sexta-feira, julho 17, 2026

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Agronegócio paulista bate US$ 25,7 bi em exportações



De janeiro a outubro, embarques de café sobem mais de 40%




Foto: Pixabay

No acumulado de janeiro a outubro de 2024, as exportações do agronegócio de São Paulo cresceram 11,2%, totalizando US$ 25,77 bilhões. Com isso, o estado atingiu um superávit comercial de mais de US$ 21 bilhões, impulsionado especialmente pelo aumento de 41,4% nas exportações de café. Os dados são do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), órgão ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA).

De acordo com a Secretaria de Agricultura, o café se destacou como um dos principais produtos agrícolas exportados pelo estado, com participação de 4,1% nas vendas internacionais, somando mais de US$ 1 bilhão no período. A maior parte das exportações de café paulista foi de grãos verdes, com 71,7% do total, seguida pelo café solúvel, que representou 24%.

Além do café, outros produtos agrícolas foram fundamentais para o desempenho da balança comercial paulista: sucos cresceram 30,6%; o complexo sucroalcooleiro teve alta de 23,9%; e produtos florestais, como celulose e papel, registraram aumento de 18,9%. Em contrapartida, o complexo soja apresentou uma queda de 35%, reflexo de oscilações no preço e no volume exportado, conforme os dados divulgados pela SAA.

  • Complexo Sucroalcooleiro: Com participação de 40,7% no agronegócio paulista, o setor registrou US$ 10,48 bilhões em exportações, dos quais o açúcar representou 93% e o etanol 7%.
  • Carnes: O setor respondeu por 11,2% das exportações do agronegócio paulista, somando US$ 2,89 bilhões. A carne bovina foi responsável por 84,1% desse montante.
  • Produtos Florestais: Representaram 10,3% das exportações, totalizando US$ 2,66 bilhões, com destaque para celulose (55,2%) e papel (37,2%).
  • Sucos: Com 9,1% de participação, o setor registrou US$ 2,34 bilhões em exportações, sendo o suco de laranja responsável por 98,2% do valor.
  • Complexo soja: Registrou 8,5% de participação, com US$ 2,18 bilhões em exportações. A soja em grão correspondeu a 77,1% do total.





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Quando o preço do azeite vai cair? Pesquisador da Esalq responde



O ano de 2024 tem sido marcado pela alta nos preços do azeite de oliva nos supermercados. No mês de junho, por exemplo, o produto subiu 50% e, desde então, continua em altos patamares.

O pesquisador da Esalq-USP, Carlos Eduardo Vian, ressalta que a redução da safra global por questões climáticas atingiu em cheio os principais produtores, como Espanha, Portugal, Itália Grécia e, também, os do norte da África.

“Esses países foram afetados por grandes ondas de calor nos últimos anos, o que impactou na produção, que ocasionou uma redução dos estoques mundiais”.

Contudo, de acordo com ele, as expectativas das principais associação de produtores de oliva da União Europeia é de uma boa safra 2024/25.

“Com isso, há uma expectativa de que haja uma redução de preços nos próximos meses. Não vamos voltar, necessariamente, a patamares de preços anteriores, mas deve haver uma redução para o início de 2025 e ao longo do primeiro semestre do ano. Devemos sentir isso nas gôndulas de supermercados aqui no Brasil”

Produção nacional

O presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Renato Fernandes, diz que não é possível contar com a produção nacional para abater a escassez global do azeite. “Somos insignificantes no contexto global de produção, respondendo por apenas 0,5%, ou 500 mil litros por ano, mas temos grandes possibilidades de crescimento”.

De acorod com ele, para isso acontecer, é preciso aumentar a produção no Rio Grande do Sul e também no Sudeste, mas, também, contar com tempo, organização e parcerias.

“Isso tem acontecido. Posso relatar como exemplo concreto a vinda do Conselho Oleícola Internacional (COI) ao Brasil nas últimas semanas, o que tem nos aproximado muito dos grandes players para, realmente, o Brasil se tornar um grande produtor”.



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Brasil precisa mostrar a sua verdadeira face na COP30, diz Arnaldo Jardim



A capacidade do agronegócio de mitigar as suas emissões de gases de efeito estufa foi destacada pela comitiva do Brasil na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2024 (COP29) nesta quinta-feira (14).

