sexta-feira, julho 24, 2026

Agro

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Trump eleito e Selic em 11,25%; o que vem por aí



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac destaca o aumento da Selic para 11,25% e os impactos da vitória de Trump nas eleições americanas, que reacendem o Trump trade e elevam o dólar globalmente.

No Brasil, a volatilidade se mantém com atenção às medidas fiscais de Haddad.



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Chuva forte e nebulosidade tomam conta do país; confira a previsão



Novembro está sendo marcado pelas pancadas de chuva. As cinco regiões brasileiras convivem com precipitações a qualquer momento nesta quinta-feira (7). Confira:

Sul

A chuva aumenta em boa parte da faixa Sul da Região. A condição climática será de muita nebulosidade nos três estados, com previsão de chuva de moderada a forte intensidade. Nesse contexto, a única área que fica fora é a região Sul do Rio Grande do Sul, onde o sol predomina.

Sudeste

A chuva avança novamente sobre o estado de São Paulo e a faixa oeste de Minas Gerais, com muita nebulosidade e chuva ao longo do dia. Nas demais áreas, incluindo a faixa central e leste de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, o sol aparece entre muitas nuvens, com previsão de pancadas isoladas de chuva.

Centro-Oeste

A chuva continuará presente nos quatro estados da região, com muita nebulosidade e fortes pancadas em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.

Nordeste

O tempo permanece instável na faixa sul do Maranhão, Piauí e no oeste da Bahia, com previsão de pancadas de chuva de forte intensidade. Nas demais áreas, o sol predomina, com previsão de pancadas isoladas apenas entre o litoral da Bahia e do Rio Grande do Norte.

Norte

A chuva estará presente sobre o Amazonas, no sul do Pará, em Tocantins, no leste do Acre, além de em Rondônia e Roraima, com previsão de pancadas de forte intensidade ao longo do dia. Nas demais áreas, o sol aparece, mas há previsão de pancadas isoladas à tarde devido ao calor e à umidade da região.



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AgroNewsPolítica & Agro

Câmara debate renegociação de dívidas de produtores gaúchos



Resolver a situação do agro gaúcho é essencial



O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) também fez duras críticas à resposta das autoridades
O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) também fez duras críticas à resposta das autoridades – Foto: Agencia Brasil

A Comissão de Agricultura e a comissão externa da Câmara dos Deputados discutiram, nesta terça-feira (5), a renegociação das dívidas dos produtores rurais do Rio Grande do Sul, fortemente impactados pelas enchentes de maio. O deputado Afonso Hamm (PP-RS), da Frente Parlamentar da Agropecuária, destacou o desespero dos produtores e pediu urgência na extensão dos prazos de pagamento e no acesso ao crédito para garantir a próxima safra.

Durante o debate, o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) elogiou a união dos parlamentares gaúchos, mas criticou a falta de sensibilidade das autoridades em Brasília. Ele reforçou a importância de ouvir diretamente os agricultores e enfatizou que o setor agropecuário gaúcho é vital para a economia nacional. Para ele, resolver a situação do agro gaúcho é essencial.

O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) também fez duras críticas à resposta das autoridades, destacando que os produtores não foram responsáveis pelas perdas e precisam de um fundo garantidor para continuar trabalhando. Segundo ele, as promessas feitas até agora são insuficientes diante das perdas bilionárias, e cobrou medidas concretas para auxiliar os agricultores.

“O produtor tem ouvido discursos vazios e desrespeitosos. Promessas como o repasse de R$ 400 milhões são insuficientes frente às perdas bilionárias. Esses discursos nos agridem, porque, na verdade, escondem um disfarce”, declarou.

Representantes de entidades, como Graziele de Camargo, do Movimento SOS Agro RS, lamentaram a burocracia que tem dificultado o acesso ao crédito. A coordenadora ressaltou que os agricultores precisam de soluções reais e imediatas para recuperar suas produções.

 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Empréstimos bancários chineses em setembro devem aumentar com apoio político


Logotipo Reuters

PEQUIM, 9 de outubro (Reuters) – Os novos empréstimos em yuan da China provavelmente aumentaram em setembro em relação a agosto, mostrou uma pesquisa da Reuters na quarta-feira, à medida que o banco central intensifica o estímulo para impulsionar a economia em dificuldades em direção à meta de crescimento deste ano.

