sexta-feira, julho 24, 2026

Agro

News

Nova Mutum (MT) aposta em tecnologias avançadas para o plantio da soja



Localizada na região Médio-Norte de Mato Grosso, às margens da BR-163, Nova Mutum está no coração de um dos maiores polos agrícolas do Brasil. Com pouco mais de 36 anos, a cidade é uma das mais jovens e dinâmicas do estado e tem se destacado tanto pela sua produção de soja quanto pelo crescimento de sua economia e infraestrutura.

O presidente da Aprosoja MT e produtor de soja no município, Lucas Costa Beber, conversou com o Soja Brasil sobre a evolução e o desenvolvimento da cidade no plantio de soja. “Com um forte foco em máquinas de ponta, biotecnologia e técnicas avançadas de cultivo, utilizamos sementes geneticamente modificadas, fertilizantes de última geração e equipamentos como tratores e colheitadeiras com GPS, o que torna a produção local uma das mais eficientes do país”, explica.

Beber destaca ainda o uso de tecnologias inovadoras, como o melhoramento genético das sementes e a aplicação de drones para monitoramento das lavouras. As máquinas agrícolas, equipadas com sistemas de GPS, sensores e drones, permitem um controle preciso do plantio, da colheita e da aplicação de insumos, otimizando a produção e aumentando a produtividade.

Além disso, o clima da região, considerado um dos melhores para o cultivo de soja e milho no Brasil, tem favorecido ainda mais a produção. Embora o município tenha enfrentado um ano atípico de adversidades climáticas em 2023, a maior parte do tempo a região se beneficia de condições ideais para o cultivo, com altas taxas de produtividade.

Desafios e oportunidades

Apesar de todos os avanços, Nova Mutum enfrenta desafios típicos de municípios em rápido crescimento, especialmente quando se trata da agricultura de alta tecnologia, como o plantio de soja. Um dos principais obstáculos é a escassez de mão de obra qualificada, especialmente nas áreas que exigem conhecimento técnico, como o uso de tecnologias de ponta nas lavouras. Embora a cidade tenha atraído trabalhadores de várias regiões do Brasil, há uma grande demanda por profissionais capacitados em biotecnologia.

Mesmo assim, a administração municipal encara esses desafios com otimismo. A cidade tem investido em qualificação profissional, criando parcerias com instituições de ensino para capacitar a população local, especialmente em áreas que atendem às necessidades do setor agrícola. O objetivo é fornecer a mão de obra especializada necessária para sustentar o crescimento contínuo da produção de soja e garantir que o município continue a se destacar entre os maiores polos agrícolas do Brasil.

Qualidade de vida e o plantio da soja no município

Além do crescimento econômico impulsionado pela soja, a cidade tem se tornado um lugar cada vez mais atraente para viver. Com infraestrutura urbana bem planejada, avenidas amplas e paisagismo de qualidade, Nova Mutum oferece um ambiente propício tanto para quem trabalha no campo quanto para quem busca qualidade de vida. O município tem se destacado na revitalização de suas estradas vicinais e no aprimoramento da conectividade regional, o que facilita o escoamento da produção agrícola e fortalece a economia local.

Nova Mutum já conta com aproximadamente 70 mil habitantes e continua a atrair trabalhadores de diversas partes do Brasil, especialmente do Rio Grande do Sul, Nordeste e outras regiões de Mato Grosso, em busca de oportunidades nas fazendas de soja e nas indústrias ligadas à cadeia produtiva do grão. Com a continuidade desse crescimento, a cidade se consolidará como um centro de excelência na produção de soja, como um exemplo de como o desenvolvimento agrícola pode impulsionar a qualidade de vida e criar novas oportunidades para a população local.



Source link

News

COP29: Sebrae prioriza pequenos negócios na agenda da transição verde



Por: Assessoria Sebrae

O Sebrae estará em Baku, capital do Azerbaijão, para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP29, que acontecerá de 11 a 22 de novembro. A Instituição defende que a transição verde será o grande motor do crescimento mundial nos próximos anos e os pequenos negócios têm um papel fundamental no aproveitamento dessas oportunidades para as economias dos países do Sul Global.

”Exatamente daqui a um ano, o Brasil vai receber o mundo inteiro para debater um tema que não tem mais volta nas nossas vidas, a sustentabilidade. E este é um tema que nos pertence. Só o Brasil tem seis biomas e a Amazônia, por isso, pode efetivamente ajudar a mudar esta realidade do mundo inteiro, que requer resiliência, transição verde, economia de baixo carbono, justiça social”, diz Décio Lima, presidente do Sebrae.

