quarta-feira, julho 22, 2026

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Adoção global de cultivos transgênicos cresce



Recentemente, a África tem avançado na adoção de cultivos OGM



Recentemente, a África tem avançado na adoção de cultivos OGM
Recentemente, a África tem avançado na adoção de cultivos OGM – Foto: Pixabay

Até outubro de 2024, mais de 32 países já aprovaram a semeadura de cultivos transgênicos, evidenciando um aumento significativo no uso da biotecnologia para enfrentar desafios globais como a segurança alimentar e as mudanças climáticas. A expansão da adoção de cultivos geneticamente modificados (GM) é especialmente visível em países da África e da Ásia, que estão aprovando variedades transgênicas de cultivos locais, visando resistência a pragas e doenças, além de melhorar o valor nutricional das culturas.

Recentemente, a África tem avançado na adoção de cultivos GM. Em 2024, Gana se tornou o mais recente país a aprovar a comercialização de caupi transgênico resistente a pragas, enquanto Burkina Faso retomou o cultivo de híbridos de algodão Bt, que haviam sido interrompidos em 2016 devido a questões com a qualidade da fibra. O avanço na adoção desses cultivos em países africanos é parte de uma tendência crescente que visa melhorar a produtividade agrícola e reduzir custos de produção, com impactos econômicos positivos.

No campo do desenvolvimento de novos cultivos, pesquisadores de todo o mundo estão criando variedades GM com características aprimoradas, como arroz eficiente no uso de nitrogênio e resistente à salinidade, além de papas com resistência a doenças e cereais biofortificados com ferro, zinco e vitaminas. Cultivos resistentes à seca e mais nutritivos são vistos como soluções promissoras para enfrentar as mudanças climáticas e garantir a segurança alimentar.

O arroz dourado, por exemplo, é uma variedade biofortificada com vitamina A, aprovada nas Filipinas em 2021, que pode reduzir a deficiência de vitamina A entre crianças pequenas, um problema crítico em muitas regiões do mundo. Outro exemplo é o milho TELA, desenvolvido para ser resistente a insetos e tolerante à seca, aprovado em vários países africanos, que pode aumentar a produtividade agrícola e combater perdas significativas causadas por pragas como o barrenador do milho. O avanço desses cultivos reflete a crescente confiança na biotecnologia como ferramenta essencial para a sustentabilidade agrícola.





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Mapa reforça a importância no combate ao tráfico de animais silvestres



A Freeland Brasil, em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), desenvolveu um curso a distância focado na importância da Guia de Trânsito Animal (GTA) no combate ao tráfico de animais silvestres e na prevenção de doenças zoonóticas. O curso, voltado para agentes de instituições governamentais federais, foi gravado em São Paulo e abordou a necessidade de controlar o transporte de animais para evitar riscos à saúde pública e à fauna local.

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Sobre a ferramenta

A GTA, uma exigência legal para o transporte de animais, tem como objetivo rastrear e controlar o movimento de animais no país, garantindo que eles sejam transportados de maneira segura e legalizada.

A médica veterinária Miriam Sassaki, agente de inspeção da Superintendência de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (SFA-SP), explicou durante a gravação do curso como a GTA é essencial para evitar a propagação de doenças e o tráfico de espécies. Além disso, a guia é obrigatória para qualquer animal em trânsito, com exceção de cães e gatos.

Segundo Miriam, a emissão da GTA é realizada em parceria com os Órgãos Estaduais de Sanidade Animal (Oesas), que habilitam veterinários privados para fornecer a documentação. A profissional destacou que a GTA não apenas assegura a origem e o destino dos animais, mas também contribui para o controle de surtos sanitários e proteção da biodiversidade.

Riscos do tráfico de animais silvestres

O tráfico de animais silvestres representa um risco à saúde pública e à segurança agropecuária. A captura de animais na natureza e seu transporte para diferentes regiões pode espalhar doenças entre espécies animais e até entre humanos, como evidenciado pela pandemia de Covid-19, cujas origens estão ligadas ao trânsito de animais.

