sexta-feira, julho 24, 2026

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Como a Selic impactou o mercado da soja?


Segundo a análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o mercado de soja brasileiro vem apresentando oscilações em função de fatores econômicos como o câmbio e a taxa Selic.

Conforme dados da CEEMA, a moeda brasileira, que chegou a atingir R$ 5,90 após as eleições nos Estados Unidos, recuou para R$ 5,67 na última quarta-feira, impulsionada pela elevação da Selic para 11,25% ao ano e pela expectativa de medidas de controle fiscal ainda nesta semana. Com esse recuo, há uma tendência de ajuste nos preços da soja, que podem cair nos próximos dias caso o câmbio se estabilize em trajetória descendente.

Atualmente, a média gaúcha para o saco de soja está em R$ 129,23, com as principais regiões trabalhando entre R$ 127,00 e R$ 130,00 por saco. Outras regiões do país registraram preços entre R$ 122,50 e R$ 142,00. Apesar das oscilações, as expectativas para a safra 2024/25 permanecem otimistas, com projeções entre 166 e 172 milhões de toneladas, a depender do clima nas áreas produtoras. Segundo o CEEMA, o retorno das chuvas tem acelerado o plantio nas principais regiões, embora a falta de chuva ainda preocupe algumas áreas do Rio Grande do Sul.

O plantio já cobriu 54% da área esperada até 31 de outubro, um dos ritmos mais rápidos da história, ficando atrás apenas do ciclo 2018/19. O Mato Grosso, líder no cultivo, já atingiu 80% da área planejada, praticamente recuperando o atraso inicial, enquanto o Rio Grande do Sul registra 10% da área plantada, abaixo da média histórica de 16%. No Paraná, o plantio já alcançou 85%, com 4% das lavouras em estágio de floração.

Para novembro, o CEEMA projeta uma queda nas exportações brasileiras de soja, estimando vendas de 2,45 milhões de toneladas, uma retração de 45% em relação ao mês anterior e de 47% em comparação a novembro de 2023. A entrada dos Estados Unidos no mercado, após uma safra recorde de 124 milhões de toneladas, deve impactar as exportações brasileiras, direcionando a demanda global para o produto norte-americano.





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Veja como os preços da arroba do boi terminaram nesta semana



O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com preços mais altos no decorrer da sexta-feira (8). No entanto, de acordo com a consultoria Safras & Mercado, o dia no geral foi arrastado em termos de negociações, com algumas indústrias ausentes da compra de gado.

“O fato é que as escalas de abate seguem apertadas, na pior posição para a atual temporada. Desta forma, o mais provável é que os preços permaneçam em alta em um horizonte próximo”, avalia o analista da empresa Fernando Henrique Iglesias.

De acordo com ele, as exportações seguem agressivas, justificando o comportamento das indústrias exportadoras, em especial aquelas habilitadas a exportar para a China.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 334
  • Goiás: R$ 323,75
  • Minas Gerais: R$ 322,94
  • Mato Grosso do Sul: R$ 324,55
  • Mato Grosso: R$ 313,99

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta preços acomodados ao longo da sexta-feira, e o ambiente de negócios ainda sugere por reajustes no curto prazo, considerando a entrada dos salários na economia.

“Ressaltando que as proteínas concorrentes tendem a ganhar espaço na mesa da população em função do encarecimento da carne bovina no varejo, em especial a carne de frango“, disse Iglesias.

O quarto traseiro ainda é cotado a R$ 24,00 por quilo. O quarto dianteiro segue no patamar de R$ 19,50 por quilo. Ponta de agulha ainda é cotada a R$ 18,20, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,05%, sendo negociado a R$ 5,7355 para venda e a R$ 5,7334 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7269 e a máxima de R$ 5,7906. Na semana, a moeda teve desvalorização de 2,29%.



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Carrapatos causam perdas de 1,7 milhão de toneladas de carne por ano ao Brasil, diz Fepagro



O Rio Grande do Sul conta com, aproximadamente, 12 milhões de cabeças de gado. Pelo clima úmido e perfil genético do rebanho, majoritariamente composto por taurinos, as infestações de carrapatos são mais comuns.

