domingo, julho 19, 2026

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Veja previsão do tempo para o feriadão da República; vem frente fria por aí



Nesta sexta-feira (15), o Brasil celebra o feriado da Proclamação da República. De acordo com a análise da Climatempo, as condições vão ficar instáveis em boa parte do país durante o período do “feriadão”, que se estende para sábado e domingo.

Confira os detalhes da previsão do tempo para o feriado de 15 de novembro em todo o Brasil.

Sul

O sol vai predominar na região durante o feriado. A  temperatura fica um pouco baixa para esta época do ano, por causa da presença de ar frio de origem polar.

O tempo fica firme na Grande Porto Alegre. Já no leste do Paraná e no leste de Santa Catarina, incluindo a região das capitais Curitiba e Florianópolis, o dia será de muita nebulosidade, com o sol podendo aparecer de vez em quando. Há possibilidade de chuva fraca, principalmente no litoral paranaense.

Para o fim de semana, a previsão é de sol e tempo firme em quase toda o Sul. O leste do Paraná, o Vale do Itajaí e o litoral norte de Santa Catarina ainda terão bastante nebulosidade e pode ocorrer alguma chuva leve.

No domingo (17), com aproximação de uma nova frente fria, pancadas de chuva começam a ocorrer a partir da tarde na fronteira do Rio Grande do Sul com Uruguai.

Sudeste

As condições de chuva são altas durante o feriado prolongado. Na sexta-feira, o sol deve aparecer pela manhã em grande parte da região, sempre junto de algumas nuvens. 

A temperatura sobe rapidamente e a tarde será com calor. Mas a nebulosidade vai aumentando ao longo do dia e as pancadas de chuva voltam a ocorrer à tarde e à noite em quase todas as áreas. 

As chuvas mais fortes devem ocorrer em São Paulo e no centro-oeste e sul de Minas Gerais. Na região do Triângulo e no oeste mineiro, pode chover também na madrugada e pela manhã.

As capitais do Sudeste devem ter períodos de sol pela manhã e pancadas a partir da tarde. Há risco de chuva forte em São Paulo e entre moderada e forte no Rio e em Belo Horizonte, a partir da tarde. Para a região de Vitória, a previsão é de chuva com intensidade entre fraca e moderada.

No fim de semana, a previsão indica períodos com sol e muitas nuvens em grande parte do Sudeste. As pancadas de chuva devem voltar a ocorrer especialmente à tarde e à noite. Há risco de chuva forte no estado de São Paulo, no centro-oeste e no sul de Minas Gerais. A menor possibilidade de chuva durante o fim de semana será para o Espírito Santo, leste de Minas e norte do Rio de Janeiro. 

No litoral, os maiores períodos com sol no fim de semana e a menor possibilidade de chuva se referem ao Espírito Santo, cidade do Rio, região dos lagos e norte fluminense. A área costeira de São Paulo e o sul do Rio de Janeiro, incluindo a região de Angra e de Paraty, terão um fim de semana com muita nebulosidade e risco de chuva forte, embora o sol apareça de vez em quando.

Centro-Oeste

O feriado da República será marcado por muita instabilidade em praticamente todo a região. Na sexta, o sol aparece forte na fronteira de Mato Grosso com a Bolívia.

Mato Grosso do Sul também terá bastante sol, mas há previsão de algumas pancadas de chuva nas áreas próximas a Goiás e a São Paulo. A região de Cuiabá e o sul de Mato Grosso terão sol e pancadas de chuva a partir da tarde.

Para as demais áreas da região Centro-Oeste, a previsão é de tempo instável, com muitas nuvens e pancadas de chuva a qualquer hora, que podem ser entre moderadas e fortes.

Durante o sábado (16), Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal continuam com pancadas de chuva frequentes, intercaladas com períodos de sol. Há risco de chuva de forte intensidade, inclusive em Goiânia,  Brasília e Cuiabá.