Leandro Bondar, coordenador de educação da Freeland Brasil, ressaltou que o tráfico de espécies silvestres coloca em risco a biodiversidade e pode ter sérias consequências sanitárias. Casos emblemáticos, como o sacrifício de 160 canários contrabandeados do Peru em 2019, demonstram a seriedade da questão. Na ocasião, as aves foram sacrificadas em Corumbá (MS) devido à falta de documentação sanitária, representando um risco para a fauna avícola e para a avicultura comercial.

Em 2023, um incidente semelhante ocorreu no Mato Grosso, quando 320 aves canário-venezuelanas foram resgatadas pela Polícia Rodoviária Federal e sacrificadas devido ao risco de introdução da gripe aviária, uma doença que poderia causar danos irreparáveis à economia local e nacional.

Capacitação

A Freeland Brasil atua em três pilares: educação ambiental, capacitação de agentes públicos e monitoramento de políticas públicas. A organização, com sede na Tailândia, tem como missão combater o tráfico de animais silvestres e preservar a biodiversidade. Em sua abordagem educacional, Leandro e a analista educacional Jennifer Machado explicaram que o curso a distância desenvolvido pela ONG inclui módulos teóricos e práticos, com materiais como textos, gráficos, ilustrações e depoimentos em vídeo.

Este curso será disponibilizado à Polícia Rodoviária Federal (PRF) para capacitar seus 13 mil agentes em todo o Brasil. A Freeland Brasil espera que o treinamento, que terá entre 60 e 80 horas de conteúdo, fortaleça a fiscalização e a atuação das autoridades no combate ao tráfico de animais silvestres, além de conscientizar os agentes sobre os riscos envolvidos no transporte ilegal de espécies.



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Bioparque da Amazônia ensina preservação com visita a criação de abelhas sem ferrão


O Bioparque da Amazônia, localizado em Macapá (AP), oferece uma experiência educativa com um meliponário, espaço dedicado às abelhas sem ferrão, como as da espécie uruçu. Com cerca de 70 mil abelhas, o espaço recebe crianças e adultos para visitas guiadas, nas quais podem aprender sobre a importância das abelhas na preservação ambiental.

As colmeias das abelhas uruçus têm entradas características de barro que se assemelham a uma coroa e permitem que apenas uma abelha entre por vez, enquanto outras protegem o ninho pelo lado de fora. O ninho é todo coberto por cera e própolis, que ajudam a manter a temperatura e protegem o ambiente interno.

O meliponário é aberto para visitas de grupos e escolas, com agendamento prévio pelo telefone (96) 99970-2084 ou e-mail [email protected]. O parque opera de quarta a domingo, das 9h às 17h, com entrada a R$ 10 e meia-entrada a R$ 5. Crianças de até 5 anos, pessoas com deficiência e idosos têm entrada gratuita.

visita ao meliponário , criação de abelhas sem ferrão
visita ao meliponário , criação de abelhas sem ferrão
Foto: Andreia Tavares/PMM

Além de proporcionar uma experiência direta com a fauna local, o meliponário do Bioparque visa conscientizar o público sobre a importância das abelhas para o ecossistema e sobre as práticas de preservação ambiental.

O espaço permite que os visitantes conheçam as riquezas naturais da Amazônia e compreendam a sustentabilidade no cultivo de abelhas. A educação ambiental é um dos focos do Bioparque, que busca integrar o público com as espécies amazônicas e promover o conhecimento sustentável.


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Nova tecnologia mede emissões na pecuária de corte



Essa tecnologia permitirá a medição de diferentes tipos de gases emitidos pelo gado



Essa tecnologia permitirá a medição de diferentes tipos de gases emitidos pelo gado
Essa tecnologia permitirá a medição de diferentes tipos de gases emitidos pelo gado – Foto: Bing

A produção de alimentos, especialmente no setor de proteína animal, está avançando em compromissos de sustentabilidade, focando na medição de emissões de gases de efeito estufa e na redução do desperdício de nutrientes. Uma parceria inovadora entre a Cargill e a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) foi anunciada no laboratório de Juiz de Fora (MG), onde especialistas das duas instituições utilizarão câmaras respiratórias climatizadas para estudar, com maior precisão, a emissão de gases na pecuária de corte.

