O mercado de boi gordo tem registrado altas expressivas nas últimas semanas, com preços que já ultrapassam os 340 reais em algumas regiões. Esse cenário de valorização, impulsionado pelo aumento nas exportações e pela oferta restrita de animais, também tem gerado um impacto direto no mercado de bezerros, sinalizando um novo momento para a pecuária brasileira.
Em entrevista, Leandro Bovo, CEO da Radar Investimentos, explicou como a alta do boi gordo reflete diretamente no mercado de bezerros. “São faces da mesma moeda. Quando o preço do boi gordo sobe, o pecuarista que tem boi gordo recebe mais pela venda de seus animais e, com isso, consegue comprar mais bezerros, o que eleva o preço desses animais de reposição”, disse Bovo.
Ele destacou ainda que, embora os preços não subam na mesma proporção, o movimento tende a ser sempre na mesma direção, com os preços do boi gordo e dos bezerros andando juntos.
Bovo também comentou sobre as perspectivas para os preços dos bezerros nos próximos meses, afirmando que o Brasil está entrando em um ciclo de alta na pecuária.
“Após o aumento da oferta de bezerros, que foi observado em ciclos anteriores, agora estamos em um movimento de alta. Com o fechamento da ‘fábrica de bezerros’, a tendência é que a oferta diminua, o que deve levar os preços a se manterem elevados e a continuar subindo em 2025”, explicou.
Outro fator importante para esse cenário é o recorde nas exportações de carne bovina, especialmente para a China. O aumento nas vendas externas tem aquecido a demanda e influenciado as decisões dos pecuaristas sobre a reposição do rebanho.
“O Brasil é o supermercado do mundo, e a carne brasileira entrou em promoção. Isso aumentou a demanda e, consequentemente, os preços no mercado interno”, afirmou Bovo, ressaltando que, com o aumento das exportações, o mercado interno tem experimentado uma escassez de carne, o que eleva os preços.
Por fim, Bovo alertou os produtores sobre o planejamento para garantir uma boa margem de lucro, considerando o atual patamar de preços do bezerro.
“Agora, com preços mais altos para a reposição, os pecuaristas precisam garantir que o preço do boi gordo também continue elevado. O planejamento deve levar em conta essa pressão no custo de reposição, mas a tendência é de preços sustentados, com base na demanda externa e no mercado interno”, concluiu.
O Boletim Agroclimatológico produzido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) traz a previsão de chuva e temperatura para novembro, dezembro e janeiro para as cinco regiões brasileiras.
Sul
A previsão indica condições favoráveis para chuvas próximas ou acima da média em toda a Região Sul (figura acima). A temperatura do ar deve ficar acima da média histórica na maior parte da região, especialmente no Paraná, oeste de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Assim, os termômetros devem ficar em níveis mais amenos e abaixo da média climatológica nas áreas do leste catarinense e gaúcho.
O balanço hídrico previsto para os próximos meses indica altos níveis de umidade no solo em grande parte da Região Sul. No centro-sul do Rio Grande do Sul, no entanto, o armazenamento de água no solo poderá diminuir a partir de dezembro devido à redução das chuvas nesse estado.
Sudeste
A previsão para o trimestre indica predominância de chuvas abaixo da média no centro-norte de Minas Gerais e Espírito Santo, enquanto em São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais espera-se que as precipitações sejam ligeiramente acima da média.
De acordo com o Inmet, as temperaturas tendem a permanecer acima da média histórica na maior parte do Sudeste, com exceção do Rio de Janeiro e leste de São Paulo, onde os valores devem se manter dentro da normalidade para o período.
Ao longo deste mês de novembro, a previsão aponta para aumento do armazenamento de água no solo na maior parte da região, exceto no oeste de São Paulo, Triângulo Mineiro e norte de Minas Gerais, onde a umidade do solo estará baixa. Contudo, a partir de dezembro, espera-se elevação dos níveis de umidade no solo em toda a região, com exceção do norte de Minas Gerais, onde o armazenamento ainda deverá permanecer relativamente baixo.