O presidente completa: ”O presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckimin, nós do Sebrae, os pequenos negócios, os setores produtivos, todos estão engajados neste debate essencial para a Humanidade’.’

Além de acompanhar as boas práticas em desenvolvimento sustentável e os debates com representantes do mundo todo durante o evento, o Sebrae integra ativamente a programação do Pavilhão Brasil – COP 29, organizada pelo governo federal e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

O Sebrae participa na COP 29 por meio de diversas frentes. Os principais parceiros são o governo federal, no Pavilhão Brasil (ApexBrasil, Ministério das Relações Exteriores, Ministério do Meio Ambiente); na cadeia de valor com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), com Consórcio Amazônia Legal (CAL), e na promoção do turismo para COP30, com o Mistério do Turismo.

Em todas essas frentes, o Sebrae atua para que os pequenos negócios sejam inseridos como atores fundamentais na transição verde.

Sebrae na COP 29

Os pequenos negócios são atores essenciais no combate ao aquecimento global. Representando mais de 95% dos negócios no Brasil e 30% do PIB do país, as micro e pequenas empresas estão posicionadas de forma única para causar um impacto significativo nas mudanças climáticas.

O Sebrae atua para transformá-las em protagonistas do desenvolvimento sustentável. A COP30, em 2025, será realizada no Brasil, em Belém (PA). Mesmo não sendo responsáveis pela maior parte das emissões, os pequenos negócios podem dar contribuições significativas para o alcance da meta de carbono zero, por meio de inovações e serviços para a transição verde.



Source link

News

Índice de Preços da FAO sobe 2% em outubro e alcança maior nível em 1 ano e meio



O Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) de outubro subiu 2% em relação ao mês anterior, alcançando o maior nível desde abril de 2023. A média ficou em 127,4 pontos no décimo mês do ano, impulsionada por ganhos em todas as commodities analisadas, com exceção das carnes. O índice de outubro deste ano ficou 5,5% acima do registrado em período equivalente de 2023, mas ficou 20,5% abaixo do pico de 160,2 pontos alcançado em março de 2022.

O subíndice de preços dos Cereais registrou média de 114,4 pontos em outubro, alta de 0,9 ponto (0,8%) ante setembro, mas ainda 10,3 pontos (8,3%) abaixo de outubro de 2023.

Os preços do trigo subiram com o clima desfavorável para as safras de inverno no Hemisfério Norte, como na União Europeia, Rússia e EUA. Além disso, a reintrodução de um piso de preço não oficial na Rússia e as tensões no Mar Negro deram suporte. Para o milho, os preços foram impulsionados pela forte demanda doméstica no Brasil e pelos desafios de transporte no País com os baixos níveis dos rios. As condições secas que impediram o plantio na Argentina e a demanda constante por milho ucraniano também contribuíram.

Entre outros grãos, os preços da cevada aumentaram, enquanto do sorgo caíram. O Índice de Preços de Arroz da FAO caiu 5,6% em outubro.

O levantamento mostrou, ainda, que o subíndice de preços dos Óleos Vegetais teve média de 152,7 pontos no mês passado, alta de 10,4 pontos (7,3%) ante setembro, e alcançando o nível mais alto em dois anos. Segundo a FAO, os preços do óleo de palma subiram pelo quinto mês seguido, com temores de produção menor que o esperado e possíveis declínios sazonais de produção no Sudeste Asiático. Da mesma forma, os preços do óleo de girassol e colza continuaram a subir, sustentados por perspectivas de oferta moderada em virtude da menor produção em 2024/25. Já os preços do óleo de soja aumentaram com a demanda global firme em meio a oferta limitada de óleos vegetais alternativos.

O subíndice de preços da Carne da FAO teve média de 120,4 pontos em outubro, ligeira baixa de 0,3% ante setembro, mas alta de 8,4 pontos (7,5%) ante o valor de 2023. A carne suína teve queda com o aumento do abate na Europa Ocidental, em meio à fraca demanda doméstica e estrangeira. Os preços da carne de aves caíram ligeiramente, com maiores ofertas dos principais produtores globais. Já os preços da carne ovina permaneceram estáveis. Em contraste, as cotações para carne bovina aumentaram moderadamente, sustentadas por compras internacionais mais fortes.