Essa tecnologia permitirá a medição de diferentes tipos de gases emitidos pelo gado, elevando a precisão das análises e possibilitando estratégias para otimizar a dieta dos animais, o que pode reduzir o desperdício de nutrientes e melhorar a produtividade e a saúde animal. Pedro Veiga, Consultor Técnico Sênior de Carne Bovina da Cargill, destaca que as câmaras climatizadas representam um avanço significativo na mensuração de emissões. “Nosso apoio técnico para redução de gases de efeito estufa acaba de subir um degrau inédito em termos de qualidade e inovação”, afirmou.

Para a Embrapa, a parceria com a Cargill acelera o desenvolvimento de soluções científicas que podem ser aplicadas no campo. Segundo Thierry Tomich, Líder de Pesquisa em Produção Pecuária Sustentável da Embrapa Gado de Leite, a tecnologia permite controlar o clima de cada câmara, possibilitando a avaliação de dietas diversas em condições locais. Isso é crucial para verificar a eficácia dos aditivos alimentares que reduzem o metano entérico, uma estratégia importante para sistemas de produção mais eficientes.

Com exclusividade no uso dessas câmaras, a Cargill reforça seu compromisso com uma produção segura, responsável e sustentável, ajudando seus clientes a cumprir metas ambientais e aprimorar seus processos de produção.

 





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Mais lidas da semana: MT enfrenta aumenta na oferta de terras



A venda de propriedades rurais em Mato Grosso tem se intensificado, com destaque para áreas voltadas à pecuária de corte. Um levantamento feito pela agrotech Chaozão, especializada em anúncios de imóveis rurais, identificou um aumento considerável na oferta de terras, principalmente em municípios que tradicionalmente focam na criação de gado.

Entre os destaques do estudo estão algumas regiões que apresentam uma grande parte de suas áreas rurais à venda. Em Cocalinho, no leste de Mato Grosso, 30% do território de 16.538 km² está disponível para negociação. As fazendas dessa região são em grande parte voltadas à pecuária. Outras cidades também estão enfrentando alta disponibilidade de terras:

  • Primavera do Leste, no sudeste do estado, tem 23% de sua área de 5.472 km² disponível para venda.
  • Paranatinga, localizada no centro-sul de Mato Grosso, oferece 13% dos seus 24.177 km² para compradores em potencial, com propriedades voltadas tanto para pecuária quanto para lavoura.

Dinâmica do mercado de terras

A engenheira agrônoma Renata Apolinário, diretora do Chaozão, explica que o aumento na oferta de terras está diretamente relacionado a mudanças no perfil das propriedades e nas exigências do mercado agropecuário. Segundo ela, a “saúde” das fazendas, questões ambientais e o tipo de exploração, como a pecuária ou a agricultura, estão influenciando a decisão de venda.

“Em Mato Grosso, temos uma grande diversidade de solos e perfis de exploração agropecuária. Algumas regiões oferecem ótima produtividade, mas outras enfrentam limitações de solo e infraestrutura”, observa Apolinário.

Ela também explica que, no Pantanal, a comercialização de propriedades rurais é mais restrita aos habitantes locais, que conhecem bem o manejo e o sistema de exploração da região.

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O desafio da baixa produtividade

O aumento da competitividade no mercado agropecuário tem pressionado os pecuaristas a buscar maior produtividade. Terras de pastagens degradadas ou mal manejadas não são mais viáveis, especialmente em um cenário de crescente concentração fundiária, com grandes investidores e grupos financeiros comprando terras para agricultura em larga escala.