Centro-Oeste
Para o Centro-Oeste, a previsão climática indica a continuidade de chuvas abaixo da média histórica em toda a região no próximo trimestre, com volumes abaixo de 800 mm. As temperaturas deverão permanecer acima da média climatológica nos próximos meses, com valores superiores a 24°C.
O retorno das chuvas na região central do país favorecerá o aumento do armazenamento de água no solo em novembro, podendo atingir altos níveis de umidade em quase toda a região em dezembro e janeiro de 2025.
Segundo o Inmet, apenas o sudoeste do Mato Grosso e o noroeste do Mato Grosso do Sul deverão permanecer com baixos níveis de umidade no solo ao longo do trimestre.
Norte
A previsão do Inmet indica predomínio de chuvas abaixo da média climatológica no próximo trimestre na maior parte da Região Norte, exceto em Roraima, onde pode ocorrer chuvas levemente acima da normal climatológica.
A temperatura média do ar deverá se manter acima da média em toda a região, com valores mais elevados previstos para o Pará e Tocantins em relação às demais áreas. Assim, a previsão indica baixos níveis de umidade no solo em novembro no centronorte do Pará, Amapá, Tocantins, Roraima e nordeste do Amazonas, com aumento gradual nos meses seguintes.
Nas demais áreas, são esperados níveis de água no solo entre médios e altos neste mês de novembro. Com a chegada do verão e o aumento das chuvas, há tendência de elevação dos níveis de umidade no solo em dezembro e janeiro. Em Roraima e no noroeste do Pará, a umidade do solo deverá permanecer baixa, pois as chuvas previstas não serão suficientes para um aumento significativo no armazenamento.
Nordeste
A previsão indica chuvas abaixo da média em toda a Região Nordeste, com seca mais acentuada no Piauí, Ceará e Maranhão. Quanto à temperatura do ar, espera-se que fique acima da média histórica em toda a região, com destaque para o sul do Maranhão e do Piauí, onde os termômetros ficarão mais elevados.
Nos próximos três meses, a previsão aponta para baixos níveis de água no solo na maior parte da região. No Maranhão, sul do Piauí e da Bahia, os níveis de umidade do solo deverão estar baixos em novembro, com previsão de ligeiro aumento apenas em janeiro.
Nesta segunda-feira (11), o Canal Rural celebra 28 anos de história como a plataforma de comunicação mais relevante do agronegócio no Brasil. Com um impacto diário de mais de 40 milhões de pessoas, o canal tem sido um pilar para conectar homens e mulheres do campo, impulsionando a atividade rural e transformando vidas por meio de informações, inovações e relatos inspiradores.
Com uma jornada que ultrapassa 10 mil dias no ar, o Canal Rural tem se adaptado às mudanças tecnológicas e sociais, sempre atento às necessidades do setor agropecuário. A marca reflete a credibilidade conquistada ao longo dos anos e a confiança do público, sendo reconhecido como um dos maiores impulsionadores da agropecuária no país. “A nossa estratégia é sempre estar perto do produtor e contar as histórias do campo para a sociedade”, afirma Julio Cargnino, presidente do Canal Rural.
O Canal Rural também tem ampliado suas fronteiras no digital, alcançando novas audiências com a crescente presença nas plataformas de TV conectadas e no WhatsApp. Desde setembro, o canal está disponível na Samsung TV Plus, alcançando mais de 20 milhões de consumidores que podem assistir a toda a programação gratuitamente.
Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo:siga o Canal Rural no WhatsApp!
Além da transmissão de conteúdo informativo e jornalístico, o Canal Rural se dedica a projetos multiplataforma, como o “Porteira Aberta Empreender”, que visa apoiar micro e pequenos produtores rurais, e o “Memórias do Brasil Rural”, que resgata e valoriza a história do agro. Jaqueline Silva, diretora de conteúdo e programação, destaca a recepção positiva desses projetos, que têm dado visibilidade a mulheres do agronegócio e fortalecido a presença do Canal Rural no digital.
Em seu aniversário de 28 anos, o Canal Rural reafirma seu compromisso com o agronegócio brasileiro, continuando a ser uma fonte essencial de informação, conhecimento e conexão para o setor rural. Com uma programação que se adapta às novas demandas e tendências, o canal continua a celebrar e fortalecer a trajetória do agro brasileiro.