Mato Grosso do Sul terá bastante sol, mas, a partir da tarde, as pancadas de chuva se espalham pelo centro, norte e leste do estado. Não deve chover nas áreas de fronteira com o Paraguai. Há possibilidade de pancadas de chuva a partir da tarde também em Campo Grande.

Durante o domingo, as áreas de instabilidade enfraquecem e o Centro-Oeste terá maiores períodos de sol. Porém, com o calor e a umidade do ar elevada, as pancadas de chuva com raios voltam a ocorrer à tarde e à noite em todas as áreas da região, podendo ter até forte intensidade.

Nordeste

Quase toda a região vai enfrentar o feriadão com muito sol,  calor e tempo seco. O sol vai predominar também no litoral, entre o Maranhão e o Rio Grande do Norte.

Na sexta-feira, pancadas de chuva com raios poderão ocorrer de forma isolada no sul do Maranhão e do Piauí, assim como no oeste e sudoeste da Bahia. Toda a faixa litorânea, a Zona da Mata e o Agreste, do sul da Bahia até a Paraíba podem ter pancadas de chuva, com fraca a moderada intensidade, e sempre com a presença do sol.

Durante o fim de semana do feriado, as altas temperaturas e o tempo seco prevalecem no interior da região. As condições para chuva diminuem no sul do Maranhão e do Piauí e no oeste da Bahia.

Toda a faixa litorânea, a Zona da Mata e o Agreste, do sul da Bahia até a Paraíba, vão continuar tendo algumas pancadas de chuva intercaladas com períodos com o sol.

Norte

Quase todas as áreas da região terão períodos com sol e pancadas de chuva frequentes na sexta. O sol deve predominar no Amapá, no centro-norte do Pará e em Roraima. A região de Manaus e as áreas ao leste e norte do Amazonas só devem ter pancadas de chuva a partir da tarde.

Nas capitais, o risco de chuva forte é alto em Rio Branco, Porto Velho e Palmas. Pancadas passageiras a partir da tarde devem ocorrer em Manaus. Em Belém, Boa Vista e Macapá, o sol aparece forte e a possibilidade de chuva é baixa. 

Durante o fim de semana, as pancadas de chuva continuam frequentes no centro-oeste e sul do Amazonas, no Acre, em Rondônia e no sul do Pará. Nas demais áreas do Norte, o sol aparece forte na maior parte do dia. Pancadas de chuva podem acontecer no sul do Tocantins e, a partir da tarde, no norte e leste do Amazonas. A chance de chuva é baixa no centro-norte do Pará, no Amapá e em Roraima.



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Sebrae e Canal Rural participam da COP29 e destacam o empreendedorismo sustentável



O Canal Rural acompanha a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP29, que acontece até o dia 22 de novembro, em Baku, capital do Azerbaijão, e o programa Porteira Aberta Empreender em parceria com o Canal Rural acompanha as discussões sobre as questões climáticas e sobre a importância do empreendedorismo rural sustentável.

O Sebrae também integra a Conferência com a programação do Pavilhão Brasil – COP29. Defendendo a transição do verde, em que a instituição acredita que seja o grande motor do crescimento mundial nos próximos anos, e também, aposta nos micro e pequenos negócios para uma economia mais sustentável. “Os pequenos negócios são os verdadeiros paradigmas do ponto de vista de garantir um planeta saudável e uma economia sustentável”, diz Décio Lima, presidente do Sebrae. 

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Confira aqui a reportagem completa com Décio Lima, presidente do Sebrae na COP29.  



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Alta nas exportações consolida São Paulo como líder agropecuário nacional



As exportações do agronegócio do estado de São Paulo registraram alta de 11,2% no acumulado de janeiro a outubro de 2024 em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando US$ 25,7 bilhões, de acordo com a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta).

Com o resultado, São Paulo permanece na liderança entre os estados exportadores de produtos do agronegócio brasileiro.

