sexta-feira, julho 24, 2026

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Lançada pelo Brasil, Aliança Global contra Fome tem adesão da Noruega


A Noruega aderiu nesta quinta-feira (7) à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa da presidência brasileira do G20 para canalizar recursos a programas e projetos para o enfrentamento a esses dois problemas persistentes no planeta.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o país europeu já havia anunciado um aporte inicial de US$ 1 milhão para o programa.

“Estamos comprometidos em colaborar com a Aliança Global, apoiando financeiramente a mobilização de recursos nacionais e internacionais para promover a segurança alimentar”, destacou a ministra do Desenvolvimento Internacional da Noruega, Anne Beathe Tvinnereim, ao apresentar a Declaração de Compromisso que reforça o apoio à iniciativa.

Até o momento, 18 países, além da União Africana e da União Europeia, já aderiram formalmente à Aliança Global, por meio da apresentação, revisão e posterior ratificação de suas Declarações de Compromisso, segundo o MDS.

A expectativa é que todos os países do G20 e os convidados para a Cúpula de Líderes, que ocorrerá nos próximos dias 18 e 19, no Rio de Janeiro, confirmem a participação na Aliança. Bangladesh e Alemanha já oficializaram a adesão publicamente. Os demais países ainda não foram revelados.

Organismos multilaterais como a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), a Câmara de Comércio Internacional e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) também firmaram compromisso com a Aliança, bem como a Fundação Rockefeller, dos Estados Unidos.

Outros 29 países já submeteram e estão com suas Declarações de Compromisso em processo de revisão. Além disso, cerca de 66 países já manifestaram a intenção de aderir à Aliança Global.

O G20 é composto por 19 países (África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia) e dois órgãos regionais: a União Africana e a União Europeia.

Os membros do G20 representam cerca de 85% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, mais de 75% do comércio mundial e cerca de dois terços da população mundial. Trata-se do principal fórum de cooperação econômica mundial.

Como funciona o programa de combate à fome

Apesar de ter sido lançada no G20, a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza vai operar de forma independente ao longo dos próximos anos, com equipe própria, pelo menos até 2030.

O projeto atuará como uma espécie de intermediário neutro para a construção de parcerias de implementação de políticas, aproveitando um banco de dados unificado para países e doadores, agilizando a identificação de necessidades e oportunidades de conhecimento e financiamento.

A ideia é reduzir o tempo e os recursos necessários para identificar e engajar parceiros adequados, entre doadores e recebedores, bem como orientação para formulação de políticas públicas, como transferência de renda e outras estratégias de enfrentamento à fome e à pobreza. Segundo o governo brasileiro, a Aliança está aberta à adesão de países, instituições e organismos internacionais, entre outros, que compartilhem seus princípios.

Taxação dos super-ricos

investimento estrangeiro: notas de euro e dólarinvestimento estrangeiro: notas de euro e dólar
Foto: Pixabay

Segundo a edição mais recente do relatório Estado da Segurança Alimentar e da Nutrição no Mundo (Sofi), das Nações Unidas, cerca 733 milhões de pessoas estão em situação de subnutrição, o que equivale a uma em cada 11 pessoas no mundo.

Além da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, o governo brasileiro quer aprovar no G20 um imposto sobre detentores de grandes fortunas, que alcançaria cerca de 3 mil bilionários e super-ricos, que detêm uma fortuna estimada de US$ 15 trilhões. Estipulado em uma alíquota de 2%, o tributo poderia gerar uma arrecadação de US$ 250 bilhões a US$ 300 bilhões, algo como R$ 1,5 trilhão, nas estimativas do governo.



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balança comercial está negativa, mas cenário tende a virar



As importações de frutas pelo Brasil registraram elevado crescimento entre janeiro e agosto deste ano, chegando a até 88%, no caso da laranja, de acordo com o Sistema Comex/Stat e análise do Cepea.

Apesar das exportações seguirem em bons patamares, nos primeiros oito meses do ano foram registrados avanços nas aquisições internacionais do produto, deixando a balança comercial do setor negativa. Esse mesmo cenário só se repetiu três vezes desde 1997, quando a série histórica foi iniciada.

“Por conta da situação climática, de chuvas no Rio Grande do Sul, chuvas no Vale de São Francisco também, estiagem em São Paulo, sentimos que algumas frutas tiveram impacto na produção e também na qualidade e, por isso, passamos a importar mais frutas, como maçã, uva e até laranja. Nós, grandes produtores de laranja, estamos importando”, comenta a pesquisadora do Cepea Marcela Barbieri.