Formado em odontologia, José Eduardo da Fonseca Sismeiro encontrou sua verdadeira vocação no campo. Hoje, ele é produtor de soja e atua em três municípios do Paraná: Goioerê, Juranda e Manoel Ribas, onde cultiva com responsabilidade e visão de longo prazo.
Em conversa com o Soja Brasil, o sojicultor compartilhou sua trajetória no meio rural e contou que, após anos atuando como dentista, foi chamado por seu pai para assumir os trabalhos no campo.
Como o produtor chegou à lavoura
“Fui criado em uma cidade pequena, atrás de um balcão”, conta José Eduardo. Ele lembra que sua trajetória começou com os pais, que eram pioneiros em Goioerê, com um pequeno comércio de secos e molhados. Com muito trabalho, eles investiram em terras e passaram a se dedicar à agricultura, focando principalmente na soja. Desde cedo, José Eduardo teve contato com o universo rural, observando a dedicação dos pais e aprendendo o valor do trabalho no campo.
Após formado, José Eduardo seguiu a profissão de dentista. Passou cinco anos trabalhando em Juranda, onde se casou com sua esposa, Márcia, e depois se mudou para Campo Grande (MS), onde viveu por mais oito anos. No entanto, o destino o levou a uma mudança. Quando seu pai o chamou para ajudá-lo na agricultura, ele decidiu deixar o consultório e se dedicar ao campo. Após algum tempo, seu pai dividiu as terras com os filhos, e José Eduardo assumiu sozinho o cultivo do grão.
Dedicação
Desde que assumiu a responsabilidade pelas lavouras de soja, José Eduardo tem se dedicado a melhorar o manejo das terras. Ele sabe que o trabalho agrícola exige mais do que esforço físico; é preciso conhecimento, paciência e visão de longo prazo.
Nos últimos anos, tem sido cauteloso, evitando desperdícios e custos desnecessários, tanto com a terra quanto com os maquinários. Para ele, a agricultura moderna não é sobre grandes investimentos ou riscos, mas sobre o cuidado com os detalhes e a precaução em cada decisão tomada, especialmente quando se trata da produção de soja.
Cautela no cultivo da soja
O plantio nos municípios onde José Eduardo atua, com foco na soja, segue com boas perspectivas. ”Mesmo com o cenário otimista, no agro, é preciso ter paciência e planejamento. Ainda é muito cedo para tirar conclusões”, afirma. A imprevisibilidade do campo exige que o produtor esteja sempre preparado e consciente de que o sucesso depende tanto do manejo responsável quanto de fatores fora de seu controle.
Ao longo de sua trajetória, José Eduardo aprendeu que o maior “insumo” na agricultura não está nos produtos ou inovações tecnológicas, mas na precaução. Ele acredita que o momento atual exige calma e reflexão, especialmente no cultivo da soja. “Não é hora de arriscar sem planejamento ou buscar soluções rápidas”, explica. Para ele, o foco deve ser sempre no longo prazo, com práticas sustentáveis, que preservem tanto a terra quanto os recursos financeiros.
Planejamento no campo da soja
Fundador da Aprosoja Paraná, José Eduardo, ao contrário de muitos que buscam resultados imediatos, entende que o trabalho no campo exige paciência e uma abordagem equilibrada. No cultivo de soja, ele acredita que, apesar da imprevisibilidade, é possível alcançar bons resultados com responsabilidade e planejamento. Seu objetivo é garantir uma produção de soja sustentável e lucrativa.
Além disso, ele sabe que a terra é um bem precioso. Por isso, dedica-se ao manejo do solo, à preservação ambiental e ao cuidado com as máquinas utilizadas no cultivo de soja. José Eduardo busca evitar gastos desnecessários e garantir que suas lavouras não corram riscos com práticas irresponsáveis. Para ele, a prudência é essencial, e a visão de futuro é fundamental para garantir que o trabalho de hoje no cultivo da soja se traduza em resultados sustentáveis amanhã.
