sábado, julho 18, 2026

Agro

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Frente fria traz temporais e risco de geada; veja quando e onde


Uma frente fria causou a derrubada de temperaturas no Sul do país nessa última quarta-feira (13). Os termômetros também despencaram no Sudeste.

Já para esta quinta-feira (14), a previsão é que as temperaturas permaneçam baixas no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná, com possibilidade de geada em áreas mais altas, principalmente as da serra catarinense.

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Risco de geada em 14 de novrmbro. Foto: Climatempo

Contudo, a partir de sexta-feira (15), a frente fria que atinge o Sul e Sudeste deixará de ser estacionária, mas o cenário de chuvas no Sudeste deve continuar.

Assim, de acordo com a Climatempo, a forte variabilidade dos ventos em altos níveis somada ao aporte de umidade da faixa norte do Brasil em direção ao Sudeste devem intensificar a instabilidade.

Volumes de chuva

acumulado de chuvaacumulado de chuva
Acumulado de chuva esperado entre 14 e 17 de novembro

Os acumulados de chuva previstos para os próximos dias indicam volumes significativos em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Muitas regiões podem registrar mais de 80 mm de chuva, e algumas áreas pontualmente poderão ultrapassar os 100 mm.

“Essa situação exige atenção redobrada das autoridades e da população, especialmente em áreas vulneráveis a alagamentos e deslizamentos de terra, considerando a continuidade das condições adversas nos próximos dias”, diz a nota da Climatempo.



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Europa lidera mercado de biológicos agrícolas


A União Europeia (UE), junto aos Estados Unidos, lidera a revolução dos produtos biológicos agrícolas, influenciando o mercado global de biocontrole e bioestimulantes. Embora América Latina e Ásia-Pacífico estejam ganhando força, a UE permanece à frente em inovação. Richard Jones, da DunhamTrimmer, entrevistou Mark Trimmer e Manel Cervera, executivos da empresa, para entender o sucesso e os desafios enfrentados nesse mercado.

Segundo Cervera, a demanda europeia por produtos agrícolas com menos químicos impulsiona o biocontrole. Supermercados adotaram padrões rigorosos de resíduos em produtos frescos, em resposta às expectativas dos consumidores. Esses “padrões secundários” exigem limites de resíduos de pesticidas bem abaixo dos padrões regulamentares, favorecendo produtos de biocontrole que, em geral, não deixam resíduos. Além disso, políticas ambientais e de saúde pública na UE, que restringem o uso de pesticidas convencionais, também aumentam a procura por alternativas biológicas.

Para Trimmer, no entanto, o processo regulatório europeu é um obstáculo ao desenvolvimento de produtos microbianos. Diferente dos EUA, onde a EPA possui diretrizes específicas para biopesticidas, a UE adota um sistema regulatório voltado a produtos químicos. Isso torna o lançamento de novos produtos biológicos mais lento e complexo. Trimmer acredita que, caso a UE simplifique esse processo, o mercado de biocontrole poderá expandir-se significativamente.

Quanto ao segmento de bioestimulantes, Cervera destaca o potencial crescente para produtos que melhorem a eficiência do uso de nutrientes, atendendo às necessidades do mercado europeu por produtos de qualidade. Apesar dos desafios regulatórios, algumas empresas inovam com moléculas bioestimulantes específicas, visando maior eficácia e previsibilidade nos resultados. A UE já incluiu bioestimulantes em sua regulamentação de fertilizantes, um passo importante para o avanço desse mercado, embora desafios, como o risco de comoditização e replicabilidade dos resultados em culturas de grande escala, ainda existam.

Em conclusão, a UE tem um papel pioneiro no avanço dos produtos biológicos agrícolas, mas enfrenta desafios regulatórios que atrasam a inovação. A expectativa é de que, com ajustes na legislação, o setor possa crescer ainda mais, sobretudo nos segmentos de biocontrole e bioestimulantes, ampliando as alternativas sustentáveis para a agricultura na região.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

preço médio do milho registra alta



Preço médio impulsionou o crescimento nas vendas




Foto: Pixabay

Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a comercialização do milho da safra 2023/24 atingiu 85,79% da produção até outubro de 2024 na Mato Grosso, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA). Este resultado indica um progresso de 6,60 pontos percentuais em comparação com setembro e um crescimento de 9,01 pontos percentuais em relação ao mesmo período da safra 2022/23. Mesmo com o avanço, as vendas ainda estão 3,12 pontos percentuais abaixo da média das cinco últimas safras.