O Brasil costuma se destacar pela produção de frutas frescas, mas também aumentou as aquisições desse produto nos primeiros oito meses de 2024 ante ao mesmo período do ano passado:

  • Laranja: 88%;
  • Maçã: 76%;
  • Uva: 21%

Contudo, a pera, fruta que o Brasil tradicionalmente importa em grandes quantidades avançou apenas 3%.

A estimativa, com exceção da uva, é que as compras externas dessas frutas sigam crescendo nos próximos meses. Contudo, o Cepea aponta que, até o fim do ano, a balança comercial do segmento deve se recuperar.

“Isso por conta das exportações já positivas de manga, que é a principal fruta exportada pelo Brasil, fruta in natura, a gente está com boas exportações. Também estamos com boas exportações de melão e melancia. Esse segundo semestre está sendo muito bom em termos de exportação para frutas e a gente acredita que ele deve cobrir essas importações que estamos tendo até o momento. No entanto, ainda vai ser uma balança com um superávit menor do que em anos anteriores”.

Importações de frutas devem recuar

O alto volume de aquisições é um complemento à produção nacional, prejudicada pelos fenômenos naturais adversos dos últimos anos. Entretanto, a pesquisadora do Cepea avalia que, em 2025, as compras externas devem recuar, mas alerta que os produtores rurais precisam se adaptar às mudanças do clima.

“Pelo que temos visto das culturas que a gente acompanha, vai ter uma leve melhora pelo menos no ano que vem, mas esse impacto do clima tem sido cada vez mais recorrente e o produtor tem que ficar ligado em uma maneira de corrigir, contornar esses problemas”.



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Sem freio, arroba do boi chega a R$ 340 em São Paulo; veja cotações


O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar negociações acima da referência média em todo o país.

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, nesta quinta-feira (7), o grande destaque ficou a cargo de São Paulo, estado em que as negociações acontecem em até R$ 340 por arroba, a prazo.

As escalas de abate de boi gordo no geral estão apertadas, entre quatro e seis dias úteis na média nacional, exigindo uma postura agressiva da indústria frigorífica na compra de gado, em especial os frigoríficos habilitados a exportar.

“O resultado das exportações é bastante representativo, com um novo recorde em termos de volume estabelecido em outubro”, disse o analista da consultoria Fernando Henrique Iglesias.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 333,25
  • Goiás: R$ 322,14
  • Minas Gerais: R$ 322,94
  • Mato Grosso do Sul: R$ 324,20
  • Mato Grosso: R$ 313,45

Mercado atacadista

carne bovina - exportaçõescarne bovina - exportações
Foto: Wenderson Araujo/CNA

O mercado atacadista apresenta preços firmes, e o ambiente de negócios ainda sugere por reajustes no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia.

As proteínas concorrentes tendem a ganhar espaço na mesa da população em função do encarecimento da carne bovina no varejo, em especial a carne de frango, assinalou Iglesias.

O quarto traseiro ainda é cotado a R$ 24,00 por quilo. Já o quarto dianteiro segue no patamar de R$ 19,50 por quilo. A ponta de agulha, por sua vez, ainda é cotada a R$ 18,20 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão estável, sendo negociado a R$ 5,6757 para venda e a R$ 5,6737 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6334 e a máxima de R$ 5,7229.



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AgroNewsPolítica & Agro

a parceria estratégica entre Farmfront e Metzer na EIMA 2024



Acordo prevê o compartilhamento das respectivas redes de distribuição


Foto: Divulgação

No primeiro dia do evento em Bolonha, foi assinado um importante acordo de colaboração entre duas empresas especializadas na criação de sistemas de irrigação. O acordo prevê o compartilhamento das respectivas redes de distribuição para oferecer ao mercado uma linha completa de soluções tecnológicas.

