel desde a infância contribui para a saúde futura dos alunos.

O presidente da ALE-RR, deputado Soldado Sampaio (Republicanos), parabenizou a iniciativa e ressaltou as vantagens econômicas da apicultura para o estado. 

“Enquanto uma colmeia produz em média cinco safras no Nordeste, aqui em Roraima produz oito. Além disso, uma pesquisa recente feita no Piauí classificou o mel roraimense como o primeiro em qualidade, justamente pela diversidade da nossa flora. Então nós precisamos incentivar essa produção e comercialização, agregando valor. Inclusive, já estamos negociando o mel do Estado com Suriname e Caribe, e despertamos o interesse da União Europeia também”, detalhou Sampaio.

Com a aprovação do Projeto de Lei nº 82/2023, a matéria segue para sanção pelo Poder Executivo.



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Preços do trigo registraram queda



Movimento foi influenciado pela expansão da colheita e pelo aumento da oferta do grão




Foto: Canva

O mês de outubro foi marcado pelas quedas nos preços do trigo no mercado brasileiro. Segundo dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento foi influenciado pela expansão da colheita e pelo aumento da oferta do grão no mercado interno. Ainda com a elevação na disponibilidade do trigo nacional, os valores internos ainda estão acima dos de outubro de 2023, em termos reais.

O aumento da paridade de importação devido à valorização do dólar sobre o real também afeta o mercado, ainda conforme dados do Cepea, isso faz com que o preço de importação se mantenha em patamar elevado. No entanto, essa condição não foi suficiente para impedir a retração nos preços do trigo doméstico. Especialistas destacam que essa diferença entre o custo do produto importado e o doméstico pode gerar um cenário de maior competitividade para o trigo nacional.

A combinação entre a maior oferta interna e a alta do dólar sobre o real aponta para uma possível estabilidade nos preços ao consumidor nos próximos meses, enquanto o mercado absorve a nova safra.

 





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Vitória de Trump nas eleições presidenciais derruba preços da soja em Chicago; confira a análise



Os contratos da soja em grão registram preços mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado é pressionado pela vitória do republicano Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos e, como resultado, o dólar dispara frente a outras moedas, com a máxima de quatro meses. Essa valorização da moeda norte-americana é impulsionada pelo nacionalismo econômico defendido pelo novo presidente.

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Grão nos EUA

Um dólar mais forte torna o grão dos EUA mais caro no mercado externo, enquanto as tarifas propostas por Trump podem afetar o comércio agrícola do país. A soja, em particular, é sensível a esse cenário, pois depende das vendas para a China, seu maior importador.

Taxas de juros

Além disso, os investidores aguardam a decisão sobre a taxa de juros norte-americana desta quinta-feira (06) e as previsões de safra do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que serão divulgadas na sexta-feira (08).

Contratos futuros da soja

Os contratos com vencimento em janeiro de 2025 operam cotados a US$ 9,85 3/4 por bushel, uma baixa de 16,00 centavos de dólar, ou 1,59%, em relação ao fechamento anterior.

Ontem (05), a soja fechou em alta para o grão e o farelo, mas registrou queda para o óleo. O mercado operava lentamente à espera das eleições presidenciais nos Estados Unidos.

A boa demanda pelo produto e a fraqueza do dólar frente a outras moedas atuaram como fatores de suporte. Além disso, os investidores se posicionaram diante do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura norte-americano, que será divulgado na sexta-feira.

Por fim, os contratos da soja em grão com entrega em janeiro de 2025 fecharam com alta de 4,50 centavos, ou 0,45%, a US$ 10,01 3/4 por bushel. A posição março/2025 teve cotação de US$ 10,14 3/4 por bushel, com ganho de 3,00 centavos, ou 0,29%.



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