O deputado federal Arnaldo Jardim, que também é presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), acredita que o Brasil tem a obrigação de apresentar ao mundo, durante a COP30 que ocorrerá em 2025 no Pará, o que faz de melhor em termos sustentáveis.

“Nós produzimos um novo projeto de base regulatória para a produção de hidrogênio de baixo carbono, o Combustível do Futuro […], a regulamentação do mercado de carbono vem aí e nós vamos produzir também o marco regulatório para eólicas offshore. Assim, o Brasil não fica devendo a ninguém no mundo nesse sentido”.

O parlamentar ressaltou, também, que o agronegócio brasileiro tem compromisso com a sustentabilidade e que o país possui uma matriz energética exemplar. “Tudo isso precisa aparecer e o Brasil precisa mostrar a sua verdadeira face na COP30”.

Exemplo do cooperativismo

O coordenador de Meio Ambiente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Alex Macedo, presente no evento internacional, ressaltou que a entidade busca mostrar ao mundo o cooperativismo como instrumento de combate às mudanças climáticas.

“O sistema cooperativo tem diversos princípios que reforçam a nossa atuação de preocupação com a comunidade, do interesse em ter um desenvolvimento econômico, social, mas que, ao mesmo tempo, traga equilíbrio ambiental. A gente precisa demonstrar isso e trazer indicadores, números e, para tanto, viemos na COP justamente para reforçar esse papel com dois painéis específicos, um com foco em produção sustentável e outro com foco no papel das cooperativas de crédito no financiamento verde”.


A cobertura do Canal Rural na COP29 tem o apoio de Sistema OCB, Portos do Paraná, Itaipu Binacional, ApexBrasil, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e Governo Federal



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Novo fundo para o agro aprovado na câmara



“Esse fundo vem complementar os mecanismos previstos para a política agrícola”



O fundo será uma importante ferramenta para ajudar os produtores a se protegerem contra calamidade
O fundo será uma importante ferramenta para ajudar os produtores a se protegerem contra calamidade – Foto: Divulgação

O Projeto de Lei 711/2022, que cria o Fundo Nacional para Prevenção, Proteção e Defesa Agropecuária Contra Calamidades (FUNDEAGRO), foi aprovado nesta terça-feira (12) pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados. A proposta visa financiar ações de prevenção, proteção e defesa agropecuária, além de conceder subsídios aos produtores rurais que enfrentam perdas causadas por eventos climáticos ou sanitários adversos, como secas, chuvas excessivas e doenças nas plantações e criações de animais.

O fundo será uma importante ferramenta para ajudar os produtores a se protegerem contra calamidades, garantindo a continuidade das atividades agropecuárias e complementando os mecanismos da política agrícola. A criação do fundo também tem como objetivo reduzir os riscos enfrentados pelos produtores e mitigar os danos causados por calamidades, impulsionando o setor agropecuário e fortalecendo a economia nacional. Após a aprovação na CAPADR, o projeto seguirá para a Comissão de Finanças e Tributação (CFT) e, posteriormente, será analisado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC), onde passará por mais etapas antes de ser sancionado.

“Com essa proposta, buscamos criar mais um mecanismo para proteção contra eventos que causem prejuízo ao setor agropecuário, que é o principal gerador de divisas para o nosso país. Esse fundo vem complementar os mecanismos previstos para a política agrícola, como um novo instrumento fiscal”, enfatizou o relator da proposta e integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Rafael Pezenti (MDB-SC).

 





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Confira as cotações médias da arroba do boi nesta véspera de feriado



O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com preços em alta. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o ambiente de negócios ainda sugere por novos reajustes no curto prazo.

Isso acontece em linha com a atual posição das escalas de abate, em um ambiente ainda pautado por uma demanda superaquecida, em especial para exportação.

“É importante destacar que os abates continuam expressivos, e a indústria exportadora tem preferido manter uma dinâmica agressiva na compra de gado, com uma capacidade ociosa relativamente baixa para manter um ritmo forte de embarques”, afirma o analista da empresa Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, a recente elevação dos preços médios das proteínas de origem animal no mercado internacional somado ao processo de desvalorização cambial mantém as exportações altamente atrativas.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 339,42
  • Goiás: R$ 331,43
  • Minas Gerais: R$ 329,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 325,68
  • Mato Grosso: R$ 314,59

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresentou alta explosiva em seus preços no dia. Contudo, é necessário mencionar que há limitações quando se trata de mercado doméstico, salienta a Safras & Mercado. O consumidor brasileiro tem baixo poder de compra e não tem condições de absorver reajustes tão agressivos.