Os bancos provavelmente emitiram 1,87 trilhão de yuans (US$ 264,75 bilhões) em novos empréstimos líquidos em yuans no mês passado, mostrou a mediana das estimativas de 16 economistas.
Isso mais que dobraria os 900 bilhões de yuans emitidos em agosto, mas ficaria aquém dos 2,31 trilhões de yuans emitidos no mesmo mês do ano anterior.

Em um esforço para estimular a economia em declínio, o banco central revelou no final de setembro seu pacote de estímulo monetário mais agressivo desde a pandemia da COVID-19, juntamente com amplo suporte ao mercado imobiliário, incluindo cortes nas taxas de hipotecas.

O banco central prometeu mais flexibilização da política monetária.

Os líderes chineses também se comprometeram a implementar “gastos fiscais necessários” para atingir a meta de crescimento deste ano de cerca de 5%.

Na terça-feira, o chefe do planejador estatal da China disse que o país estava “totalmente confiante” em atingir a meta de crescimento de 2024, mas se absteve de introduzir medidas fiscais mais fortes, decepcionando os investidores que apostaram que mais apoio político seria necessário para que a economia voltasse a se recuperar.

Os empréstimos em yuan pendentes provavelmente aumentaram 8,3% em setembro em relação ao ano anterior, mostrou a pesquisa, abaixo dos 8,5% em agosto. O número previsto marcaria um novo recorde de baixa, destacando a fraca confiança das famílias e das empresas, apesar das taxas de juros mais baixas.

Os principais índices de Wall Street fecharam em alta na terça-feira, com os investidores mudando seu foco para os próximos dados de inflação e o início da temporada de lucros do terceiro trimestre.

O crescimento da oferta de moeda M2 em setembro foi de 6,4%, um pouco acima dos 6,3% de agosto.

Qualquer aceleração na emissão de títulos do governo para reanimar a economia pode ajudar a impulsionar o crescimento no financiamento social total (TSF), uma medida ampla de crédito e liquidez. O crescimento do TSF em circulação desacelerou para 8,1% em agosto, de 8,2% em julho.

O Ministério das Finanças da China detalhará planos de estímulo fiscal para impulsionar a economia em uma entrevista coletiva no sábado, informou o principal escritório de informações do governo na quarta-feira, sinalizando políticas mais enérgicas para reativar o crescimento.

Os governos locais emitiram 2,83 trilhões de yuans em títulos especiais, ou 90% desses títulos usados ​​para construção de projetos neste ano, até o final de setembro, disse o planejador estadual.

Além disso, o governo central emitiu 1 trilhão de yuans em títulos especiais de ultralongo prazo planejados para este ano para financiar grandes projetos, de acordo com o planejador estatal.

Em setembro, o TSF provavelmente saltou de 3,03 trilhões de yuans em agosto para 3,73 trilhões de yuans, mostrou a pesquisa.

A previsão é que os dados sejam divulgados entre 10 e 15 de outubro.
($1 = 7,0633 yuan renminbi chinês)

Reportagem de Ella Cao e Kevin Yao; Edição de Kim Coghill





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Evite erros na aplicação de corretivos



A orientação técnica para definir as dosagens corretas



A orientação técnica para definir as dosagens corretas
A orientação técnica para definir as dosagens corretas – Foto: Canva

A aplicação de corretivos é fundamental para manter a saúde do solo e maximizar a produtividade das lavouras. No entanto, a prática exige planejamento detalhado e execução precisa para evitar desperdícios e garantir um bom aproveitamento dos nutrientes. A análise de solo é o primeiro passo para identificar deficiências e definir os corretivos necessários, como calcário ou gesso, que ajustam a acidez e melhoram a estrutura do solo. Sem essa análise, o produtor corre o risco de aplicar insumos desnecessários ou em doses erradas, o que pode afetar negativamente a produtividade.

Além da análise, a orientação técnica para definir as dosagens corretas e o momento da aplicação é essencial. A calibração inadequada dos equipamentos, como a distribuição desigual dos corretivos, é um erro comum que compromete a eficiência e gera desperdícios. O engenheiro agrônomo Leonardo Barato destaca também a importância de evitar condições climáticas desfavoráveis, como ventos fortes e chuvas iminentes, que podem dispersar os insumos e reduzir a eficácia.

