quinta-feira, julho 23, 2026

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Diesel e gasolina: Perspectivas positivas para 2025


A StoneX divulgou uma análise detalhada sobre os mercados de diesel e gasolina, destacando a recuperação das margens de refino e as perspectivas de demanda. Na última semana, o contrato mais ativo do NY Harbor ULSD, principal indicador de diesel nos Estados Unidos, terminou o período estável, com uma leve queda acumulada de 0,2%, fechando a sexta-feira (01) a USD 2,2342 por galão. 

No entanto, o crack-spread entre o NY Harbor ULSD e o WTI avançou 7,4% na semana, totalizando USD 24,56 por barril, o maior valor desde o início de setembro. Esse aumento foi influenciado pela melhora no PMI industrial da China e pela queda nos estoques de diesel nos Estados Unidos e na Europa, indicando um mercado mais apertado no médio prazo, o que pode favorecer uma recuperação das margens de refino.

Enquanto isso, o mercado de gasolina também apresentou movimentações importantes. O contrato mais ativo do RBOB, referência da gasolina nos EUA, registrou uma leve queda de 0,68%, cotado a USD 1,96 por galão na sexta-feira (01). Essa queda foi inferior à do petróleo, sendo influenciada pela queda não antecipada dos estoques de gasolina nos Estados Unidos e por perspectivas mais positivas para o consumo nos próximos meses. A StoneX destaca que, para 2025, a demanda brasileira por gasolina deve se recuperar significativamente, devido à melhora nas condições econômicas e na confiança do consumidor, impulsionando uma retomada na procura por combustível.

Esse cenário reflete um mercado de combustíveis que, apesar das quedas nos preços, ainda enfrenta desafios, com margens de refino crescendo especialmente para o diesel. A combinação de uma recuperação na demanda global e a redução dos estoques em mercados chave sugere que os próximos meses podem ser de aperto na oferta, o que pode gerar pressões no preço. 

 





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Escalas de abate apertadas continuarão elevando arroba do boi? Analista responde


O mercado físico do boi gordo se deparou com preços em alta no decorrer de toda a semana. Para o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por novos reajustes no curto prazo.

De acordo com ele, esse cenário acontece em linha com a posição das escalas de abate, que permanecem encurtadas em grande parte do país.

Os frigoríficos vêm trabalhando com escalas entre quatro a seis dias úteis, quando a média normal para o período varia entre oito a nove dias úteis.

Conforme Iglesias, esta é a pior média de abates desde o primeiro semestre de 2022, quando as escalas variavam de três a quatro dias úteis.

Mercado interno

No mercado interno os preços da carne bovina seguem em alta, mas é importante ressaltar que há limitações em função do baixo poder de compra da população brasileira, que tende a migrar para proteínas de menor valor agregado, caso da carne de frango, dos embutidos e do ovo.

De acordo com a Safras, os preços médios da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país estavam assim no dia 7 de novembro:

  • São Paulo (Capital): R$ 330, alta de 1,54% frente aos R$ 325 registrados na
    semana passada
  • Goiás (Goiânia): R$ 320, avanço de 1,59% perante os R$ 315 praticados na
    última semana
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 320,00, estável em relação ao último período
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320, inalterado frente à semana anterior
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 315,00, 1,61% acima dos R$ 310 registrados na última semana
  • Rondônia (Vilhena): R$ 305, aumento de 1,67% em relação aos R$ 300 da semana passada

Mercado atacadista do boi gordo

carne bovinacarne bovina
Foto: Freepik

O mercado atacadista voltou a apresentar preços mais altos no decorrer da semana e a perspectiva é de continuidade deste movimento no curto prazo, considerando a entrada dos salários na economia, que motiva a reposição ao longo da cadeia produtiva.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 24,00 por quilo, alta de 2,56% frente aos R$ 23,40 por quilo registrados na semana passada. O quarto do dianteiro foi cotado a R$ 19,50 por quilo, alta de 5,41% em relação aos R$ 18,50 praticados na semana passada.