Já as importações do setor somaram US$ 4,7 bilhões, resultando em um superávit de US$ 21 bilhões na balança comercial do setor paulista. Assim, de acordo com a Agência, nos dez primeiros meses do ano, o agro respondeu por 43,6% das exportações paulistas.

Principais produtos de exportação

Os cinco produtos mais exportados representaram 79,8% dos embarques agropecuários do estado:

  • Complexo sucroalcooleiro: 40,7% de participação no agro paulista, com US$ 10,48 bilhões, com o açúcar representando 93,0% e o etanol 7,0%.
  • Carnes: 11,2% de participação, somando US$ 2,89 bilhões, sendo a carne bovina responsável por 84,1%.
  • Produtos florestais: 10,3% de participação, na ordem de US$ 2,66 bilhões, com 55,2% em celulose e 37,2% de papel.
  • Sucos: 9,1% de participação, com US$2,34 bilhões, dos quais 98,2% foram sucos de laranja.
  • Complexo soja: 8,5% de participação, registrando US$ 2,18 bilhões, com a soja em grão correspondendo a 77,1%.

Já o grupo café, tradicional no estado de São Paulo, registrou 4,1% de participação e atingiu vendas de US$ 1 bilhão, com aumento de 41,4% em relação ao ano passado.

Entre os produtos que tiveram aumento nas exportações, destacam-se:

  • Café (+41,4%);
  • Sucos (+30,6%)
  • Complexo sucroalcooleiro (+23,9%); e
  • Produtos florestais (+18,9%)

No entanto, o complexo soja apresentou queda significativa (-35%), refletindo as oscilações tanto nos preços quanto nos volumes exportados do grão.

São Paulo lidera entre os estados

São Paulo segue na liderança das exportações de produtos agropecuários no Brasil, com uma participação de 18,4% do total nacional entre janeiro e outubro de 2024, superando Mato Grosso (16,9%) e Paraná (11,3%).

Assim, o estado destacou-se em grupos específicos, como sucos (83,7% da exportação nacional), complexo sucroalcooleiro (63,1%), e produtos alimentícios diversos (73,9%).



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setor discute alternativas para ampliar escoamento e liquidez no RS



Na última semana, a Câmara Setorial do Trigo da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul se reuniu com integrantes da cadeia produtiva do estado para discutir apoio à comercialização do trigo da safra 2024/2025.

O encontro ocorreu após a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciar a aquisição de até 200 mil toneladas do grão via Aquisição do Governo Federal (AGF), permitindo que produtores gaúchos vendam o trigo diretamente ao governo federal.

A decisão da Conab, no entanto, gerou reações entre operadores do mercado. O diretor-geral da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), Cesar Henrique Bernardes Costa, manifestou preferência pelos mecanismos Prêmio para Escoamento do Produto (PEP) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro). Segundo ele, essas ferramentas são mais vantajosas que o AGF, pois “permitem o escoamento de uma quantidade muito maior do grão, beneficiando um maior número de produtores”.

Costa aponta ainda que o AGF apresenta limitações como a necessidade de armazéns credenciados, custos elevados de estocagem e dificuldades de revenda.

Os representantes do setor solicitaram ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apoio para implementar o PEP e o Pepro, destacando que, com menos da metade dos recursos destinados ao AGF, seria possível subsidiar cerca de 500 mil toneladas, aumentando a liquidez e assegurando a renda dos produtores no estado.

Safra e preço do trigo

A atual safra brasileira de trigo está estimada em 8,64 milhões de toneladas, representando um aumento de 2,1% em relação à temporada passado. Segundo a Conab, a produção no Paraná sofreu queda devido a condições climáticas adversas, o que, somado a perdas em outras grandes regiões produtoras, como Rússia, Europa, Estados Unidos e Austrália, resultou numa leve recuperação nos preços internos.

No Rio Grande do Sul, as enchentes de maio afetaram a qualidade do trigo, pressionando o preço do grão, que segue abaixo do preço mínimo estabelecido pelo governo.