A tecnologia de precisão tem sido uma aliada no manejo eficiente dos corretivos. Equipamentos com taxa variável ajustam automaticamente a quantidade de insumo conforme as necessidades do solo, garantindo uma aplicação mais precisa e econômica. A Piccin Equipamentos, por exemplo, desenvolveu a Esteira Precisa, uma tecnologia patenteada que facilita a aplicação uniforme e reduz a necessidade de trocas frequentes de componentes.

Para garantir uma aplicação bem-sucedida, o planejamento deve considerar o momento ideal para aplicação, o clima e a umidade do solo. Manter os equipamentos bem regulados e realizar a manutenção preventiva também são ações cruciais. Com essas práticas, o produtor não só reduz custos, mas também contribui para a sustentabilidade da agricultura e a preservação ambiental.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

escassez de chuvas compromete colheita na Turquia



Arábia Saudita e Iraque recebem umidade necessária




Foto: Arquivo

Segundo o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, publicado nesta terça-feira (5) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Oriente Médio apresentou clima seco nas regiões oeste e leste, em contraste com chuvas mais favoráveis nas áreas centrais de cultivo.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

Na Turquia, o tempo seco prolongado nas principais áreas produtoras de grãos de inverno, incluindo Trácia, Anatólia e Região GAP, tem mantido as precipitações em apenas 10% do normal ao longo dos últimos 30 dias. Essa escassez de umidade está comprometendo a capacidade de estabelecimento das lavouras, que necessitam urgentemente de chuva para garantir um plantio adequado.

Enquanto isso, o Irã registrou céu ensolarado nas regiões central e leste, o que beneficia o desenvolvimento inicial dos grãos de inverno. No Iraque, chuvas moderadas de até 30 mm forneceram a primeira umidade da estação para as culturas de grãos de inverno, favorecendo o cultivo. Já na Arábia Saudita, as chuvas intensas de até 70 mm nas áreas centrais e ao sul, geralmente secas, proporcionaram umidade essencial para as plantações locais de cevada de inverno.





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Copom eleva juros básicos da economia para 11,25% ao ano


A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação e da economia global fizeram o Banco Central (BC) aumentar o ritmo de alta dos juros nesta quarta-feira (6).

Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,5 ponto percentual, para 11,25% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.

A alta consolida um ciclo de contração na política monetária. Após passar um ano em 13,75% ao ano, entre agosto de 2022 e agosto de 2023, a taxa teve seis cortes de 0,5 ponto e um corte de 0,25 ponto, entre agosto do ano passado e maio deste ano.

Nas reuniões de junho e julho, o Copom decidiu manter a taxa em 10,5% ao ano, começando a aumentar a Selic na reunião de setembro, quando a taxa subiu 0,25 ponto.

Efeito Trump

Em comunicado, o Copom informou que a incerteza nos Estados Unidos se ampliou. Sem citar diretamente a eleição do ex-presidente Donald Trump, o texto mencionou “a conjuntura econômica incerta nos Estados Unidos, o que suscita maiores dúvidas sobre os ritmos da desaceleração, da desinflação e, consequentemente, sobre a postura do Fed [Federal Reserve, Banco Central norte-americano]”.

Em relação ao cenário doméstico, o Copom informou que está acompanhando a política fiscal e cobrou ajustes dos gastos públicos.

“O Comitê reafirma que uma política fiscal crível e comprometida com a sustentabilidade da dívida, com a apresentação e execução de medidas estruturais para o orçamento fiscal, contribuirá para a ancoragem das expectativas de inflação e para a redução dos prêmios de risco dos ativos financeiros, consequentemente impactando a política monetária”, destacou o comunicado.

Taxa Selic

CopomCopom
Copom. Foto: Banco Central do Brasil

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Em setembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial, subiu para 0,44%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), puxado pela bandeira vermelha nas contas de luz e pelo preço dos alimentos, que subiu por causa da seca no início do semestre. O IPCA de outubro só será divulgado na sexta-feira (8).

Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,42% em 12 meses, cada vez mais próximo do teto da meta deste ano. Para 2024, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 4,5% nem ficar abaixo de 1,5% neste ano.

No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária elevou para 4,31% a previsão para o IPCA em 2024, mas a estimativa pode subir ainda mais mudar por causa da alta do dólar e do impacto da seca prolongada sobre os preços. O próximo relatório será divulgado no fim de dezembro.

Previsões pessimistas

As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,59%, acima do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 4,38%.