Exportações de carne bovina

O analista destaca que as exportações de carne bovina seguem robustas, com o Brasil já estabelecendo um recorde histórico na atual temporada no mês de outubro.

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,095 bilhão em outubro (19 dias úteis), com média diária de US$ 57,658 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 236,197 mil toneladas, com média diária de 12,431 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.638,10.

Em relação a outubro de 2023, houve alta de 41,5% no valor médio diário da exportação, ganho de 40,2% na quantidade média diária exportada e avanço de 0,9% no preço médio.



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Mercado de açúcar se mantém estável em Nova Iorque



Para o etanol hidratado, a semana também trouxe movimentações relevantes



A tentativa de romper o patamar de US¢ 22,00/lb não se consolidou
A tentativa de romper o patamar de US¢ 22,00/lb não se consolidou – Foto: Pixabay

Conforme informações da StoneX, o mercado de açúcar em Nova Iorque manteve certa estabilidade ao longo da última semana, com o contrato de março/25 fechando na sexta-feira a US¢ 22,14 por libra-peso, apenas quatro pontos abaixo do registrado na semana anterior. Já o contrato de maio/25 apresentou uma leve alta de 1 ponto. No geral, o período foi marcado por preços relativamente estáveis, embora o mercado tenha apresentado uma correção mais forte até terça-feira, testando mínimas ao redor de US¢ 21,50/lb. Esse movimento era esperado, uma vez que as cotações próximas a US¢ 23,00/lb mostraram-se insustentáveis, seja por questões de fundamento, seja por fatores técnicos.

A tentativa de romper o patamar de US¢ 22,00/lb não se consolidou, reforçando a visão de um mercado sem direção clara para um novo avanço ou retração significativa. Essa correção, observada nos primeiros dias da semana, indica uma acomodação natural após valores elevados que, sem um suporte fundamental sólido, não encontraram força para se manter. Dessa forma, o açúcar segue sem um impulso consistente para um rompimento em direção a novas máximas ou mínimas, consolidando uma fase de estabilidade.

Para o etanol hidratado, a semana também trouxe movimentações relevantes. Em Ribeirão Preto (SP), o indicador fechou em R$ 3,10/litro, cinco centavos acima do valor registrado na sexta-feira passada. Esse aumento reflete a demanda aquecida, impulsionada por uma paridade de preços bastante competitiva, especialmente em São Paulo, onde o índice permanece em 65%. Essa atratividade continua tornando o etanol uma alternativa viável para os consumidores frente à gasolina, favorecendo a sustentação dos preços e ampliando a competitividade no mercado interno.

 





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Tilápia vira roupa, material hospitalar e farinha para suplemento alimentar


Com uma produção de 209 mil toneladas em 2023, o Paraná responde por 36% do cultivo anual de tilápia no Brasil, que totalizou 579 mil toneladas no ano passado. Graças a pesquisas realizadas por professores e alunos da Universidade Estadual de Maringá (UEM), no noroeste do estado, parte dessa produção pode agora ser direcionada para novos produtos de alto valor agregado, com aplicações nas indústrias de moda, hospitalar, farmacêutica e alimentícia.

O exemplo mais recente que decorre deste trabalho pode ser visto em dois importantes desfiles de moda do Brasil: a 2ª edição do Santa Catarina Fashion Week e o 58º São Paulo Fashion Week. Em ambos os eventos, roupas confeccionadas com couro de tilápia produzido na UEM ganharam as passarelas.

As estilistas confeccionaram peças com couro de tilápia produzido pela UEM em conjunto com a zootecnista Amanda Hoch, uma ex-aluna de pós-graduação da universidade. Ela também é coproprietária da Tilápia Leather, uma empresa especializada na produção do couro usado como base para a confecção de sapatos, bolsas e outros artigos de vestuário feitos a partir da pele da tilápia.

