sexta-feira, julho 24, 2026

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Copom eleva juros básicos da economia para 11,25% ao ano


A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação e da economia global fizeram o Banco Central (BC) aumentar o ritmo de alta dos juros nesta quarta-feira (6).

Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,5 ponto percentual, para 11,25% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.

A alta consolida um ciclo de contração na política monetária. Após passar um ano em 13,75% ao ano, entre agosto de 2022 e agosto de 2023, a taxa teve seis cortes de 0,5 ponto e um corte de 0,25 ponto, entre agosto do ano passado e maio deste ano.

Nas reuniões de junho e julho, o Copom decidiu manter a taxa em 10,5% ao ano, começando a aumentar a Selic na reunião de setembro, quando a taxa subiu 0,25 ponto.

Efeito Trump

Em comunicado, o Copom informou que a incerteza nos Estados Unidos se ampliou. Sem citar diretamente a eleição do ex-presidente Donald Trump, o texto mencionou “a conjuntura econômica incerta nos Estados Unidos, o que suscita maiores dúvidas sobre os ritmos da desaceleração, da desinflação e, consequentemente, sobre a postura do Fed [Federal Reserve, Banco Central norte-americano]”.

Em relação ao cenário doméstico, o Copom informou que está acompanhando a política fiscal e cobrou ajustes dos gastos públicos.

“O Comitê reafirma que uma política fiscal crível e comprometida com a sustentabilidade da dívida, com a apresentação e execução de medidas estruturais para o orçamento fiscal, contribuirá para a ancoragem das expectativas de inflação e para a redução dos prêmios de risco dos ativos financeiros, consequentemente impactando a política monetária”, destacou o comunicado.

Taxa Selic

CopomCopom
Copom. Foto: Banco Central do Brasil

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Em setembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial, subiu para 0,44%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), puxado pela bandeira vermelha nas contas de luz e pelo preço dos alimentos, que subiu por causa da seca no início do semestre. O IPCA de outubro só será divulgado na sexta-feira (8).

Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,42% em 12 meses, cada vez mais próximo do teto da meta deste ano. Para 2024, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 4,5% nem ficar abaixo de 1,5% neste ano.

No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária elevou para 4,31% a previsão para o IPCA em 2024, mas a estimativa pode subir ainda mais mudar por causa da alta do dólar e do impacto da seca prolongada sobre os preços. O próximo relatório será divulgado no fim de dezembro.

Previsões pessimistas

As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,59%, acima do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 4,38%.

O comunicado do Copom trouxe as expectativas atualizadas do Banco Central sobre a inflação. A autoridade monetária prevê que o IPCA chegará a 4,6% em 2024 (acima do teto da meta), 3,9% em 2025 e 3,6% no acumulado em 12 meses no fim do primeiro trimestre em 2026. Isso porque o Banco Central trabalha com o que chama de “horizonte ampliado”, considerando o cenário para a inflação em até 18 meses.

O Banco Central aumentou as estimativas de inflação. Na reunião anterior, de setembro, o Copom previa IPCA de 4,3% em 2024, de 3,7% em 2025 e de 3,5% no acumulado em 12 meses no fim do primeiro trimestre em 2026

Crédito mais caro

O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico. No último Relatório de Inflação, o Banco Central elevou para 3,2% a projeção de crescimento para a economia em 2024. O número foi revisado após o expansão de 3,1% do PIB em 2024.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.



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Boi gordo estabiliza em R$ 320 nas principais praças de comercialização


O mercado físico do boi gordo volta a apresentar alta em seus preços nesta quarta-feira (6). Segundo a consultoria Safras & Mercado, o ambiente de negócios ainda sugere por novos reajustes no curto prazo.

De acordo com o analista da empresa Fernando Henrique Iglesias, isso ocorre em linha com a posição das escalas de abate, que permanecem encurtadas em grande parte do país.

