sexta-feira, julho 24, 2026

Agro

News

Cecafé diz esperar ‘racionalidade’ comercial dos EUA após eleição de Trump



O presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Márcio Ferreira, disse esperar que a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos não afete o relacionamento comercial entre os dois países.

“Com base na diplomacia e no histórico de bom relacionamento comercial, entendemos que a racionalidade se fará presente nas transações dos cafés do Brasil com seu principal parceiro comercial, os Estados Unidos”, disse, em nota.

Ferreira também disse esperar o início do mandato de Trump para avaliar se promessas de implementação de tarifas de importação mais rigorosas irão se concretizar. “Apesar de seu discurso em campanha, citando a tributação de produtos importados, é necessário aguardar o início do novo governo de Donald Trump, a quem externamos felicitações e uma boa gestão à frente da maior economia do mundo”, afirmou.

Entre janeiro e setembro de 2024, os Estados Unidos importaram 5,770 milhões de sacas de 60kg de café brasileiro, representando 15,8% das exportações totais do Brasil no período. Esse volume indica um crescimento de 31,9% em relação a igual intervalo do ano anterior.

Diante desse cenário, Ferreira ressaltou o papel do Brasil no atendimento da crescente demanda mundial por café. “O Brasil tem se mostrado resiliente e o único país do mundo capaz de suprir essa maior demanda pelo produto”, disse o presidente do Cecafé, que voltou a mencionar desafios, como gargalos logísticos e condições climáticas que afetam a produção.



Source link

News

Ibama resgata mais de 600 ovos de tartaruga e aplica multa recorde



Em operação no Pará, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu 666 ovos de tartarugas-da-amazônia (Podocnemis expansa) e nove fêmeas da espécie.

A ação de fiscalização, que envolveu semanas de patrulhamento e operações noturnas nas praias próximas ao Tabuleiro do Monte Cristo, às margens do rio Tapajós, em Aveiro (PA), foi deflagrada após denúncias de atividades ilegais.

Os infratores, detidos com mochilas cheias de ovos, foram encaminhados à delegacia de Polícia Civil de Itaituba, onde responderão por crimes de maus-tratos e formação de quadrilha. Os ovos recuperados foram devolvidos aos ninhos para monitoramento, e as tartarugas fêmeas foram soltas no rio.

Multa recorde

A Operação Tabuleiro VI contou com a Força Nacional e ribeirinhos monitores do Programa Quelônios da Amazônia (PQA). A apreensão resultou em uma das maiores multas relacionadas ao assunto até então, de R$ 6,25 milhões.

O Tabuleiro do Monte Cristo é um dos principais pontos monitorados pelo PQA, recebendo atenção especial durante o período reprodutivo das tartarugas.

Os quelônios amazônicos desempenham um papel fundamental no equilíbrio ambiental da região, atuando como indicadores da saúde do ecossistema. No entanto, os ovos e os animais adultos enfrentam ameaças constantes devido à predação humana e às mudanças climáticas.

Criado em 1979, o PQA é o maior programa de conservação de fauna em vida livre do mundo, com foco na proteção das espécies de quelônios amazônicos, e já foi responsável pela soltura de mais de 100 milhões de filhotes, contribuindo significativamente para a preservação das tartarugas em toda a Amazônia Legal. A multa aplicada foi a maior punição registrada nos 45 anos de história do Programa Quelônios da Amazônia.

*Sob supervisão de Victor Faverin



Source link

News

Recuperação judicial: agro tem alta de 20,5% no 3º tri no número de empresas



O setor agropecuário brasileiro registrou um aumento de 20,5% no número de empresas em recuperação judicial no terceiro trimestre de 2024, totalizando 264 empresas no período, de acordo com o Monitor RGF de Recuperação Judicial.

O avanço teria sido impulsionado pela queda nos preços das commodities, elevação dos custos de produção e alto nível de endividamento dos produtores rurais.