A alta de 15,51% no preço médio impulsionou o crescimento nas vendas, que alcançou R$ 50,67 por saca no término de outubro.

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Em relação à safra 2024/25, as negociações chegaram a 20,87% da produção estimada em outubro, o que representa um avanço de 5,33 pontos percentuais sobre o mês anterior. Esse incremento foi favorecido pela valorização dos preços e pela necessidade dos produtores de garantir custos de insumos para o próximo ciclo. O preço médio do milho comercializado ficou em R$ 42,62 por saca, representando uma valorização de 4,03% em comparação a setembro.





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Brasil deve receber mais de 50 mil pessoas na COP30, diz governador do Pará



A preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), que acontecerá no Brasil, mais precisamente no Pará, centrou as atenções desta quarta-feira (13) na COP29, que acontece em Bakur, no Azerbaijão.

O governador paraense, Helder Barbalho, esteve presente para contar do andamento das obras para o recebimento do evento. Segundo ele, são esperadas mais de 50 mil pessoas de diversas partes do mundo na cidade.

“Nesse momento, já chegamos em 60% das obras e a previsão de entrega do parque da cidade é até o início de agosto”.

Após a fala do governador, a ministra do Meio Ambiente (MMA), Marina Silva, cobrou a entrega anual dos US$ 100 bilhões que deveriam ser investidos pelos países desenvolvidos aos emergentes para a mitigação das mudanças climáticas.

Segundo ela, o investimento não acontece na velocidade em que o meio ambiente necessita. “Os resultados da COP30 não nascem na COP30 […], os resultados já foram engendrados lá nos Emirados Árabes Unidos [durante a COP28, em 2023], quando decidimos que íamos triplicar [as energias] renováveis, quando decidimos que vamos ter que duplicar a eficiência energética e quando decidimos que vamos ter que fazer a transição para o fim do uso de combustível fóssil e do desmatamento”, disse.


A cobertura do Canal Rural na COP29 tem o apoio de Sistema OCB, Portos do Paraná, Itaipu Binacional, ApexBrasil, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e Governo Federal



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arroba do boi chega a ser negociada a R$ 350 em SP; veja cotações no país



O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com preços em alta. Em São Paulo, por exemplo, chegaram a ser relatadas negociações de até R$ 350 por arroba na modalidade a prazo, recorde para a atual temporada.

“O fato é que as indústrias não conseguem melhorar a posição de suas escalas de abate,
posicionadas entre quatro e cinco dias úteis, fazendo com que a indústria frigorífica, em
especial a exportadora, mantenha um comportamento agressivo na compra de gado”, afirma o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, o volume de carne embarcado neste segundo semestre, somado ao processo de desvalorização cambial, mantém o mercado externo bastante atrativo.

Preços médios da arroba do boi

  • Mato Grosso do Sul: R$ 325,68

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta preços firmes para a carne bovina, ainda em perspectiva de alta no curto prazo, em linha com a boa demanda ao longo da primeira quinzena do mês, de acordo com a Safras.

“Ainda é importante mencionar que a carne de frango tende a ganhar competitividade no restante da temporada, consequência do baixo poder de compra da população brasileira”, disse Iglesias.

O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 19,50 por quilo. O quarto traseiro segue no patamar de R$ 24,00 por quilo. A ponta de agulha está no patamar de R$ 18,20, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,33%, sendo negociado a R$ 5,7926 para venda e a R$ 5,7905 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7231 e a máxima de R$ 5,8186.



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China e Brasil preparam acordos no agro em visita de Xi Jinping



Os governos do Brasil e da China irão anunciar uma série de atos bilaterais e memorandos de entendimento nas áreas de agricultura, comércio, investimentos, infraestrutura, indústria, finanças e ciência e tecnologia na próxima semana.

Os acordos serão divulgados durante a visita do presidente chinês, Xi Jinping, ao Brasil, no dia 20, quando ele será recebido pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília.