“Importante mencionar que as exportações seguem robustas, com o Brasil já estabelecendo um recorde histórico na atual temporada, com volumes impressionantes embarcados. Os preços da carne seguem em alta no mercado interno, mas há limitações em função do baixo poder de compra da população brasileira, que tende a migrar para proteínas de menor valor agregado, caso da carne de frango, dos embutidos e do ovo”.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: chega a ser negociada em até R$ 330 a arroba. As negociações no estado se concentram a R$ 325 a prazo
  • Minas Gerais: negociações acima da referência média no estado foram reportadas. No Triângulo Mineiro, indicação em até R$ 320/325 a arroba a prazo
  • Goiás: negócios em até R$ 320 a prazo em Goiânia. Já em Mineiros, também foram relatados operações em até R$ 320
  • Mato Grosso do Sul: na região de Naviraí, indicação de negócios a R$ 320, o mesmo ocorrendo em Campo Grande
  • Mato Grosso: em Rondonópolis, relatos de negócios ao nível de R$ 310 a 315 a arroba. Em Cuiabá também foram relatadas negociações em mesmo patamar

Mercado atacadista

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Foto: Freepik

O mercado atacadista voltou a apresentar preços mais altos. Segundo Iglesias, a perspectiva é de continuidade deste movimento no curto prazo, considerando a entrada dos salários na economia, o que motiva a reposição ao longo da cadeia produtiva.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 24,00 por quilo alta de R$ 0,25. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 19,50 por quilo, alta de R$ 0,60. A ponta de agulha ainda é precificada a R$ 18,20, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,23%, sendo negociado a R$ 5,6752 para venda e a R$ 5,6732 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6646 e a máxima de R$ 5,8611.



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Carreta com fertilizante adulterado é apreendida; criminoso tentou subornar policiais



Cinco pessoas foram presas em flagrante pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) por adulteração de fertilizantes em um barracão em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, Paraná, nesta terça-feira (5).

Durante a operação, os agentes flagraram uma carreta descarregando uma carga de adubo nitrogenado que estava sendo misturado com outros produtos de valor inferior.

De acordo com o delegado André Feltes, à frente da ação, esse tipo de insumo tem sido alvo frequente dos criminosos devido à dificuldade em atestar a sua qualidade.

“No caso dos fertilizantes, eles costumam trocar até 50% da carga e substituir por um insumo que custa 10% do preço, como o calcário, por exemplo. O fertilizante tem sido muito procurado nesse tipo de fraude porque normalmente vai para as fazendas, onde nem sempre é testado. Isso gera lavouras bem menos produtivas e só depois de seis ou sete meses é que o fazendeiro vai saber que o produto não era bom”, relatou.

Tentativa de suborno

Em depoimento, um dos envolvidos admitiu que parte da carga original já havia sido desviada, enquanto a outra parte seria transportada com nota fiscal adulterada.

O delegado contou que os participantes do ilícito foram autuados por associação criminosa e receptação qualificada, além de um deles ter sido acusado de corrupção ativa. “O dono do local tentou subornar a equipe policial, oferecendo inicialmente R$ 50 mil e, depois, aumentando para R$ 150 mil”, afirmou.

Feltes também disse que os caminhoneiros que faziam o transporte das cargas eram “aliciados” e chegavam a receber até R$ 40 mil pelo golpe.

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) esteve no local e também constatou as irregularidades e fraudes no procedumento. A equipe da Polícia Científica foi acionada para coletar provas e documentar as ilegalidades encontradas.



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Brasil tem aumento de até 3ºC na temperatura de algumas regiões


Nos últimos 60 anos, o aquecimento em algumas regiões brasileiras foi maior que média global, chegando a até 3º Celsius na média das temperaturas máximas diárias em algumas regiões, aponta o relatório Mudança do Clima no Brasil – síntese atualizada e perspectivas para decisões estratégicas. De acordo com o estudo, desde o início da década de 1990, o número de dias com ondas de calor no Brasil subiu de sete para 52, até o início da década atual.