Hoch contou com o apoio da professora e ex-orientadora Maria Luiza Rodrigues de Souza, do Departamento de Zootecnia da UEM, que idealizou o laboratório de processamento de peles e de pequenos e médios animais da instituição. Criado em 2004, o laboratório, localizado na Fazenda Experimental de Iguatemi (FEI), é hoje uma referência em pesquisas sobre a transformação de pele de peixe em couro.

No laboratório, os pesquisadores utilizam diversas técnicas de curtimento em peles de diferentes espécies animais, incluindo peixes de água doce e salgada, rãs, coelhos, caprinos, jacarés e avestruzes, entre outros.

Os estudos envolvem análises de resistência dos diferentes couros processados no laboratório, testes físico-químicos e físico-mecânicos, bem como análise de histologia (ciência que estuda tecidos dos seres vivos) e microscopia eletrônica.

Couro de tilápia

Bolsas feitas com couro de tilápia. Bolsas feitas com couro de tilápia.
Bolsas feitas com couro de tilápia. Foto: Maria Luiza Rodrigues/UEM

Para Rodrigues, o processamento do couro de tilápia representa um potencial econômico a ser explorado por produtores e outras pessoas ligadas à cadeia produtiva. Ela lembra que a pele que sobra da produção do pescado representa de 4% a 10% do seu peso.

“Independentemente de onde você vai aplicar o couro de tilápia, seja em calçados, bolsas ou outras roupas e acessórios, ele vai enriquecer muito o produto e elevar o seu preço porque se trata de algo diferenciado no mercado”, afirmou a professora.

De acordo com Hoch, o aproveitamento do couro de tilápia é uma solução ambientalmente sustentável para pequenos e médios produtores do peixe, que também podem arrecadar mais com as sobras da produção depois da venda da carne.

“Na maior parte dos casos, esses piscicultores não sabem o que fazer com a pele e acabam vendendo ela por um valor bem baixo, de 15 a 30 centavos por quilo, enquanto nós pagamos até R$ 5 por quilo, o que para eles representa um acréscimo de 30% no valor total da produção de tilápia, que pode ser reinvestido com contratação de mais funcionários ou em melhorias de suas propriedades”, acrescentou Hoch.

Material hospitalar e suplementos

Assim como na moda, os produtos feitos a partir da tilápia na UEM têm demonstrado grande potencial de uso em outros segmentos econômicos, sobretudo na medicina, com tratamentos hospitalares, e também com produtos que servem como suplemento alimentar feitos a partir da farinha de tilápia.

No caso da medicina, a pele de tilápia já é mais conhecida do público em geral por ser usada no tratamento de queimaduras de 2º e 3º graus devido a suas propriedades, que ajudam na cicatrização e redução da dor. No laboratório da UEM, porém, esse processo foi aprimorado com a extração do colágeno da pele do pescado e a inclusão de fármaco para a produção do biofilme para ser aplicado em feridas abertas e queimaduras, considerado um curativo biológico..

Já a farinha de tilápia vem ganhando destaque como um suplemento alimentar rico em proteínas, especialmente valorizado por atletas e pessoas que buscam uma dieta mais equilibrada. O processo de produção envolve o aproveitamento das partes do peixe que geralmente seriam descartadas, como o espinhaço, costelinhas e carne remanescente da filetagem.

Esses resíduos são submetidos a um processo de cozimento, secagem e moagem, resultando em uma farinha com alta concentração de proteínas e outros nutrientes essenciais, como ômega 3, ômega 6, cálcio e fósforo, cujo produto final não apenas otimiza o aproveitamento do pescado, mas oferece uma fonte de proteína de alta qualidade.

A farinha de tilápia pode ser incorporada em shakes, pães, bolachas, bolos e outros doces, enquanto na UEM o seu uso já vem sendo testado nestes alimentos e também em conjunto com outras massas, no leite, arroz e na produção de chips, entre outros. Assim como o uso do couro, a confecção de suplementos com outras partes do peixe ajuda a reduzir o desperdício na cadeia produtiva do peixe. 