O Grupo Farmfront, que reúne alguns dos principais fabricantes de motobombas, sistemas de pivô e enroladores de mangueira, e a empresa israelense Metzer, especializada no desenvolvimento de tecnologias avançadas de irrigação, assinaram hoje um acordo de colaboração comercial que reúne suas respectivas experiências industriais e redes de distribuição, para oferecer uma linha completa de produtos. O acordo entre o grupo industrial com sede em Milão e a empresa israelense – ambos presentes na EIMA International no pavilhão Hydrotech – foi assinado no dia de abertura da exposição em Bolonha, justamente para selar uma parceria estratégica, que os próprios fabricantes definem como pioneira. “O acordo prevê que Farmfront e Metzer compartilhem suas redes de distribuição para oferecer aos operadores do setor uma gama completa de produtos, desde sistemas de pivô até sistemas de gotejamento, que – como disse o CEO da Farmfront, Daniel Neves – podem satisfazer cada necessidade de cultivo, em todos os modelos de agricultura”. “É a primeira vez que uma empresa israelense e uma europeia no setor de irrigação criam uma cooperação comercial tão forte que, em comparação com outras iniciativas desse tipo, apresenta características absolutamente novas. Nosso objetivo – acrescentou Israel Cohen, CEO da Metzer – é oferecer aos clientes a solução tecnológica mais adequada, entre as incluídas em nosso “portfólio” comum de sistemas de irrigação, independentemente de ser uma tecnologia Metzer ou Farmfront”.

A parceria assinada na EIMA permitirá que a marca israelense fortaleça sua posição no mercado europeu e que o Grupo Farmfront amplie sua presença nos mercados da América Latina e da Ásia Central.


 





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veja as condições e as estimativas de produtividade


O decorrer da semana tem sido favorável para a semeadura e colheita de algumas culturas no Rio Grande do Sul, de acordo com boletim da Emater-RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (7).

Esse é o caso da soja, cujo plantio atinge 23% da área no estado. Na semana passada, eram 10% e em igual momento do ano passado, 13%. A média dos últimos cinco anos para o período é de 24%.

“Esse progresso foi favorecido pelas excelentes condições de umidade no solo na maioria das regiões do estado, além da finalização, em algumas propriedades, da colheita de cereais de inverno e do plantio do arroz”, diz o boletim.

Assim, as condições de umidade do solo permitiram o processo de semeadura com mínimo revolvimento e deposição uniforme das sementes. As lavouras implantadas entre 20 e 25 de outubro apresentam emergência uniforme, germinação de 5 a 7 dias e rápida emissão dos primeiros trifólios.

De acordo com a Emater-RS, em parte das regiões Sul e Campanha, as condições de plantio não foram favoráveis devido à recorrência de precipitações de altos volumes, mantendo a umidade excessivamente elevada em algumas áreas e atrasando o processo de preparo e implantação.

Contudo, as condições são inversas em parte da Fronteira Oeste e Vale do Jaguari, pois a sequência de dias com ventos constantes, baixa umidade relativa do ar e temperaturas elevadas reduziu a umidade no solo e dificultou a continuidade do plantio de maneira segura.

A área de cultivo projetada pela Emater-RS está estimada em 6.811.344 hectares, e a produtividade média está apontada em 3.179 kg/ha.

Plantio do feijão

As atividades de plantio do feijão estavam aceleradas nos últimos dias. Porém, em algumas regiões, apesar do bom desenvolvimento, foi reportado murcha de plantas nos horários mais quentes do dia, retornando à turgescência somente à noite.

Ainda assim, a produtividade da cultura não foi comprometida pelo pequeno estresse hídrico. Para a safra 2024/25 no estado, a área é de 28.896 hectares, com produtividade média estimada de 1.864 kg/ha.

Finalização do plantio de arroz

Arroz de terras altasArroz de terras altas
Foto: Sebastião Araújo

O plantio do arroz está no terço final no Rio Grande do Sul, conforme a Emater-RS. As chuvas esparsas favoreceram a intensificação da semeadura e dos tratos culturais nas lavouras estabelecidas.

Conforme o boletim do órgão, nesse período de precipitações reduzidas, os produtores aproveitaram para realizar as adubações e as aplicações de herbicidas com uso de tratores em função das condições ambientais propícias para o manejo adequado da cultura e para o acesso de máquinas nos talhões.

Com isso, nos primeiros dias de novembro, observou-se um aumento significativo na irrigação das lavouras, o que indica uma eficiente adaptação dos cultivos ao momento ideal de plantio, devendo maximizar a produtividade.

Em algumas localidades das regiões da Campanha e Sul, a ocorrência de chuvas em altos volumes suspenderam novamente o plantio em parte do período. O Instituto Rio Grandense de Arroz (IRGA) projeta área de 948.356 hectares cultivados. Já a Emater estima produtividade de 8.478 kg/ha.