De acordo com a Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), o impacto é significativo, visto que animais livres de parasitas podem ganhar até 40 quilos a mais em 26 semanas de pastejo.

A entidade aponta que, extrapolando esses dados para o rebanho nacional, estima-se uma perda de 1,7 milhão de toneladas de carne bovina por ano, o que representa cerca de 15% da produção brasileira.

Prejuízos aos pecuaristas

Em termos econômicos, outros estudos apontam que as pragas geram aos pecuaristas do país perdas estimadas em US$ 6,8 bilhões anuais.

Isso porque os prejuízos determinados por carrapatos resultam tanto de sua ação direta, como irritação, espoliação de sangue e tecidos nos animais parasitados, quanto dos efeitos indiretos, relacionados aos custos de tratamento, transmissão de doenças e danos ao couro.

O carrapato Rhipicephalus microplus, por exemplo, que figura entre os principais a afetar o rebanho gaúcho, de acordo com a Fepagro, apresenta ciclo de vida prolongado na pastagem e transmite agentes causadores da Tristeza Parasitária Bovina, além de favorecer o desenvolvimento de miíases por meio de lesões cutâneas.

Para combater o parasita em território gaúcho, o veterinário da Vetoquinol Saúde Animal Felipe Pivoto, defende a criação de um calendário sanitário, visto que o clima no Rio Grande do Sul permite a ação de mais de três gerações do parasita por ano.



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dia é movimentado, mas com pouca disponibilidade do grão



O mercado brasileiro de soja registrou um aumento nas movimentações nesta sexta-feira, mas com volumes ainda baixos devido à limitada disponibilidade do grão. Os preços oscilaram de estáveis a mais altos, dependendo da localidade e das condições de mercado.

Com a volatilidade do mercado de Chicago, que apresentou firmeza em alguns momentos, e o dólar operando de maneira semelhante, o dia trouxe algumas oportunidades favoráveis para o comércio. Nos portos, o preço chegou a atingir R$ 150 por saca, mas com pagamento previsto para janeiro, o que limitou as transações.

Preços nas principais praças de comercialização:

  • Passo Fundo (RS): o preço manteve-se estável em R$ 137,00
  • Missões (RS): também se estabilizou em R$ 136,00
  • Porto de Rio Grande (RS): o preço teve uma leve valorização, subindo de R$ 145,00 para R$ 145,50
  • Cascavel (PR): O preço aumentou um pouco, passando de R$ 139,00 para R$ 141,00
  • Porto de Paranaguá (PR): O preço subiu ligeiramente, de R$ 146,00 para R$ 147,00
  • Rondonópolis (MT): O preço manteve-se estável em R$ 154,00
  • Dourados (MS): o preço registrou um pequeno aumento, de R$ 140,00 para R$ 143,00

Chicago

Os contratos futuros de soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam com alta nesta sexta-feira. O dia iniciou sob pressão, com o mercado com parte dos ganhos acumulados durante a semana, mas o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) provocou uma virada em território positivo. O contrato de janeiro registrou uma alta semanal de 2,13%.

USDA

De acordo com o USDA, a safra de soja nos Estados Unidos para a temporada 2024/25 deve ficar em 4,461 bilhões de bushels (121,4 milhões de toneladas), abaixo da expectativa de 4,553 bilhões (123,9 milhões de toneladas). A redução nos estoques finais de soja foi projetada para 470 milhões de bushels.

Expectativas

A estimativa para a safra global de soja foi reduzida para 425,4 milhões de toneladas, uma leve queda em relação à previsão anterior de 428,9 milhões de toneladas. Para o Brasil, o USDA manteve a previsão de produção para 2024/25 em 169 milhões de toneladas, enquanto para a Argentina, a estimativa foi revisada para 51 milhões de toneladas.

As exportações de soja do Brasil para 2023/24 permanecem estimadas em 112 milhões de toneladas, com uma leve queda prevista para 2024/25.