No terceiro trimestre, 39 novas empresas do setor entraram em recuperação judicial, mais que o dobro das 15 do segundo trimestre. No mesmo período, 18 empresas deixaram a recuperação judicial; dessas, oito retornaram à operação normal, duas faliram e oito tiveram o registro inativado na Receita Federal.

A pesquisa da RGF indica que cinco atividades concentram 75% das recuperações judiciais no setor agropecuário:

  • cultivo de soja, com 80 empresas,
  • criação de bovinos para corte, com 54,
  • cultivo de cana-de-açúcar, com 42,
  • serviços de preparação de terreno, cultivo e colheita, com 12, e
  • cultivo de milho, com 11.

Em termos regionais, São Paulo e Goiás lideram com 46 empresas agropecuárias cada em recuperação, seguidos por Mato Grosso, com 43, e Rio Grande do Sul, com 35.

O aumento nos pedidos de recuperação judicial se estendeu a outros setores no Brasil. No total, o número de empresas em recuperação judicial no país alcançou 4.408 no terceiro trimestre, um crescimento de 4,4% em relação ao trimestre anterior e o maior patamar dos últimos 15 meses. A proporção de empresas em recuperação no Brasil subiu de 1,84 para 1,90 a cada mil empresas ativas, segundo o levantamento da RGF.

Em nota, Rodrigo Gallegos, sócio da RGF, afirmou que o aumento nos pedidos de recuperação judicial reflete a estratégia de algumas empresas de focarem em renegociações de curto prazo, postergando dívidas sem abordar questões estruturais. “É fundamental que as empresas combinem a renegociação de dívidas com um aumento da capacidade de geração de resultados, o que depende de uma revisão de estratégia e operação”, disse Gallegos.

A análise da RGF indica que o número de processos de recuperação judicial deve continuar a crescer, influenciado pela manutenção da Selic em níveis elevados e pela restrição ao crédito. “Nesse cenário, as empresas com alto endividamento enfrentam dificuldades para honrar despesas financeiras em um ambiente de crédito escasso, o que cria uma situação desfavorável para os próximos meses”, alertou Gallegos na nota.

Minas Gerais teve o maior crescimento no número de empresas em recuperação judicial, com 47 novos casos, totalizando 297 empresas. O Rio Grande do Sul registrou um aumento de 35 casos, alcançando 396 empresas. São Paulo, em contrapartida, teve uma leve redução, passando de 1.279 para 1.255 empresas em recuperação judicial.



Source link

News

Desembolsos do BNDES para Amazônia Legal batem R$ 10,4 bi em 2024



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desembolsou R$ 10,4 bilhões de janeiro a setembro deste ano para projetos na Amazônia Legal, o que representa um crescimento de 83% em relação a igual período de 2022, informou o banco nesta quarta-feira (6). Na comparação com os três primeiros trimestres do ano passado, o aumento foi de 43,9%.

“A Amazônia é um grau a mais ou a menos na temperatura do planeta. Por isso, o BNDES tem feito um enorme esforço para alavancar projetos sustentáveis na região, procurando gerar mais empregos de qualidade e renda para as cerca de 28 milhões de pessoas que vivem naquele território”, disse em nota o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Já as contratações do Banco na região somaram R$ 13,2 bilhões, o que corresponde a uma expansão de 58% sobre o resultado dos nove primeiros meses de 2022.

Em relação ao acumulado de janeiro a setembro de 2023, o crescimento foi de 30,8%.

O banco já contratou este ano R$ 438 milhões com entes públicos na região da Amazônia Legal. É o maior valor registrado nos últimos 10 anos.



Source link

News

Balança comercial de outubro tem superávit de US$ 4,343 bilhões



A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 4,343 bilhões em outubro. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados nesta quarta-feira (6), o valor foi alcançado com exportações de US$ 29,462 bilhões e importações de US$ 25,119 bilhões.

Na última semana de outubro, o superávit foi de US$ 594 milhões, com vendas de US$ 4,488 bilhões e compras de US$ 3,891 bilhões.

