sábado, julho 18, 2026

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‘O monitoramento da lagarta na lavoura de soja não deve se limitar à avaliação visual’, afirma pesquisador



Entre novembro e março, período de maior incidência da lagarta-da-soja devido ao tempo seco, os produtores de soja precisam redobrar a atenção no manejo da praga, que pode causar sérios prejuízos à produtividade. De acordo com Samuel Roggia, pesquisador da área de entomologia da Embrapa Soja, a principal prática de manejo para o controle da lagarta-da-soja tem sido o uso de cultivares de soja transgênicas, especialmente as variedades Bt.

A importância da soja Bt

A soja transgênica Bt, que contém proteínas tóxicas para certas pragas, incluindo a lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis), é uma das ferramentas mais eficazes no controle dessa praga. Existem três gerações do tipo no mercado, com a primeira geração sendo a mais amplamente adotada. ”Em anos recentes, a utilização extensiva de soja Bt tem mostrado bons resultados no controle da lagarta-da-soja, que teve sua incidência significativamente reduzida”, afirma Roggia.

Além da lagarta-da-soja, o Brasil também enfrenta desafios com outras pragas secundárias, como a lagarta falsa-medideira (Chrysodeixis includens), que ocorre de forma regionalizada, e outras espécies como Spodoptera eridania e Spodoptera cosmioides. Embora essas lagartas não sejam controladas pelas variedades Bt, seu impacto é geralmente menor, e a ocorrência varia conforme a região e o ano.

Pesquisador detalha o monitoramento

O pesquisador explica que, mesmo que as cultivares de soja Bt sejam eficazes no controle das principais lagartas, o monitoramento contínuo das lavouras é essencial. Roggia destaca a importância de realizar uma amostragem semanal das lavouras, mesmo para as variedades não transgênicas. ”O monitoramento não deve ser visual, mas sim detalhado, para identificar corretamente a espécie da lagarta e decidir qual estratégia de controle adotar”, alerta.

O monitoramento também é fundamental porque, em muitos casos, as lagartas podem ser atacadas por vírus, fungos ou predadores naturais. Quando a população de lagartas é baixa, é recomendável evitar a aplicação de produtos químicos, o que permite que os controles naturais façam seu trabalho.

Níveis de tolerância da soja

Uma das questões mais importantes no manejo de lagartas é entender os níveis de tolerância da soja à desfolha. Antes do florescimento, a soja pode tolerar até 30% de desfolha sem perda significativa de produtividade. Após o florescimento, esse nível de tolerância cai para 15%.

“Mesmo que a soja apresente algum nível de desfolha, ela ainda pode produzir normalmente, desde que dentro dos limites de tolerância”, explica Roggia. Em muitos casos, o agricultor pode passar o ciclo da soja sem precisar realizar aplicações de controle de lagartas, desde que o monitoramento seja rigoroso e as populações de pragas não atinjam níveis críticos.

Pragas secundárias

O agricultor também deve estar atento às pragas secundárias, como a lagarta helicoverpa, mais comum em regiões produtoras de algodão. Embora a incidência ainda seja restrita a algumas áreas, o manejo dessa praga exige cuidados específicos, especialmente em lavouras de soja de alto potencial produtivo.

Quanto à rotação de culturas, o pesquisador destaca que ela tem um impacto limitado no controle das principais lagartas da soja, uma vez que essas pragas são, em sua maioria, específicas dessa cultura. A exceção é a lagarta-do-cartucho do milho, que, em algumas regiões, pode também afetar a soja.

Controle químico e biológico

Em casos de infestações mais graves, o uso de produtos químicos e biológicos pode ser necessário para o controle eficaz das lagartas. O pesquisador ressalta que a aplicação deve ser feita preferencialmente nas fases iniciais de desenvolvimento das pragas, quando são mais vulneráveis.

“O uso de produtos biológicos, como bactérias e vírus, tem se mostrado eficaz no controle de lagartas jovens. Além disso, há uma variedade de produtos biológicos no mercado, que devem ser selecionados conforme a espécie de lagarta presente na lavoura”, explica o especialista.

A identificação precisa da praga é importante, já que nem todos os produtos biológicos são eficazes para todas as espécies de lagartas. “A escolha do produto adequado e o monitoramento constante são passos essenciais para um manejo eficiente”, conclui o pesquisador, que reforça a importância do acompanhamento contínuo por parte do produtor para garantir o sucesso do controle e preservar a produtividade da lavoura.



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JBS alcança receita recorde de R$ 110 bilhões no 3º trimestre de 2024



A JBS registrou uma receita líquida recorde de R$ 110 bilhões no terceiro trimestre de 2024, com aumento de 20,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, a receita líquida alcançou R$ 396,6 bilhões, impulsionada pelo aumento das vendas de carne bovina no Brasil e pela demanda global de suas marcas de carne, incluindo a Friboi, segundo comunicado da empresa. A margem Ebitda ajustada subiu para 10,8%, quase o dobro da registrada em 2023, com Ebitda ajustado de R$ 11,9 bilhões, superando as expectativas de mercado.

O CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni, destacou a contribuição da Friboi para o desempenho positivo, apontando que o consumidor buscou “as marcas aspiracionais”, como a Friboi, o que trouxe retorno para o investimento de longo prazo na marca. Ele também afirmou que, embora o preço do boi tenha oscilado ao longo do ano, a JBS prevê uma estabilização a partir de agora, sem retorno aos preços anteriores.

“O preço do boi caiu ao longo do ano e, agora, subiu muito. Então, eu acho que tem espaço para uma pequena correção. Não vejo que vai voltar àqueles preços que estavam lá atrás, porque também não é sustentável”, disse Tomazoni.

Seara e Pilgrim’s

A Seara, divisão de aves e suínos da JBS, teve receita líquida de R$ 12,2 bilhões no trimestre, um crescimento de 19% em comparação com o ano anterior. A margem Ebitda ajustada da unidade foi recorde de 21%, resultado da expansão do portfólio de produtos de maior valor agregado e do aumento de 14% nas exportações. A Pilgrim’s Pride Corporation (PPC), com operações na América do Norte e na Europa, também teve resultados significativos, registrando um Ebitda ajustado de US$ 660,4 milhões e receita líquida de US$ 4,6 bilhões, com aumento de 103,8% na margem em um ano.

A JBS Brasil obteve uma receita líquida de R$ 18,1 bilhões, alta de 25% comparado ao terceiro trimestre de 2023, favorecida pela forte demanda internacional e pelo ciclo pecuário no país. Já a unidade de carne bovina da JBS nos Estados Unidos, JBS Beef North America, gerou receita líquida de US$ 6,3 bilhões, com Ebitda ajustado de US$ 36 milhões.

Em termos de saúde financeira, a empresa informou que antecipou a redução da alavancagem projetada para o final do ano. Entre o segundo e o terceiro trimestre de 2024, a alavancagem em dólar caiu de 2,77x para 2,15x, com um caixa de R$ 28,5 bilhões e acesso a linhas de crédito rotativas que somam R$ 18,3 bilhões.



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Frente fria no Brasil fica ou vai embora? Confira o tempo no país



A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja em todo o Brasil indica que a frente fria, que segue estabilizada no Brasil Central, trará chuvas para os estados de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. Em algumas dessas regiões, como o sul de Minas Gerais, a expectativa é de acumulados superiores a 80 mm nos próximos dias, o que pode prejudicar os trabalhos no campo, especialmente o plantio e a colheita.

Já em Mato Grosso do Sul, a previsão é de tempo mais firme, mas a chuva deve retornar já na próxima semana, com volumes em torno de 50 mm, o que ajudará a recuperar a umidade do solo e beneficiará as lavouras.

Na região Sul, o litoral de Santa Catarina e o nordeste do Rio Grande do Sul devem registrar chuvas muito volumosas, com acumulados entre 50 e 80 mm, o que pode provocar alagamentos e deslizamentos de terra, especialmente em áreas mais suscetíveis a esses fenômenos.

A chuva também vai ganhar força na região Norte, especialmente no estado do Pará, onde o retorno da umidade ajudará no desenvolvimento da soja e também na implementação da safrinha de milho.

Seca persiste no país

No entanto, a situação é mais complicada em Mato Grosso do Sul, especialmente na faixa Oeste do estado, onde o tempo seco deve persistir por cerca de 10 dias. Esse período sem chuvas eleva o risco de focos de incêndio, o que exige cuidados redobrados por parte dos produtores.

A expectativa é que a chuva só retorne de forma mais volumosa no final de novembro, o que fará com que as condições permaneçam mais quentes e com falta de umidade até lá. Para enfrentar esse cenário, os produtores da região precisarão recorrer à irrigação para garantir a saúde das lavouras, já que as chuvas deverão ser mais intensas em Mato Grosso do Sul a partir de dezembro.



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Enchentes gaúchas e fator Índia derrubam exportações de arroz em 40%



O Brasil exportou 39,7% menos arroz (base casca) em outubro deste ano em comparação ao mesmo período de 2023.

Assim, 122,9 mil toneladas do cereal foram embarcadas, com receita de US$ 47,1 milhões, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), com base em números do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No ano passado, as vendas totalizaram 203,8 mil toneladas, com faturamento de US$ 65,6 milhões).

Já os envios de arroz beneficiado para o exterior em outubro somaram 81,9 mil toneladas, com divisas de US$ 26,9 milhões. Em volume, o recuo foi de 53,2% e em receita, de US$ 48,7%.