“Proprietários de pequenas e médias propriedades, com terras de pecuária menos produtivas, acabam optando pela venda, pois não conseguem competir com esses grandes investidores ou não querem investir na recuperação dessas áreas”, afirma Renata. Ela destaca que a agricultura, especialmente a produção de grãos, tem avançado sobre áreas que antes eram dedicadas exclusivamente à pecuária, comprando terras com menor capacidade de suporte animal ou retorno financeiro.

De acordo com o especialista em pecuária Rostyner Pereira Costa, terras que exigem altos investimentos para adaptação ou que não apresentam viabilidade imediata para uma transição eficaz acabam sendo vendidas por preços mais acessíveis.

Demanda seletiva

Com o aumento da oferta, também cresce a seletividade entre os compradores. Renata Apolinário observa que os investidores estão mais exigentes ao escolher uma propriedade rural, levando em conta uma série de fatores, como solo, clima, infraestrutura e valorização futura do imóvel.

“Hoje, antes de adquirir uma propriedade, os compradores avaliam aspectos como a composição do solo, a regularidade de chuvas, a topografia e a capacidade produtiva da terra. O solo saudável, com boa quantidade de argila e alta pluviometria, é um dos principais pontos de interesse dos produtores”, explica Renata.

Sucessão e reestruturação

Outro fator importante para o aumento das vendas é a questão da sucessão familiar no campo, que tem levado muitos proprietários a reestruturar financeiramente suas propriedades. Costa observa que, nesse processo, terras de pecuária com baixa qualidade ou com dificuldades de produção são as primeiras a serem colocadas no mercado.

Em um cenário onde a demanda por terras agrícolas mais produtivas continua crescente, os produtores que não conseguem acompanhar as exigências do mercado acabam se vendo obrigados a vender suas propriedades, contribuindo para a alta oferta de imóveis rurais em Mato Grosso.



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Petróleo lidera a pauta de exportação do país no terceiro trimestre



No terceiro trimestre de 2024, o Brasil registrou uma nova dinâmica nas exportações, com o petróleo como o principal produto exportado, superior aos setores do agronegócio e mineração. A Petrobras, que responde por quase 90% da produção nacional, liderou esse movimento, com o óleo cru alcançando um novo patamar no mercado externo.

De acordo com a presidente da Petrobras, Magda Chambriand a exportação superou farelos de soja, agronegócio, mineração e ferro, consolidando o óleo cru como o principal produto de saída do país. A produção no país tem se mostrado um dos motores do comércio exterior, o que reforça a importância estratégica do setor energético para a economia nacional.

Resultados financeiros

A Petrobras comemorou resultados operacionais e financeiros positivos no terceiro trimestre de 2024. Em setembro, a companhia atingiu a marca histórica de 3 bilhões de barris de petróleo produzidos, com destaque para as áreas de Tupi e Iracema, no pré-sal.

Em termos financeiros, a empresa registrou um lucro de R$ 32,6 bilhões, representando um aumento de 22,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, foi anunciada a distribuição de R$ 17,1 bilhões em dividendos aos acionistas.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriand, destacou que os resultados superaram as expectativas do mercado, especialmente pelo forte desempenho em exploração, produção, refino e gás natural. A Petrobras também reduziu sua dívida para o menor nível desde 2008 e agora é responsável por 31% da geração de energia primária no Brasil.

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Desempenho financeiro

A Petrobras comemorou resultados operacionais e financeiros positivos no terceiro trimestre de 2024. Em setembro, a empresa atingiu a marca histórica de 3 bilhões de barris de petróleo produzidos, com destaque para as áreas de Tupi e Iracema, no pré-sal, que desempenham um papel central nas exportações brasileiras de petróleo.

Em termos financeiros, a companhia registrou um lucro de R$ 32,6 bilhões, com um aumento de 22,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, foi anunciada a distribuição de R$ 17,1 bilhões em dividendos aos acionistas. A presidente da Petrobras, Magda Chambriand, enfatizou que os resultados superaram as expectativas do mercado, especialmente com o desempenho robusto nas áreas de exploração, produção, refino e gás natural. A Petrobras também conseguiu reduzir sua dívida para o menor nível desde 2008 e agora é responsável por 31% da geração de energia primária no Brasil.