De acordo com as informações da TF Agroeconômica, o mercado de milho está registrando uma dinâmica mais lenta nas regiões produtoras do Brasil. Em Rio Grande do Sul, o mercado está calmo, com preços mantidos entre R$ 73,00 e R$ 77,00, dependendo da localidade, como em Santa Rosa, Não-Me-Toque, Marau e Gaurama. Nos negócios FOB interior, os vendedores pedem a partir de R$ 80,00, e as indicações CIF fábricas variam entre R$ 82,00. Não há registros de transações significativas nesta sexta-feira.
Em Santa Catarina, a expectativa é de passagem de uma frente fria, o que pode movimentar o mercado, principalmente no Oeste do estado. As ofertas estão a partir de R$ 72,00 no interior, com indicações de R$ 73,00 a R$ 75,00 CIF fábricas. Na região do meio-oeste, negócios pontuais ocorrem a R$ 75,00/R$ 76,00 CIF, com embarques de 2 mil toneladas. Na área do porto, os preços para outubro estão indicados em R$ 67,00, e para novembro, a R$ 69,00.
O mercado em Paraná está também sem grandes movimentações. As indicações nos portos são de R$ 68,00 para novembro e R$ 69,00 para dezembro. Nas regiões mais ao norte e oeste, os preços estão em torno de R$ 67,00 a R$ 71,00, com muitos produtores pedindo acima de R$ 77,00. No sudoeste, as negociações estão em torno de R$ 58,00 a R$ 60,00, com pedidos mais altos em algumas áreas.
Já em Mato Grosso do Sul, as indicações nas principais cidades são de R$ 53,00 em Maracaju, R$ 54,00 em Dourados e Naviraí, e R$ 49,00 em São Gabriel. Os produtores estão pedindo preços mais altos, com ofertas FOB a partir de R$ 52,00 e os lotes sendo concentrados em torno de R$ 55,00. As negociações seguem lentas, com ofertas a partir de R$ 58,00 no FOB e indicações nos portos a R$ 60,00.
Após três dias, a e-Agro2024 chegou ao fim pelo terceiro ano consecutivo em Salvador (BA), com um crescimento de 50% no número de visitantes, de acordo com balanço parcial divulgado pela organização do evento no último sábado (9).
A feira de inovação e tecnologia agropecuária foi protagonista na cidade. A proposta, da e-Agro, foi de aproximar o público de um grande centro urbano às inovações do campo.
Curiosidades, sabores, bebidas, artesanatos e negócios, dentre outros produtos. Esse café gourmet de Ibicoara, na Chapada Diamantina, foi um dos atrativos no estande da Federação de Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), organizadora do evento, em parceria com o Sebrae Bahia.
O cafeicultor Douglas Fagundes explica a diferença do gourmet para o tradicional. Segundo ele “é um café que você tem total controle, tanto na colheita, como na pós-colheita, no armazenamento, no re-beneficiamento do café, na torra”.
Foto: Vinicius Ramos/Canal Rural BA
“A torra é muito importante na qualidade final do produto. já os cafés tradicionais, não”, explica Fagundes que trabalhava com turismo ecológico na Chapada e agora se dedica também ao turismo rural.
A engenheira agrônoma, Isabela Alves, aprovou a bebida e reconheceu a diferença. “Achei sensacional, tanto em aroma e sabor, totalmente diferente do que a gente encontra no mercado, né? quando a gente vai provar um café, você vê muito torrado, muitas vezes pra mascarar as impurezas que vêm no café. e esse não, você vê qualidade, você vê um sabor sem igual”, disse.
Fruticultura em destaque
Na fruticultura, manga, cacau, laranja, banana e uma graviola de aproximadamente 10 quilos que chamou a atenção dos visitantes.
O fruticultor, Mailton Souza Costa, explicou o que faz a fruta ficar tão grande. “Principalmente o trato cultural, que é a poda da planta, fazer a poda para poder forçar a emissão de fruto. Aí após a poda, a gente faz a adubação, que é a indução de florada. Após essa indução de inflorada, a gente faz a polinização, que é um processo artificial, feito manual. Após a polinização, vira o fruto, a gente já faz o ensacamento e entra com um pacote de nutrição para fazer esse fruto crescer e ficar do tamanho daquela fruta que você viu ali, mas a gente já até colhe frutos maiores”, explica.