Semeadura do milho

plantio de milho safrinha no Paranáplantio de milho safrinha no Paraná
Foto: Gilson Abreu/AEN

O plantio de milho atingiu 78% da área no Rio Grande do Sul. Segundo a Emater, na semana passada, eram 74%. Em igual momento do ano passado, 79%. A média dos últimos cinco anos para o período é de 76%.

Conforme o levantamento do órgão, a maioria das lavouras (85%) segue em fase de desenvolvimento vegetativo, e houve aumento nas áreas em florescimento (15%) e em início do enchimento de grãos em cultivos mais precoces, mas sem relevância estatística.

As condições de alta incidência de radiação solar durante o dia e de temperaturas amenas à noite favoreceram a cultura, mantendo a expectativa de produtividade elevada. Pontualmente, observa-se um leve déficit hídrico nas lavouras situadas em solos mais drenados, como encostas, ou em regiões com maior intervalo entre as precipitações.

“No entanto, esse déficit não tem causado prejuízos significativos ao potencial produtivo, embora seja perceptível uma perda temporária de turgescência em áreas não irrigadas”, diz o boletim da Emater-RS.

As lavouras responderam bem aos manejos realizados, como a aplicação de nitrogênio em cobertura e a manutenção de plantas daninhas em baixas populações. O início da fase reprodutiva requer atenção ao manejo fitossanitário, sendo um estádio sensível.

A cigarrinhado-milho (Dalbulus maidis), principal praga da cultura, permanece controlada em todo o estado. Para a safra 2024/25, a Emater-RS estima o cultivo de 748.511 hectares e produtividade média de 7.116 kg/ha.



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Soja tem dia com negócios pontuais no Brasil; leia a análise completa



Os negócios com soja no Brasil foram pontuais nesta quinta-feira (7). O porto de Rio Grande foi uma das exceções, com bons lotes movimentados. Os preços ficaram firmes no porto, favorecidos pela valorização de Chicago. Ainda assim, no geral, foram poucas indicações no dia.

Segundo a Safras & Mercado, várias tradings estão fechando, ou quase fechando, o programa do ano. Embora as cotações no mercado interno estejam fortalecidas, quem tem soja disponível está segurando o produto à espera de melhores preços.

Preços no país

  • Passo Fundo (RS): R$ 137, aumento de R$ 2
  • Missões (RS): R$ 136, aumento de R$ 2
  • Rio Grande (RS – Porto): R$ 145, aumento de R$ 2
  • Cascavel (PR): R$ 139, aumento de R$ 1
  • Paranaguá (PR – Porto): R$ 146, aumento de R$ 3
  • Rondonópolis (MT): R$ 154, aumento de R$ 2
  • Dourados (MS): R$ 140
  • Rio Verde (GO): R$ 138, aumento de R$ 3

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira em forte alta, liderados pelos ganhos superiores a 4% do óleo. Informações de menor produção de óleo de palma na Malásia e o aumento na demanda da Indonésia impulsionaram as cotações do óleo.

Além disso, há a expectativa de que a vitória de Donald Trump resultará em tarifas adicionais ao óleo recuperado da China, com maior demanda doméstica nos Estados Unidos para fabricação de biodiesel.

A alta do óleo ajudou na recuperação do grão, também respaldada pela boa demanda por grãos americanos. As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, somaram 2.037.200 toneladas na semana encerrada em 31 de outubro. Analistas esperavam exportações entre 1,2 milhão e 2,2 milhões de toneladas.

USDA

O relatório mensal de novembro do USDA, que traz as estimativas para a oferta e demanda mundial de soja, será divulgado nesta sexta-feira (8), às 14h. Para a safra e os estoques finais de soja dos EUA em 2024/25, espera-se uma estimativa de 535 milhões de bushels, abaixo dos 550 milhões previstos em outubro.

Em relação à produção, a previsão é de uma safra de 4,553 bilhões de bushels, inferior aos 4,582 bilhões projetados no mês passado. Para os estoques globais finais de soja em 2024/25, estima-se um número de 134 milhões de toneladas, levemente abaixo dos 134,7 milhões de outubro. Já os estoques finais globais de soja em 2023/24 devem ficar em torno de 112,3 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo dos 112,4 milhões do mês anterior.