“Há sinergias entre as políticas de desenvolvimento e programas de investimentos de Brasil e China com foco em finanças, infraestrutura, desenvolvimentos de cadeias produtivas, transformação ecológica e tecnologia que poderiam beneficiar os programas Novo PAC, Nova Indústria Brasil, plano de transição ecológica e rotas de integração sul-americana”, disse o secretário de Ásia e Pacífico do Ministério de Relações Exteriores, Eduardo Paes Saboia, em conversa com a imprensa sobre a visita de Estado.

Sobre a adesão ou não do Brasil à iniciativa chinesa conhecida como “Nova Rota da Seda”, o embaixador não entrou em detalhes. Apesar de dizer que o assunto não seria um “tabu” e que a declaração conjunta entre o Brasil e a China aprovada no ano passado trata de “aprofundar sinergias”, Saboia afirmou que não daria “spoilers” em torno do tema. “O foco é sinergia, é somar, é energizar para criar resultados que beneficiem os nossos países”, disse.

Investimentos da China

Segundo o embaixador, para a visita de Xi Jinping, estão em negociação protocolos para a exportação de mais produtos agrícolas brasileiros à China. Outro pilar são os investimentos.

Saboia afirmou que o governo brasileiro tem a intenção de ver uma presença “ainda mais robusta” de investimentos chineses aqui, em particular em infraestrutura e na capacidade produtiva industrial. “A visita apresentará iniciativas governamentais para incrementar os contatos nessas áreas. Dos 93 projetos industriais chineses no Brasil, tiveram destaque sobretudo a indústria automotiva, eletroeletrônica e de máquinas e equipamentos”, comentou o secretário.

Na área de finanças, Saboia destacou que, desde a visita de Lula à China em 2023, tem havido esforço por uma maior aproximação no segmento. De acordo com ele, estão em desenvolvimento iniciativas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Ministério da Fazenda e da B3 com linhas de financiamento, cofinanciamento de projetos e a possibilidade de negociação de fundos brasileiros em bolsas chinesas e vice-versa.

No pilar de ciência, tecnologia e inovação, o embaixador afirmou que a operação bilateral tem avançado para pesquisas em novas áreas como fontes de energia limpa, nanotecnologia, tecnologias da informação e comunicação. “E o MCTI tem desenvolvido iniciativas com as contrapartes chinesas para estabelecimento de cooperação na indústria fotovoltaica, tecnologia nuclear, inteligência artificial e mecanização e inteligência da agricultura familiar”, afirmou.

O embaixador ainda classificou a visita do líder chinês como o “ponto alto” da comemoração do meio século de relações diplomáticas. “Brasil e China são atores fundamentais para o processo de reforma da governança global. Além da relação política, existe uma relação comercial de primeira ordem. A visita servirá para reiterar o esforço do Brasil em continuar e ampliar os números do comércio bilateral e diversificar a pauta comercial com produtos brasileiros com maior valor agregado”, disse.

Ele também foi questionado sobre como a eleição de Donald Trump para um novo mandato a partir do próximo ano nos Estados Unidos poderia influenciar a relação entre Brasil e China. Saboia respondeu, por sua vez, que a conexão entre os países já atravessou “vários” governos norte-americanos, em diversas situações internacionais, e nesse período “só se fortaleceu”. “Nós temos excelentes relações com os Estados Unidos, e é um forte desejo do Brasil manter relações boas e densas com os Estados Unidos e com a China”, se restringiu a responder.



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Países questionam subsídios da Índia ao trigo e arroz na OMC



Segundo as regras da OMC, a Índia deve limitar seus subsídios



Segundo as regras da OMC, a Índia deve limitar seus subsídios
Segundo as regras da OMC, a Índia deve limitar seus subsídios – Foto: Divulgação

Estados Unidos, Argentina, Austrália, Canadá e Ucrânia apresentaram uma contranotificação à Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre os subsídios da Índia para trigo e arroz. A medida, liderada pelos EUA, aponta a falta de transparência do governo indiano sobre o real nível de apoio dado a esses produtos.

Segundo as regras da OMC, a Índia deve limitar seus subsídios a 10% do valor total da produção agrícola. No entanto, a contranotificação, que cobre os anos de comercialização de 2021-22 e 2022-23, alega, com base nos dados do próprio governo indiano, que o país excedeu esse limite. Programas de apoio ao trigo incentivam a superprodução, desencorajando o cultivo de outras culturas e resultando em grandes estoques públicos. Eventualmente, o governo indiano libera esse excesso no mercado internacional, causando distorções e prejudicando agricultores de países exportadores.