No ano, o saldo positivo é de US$ 63,022 bilhões.

Expectativas

O resultado do último mês veio pouco abaixo da mediana das expectativas do mercado financeiro apontada no Projeções Broadcast, de superávit de US$ 4,663 bilhões, após o saldo positivo de US$ 5,363 bilhões em setembro.

As projeções para o mês passado variavam de US$ 3,8 bilhões a US$ 6,0 bilhões.

Aberturas

Em outubro, as exportações registraram baixa de 0,7% na comparação com o mesmo período em 2023, devido a queda de US$ 0,82 bilhões (-12,8%) em Agropecuária; recuo de US$ 1,08 bilhão (-14,5%) em Indústria Extrativa e crescimento de US$ 1,7 bilhões (10,9%) em produtos da Indústria de Transformação.

As importações tiveram aumento de 22,5% em outubro ante o mesmo mês do ano passado, com alta de US$ 0,11 bilhões (32,6%) em Agropecuária; queda de US$ 0,16 bilhões (-9,6%) em Indústria Extrativa e crescimento de US$ 4,66 bilhões (25,5%) em produtos da Indústria de Transformação.



Source link

News

Defesa Civil de estado do Sudeste alerta para temporais



A Defesa Civil de São Paulo alerta para chuvas de forte intensidade que atingirão todas as regiões do testado nesta quinta-feira (7) e sexta-feira (8). De acordo com a entidade, os níveis de acumulados de chuva poderão variar entre altos e muito altos.

Nas regiões dos municípios de Marília e Presidente Prudente, os níveis estarão altos. Já na capital, região metropolitana de São Paulo, Vale do Ribeira, regiões de Itapeva, Sorocaba, Campinas, Baixada Santista, litoral norte, Vale do Paraíba, São José do Rio Preto, Araçatuba, Barretos, Franca e Ribeirão Preto, o nível de acumulado de chuva será muito alto.

A Defesa Civil destaca atenção especial para as regiões de Bauru e Araraquara, onde os níveis de chuva serão ainda mais elevados. As pancadas podem vir acompanhadas de raios, rajadas de vento e possibilidade de granizo.

O alerta é devido à passagem de uma frente fria pela costa do Sudeste, a qual criará condições para pancadas de chuva forte e temporais.

Diante desse cenário, o governo de São Paulo irá instalar nesta quinta um gabinete de crise para enfrentar possíveis emergência causada pelas chuvas previstas para estes dois dias em todo o estado. As empresas de energia elétrica e abastecimento de água terão representantes nesse grupo.

Recomendações da Defesa Civil duratente temporal

  • Evite lugares abertos, como praias, campos de futebol e estacionamentos;
  • Evite ficar perto de objetos altos e isolados, como árvores, postes, caixas d’água e quiosques;
  • No momento da chuva, mantenha distância de aparelhos e objetos ligados à rede elétrica, como geladeiras, fogões e TVs;
  • Evite tomar banho durante a tempestade;
  • Em caso de ventos fortes, tenha cuidado com a queda de árvores, postes, fios e semáforos;
  • Não desafie a força das águas, não tente transpor uma enxurrada ou andar em áreas de alagadas;
  • Se estiver em uma área de encosta, observe sinais de movimentação do solo, como rachaduras nas paredes, árvores e postes inclinados e água lamacenta;
  • Se um fio energizado cair sobre o veículo, permaneça dentro do carro e ligue para o serviço de emergência.
  • Para receber alertas da Defesa Civil, envie um SMS com o CEP da região para o número 40199 ou acompanhe as redes sociais pelo @defesacivilsp.



Source link

News

Comentarista do Canal Rural entra para o Hall da Fama da Avicultura Latino-Americana



O ex-ministro da Agricultura Francisco Turra, presidente do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e comentarista do Canal Rural entrará para o Hall da Fama da Avicultura Latino-Americana.

A nomeação acontecerá durante o congresso Ovum, de 12 a 15 de novembro, em Punta del Este, Uruguai.