O comunicado do Copom trouxe as expectativas atualizadas do Banco Central sobre a inflação. A autoridade monetária prevê que o IPCA chegará a 4,6% em 2024 (acima do teto da meta), 3,9% em 2025 e 3,6% no acumulado em 12 meses no fim do primeiro trimestre em 2026. Isso porque o Banco Central trabalha com o que chama de “horizonte ampliado”, considerando o cenário para a inflação em até 18 meses.

O Banco Central aumentou as estimativas de inflação. Na reunião anterior, de setembro, o Copom previa IPCA de 4,3% em 2024, de 3,7% em 2025 e de 3,5% no acumulado em 12 meses no fim do primeiro trimestre em 2026

Crédito mais caro

O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico. No último Relatório de Inflação, o Banco Central elevou para 3,2% a projeção de crescimento para a economia em 2024. O número foi revisado após o expansão de 3,1% do PIB em 2024.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.



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Boi gordo estabiliza em R$ 320 nas principais praças de comercialização


O mercado físico do boi gordo volta a apresentar alta em seus preços nesta quarta-feira (6). Segundo a consultoria Safras & Mercado, o ambiente de negócios ainda sugere por novos reajustes no curto prazo.

De acordo com o analista da empresa Fernando Henrique Iglesias, isso ocorre em linha com a posição das escalas de abate, que permanecem encurtadas em grande parte do país.

“Importante mencionar que as exportações seguem robustas, com o Brasil já estabelecendo um recorde histórico na atual temporada, com volumes impressionantes embarcados. Os preços da carne seguem em alta no mercado interno, mas há limitações em função do baixo poder de compra da população brasileira, que tende a migrar para proteínas de menor valor agregado, caso da carne de frango, dos embutidos e do ovo”.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: chega a ser negociada em até R$ 330 a arroba. As negociações no estado se concentram a R$ 325 a prazo
  • Minas Gerais: negociações acima da referência média no estado foram reportadas. No Triângulo Mineiro, indicação em até R$ 320/325 a arroba a prazo
  • Goiás: negócios em até R$ 320 a prazo em Goiânia. Já em Mineiros, também foram relatados operações em até R$ 320
  • Mato Grosso do Sul: na região de Naviraí, indicação de negócios a R$ 320, o mesmo ocorrendo em Campo Grande
  • Mato Grosso: em Rondonópolis, relatos de negócios ao nível de R$ 310 a 315 a arroba. Em Cuiabá também foram relatadas negociações em mesmo patamar

Mercado atacadista

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Foto: Freepik

O mercado atacadista voltou a apresentar preços mais altos. Segundo Iglesias, a perspectiva é de continuidade deste movimento no curto prazo, considerando a entrada dos salários na economia, o que motiva a reposição ao longo da cadeia produtiva.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 24,00 por quilo alta de R$ 0,25. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 19,50 por quilo, alta de R$ 0,60. A ponta de agulha ainda é precificada a R$ 18,20, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,23%, sendo negociado a R$ 5,6752 para venda e a R$ 5,6732 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6646 e a máxima de R$ 5,8611.



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Carreta com fertilizante adulterado é apreendida; criminoso tentou subornar policiais



Cinco pessoas foram presas em flagrante pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) por adulteração de fertilizantes em um barracão em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, Paraná, nesta terça-feira (5).

Durante a operação, os agentes flagraram uma carreta descarregando uma carga de adubo nitrogenado que estava sendo misturado com outros produtos de valor inferior.

De acordo com o delegado André Feltes, à frente da ação, esse tipo de insumo tem sido alvo frequente dos criminosos devido à dificuldade em atestar a sua qualidade.

“No caso dos fertilizantes, eles costumam trocar até 50% da carga e substituir por um insumo que custa 10% do preço, como o calcário, por exemplo. O fertilizante tem sido muito procurado nesse tipo de fraude porque normalmente vai para as fazendas, onde nem sempre é testado. Isso gera lavouras bem menos produtivas e só depois de seis ou sete meses é que o fazendeiro vai saber que o produto não era bom”, relatou.

Tentativa de suborno

Em depoimento, um dos envolvidos admitiu que parte da carga original já havia sido desviada, enquanto a outra parte seria transportada com nota fiscal adulterada.