Vince Peterson, presidente da US Wheat Associates, elogiou o trabalho dos EUA e dos outros países em evidenciar essa distorção comercial. Segundo ele, o governo indiano continua fora de conformidade e sua insistência nos níveis altos de subsídios impede avanços nas negociações agrícolas da OMC.

Os agricultores dos Estados Unidos entendem a importância de apoiar os produtores quando necessário. No entanto, a abordagem da Índia está incorreta, e é fundamental que eles honrem seus compromissos”, ressaltou.

Esta é a terceira contra-notificação dos EUA contra os subsídios indianos. A primeira foi em 2018 e a segunda, em 2023, teve apoio de Austrália, Canadá, Paraguai, Tailândia e Ucrânia. Segundo Bobby Hanks, da USA Rice, a pressão de outros países pode levar a um possível processo de resolução de disputas contra a Índia na OMC.

 





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Fundo JBS pela Amazônia destaca crédito a pequenos produtores para recuperação de pastagens



Durante a COP29, em Baku, Azerbaijão, a diretora-executiva do Fundo JBS pela Amazônia, Andrea Azevedo, ressaltou a importância do fortalecimento de compromissos com pequenos produtores para promover a sustentabilidade na Amazônia.

Em painel realizado no Hub Amazônia, ela destacou iniciativas voltadas à recuperação de pastagens e suporte técnico, essenciais para manter a atividade produtiva e preservação ambiental na região.

No evento, intitulado “Recuperação de Pastagens na Amazônia: Mitigação e Adaptação em Sistemas Alimentares”, organizado pelo Consórcio da Amazônia Legal e pela TNC Brasil, especialistas discutiram soluções para restaurar áreas degradadas, visando reforçar o equilíbrio climático, a biodiversidade e a segurança alimentar na Amazônia.

Azevedo apresentou o Programa Escritórios Verdes, que oferece assistência técnica e apoio para a regularização ambiental de pequenos produtores. “Hoje, mais de 13 mil produtores foram atendidos, e estamos avançando com os Escritórios Verdes 2.0, que inclui gestão de propriedades para cerca de 800 produtores”, afirmou.

A executiva destacou também a importância de parcerias público-privadas para viabilizar a assistência técnica e o financiamento rural. “Estamos explorando um fundo público-privado de assistência técnica, pois depender apenas do Estado para atender todos os produtores não é viável. Parcerias são essenciais para reinvestir em programas que aumentem a produtividade e promovam a sustentabilidade”, disse Azevedo.

A rastreabilidade foi apontada como uma vantagem competitiva para atrair compradores que buscam produtos de origem sustentável, embora represente desafios. “Rastrear toda a cadeia seria uma vantagem competitiva para todas as indústrias, mas sabemos que não é tão simples quanto parece. Esse tipo de parceria é crucial”, afirmou, ressaltando o impacto positivo para o mercado.

Outro ponto de destaque foi a necessidade urgente de direcionar crédito agrícola para recuperação de áreas degradadas. Azevedo observou que 50% das pastagens em pequenas propriedades apresentam algum nível de degradação, totalizando 11 milhões de hectares. “A recuperação de pastagens no país é uma oportunidade única”, comentou a executiva, enfatizando o potencial de fundos como o Fundo Amazônia para apoiar a adoção de tecnologias de baixo carbono pelos pequenos produtores.

Com moderação de José Otávio Passos, diretor da TNC Brasil na Amazônia, o painel contou com a participação de Hongyu Guo, do Greenovation Hub e do Institute of Finance and Sustainability (IFS), e de Fernando Sampaio, da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

O Hub Amazônia seguirá com debates sobre desenvolvimento econômico e conservação até o fim da COP29, em 22 de novembro, trazendo perspectivas dos estados amazônicos para as discussões globais de sustentabilidade.


A cobertura do Canal Rural na COP29 tem o apoio de Sistema OCB, Portos do Paraná, Itaipu Binacional, ApexBrasil, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e Governo Federal



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Vice-chair do Fed diz que corte de juros tem como objetivo manter o mercado…


Logotipo Reuters

(Reuters) – O vice-chair do Federal Reserve, Philip Jefferson, disse na terça-feira que o corte de 50 pontos básicos na taxa de juros pelo banco central dos Estados Unidos no mês passado teve como objetivo manter o mercado de trabalho forte, mesmo que a inflação continue a diminuir.