No que diz respeito à China, as importações de soja no mês de outubro somaram 8,09 milhões de toneladas, um aumento de 56% em relação ao mesmo mês de 2023. No acumulado de 2024, as importações chinesas atingiram 89,94 milhões de toneladas, representando um avanço de 11,2% sobre o ano passado.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja com entrega em janeiro fecharam com alta de 22,50 centavos de dólar, ou 2,24%, a US$ 10,26 1/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 10,37 1/2 por bushel, com ganho de 22,75 centavos, ou 2,24%.

Nos subprodutos, o farelo de soja com vencimento em dezembro fechou com alta de US$ 0,10, ou 0,03%, a US$ 298,50 por tonelada. O óleo de soja, com vencimento em dezembro, fechou a 48,32 centavos de dólar, com alta de 1,98 centavo, ou 4,27%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão estável, sendo negociado a R$ 5,6757 para venda e a R$ 5,6737 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6334 e a máxima de R$ 5,7229.



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Os benefícios do uso de bioinsumos na produção da soja



Na última quarta-feira (6), representantes do setor agropecuário, da indústria e parlamentares se reuniram na sede da Aprosoja Brasil, em Brasília, para discutir a produção sustentável no país, com ênfase nos bioinsumos aplicados à agropecuária, como na produção da soja.

O encontro aprofundou debate sobre dois projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional: o PL 3668/2021 e o PL 658/2021. Enquanto o PL 658 regulamenta e permite a produção de insumos biológicos dentro das propriedades rurais para uso próprio por parte dos agricultores, o PL 3668 impõe restrições a esta prática e exige desses insumos o mesmo tratamento dado aos produtos químicos.

O debate destacou a necessidade de um texto de consenso que garanta segurança jurídica às empresas e permita ao produtor rural produzir seus próprios bioinsumos sem burocracia. O uso no Brasil cresceu 50% nas últimas duas safras, segundo dados da FGV Agro, refletindo a crescente adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis.

De acordo com Fabrício Rosa, diretor-executivo da Aprosoja Brasil, “o diálogo se baseou na ciência, na técnica e na criação de uma estrutura regulatória que proporcione segurança jurídica para todos os envolvidos.” Segundo o diretor, hoje existem três modelos de negócio: o produto de prateleira, fertilizantes e inoculantes, além da indústria de equipamentos que vende insumos para o agricultor fazer sua produção ”on farm”.

Produção ‘on farm’

Durante a discussão, um ponto-chave foi o conceito de “on farm”, que se refere à prática de produzir insumos biológicos diretamente nas propriedades rurais para consumo próprio. Essa abordagem tem se mostrado uma solução eficiente para os agricultores que buscam maior independência e sustentabilidade, reduzindo a dependência de insumos químicos importados. A produção de bioinsumos “on farm” utiliza recursos locais e soluções naturais, favorecendo a saúde do solo e das culturas.

A utilização de bioinsumos “on farm” apresenta grandes vantagens, especialmente na produção de soja. Ao tratar as sementes com produtos químicos, muitas vezes ocorre uma interferência no processo de germinação, que é crucial para o desenvolvimento da planta. Esse momento é quando a planta estabelece a base de sua interação com o solo, e os produtos químicos podem causar perturbações nesse processo, afetando a qualidade das raízes e o desenvolvimento inicial da planta.

Com a transição para o uso de biológicos, como inoculantes e outros microrganismos benéficos, a resposta da planta tende a ser muito mais positiva. Os biológicos melhoram a qualidade da germinação, estimulam o crescimento das raízes e são eficazes no controle de doenças. A aplicação adequada desses biológicos, como no sulco de plantio, também otimiza a integração dos insumos com o solo, com um controle mais eficiente e bons resultados.

Produção da soja e o uso de bioinsumos

O uso de bioinsumos no tratamento de sementes tem se mostrado fundamental para garantir uma soja mais saudável e produtiva. A adoção de bactérias e fungos benéficos, como tricodermas e bacilos, contribui para o controle biológico de doenças e favorece a fixação de nitrogênio, um nutriente essencial para o crescimento das plantas. Com a utilização de bioinsumos, é possível reduzir a agressividade dos tratamentos químicos, o que garante que a planta esteja bem estabelecida desde o início.

Além disso, o uso de equipamentos específicos que aplicam os biológicos diretamente no sulco de plantio, com a quantidade e pressão adequadas, garante máxima eficiência na distribuição e absorção dos insumos, com menos desperdícios e ótimos resultados.