O relatório mostrou, ainda, que o subíndice de preços de Lácteos teve média de 139,1 pontos em outubro, alta de 2,5 pontos (1,9%) ante setembro e 24,5 pontos (21,4%) acima do valor de um ano atrás. A FAO disse que o queijo registrou o maior aumento, com a disponibilidade limitada em meio a fortes vendas internas, especialmente na União Europeia. Além disso, os preços da manteiga aumentaram em pelo décimo terceiro mês consecutivo, com a alta demanda interna, estoques limitados e produção de leite sazonalmente baixa na Europa Ocidental. Em contraste, as cotações de leite em pó, especialmente leite em pó desnatado, caíram com a maior produção de leite na Oceania e a fraca demanda global.

De acordo com a FAO, o subíndice de preços do Açúcar teve média de 129,6 pontos no mês passado, avanço de 3,3 pontos (2,6%) ante setembro, mas 29,6 pontos (18,6%) abaixo de 2023. O avanço mensal ocorreu com preocupações persistentes com a perspectiva de produção de 2024/25 no Brasil, após um período prolongado de condições climáticas secas, disse a FAO. Preços maiores do petróleo, que estimulam um maior uso da cana-de-açúcar para a produção de etanol no Brasil, contribuíram para a alta. Contudo, o enfraquecimento do real ante o dólar e a melhoria da precipitação nas principais áreas de cultivo no Brasil no final de outubro limitaram o aumento geral dos preços mundiais do açúcar.



Source link

News

EUA intensificam testes em trabalhadores de fazendas após surto de gripe aviária



Autoridades federais de saúde dos Estados Unidos ampliaram sua resposta ao surto de gripe aviária H5N1, com base em novos dados que sugerem que a abordagem atual para testes e tratamento de trabalhadores de fazendas leiteiras pode ter deixado casos sem detecção.

Agora, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) recomenda que antivirais sejam administrados a qualquer trabalhador que tenha tido uma exposição de alto risco a animais doentes sem o uso adequado de equipamentos de segurança, independentemente de terem ou não sintomas. Anteriormente, a agência recomendava o antiviral Tamiflu apenas para pessoas com sintomas suspeitos de H5N1.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

O CDC também recomenda agora que sejam testados trabalhadores expostos ao vírus, mesmo que não apresentem sintomas. Anteriormente, o teste era recomendado apenas para trabalhadores doentes.

Um novo estudo do CDC que testou trabalhadores de fazendas leiteiras com rebanhos infectados revelou que metade dos trabalhadores que apresentaram sinais de terem sido infectados pelo H5N1 não se lembrava de ter tido sintomas. As agências de saúde estavam, em grande parte, monitorando sintomas e apenas testando e tratando trabalhadores que relatavam estar se sentindo doentes.

O novo estudo sugere que essa estratégia não é suficiente. Ao não identificar casos assintomáticos ou com sintomas muito leves, as autoridades de saúde podem ter dado ao vírus uma oportunidade de evoluir e se tornar uma ameaça maior.

Autoridades do CDC disseram na quinta-feira que as novas orientações podem ajudar a evitar que o vírus adquira a capacidade de se espalhar facilmente entre pessoas.

“Embora não tenhamos observado mudanças no vírus que sugiram capacidade de transmissão de pessoa para pessoa, queremos manter esse risco tão baixo quanto ele é no momento”, disse Nirav Shah, diretor adjunto do CDC. “Uma das melhores formas de fazer isso é identificar por meio de mais testes indivíduos expostos e fornecer a eles Tamiflu para reduzir os níveis do vírus em seu corpo.”

A intensificação da resposta ao surto ocorre em meio a sinais de que a disseminação do vírus está fora de controle nos EUA, com casos entre humanos e animais de fazenda aumentando rapidamente.

De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), dos 446 rebanhos leiteiros com infecções confirmadas neste ano, 151 foram confirmados apenas nos últimos 30 dias. O número de casos humanos confirmados subiu para 46 nesta quinta-feira, em comparação com 31 em 24 de outubro.

“Em qualquer situação de surto, sabemos que há indivíduos que podem ter sido expostos, podem ter sido infectados e que não fazem parte da contagem”, disse Shah. “Esses dados realmente nos ajudam a entender que alguns desses trabalhadores podem ter tido sintomas tão leves que não se lembram de terem ficado doentes.”

Além das novas orientações sobre testes e antivirais, o CDC também está atualizando suas recomendações para equipamentos de proteção.

O CDC disse acreditar que o H5N1 ainda represente risco baixo para o público em geral. Embora o número de casos humanos esteja crescendo, praticamente todos foram leves. Mais da metade ocorreu em trabalhadores expostos a gado infectado, e quase todos os outros foram em trabalhadores expostos a aves infectadas.