Principais compradores do arroz

Os principais destinos das exportações de arroz beneficiado no mês passado foram Senegal, Países Baixos (Holanda), Gâmbia, Serra Leoa, Peru, Arábia Saudita, Cabo Verde, Trinidad e Tobago, Uruguai e Portugal.

O diretor de Assuntos Internacionais da Abiarroz, Gustavo Trevisan, aponta as enchentes ocorridas no Rio Grande do Sul (principal estado produtor no país) como a causa principal da queda das exportações do arroz.

“Além disso, um dos principais motivos dessa baixa das exportações é a falta de competitividade do nosso arroz, que está mais caro no momento devido à escassez de matéria-prima, especialmente no Rio Grande do Sul, atingido por enchentes ocorridas em abril e maio no estado.”

Além disso, Trevisan aponta a volta da Índia para o mercado de exportação, elemento que desestabilizou mais o mercado mundial do arroz, provocando baixa nos preços.



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Entregas de fertilizantes totalizam 28 milhões de toneladas


As entregas de fertilizantes no Brasil alcançaram 5,13 milhões de toneladas em agosto de 2024, uma queda de 7% em relação ao mesmo mês de 2023, quando foram registradas 5,51 milhões de toneladas, segundo o que foi informado pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a agosto, o total foi de 28,03 milhões de toneladas, com redução de 2% em comparação aos 28,61 milhões de toneladas de 2023. 

O Estado de Mato Grosso foi o maior responsável pelas entregas, com 5,95 milhões de toneladas, representando 21,2% do total. Outros estados destacados incluem Paraná (3,32 milhões), São Paulo (3,10 milhões), Rio Grande do Sul (2,90 milhões), Goiás (2,67 milhões), Minas Gerais (2,49 milhões) e Bahia (2,07 milhões).

Em relação à produção nacional de fertilizantes, a fabricação de fertilizantes intermediários alcançou 626 mil toneladas em agosto de 2024, registrando um crescimento de 2,5% em comparação com o mês anterior. Esse aumento reflete um desempenho positivo no mês, mas, quando analisado o acumulado de janeiro a agosto, a produção totalizou 4,29 milhões de toneladas. No entanto, esse valor representa uma redução de 1,6% em relação ao mesmo período de 2023, indicando uma desaceleração na produção ao longo do ano.

As importações também cresceram. Em agosto de 2024, foram importadas 4,32 milhões de toneladas, um aumento de 32,5% em relação a 2023. No acumulado, o volume importado foi de 24,83 milhões de toneladas, com crescimento de 5,1% em relação ao ano passado. O porto de Paranaguá, principal ponto de entrada, registrou 6,36 milhões de toneladas, um aumento de 10% em relação a 2023.





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Como ficaram os preços da soja em Chicago na reabertura?



Os contratos futuros de soja em grão registraram preços mais baixos nas negociações da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) durante a sessão eletrônica de hoje (14). O mercado mantém as perdas observadas antes do intervalo, pressionado pela valorização do dólar em comparação às moedas, o que diminui a competitividade da oleaginosa no cenário exportador global. Caso essa tendência se consolide, será o quarto pregão consecutivo de queda para os preços da soja.

USDA

Além disso, os exportadores privados norte-americanos informaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 176.000 toneladas de soja para destinos não revelados, com entrega prevista para a temporada 2024/25. Esse volume, embora significativo, não tem sido suficiente para reverter o impacto da alta do dólar sobre os preços da soja.

Contratos futuros da soja

No fechamento da sessão, os contratos com entrega em janeiro de 2025 estavam cotados a US$ 10,04 por bushel, apresentando uma queda de 3,75 centavos de dólar (ou 0,37%) em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com entrega em março de 2025 operavam com recuo de 5,50 centavos de dólar (ou 0,36%), sendo cotados a US$ 10,14 3/4 por bushel.

A força do dólar é um fator importante para os mercados de commodities, especialmente para a soja, que possui uma grande parcela de sua produção voltada para a exportação. A valorização da moeda norte-americana torna o produto mais caro para compradores de outras partes do mundo, diminuindo a competitividade dos exportadores dos EUA no mercado global.



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Produção de trigo cresce 40% em Santa Catarina



Nos últimos seis anos, a produção catarinense de trigo avançou 180%




Foto: Canva

A produção de trigo de Santa Catarina na deve alcançar um crescimento de 40,8% na safra 2024/2025, com volume colhido passando de 307 mil toneladas para 433 mil toneladas. Esse avanço ocorreu mesmo com a redução da área plantada, que caiu de 137,5 mil hectares para 121,3 mil hectares, conforme dados da Epagri/Cepa. A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR) tem investido na cadeia produtiva do trigo por meio de ações como a reativação da Câmara Setorial de Grãos e a implementação de programas de fomento.