O impacto do PL 658

A discussão também enfatizou a urgência na aprovação do PL 658, que deve ser votado até o final deste mês. Caso o projeto não seja aprovado ainda este ano, os agricultores que produzem bioinsumos, incluindo milhões de pequenos produtores de alimentos orgânicos, correrão o risco de se tornar ilegais ao continuar produzindo seus próprios insumos.



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Conab vai comprar 200 mil t de trigo para auxiliar produtores do RS



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai comprar 200 mil toneladas de trigo gaúcho em Aquisição do Governo Federal (AGF). O anúncio foi feito pelo diretor presidente da companhia, Edegar Pretto, e pelo ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira.

“A Conab fará intervenção no mercado de trigo, porque no Rio Grande do Sul foi verificado preço no mercado abaixo do mínimo. A intervenção será conforme prevê a Política de Garantia de Preço Mínimo (PGPM) e por AGF”, disse Pretto em coletiva de imprensa.

“O governo lança mão de medidas em apoio ao produtor rural. A AGF de trigo é uma medida serena para ajudar o agricultor com preço baixo”, destacou Teixeira.

A Conab vai investir R$ 261 milhões na AGF de trigo, com recursos provenientes do crédito extraordinário direcionado à calamidade climática do Rio Grande do Sul. A partir do anúncio da AGF de trigo, produtores gaúchos interessados em comercializar o cereal à Conab ao preço mínimo de R$ 78,51 por saca de 60 kg, para tipo pão, devem procurar os armazéns da companhia para tornar viável a operação.

A modalidade da AGF dispensa a necessidade de publicação de edital para compra pública do cereal pela companhia. Produtores e cooperativas gaúchas pediram à Conab a realização de leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) para subsídio ao preço do cereal.

Medidas para o trigo

De acordo com Pretto, no primeiro momento, a medida será restrita ao trigo do Rio Grande do Sul, onde verificou-se preço de mercado R$ 11 por saca abaixo do mínimo estabelecido para a safra no estado, de R$ 78,51 por saca.

“Hoje no Rio Grande do Sul vemos essa diferença de preços com trigo sendo comercializado a R$ 67 por saca, mas continuaremos observando o mercado no estado e dos demais estados e a eventual necessidade de maior intervenção até o final da safra, que está em curso. Se for necessário faremos nova intervenção no mercado de trigo”, disse Pretto.

O limite máximo de comercialização do cereal por produtor ainda será definido pela companhia, mas tende a ficar entre 2 mil a 3 mil sacas por produtor, segundo o diretor-executivo de Política Agrícola e Informações da Conab, Silvio Porto.

“A partir da próxima semana, no máximo, o produtor poderá buscar o armazém mais próximo para fazer a entrega do produto tipo pão. A preferência pela AGF foi para reter o produto no mercado interno e no ano que vem podermos devolver ao mercado para balizar o preço e administrar o fluxo de abastecimento e de oferta no mercado interno na entressafra”, disse Porto.

O trigo adquirido pela Conab será direcionado aos estoques públicos da companhia e possivelmente vendido ao mercado na entressafra, quando o preço reagir. A modalidade da AGF prevê venda dos estoques públicos, quando os preços do produto ultrapassarem o Preço de Liberação de Estoques (PLE).

“Vamos observar a reação do mercado e à medida que chegar no ponto de afetar o preço com possível impacto de inflação é o momento de liberarmos esse estoque ao mercado. O volume não é expressivo, mas é importante para a recomposição dos estoques e do volume de abastecimento do mercado interno”, observou Porto. “Sabemos que o próprio anúncio vai promover reação ao preço, talvez não seja necessário inclusive os produtores comercializarem todo esse volume”.

A última AGF para trigo havia sido realizada pelo governo federal em 2014. No ano passado, a Conab realizou leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e de Prêmio de Escoamento do Produto (PEP) para subsidiar o preço do trigo. Na época, a companhia investiu R$ 255,7 milhões para 479 mil toneladas de trigo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preço da passagem aérea caiu 14,7% em setembro, diz Anac


O preço médio do bilhete aéreo em voos nacionais teve redução de 14,7% em setembro deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, sendo comercializado por R$ 666,01. De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, a diminuição da tarifa foi influenciada pela redução de 11,4% no valor médio do litro do querosene de aviação.