Graviola chamou atenção por tamanho | Foto: Vinicius Ramos/Canal Rural BA
Mailton disse ainda que o preço atual em média é de R$ 10,00 o quilo. No estado, que é líder nacional na produção de manga, outra atração aos olhares do público, foi a manga de colher.
O produto têm menos fibras do que as variedades tradicionais Palmer e Tommy. “A manga Keitt e Kent, são duas variedades muito conhecidas e consumidas na Europa e que agora estamos com a meta, o intuito, de crescer no mercado interno, justamente por isso estamos aqui hoje, tendo essa experiência em Salvador com o público da Bahia. Elas têm um diferencial: são mangas sem fibras, que nós fazemos o marketing para comer de colher”, explica Lucas José, coordenador de Marketing da Agrodan.
Fazenda modelo
Outra novidade apresentada durante o evento é o projeto de uma fazenda modelo na região de Jacobina, no semiárido baiano.
De acordo com Humberto Miranda, presidente do Sistema Faeb/Senar, o investimento é de cerca de R$ 2 milhões numa fazenda que vem com características de alta tecnologia, com medição de captação de carbono, com recuperação de solo, com produtos originários da mata nativa, com previsão de construção em 2025 e operação em 2026.
“É um centro tecnológico chamado sertão verde, uma fazenda regenerativa, um modelo de pecuária de corte, onde vai se colocar todas as medidas tecnológicas hoje mais modernas, desde o ponto de vista da nutrição animal, da sanidade, do preparo do solo, da regeneração do solo, que está sendo feita uma grande parceria de cinco grandes empresas que vai estar se materializando numa relação de negócios para ser colocado esse grande projeto aqui na Bahia, como pioneiro de todo o Norte e Nordeste brasileiro”, disse o presidente da Faeb.
Intercâmbio de pequenos produtores
Neste ano, a organização do evento trouxe cerca de 600 produtores, de 60 municípios baianos, para troca de experiências e conhecimento técnico.
Alguns, inclusive, para a venda de produtos que são feitos no campo como o queijeiro, Sergio Lopes, que participa do evento pela segunda vez.
“Superou o ano passado pra gente. Agradecer muito a organização que foi fundamental pra gente estar aqui hoje, mostrando o trabalho da gente. Temos produtos que vencedores de prêmios a nível nacional e internacional e hoje a gente veio na feira oferecer para os clientes que aprovaram e eu vendi todos os meus produtos”, conta Lopes.
O queijeiro Sergio Lopes vendeu todos os produtos | Foto: Vinicius Ramos/Canal Rural BA
Além das degustações e vendas de produtos da agricultura familiar, muitas palestras e informações para os visitantes, num setor cada vez mais tecnológico e com produção cada vez mais sustentável.
O ex-ministro do Meio Ambiente do Brasil, Joaquim Leite, disse que para que o país acesse novos mercados, é preciso mostrar “o quão sustentável é a nossa agricultura” e que o país “pode produzir comida, pode produzir fibras, pode produzir energia, tudo isso junto protegendo o meio ambiente.
De acordo com o primeiro balanço divulgado pela organização da feira, a e-Agro superou as expectativas de público, que foi 50% maior que a edição anterior.
Já nas vendas o balanço parcial aponta que o evento pode fechar com um crescimento de cerca de 60%.
Para Franklin Santos, diretor técnico do Sebrae Bahia, os resultados superaram as expectativas.
“Os resultados foram espetaculares, tanto no número de participantes, nós já temos agora mais de 9 mil visitantes nesses três dias. Iso é um aumento de 50% em relação ao ano anterior, mas também de negócios gerados, das vendas, de comercialização dos expositores. Então, estamos muitíssimos felizes com o resultado e já com esperança de o que a gente vai precisar fazer para melhorar ainda mais no próximo ano”, disse.
Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp!
O último relatório de Oferta e Demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado na sexta-feira (8), trouxe cortes à produção norte-americana do cereal, de 386,1 para 384,6 milhões de toneladas, em área de 36,7 milhões de hectares.
Outro fato internacional que chamou a atenção do mercado na semana passada foi a vitória de Donald Trump nas eleições estadunidenses, o que aumentou as expectativas de uma nova guerra comercial entre o país e a China.