O preço médio pago ao produtor gaúcho está em torno de R$ 67 por saca de 60 kg, enquanto o preço mínimo é de R$ 78,51. A Conab afirma que acompanha o mercado e que o AGF pode ser aplicado em outros estados produtores que também tenham preços de mercado inferiores ao mínimo, considerando o volume de recursos disponível.

Na safra passada, o governo federal usou leilões do Pepro e Pep para apoiar o escoamento de aproximadamente 479,28 mil toneladas de trigo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mato Grosso bate recorde de exportação de algodão



Embarques do algodão devem continuar aquecidos nos próximos meses




Foto: Canva

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o algodão mato-grossense registrou um novo recorde de exportação em outubro. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), Mato Grosso exportou 166,38 mil toneladas de algodão em outubro de 2024, o maior volume já registrado para o mês na série histórica. Esse desempenho elevou o acumulado da safra 23/24, entre agosto e outubro, para 318,74 mil toneladas, também um recorde.

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Entre os principais destinos do algodão mato-grossense, o Vietnã e a China se destacaram, com importações de 80,52 mil e 72,05 mil toneladas, respectivamente. A China, embora ainda não tenha alcançado a mesma participação vista na safra 22/23, pode aumentar a demanda no futuro próximo. Essa expectativa é impulsionada pelo novo pacote econômico anunciado pelo governo chinês, que visa reativar a economia do país, e pelos possíveis impactos das eleições nos Estados Unidos, que podem influenciar o comércio internacional.

Com a recuperação da demanda chinesa e o crescente consumo de algodão em outros países, as projeções indicam que os embarques de algodão de Mato Grosso devem continuar aquecidos nos próximos meses.





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Brasil é segundo país a entregar meta de emissões na COP29


O Brasil foi o segundo país a apresentar a terceira geração da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês), que define a redução de emissões de gases do efeito estufa de 59% até 67%, em 2035.

O plano, que já havia sido apresentado no Brasil, foi oficialmente entregue ao secretário-executivo do clima das Nações Unidas, Simon Stiell, na 29ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP29), em Baku, no Azerbaijão.

“O Brasil sai de um modelo negacionista, para a liderança e protagonismo no combate às mudanças climáticas. O presidente Lula tem total compromisso em o Brasil ser o exemplo de grande protagonista”, afirmou o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

Futuro de baixo carbono

O documento entregue reassume a meta de neutralidade climática até 2050 e traz na sua apresentação “uma visão de um país que reconhece a crise climática, assume a urgência da construção de resiliência e desenha um roteiro para um futuro de baixo carbono para sua sociedade, sua economia e seus ecossistemas”.

Além de reunir um resumo de políticas públicas que se somam para viabilizar as metas propostas na NDC, como o Plano de Transformação Ecológica, o documento também detalha por setor da economia brasileira as ações que vêm sendo implementadas no país para que as emissões de gases do efeito estufa sejam mitigadas.

De acordo com a NDC brasileira os Planos Setoriais de Mitigação, que estão em elaboração na Estratégia Nacional de Mitigação, que integra o Plano Clima, são orientados pela nova meta e estabelecerão valores absolutos de redução de emissões de todos os gases de efeito estufa e metas para todas as áreas da economia brasileira.

A previsão é que esta etapa da política pública esteja concluída no primeiro semestre de 2025.

Pelas redes sociais, Stiell falou da liderança brasileira na entrega da geração 3.0 de NDC. “A mensagem está clara: a ação climática está aumentando porque é a passagem de todas as nações para a segurança e a prosperidade”, destacou.

Marina Silva, SenadoMarina Silva, Senado
Foto Lula Marques/ Agência Brasil

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou que a opção da entrega da meta com uma margem variável ocorreu por se tratar de um prazo de mais de dez anos, e que considera possíveis alterações nos cenários econômicos, de cooperação internacional e de avanços tecnológicos.