Câmbio

O dólar comercial fechou em alta de 1,05%, sendo negociado a R$ 5,7355 para venda e a R$ 5,7334 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre a mínima de R$ 5,7269 e a máxima de R$ 5,7906. Na semana, o dólar registrou uma desvalorização de 2,29%.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Conflito geopolítico pode custar à economia global US$ 14,5 trilhões em 5…


Logotipo Reuters

LONDRES, 9 de outubro (Reuters) – A economia global pode enfrentar perdas de US$ 14,5 trilhões em um período de cinco anos devido a um hipotético conflito geopolítico que afete as cadeias de suprimentos, disse o mercado de seguros Lloyd’s of London (SOLYD.UL) na quarta-feira.

O impacto econômico resultaria de danos severos à infraestrutura na região do conflito e do potencial comprometimento das rotas de navegação, disse o Lloyd’s em um comunicado.

As guerras na Ucrânia e em Gaza já perturbaram as rotas de navegação no Mar Negro e no Mar Vermelho.

“Com mais de 80% das importações e exportações mundiais — cerca de 11 bilhões de toneladas de mercadorias — no mar a qualquer momento, o fechamento de grandes rotas comerciais devido a um conflito geopolítico é uma das maiores ameaças aos recursos necessários para uma economia resiliente”, disse Lloyd’s.

A possibilidade de tal conflito geopolítico era um risco sistêmico — ou de baixa probabilidade, mas de alto impacto —, disse o Lloyd’s.

O Lloyd’s disse que também pesquisou outros riscos sistêmicos potenciais em parceria com o Centro de Estudos de Risco de Cambridge, incluindo ataques cibernéticos e eventos climáticos extremos.

Reportagem de Carolyn Cohn, edição de Sinead Cruise e Ros Russell

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News

O clima nas áreas produtoras da soja: quando e onde chove?



Conforme dados da previsão do tempo, as chuvas das últimas semanas contribuíram para a reposição hídrica do solo, especialmente nas áreas de soja do Centro-Oeste, norte do Paraná e Triângulo Mineiro. No entanto, algumas regiões, como o norte de Minas Gerais e a faixa leste do Matopiba, ainda sofrem com a falta de precipitações para garantir um bom início da safra.

Nos próximos cinco dias, uma frente fria que avança deve trazer chuva para o norte de Minas Gerais, além da Bahia, Piauí e Maranhão. O esperado é que os acumulados de chuva fiquem entre 30 a 50 mm até segunda e terça-feira, o que ajudará o produtor a dar início à safra 2024/25.

A previsão também indica que as chuvas atingirão outras áreas do interior de Pernambuco, Tocantins, sul do Maranhão e sul da Bahia, com volumes que podem ultrapassar os 70 mm em algumas regiões. Já no norte do Pará, as chuvas se concentrarão no Centro-Sul do estado, com acumulados de até 30 mm. No entanto, as precipitações ainda não devem alcançar cidades como Paragominas e Santarém.

Previsão de 14 a 18 de novembro

Entre os dias 14 e 18 de novembro, a previsão aponta para um tempo mais firme nas regiões da soja no Centro-Sul do Brasil, o que não deve impactar a umidade do solo, favorecendo o avanço dos trabalhos agrícolas, especialmente no Sul, em São Paulo e no Mato Grosso do Sul.

Por outro lado, em Mato Grosso e Minas Gerais, as chuvas continuam e devem permanecer intensas. Em algumas áreas do Oeste de Mato Grosso, o volume acumulado pode ultrapassar os 150 mm, o que pode afetar o andamento dos trabalhos em campo.

Apesar disso, a umidade do solo será benéfica para as lavouras. No Matopiba, as chuvas persistem, com volumes de 20 a 50 mm nos próximos cinco dias, o que deve ajudar a regular a umidade do solo e dar impulso ao plantio na região.



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AgroNewsPolítica & Agro

Como o USDA está projetando o milho?