*sob supervisão de Luis Roberto Toledo


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Semana terá temperaturas abaixo de 5 °C no Sul e mais de 150 mm de chuvas no Centro-Oeste



Confira a previsão do tempo para a semana de 11 a 15 de novembro:

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Sul

Na segunda-feira (11), não há previsão de chuva na maior parte da região. Contudo, ainda podem ocorrer pancadas mais irregulares no centro e noroeste do Rio Grande do Sul e no sul gaúcho, com chuvas fracas no sul de Santa Catarina.

O tempo permanece firme nas demais áreas, incluindo Paraná e nas capitais. Nos próximos cinco dias, o volume de chuva no leste do Paraná, leste de Santa Catarina e nordeste do Rio Grande do Sul pode variar entre 40 a 50 mm, ajudando a manter a boa umidade do solo.

No oeste do Paraná e oeste de Santa Catarina, o tempo será predominantemente firme, e o acumulado semanal no oeste do Rio Grande do Sul deve ser em torno de 20 mm, sem prejudicar os trabalhos no campo. Há alerta para temporais nos três estados, com possibilidade de rajadas de ventos fortes e queda de granizo entre segunda e terça-feira (12).

A formação de um ciclone afastado da faixa litorânea favorece a chegada de uma nova frente fria na terça-feira à noite, trazendo ar polar e derrubando as temperaturas nos três estados até o final da semana. Há risco de geada para áreas da serra gaúcha e catarinense, com temperaturas mínimas podendo ficar abaixo de 5°C entre quarta e sexta-feira.

Sudeste

A chuva mais forte diminui, mas ainda podem ocorrer algumas pancadas entre norte, noroeste e parte do Triângulo Mineiro. Chove de forma mais irregular no norte e sul do Espírito Santo. O tempo estará firme no centro-sul de Minas Gerais, em São Paulo e no Rio de Janeiro, com sol e algumas nuvens, além de temperaturas mais amenas.

Nos próximos cinco dias, o acumulado de chuva pode variar entre 80 e 150 mm no centro-sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro. No Espírito Santo e norte de Minas Gerais, a precipitação deve ficar em torno de 50 mm, o que ajudará a manter a boa umidade do solo.

Em São Paulo, a semana será de tempo mais firme, o que favorecerá os trabalhos no campo, com chuva prevista entre 10 e 20 mm. A atenção fica para a queda de temperatura no estado paulista, com mínimas entre 12°C e 14°C, sem risco para geada.

De maneira geral, a reposição de umidade favorece a implantação da safra 2024/2025 nos estados.

Centro-Oeste

Algumas aberturas de sol são esperadas em Goiás, no Distrito Federal e no sul de Mato Grosso, com pancadas de chuva forte e risco de raios e trovoadas. Mais nebulosidade e chuva persistente são esperadas no norte de Goiás e no centro-norte e leste de Mato Grosso, com risco de temporais.

Nos próximos cinco dias, o acumulado de chuva pode variar entre 100 e 150 mm em Mato Grosso e Goiás, o que pode prejudicar os trabalhos no campo devido ao excesso de umidade. A atenção também deve ser redobrada devido à possibilidade de temporais, com rajadas de vento de 40 a 60 km/h, podendo causar acamamento nas lavouras e nuvens com alta atividade elétrica, produzindo muitos raios.

Em Mato Grosso do Sul, o tempo deve ser mais firme, com chuva entre 10 e 15 mm, ocorrendo de maneira passageira no meio-norte do estado, ajudando os produtores a acelerar as operações da safra 2024/2025.

Nordeste

A frente fria continua avançando, mantendo a condição de tempo instável sobre a Bahia, o sul do Maranhão e do Piauí, com algumas pancadas se espalhando para o oeste de Pernambuco. Pode chover forte, especialmente em Salvador, Ilhéus e Porto Seguro.

Nas demais áreas, haverá mais aberturas de sol e pancadas irregulares. Nos próximos cinco dias, a chuva deve se concentrar no oeste da Bahia, centro-sul do Maranhão e Piauí, com acumulados de até 100 mm, o que ajudará a repor a umidade do solo e contribuirá para a implantação da safra 2024/2025.