“O foco é termos um número absoluto que saia de mais de 2 bilhões de toneladas de CO² para 850 milhões e, lastreando essa decisão, nós temos o Plano Clima, temos o Plano de Transformação Ecológica, que é o novo paradigma para o modelo de desenvolvimento do Brasil, com seis eixos estratégicos”, diz

O primeiro país a entregar a NDC à Organização das Nações Unidas foi os Emirados Árabes Unidos, como já havia sido acordado anteriormente na formação da Troika, o pacto multilateral firmado pelas três presidências das COPs 28, 29 e 30, respectivamente Emirados Árabes Unidos, Azerbaijão e Brasil, para o cumprimento da Missão 1,5 °C.

As diretrizes estabelecidas no Plano Clima são resultado de um processo de consulta da sociedade, setor privado, academia, estados e municípios.



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Área do Paraná tem plantio da soja finalizado



O plantio de soja foi concluído nas áreas de atuação da Cooperativa Coopavel, localizada no oeste e sudoeste do Paraná. Segundo a Safras & Mercado, na semana passada, o avanço da semeadura estava em 99% e o plantio foi finalizado conforme o esperado.

As informações relatam que o clima tem favorecido as semeaduras na região, com algumas precipitações recentes que contribuíram para o bom desenvolvimento das plantas, além de proporcionar uma umidade ideal para o início da safra.

No último relatório divulgado, em 11 de novembro, foi informado que 6% das lavouras estão na fase de emergência, 60% no estágio de desenvolvimento vegetativo, 33% na floração e 1% na formação de grãos. A produtividade média da soja na região segue estimada em 4.000 quilos por hectare, mantendo-se dentro das expectativas para o ciclo.

Para 2024, a previsão de área cultivada na região é de 411,6 mil hectares, um aumento em relação aos 405 mil hectares plantados em 2023. O crescimento da área reflete a confiança dos produtores na safra deste ano, impulsionada pelas boas condições climáticas e pela adoção de práticas agrícolas eficientes.



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Imóveis rurais de grandes devedores podem ser usados para reforma agrária


Portaria publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (13) regulamenta a possibilidade de imóveis rurais de grandes devedores da União serem destinados à reforma agrária.

De acordo com o texto, a adjudicação em favor da Política Nacional de Reforma Agrária vale para imóveis penhorados em ações judiciais da União ou de autarquias e fundações públicas.

Assinada de forma conjunta pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e pelos ministros da Fazenda, Fernando Haddad; e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, a Portaria Interministerial nº 4 estabelece os procedimentos a serem adotados pelos órgãos envolvidos no processo, bem como os ritos a serem seguidos a cada etapa.

Entre os procedimentos previstos na portaria está a preparação de laudos e estudos técnicos sobre a viabilidade de uso do imóvel para fins de reforma agrária. Abrange também avaliações compatíveis com os valores de mercado.

Eficácia na cobrança

Em nota, a Advocacia-Geral da União (AGU) informa já ter se manifestado por meio de parecer, em fevereiro deste ano, com relação ao procedimento de entrega de imóvel penhorado à União, sem a necessidade de leilões, como forma de pagamento de dívidas.

Sobre a portaria publicada hoje, Jorge Messias explica que ela servirá de “instrumento para a realização da reforma agrária de modo pacífico”, dando “maior eficácia na cobrança da dívida pública e mais celeridade na incorporação de imóveis rurais ao programa, encurtando caminho na implementação da política pública e levando pacificação no campo”.

Imóveis rurais disponíveis

propriedade ruralpropriedade rural
Foto: Arquivo

As informações fornecidas semestralmente pela AGU sobre a disponibilidade de imóveis rurais penhorados em ações judiciais ficarão centralizadas no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária e no MDA.

“Da mesma forma, os órgãos federais serão informados sobre os devedores inscritos em dívida ativa para que possam checar a existência de imóveis rurais passíveis de penhora”, complementa a AGU.