De acordo com o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para o mês de novembro, a produção global de milho foi revisada para 1,219 bilhão de toneladas, um leve aumento em comparação ao mês anterior (1,217 bilhão de toneladas). No entanto, os estoques globais caíram de 306,52 milhões para 304,4 milhões de toneladas, refletindo ajustes em alguns dos principais produtores e exportadores de milho.

Nos Estados Unidos, a produção também sofreu uma ligeira redução, passando de 386,17 milhões de toneladas em outubro para 384,64 milhões de toneladas em novembro. A produtividade caiu de 192,28 para 191,55 sacas por hectare. Apesar disso, a previsão de exportações aumentou para 59,06 milhões de toneladas, enquanto o uso de milho para etanol permaneceu em 138,44 milhões de toneladas. Os estoques finais foram revisados para baixo, de 50,78 milhões para 49,23 milhões de toneladas, sugerindo uma oferta doméstica mais restrita.

No Brasil, a produção foi mantida em 127 milhões de toneladas, mas as exportações foram reduzidas de 49 para 48 milhões de toneladas, o que pode indicar uma demanda interna mais forte ou um ajuste nas expectativas de mercado. Os estoques finais brasileiros permaneceram estáveis em 2,84 milhões de toneladas, sem grandes alterações nos balanços de oferta e demanda.

A Argentina e a Ucrânia mantiveram suas projeções inalteradas em novembro. A produção argentina de milho está prevista em 51 milhões de toneladas, com estoques finais de 2,79 milhões e exportações de 36 milhões de toneladas. A Ucrânia, por sua vez, mantém a expectativa de produção em 26,20 milhões de toneladas e exportações de 23 milhões, destacando-se como um fornecedor importante para o mercado europeu e asiático.





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áreas do Sudeste podem ter mais de 100 mm de chuva em 24h



O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), divulgou alerta vermelho para grande acumulado de chuva em áreas do Sudeste. O aviso de grande perigo é válido até as 10h da manhã deste sábado (9).

O alerta se refere a áreas do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, onde o volume de chuva por ultrapassar 100 mm em 2. De acordo com o Inmet, há alto risco de grandes alagamentos e transbordamentos de rios, assim como chance de deslizamentos de encostas.

Rio de Janeiro

  • Baixadas
  • Centro
  • Noroeste
  • Norte
  • Região Metropolitana do Rio de Janeiro
  • Sul



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Brasil pede ao Japão que eventuais surtos isolados de influenza aviária não venham a afetar exportações de todo o país


Entre os dias 4 e 6 de novembro, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou uma missão estratégica em Tóquio, Japão, com foco em fortalecer as relações comerciais e ampliar o acesso de produtos brasileiros ao mercado do país asiático.

A missão focou na ampliação de exportações brasileiras, como carnes bovina e suína, melão e farinhas, além do pedido para a regionalização em caso de ocorrência de influenza aviária.

Assim, a delegação brasileira propôs que o país asiático aplique medidas por município, de modo que surtos isolados da doença não afetem exportações de outras áreas do país. Esse alinhamento visa assegurar a continuidade das exportações brasileiras de carne de aves, um setor vital para o comércio bilateral.

Além disso, as autoridades brasileiras, lideradas pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, reforçaram o pedido para que o Japão acelere a análise de risco e permita que outros estados brasileiros, além de Santa Catarina, acessem o mercado japonês para carne suína.

Também foi solicitado o avanço das análises para carne bovina, fundamentais para diversificar as exportações de proteína animal ao Japão.

Exportação de frutas

melão agronomia sustentávelmelão agronomia sustentável
Foto: Pixabay

O Brasil também reforçou a importância de concluir o Plano de Trabalho para exportação de melão. Após a recente abertura do mercado japonês para o abacate brasileiro, a fruta surge como uma nova oportunidade para os produtores nacionais.

A missão brasileira no Japão ocorreu em momento simbólico, visto que as relações bilaterais entre os dois países está prestes a celebrar 130 anos.