“Eventos extremos, como secas severas e ondas de calor, serão mais frequentes, com probabilidade de ocorrência de eventos climáticos sem precedentes”, destaca o relatório.

O estudo, que será lançado oficialmente em Brasília, nesta quarta-feira (6), é um recorte para o Brasil do último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e de outros estudos científicos atuais, resultado de um esforço que reuniu o Ministério de Ciência, Tecnologia e Informação com as organizações sociais da Rede Clima, o WWF-Brasil e o Instituto Alana.

Projeção

A partir das projeções para os próximos 30 anos, apresentadas de forma inédita pelo IPCC, com o objetivo de orientar ações de adaptações, os pesquisadores também concluíram que se o limite de 2ºC for atingido, em 2050 limiares críticos para a saúde humana e a agricultura serão ultrapassados com mais frequência.

Nesse cenário, a população afetada por enxurradas no Brasil aumentará entre 100 e 200%. Doenças transmitidas por vetores como os da dengue e malária também causarão mais mortes.

A Amazônia, por exemplo, perderá 50% da cobertura florestal pela combinação de desmatamento, condições mais secas e aumento dos incêndios. O fluxo dos rios serão reduzidos e a seca afetaria mais os estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima. O ciclo de chuvas no Brasil e na América do Sul também serão afetados.

Os estoques pesqueiros serão reduzidos em 77%, com redução de 30% a 50% dos empregos no setor. O impacto estimado na receita, em relação ao Produto Interno Bruto é 30%.

O Nordeste, onde vivem atualmente quase 55 milhões de pessoas, segundo dados preliminares do Censo 2022, pode ter 94% do território transformado em deserto.

Pessoas que vivem nas grandes cidades brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte ficarão expostas à escassez de água. A estimativa é que no cenário de mais 2ºC, em 2050, 21,5 milhões de pessoas em áreas urbanas sejam afetadas pela quebra do ciclo hídrico e do impacto nas safras.

Medidas

Nas conclusões, os pesquisadores consideram ser necessário manter o limite de 1,5ºC no aumento médio da temperatura global e não permitir que as emissões de gases do efeito estufa continuem crescendo e para isso é necessário rever as ambições das políticas nacionais. “As metas brasileiras não têm correspondido ao tamanho da redução das emissões que cabem ao país” destaca o relatório.

Entre os ajustes imediatos apontados pelo estudo estão: zerar o desmatamento em todos os biomas, investir em programas de pagamentos por serviços ambientais para incentivar a conservação, migrar para uma agricultura de baixo carbono, por meio de sistemas agroflorestais e integração entre lavoura, pecuária e floresta.

A gestão integrada dos recursos hídricos e a adoção de sistemas agrícolas resilientes às mudanças climáticas são apontados pelos cientistas como saídas para garantir as seguranças hídrica e alimentar.

Soluções baseadas na natureza são medidas necessárias para adaptar as cidades às mudanças climáticas, com o aumento de áreas verdes que tornem as regiões urbanas mais permeáveis com drenagem natural. O relatório também aponta a necessidade de investimentos em transporte público de baixo carbono, como incentivo ao uso de transportes coletivos e não motorizados.

O estudo aponta ainda a importância da cooperação internacional no financiamento climático desenvolvimento e transferência de tecnologias limpas, além do reforço coletivo para diminuir as emissões de gases do efeito estufa.





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veja como fecharam os preços da soja hoje



Esta quarta-feira (6) foi de calmaria no mercado brasileiro de soja, com poucos lotes negociados e preços mistos. No mercado interno, os preços apresentaram ajustes pontuais, com alguns recuos nas cotações nos portos e estabilidade em algumas regiões.

Segundo a consultoria Safras & Mercado, os produtores que possuem soja disponível estão segurando o produto, na expectativa de preços melhores e evitando negociações com pagamentos alongados.