Recordes de produção

Outro marco importante foi o desempenho das unidades flutuantes de produção (FPSOs), como a FPSO Sepetiba, que atingiu sua capacidade máxima de produção em tempo recorde, menos de oito meses após começar a operação no campo de Mero 2. Esse desempenho contribuiu significativamente para o recorde de produção do pré-sal, que alcançou 3,49 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), reforçando o papel da Petrobras nas exportações de petróleo do país.

A Petrobras também celebrou a entrada em operação de duas novas unidades: a FPSO Maria Quitéria, no campo de Jubarte, em 15 de outubro, e a FPSO Marechal Duque de Caxias, no campo de Mero, em 30 de outubro. Essas novas unidades devem continuar impulsionando a produção e o crescimento das exportações de petróleo nos próximos meses.





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MDA e Embrapa oferecem cursos gratuitos para agentes de assistência técnica rural



O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançaram um programa de capacitações virtuais de ensino a distância (EaD) voltadas para a produção agrícola, sistemas agroflorestais e boas práticas no campo.

As aulas, integralmente online e gratuitas, visam aprimorar o conhecimento técnico de agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) e contam com vagas ilimitadas.

O primeiro curso, “Bem-estar animal para produção sustentável de leite”, já está disponível na plataforma e-Campo, inaugurando a sequência de lançamentos que seguirá até dezembro, oferecendo novos cursos semanalmente. Entre os temas que serão abordados estão “Boas práticas de fabricação no beneficiamento da castanha-de-caju”, “Processamento de mandioca de mesa pela agricultura familiar” e “Produção de ovos na agricultura familiar”.

O programa se encerra no dia 6 de dezembro, durante a Semana do Extensionista, data em que serão disponibilizados os cursos “Ferramentas participativas e agroecológicas para conservação e multiplicação de sementes crioulas” e “Sistemas Agroflorestais na Mata Atlântica.”

Marenilson Batista da Silva, diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural do MDA, ressalta a importância dessa iniciativa para o fortalecimento da agricultura familiar, destacando que os cursos alcançam diversos grupos, incluindo assentados da reforma agrária, povos indígenas e comunidades quilombolas.

“Essas capacitações on-line para agentes e técnicos de Ater são um avanço significativo, pois fortalecem a agricultura familiar e auxiliam diretamente os povos e comunidades tradicionais,” afirma.

Ana Euler, diretora de Inovação, Negócios e Transferência de Tecnologia da Embrapa, reforça que as capacitações virtuais são uma maneira de ampliar o alcance do conhecimento gerado pela pesquisa e, assim, apoiar os produtores no campo.

“Com o formato digital, conseguimos alcançar um número maior de produtores, permitindo que o conhecimento gerado chegue a quem realmente precisa e possa ser adotado efetivamente”, afirma.

Cursos disponibilizados pelo MDA e Embrapa

  • Bem-estar animal para produção sustentável de leite – Já disponível
  • Boas práticas de fabricação no beneficiamento da castanha-de-caju – Já disponível
  • Processamento de mandioca de mesa pela agricultura familiar – Lançamento em 13 de novembro
  • Produtos biofortificados – Lançamento em 20 de novembro
  • Produção de ovos na agricultura familiar – Lançamento em 27 de novembro
  • Ferramentas participativas e agroecológicas para conservação e multiplicação de sementes crioulas – Lançamento em 6 de dezembro
  • Sistemas Agroflorestais na Mata Atlântica – Lançamento em 6 de dezembro

Essas capacitações estão disponíveis para acesso imediato na plataforma e-Campo, oferecendo conhecimentos essenciais para produtores e técnicos interessados em práticas sustentáveis e de baixo impacto ambiental.

*sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Petróleo lidera a pauta de exportação do país no terceiro trimestre



No terceiro trimestre de 2024, o Brasil registrou uma nova dinâmica nas exportações, com o petróleo como o principal produto exportado, superior aos setores do agronegócio e mineração. A Petrobras, que responde por quase 90% da produção nacional, liderou esse movimento, com o óleo cru alcançando um novo patamar no mercado externo.