“Guiados pelas diretrizes do ministro Carlos Fávaro, essa missão reforça o Brasil como parceiro comercial confiável e promotor de segurança alimentar na Ásia. Buscamos consolidar o agro brasileiro como referência em qualidade e sustentabilidade, estreitando laços que beneficiam produtores e consumidores de ambos os países. Temos boas expectativas que os temas de interesse tanto do Brasil como do Japão avancem rapidamente”, concluiu Rua.



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Exportação brasileira de carne bovina registra recorde em outubro



A exportação brasileira de carne bovina registrou recorde em outubro, alcançando 301.166 toneladas. A receita cambial foi de US$ 1,36 bilhão. No acumulado dos primeiros dez meses de 2024, o aumento foi de 29,9% no volume exportado, atingindo 2,4 milhões de toneladas, enquanto o faturamento cresceu 22,8%, a US$ 10,5 bilhões.

Somente nos primeiros dez meses de 2024, as exportações de carne bovina do Brasil já praticamente se igualaram ao resultado de todo o ano de 2023, quando o país exportou 2,29 milhões de toneladas, movimentando US$ 10,5 bilhões, de acordo com a análise da Associação Brasileira dos Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) com base nos números divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Segundo a Abiec, a tendência para o fechamento deste ano é de manutenção dos recordes até dezembro.

O presidente da Abiec, Antônio Jorge Camardelli, disse em comunicado que “para se dar uma dimensão do tamanho e da eficiência de toda a cadeia produtiva, o total exportado corresponde a mais de 9 milhões de animais abatidos, produzindo carne e contribuindo para a segurança alimentar”.

A China, o maior mercado para o Brasil, importou quase 160 mil toneladas no mês passado. Hoje, a China tem 54,4% de participação no montante exportado pelo Brasil em carne bovina.

Ainda de acordo com os dados do MDIC, os Estados Unidos continuam como o segundo maior comprador da carne bovina do Brasil, com volumes de 27.940 toneladas e faturamento de US$ 159,3 milhões, no último mês. Isso representa uma alta de 10,4% no volume e de 12% no faturamento, frente a setembro passado. Já as Filipinas foram o terceiro maior destino da carne bovina brasileira no mês passado, com 11.369 toneladas exportadas e faturamento de US$ 42,7 milhões.

Considerando as categorias de produtos de carne bovina, foram exportadas 270.332 toneladas de carne in natura (representando quase 90% do total), 16.022 toneladas de miúdos, 8.547 toneladas de carne industrializada, 2.926 toneladas de tripas, 2.824 toneladas de gordura e 515 toneladas de carnes bovinas salgadas.

Vendas de carne bovina no ano

Em 2024, os dez maiores compradores da carne bovina do Brasil representaram, em volume, cerca de 80% de tudo o que o Brasil exportou. O destaque também é a China, com volume de cerca de 1 milhão de toneladas e faturamento de US$ 4,8 bilhões, entre janeiro e outubro, registrando alta de 12,7% no volume embarcado e 3% de aumento no faturamento frente ao mesmo período de 2023.

Os Estados Unidos registraram um aumento significativo nos embarques este ano, de 69%, chegando a 175.193 toneladas, com faturamento de US$ 1,02 bilhão (aumento de 58,7% frente ao mesmo período do ano passado). Emirados Árabes, com embarques de quase 125 mil toneladas, Hong Kong com compras próximas a 100 mil toneladas, Chile (86.587 toneladas), Filipinas (80.472 toneladas) e Egito (78.080 toneladas), também mereceram destaque.

Conforme a Abiec, Camardelli está na China nesta semana, participando, com a ApexBrasil, da China International Import Expo (CIIE), em Xangai. A mostra é uma iniciativa do governo chinês, por meio do Ministério do Comércio da China, em parceria com o governo municipal de Xangai e tem, também, o apoio de diversas organizações internacionais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad).

Um dos eventos foi o lançamento, na quinta-feira (7), do projeto The Beef and Road: bridging the Brazil-China Beef Routes, uma iniciativa da Abiec com a ApexBrasil, para abertura de novas rotas no país, fora dos eixos Pequim e Xangai.



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