O ingresso para o seleto grupo, que inclui importantes líderes que ajudaram a moldar o modelo de desenvolvimento da avicultura na América Latina, é um reconhecimento internacional à trajetória de Turra na agricultura e na pecuária brasileira.

Trajetória do homenageado

Nascido na cidade de Marau, norte do Rio Grande do Sul, sua trajetória começou na política, como vice-prefeito, tendo sido depois prefeito, deputado estadual e federal, cargo em que sempre trabalhou pela sustentabilidade da agroindústria – incluindo a avicultura.

Já na presidência da Companhia Brasileira de Abastecimento (Conab), definiu o papel da empresa como gestora de grãos do país, ampliando a capacidade produtiva e competitiva que levou o Brasil à liderança mundial na exportação de carne de frango em 2004.

Foi ainda ministro da Agricultura durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, desenvolvendo programas voltados para a tecnificação e a implementação de novas tecnologias nas propriedades rurais, período em que a produção de insumos para a avicultura e outros grãos atingiu níveis recordes.

Abertura de mercados à carne de frango

Em 2008, Turra assumiu a antiga Associação Brasileira dos Exportadores de Frango (Abef), onde deu início à construção de estratégias de desenvolvimento do setor e sua capacidade exportadora, como a criação do mecanismo de distribuição de cotas para exportações à União Europeia, que reduziu significativamente os custos de exportação.

Trabalhou, ainda, na abertura de importantes mercados para carne de frango brasileira, sendo o responsável pelas negociações com a China.

Com visão de futuro, anos mais tarde, Turra integrou a Abef à então União Brasileira de Avicultura, criando a Ubabef. Estabeleceu, assim, um novo modelo de gestão associativa que culminou, em 2014, na unificação da avicultura com a suinocultura e a criação da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

À frente da entidade, o setor registrou um aumento de 246% na receita de exportações em reais para carne de frango e de quase 450% para carne suína. Expandiu o Siav para Siavs (Salão Internacional de Proteína Animal), incluindo o setor suinícola no maior evento setorial do país, e ainda fez a gestão de crise do setor durante a Operação Carne Fraca.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Óculos inteligentes facilitam manutenção de máquinas



Uma das grandes vantagens do Smart Glasses é a conectividade de alta qualidade



Uma das grandes vantagens do Smart Glasses é a conectividade de alta qualidade
Uma das grandes vantagens do Smart Glasses é a conectividade de alta qualidade – Foto: Canva

A RZK Agro, concessionária John Deere no Vale do Araguaia, que atua em Mato Grosso e Goiás, iniciou o atendimento remoto utilizando o Smart Glasses, óculos inteligentes que têm se mostrado uma ferramenta eficaz para manutenção de máquinas e suporte ao cliente no campo. Equipados com essa tecnologia, os profissionais conseguem diagnosticar e resolver problemas com mais agilidade, evitando que as máquinas fiquem paradas e garantindo uma solução mais rápida e precisa.

Uma das grandes vantagens do Smart Glasses é a conectividade de alta qualidade, que permite ao técnico se conectar em tempo real com especialistas, seja em oficinas especializadas ou na própria fábrica da John Deere. Com isso, as inspeções técnicas são agilizadas, sem necessidade de deslocamento de máquinas ou funcionários. Segundo Leandro Stinati, Gerente Corporativo de Serviços da RZK Agro, “a utilização do Smart Glasses vai agilizar o processo produtivo, com rápido atendimento e resolução dos problemas”, o que é crucial para o produtor rural, que tem o tempo contado.