No centro-leste da Bahia e interior de Pernambuco, o acumulado será de cerca de 40 mm, ajudando a aliviar o calor e beneficiando as pastagens. Nas demais áreas, a tendência é de uma semana quente e seca, com temperaturas máximas podendo atingir 35°C, aumentando o risco de incêndios.

Norte

Chuva é esperada em todas as áreas da região. Segunda-feira será abafada, com algumas aberturas de sol e pancadas de chuva forte. Temporais são esperados no Amazonas, Acre, sul do Pará, Tocantins e Rondônia.

Nos próximos cinco dias, o acumulado de chuva pode variar entre 80 e 100 mm em Rondônia, Amazonas, centro-sul do Pará e Tocantins, mantendo a boa umidade do solo e ajudando a recuperar as pastagens.

No centro-norte do Pará, Amapá, Roraima e Acre, a tendência é de uma semana mais úmida, com acumulado de chuva em torno de 50 mm, o que começará a reverter o quadro de déficit hídrico nessas áreas. A situação dos rios começa a melhorar aos poucos, mas ainda está longe de se normalizar.

A projeção de regularização do sistema hidroviário deve se estender até o final de dezembro ou início de janeiro de 2025.



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Desmatamento na Amazônia registra maior queda dos últimos 15 anos


Estimativas do sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostram que a Amazônia registrou um desmatamento de 6.288 km² entre agosto de 2023 e julho de 2024.

O número representa redução de 30,63% em comparação ao período anterior, marcando a maior queda percentual em 15 anos.

Já no Cerrado, a taxa oficial de desmatamento foi de 8.174 km², o que equivale a menor área desmatada desde 2019, com uma redução de 25,7%. Este é o primeiro sinal de queda no desmatamento desse bioma em quatro anos.

Aproximadamente 76,4% do desmatamento no Cerrado ocorreu em um quadrante conhecido como Matopiba, que abrange os estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

Durante o ato do governo federal que anunciou os números, na semana passada, foi assinado um pacto entre a esfera federal e os governadores dos estados do Matopiba, visando à prevenção e controle do desmatamento e de incêndios na região. O objetivo do governo é alcançar desmatamento zero em todos os biomas do Brasil até 2030.

O Prodes utiliza imagens de satélite com resolução de 10 a 30 metros, mais precisas do que as do sistema Deter, que emite alertas diários para auxiliar na fiscalização.

No período de agosto de 2023 a julho de 2024, foram registrados 3.266 autos de infração na Amazônia, totalizando R$ 2,02 bilhões em multas, 2.568 embargos de área ou atividade e 316 mil hectares embargados.

Além disso, ocorreram 1.717 apreensões de bens e produtos. No Cerrado, foram 731 autos de infração, somando R$ 204,4 milhões em multas e 451 embargos, além de 309 apreensões de bens e produtos.

Fiscalização do desmatamento

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Foto: Divulgação/Sema-MT

A crescente vigilância e as linhas de ação estratégicas de combate aos crimes ambientais desempenhadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e outros órgãos de fiscalização têm contribuído para a redução do desmatamento.

Entre as ações estão a fiscalização remota do desmatamento, que abrange cerca de 625 mil hectares, e da cadeia da madeira, onde 2,4 milhões de metros cúbicos foram bloqueados.

Segundo o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, a redução no desmatamento registrada nos últimos anos reflete o esforço e as ações voltadas a proteção dos biomas. “A queda nos índices de desmatamento nos últimos anos é um reflexo do trabalho árduo e das ações determinadas que estamos implementando”, declarou.

O governo anunciou uma série de iniciativas focadas no desenvolvimento sustentável. Entre elas, destaca-se a adesão de 48 municípios ao Programa União com Municípios, destinado a promover a sustentabilidade e combater o desmatamento, alocando R$ 770 milhões para essas ações.