No fim de outubro, o USDA revelou que um suíno em uma criação doméstica no Estado de Oregon testou positivo para H5N1, o primeiro caso conhecido em um suíno nos EUA. Especialistas há muito tempo se preocupam com a entrada do H5N1 na população de suínos, porque os vírus da gripe adaptados para infectar aves e humanos podem infectar suínos e se recombinar nestes animais para criar novos germes mais perigosos. Esse processo é considerado responsável pela pandemia de H1N1 em 2009.

O USDA disse na quarta-feira que um segundo suíno na mesma criação doméstica também testou positivo para H5N1. A agência informou que os suínos estavam infectados com uma cepa de H5N1 encontrada em aves selvagens, e não a cepa circulante entre o gado leiteiro, e que os animais nessa criação provavelmente foram infectados por aves migratórias.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de soja em MT: estoques e exportações caem



Estimativa de exportações da safra 23/24 foi reduzida para 24,96 milhões de toneladas




Foto: Expodireto Cotrijal

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) revisou, em novembro, a demanda de soja para as safras 2023/24 e 2024/25. Segundo o relatório, a estimativa de exportações da safra 23/24 foi reduzida para 24,96 milhões de toneladas, uma queda de 3,51% em relação à previsão de outubro de 2024.

A redução foi motivada pela menor disponibilidade de soja em Mato Grosso no segundo semestre, impactando o ritmo de escoamento da oleaginosa para o mercado externo. De acordo com o Imea, a revisão ainda afetou a demanda nos demais estados, que agora está projetada em 2,47 milhões de toneladas para a safra 23/24. Isso representa uma queda expressiva de 53,48% em comparação à safra anterior, reforçando o impacto da menor oferta no estado para o mercado nacional.

Já em relação a safra 24/25, o Imea aponta um cenário de alta no consumo interno de soja em Mato Grosso. O levantamento realizado com as indústrias mostra uma intenção de esmagamento para 2025 de 12,77 milhões de toneladas, indicando um crescimento modesto de 0,47% em relação ao relatório anterior. O relatório ainda destaca uma redução nos estoques finais da safra, que agora estão projetados em 240 mil toneladas — uma queda de 18,40% ante a estimativa anterior. 

 





Source link

News

Chicago recua em dia de USDA, mas semana segue positiva



Os contratos futuros de soja recuaram nas negociações da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta sexta-feira (8), após uma sessão de realização de lucros. A queda ocorre após o mercado ter atingido o maior patamar em quase um mês na sessão anterior, impulsionado pela recuperação nos preços do óleo vegetal. Mesmo com o recuo no dia, a semana segue positiva, com ganhos acumulados.

Até o momento, os contratos com vencimento em janeiro de 2025 apresentam um ganho semanal de 2,7%. O movimento de realização de lucros foi esperado, já que os preços atingiram um pico recente, reflexo de uma recuperação significativa dos preços do óleo vegetal, que, por sua vez, tem sido impulsionada por uma menor produção de óleo de palma na Malásia e uma alta demanda por biodiesel nos Estados Unidos.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Relatório do USDA

A expectativa do mercado está voltada para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será publicado nesta sexta-feira, às 14h (horário de Brasília). O relatório pode trazer novas estimativas para a safra de soja e os estoques finais para o ciclo 2024/25.

Analistas projetam uma redução nos estoques finais dos Estados Unidos de soja, com a previsão de 535 milhões de bushels para o ciclo 2024/25, ante os 550 milhões de bushels estimados pelo USDA em outubro. Além disso, a produção também pode ser revista para baixo, com a estimativa de safra caindo de 4,582 bilhões de bushels para 4,553 bilhões de bushels, devido a desempenho abaixo do esperado das lavouras americanas.

Em nível global, a expectativa é que os estoques finais de soja para o ciclo 2024/25 fiquem em 134 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo dos 134,7 milhões de toneladas projetados em outubro. Para o ciclo 2023/24, os estoques globais devem totalizar 112,3 milhões de toneladas, um pequeno ajuste para baixo em relação aos 112,4 milhões previstos anteriormente.

Mercado do grão

Ontem (7), a soja teve forte alta, impulsionada pelos ganhos expressivos do óleo vegetal, que subiu mais de 4% em razão de uma série de fatores. A menor produção de óleo de palma na Malásia, junto ao aumento da demanda por biodiesel na Indonésia e a expectativa de tarifas adicionais sobre o óleo proveniente da China, contribuíram para a valorização do óleo vegetal. Esse movimento acabou por beneficiar o preço da soja, já que a oleaginosa tem forte correlação com o óleo vegetal no mercado global.