Além de seu papel no suporte técnico, os óculos inteligentes desempenham um papel importante na formação de profissionais mais qualificados. Com a utilização dessa tecnologia, os treinamentos tornam-se mais eficientes e realistas, permitindo que os técnicos realizem demonstrações práticas e detalhadas em tempo real, com visualização dos componentes das máquinas diretamente nos óculos. Isso proporciona uma experiência mais imersiva e assertiva para os participantes, facilitando a compreensão e o aprendizado sobre os sistemas e softwares das máquinas. O serviço já está disponível na concessionária RZK Agro de Mineiros-GO, e diversas empresas do setor estão testando essa tecnologia no campo, reconhecendo seu potencial para aprimorar tanto o suporte técnico quanto a capacitação de novos profissionais.

 





Source link

News

Café das terras mineiras para o mundo


O aroma é inconfundível, e o sabor ainda mais marcante. Em uma plantação totalmente natural, dedicada ao café, o produtor José Joaquim Vieira cultiva o grão nas terras mineiras e leva o sabor para além das fronteiras do Brasil.

“Trabalho com cafés especiais e vendemos o nosso café para compradores de todo o mundo, por meio do negócio justo”, disse o produtor.

O comércio justo (Fair trade, em inglês) é um selo que, além de facilitar o comercialização dos produtos no mercado nacional e internacional, certifica que a produção segue rigorosos padrões ambientais, oferecendo garantias tanto para produtores como para os consumidores. O Sebrae ajuda produtores a conseguir essa certificação.

O café que o Vieira produz –  em uma plantação de 50 hectares na comunidade de Santo Antônio do Quebra Anzol, região de Patrocínio, Minas Gerais –  é exportado para Europa, Estados Unidos, sendo o maior comprador o Reino Unido. Mas para colher tantos bons frutos, o produtor relembra que o caminho foi de mudanças e desafios.

“Eu herdei um pedaço de terra dos meus pais, 32 hectares, e tocava o sítio na atividade leiteira desde 1990. Em 2010, eu percebi que a atividade para mim, não estava compensando. Então, vendi todo o gado e iniciei o cultivo de café”.

A decisão de mudar trouxe crescimento. A terra herdada dos pais expandiu, e ao longo dos anos, Vieira adquiriu mais 18 hectares, aumentando a produção. 

Um dos segredos do sucesso? Colocar as mãos na terra. “Para isso, eu entrei no meio do campo, onde estou até hoje,” revela.

Além do trabalho árduo, Vieira buscou conhecimento para aperfeiçoar o cultivo:

“Em 2012, eu entrei para a Associação dos Pequenos Produtores do Cerrado, APPCER. Em 2017, através do Sebrae, conseguimos um Educampo para os associados, e o meu técnico, me orientou na área financeira, na aquisição de insumos, aplicação de defensivos e movimentação da mão de obra”, afirma Vieira. 

O suporte do Sistema Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresa (Sebrae) foi fundamental para que o produtor se sentisse mais seguro em cada etapa do processo, principalmente com Educampo – Sebrae Minas Gerais, que é uma plataforma que promove acesso a informações gerenciais e orienta no planejamento da produção. Seguindo essas e outras diretrizes, Vieira tem alcançado bons resultados em sua lavoura. Na última colheita, ele obteve uma safra alta, com a marca de 52 sacas por hectare. 

“O café é uma cultura bianual, um ano produz mais e em outro menos. Minha média anual é de 45 sacas por hectare. Em ano de safra alta, 50 ou mais; em ano de safra baixa, 40 ou menos”. 

Além disso, Vieira ressaltou que as orientações passadas pelas instituições  ajudaram no desenvolvimento do seu negócio, “O projeto me possibilita saber o que é rentável para minha empresa, por quanto posso vender o meu café e o que devo aplicar na lavoura. Fazemos o planejamento, calculamos o risco e a rentabilidade do negócio”.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Aceita um café?

José Joaquim Vieira com os filhos comemorando o aniversário do caçula. Arquivo Pessoal.

Para quem gosta de café, essa simples pergunta faz o dia ganhar um toque especial. A sensação de ser bem-recebido é acolhedora, seja na casa de um amigo ou de um parente. E é com esse mesmo carinho que José Joaquim Vieira cultiva seu café, mantendo um alto padrão de qualidade.