Proteção às terras indígenas

O pacto assinado não só propõe aumentar a fiscalização e a transparência em relação ao desmatamento ilegal, mas também busca a conservação dos ativos florestais e da água nos diferentes ecossistemas do Cerrado.

As ações incluem a reinstalação de câmaras técnicas e medidas de proteção às terras indígenas, com a homologação de 810 mil hectares e a criação de novas áreas de conservação.

De acordo com o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Jair Schmitt, a colaboração entre os estados e o governo federal aponta para um caminho promissor na luta contra o desmatamento, enquanto as metas para os próximos anos são reafirmadas, criando uma esperança renovada na preservação das nossas riquezas naturais e na recuperação dos ecossistemas brasileiros.

*Sob supervisão de Victor Faverin


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Café no Brasil sobe com alta do dólar


Conforme análise da StoneX, o mercado futuro de café encerrou a última semana sob pressão, influenciado pelo retorno das chuvas no Brasil, o início da colheita no Vietnã e a divulgação de dados robustos de exportação. Em Nova Iorque, o contrato de café arábica com vencimento em março de 2025 registrou uma queda de 510 pontos (-2,1%), fechando a sexta-feira (01) a US¢ 242,40 por libra-peso. 

Em Londres, o contrato de robusta para janeiro recuou USD 132 por tonelada (-3,0%), finalizando a semana cotado a USD 4.279 por tonelada. No acumulado de outubro, os preços de arábica em Nova Iorque caíram 8,4%, enquanto em Londres o robusta teve uma desvalorização de 16,4%.

No Brasil, apesar das quedas internacionais, os preços do café apresentaram leve alta no mercado interno, impulsionados pela valorização do dólar, que subiu 2,9% na semana. O indicador Cepea para o café arábica avançou 1,1%, enquanto o robusta registrou um acréscimo de 0,5%. Esse movimento reflete o impacto da taxa cambial sobre os preços, que tende a mitigar as oscilações internacionais no mercado doméstico, garantindo certa estabilidade relativa para os produtores.

No acumulado do mês de outubro, mesmo com as quedas externas significativas, os preços internos do café arábica tiveram uma valorização de 1,35%. O robusta, por sua vez, registrou um recuo de 4,07% no mercado brasileiro, uma queda inferior à observada em Londres, onde a desvalorização atingiu 16,4%. A alta do dólar em 6,2% no mês contribuiu para conter uma queda mais intensa no Brasil, destacando o papel da moeda norte-americana em sustentar o preço do café no mercado interno.





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Cotação do algodão cai em meio à alta do dólar



A valorização do dólar ocorre em um contexto de incerteza



A valorização do dólar ocorre em um contexto de incerteza
A valorização do dólar ocorre em um contexto de incerteza – Foto: Canva

De acordo com dados da StoneX, os futuros de algodão fecharam o último pregão da semana passada em baixa, com o contrato dezembro/24 negociado a US¢70,17 por libra-peso, marcando uma desvalorização semanal de 0,7%. Essa queda na cotação da pluma está associada principalmente ao fortalecimento do dólar frente às moedas globais, um efeito da expectativa de manutenção de juros elevados nos Estados Unidos. Esse cenário impacta a atratividade das commodities americanas no mercado internacional, já que o dólar valorizado encarece os produtos exportados pelos EUA.

A valorização do dólar ocorre em um contexto de incerteza sobre o futuro da política monetária americana, que deve se tornar mais claro após as eleições presidenciais dos EUA. O mercado espera que o resultado das eleições traga definições sobre o ritmo dos juros e a direção do câmbio no país, fatores que influenciam diretamente o valor das commodities exportadas, como o algodão.

Enquanto isso, os fundamentos do mercado de algodão permanecem estáveis, sem grandes novidades. A cotação da pluma vem sofrendo com a combinação da alta do dólar e a falta de incentivos novos que possam favorecer um aumento significativo na demanda ou alterações relevantes na oferta. Assim, o mercado de algodão segue atento ao cenário econômico e político nos EUA, aguardando mudanças que possam dar uma nova direção para os preços no curto prazo.