A alta do óleo também foi motivada pela expectativa de que a vitória de Donald Trump na eleição presidencial possa resultar em tarifas adicionais sobre o óleo de soja importado da China, o que favoreceria a demanda interna dos Estados Unidos para a produção de biodiesel.

Contratos futuros da soja

Na sessão desta sexta-feira, os contratos de soja com vencimento em janeiro de 2025 eram cotados a US$ 10,20 1/4 por bushel, com uma queda de 6 centavos de dólar (ou 0,58%) em relação ao fechamento anterior.

Apesar da queda no dia, os contratos com vencimento em janeiro ainda acumulam um ganho de 2,7% na semana. Em contraste, na sessão de ontem, a soja teve uma alta significativa, com o contrato de janeiro a US$ 10,26 1/4 por bushel, um avanço de 22,50 centavos de dólar (ou 2,24%). A posição para março de 2025 também registrou ganho de 22,75 centavos, fechando a US$ 10,37 1/2 por bushel.



Source link

News

País ultrapassa China e torna-se maior comprador de carne suína do Brasil; saiba qual é



As Filipinas se consolidaram como o maior importador de carne suína do Brasil em 2024, com um total de 206 mil toneladas adquiridas entre janeiro e outubro deste ano.

Esse volume representa um crescimento de 103,3% em comparação ao mesmo período de 2023, e marca a primeira vez que o país asiático ultrapassa a China, que até então era o principal destino do produto brasileiro.

Com um território de 300 milhões de km2 – pouco maior do que o do Rio Grande do Sul -, distribuído em milhares de ilhas, as Filipinas reúnem uma população de 117 milhões de pessoas.

Exportações de carne suína do Brasil

No total, o Brasil exportou 130,9 mil toneladas de carne suína em outubro, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume é o segundo maior saldo mensal da história do setor, superando em 40,7% o volume registrado em outubro do ano passado, de 93 mil toneladas. A receita de outubro também foi recorde, alcançando US$ 313,3 milhões, um aumento de 56,4% em relação ao mesmo período de 2023, quando somou US$ 200,3 milhões.

No acumulado de janeiro a outubro de 2024, as exportações brasileiras de carne suína alcançaram 1,121 milhão de toneladas, com uma alta de 10,7% em volume em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita no período foi de US$ 2,482 bilhões, representando um aumento de 5,2% frente ao mesmo período de 2023.

Além das Filipinas e da China, outros países que importaram carne suína brasileira de forma significativa em 2024 foram o Chile, com 92,5 mil toneladas (+33,9%), Hong Kong, com 89,4 mil toneladas (-11,8%), e o Japão, com 75,8 mil toneladas (+137,2%).

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, destaca que a expansão do mercado é uma conquista importante para a sustentabilidade das exportações brasileiras de carne suína, já que diversos países ampliaram suas compras em outubro.

“A China cedeu lugar para as Filipinas, em um momento em que vemos o setor ampliar significativamente a capilaridade de suas exportações. Dos dez principais importadores, apenas dois não registraram crescimento expressivo, o que coloca a suinocultura exportadora do Brasil em um novo quadro, com maior sustentabilidade comercial”, afirma Santin.

Estados exportadores

Entre os estados brasileiros, Santa Catarina manteve sua posição de líder nas exportações de carne suína, com 68,6 mil toneladas exportadas em outubro, um aumento de 45,7% em comparação ao mesmo mês do ano passado.

Na sequência estão o Rio Grande do Sul, com 27,6 mil toneladas (+25,6%), Paraná, com 20,6 mil toneladas (+44,5%), Mato Grosso, com 3 mil toneladas (-19,2%) e Mato Grosso do Sul, com 2,9 mil toneladas (+54,6%).



Source link

News

Brasil habilita 19 novos frigoríficos para exportação de carnes à África do Sul



O governo brasileiro anunciou a habilitação de 19 frigoríficos para a exportação de carne brasileira à África do Sul, conforme confirmação do governo sul-africano. Com essa nova autorização, o total de estabelecimentos brasileiros habilitados para exportação ao país chega a 28, incluindo frigoríficos que tiveram suas condições de certificação atualizadas.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

As novas habilitações abrangem frigoríficos especializados em carnes bovina, suína e de aves, e estão localizadas em nove estados brasileiros. O estado de São Paulo lidera a lista com seis frigoríficos, seguido por Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Bahia, Goiás e Rio de Janeiro. A distribuição inclui oito frigoríficos de carne bovina, dois de carne equina, cinco de carne suína e treze de carne de aves.