Ter um bom café, requer planejamento e atenção para lidar com as oscilações do mercado. O preço do café é influenciado por fatores externos. “Como toda atividade agrícola a céu aberto, somos dependentes da natureza, que tem muitas intempéries como geada e chuva” explica o cafeicultor. E acredite, é essa oscilação que o move todos os dias: ”Eu amo trabalhar com café”.

Para garantir uma colheita de qualidade, Vieira monitora cada etapa do processo como “Acompanhar a fase de crescimento e maturação dos frutos, ficar de olho no mercado para garantir o bom preço na hora da venda, travar os custos através de venda futura, pois o café é uma commodity, ora o preço sobe, e do nada despenca” afirma.

Essa trajetória de sucesso, construída ao longo de 24 anos, contou também com o apoio da família. “Meus filhos cresceram junto à lavoura. Um estudou agronomia e me auxilia nos tratos culturais, o outro trabalha na área administrativa e me auxilia na gestão do sítio. Eu fico no sítio durante a semana e a minha esposa fica com o meu terceiro filho, na cidade” contou Vieira com orgulho dessa união e fortalecimento familiar.

Quer saber mais sobre como conseguir bons resultados no seu negócio e como ter acesso ao o selo Fair trade, ou Comércio Justo? Acompanhe as notícias por aqui, no site e nas redes sociais do Canal Rural/empreendedorismo e no  programa Porteira Aberta Empreender

Sobre o Educampo | Educampo

O que é fair trade (comércio justo) – Sebrae



Source link

News

Brasil buscará produzir pescados em 74 reservatórios de hidrelétricas


Há muito se fala que os reservatórios das usinas hidrelétricas têm potenciais que vão além da geração de energia. Isso porque suas barragens podem ser usadas para a produção de pescados e, com isso, gerar empregos e garantir mais proteína na mesa dos brasileiros.

Partindo dessa premissa, e com o objetivo de discutir o aproveitamento estratégico desses reservatórios, iniciou nesta quarta-feira (6) o workshop Desenvolvimento da Aquicultura em Sinergia com o Setor Elétrico. O evento é fruto da parceria dos ministérios de Minas e Energia e Pesca e Aquicultura.

A ideia é conciliar produção de energia e desenvolvimento da aquicultura sustentável, com foco em três pilares: segurança energética, aumento da produção de pescado e geração de empregos. Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a expectativa é a de utilizar 74 reservatórios.

Combate à fome

Ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula e o ministro de Minas e Energia, Alexandre SilveiraMinistro da Pesca e Aquicultura, André de Paula e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira
Foto: José Cruz/ Agência Brasil

“Vamos aumentar a produção de alimento nos reservatórios das nossas hidrelétricas. Trata-se de uma verdadeira transição energética feita de forma justa e inclusiva. É mais um resultado da aliança global de combate à fome que tanto fortalecemos no G-20 [grupo formado pelas 20 maiores economias do planeta]”, disse Silveira.

Na avaliação do ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, a iniciativa – que tem por base as diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e Pesca, da Política Nacional de Energia Elétrica e do Plano de Recuperação de Reservatórios de Regularização do País – atende uma das prioridades do governo Lula, que é o combate à fome.

“Se há um setor da proteína animal que não para de crescer com resultados impressionantes é o da aquicultura. E, de forma especial, a piscicultura. Nesse conjunto, a estrela central, a joia da coroa é a tilápia brasileira”, disse o ministro, ao lembrar que há, também, grande potencial para a produção de pescados na costa brasileira, com mais de 8 mil quilômetros.

O acordo técnico assinado pelos dois ministérios resultará em “peixinho frito, moqueca, caldeirada e peixe assado na mesa da nossa gente”, ressaltou Alexandre Silveira.

Entre os temas abordados durante o workshop estão: aquicultura em águas da União; licenciamento ambiental da aquicultura e utilização das áreas de preservação permanente em reservatórios; e a interação entre a operação dos reservatórios e a atividade pesqueira.



Source link