Preços da saca de soja hoje

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 136 para R$ 135
  • Missões (RS): recuou de R$ 135 para R$ 134
  • Porto de Rio Grande (RS): caiu de R$ 144 para R$ 143
  • Cascavel (PR): leve queda, de R$ 139 para R$ 138
  • Porto de Paranaguá (PR): recuou de R$ 145 para R$ 143
  • Rondonópolis (MT): O preço caiu de R$ 153 para R$ 152
  • Dourados (MS): estável em R$ 140
  • Rio Verde (GO):leve queda, de R$ 136 para R$ 135

Chicago

No mercado internacional, os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em perdas predominantes, embora acima das mínimas do dia. A repercussão da vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos EUA gerou uma reação negativa inicial, com o mercado caindo cerca de 2%.

A memória da guerra comercial entre os EUA e a China, que resultou em tarifas sobre as exportações de soja norte-americana, trouxe incertezas sobre o futuro das relações comerciais, com a expectativa de que a China redirecione suas compras para o Brasil.

Apesar da queda inicial, o mercado começou a se recuperar, fechando o dia com perdas mais contidas e algumas posições mostrando leve alta. Analistas acreditam que o impacto das mudanças políticas nos EUA só será sentido na próxima safra. Aproveitando a queda nos preços, investidores começaram a se reposicionar para os próximos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na sexta-feira (08).

USDA

O USDA estima que os estoques de soja dos EUA para a safra 2024/25 sejam de 535 milhões de bushels, uma redução em relação à previsão anterior de 550 milhões. Já a produção esperada para os EUA é de 4,553 bilhões de bushels, também abaixo da estimativa de 4,582 bilhões de bushels de outubro. A oferta e demanda mundial de soja permanece ajustada, com estoques finais para 2024/25 estimados em 134 milhões de toneladas, levemente abaixo dos 134,7 milhões de toneladas de outubro.

Câmbio

O câmbio também teve influência no mercado de soja. O dólar comercial encerrou a sessão com queda de 1,23%, sendo negociado a R$ 5,6752 para venda e R$ 5,6732 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,6646 e R$ 5,8611, refletindo um movimento de correção após a alta observada nos dias anteriores.



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Oito toneladas de maconha são apreendidas em meio a carga de fertilizantes



Policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreenderam nesta terça-feira (5), em Itaquiraí, sudoentes de Mato Grosso do Sul, uma carreta bitrem com oito toneladas de maconha. A droga estava escondida em meio a big bags com 30 toneladas de fertilizantes.

Os militares realizavam o patrulhamento pelo Assentamento Lua Branca, zona rural do município, quando visualizaram uma caminhonete parada ao lado de uma área de mata. Ao perceber a aproximação, duas pessoas fugiram a pé.

Os policiais informaram que chegaram até o lote no Assentamento, onde a carreta estava atolada. Um adolescente de 17 anos que estava na casa foi apreendido.

A carreta e os entorpecentes, avaliados em mais de R$ 16 milhões, foram encaminhados à Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), no município de Dourados.

Esta já é a segunda carreta bitrem carregada com drogas na região de fronteira que policiais do DOF apreendem em menos de três dias em Mato Grosso do Sul.

No último sábado (2), outro veículo foi apreendido com 12.310 quilos de maconha na MS-386 em Aral Moreira. Na ocasião, um homem de 44 anos foi preso em flagrante. O destino final do entorpecente era a cidade de Marau, no Rio Grande do Sul.

O DOF mantém um canal aberto direto com o cidadão para tirar dúvidas, receber reclamações e denúncias anônimas, através do telefone 0800 647-6300. A ligação é mantida em absoluto sigilo e o serviço funciona 24 horas por dia.



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USDA deve reduzir estimativa de produção dos EUA de soja e milho, dizem analistas



O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá reduzir na próxima sexta-feira (8), suas estimativas de rendimento e produção para a soja e o milho no país, de acordo com analistas consultados pelo Wall Street Journal.