De acordo com a presidente da Petrobras, Magda Chambriand a exportação superou farelos de soja, agronegócio, mineração e ferro, consolidando o óleo cru como o principal produto de saída do país. A produção no país tem se mostrado um dos motores do comércio exterior, o que reforça a importância estratégica do setor energético para a economia nacional.

Resultados financeiros

A Petrobras comemorou resultados operacionais e financeiros positivos no terceiro trimestre de 2024. Em setembro, a companhia atingiu a marca histórica de 3 bilhões de barris de petróleo produzidos, com destaque para as áreas de Tupi e Iracema, no pré-sal.

Em termos financeiros, a empresa registrou um lucro de R$ 32,6 bilhões, representando um aumento de 22,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, foi anunciada a distribuição de R$ 17,1 bilhões em dividendos aos acionistas.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriand, destacou que os resultados superaram as expectativas do mercado, especialmente pelo forte desempenho em exploração, produção, refino e gás natural. A Petrobras também reduziu sua dívida para o menor nível desde 2008 e agora é responsável por 31% da geração de energia primária no Brasil.

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Desempenho financeiro

A Petrobras comemorou resultados operacionais e financeiros positivos no terceiro trimestre de 2024. Em setembro, a empresa atingiu a marca histórica de 3 bilhões de barris de petróleo produzidos, com destaque para as áreas de Tupi e Iracema, no pré-sal, que desempenham um papel central nas exportações brasileiras de petróleo.

Em termos financeiros, a companhia registrou um lucro de R$ 32,6 bilhões, com um aumento de 22,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, foi anunciada a distribuição de R$ 17,1 bilhões em dividendos aos acionistas. A presidente da Petrobras, Magda Chambriand, enfatizou que os resultados superaram as expectativas do mercado, especialmente com o desempenho robusto nas áreas de exploração, produção, refino e gás natural. A Petrobras também conseguiu reduzir sua dívida para o menor nível desde 2008 e agora é responsável por 31% da geração de energia primária no Brasil.

Recordes de produção

Outro marco importante foi o desempenho das unidades flutuantes de produção (FPSOs), como a FPSO Sepetiba, que atingiu sua capacidade máxima de produção em tempo recorde, menos de oito meses após começar a operação no campo de Mero 2. Esse desempenho contribuiu significativamente para o recorde de produção do pré-sal, que alcançou 3,49 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), reforçando o papel da Petrobras nas exportações de petróleo do país.

A Petrobras também celebrou a entrada em operação de duas novas unidades: a FPSO Maria Quitéria, no campo de Jubarte, em 15 de outubro, e a FPSO Marechal Duque de Caxias, no campo de Mero, em 30 de outubro. Essas novas unidades devem continuar impulsionando a produção e o crescimento das exportações de petróleo nos próximos meses.





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CNA discutirá o agro na segurança alimentar e climática



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participará da 29ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP29), que será realizada de 11 a 22 de novembro em Baku, no Azerbaijão.

Durante o evento, a CNA defenderá a importância do setor agropecuário como parte da solução para garantir a segurança alimentar, energética e climática no mundo, além de contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE).

A principal mensagem da CNA será a de que os produtores rurais brasileiros têm um papel crucial a desempenhar nas ações globais de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. O vice-presidente da CNA e chefe da delegação brasileira na COP29, Muni Lourenço, destaca que o agro brasileiro tem se envolvido ativamente nas questões climáticas e deve ser reconhecido como um ator central para a solução dos desafios ambientais.

”A COP29 será um evento decisivo para avançarmos nas ações climáticas, e precisamos garantir que as metas de financiamento e a implementação de soluções eficazes para a agricultura sejam discutidas e formalizadas. Caso contrário, corremos o risco de enfrentar limitações na implementação das ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas”, afirmou Lourenço.