“O processo de migração para proteínas de menor valor agregado, em particular da carne de frango, tende a se acentuar no restante da atual temporada e ganhar ainda mais intensidade ao longo do primeiro trimestre, período em que a população está descapitalizada”, apontou Iglesias.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 25,50 por quilo, alta de R$ 1,50. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 19,50, por quilo. Já a ponta de agulha foi cotada a R$ 19,00 por quilo, alta de R$ 0,80.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,08%, sendo negociado a R$ 5,7877 para venda e a R$ 5,7856 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7626 e a máxima de R$ 5,8291. Na semana, a moeda teve valorização de 0,91%.



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saiba os preços da saca e como o mercado se comportou



O mercado brasileiro da soja registrou lotes pontuais negociados nesta quinta-feira (14), com rumores de compras a preços firmes e pagamento previsto para janeiro. As informações são da Safras & Mercado.

Por outro lado, os negócios ocorreram antes da queda acentuada observada na Bolsa de Chicago, o que levou o mercado interno a se travar, com recuo nos preços. Muitas das indicações serviram apenas como referência durante o dia.

Cotações no Brasil

  • Passo Fundo (RS): a saca de 60 quilos caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • Região das Missões (RS): a saca desceu de R$ 134,00 para R$ 133,00
  • Porto de Rio Grande (RS): o preço diminuiu de R$ 143,50 para R$ 143,00
  • Cascavel (PR): a saca diminuiu de R$ 138,00 para R$ 137,00
  • Porto de Paranaguá (PR): o preço recuou de R$ 144,50 para R$ 143,00
  • Rondonópolis (MT): a saca se manteve estável em R$ 153,00
  • Dourados (MS): o preço caiu de R$ 141,00 para R$ 139,00
  • Rio Verde (GO): a saca caiu de R$ 138,00 para R$ 135,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em queda nesta quinta-feira. Foi a quarta sessão consecutiva de perdas, com os traders avaliando os sinais de um possível governo Trump que poderiam afetar negativamente o mercado.

A maior preocupação é a possibilidade de mudanças nas regras para a produção de biodiesel, o que reduziria a demanda interna pelos grãos. Além disso, o temor de uma nova guerra comercial com a China e o retorno das tarifas elevadas impactaram as expectativas.

A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) divulgará nesta sexta-feira, 15, o resultado do esmagamento de soja nos Estados Unidos para o mês de outubro, com o mercado aguardando um total de 196,843 milhões de bushels. O volume de setembro foi de 177,320 milhões de bushels, enquanto em outubro do ano passado foi de 189,774 milhões de bushels.

A venda de 176.000 toneladas de soja foi reportada aos exportadores privados dos EUA, com destino ainda não revelado, a serem entregues na temporada 2024/25.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com queda de 20,25 centavos de dólar, ou 2%, a US$ 9,87 1/2 por bushel. A posição de março foi cotada a US$ 9,99 1/4, com perda de 19,25 centavos, ou 1,89%.

Nos subprodutos, o farelo de soja com vencimento em dezembro fechou com queda de US$ 4,60, ou 1,57%, a US$ 287,00 por tonelada. O óleo de soja, também com vencimento em dezembro, caiu 0,74 centavo, ou 1,63%, fechando a 44,44 centavos de dólar.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com uma leve alta de 0,08%, negociado a R$ 5,7877 para venda e a R$ 5,7856 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,7626 e a máxima de R$ 5,8291. Na semana, a moeda teve uma valorização de 0,91%.



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Preço do café arábica dispara e atinge patamares de 2022



Valorização do dólar frente ao real é um dos principais fatores que sustentam alta




Foto: Pixabay

Os preços do café arábica voltaram a registrar alta expressiva no início de novembro, alcançando níveis próximos aos do início de 2022. De acordo com informações divulgadas pelo Cepea, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, está operando próximo de R$ 1.600 por saca de 60 kg.