Em nota, o ministro Paulo Teixeira disse que a portaria possibilitará, ao mesmo tempo, o assentamento de famílias acampadas; e que a União recupere créditos até então considerados perdidos.

“E o devedor vai poder abater sua dívida ativa”, acrescentou o ministro ao lembrar que, por fim, as novas regras vão colaborar para que o governo federal cumpra o equilíbrio fiscal.



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PEC avança com o apoio de 194 parlamentares



A proposta de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca acabar com a escala 6×1 e adotar uma jornada de trabalho de quatro dias semanais, com três de descanso, avançou no Congresso. A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) conseguiu o apoio necessário para que a proposta pudesse seguir sua tramitação. Com 194 assinaturas já garantidas, muito além das 171 necessárias, a PEC agora tem o caminho livre para ser discutida e votada na Câmara dos Deputados.

O objetivo da proposta é reduzir a jornada semanal de trabalho para 36 horas, sem alterar a carga máxima diária de oito horas, promovendo um equilíbrio maior entre vida profissional e pessoal. “A escala 6×1 é prejudicial à saúde dos trabalhadores, afetando o equilíbrio entre trabalho e lazer”, destacou a deputada, que também mencionou os benefícios em termos de saúde mental para os trabalhadores.

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Embora o tema tenha ganhado apoio expressivo entre os parlamentares, o debate continua acirrado. Enquanto a base do governo defende a redução da jornada, parlamentares da oposição alertam para os impactos econômicos, sugerindo que a mudança pode aumentar os custos em setores de intensa mão de obra, como o agropecuário e o de serviços. Além disso, setores empresariais levantam preocupações sobre a viabilidade de implementar a mudança em setores com alta dependência de horas trabalhadas.

O tema ainda deverá ser amplamente discutido no Congresso, onde outros modelos de jornada, como a redução para 36 horas semanais ao longo de uma década, também estão sendo analisados.

Desvio de foco

Em entrevista, o analista político Miguel Daoud comentou sobre o impacto da PEC e a discussão em torno da jornada de trabalho. Para Daoud, a proposta é uma tentativa do governo de desviar o foco das dificuldades fiscais e do corte de gastos que estão sendo discutidos no Congresso.

“A PEC sobre a escala 6×1 está funcionando como uma cortina de fumaça, uma distração para as pressões econômicas que o governo enfrenta. A mudança tem uma argumentação válida, mas o impacto na produtividade e nos custos para setores como o agropecuário pode ser significativo”, afirmou.

Daoud também destacou que, embora a proposta seja positiva para a saúde dos trabalhadores, especialmente nas grandes cidades, a realidade de setores intensivos em mão de obra, como os frigoríficos e setores agrícolas, pode enfrentar dificuldades com os novos custos de operação. “Reduzir a jornada pode aumentar os custos de folha salarial, e isso não pode ser ignorado, principalmente quando a produtividade do trabalhador brasileiro já está abaixo da média mundial”, acrescentou.

Segundo Daoud, o governo está usando o tema como uma forma de desviar a atenção de outras questões econômicas mais urgentes, como o rombo da Previdência e os ajustes necessários nas áreas de saúde e educação. “O governo precisa controlar os gastos públicos, e a proposta de jornada reduzida pode ser uma maneira de ganhar tempo e manter a popularidade enquanto outras reformas são discutidas”, concluiu.



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o produtor que se reinventou na dificuldade


Tudo começou com o café. A trajetória de Paulo Dalto Neto, produtor de soja na Fazenda Chapada do Céu, no Piauí, é marcada pela busca constante por inovação. Natural de Cambé, cidade do Paraná, ele cresceu em uma família de cafeeiros, mas foi a geada de 1975 que, de forma inesperada, o levou a trilhar um novo caminho: a soja.

“Eu costumo dizer que nasci debaixo de um pé de café. Mas, quando a geada destruiu nossa produção, foi aí que meu tio me ensinou a plantar soja, e desde então comecei a trabalhar com o grão”, conta.