Segundo dados disponibilizados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), 46,4% dos bilhetes comercializados em setembro deste ano tiveram preço abaixo de R$ 500. No mesmo período do ano passado, o indicador estava em 37,4%.

As passagens comercializadas a menos de R$ 300 somaram 20,3% neste ano e as tarifas acima de R$ 1,5 mil representaram 6,8% do total.

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, além da redução no preço do querosene de aviação, o aumento da oferta de voos e o crescimento de assentos ofertados justificam a queda na tarifa. “O resultado também é fruto do plano de universalização do transporte aéreo que lançamos juntos com as companhias brasileiras. Estamos trabalhando para tornar as tarifas ainda mais acessíveis. Estamos no caminho certo”, disse.

Todas as regiões brasileiras tiveram redução no valor médio da tarifa aérea. A Região Norte registrou o maior percentual de queda no indicador, com 22%, seguida pelo Centro-Oeste (18,2%), Sudeste (16,7%), Nordeste (9,4%) e Sul (8,6%). O resultado leva em consideração o preço médio praticado no valor de origem do voo. 

Houve redução real no preço do bilhete em 23 estados e no Distrito Federal. Com média de R$ 589,33, o Mato Grosso do Sul foi a localidade com o menor valor praticado em setembro, seguido por Rio de Janeiro (R$ 590,74) e Minas Gerais (R$ 597,52).





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Brasil não pode ficar refém da relação com EUA, afirma ministro da Agricultura



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o Brasil tem de respeitar a posição mais protecionista do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, mas que não deve ficar refém dessa relação.

“Ele fez uma campanha numa plataforma mais protecionista. Queremos ter relações comerciais com toda a América do Sul, com os Estados Unidos, com a Europa, mas também não precisamos ficar reféns dessa situação. O fortalecimento do Brics e o fortalecimento dos países do Sul Global são fundamentais para ampliarmos as nossas negociações”, disse Favaro a jornalistas no Uruguai, onde cumpriu agenda na quarta-feira (6).

Fávaro afirmou ter “quase convicção” de que algumas declarações e posições de Trump tendem a ficar restritas ao período eleitoral. “A eleição talvez exacerbe algumas manifestações, mas a realidade governando é outra. Por isso, eu tenho certeza que os Estados Unidos continuarão tendo um protagonismo importante para o mundo, para a América Latina, para a Ásia e para o Oriente Médio na nova gestão de Donald Trump”, observou.

Para o ministro, uma ampliação das relações diplomáticas e comerciais do Brasil com os países do Sul Global “supera qualquer protecionismo” a ser adotado por outros países. “Neste Sul Global, temos grande densidade populacional com Índia, China, Japão, toda a Ásia, além de todo o Oriente Médio com países com muitos recursos. E temos a América do Sul com grande densidade populacional e países bem estabilizados”, ponderou.

Fávaro voltou a afirmar que vê necessidade de a União Europeia (UE) “despertar” para maior diálogo com países de fora do bloco. “O tempo dos países colonizadores ficou para trás. Nós queremos ter uma excelente relação com a comunidade europeia, defendemos a formalização do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, mas que isso seja feito de forma respeitosa e que garanta a soberania de todos os países”, disse.

Para o ministro, tanto no acordo entre os blocos quanto em outras políticas públicas medidas unilaterais e de transgressão da soberania nacional não serão bem-sucedidas. “Vejo com bons olhos a manifestação positiva da União Europeia em voltar a discutir o tema da lei antidesmatamento, uma legislação aprovada de forma unilateral, desrespeitosa e transgredindo a soberania dos nossos países”, criticou Favaro. “Mas só o fato de eles concordarem em rediscutir é a consciência de que avançaram demais”, acrescentou.

O Brasil, apoiado pelos demais países da América do Sul, pediu à Comissão Europeia a prorrogação e revisão da nova lei ambiental do bloco, que proíbe a importação de commodities ligadas a desmatamento a partir de dezembro de 2020. O adiamento da entrada em vigor da lei, previsto para 31 de dezembro, depende ainda da validação do Conselho e do Parlamento Europeu.

Fávaro afirmou que a contrariedade do Brasil em relação à lei europeia não se deve “à falta de respeito ao meio ambiente ou práticas sustentáveis na produção”. “Queremos e já estamos com várias políticas de boas práticas de sustentabilidade em todos os nossos países (da América do Sul), mas queremos discutir com eles sentados à mesa e não sendo de cima para baixo, de forma unilateral”, disse.



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