A COP 29 também será marcada pela discussão das novas metas de financiamento climático, um tema que a CNA considera fundamental. Para Lourenço, o sucesso do evento depende de uma definição clara dessas metas, que permitam aos países em desenvolvimento, como o Brasil, acessar recursos para implementar tecnologias de baixo carbono e soluções agrícolas sustentáveis.

A conferência servirá como preparação para a COP 30, que ocorrerá em Belém, no Brasil, em 2025, e que coincidirá com os 10 anos do Acordo de Paris, quando os países deverão atualizar suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs).

A CNA também acompanhará de perto a evolução das negociações sobre o mercado de carbono e a implementação das ações climáticas na agricultura e segurança alimentar, que são temas centrais na agenda da COP 29.

Além disso, a confederação também dará atenção às discussões de alto nível político, que podem resultar em acordos e declarações importantes para o futuro das políticas climáticas globais.

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Agenda

Durante o encontro, a CNA manterá reuniões com organizações internacionais, empresas e representantes de governos de outros países. A agenda também inclui participação em debates e estandes de organismos internacionais. No dia 19 de novembro, a CNA marcará presença no Dia da Agricultura na COP29, com participação em painéis no pavilhão Brasil, organizado pelo Governo Federal.



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genética brasileira avança na América Latina com avaliação genômica



A Embrapa Gado de Leite enviou ao México em setembro a primeira avaliação genômica de rebanhos da raça gir leiteiro naquele país, marcando um passo importante na internacionalização da genética bovina brasileira. Essa tecnologia já havia sido enviada anteriormente à Bolívia, em maio deste ano, e a expectativa é expandir o serviço para 11 outros países latino-americanos até 2025.

Entre os próximos a receber as avaliações estão Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, Peru, Porto Rico e República Dominicana.

A iniciativa faz parte do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro (PNMGL), desenvolvido pela Embrapa em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro (ABCGIL). Segundo o pesquisador da Embrapa Marcos Vinícius G. B. Silva, a exportação dessa genética coloca o Brasil em posição de destaque como referência no melhoramento de bovinos para regiões de clima tropical, consolidando a importância econômica da genética bovina para o país.

A demanda internacional pela avaliação genômica do gir leiteiro reflete o reconhecimento global da tecnologia desenvolvida pelo programa, que teve início em 1985. Essa ferramenta é considerada essencial para acelerar o progresso genético dos rebanhos, sobretudo por permitir análises mais precisas e rápidas. Estima-se que até novembro deste ano a Embrapa Gado de Leite receba informações genéticas de 350 rebanhos estrangeiros, totalizando cerca de 3 mil animais avaliados, com custo de até US$ 38 por animal.

Para ter acesso ao serviço, os produtores internacionais devem enviar amostras genéticas dos animais, como sangue, sêmen ou pelos, para um laboratório especializado que realiza a genotipagem. Os dados são então analisados em uma estrutura avançada de bioinformática montada pela Embrapa Gado de Leite, em parceria com a Embrapa Agricultura Digital. Após o processamento, as informações são repassadas à ABCGIL, que as disponibiliza aos produtores.

A partir deste ano, os resultados também estarão acessíveis em um aplicativo desenvolvido pela Embrapa e ABCGIL, que oferecerá certificados de avaliação e permitirá o acompanhamento do progresso genético dos rebanhos.

O uso da avaliação genômica permite que os países latino-americanos interessados dobrem a velocidade do melhoramento genético, reduzindo os custos em mais de 50% em comparação aos métodos tradicionais. Ao cruzar dados fenotípicos com o genótipo dos indivíduos, a tecnologia identifica características como ganho de peso, produção e resistência a doenças, tornando-se uma ferramenta valiosa para regiões tropicais.

A tecnologia genômica entrou oficialmente no PNMGL em 2018, tornando o gir leiteiro a primeira raça zebuína leiteira do mundo a adotar esse método. Com isso, o Brasil fortalece seu papel de liderança na exportação de tecnologia genética e segue promovendo o melhoramento do rebanho leiteiro adaptado às condições tropicais.

*sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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