Para a soja, a produtividade deverá ser reduzida de 53,1 para 52,8 bushels por acre (3,57 para 3,55 toneladas por hectare), e a produção, de 4,582 bilhões para 4,553 bilhões de bushels (124,71 milhões para 123,92 milhões de toneladas).

A estimativa para a produção de milho deverá passar de 15,203 bilhões para 15,179 bilhões de bushels (386,16 milhões para 385,55 milhões de toneladas), e a de produtividade, de 183,8 para 183,7 bushels por acre (11,54 para 11,53 toneladas por hectare), segundo os analistas.

A projeção para estoques de soja nos EUA ao fim de 2024/25 deverá ser reduzida de 550 milhões para 535 milhões de bushels (14,97 milhões para 14,56 milhões de toneladas), disseram os analistas.

Os estoques finais de milho deverão ser estimados em 1,921 bilhão de bushels (48,79 milhões de toneladas), em comparação a 1,999 bilhão de bushels (50,77 milhões de toneladas) projetados em outubro. A estimativa para os estoques de trigo nos EUA deverá ser mantida em 812 milhões de bushels (22,10 milhões de toneladas).

Estoques mundiais

Quanto aos estoques mundiais, os analistas acreditam que a previsão para reservas de soja ao fim de 2024/25 será reduzida de 134,7 milhões para 134 milhões de toneladas. A estimativa para estoques globais de milho deverá passar de 306,5 milhões para 305,9 milhões de toneladas.

Quanto ao trigo, a expectativa é de que a projeção passe de 257,7 milhões para 256,8 milhões de toneladas.



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‘Foram anos difíceis, com adaptação ao clima, seca e lagarta na lavoura’, compartilha o presidente da Aprosoja BA



2001 foi o ano em que Darci Américo Salvetti, atual presidente da Aprosoja Bahia, deu início à jornada no plantio e cultivo da soja. Natural de Ubiratã, no Paraná, ele e sua família se mudaram para a Bahia com o compromisso de investir na produção do grão, com as atividades em uma fazenda no anel da soja, na região de Riachão das Neves.

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Desafios em meio à semeadura

Salvetti lembra que os primeiros anos na Bahia foram difíceis. “Foram cinco anos desafiadores: adaptação ao clima, seca severa, preços baixos, ferrugem da soja e a praga da lagarta Helicoverpa. Com determinação e fé em Deus, conseguimos superar os obstáculos”, diz o produtor. Após esse período, ele se mudou para uma nova propriedade, localizada a cerca de 40 quilômetros de Luís Eduardo Magalhães, onde permanece até hoje.

Sobre a safra de soja 2024/25, Darci se mostra otimista: “Até agora, o plantio está indo muito bem. Estamos semeando dentro da melhor janela possível, o que tem trazido bons resultados. Alguns produtores da região Oeste da Bahia já terminaram a semeadura e nós já temos 80% das lavouras plantadas”, comenta.

Sustentabilidade como aliada

Além do cuidado com o plantio da soja, Darci também tem investido em práticas agrícolas sustentáveis. Em áreas mais arenosas e de solo novo, será realizado o plantio de Brachiaria, que ajudará a formar uma boa palhada para a próxima safra. “Nos últimos anos, focamos na boa dessecação pós-colheita, e o uso de milheto e Brachiaria tem dado excelentes resultados no controle das ervas daninhas. Com isso, conseguimos erradicar as plantas perenes e utilizamos a dose recomendada de herbicidas com eficiência”, explica.

Outro grande diferencial tem sido a incorporação de tecnologias de ponta. “A agricultura de precisão, o controle do tráfego de máquinas e o uso de drones com imagens multiespectrais têm sido essenciais para otimizar a produção. Além disso, estamos sempre atualizando nossas máquinas, o que nos permite melhorar a qualidade e a eficiência do trabalho”, afirma Darci.