Em 2024, o Brasil continua a se afirmar como líder mundial na exportação de carnes, com mais de 7 bilhões de toneladas exportadas até o momento. As novas habilitações são resultado de um esforço conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), refletindo o reconhecimento da qualidade da carne brasileira e ampliando o acesso ao mercado sul-africano.



Source link

News

Polícia interdita galpão que produzia azeite falsificado


A Polícia Civil do Rio de Janeiro fechou nesta quinta-feira (7) um galpão que produzia azeites falsificados e prendeu em flagrante quatro pessoas por crimes contra a relação de consumo e fraude no comércio. Eles usavam um galpão clandestino em Barra de Guaratiba, na zona oeste do Rio, para fabricar e adulterar o produto, envasando 70% de óleo vegetal nas garrafas com marcas de azeite inexistentes.

No local, foi encontrado maquinário industrial e grande quantidade de garrafas, além de material para envase e rotulagem. Os  policiais encontraram muitos rótulos que foram arrancados de garrafas de lote supostamente impróprio com ordem de recolhimento pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

Os presos são de Minas Gerais e trabalhavam no galpão quando a polícia chegou ao galpão clandestino. Todos foram autuados por crime contra a economia popular e, em seguida, liberados.

A ação foi da Delegacia Policial de Campo Grande. O delegado titular, Marco Castro, disse que o produto era vendido em grande quantidade em redes de supermercados do Rio. “A pessoa, sem conhecer, levava o azeite falsificado para casa, com preço elevado para o consumidor”. O galpão em Barra de Guaratiba foi lacrado pela polícia.

Fraude

Recentemente, em outubro deste ano, o Ministério da Agricultura e Pecuária emitiu um alerta de risco aos consumidores sobre 12 marcas de azeite desclassificadas por fraude. As marcas são: Grego Santorini, La Ventosa, Alonso, Quintas D’Oliveira, Olivas Del Tango, Vila Real, Quinta de Aveiro, Vincenzo, Don Alejandro, Almazara, Escarpas das Oliveiras e Garcia Torres.

As amostras foram analisadas no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária. Os testes físico-químicos desclassificaram os produtos por não atenderem os padrões de identidade e qualidade, sendo considerados impróprios para o consumo.

As análises do laboratório detectaram a presença de óleos vegetais não identificados na composição dos azeites, comprometendo a qualidade e a segurança dos produtos, além de representarem risco à saúde dos consumidores, devido à falta de clareza sobre a procedência desses óleos.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

preço do feijão preto cai para produtores e atacadistas, mas sobe no varejo



Movimento de queda ocorre após aumentos registrados em setembro




Foto: Canva

Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária do Departamento de Economia Rural (Deral), publicado nesta quinta-feira (7), em outubro, os preços do feijão preto tiveram comportamento misto no mercado. Enquanto a remuneração para produtores e os valores no atacado recuaram, o preço no varejo registrou alta. A média do valor recebido pelos produtores no Paraná foi de R$ 267,79 por saca, uma queda de 13% em relação a setembro, quando o valor era de R$ 306,88. No atacado, o preço do fardo de 30 kg recuou 2%, de R$ 182,33 para R$ 179,12. Já no varejo, o pacote de 1 kg subiu 4%, passando de R$ 7,38 para R$ 7,68.

Clique para seguir o canal do Agrolink no WhatsApp

Esse movimento de queda ocorre após aumentos expressivos registrados em setembro, impulsionados pela entressafra e exportações em alta. No mês passado, o preço ao produtor chegou a subir 30%, enquanto o atacado aumentou 11% e o varejo, 3%. Essa alta foi especialmente sentida no Paraná, principal estado produtor de feijão no Brasil, onde o período de entressafra e a baixa disponibilidade pressionaram os preços.

Outro fator relevante foi a chegada do feijão carioca vindo de outros estados, o que ajudou a frear novos aumentos no atacado e no varejo. Além disso, o feijão preto ainda está com preço superior ao carioca, uma situação incomum que também reflete o ajuste de mercado. Para as próximas safras, as condições climáticas têm favorecido o plantio no Paraná, o que promete uma boa colheita, com área cultivada em expansão, fator que pode contribuir para uma queda nos preços.





Source link