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Segundo o informado pelo SAR, nos últimos seis anos, a produção catarinense de trigo avançou 180%, um crescimento bem superior à média nacional de 76%. O estado ocupa hoje o quinto lugar no ranking dos maiores produtores de trigo no Brasil, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e contribui para uma safra nacional estimada em 7,5 milhões de toneladas. A demanda do Brasil, por sua vez, está entre 11 e 12 milhões de toneladas anuais.

O Governo Estadual, por meio da SAR e da Epagri, desenvolve programas para aumentar a produtividade e a qualidade das lavouras. O Programa Terra Boa, por exemplo, incentiva o cultivo de cereais de inverno e apoia produtores com a distribuição de calcário, o que contribui para a correção do solo e o aumento do potencial agrícola das propriedades rurais. Em outubro deste ano, a SAR reativou a Câmara Setorial de Grãos, que, em parceria com Epagri, Cidasc e entidades do setor, visa identificar oportunidades de desenvolvimento para os produtores e fomentar o crescimento da cadeia produtiva.





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IBGE prevê que safra 2025 alcançará 311,0 milhões de t, 5,8% maior que a de 2024



A safra agrícola de 2025 deve totalizar 311,0 milhões de toneladas, 17,2 milhões de toneladas a mais que o desempenho de 2024, um aumento de 5,8%. Os dados são do primeiro Prognóstico para a Produção Agrícola do ano que vem, divulgado nesta quinta-feira (14), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Já o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de outubro aponta uma safra de 293,8 milhões de toneladas em 2024, 6,9% menor que a de 2023, 21,6 milhões de toneladas a menos.

O resultado é 1,368 milhão de toneladas menor que o previsto no levantamento anterior, de setembro, uma queda de 0,5%.



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Mercado do boi gordo registra altas consecutivas



Mercado na praça goiana mostra um cenário de valorização




Foto: Sheila Flores

O mercado do boi gordo segue com altas consecutivas nas cotações nas praças paulistas, com escalas de abate que variam entre quatro e 12 dias. O mercado na praça goiana também mostra um cenário de valorização em todas as categorias. O preço do boi gordo subiu R$8,00/@, enquanto a arroba da vaca teve aumento de R$5,00 e a novilha registrou alta de R$3,00/@.

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Na região Norte de Minas Gerais, o “boi China” foi o único a apresentar alta de preços, enquanto as demais categorias mantiveram os valores estáveis. As escalas de abate na região estão, em média, em sete dias.

De acordo com os primeiros resultados das Pesquisas Trimestrais da Pecuária, divulgadas pelo IBGE, o abate de bovinos no Brasil cresceu 14,8% no terceiro trimestre de 2024, em comparação com o mesmo período de 2023. Em relação ao segundo trimestre de 2024, o aumento foi de 3,7%. No total, foram abatidas 10,33 milhões de cabeças sob inspeção sanitária no período, com a produção de 2,74 milhões de toneladas de carcaças bovinas, o que representa um incremento de 14,3% em relação ao terceiro trimestre de 2023 e um aumento de 6,3% sobre o segundo trimestre de 2024.





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Polícia retira corpo de autor de atentado na Praça dos Três Poderes


A Polícia Civil retirou o corpo de Francisco Wanderley Luiz às 9h desta quinta-feira (14) da Praça dos Três Poderes, em Brasília. Conhecido como Tiu França, ele é de Rio do Sul (SC) e morreu na noite desta quarta-feira (13) ao detonar explosivos em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), por volta das 19h30. Seu corpo ficou cerca de 13 horas na Praça dos Três Poderes, enquanto a equipe de perícia trabalhava.

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Durante a madrugada, o esquadrão antibombas da Polícia Militar (PM) do Distrito Federal fez uma varredura no local e encontrou mais três dispositivos, que foram desativados para garantir a segurança dos agentes que trabalham na investigação do corrido, a cargo da Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil do DF. O local foi liberado às 7h da manhã para perícia.

O chaveiro Francisco Wanderley Luiz foi candidato a vereador pelo PL em Rio do Sul, Santa Catarina, nas eleições de 2020. A PF abriu inquérito para investigar o caso.

Vídeo das câmeras de segurança do STF mostram Francisco atirando artefatos explosivos em direção à escultura A Justiça, que fica em frente ao prédio da Corte e, em seguida, acendendo outro no próprio corpo. Momentos antes, o carro do homem também explodiu no estacionamento próximo ao Anexo IV da Câmara dos Deputados.

A PM informou que encontrou artefatos explosivos na casa onde Francisco estava hospedado, em Ceilândia, região administrativa a cerca de 30 quilômetros do centro de Brasília. Tanto a casa como o estacionamento ainda passam por varredura da equipe antibombas da polícia.



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