O setor continuará monitorando as tendências do câmbio e das taxas de juros, fatores decisivos para a competitividade das commodities estadunidenses no exterior, especialmente em um ambiente econômico global de forte competição.

 





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Estudo mostra que perda de nascentes e assoreamento de rios ameaça áreas rurais paranaenses


Estudo técnico-científico realizado pela Embrapa mostra perda alarmante de nascentes e assoreamento de rios na região rural da Bacia Hidrográfica Paraná III (BHP III), no oeste do estado.

As análises consideraram caracterização de solos e clima, vegetação fluvial, geologia e processos erosivos, entre outros, e resultaram na publicação “Anais da 1ª Reunião de Correlação e Classificação de Solos e Vegetação Fluvial (RCCSV)”.

O documento traz um capítulo com indicativos inéditos para orientar políticas públicas e tomadas de decisão voltadas, principalmente, ao uso de práticas mais sustentáveis de manejo do solo, vegetação e água na região.

Produção agropecuária e o meio ambiente

Segundo a pesquisadora da Embrapa Florestas Annete Bonnet, que fez parte do grupo coordenador do estudo, os resultados demonstram a necessidade da gestão mais integrada dos recursos naturais e o desenvolvimento premente de ações que harmonizem a produção agropecuária e a preservação ambiental.

A perda de nascentes e o assoreamento de rios são provocados, entre outros fatores, por práticas de manejo inadequadas aplicadas à agropecuária, urbanização desordenada e desmatamento.

Essas constatações tiveram como base os resultados do PronaSolos Paraná (levantamento dos solos paranaenses) e do projeto Ação Integrada de Solo e Água (AISA), além de apurações de pesquisas desenvolvidas pela Embrapa Soja e o IDR-PR.

Estudo destaca os impactos da erosão

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Foto: Luiz Magnante/ Embrapa Trigo

A erosão do solo, por exemplo, não degrada apenas a terra, mas também compromete a qualidade da água dos rios e lagos.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Florestas Gustavo Curcio, que também é um dos coordenadores do RCCSV, um cenário de aumento da escassez hídrica impactaria profundamente a sustentabilidade dos ecossistemas e a qualidade de vida das populações, bem como as atividades de produção agrícola, um dos pilares da economia do estado.

O estudo apresenta os principais desafios para o manejo sustentável dos solos na região, como a erosão, a compactação e a perda de matéria orgânica. Contudo, paralelamente, apresenta oportunidades para melhorar as práticas agrícolas e aumentar a produtividade de forma sustentável, como:

  • Rotação de culturas com o emprego de práticas agronômicas;
  • Uso de coberturas vegetais; e
  • Manejo integrado de pragas e doenças

De acordo com os pesquisadores, essas são algumas das práticas que contribuem para a melhoria da qualidade do solo e a redução dos impactos ambientais.

O secretário de estado de Desenvolvimento Sustentável do Paraná, Valdemar Bernardo Jorge, um dos integrantes do grupo técnico, exalta os resultados trazidos pela publicação.

“Esperamos que esse documento seja uma fonte de conhecimento e de inspiração para todos os que se interessam pelo desenvolvimento sustentável da BHP III, contribuindo para a valorização e a proteção dessa região que é uma das principais propulsoras econômicas do estado do Paraná”, afirma.

*Sob supervisão de Victor Faverin


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Mercado global de bioinsumos pode atingir US$ 45 bilhões até 2032, segundo estudo



O mercado global de bioinsumos agrícolas deve alcançar cerca de US$ 45 bilhões até 2032, se manter a taxa de crescimento anual entre 13% e 14%. Nesse ritmo, em oito anos, o mercado global dos insumos biológicos tende a triplicar, projeta estudo realizado pela CropLife Brasil – associação que representa a indústria de defensivos químicos, bioinsumos, biotecnologia e mudas e sementes – e pelo Observatório de Economia da Fundação Getúlio Vargas. Em 2023, o valor do mercado global de bioinsumos somou entre US$ 13 bilhões e 15 bilhões, incluindo os segmentos de controle biológico, inoculantes, bioestimulantes e solubilizadores.