Tal fato, de acordo com analistas, incluindo os da plataforma Grão Direto, pode favorecer o preço do milho no Brasil, com os asiáticos direcionando mais suas compras para o mercado brasileiro.
Preços do milho
Em termos de preços, o cereal finalizou a semana cotado a US$ 4,31 por bushel em Chicago, registrando uma alta de 3,86% para o contrato com vencimento em dezembro de 2024.
Já no Brasil, na B3, o preço do milho também apresentou valorização, com um aumento de 1,11%, fechando a R$ 73,86 por saca no contrato de novembro de 2024. No mercado físico, os preços variaram, com uma combinação de altas e baixas ao longo do país, predominando as altas.
E agora, o que esperar do mercado?
Foto: Adelino Vargas/Canal Rural Mato Grosso
Exportações brasileiras: atualmente, o milho brasileiro é o mais caro entre os países concorrentes, o que justifica o ritmo lento das exportações até o momento, avalia a Grão Direto. O acumulado até outubro está cerca de 30% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior. “Se esse ritmo persistir, o Brasil poderá encerrar o ano com pouco mais de 40 milhões de toneladas exportadas, ficando abaixo do volume da safra 2020/21. Apesar dessa queda considerável, o total ainda deve superar a média dos últimos cinco anos, que foi de aproximadamente 40 milhões de toneladas”.
Exportações norte-americanas: embora o milho brasileiro esteja com pouca atratividade comercial, o cereal dos Estados Unidos é, atualmente, um dos mais baratos do mercado mundial. De acordo com a Grão Direto, essa vantagem de preço tem impulsionado as exportações do país, conforme o relatório semanal do USDA. Segundo o órgão, os norte-americanos já comprometeram cerca de 28,5 milhões de toneladas para o ano-safra atual, em comparação com 19,2 milhões no mesmo período do ano passado, representando um crescimento de 40%. “A expectativa é que os Estados Unidos encerrem a safra com 59 milhões de toneladas, reforçando sua liderança global no setor”.
Com base nesses indicativos, a plataforma acredita que o mercado do milho terá mais uma semana positiva no Brasil, seguindo a tendência da última semana.
A safra de soja dos EUA foi revista para 121,4 milhões de toneladas, uma redução de 3,3 milhões em relação à estimativa anterior de 124,7 milhões. Isso gerou um impacto nos estoques finais e aumentou a volatilidade nas cotações da soja, afetando também os preços no Brasil.
Segundo a plataforma Grão Direto, nos contratos futuros de Chicago, o contrato para novembro de 2024 subiu 3,35%, fechando a US$ 10,17 por bushel. Já o contrato com vencimento em março de 2025 teve alta de 3,47%, encerrando a US$ 10,44 por bushel. No Brasil, a valorização foi mais moderada devido à queda de 2,21% do dólar, que fechou a R$ 5,74.
O Brasil elevou a taxa Selic para 11,25% ao ano, enquanto os EUA reduziram a taxa em 0,25 ponto percentual, para uma faixa entre 4,50% e 4,75%. A queda no valor do dólar frente ao real impactou as cotações da soja brasileira, limitando as valorizações observadas em Chicago.
Eleições nos EUA
A vitória de Donald Trump nas eleições norte-americanas gerou incertezas no mercado, especialmente pela possibilidade de agravamento da guerra comercial com a China. Se isso ocorrer, o Brasil pode ser beneficiado com um aumento das exportações de soja e milho, caso a China reduza suas compras dos EUA, mas isso também pode pressionar para baixo as cotações em Chicago.
Perspectivas do mercado do grão
O plantio da safra 2024/25 está em ritmo acelerado no Brasil. Até o início de novembro, 53,3% da área foi semeada, avanço superior ao registrado no mesmo período de 2023. Em Mato Grosso, aproximadamente 90% da área foi plantada.
A colheita será quase simultânea nas principais regiões, o que pode gerar congestionamento nos armazéns e portos, pressionando negativamente os prêmios, como ocorreu na safra 2020/21.