“O Fomc ganhou mais confiança de que a inflação está se movendo de forma sustentável em direção à nossa meta de 2%”, disse Jefferson, referindo-se ao Comitê Federal de Mercado Aberto, do qual ele é membro.

“Para manter a força do mercado de trabalho, meus pares do Fomc e eu recalibramos nossa postura de política monetária no mês passado.”

O corte de 50 pontos-base nos juros na reunião de 17 e 18 de setembro do Fed foi maior do que muitos analistas esperavam. Em comentários preparados para evento do Davidson College, na Carolina do Norte, Jefferson explicou o raciocínio por trás da decisão praticamente nos mesmos termos em que o chair do Fed, Jerome Powell, o fez – como uma tentativa de manter a economia saudável, sem deixar de combater a inflação.

“A atividade econômica continua a crescer em um ritmo sólido. A inflação diminuiu substancialmente. O mercado de trabalho esfriou em relação ao seu estado anteriormente superaquecido”, disse Jefferson.

A inflação segundo a medida visada pelo Fed, a variação anual do índice PCE, foi de 2,2% em agosto, “muito mais próxima” da meta de 2% do Fed do que há dois anos, quando era de 6,5%, disse Jefferson.

“Espero que continuemos a progredir em direção a essa meta.”

Enquanto isso, o desemprego está em 4,1%, um aumento “limitado” em relação aos 3,8% de um ano atrás, disse Jefferson. No entanto, o crescimento do emprego diminuiu. “O esfriamento do mercado de trabalho é perceptível”, disse ele.

Em uma linguagem que ecoou o comunicado pós-reunião do Fed no mês passado, Jefferson disse que observará os dados, as perspectivas e o equilíbrio dos riscos ao considerar novos cortes nos juros.

“Minha abordagem para a formulação da política monetária é tomar decisões reunião a reunião”, disse Jefferson. “À medida que a economia evolui, continuarei a atualizar meu pensamento para melhor promover o emprego máximo e a estabilidade de preços.”

(Reportagem de Ann Saphir)





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Confira como ficaram os preços da saca de soja no Brasil e em Chicago



Com poucos negócios realizados no mercado interno, os preços da soja no Brasil apresentaram valores nominais nesta quarta-feira (13), com uma leve queda nas cotações, seguindo o movimento negativo observado na Bolsa de Chicago. A baixa oferta de soja no país tem mantido as negociações limitadas, com os produtores esperando melhores preços no futuro.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): R$ 135,00
  • Região das Missões (RS): R$ 134,00 por saca
  • Porto de Rio Grande (RS): caiu de R$ 144,00 para R$ 143,50 a saca
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 140,00 para R$ 138,00 a saca
  • Porto de Paranaguá (PR): caiu de R$ 145,00 para R$ 144,50 a saca
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 154,00 para R$ 153,00 a saca
  • Dourados (MS): caiu de R$ 142,00 para R$ 141,00 a saca
  • Rio Verde (GO): R$ 138,00

Chicago

Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em queda nesta quarta-feira, refletindo a pressão da entrada da safra norte-americana no mercado.

Além disso, o fortalecimento do dólar no exterior impactou negativamente as exportações americanas, tornando o produto mais caro para compradores estrangeiros. A expectativa de inflação em alta nos Estados Unidos também contribuiu para o recuo das cotações.

Contratos futuros da soja

Os contratos futuros de soja com vencimento em janeiro de 2025 fecharam a US$ 10,07 3/4 por bushel, com uma queda de 2,75 centavos ou 0,27%. Já os contratos com vencimento em março de 2025 fecharam a US$ 10,18 1/2 por bushel, com uma queda de 4,00 centavos ou 0,39%.

Nos subprodutos, a queda também foi observada, com o farelo de soja (dezembro de 2024) sendo cotado a US$ 291,60 por tonelada, com uma redução de US$ 1,30 ou 0,44%, enquanto o óleo de soja (dezembro de 2024) fechou a 45,18 centavos de dólar por libra-peso, com uma queda de 1,05 centavo ou 2,27%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,33%, cotado a R$ 5,7926 para venda e R$ 5,7905 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7231 e a máxima de R$ 5,8186.



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