Pesquisadores do Cepea apontam que a valorização do dólar frente ao real é um dos principais fatores que sustentam essa alta. Além disso, os estoques ajustados e as incertezas quanto ao potencial produtivo da safra 2025/26 têm gerado maior especulação no mercado, elevando os preços domésticos.

A dinâmica atual reflete um contexto de maior cautela entre os agentes do setor, que acompanham atentamente os desdobramentos climáticos e o câmbio, fatores cruciais para as próximas temporadas.

 





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Como está o plantio da soja? Veja os números atualizados



O plantio da safra de soja 2024/25 no Brasil chegou a 78,2% da área prevista até o dia 14 de novembro, segundo dados da consultoria Safras & Mercado. O número é superior à média dos últimos cinco anos, que é de 71,1%.

Em comparação com a semana passada, quando o índice era de 69,1%, o ritmo do plantio tem se acelerado. Em relação ao ano passado, quando o progresso era de 68,2% no mesmo período, o cenário também é mais positivo, o que pode favorecer o ciclo da soja e possibilitar uma colheita mais antecipada.

O clima no plantio e colheita da soja

As condições climáticas variam entre as principais regiões produtoras da soja. Em algumas áreas, como o Centro-Oeste e o Sul, a chegada de chuvas fortes pode atrasar os trabalhos no campo, afetando tanto o plantio quanto a colheita.

Em algumas regiões, o tempo firme e a previsão de chuvas moderadas nos próximos dias devem ajudar na recuperação da umidade do solo e no desenvolvimento das lavouras. Na região Norte, por exemplo, o retorno da umidade favorece tanto a soja quanto o milho.

Por outro lado, o Oeste de Mato Grosso do Sul enfrenta um período de seca nas lavouras de soja, com a falta de chuvas prevista para persistir por cerca de 10 dias. Esse quadro eleva o risco de incêndios, exigindo cuidados redobrados dos produtores. A expectativa é que as chuvas mais volumosas só retornem no final de novembro, e a umidade do solo deverá ser recuperada mais efetivamente apenas em dezembro. Até lá, os produtores precisarão recorrer à irrigação para garantir a saúde das lavouras.



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Preço do boi deve ter leve correção para baixo, diz CEO da JBS



O CEO da JBS, Gilberto Tomazoni, afirmou que o preço do boi no Brasil, após oscilações ao longo de 2024, apresenta espaço para uma leve correção para baixo. “O preço do boi caiu ao longo do ano e, agora, subiu muito. Então, eu acho que tem espaço aí para uma pequena correção. Não vejo que vai voltar àqueles preços que estavam lá atrás, porque também não é sustentável”, afirmou Tomazoni, em meio à divulgação dos resultados do terceiro trimestre da empresa.

Segundo ele, a alta demanda internacional contribuiu para a valorização atual. Mas o cenário deve se estabilizar nas próximas semanas.

No terceiro trimestre de 2024, a JBS registrou receita líquida recorde de R$ 110 bilhões, um crescimento de 20,9% em comparação com o mesmo período do ano passado. No acumulado dos últimos 12 meses, a receita totalizou R$ 396,6 bilhões, impulsionada pelo aumento das vendas de carne bovina e pelo fortalecimento de marcas como a Friboi. A margem Ebitda ajustada da empresa atingiu 10,8%, quase o dobro do registrado em 2023, com Ebitda ajustado de R$ 11,9 bilhões, superando as expectativas de mercado.

Tomazoni destacou o impacto da Friboi, que se beneficiou da busca dos consumidores por “marcas aspiracionais”, consolidando a estratégia da JBS de investir em marcas de valor agregado. A força da Friboi no mercado, segundo o CEO, foi essencial para os resultados positivos, aliados à forte demanda internacional e ao crescimento nas exportações.

A JBS projeta que a estabilização do preço do boi no mercado brasileiro deverá contribuir para um equilíbrio sustentável da cadeia produtiva, com a Friboi continuando a desempenhar um papel central na consolidação de receita e na preferência do consumidor.