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O setor de controle biológico é destaque no segmento, respondendo por 57% do mercado atual. “A tendência é que esses produtos continuem liderando a participação de mercado nos próximos anos”, prevê a pesquisa. A CropLife avalia que o crescimento do mercado de bioinsumos nos últimos 10 anos se deve, sobretudo, ao avanço acelerado do mercado nos últimos quatro anos e à adoção por parte dos produtores rurais como ferramenta para o manejo integrado de pragas.

Apesar do rápido crescimento do uso e do mercado de bioinsumos no Brasil, aspectos econômicos, regulatórios e jurídicos desafiam o avanço acelerado destes insumos no País, revela a pesquisa. De acordo com o estudo, entre os principais entraves para a expansão dos bioinsumos hoje no País estão a falta de capacitação para aplicação e a ausência de uma legislação específica para essa gama de produtos.

Na avaliação da CropLife e da FGV, o investimento nacional em pesquisa e desenvolvimento no Brasil tem mostrado resultados promissores. “Entretanto, o Brasil ainda se encontra atrás de líderes como os EUA, China e Coreia do Sul no número de patentes e inovações biotecnológicas no setor. Incentivar políticas públicas e parcerias estratégicas pode ser um caminho para fechar essa lacuna”, observam as entidades.

O estudo pondera que, apesar do avanço dos bioinsumos no mercado brasileiro, há desafios regulatórios em curso, dado que as legislações vigentes atuais são elaboradas para produtos químicos, sintéticos e minerais. Os bioinsumos estão enquadrados em legislações destinadas a produtos químicos, sintéticos ou minerais, como a Lei de Agrotóxicos e a Lei de Fertilizantes, sendo suas regulamentações adaptadas por meio de normas infralegais. Atualmente, um mesmo ingrediente ativo biológico pode ser enquadrado nessas atuais legislações distintas, sem um trâmite claro e unificado para registro e regras de comercialização. “Essas legislações possuem processos de registro e regras de comercialização, tributação, fabricação, transporte, armazenamento e uso completamente distintos. Esse cenário gera insegurança jurídica tanto para as indústrias quanto para os usuários de produtos biológicos, dificultando inclusive o estabelecimento de linhas de crédito específicas para o setor”, argumentam as entidades.

Para a CropLife e para a FGV, há questões regulatórias que requerem maior aprofundamento, como o Programa Nacional de Bioinsumos, as iniciativas legislativas em andamento no Congresso Nacional, a conexão com propriedade industrial e a conexão com o acesso ao patrimônio genético nacional.

Entre estes pontos, o setor aguarda um marco legal específico para os bioinsumos, com projetos de lei em tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado, o PL 658/2021 e o PL 3668/2021, que visam regulamentar especificamente a produção, uso, registro e comercialização de bioinsumos no País. “A falta de um trâmite claro e unificado para o registro e a comercialização gera incertezas, sendo necessária a criação de regulamentações específicas, especialmente no que diz respeito à padronização dos processos industriais e à harmonização tributária. Assim há necessidade de normas específica para bioinsumos sanando essas incertezas e possível sobreposição”, defendem a CropLife e a FGV.

O estudo aponta que ambos os projetos de lei dispõem sobre a produção on farm (insumos para uso próprio fabricados na propriedade rural), mas, segundo o estudo, não estabelecem como será a participação de cada órgão (Anvisa, Ibama e Ministério da Agricultura) na avaliação tripartite dos produtos biológicos. De acordo com a pesquisa, “haverá necessidade de regulamentação infralegal” quanto à estrutura de governança do registro de produção para fins comerciais.

Em relação à capacitação, a pesquisa observa que a ausência de capacitação de parte dos produtores dificulta a adoção ampla dos bioinsumos, concentrando-se apenas nas principais culturas como soja, milho e cana-de-açúcar.



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