Apesar de ser cedo para tirar conclusões sobre doenças e pragas, ele sabe que o controle fitossanitário é um dos maiores desafios no caminho. “Cada ano é um ano novo. A tecnologia nos ajuda a monitorar as lavouras e agir rapidamente diante de qualquer problema. Quanto aos solos, usamos a agricultura de precisão para criar um perfil detalhado de cada talhão”, comenta.

Desafios

Entre os maiores desafios da região, Darci destaca o problema com nematóides. “Infelizmente, temos dificuldades com nematóides, que afetam a produtividade. No entanto, estamos em busca de soluções, como o uso de variedades resistentes. Trabalhamos em parceria com laboratórios para identificar os tipos de nematóides presentes em nossas lavouras e, a partir disso, selecionar as variedades mais adequadas para cada talhão, o que tem ajudado no controle desse problema.”

Com foco em inovação e tecnologia, Darci acredita que essas estratégias serão fundamentais para mitigar os impactos e garantir a sustentabilidade da produção de soja na região. Ele está confiante de que, com o uso de novas soluções, será possível enfrentar os desafios de forma mais eficaz e assegurar o futuro da agricultura na região.



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Produção de etanol nos EUA sobe 2,13%, para 1,105 milhão de barris por dia



A produção média de etanol nos Estados Unidos foi de 1,105 milhão de barris por dia na semana encerrada na sexta-feira, 1º de novembro. O volume é 2,13% maior do que o registrado na semana anterior, de 1,082 milhão de barris por dia. Os estoques do biocombustível subiram 0,92% ante a semana anterior, para 22 milhões de barris, enquanto as exportações passaram de 60 mil para 109 mil barris por dia.

Os números foram divulgados nesta quarta-feira (6) pela Administração de Informação de Energia do país (EIA, na sigla em inglês), do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês).

Analistas consultados pela Dow Jones Newswires esperavam produção entre 1,070 milhão e 1,086 milhão de barris por dia. Quanto aos estoques, as estimativas iam de 21,371 milhões a 22 milhões de barris.

Os números de produção de etanol nos EUA são um indicador da demanda interna por milho. No país, o biocombustível é fabricado principalmente com o grão e a indústria local consome mais de um terço da safra doméstica do cereal.



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AgroNewsPolítica & Agro

Bahia lidera produção nacional de maracujá



Chapada Diamantina desponta como polo de maracujá na Bahia




Foto: Pixabay

De acordo com as informações da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri BA), a Bahia, tradicionalmente reconhecida pelo seu peso no agronegócio e especialmente na produção de grãos, fortalece seu papel de destaque na fruticultura brasileira, registrando resultados expressivos na produção de maracujá. Em 2023, o estado confirmou sua posição de líder nacional, com uma produção total de 253,9 mil toneladas, o que representa um crescimento de 8,3% em relação ao ano anterior, segundo dados do Portagro.

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Segundo os dados do Seagri BA, a Chapada Diamantina, conhecida pela biodiversidade e ecoturismo, desponta como principal polo produtor de maracujá da Bahia. Nessa região, o município de Livramento de Nossa Senhora ocupa a posição de maior produtor nacional, com 44.395 toneladas colhidas em 2023, mesmo após uma leve queda de 5% em relação à safra anterior. Outros municípios da Chapada, como Ituaçu e Barra da Estiva, também se destacam no cenário nacional, com produções próximas de 30 mil toneladas cada, consolidando a região como uma importante produtora de maracujá no Brasil.

As condições climáticas do estado, marcadas por altas temperaturas e grande incidência de sol, somadas à diversidade de solos e disponibilidade de recursos hídricos para irrigação, oferecem um ambiente ideal para o cultivo da fruta. Combinados a práticas agrícolas adequadas e ao investimento em tecnologia, esses fatores têm sido essenciais para o sucesso da fruticultura na Bahia, conforme os dados da Seagri.





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