Além disso, a relação entre EUA e China continua sendo um fundamental. Se Trump intensificar as tensões comerciais com Pequim, o Brasil pode aproveitar a redução das compras chinesas da soja americana. Isso abriria oportunidades para o Brasil, mas, ao mesmo tempo poderia pressionar os preços na Bolsa de Chicago, com a valorização do câmbio e dos prêmios de exportação compensando a queda nos preços de Chicago.
O clima favorável para o desenvolvimento da safra 2024/25, especialmente no Centro-Oeste, deve continuar favorecendo o crescimento da soja. No entanto, a região Sul pode enfrentar chuvas menos frequentes nas próximas semanas, sem, contudo, gerar grandes preocupações até o momento.
Análise gráfica
A semana passada foi marcada pela volatilidade nos preços da soja. Após a redução das estimativas de safra dos EUA, o contrato para janeiro de 2025 (F25) alcançou US$ 10,44 por bushel, mas fechou em US$ 10,30. Esse nível de US$ 10,30 é importante tecnicamente. Caso o preço continue acima deste patamar, pode testar resistências nos níveis de US$ 10,55, US$ 10,77 e US$ 11,07 por bushel. Se o preço cair abaixo de US$ 10,30, pode buscar suportes em US$ 10,06, US$ 9,93, US$ 9,83 e US$ 9,70 por bushel.
O mercado de soja continuará sendo influenciado por fatores internos e externos, incluindo a evolução das tensões comerciais entre os EUA e a China, o ritmo do plantio da soja no Brasil e as previsões climáticas.
Com a possibilidade de uma ampliação das exportações brasileiras para a China devido a uma eventual redução das compras de soja dos EUA, o Brasil segue bem posicionado, mas desafios logísticos, como o congestionamento de portos, podem impactar a exportação. Além disso, a relação entre o dólar e o real, e as cotações na Bolsa de Chicago, serão importantes para os preços da soja no Brasil.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Pixabay
Segundo o boletim informativo do Cepea, as negociações com soja no Brasil permanecem aquecidas, em função da forte demanda das indústrias esmagadoras locais. A intensa movimentação elevou os prêmios de exportação da oleaginosa, e assim facilitou a crescente competitividade do produto brasileiro no mercado internacional.
Os Pesquisadores do Cepea ainda destacam que, embora os preços internos estejam em alta, a valorização foi limitada por alguns fatores. Como o progresso na semeadura da safra 2024/25 na América do Sul, a proximidade do término da colheita no Hemisfério Norte e a recente desvalorização do dólar em relação ao real, que torna os produtos brasileiros relativamente mais caros para o mercado externo.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou quue, a semeadura da soja no Brasil já atingiu 53,3% da área total prevista, até o dia 3 de novembro, um avanço significativo em comparação aos 48,4% registrados no mesmo período do ano passado. Esse ritmo acelerado de plantio reflete as condições climáticas favoráveis e a busca dos produtores por aproveitar janelas ideais de cultivo, o que pode ter impactos diretos na produtividade e no preço futuro da soja brasileira.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Divulgação
Conforme dados divulgados pelo boletim informativo do Cepea, os preços domésticos do milho estão em uma tendência de alta no início do mês de novembro. O cenário é impulsionado pela forte demanda interna, já que muitos consumidores buscam recompor seus estoques, o que contribui para a valorização do cereal no mercado brasileiro. A expectativa é de que essa situação permaneça nas próximas semanas, considerando a necessidade de reposição de estoques por parte de compradores.
Os vendedores por sua vez, estão adotando uuma postura de maior cautela nas negociações, priorizando o trabalho no campo e o avanço da semeadura da safra de verão. Ainda conforme o Cepea, essa estratégia permite que os produtores aguardem condições mais favoráveis de comercialização e evitem vendas precipitadas, especialmente em um cenário de alta demanda. O plantio da safra de verão está ocorrendo em boas condições climáticas, o que reduz as preocupações com possíveis atrasos para a segunda safra de milho em 2025, que precisa ser plantada dentro de uma janela ideal para garantir melhores resultados produtivos.
Conforme informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até o dia 3 de novembro, cerca de 42,1% da área destinada ao milho na safra de verão já havia sido semeada no Brasil, representando um avanço de 5,3 pontos percentuais em relação à semana anterior e 1,9 pontos percentuais acima do índice registrado no mesmo período de 2023.