O delegado contou que os participantes do ilícito foram autuados por associação criminosa e receptação qualificada, além de um deles ter sido acusado de corrupção ativa. “O dono do local tentou subornar a equipe policial, oferecendo inicialmente R$ 50 mil e, depois, aumentando para R$ 150 mil”, afirmou.

Feltes também disse que os caminhoneiros que faziam o transporte das cargas eram “aliciados” e chegavam a receber até R$ 40 mil pelo golpe.

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) esteve no local e também constatou as irregularidades e fraudes no procedumento. A equipe da Polícia Científica foi acionada para coletar provas e documentar as ilegalidades encontradas.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil tem aumento de até 3ºC na temperatura de algumas regiões


Nos últimos 60 anos, o aquecimento em algumas regiões brasileiras foi maior que média global, chegando a até 3º Celsius na média das temperaturas máximas diárias em algumas regiões, aponta o relatório Mudança do Clima no Brasil – síntese atualizada e perspectivas para decisões estratégicas. De acordo com o estudo, desde o início da década de 1990, o número de dias com ondas de calor no Brasil subiu de sete para 52, até o início da década atual.

“Eventos extremos, como secas severas e ondas de calor, serão mais frequentes, com probabilidade de ocorrência de eventos climáticos sem precedentes”, destaca o relatório.

O estudo, que será lançado oficialmente em Brasília, nesta quarta-feira (6), é um recorte para o Brasil do último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e de outros estudos científicos atuais, resultado de um esforço que reuniu o Ministério de Ciência, Tecnologia e Informação com as organizações sociais da Rede Clima, o WWF-Brasil e o Instituto Alana.

Projeção

A partir das projeções para os próximos 30 anos, apresentadas de forma inédita pelo IPCC, com o objetivo de orientar ações de adaptações, os pesquisadores também concluíram que se o limite de 2ºC for atingido, em 2050 limiares críticos para a saúde humana e a agricultura serão ultrapassados com mais frequência.

Nesse cenário, a população afetada por enxurradas no Brasil aumentará entre 100 e 200%. Doenças transmitidas por vetores como os da dengue e malária também causarão mais mortes.

A Amazônia, por exemplo, perderá 50% da cobertura florestal pela combinação de desmatamento, condições mais secas e aumento dos incêndios. O fluxo dos rios serão reduzidos e a seca afetaria mais os estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima. O ciclo de chuvas no Brasil e na América do Sul também serão afetados.

Os estoques pesqueiros serão reduzidos em 77%, com redução de 30% a 50% dos empregos no setor. O impacto estimado na receita, em relação ao Produto Interno Bruto é 30%.

O Nordeste, onde vivem atualmente quase 55 milhões de pessoas, segundo dados preliminares do Censo 2022, pode ter 94% do território transformado em deserto.

Pessoas que vivem nas grandes cidades brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte ficarão expostas à escassez de água. A estimativa é que no cenário de mais 2ºC, em 2050, 21,5 milhões de pessoas em áreas urbanas sejam afetadas pela quebra do ciclo hídrico e do impacto nas safras.

Medidas

Nas conclusões, os pesquisadores consideram ser necessário manter o limite de 1,5ºC no aumento médio da temperatura global e não permitir que as emissões de gases do efeito estufa continuem crescendo e para isso é necessário rever as ambições das políticas nacionais. “As metas brasileiras não têm correspondido ao tamanho da redução das emissões que cabem ao país” destaca o relatório.

Entre os ajustes imediatos apontados pelo estudo estão: zerar o desmatamento em todos os biomas, investir em programas de pagamentos por serviços ambientais para incentivar a conservação, migrar para uma agricultura de baixo carbono, por meio de sistemas agroflorestais e integração entre lavoura, pecuária e floresta.

A gestão integrada dos recursos hídricos e a adoção de sistemas agrícolas resilientes às mudanças climáticas são apontados pelos cientistas como saídas para garantir as seguranças hídrica e alimentar.

Soluções baseadas na natureza são medidas necessárias para adaptar as cidades às mudanças climáticas, com o aumento de áreas verdes que tornem as regiões urbanas mais permeáveis com drenagem natural. O relatório também aponta a necessidade de investimentos em transporte público de baixo carbono, como incentivo ao uso de transportes coletivos e não motorizados.

O estudo aponta ainda a importância da cooperação internacional no financiamento climático desenvolvimento e transferência de tecnologias limpas, além do reforço coletivo para diminuir as emissões de gases do efeito estufa.





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