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‘O monitoramento da lagarta na lavoura de soja não deve se limitar à avaliação visual’, afirma pesquisador



Entre novembro e março, período de maior incidência da lagarta-da-soja devido ao tempo seco, os produtores de soja precisam redobrar a atenção no manejo da praga, que pode causar sérios prejuízos à produtividade. De acordo com Samuel Roggia, pesquisador da área de entomologia da Embrapa Soja, a principal prática de manejo para o controle da lagarta-da-soja tem sido o uso de cultivares de soja transgênicas, especialmente as variedades Bt.

A importância da soja Bt

A soja transgênica Bt, que contém proteínas tóxicas para certas pragas, incluindo a lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis), é uma das ferramentas mais eficazes no controle dessa praga. Existem três gerações do tipo no mercado, com a primeira geração sendo a mais amplamente adotada. ”Em anos recentes, a utilização extensiva de soja Bt tem mostrado bons resultados no controle da lagarta-da-soja, que teve sua incidência significativamente reduzida”, afirma Roggia.

Além da lagarta-da-soja, o Brasil também enfrenta desafios com outras pragas secundárias, como a lagarta falsa-medideira (Chrysodeixis includens), que ocorre de forma regionalizada, e outras espécies como Spodoptera eridania e Spodoptera cosmioides. Embora essas lagartas não sejam controladas pelas variedades Bt, seu impacto é geralmente menor, e a ocorrência varia conforme a região e o ano.

Pesquisador detalha o monitoramento

O pesquisador explica que, mesmo que as cultivares de soja Bt sejam eficazes no controle das principais lagartas, o monitoramento contínuo das lavouras é essencial. Roggia destaca a importância de realizar uma amostragem semanal das lavouras, mesmo para as variedades não transgênicas. ”O monitoramento não deve ser visual, mas sim detalhado, para identificar corretamente a espécie da lagarta e decidir qual estratégia de controle adotar”, alerta.

O monitoramento também é fundamental porque, em muitos casos, as lagartas podem ser atacadas por vírus, fungos ou predadores naturais. Quando a população de lagartas é baixa, é recomendável evitar a aplicação de produtos químicos, o que permite que os controles naturais façam seu trabalho.

Níveis de tolerância da soja

Uma das questões mais importantes no manejo de lagartas é entender os níveis de tolerância da soja à desfolha. Antes do florescimento, a soja pode tolerar até 30% de desfolha sem perda significativa de produtividade. Após o florescimento, esse nível de tolerância cai para 15%.

“Mesmo que a soja apresente algum nível de desfolha, ela ainda pode produzir normalmente, desde que dentro dos limites de tolerância”, explica Roggia. Em muitos casos, o agricultor pode passar o ciclo da soja sem precisar realizar aplicações de controle de lagartas, desde que o monitoramento seja rigoroso e as populações de pragas não atinjam níveis críticos.

Pragas secundárias

O agricultor também deve estar atento às pragas secundárias, como a lagarta helicoverpa, mais comum em regiões produtoras de algodão. Embora a incidência ainda seja restrita a algumas áreas, o manejo dessa praga exige cuidados específicos, especialmente em lavouras de soja de alto potencial produtivo.

Quanto à rotação de culturas, o pesquisador destaca que ela tem um impacto limitado no controle das principais lagartas da soja, uma vez que essas pragas são, em sua maioria, específicas dessa cultura. A exceção é a lagarta-do-cartucho do milho, que, em algumas regiões, pode também afetar a soja.

Controle químico e biológico

Em casos de infestações mais graves, o uso de produtos químicos e biológicos pode ser necessário para o controle eficaz das lagartas. O pesquisador ressalta que a aplicação deve ser feita preferencialmente nas fases iniciais de desenvolvimento das pragas, quando são mais vulneráveis.

“O uso de produtos biológicos, como bactérias e vírus, tem se mostrado eficaz no controle de lagartas jovens. Além disso, há uma variedade de produtos biológicos no mercado, que devem ser selecionados conforme a espécie de lagarta presente na lavoura”, explica o especialista.

A identificação precisa da praga é importante, já que nem todos os produtos biológicos são eficazes para todas as espécies de lagartas. “A escolha do produto adequado e o monitoramento constante são passos essenciais para um manejo eficiente”, conclui o pesquisador, que reforça a importância do acompanhamento contínuo por parte do produtor para garantir o sucesso do controle e preservar a produtividade da lavoura.



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