A transição para a soja

Após o desastre causado pela geada, Paulo Dalto Neto e sua família começaram a plantar soja em terras arrendadas no Paraná, em 1976. Foi em 1982 que uma nova oportunidade surgiu.

“Fomos para Goiás em 1984, arrendamos terras e ficamos por lá cerca de 12 anos. Plantávamos soja em áreas arrendadas, mas a chance de comprar terras no Piauí apareceu, e viemos conferir,” conta Paulo.

Ao conhecer o estado, ele viu o potencial da região e decidiu investir na compra de terras em Sebastião Leal, no sul do Piauí, onde está localizada a Fazenda Chapada do Céu.

Fazenda Chapada do Céu e a tecnologia

Foto: Arquivo Paulo Dalto Neto

Hoje, a Fazenda Chapada do Céu é um exemplo de agricultura moderna e sustentável no Piauí. Paulo Dalto Neto afirma que 70% da área já está plantada e que as chuvas têm sido regulares para a região. Ele acredita que a tecnologia desempenhou um papel importante no crescimento da propriedade, permitindo a adoção de práticas mais eficientes e sustentáveis.

“As máquinas hoje são de última geração. No sul do Piauí, temos tratores e colheitadeiras tão avançados que fazem o trabalho praticamente sozinhas. O operador só precisa monitorar”, afirma Paulo.

Com o uso de máquinas altamente automatizadas, o conforto e a eficiência para os trabalhadores são notáveis. “As máquinas têm um nível de automação tão alto que o operador mal precisa interagir com elas. Se quiser, pode até colocar um saco de areia no banco, e elas vão continuar trabalhando o dia todo”, brinca o produtor.

No entanto, ele enfatiza que, apesar do avanço tecnológico, o manejo responsável é essencial. “É muito importante não exagerar no uso de insumos. Fazemos a análise do solo anualmente para entender o que ele precisa. A partir dessa análise, ajustamos o uso de fertilizantes, potássio e outros nutrientes, evitando o desequilíbrio e a degradação”, explica.

Ele também destaca a importância de práticas que ajudem a manter a saúde do solo e reduzir riscos ambientais. “Aqui na fazenda, adotamos técnicas como o cultivo de capim brachiaria que ajuda a proteger o solo. Mesmo enfrentando períodos de seca, conseguimos manter a produtividade com menos impacto ambiental.”

Sustentabilidade e biológicos

A Fazenda Chapada do Céu também é pioneira na adoção de práticas sustentáveis e biológicas no manejo das lavouras. O que tem nos ajudado no plantio é a fábrica de biológicos que temos na fazenda. São produtos naturais, como se fosse ‘iogurte’ para as plantas, que ajudam no controle de doenças e no desenvolvimento das lavouras,” explica Paulo.

A produção de biológicos na fazenda é uma das inovações que o produtor tem investido, contribuindo para o controle de pragas e doenças de maneira mais ecológica, sem depender tanto de produtos químicos. A sustentabilidade tem sido uma das marcas registradas da Fazenda Chapada do Céu, e a inovação é vista como fundamental para o futuro da agricultura.

Piauí: terra de oportunidades

O produtor é otimista quanto ao futuro da agricultura no Piauí, especialmente no sul do estado. “O Piauí ainda tem terras com preços muito acessíveis, principalmente nas áreas de fronteira. Mas é o agricultor quem vai valorizar a terra, investindo nela com boas práticas agrícolas e usando tecnologias,” afirma.

Com uma visão voltada para o futuro, Paulo acredita que a chave para o sucesso na agricultura está na adaptação às mudanças e no uso inteligente da tecnologia. “A tecnologia, a sustentabilidade e a adaptação às mudanças climáticas são os principais fatores que irão definir o futuro da agricultura no Brasil e no Piauí. Estamos preparados para seguir investindo e garantindo que a nossa produção seja cada vez mais eficiente e sustentável,” conclui Paulo Dalto Neto.



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